Oferenda de caboclos

Oferendas de Caboclos.

As oferendas de caboclo são fartas e variadas, constituída de uma grande variedade de frutas, legumes, raízes e até mesmo doces. Um elemento indispensável é a abóbora girimum, que são recheadas com fumo de rolo e mel de abelha, oferenda de galos, carneiros, peru e qualquer pássaro, são bem vindos e apreciados. A jurema é a bebida sagrada, considerada o néctar dos deuses e  disputada não só pelas entidades, mas por todos os presentes.

As oferendas aos caboclos devem ser feitas em matas, beiras de rios e cachoeiras.

Oferenda para qualquer caboclo: Material 1 alguidar 7 frutas doces 7 moedas douradas ( lavadas e secas) 7 folhas de louro
 

7 velas verdes Vinho licoroso doce 1 copo de barro 1 charuto Modo de preparo: Passe as frutas, as moedas e as folhas de louro simbolicamente por seu corpo de baixo para cima pedindo aos caboclos que abram seus caminhos, afastando tudo que possa atrapalhar sua vida. Peça que os caboclos cortem demandas, pragas, maldições, olho gordo, inveja e o quebranto. Coloque as frutas no alguidar e enfeite com as moedas e as folhas de louro, regue tudo com um pouco de vinho. Coloque o copo ao lado enchendo com vinho. Acenda as velas ao redor, tomando cuidado para não por fogo na oferenda, acenda o charuto dando três baforadas, chamando pelos caboclos (ou por seu caboclo de preferência) coloque sobre o alguidar. Saude os caboclos 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.
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Mensagem de um Caboclo da Umbanda

Maria segurava um charuto de um caboclo, enquanto a entidade estava a descarregar
uma pessoa. Após executar essa tarefa, o caboclo dirigiu-se à sua cambone, solicitando
o charuto de volta, e agradecendo-a por ter segurado o seu instrumento de trabalho.
Maria, curiosa, perguntou à entidade:

– Sr. Caboclo, me esclarece uma dúvida?
– Pode falar moleca.
– Por que o senhor sempre me agradece toda vez que entrego o charuto que estou
segurando?
– Já que moleca quer saber, observe bem a nossa linha de trabalho no próximo
descarrego.

O Caboclo repetiu a mesma tarefa, agradecendo Maria no final, que ficou mais curiosa
ainda. O Caboclo indaga Maria:
– Então moleca, o que observou da nossa gira de trabalho?
– Eu vi que todos os caboclos trabalham com a fumaça do charuto, e cada um trabalha
diferente na hora de descarregar uma pessoa da assistência.

– Muito bom moleca!
O Caboclo soltava umas baforadas do seu charuto, enquanto olhava Maria. Em instantes
perguntou:

– A moleca tem o dom para isso, e por essa razão que o Caboclo vai expandir um pouco
mais a percepção sensorial da fia.
Maria concordou… O Caboclo estalava os dedos, e baforava fumaça do seu charuto por
toda a cabeça de sua cambone. Foi tudo muito rápido, e o Caboclo pediu que Maria
abrisse os olhos. Maria desabafa:

– Nossa Sr. Caboclo!! Fiquei meio tonta!
– Não se preocupe moleca, logo passa.
– Já está passando…
– Moleca, esse Caboclo vai fazer outro descarrego, e a moleca fica observando para
entender o porque do nosso “agradecimento”.
O Caboclo repetiu tudo novamente, e indagou Maria:
– Então moleca, conseguiu descobrir? Viu algo diferente dessa vez?
– Acho que estou ficando louca Sr. Caboclo! Parecia que fumaça do charuto dos
senhores lavava o perispírito dos assistidos, como se fosse um chuveiro retirando todas
as sujeiras do corpo físico. Todos que passaram, se sentiram melhores, dá para ver no
semblante das pessoas!

O Caboclo sorri para Maria e diz:
– A Umbanda é união, moleca! Este Caboclo alguma vez pediu de volta a fumaça e não
agradeceu?
– Não senhor! Mas o Sr. Caboclo não quer me dizer o porque sempre me agradece por
ter entregado o seu charuto?

– Aqui estamos juntos para um objetivo comum que é a CARIDADE. Se a moleca está
bem, quando a moleca entrega a fumaça para o Caboclo, a moleca passa as energias
boas dela para o pito. Mas, se a moleca está desatenta, e não está bem, esse Caboclo
faz prece fervorosa ao Criador para que a fia fique bem e possa ajudar esse Caboclo, e
ajudar no descarrego de toda essa molecada que vem ao terreiro em busca de socorro
para seus males físicos e espirituais.

Maria emocionou-se…

O Caboclo percebendo a emoção de sua cambone, antes de retornar a Aruanda, se vira
para Maria e diz:
– Muito obrigado! Pedirei a Olorum que te dê em dobro toda atenção despendida a esse
Caboclo, nessa amada sagrada e religião que é a Umbanda!
Maria refeita de suas emoções, diz:

– QUE ASSIM SEJA!

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