Xangô

 
 
Xangô é o Orixá da justiça, da retidão, do equilíbrio e determinação. Filho de Iemanjá. Seu habitat é o alto das pedreiras. É o Orixá que guarda o Livro Sagrado que contém as leis e ensinamentos que lhe dão o poder de decidir incontestavelmente sobre o bem e o mal. É o Orixá que controla todas as forças naturais por intermédio dos astros  É o Orixá do raio, do trovão, do fogo que sai da terra – o vulcão e as descargas elétricas. O raio é uma das suas armas, que ele envia como castigo. Uma casa atingida por um raio é sinal de descontentamento de Xangô com algum de seus moradores, que deve fazer oferendas ao Orixá a fim de acalma-lo. Xangô abomina os mentirosos, os ladrões e os bandidos. Recorrem a ajuda de Xangô os injustiçados e os aflitos, tanto fisicamente como espiritualmente. Xangô é considerado o patrono da dinastia humana, pai gerador que fecunda todas as manifestações do principio feminino. A força de Xangô está associada principalmente a firmeza da rocha: duro e estável. O fogo simboliza a força dos instintos de conservação e poder tanto quanto do instinto sexual. A cor marrom associada a Xangô ativa o chacra sexual e elemento terra, no sentido de “manter os pés no chão”. Um dos símbolos do Orixá Xangô é o machado de duas lâminas (ooxé), representando o equilíbrio e a imparcialidade no veredicto de um processo onde tudo é pesado. Ao “incorporar” em seus Filhos, Xangô cruza os braços sobre o peito em sinal de ordem, fazendo valer seus conceitos de autoridade e justiça. Os filhos de Xangô teriam como ponto fraco a sensualidade devastadora e o prazer. Possuem uma forte dose de energia e auto estima , uma consciência que são importantes, que são dignos de respeito e que sua opinião sobre qualquer tema será decisiva. Não confundir essas manifestações com megalomania (mania de grandeza) ainda mais porque a energia magnética dessas pessoas costumam conseguir, de seus interlocutores, pelo menos parte dessa autoridade a que se reservam. Importante: só deve-se pedir justiça a Xangô, quando temos a certeza de ser merecedor da mesma, pois Ele sempre dará a justiça a quem for de direito. Seu dia festivo é setembro (Xangô Agodô). Seu dia da semana é a quarta-feira. Para agradar Xangô leva-se a uma pedreira: quiabos, feijão fradinho, flores amarelas, palmas vermelhas, caqui, fruta-do-conde, melancia e cerveja preta amarga.
 
Características Físicas dos Filhos de Xangô: Os filhos deste Orixá costumam ser robustos, fortes, e não muito altos, os ombros bem largos e braços fortes e grossos, a maioria acima do peso e com têndencia a obesidade, são pessoas bem pesadas, com uma estrutura óssea bem definida e desenvolvida, com ossos fortes e grandes. Características Mentais dos Filhos de Xangô( Personalidade): O arquétipo de Xango é aquele das pessoas voluntariosas e enérgicas, altivas e concientes de sua importância real ou suposta. Das pessoas que podem ser grandes senhores, corteses, mas que não toleram a menor contradição, e, nesses casos, deixam-se possuir por crises de cólera, violentas e incontroláveis. Das pessoas sensíveis ao charme do sexo oposto e que se conduzem com tato e encanto no decurso das reuniões sociais, mas que podem perder o controle e ultrapassar os limites da decência. Enfim, o arquétipo de Xango é aquele das pessoas que possuem um elevado sentido da sua própria dignidade e das suas obrigações, o que as leva a se comportarem com um misto de severidade e benevolência, segundo o humor do momento, mas sabendo guardar, geralmente, um profundo e constante sentimento de justiça. Como dizem as entidades “trazem o machado na mão’ isto é, estão sempre julgando as pessoas e os momentos, e em seguida já executam sua lei, são pessoas teimosas, impulsivas e não aceitam opniões contrárias a seu entendimento, mas são também carismáticas e alegres. Características Espirituais dos Filhos de Xangô: Os filhos de Xangô são muito importante para um templo de Umbanda, como todos os filhos dos outros Orixás. As entidades que trabalham com esses filhos tem um importante trabalho na gira, que é a segurança do rito, são chamados de médium de tronqueira, são médiuns que participam da gira fazendo a guarda do rito repelindo qualquer manifestação do baixo astral que possa atrabalhar os trabalhos. Os filhos de Xangô tem mais facilidade de trabalhar com energias mais densas pela sua afinidade com estas linhas, as entidades que se apresentam com mais frequência são os Baianos, Exus, Pretos-Velhos e Caboclos da linha de Xangô, normalmente esses caboclos não dançam, ficam postados com aparência de soldados no terreiro como se fossem gandes sentinelas. Assim os filhos de Xangô tem a mesma características, são filhos díficeis de pegar “carrego” ou demandas pois são acostumados a lidar com energias densas.
 
É muito fácil reconhecer um filho de Xangô apenas por sua estrutura física, pois seu corpo é sempre muito forte, com uma quantidade razoável de gordura, apontando a sua tendência à obesidade; mas a sua boa constituição óssea suporta o seu físico avantajado. Com forte dose de energia e autoestima, os filhos de Xangô têm consciência de que são importantes e respeitáveis, portanto quando emitem sua opinião é para encerrar definitivamente o assunto. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Sempre andam acompanhados de grandes comitivas; embora nunca esteja só, a solidão é um de seus estigmas. Conscientemente são incapazes de serem injustos com alguém, mas certo egoísmo faz parte de seu arquétipo. São extremamente austeros (para não dizer sovinas), portanto não é por acaso que Xangô dança alujá com a mão fechada. Gostam do poder e do saber, que são os grandes objetos de sua vaidade. São amantes vigorosos, uma pessoa só não satisfaz um filho de Xangô. Pobre das mulheres cujos maridos são de Xangô. Um filho de Xangô está sempre cercado de muitas mulheres, sejam suas amantes, sejam suas auxiliares, no caso de governantes, empresários e até babalorixás, mas a tendência é que aqueles que decidem ao seu lado sejam sempre homens. Os filhos de Xangô são obstinados, agem com estratégia e conseguem o que querem. Tudo que fazem marca de alguma forma sua presença; fazem questão de viver ao lado de muita gente e têm pavor de ser esquecido, pois, sempre presentes na memória de todos, sabem que continuarão vivos após a sua ‘retirada estratégica’. O Filho de Xangô é, por excelência, calmo e muito ponderado. Costuma pesar os fatos com muito cuidado, procurando sempre pôr panos quentes em qualquer disputa. Só toma decisões depois de pesar e analisar todos os ângulos dos problemas apresentados, procurando ser o mais justo possível. Dedica-se de corpo e alma a tudo o que se propõe a fazer, mas desilude-se com muita facilidade também. É sonhador por excelência, acha sempre que tudo dará certo, deixando-se levar, com muita frequências, pela ilusão e pelo sonho. Sempre procura apresentar seus propósitos e planos de maneira mais bonita, mais enfeitada, o mais claro possível, sem observar o que há de viável neles. Nunca procura ver se há realismo no que se propõe a fazer. Os Filhos de Xangô são capazes, geralmente, de grandes sacrifícios, mas aborrecem-se profundamente se algo que programaram não dá certo. Não admitem mudanças de programação, não só quando dependem deles a realização do plano programado. Costumam ficar roendo muito o que lhes acontece, ou o que não se realizou com queriam. Separam, com muita freqüência, a realidade de si, levando seus pensamentos para altas esferas. Por serem muito honestos, magoam-se com muita facilidade pela ingratidão das pessoas, achando que todo o mundo tem obrigação de ser honesto e preciso em suas decisões. A Filha de Xangô, geralmente, é muito crédula, acredita em tudo o que lhe dizem. Magoa-se profundamente por coisas que não tenha feito ou que tenham dito que ela fez. Guarda mágoas profundas, mas não consegue guardar raiva. Em relação ao lar, não gostam de sair de casa, preferem o aconchego do lar e são excelentes mães de família, mantendo o lar em perfeita harmonia, não permitindo desavenças entre os familiares, dando possibilidades a todos de se defenderem, sempre que for necessário.
 
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