Em 2008, o Pai João me fez um pedido Especial.
Pediu-me pra que falasse com as pessoas que vem no Centro sobre Umbanda.
Segundo ele era a hora de repassar um pouco do que aprendemos.
Era hora de vestir a camisa e ajudar a divulgar a umbanda, contribuir para desmistificar.
E era nosso dever sair em defesa da nossa fé
Levar as pessoas um pouco de entendimento, ensinar.

Segundo o pai João é missão dos Pais, Mãe e filhos de Santo, propagar sua fé ao invés de ficar de braços cruzados, reclamando que somos discriminados, que existem preconceitos.
Isso sempre existiu, por falta de informação.
Quando aceitamos sermos tachados de Macumbeiros.
(macumba= instrumento de percussão, atabaques)
Quando falam fulano (a) vai no Saravá.
(saravá= Boa noite, cumprimento de Exú na esquerda, ou Saravá salve na direita. exemplo salve oxalá, salve ogum etc...).
Quando falam fulano (a) fez um feitiço.
( feitiço vem da palavra francesa fetiche =feito a mão.)

Pai João diz; "que devemos combater o preconceito primeiramente em nós".

Que a Religião pertence ao homem, a fé é Deus.

“Somos nós que” “Devemos” ter certeza no que acreditamos não os outros.

Por isso se recomenda:

Participar ativamente do centro, ir às giras, palestras e reuniões.

Cabe aos médiuns a busca pelo conhecimento.

Muitas pessoas se sente constrangidas em admitir que são umbandista.

Por causa de alguns comentários de outras denominações religiosas.

Uns ficam sem ação quando dizem que somos idolatras. ( adoradores de Imagem).

" Que imagem tem boca mas não fala, tem ouvidos mas não ouve, tem pernas mas não andam".

Concordamos.

Realmente é isso.

Mas a resposta para o uso de imagens em nossos altares é muito simples.

As imagens são feitas de gesso ou resina.

Mas servem como ponto de elevação mental, algumas pessoas tem dificuldade de concentração, pra elas a entidade está na imagem é só conseguem se concentrar, rezar ou fazer seus pedidos diante dela.

Vamos dar um outro exemplo:

Quem nunca recorreu a um álbum de fotos antigo, pra ver seu ante querido.

Então é isso é uma lembrança.


Concordei, por que sempre achei que ninguém melhor do que nós (Umbandistas) pra falar sobre o que acreditamos.

Achei que era simples.
Até por em prática.

Quando se diz:
Só se recorre a umbanda por dois motivos: "Amor ou Dor".
Queremos dizer que ninguém vai num centro ( terreiro ou tenda de Umbanda), pra passear, ou conhecer.
Que muitas vezes algumas pessoas vai ao centro mas nem sabe como funciona.
Que nem sabe que a Umbanda é uma religião.
Que tem fundamentos.
Muita gente nem sabe que temos deveres e obrigações.
Que temos Deus no coração.
Que temos um compromisso com a Espiritualidade.

A grande maioria das pessoas chegam no centro em busca de auxilio socorro e cura pra suas dores morais, fisicas ou espirituais.
Sentem a necessidade de falar, de desabafar.
De exteriorizar seus conflitos internos.
De expor o que as incomoda.
Buscam soluções pra diversos problemas.

Até ai estamos dentro de uma normalidade.

A dificuldade encontrada no pedido do Pai João foi:
Durante uma consulta a pessoa esta focada no problema dela.
A mente esta aberta pra fazer o que for preciso pra resolver o seu caso.
Se for necessário, consultar um guia.
Tomar um passe.
fazer um banho de descarrego.
Acender velas ou fazer um trabalho. tudo bem.
Enquanto a conversa gira em torno do interesse da pessoa vai bem flui naturalmente.
Mas se você for falar sobre Umbanda.
o desinteresse é total.
Ninguém quer saber qual é o fundamento da umbanda, o que é mediunidade, o por que das giras, pra que serve as guias, por que se acende velas, o que é oferenda, o por que dos banhos de descarrego.
Enfim você pode passar horas ouvindo uma pessoa mas essa mesma pessoa não é capaz de te ouvir por mais de 10 minutos.

Cheguei pro pai João e disse:
"Pai João não estou conseguindo conversar com as pessoas sobre umbanda, quando começo a falar percebo indiferença, alguns fogem do assunto, outros repentinamente se lembram de algum compromisso, outros dão pressa de ir embora."
O que fazer.
Pai João me respondeu:
" persista meu filho, continue. Você está no caminho certo.
Mas se lembre o que os olhos não veem o coração não sente".
achei que tinha entendido.

No dia seguinte colei cartazes nas paredes do centro.
Com frases usadas pelos guias.


T oda semana eu mudava os cartazes uma hora colocava as datas comemorativas( dias dedicados ao santos, guias e orixás).
colocava fotos com oferendas e as explicações delas.
Colocava fundamentos, no que acreditávamos.

Colocava curiosidades.

Mandei fazer um quadro bem grande, pra fazer um painel com fotos diversas, de oferendas, velas, defumadores, artigos de umbanda, fotos de Orixás, guias etc....

Enfim queria chamar atenção, despertar a curiosidade.

Pra que as perguntas viessem de forma natural.

Era a oportunidade que eu precisava. Pra se falar sobre Umbanda.

Quando percebi que o objetivo não estava sendo alcançado, resolvi mudar a tática.

Fiz algo nada convencional.

Pedi permissão aos guias pra levar ao centro um computador.

Coloquei nesse computador centenas de Fotos pertinentes a Umbanda e pontos cantados.

E o deixei num ponto Estratégico, onde era impossível não ver e ouvir.

As imagens passavam no modo Slide, de forma alienatória.

E despertava a curiosidade, as perguntas começaram a surgir.

Que santo é aquele?

O que aquele santo faz?

Pra que serve aquela oferenda?

Aquela comida pra que santo que é?

Pra que serve aquele colarzinho de cores variadas.? (guias)

Qual é a cor da Vela de ogum?

Que erva se usa pra fazer banho de descarrego?

Qual o melhor dia pra se fazer banho de descarrego?

Por que se usa branco?

Por que os médiuns batem cabeça no altar 3 vezes?

Que bebida se oferece a preto-velho?

Qual é o defumador que se usa pra fazer limpeza no comércio?

Como funciona a mediunidade consciente?

Por quê fazer entregas, oferecer comidas, bebidas, velas, etc, aos Guias, se Eles são espíritos e assim, não comem e nem bebem?

O que é um ponto riscado?

Outras entidades, além dos Exús e Pombas-Giras, podem mandar fazer trabalho no cemitério ou encruzilhada?

Qual seria a verdade sobre a vida "ir pra frente" na vida, ou não, em caso de não desenvolvimento da mediunidade?

Por que os médiuns ficam descalços nas giras de umbanda?

É verdade que não é aconselhável homem receber pomba-gira?

QUAL A FINALIDADE DA UMBANDA COMO RELIGIÃO?

QUEM SERIA O SER SUPREMO NA UMBANDA?

O QUE SÃO AS LEIS DA UMBANDA?

QUEM É PAI E MÃE PEQUENOS?

QUEM É O OGÃ?

QUANTOS ORIXÁS INFLUEM NO DEVOTO DA UMBANDA?

Qual a diferença entre possessão e obsessão?

Há algum tipo de estudo no terreiro para os médiuns e a frequentadores?

Por que os trabalhos espirituais do terreiro, inclusive os de esquerda, tem sempre uma hora marcada para começar?

E etc., etc. e tal...

Como vimos existe perguntas a ser feitas, mas se não despertarmos o interresse das pessoas e nem dermos espaço ,elas não perguntam.

E assim passaram-se os meses.

Um dia pai João disse: " que era hora de passar adiante o conhecimento adquirido, levar pra fora das paredes do centro".

Como no hino da Umbanda.

" levando ao mundo inteiro a Bandeira de Oxalá".

Embora sem entender o que era pra ser feito, levei a sério.

Em uma noite de insônia entrei na internet e naveguei em alguns Sites de Umbanda.

Queria saber o que se escrevia sobre a Umbanda.

Achei interessante, alguns muito bons, ricos em ensinamentos e outros confusos.

Mas o objetivo não é criticar.

Por que todas as vezes que criticamos, alguém ou alguma coisa, temos a obrigação de sermos melhores.

Mesmo sabendo que não possuía conhecimento, pois nunca fiz um curso de web desinger, eu queria fazer um site.

Um site simples, de fácil entendimento, que fosse direto ao assunto. Sem comerciais, sem patrocínio.

Um site que tivesse a cara do Pai João, Algo feito com o objetivo unico ensinar.

Em 13/03/2009, coloquei no ar as primeiras páginas de nosso Site.

De 2009 até aqui, fiz 2 sites . São eles

www.centropaijoaodeangola.com.br

www.centropaijoaodeangola.net

Pra mim ficou muito clara a lição do Pai João, que quando se propomos a ensinar, na realidade estamos aprendendo.

A vida é isso ...não se fica pobre dividindo o que sabe.

Quando coloquei no site as páginas de Orações, queria dizer a você:

" Não diga a Deus que você tem um grande problemas, diga aos seus problemas que você tem um grande Deus".

" Nada é impossível para aqueles que tem fé".

Que a oração é um guia prático pra ação.

Quando coloquei os altares virtuais, queria dizer a você: " você não está sozinho".

Quando se entra nos altares se vê os Santos, Orixás, Guias e Exus, Vê as orações deles.

Abaixo se vê o pedido de outras pessoas.

Ou seja a é comprovação que eles existem e estão no coração de muita gente.

Que muitas pessoas recorrem a eles em todos momentos. se vê pedidos, agradecimentos, demonstrações de fé.

Quando coloquei as páginas de reflexão, Queria dizer a Você.

Que ninguém muda ninguém, que cada um é o que consegue ser.

Que o máximo que conseguimos é mudar a nós mesmos.

É isso que a Umbanda prega: Reformas  intima.

Que devemos perdoar, relevar e esquecer as mágoas, que devemos afastar de nossos corações o desejo de vingança.

Que devemos se lembrar: " que tudo que vai, volta" essa é a lei do retorno.

Que devemos romper com o passado, deixar pra trás tudo que nós faz sofrer.

Saber que: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim"

Viver um dia de cada vez. afinal o ontem já foi, o amanhã não chegou , só te resta o hoje.

Quando coloquei no site dezenas de páginas com assuntos diversos, queria dizer a você e a todos os leigos no assunto essa é a Umbanda que eu conheço e amo.

Quando coloquei no site as páginas dos Orixás, eu quis dizer as médiuns esse é se orixá.

Aprenda mais sobre ele, é ele que rege sua Vida.

Entenda cada terreiro é uma escola diferente, mas a lei e o fundamento é o mesmo pra todos.

Quis dizer respeite o terreiro que você frequenta, trate com carinho seu Pai e Mãe de santo eles são seus professores.

Receberam-te de braços abertos como filhos ( filhos de fé), essas pessoas são responsáveis por sua educação religiosa.

São eles que irão te apresentar seu santo, irão fornecer a você todas as informações necessárias ao seu crescimento espiritual.

Trate com respeito seus irmãos de fé, nunca se sabe qual deles será o próximo pai ou mãe pequena, você terá que tomar a bênção dele (a).

Não competir com seu irmão de fé. Cada um tem o que merece.

Nossos guias não fazem acepção de pessoas pra eles o que vale é a fé e a dedicação de cada um.

Não encare sua mediunidade como um fardo, encare com espirito de cooperação.

Entenda: " Quem não vive pra servir, não serve pra viver".

Adote esse lema de vida: " fazer o bem sem olhar a quem".

Quando chegar no terreiro, esqueça seus problemas pessoais, vá de coração puro.

Procure tirar o máximo de proveito.

Bata sua cabeça consciente, entenda que esse ato é símbolo de resignação total.

Preste atenção no que seu Pai e Mãe de santo esta dizendo nas aberturas do trabalho.

Deixe-se envolver pelos pontos Cantados. preste atenção no significados de suas letras.

Esteja atento ao que os guias falam.

Jesus não disse: "Que seria fácil, apenas que valia a pena.".

Enfim eu quis ensinar o que aprendi.

Todos esses anos eu tive em mente:

" O que os guias fizeram na minha vida somente eu sei, a pergunta era o que eu tinha feito por eles".

Esse site é uma retribuição aos guias, é uma forma de dizer: 
Obrigado.
" Sinto orgulho em ser Umbandista".

 

Ao Pai João meu eterno agradecimento.

Agradeço ao Pai João por tudo.

Enfim poderia enumerar mil razões pra ter fé e acreditar.

Mas nada que eu possa dizer ou escrever descreve o "meu", o seu, o "nosso" Pai João de Angola.

Eu escrevi cada página desses sites, deu muito trabalho, perdi noites de sono.fins de semanas e feriados

foram 4 anos pra chegar a esse trabalho. Sinto orgulho do que fiz.

Mas fiz tudo com  muito Amor. Realmente acredito em tudo que escrevi.

Se ajudei, não sei.

Mas de uma coisa tenho certeza defendi o que acredito.

Um abraço Fraterno.

Beto de Ogum.  







Lendas de Iemanjá

I

Iemanjá e Orunmilá eram casados. Orunmilá era um grande adivinho, com seus dotes sabia interpretar os segredos dos búzios. Certa vez Orunmilá viajou e demorou para voltar e Iemanjá viu-se sem dinheiro em casa, então, usando o oráculo do marido ausente, passou a atender uma grande clientela e fez muito dinheiro.

No caminho de volta para casa, Orunmilá ficou sabendo que havia em sua aldeia uma mulher de grande sabedoria e poder de cura, que com a perfeição de um babalaô que jogava búzios, ficou desconfiado, quando voltou, não se apresentou a Iemanjá, preferindo vigiar, escondido, o movimento em sua casa.

Não demorou a constatar que era mesmo a sua mulher a autora daqueles feitos, Orunmilá repreendeu duramente Iemanjá, ela disse que fez aquilo para não morrer de fome, mas o marido contrariado a levou perante Olofim-Olodumare. Olofim reiterou que Orunmilá continuaria sendo o único dono do jogo de oráculo que permite a leitura do destino, Ele era o legítimo conhecedor pleno das histórias que forma a ciência dos dezesseis odus. Só o sábio Orunmilá pode ler a complexidade e as minúcias do destino, mas reconheceu que Iemanjá tinha um pendor para aquela arte, pois em pouco tempo angariara grande freguesia.

Deu a ela então autoridade para interpretar as situações mais simples, que não envolvessem o saber completo dos dezesseis odus, assim as mulheres ganharam uma atribuição antes totalmente masculina.

II

Olodumaré fez o mundo e repartiu entre os orisás vários poderes, dando a cada um reino para cuidar.

A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas. A Ogum o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Oxóssi o poder sobre a caça e a fartura. A Obaluaiyê o poder de controlar as doenças de pele. Oxumaré seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Xangô recebeu o poder da justiça e sobre os trovões. Oyá reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios. Ewá controlaria a subida dos mortos para o orum, bem como reinaria sobre os cemitérios. Oxum seria a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio. Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos dos mortos seriam recebidos. Alem disso do seu reino sairia a lama da qual Oxalá modelaria os mortais, pois Odudua já havia criado o mundo. Todo o processo de criação terminou com o poder de Osoguian que inventou a cultura material.

Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Osalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos.

Yemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava.

Durante muito tempo Yemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Osalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Oxalá não suportou os reclamos de Yemanjá.

Oxalá ficou enfermo, Yemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias curou Oxalá, ele agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça.

III

Iemanjá teve muitos problemas com os filhos. Ossain, o mago, saiu de casa muito jovem e foi viver na mata virgem estudando as plantas. Contra os conselhos da mãe, Oxóssi bebeu uma poção dada por Ossain e, enfeitiçado, foi viver com ele no mato. Passado o efeito da poção, ele voltou para casa mas Iemanjá, irritada, expulsou-o. Então Ogum a censurou por tratar mal o irmão. Desesperada por estar em conflito com os três filhos, Iemanjá chorou tanto que se derreteu e formou um rio que correu para o mar

IV

Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã.

Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.

V

Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.

Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam.

Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante..., mas sempre cheia de amor para ofertar.

A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.

Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que "é dando que se recebe".

VI

Yemanjá era a filha de Olokum, a deusa do mar. Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás. Um deles foi chamado de Oxumaré, o Arco-Íris, “aguele-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos”. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Yemanjá tornaram-se imensos.

Cansada da sua estadia em Ifé, Yemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte de Abeokutá, vivia Okerê, rei de Xaki. Yemanjá continuava muito bonita. Okerê desejou-a e propôs-lhe casamento. Yemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe: “Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios.” Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso. Voltou para casa bêbado e titubeante. Ele não sabia mais o que fazia. Ele não sabia mais o que dizia. Tropeçando em Yemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável. Okerê, vexado, gritou: “Você, com seus seios compridos e balançantes! Você, com seus seios grandes e trêmulos!” Yemanjá, ofendida, fugiu em disparada.

Certa vez, antes do seu primeiro casamento, Yemanjá recebera de sua mãe, Olokum, uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta:

- Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã. Em caso de necessidade, quebre a garrafa, jogando-a no chão.

Em sua fuga, Yemanjá tropeçou e caiu, a garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio. As águas tumultuadas deste rio levaram Yemanjá em direção ao oceano, residência de sua mãe Olokum. Okerê, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher.

Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina, chamada, ainda hoje, Okerê, e colocou-se no seu caminho, Yemanjá quis passar pela direita, Okerê deslocou-se para a direita, Yemanjá quis passar pela esquerda, Okerê deslocou-se para a esquerda. Yemanjá vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder, ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos, um prato de “amalá”, preparado com farinha de inhame, e um prato de “gbeguiri”, feito com feijão e cebola e declarou que, no dia seguinte, Yemanjá encontraria por onde passar. Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras da chuva, começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia, começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia e quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio.

Ouviu-se então:

- "Kakara rá rá rá" … Ele havia lançado seu raio sobre a colina Okere. Ela abriu-se em duas e, "suichchchch" … Yemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokum, aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra.

VII

Yemonjá é o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças, pois a ãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofin, mostrando o quanto eram bons em seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós mesmos.

Yemonjá foi violentada por seu próprio filho, Orugan; Dessa relação incestuosa nasceram diversos Orixás e deus seios rasgados jorraram todos os rios do mundo. Yemonjá acabou se desmanchando em suas próprias lágrimase trasformando-se num rio que correu em direção ao oceano. Por tanto não é por acaso que as lágrimas e o mar tem o mesmo sabor.

Dissimulada, e aridlosa, Yemonjá faz uso da chantagem afetiva para manter os filhos sempre perto de sí.vÉ conciderada a mãe da maioría dos Orixás de Orígem Iorubá. É o tipo de mãe que quer os filhos sempre por perto, que tem uma palavra de carinho, um conselho, um alívio psicológico. Quando os perde é capaz de desequilibrar-se completamente.

Yemonjá é a mãe que não faz distinção dos seus filhos, sejam como forem, tenham ou não saído de seu ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e carinho, aquele menino cheio de chagas, fez irromper um grande guerreiro. Yemonjá criou Omulu, o filho de senhor, o rei da terra, o próprio Sol.

VIII

Olodumare-Olofin vivia sozinho no Infinito, cercado apenas de fogo, chamas e vapores,

onde quase nem podia caminhar. Cansado desse seu universo tenebroso e de não ter com quem falar ou com quem brigar, decidiu pôr fim àquela situação. Liberou as suas forças e a violência delas fez jorrar uma tormenta de águas.

As águas debateram-se contra rochas que nasciam e abriram profundas e grandes fendas

no chão. A água encheu as fendas ocas, fazendo-se os mares e oceanos, em cujas profundezas Olokum foi habitar.

Do que sobrou da inundação se fez a terra.

Na superfície do mar, junto à terra, ali Yemanjá formou seu reino, com suas algas e estrelas do mar, peixes, corais, conchas, madrepérolas. Ali nasceu Yemanjá, em prata e azul, coroada pelo arco-íris Oxumarê.

Olodumare e Yemanjá, a Mãe dos Orixás, dominaram o fogo no fundo da Terra e o entregaram ao poder de Aganju, o mestre dos vulcões, por onde ainda respira o fogo aprisionado.

Eles apagaram o fogo que se consumia na superfície do mundo; e com as cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos, propiciando o nascimento das ervas, frutos, árvores, bosques e florestas, que foram dados aos cuidados de Ossaim.

Nos lugares onde as cinzas foram escassas, nasceram os pântanos e nos pântanos a peste, que foi doada pela Mãe dos Orixás ao filho Omolu.

Yemanjá encantou-se com a Terra e a enfeitou com rios, cascatas e lagoas. Assim surgiu Oxum, dona das águas doces.

Quando tudo estava feito e cada natureza se encontrava na posse de um dos filhos de Yemanjá, foi que Obatalá, respondendo diretamente às ordens de OLORUM, criou o ser humano. E o ser humano povoou a Terra.

E os Orixás foram celebrados pelos humanos.

IX

Logo no princípio do mundo, Yemanjá teve motivos para desgostar da humanidade: os seres humanos sujavam suas águas com lixo, jogando no mar tudo o que a eles não servia, velho ou estragado; até mesmo cuspiam em Yemanjá, quando não faziam coisa pior.

Ela foi queixar-se a Olodumare. Assim não dava para continuar. Yemanjá Sessu vivia suja, sua casa estava sempre cheia de porcarias.

Olodumare ouviu seus reclamos e deu-lhe o dom de devolver à praia tudo o que os humanos jogassem de ruim em suas águas.

Desde então as ondas surgiram no mar. As ondas trazem para a terra o que não é do mar.

X

Yemanjá estava casada com Olofin-Odùduà, rei de Ifé. Cansada de sua permanência em Ifé, Yemanjá foge em direção ao Oeste, levando consigo uma garrafa contendo um preparado, que ganhara de Olokun com a recomendação de quebrá-la no chão, em caso de extremo perigo.

Assim, Yemanjá foi instalar-se no Oeste, que os Iorubás chamavam de "o entardecer da Terra". E Olofin-Odùduà lançou seu exército à procura da mulher.

Cercada, Yemanjá não se deixou prender, não queria voltar para Ifé. Então, Ela quebrou a garrafa que ganhara de Olokun, seguindo as instruções recebidas.

Na mesma hora, um rio criou-se ali, levando Yemanjá para Okun, o oceano, lugar da morada de Olokun.

XI

Yemanjá é representada com o aspecto de uma matrona de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva. Esta particularidade de possuir seios majestosos deu origem a desentendimentos entre Yemanjá e o marido, segundo uma lenda que apresenta três versões:

Primeira versão: Diz a tradição Iorubá que Yemanjá era a filha de Olokum, deus do mar. Em Ifé, tornou-se a esposa de Olofin-Odùduà, com o qual teve dez filhos, todos eles Orixás. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Yemanjá tornaram-se imensos.

Quando fugiu de Ifé, indo para Abeokutá, Yemanjá continuava muito bonita e Okerê lhe propôs casamento. Ela aceitou, com a condição de que o marido jamais ridicularizasse a imensidão dos seus seios.

Um dia, Okerê voltou para casa embriagado e criticou os seios da esposa.

Ofendida, Yemanjá fugiu. Okerê colocou seus guerreiros para persegui-la.

Cercada, Ela lembrou que tinha recebido de Olokun uma garrafa, com a recomendação de que só a abrisse em caso de necessidade. Yemanjá tropeçou e quebrou a garrafa. Nasceu então um rio de águas tumultuadas, que levaria Yemanjá para o oceano, morada de Olokun.

Tentando impedir a fuga da mulher, Okerê se transformou numa colina.

Vendo seu caminho bloqueado, Yemanjá chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Xangô lançou um raio que cortou a colina Okerê em duas, abrindo passagem para

Yemanjá, que foi para o oceano, ao encontro de Olokun, e nunca mais voltou para a terra. Ainda existe, na Nigéria, uma colina dividida em duas, de nome Okerê, que dá passagem ao rio ògùn, que corre para o oceano.

(Segunda versão: Ao desentender-se com o marido, Yemanjá, indignada, bateu com o pé no chão e se transformou num rio, a fim de voltar para os domínios de Olokun, o oceano.

Terceira versão: Diante da zombaria do marido, Yemanjá começou a chorar. Chorou tanto, que de seus olhos desceram águas tumultuadas que a tudo tragaram: casa, marido, filhos, animais, a cidade inteira... Ninguém se salvou das ondas geradas pelo pranto de revolta de Yemanjá.)

Desde então, Ela vive no fundo do mar, longe dos homens, reinando sozinha em seu império de conchas e peixes...






Oração a Oxum

Saravá Mamãe Oxum.
Saravá Protetora dos velhos, das crianças e dos desamparados.
Benditas são suas águas que lavam meu ser e que me livram do mal.
Oxum, Divina Rainha, bela Orixá, venha a mim caminhando na Lua cheia e estendei o
Vosso Manto sobre minha cabeça.
Traga Mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz.
Torne-me doce, sedutora e suave como és.
Dai-me forças para não cair extenuado pelo cansaço e pelo desânimo.
Dai-me forças para que eu não me perca nos caminhos da ingratidão e da descrença.
Amparai-me com o Vosso Poder, para que eu não me enverede pelas estradas escuras do pecado, da ambição, do ódio e da maldade.
Afastai de meu coração o sentimento de vingança.
Dai-me forças para saber perdoar os que me ofendem, os que me insultam, os que me perseguem e os que me humilham.
Que o amor seja constante em minha vida.
Que eu possa amar a tudo que existe.
A Vós Mamãe Oxum, que sois o reflexo divino do Amor, ergo as minhas preces em agradecimento pelas bênçãos que recebo e que irei receber.
Nas águas das cachoeiras, nos lagos e nos rios, a Vossa força irradia proteção e luz para os sofredores, os enfermos e os angustiados.
Ajoelho-me ante o Vosso manto luminoso e suplico com toda a minha fé que não me abandone nas horas de aflição e amargura.
Ajudai-me Mamãe Oxum, protegei-me agora e sempre.
Perdoe-me pelas minhas falhas.
Perdoai os meus erros e as minhas omissões.
Lançai o esplendor da Vossa Luz em meus caminhos para que minha humildade se transforme em força, a fim de chegar até Vós.
Saravá Mamãe Oxum.Orá iiê Oxum







Oxum

Nome de um rio em Oxogbô, região da Nigéria, em Ijexá. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semiparada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são destinadas à Nanã e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.
Oxum domina os rios e as cachoeiras, imagens cristalinas de sua influência: atrás de uma superfície aparentemente calma podem existir fortes correntes e cavernas profundas.
Oxum é conhecida por sua delicadeza. As lendas adornam-na com ricas vestes e objetos de uso pessoal Orixá feminino, onde sua imagem é quase sempre associada a maternidade, sendo comum ser invocada com a expressão "Mamãe Oxum". Gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc.
Filha predileta de Oxalá e Yemanjá. Nos mitos, ela foi casada com Oxossi, a quem engana, com Xangô, com ogum, de quem sofria maus tratos e xangô a salva.
Seduz Obaluaiê, que fica perdidamente apaixonado, obtendo dele, assim, que afaste a peste do reino de Xangô. Mas Oxum é considerada unanimente como uma das esposas de xangô e rival de Iansã e Obá.
Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro (na África seu metal era o cobre), riqueza e do amor, foi rainha em Oyó, sendo a sua preferida pela jovialidade e beleza.

à Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda. Oxum é essencialmente o Orixá das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto. Desempenha importante função nos ritos de iniciação, que são a gestação e o nascimento. Orixá da maternidade, ama as crianças, protege a vida e tem funções de cura.
Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Fecundidade e fertilidade são por extensão, abundância e fartura e num sentido mais amplo, a fertilidade irá atuar no campo das idéias, despertando a criatividade do ser humano, que possibilitará o seu desenvolvimento. Oxum é o orixá da riqueza - dona do ouro, fruto das entranhas da terra. É alegre, risonha, cheia de dengos, inteligente, mulher-menina que brinca de boneca, e mulher-sábia, generosa e compassiva, nunca se enfurecendo. Elegante, cheia de jóias, é a rainha que nada recusa, tudo dá. Tem o título de iyalodê entre os povos iorubá: aquela que comanda as mulheres na cidade, arbitra litígios e é responsável pela boa ordem na feira.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação até o momento do parto, onde Iemanjá ampara a cabeça da criança e a entrega aos seus Pais e Mães de cabeça. Oxum continua ainda zelando pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
É o orixá do amor, Oxum é doçura sedutora. Todos querem obter seus favores, provar do seu mel, seu encanto e para tanto lhe agradam oferecendo perfumes e belos artefatos, tudo para satisfazer sua vaidade. Na mitologia dos orixás ela se apresenta com características específicas, que a tornam bastante popular nos cultos de origem negra e também nas manifestações artísticas sobre essa religiosidade. O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objetivos, ainda que através de atos extremos contra quem está em seu caminho. Ela lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. Seu maior desejo, no entanto é ser amada, o que a faz correr grandes riscos, assumindo tarefas difíceis pelo bem da coletividade. Em suas aventuras, este orixá é tanto uma brava guerreira, pronta para qualquer confronto, como a frágil e sensual ninfa amorosa. Determinação, malícia para ludibriar os inimigos, ternura para com seus queridos, Oxum é, sobretudo a deusa do amor.
O Orixá amante ataca as concorrentes, para que não roubem sua cena, pois ela deve ser a única capaz de centralizar as atenções. Na arte da sedução não pode haver ninguém superior a Oxum. No entanto ela se entrega por completo quando perdidamente apaixonada afinal o romantismo é outra marca sua. Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a musa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto à divina mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro, pois como cantou Caetano Veloso, “gente é pra brilhar”, mas Oxum é o próprio brilho em orixá.
A face de Oxum é esperada ansiosamente por sua mãe, que para engravidar leva ebó (oferenda) ao rio. E tal desespero não é o de Iemanjá ao ver sua filhinha sangrar logo após nascer. Para curá-la a mãe mobiliza Ogum, que recorre ao curandeiro Ossãe, afinal a primeira e tão querida filha de Iemanjá não podia morrer. Filha mimada, Oxum é guardada por Orumilá, que a cria.
Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.
Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo em que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês.Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão místico Iorubano.
Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás Iorubas que absolutamente não gosta da guerra.
Tudo que sai da boca dos filhos da Oxum deve ser levado em conta, pois eles têm o poder da palavra, ensinando feitiços ou revelando presságios.
Desempenha importante papel no jogo de búzios, pois à ela quem formula as perguntas que Exú responde.
No Candomblé, quando Oxum dança traz na mão uma espada e um espelho, revelando-se em sua condição de guerreira da sedução. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias e pulseiras, tudo isso num movimento lânguido e provocante.

Características

Cor

Azul (Em algumas casas: Amarelo)

Fio de Contas


Cristal azul. (Em algumas casas: Amarelo)

Ervas


Colônia, Macaçá, Oriri, Santa Luzia, Oripepê, Pingo D’água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,Narciso; Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim (Estas últimas três não servem para banhos) (Em algumas casas: Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Sta. Maria).

Símbolo


Coração ou cachoeira

Pontos da Natureza


Cachoeira e rios (calmos)

Flores


Lírio, rosa amarela.

Essências


Lírio, rosa.

Pedras


Topázio (amarelo e azul).

Metal


Ouro

Saúde


Órgãos reprodutores (femininos), coração.

Planeta


Vênus (Lua)

Dia da Semana


Sábado

Elemento


Água

Chakra


Umbilical (Frontal)

Saudação


Ai-ie-iô (ou Ora Ieiêô)

Bebida


Champanhe

Animais


Pomba Rola.

Comidas


Omolocum. Ipeté. Quindim (Em algumas casas: banana frita, moqueca de peixe e pirão feito com a cabeça do peixe)

Numero


5

Data Comemorativa


8 de dezembro

Sincretismo:


Nossa Senhora Da Conceição, Nossa Senhora Da Aparecida, Nossa Senhora Da Fátima, Nossa Senhora Da Lourdes, Nossa Senhora Das Cabeças, Nossa Senhora De Nazaré.

Incompatibilidades:


abacaxi, barata

Qualidades:


Apará, Ijimum, Iápondá, Ifé, Abalu, Jumu, Oxogbo, Ajagura, Yeye Oga, Yeye Petu, Yeye Kare, Yeye Oke, Yeye Oloko, Yeye Merin, Yeye àyálá, Yeye Lokun, Yeye Odo

Atribuições

Ela estimula a união matrimonial, e favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material. Atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.



As Características Dos Filhos De Oxum

Os filhos de Oxum amam espelhos, jóias caras, ouro, são impecáveis no trajar e não se exibem publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta, do cabelo e, as mulheres, da pintura.
As pessoas de Oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza.
Talvez ninguém tenha sido tão feliz para definir a filha de Oxum como o pesquisador da religião africana, o francês Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social".
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante.
Os filhos de Oxum têm tendência para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sExúal intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Representam sempre o tipo que atrai e que é, sempre perseguido pelo sexo oposto. Aprecia o luxo e o conforto, é vaidoso, elegante, sensual e gosta de mudanças, podendo ser infiel. Despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios, mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo. São boas donas de casa e companheiras.
São muito sensíveis a qualquer emoção, calmos, tranqüilos, emotivos, normalmente têm uma facilidade muito grande para o choro.
O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente, porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Pode vir a ser interesseiro e indeciso, mas seu maior defeito é o ciúme. Um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.
É muito desconfiado e possuidor de grande intuição que muitas vezes é posta à serviço da astúcia, conseguindo tudo que quer com imaginação e intriga. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo de frente. Sua atitude lembra o movimento do rio, quando a água contorna uma pedra muito grande que está em seu leito, em vez de chocar-se violentamente contra ela, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
Entretanto, ás vezes, parecem esquecer um objetivo que antes era tão importante, não se importando mais com o mesmo. Na realidade, estará agindo por outros caminhos, utilizando outras estratégias.
Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade

Cozinha ritualística

Omolocum
Feijão fradinho cozido, passado no azeite de dendê com salsa picada e camarão seco também picado ou ralado. Coloca-se em tigela de louça branca, acrescentando de ovos cozidos por cima.

Com canjica branca
Canjica branca cozida em água pura sem sal e feijão fradinho cozido em água pura sem sal. Coloca-se, numa tigela de louça branca, uma camada de canjica, uma camada de feijão fradinho e, por cima, 3 ovos cozidos cortados em rodelas.






Lendas de Oxum



Como Oxum Conseguiu Participar Das Reuniões Dos Orixás Masculinos
Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva. Olorum foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olorum perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.

Como Oxum Criou O Candomblé
Foi de Oxum a delicada missão dada por Olorum de religar o orum (o céu) ao aiê (a terra) quando da separação destes pela displicência dos homens. Tamanho foi o aborrecimento dos orixás em não poder mais conviver com os humanos que Oxum veio ao aiê (a terra) prepará-los para receber os deuses em seus corpos. Juntou as mulheres, banhou-as com ervas, raspou e adornou suas cabeças com pena de Ecodidé (um pássaro sagrado), enfeitou seus colos com fios de contas coloridas, seus pulsos com idés (pulseiras), enfim as fez belas e prontas para receberem os orixás. E eles vieram. Dançaram e dançaram ao som dos atabaques e xequerês. Para alegria dos orixás e dos humanos estava inventado o Candomblé.

Oxum É Destemida Diante Das Dificuldades Enfrentadas Pelos Seus

Ela usa sua sensualidade para salvar sua comunidade da morte. Dança com seus lenços e o mel, seduzindo Ogum até que ele volte a produzir os instrumentos para a agricultura. Assim a cidade fica livre da fome e miséria.
Oxum enfrenta o perigo quando Olorum, Deus supremo, ofendido pela rebeldia dos orixás, prende a chuva no orum (Céu), deixando que a seca e a fome se abatam sobre o aiê (a Terra). Transformada em pavão, Oxum voa até o deus maior levando um ebó, para suplicar ajuda. No caminho ela não hesita em repartir os ingredientes da oferenda com o velho Oxalufã e as crianças que encontra. Mesmo tornando-se abutre pelo calor do sol, que lhe queima, enegrecendo as penas, ela alcança a casa de Olorum. E consegue seu objetivo pela comoção de Olorum.
Oxalá tem seu cajado jogado ao mar e a perna ferida por Iansã. Oxum vem para ajudar o velho, curando-o e recuperando seu pertence. Ela é adorada por Oxalá.
Com grande compaixão, Oxum intercede junto a Olorum para que ele ressuscite Obaluaiê, em troca do doce mel da bela orixá.
E ela garante a vida alheia também ao acolher a princesa Ala, grávida, jogada ao rio por seu pai. Oxum cuida da recém-nascida, a querida Oiá.

A Riqueza De Oxum
Com suas jóias, espelhos e roupas finas, Oxum satisfaz seu gosto pelo luxo. Ambiciosa, ela é capaz de geniais estratagemas para conseguir êxito na vida. Vai à frente da casa de Oxalá e lá começa a fazer escândalo, caluniando-o aos berros, até receber dele a fortuna desejada para então se calar. E assim Oxum torna-se "senhora de tanta riqueza como nenhuma outra Yabá (Orixá feminino) jamais o fora".

Os Amores De Oxum
Oxum luta para conquistar o amor de Xangô e quando o consegue é capaz de gastar toda sua riqueza para manter seu amado.
Ela livra seu querido Oxossi do perigo e entrega-lhe riqueza e poder para que se torne Alaketu, o rei da cidade de Ketu.
Oxum provoca disputa acirrada entre dois irmãos por seu amor: Xangô e Ogum, ambos guerreiros famosos e poderosos, o tipo preferido por ela. Xangô é seu marido, mas independente disso, se um dos dois irmãos não a trata bem, o outro se sente no direito de intervir e conquistá-la. Afinal Oxum quer ser amada e todos sabem que ela deve ser tratada como uma rainha, ou seja, com roupas finas, jóias e boa comida, tudo a seu gosto. A beleza é o maior trunfo do orixá do amor. Como esposa de Xangô, ao lado de Obá e Oiá, Oxum é a preferida e está sempre atenta para manter-se a mais amada.





Como Oxum Conseguiu O Segredo Do Jogo De Búzios
Oxum queria saber o segredo do jogo de búzios que pertencia a Exú e este não queria lhe revelar. Oxum foi procurá-lo. Ao chegar perto do reino de Exú, este desconfiado perguntou-lhe o que queria por ali, que ela deveria embora e que ele não a ensinaria nada. Ela então o desafia a descobrir o que tem entre os dedos. Exú se abaixa para ver melhor e ela sopra sobre seus olhos um pó mágico que ao cair nos olhos de Exú o cega e arde muito. Exú gritava de dor e dizia;
- Eu não enxergo nada, cadê meus búzios?
Oxum fingindo preocupação, respondia:
- Búzios? Quantos são eles?
- Dezesseis, respondeu Exú, esfregando os olhos.
- Ah! Achei um, é grande!
- É Okanran, me dê ele.
- Achei outro, é menorzinho!
- É Eta-Ogundá, passa pra cá...
E assim foi até que ela soube todos os segredos do jogo de búzios, Ifá o Orixá da adivinhação, pela coragem e inteligência da Oxum, resolveu-lhe dar também o poder do jogo e dividí-lo com Exú.

Conta-nos outra lenda, que para aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, Oxum, foi procurar Exú. Exú, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Exú durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a ensinaria.
E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Exú lhe ensinará e conseqüentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Exú. Findando os sete anos, Oxum e Exú, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá. Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades de Exú, avistou aquela linda donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com Oxum. Foi-se a tal ponto que Xangô, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Exú. Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Exú, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupila de anos de convivência. Chegando nas terras de Xangô, Exú foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei. Exú, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Orumilá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Exú, através da magia pode fazer chegar as mãos de sua companheira a tal poção. Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada, que voou e pode então retornar em companhia de Exú para sua morada.






AMIGOS

Não poderia encerrar meus trabalhos sem antes fazer uma pequena homenagem ao DIA DA MULHER dedicando essa rosa á nós mulheres,guerreiras, mulheres fortes,batalhadoras,decididas,
independentes,brancas,pretas,morenas,ruivas de todas as cores e etnias,mães,avós,filhas,netas,tias,primas,namoradas,
mulheres que apesar dos momentos difíceis e de sofrimentos na vida ergue a cabeça e vai a luta, mulher que ama , canta e encanta e que assim como mamãe OXUM e mamãe IEMANJÁ, somos grandes protetoras e majestosas elas vem nesse dia para nos saudar.


UM GRANDE SALVE A TODAS NÓS MULHERES.

AXÉ MULHERES DE FÉ !







Zè PILINTRA - Um malandro divertido

Zé Pilintra uma entidade muito divertida, conhecido como Exú Malandro ele e altamente procurada para tirar alguém de uma enrascada ou perigo. Conta-se que Zé Pilintra ( Jose Emerenciano)nasceu em Pernambuco, era filho de uma escrava forra com seu ex-dono, teve algumas oportunidades na vida. Trabalhou em serviços de gabinete, mas não suportava a rotina. Estudou, pouco, pois não tinha paciência para isso. Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve que fugir e tentar novos ares.

Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida fácil na época. Em pouco tempo passou a viver do dinheiro arrecadado por suas " meninas", que apaixonadas pela bela estampa do negro, dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos. Não foram poucas as vezes que Emerenciano teve que enfrentar marginais em defesa daquelas que lhe davam o pão de cada dia. E que defesa! Era impiedoso com quem ousasse atravessar seu caminho. Carregava sempre consigo um punhal de cabo de osso, que dizia ser seu amuleto, e com ele rasgara muita carne de bandido atrevido, como gostava de dizer entre gargalhadas, quando nas mesas dos botecos de sua preferência









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