Descarregos de Pólvora.
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( Fotos Meramente ilustrativas, fonte internet)
Os descarrego de pólvora, são muito usado na “Umbanda” e nas Linhagens de “Nagò e Bantos”, possuindo poderosa e grande força benéfica, desde uma vez, que a pessoa saiba utilizá-la!

Todo o descarrego com pólvora, deve sempre ser feito sob a orientação de um dirigente experimentado e mentores espirituais, e sempre a partir do “pôr do sol” e se estendendo até às 23.30 horas.

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A explosão e o fogo da pólvora (fundanga) provoca um grande poder mágico, como também as combinações de cores das velas, para expulsar o “Mal” de pessoas, de locais ( residências ou local de trabalho profissionais), levando-os para o espaço, por isso, realizamos em pessoas ao ar livre!
A pólvora é usada como um acelerador de partículas. Através da liberação de gases, acontece o movimento frenético das moléculas de água que compõem o nosso campo magnético, campo esse denominado de aura, energia resultante da queima das células de todo o corpo dirigido pelo cérebro, centro de comando do espírito, energia sutil apenas detectada em fotolitos.

A pólvora em queima, libera seus elementos sutis que interage neste campo liberando o vampirizado do cordão fluídico denso e negativo.
Com o movimento frenético das moléculas dá-se o rompimento do mesmo liberando ambos os espíritos para o devido tratamento, acontecendo de forma idêntica com as larvas astrais que como ‘’carrapatos’’ do espírito se desgrudam e se desintegram na corrente elétrica provocada pela queima da pólvora.

Nenhum espírito é queimado pela pólvora. A sensação do mesmo na hora da queima é de um choque elétrico provocando na maioria das vezes um desmaio temporário ou um torpor dos sentidos.

A pólvora é um elemento material utilizado para vibracionar o campo das energias sutis do corpo, assim como a água
fluidificada é carregada de energia para que atue nas células do corpo físico e também igualmente como o passe magnético potencializador dos elétrons que pulam das mãos do médium para o corpo do receptor agindo nas células do corpo físico.

Descarrego é a forma habitual das entidades ou médiuns, retirarem das pessoas as energias negativas das quais estão carregados em sua aura ou perispirito.

O descarrego, é feito utilizando-se de velas, pipocas, ovos, folhas, queima de pólvora (Fundango) e banhos de ervas. A descarga energética é feita através do descarrego, e após os objetos passados na pessoa são despachados em água corrente ou queimados. (no caso de folhas).


Fundanga

A “Roda de Fogo” ou Fundanga é instrumento utilizado pela Gira de Guardiões, onde somente pode ser realizada, com a presença do Sacerdote Pai ou Mãe de Santo do Terreiro. Ela é presidida pelas entidades Chefe, onde respeitosamente é elaborada a corrente de Luz vibratória dos médiuns onde o Guardião (ou Exu) Sr. Tranca Ruas das Almas, juntamente com o Guardião Sr. Do Lodo, “ ativam um espiral, abrindo o portal de uma terceira dimensão”, onde no momento da queima da pólvora, ocorre uma desobsessão em massa do filho favorecido no centro do círculo. É nesta hora que os Guardiões agem pela misericórdia Divina, buscando onde quer que estejam, os espíritos trevosos obsessores, espíritos e falanges das sombras, chefes e todos os seus comandados. Toda esta falange é retirada da orbe terrestre, através de um minucioso plano estratégico traçado pelos Guardiões, pq caso contrário, continuam atuando e desestruturando o equilíbrio do Planeta e de seus habitantes. A massa densa e negativa que envolve a Terra, é fruto de espíritos inferiores que atuam com o auxílio dos que ainda habitam o planeta vibrando negativamente, com pensamentos e atos egoístas, invejosos, ambiciosos e de desamor. Estas atitudes vão contra as Leis Divinas, onde Olorum (Deus todo Poderoso ou Zambi) “gritou” pelo Amor Maior, através de seu filho Perfeito Oxalá (Jesus) que ensinou e demonstrou o Amor em sua forma e ação sublime. É com a autorização e em nome de Oxalá que tão despretensiosamente e caridosamente vêem todo esse exército - Os soldados da Luz – trabalhar em prol dos irmãos necessitados de auxílio e de Luz.



***Lembramos que todo o material utilizado compõe um elemento magístico poderosíssimo. Isto nos traz um alerta, quanto à manipulação e responsabilidade de utilizá-lo, visto que se não forem elaborados os procedimentos pelos Guardiões Chefe do terreiro, esse material pode ser desastrosamente utilizado com a mesma força e ação poderosa pelas trevas,.. isto implica na utilização dos mesmos pelas trevas, ativando esse portal tridimensional e soltando todos os maus elementos espirituais trevosos, causando danos e comprometimentos irreparáveis a quem esta manipulando e utilizando este elemento magístico (mesmo que por falta de conhecimento ou ingenuidade), daí a grande responsabilidade de quem preside a as executa.



A pólvora é usada como um acelerador de partículas. Através da liberação de gases, acontece o movimento frenético das moléculas de água que compõem o nosso campo magnético, campo esse denominado de aura, energia resultante da queima das células de todo o corpo dirigido pelo cérebro, centro de comando do espírito, energia sutil apenas detectada em fotolitos.


Saiba o que e defumação


Defumação é um processo ativo de exercício de mediunidade e por isso deve ser tratado com muito cuidado.

Todo local onde se vive, seja um templo, sua casa ou local de trabalho, pode e deve ser defumado. A Casa onde se mora
principalmente, ainda mais se se é uma pessoa que trabalha com a espiritualidade do santo, e que mantém em casa suas
firmezas ou mesmo os seus instrumentos litúrgicos.

Todo mundo que tem "luz" própria ou que tem em si ou sua casa um local de concentração de energia, acaba sendo um atrativo
para as inúmeras almas perdidas que existem vagando pela terra. Assim, ao defumarmos, nem sempre estamos tratando de
afastar demandas contra nós, mas também de manter o equilíbrio de nossa própria casa.

Qualquer pessoa com ou sem uma mediunidade ativa, pode perceber quando ha uma alteração no ambiente e nesses casos
deve se recorrer a uma defumação. No caso de terreiros e casas de santo, onde tudo isso é mais grave ainda, ou melhor mais
intenso, o início de cada sessão de trabalho deve ser precedido de uma defumação.

Considero que defumar não é um processo formal ou ordinário e sim uma liturgia e quem defuma algum lugar sempre deve se
preparar porque vai estar absorvendo também as energias negativas do lugar, como um para-raio, ou um "aspirador de pó".
Desta forma para executar essa liturgia é necessário alguma maturidade na magia, conhecimento e também procedimentos de
preparação e auto-limpeza que para quem faz vai mais além do que o ato de defumar.

Em termos da maturidade na magia significa uma sintonia com os mestres e entidades que trabalham junto com ele. O
conhecimento diz respeito ao método de fazer e elementos a serem utilizados tanto no defumador ou defumadores como
também em procedimentos complementares. Em termos de finalidade, o processo de defumação pode ser feito para retirar, ou
seja queimar, a energia ruim como também preencher com energia boa. Geralmente quando se encontra um ambiente carregado
usa-se um ou mais defumadores de limpeza, que irão "queimar" ou esterilizar as energia ruins. Depois do ambiente ruim faz-se
uma nova defumação com um outro defumador "doce" que irá preencher o ambiente com a energia que se quer deixar evitando
assim um vazio que é a oportunidade para coisas indesejadas ou mesmo um ambiente estéril e que não traga conforto aos
ocupantes do lugar.

No caso de terreiros ou casas de trabalho é similar. É comum se defumar mais de uma vez ao longo do dia de maneira a garantir
a limpeza astral do lugar. No início de trabalhos com determinadas linhas, como a do povo cigano ou do oriente, pode-se passar
um defumador “doce” com a finalidade de atrair e facilitar as energias destas entidades. No catimbó o cachimbo é também um
instrumento de defumação e preparação do ambiente. Pode-se usar fumos com ervas de limpeza para limpar a seção, como
também pode-se colocar misturas “doces” para facilitar ou chamar a incorporação.

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Tópico Relacionado.
ZE PELINTRA


Este é o exemplo de um guia de luz.

Salve seu ZÉ PELINTRA.

A Umbanda é uma religião brasileira, Espiritismo, culto aos orixás e Catimbó.
A Umbanda tem seu edificio solidificado, e sua maior lei é Amar a Deus sobre todas as coisas e o amar ao próximo como a si mesmo.
A Umbanda é uma religião, espírita-magista, trabalhando com os espíritos desencarnados, de diversas faixas vibratórias, a Umbanda, tem seu catecismo em simbologias enigmáticas (Pontos riscados, cantados, velas coloridas, etc..)
A Umbanda de Zé Pelintra é voltada para a prática da caridade (fora da caridade não há salvação), tanto espiritual quanto material (Ajuda entre irmãos), propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.
Zé Pelintra também prega a TOLERANCIA RELIGIOSA, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras.
Para Zé Pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são Deus e as obras espirituais.
Na humildade que lhe é peculiar, Zé Pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender áquele que não consegui saber.
Zé Pelintra, espírito da Umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões.
Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.
Zé Pelintra faz da Umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram.
Venha conhecer a Umbanda de Caridade e o seu Zé Pelintra.
. Zé Pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, é devoto de Santo Antonio, e protetor dos comerciantes, principalmente Bares, Lanchonetes, Restaurantes e Boites, e sempre recorre a Jesus, fonte inesgotável de amor e vida.
Na gira em que Zé Pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exús.
Em cada linha, a segurança e a esperança de uma conquista certa e segura.
Viva Deus, Viva Jesus, Viva Nossa Senhora da Aparecida, Viva o Senhor do Bonfim, Viva os Anjos, Viva os espíritos do bem, Viva nossos cablocos, Viva nossos pretos velhos, Viva Zé Pelintra, Viva sempre nossa UMBANDA.
A gira de Zé Pelintra é muito alegre e com excelente vibração e também disciplina é o que não falta.
Sempre Zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e as vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral.
Zé Pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem.
Seu Zé Pelintra, tem várias estórias da sua vida, desde a Lapa do Rio de Janeiro até o Recife . Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da CARIDADE, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de Pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de Amor ao Próximo.
Zé Pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de Deus.
Se voce, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado , estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que Deus também Sorria e que o Amor Fraterno triunfe sobre o esgoísmo.
ZÉ PELINTRA , pede que os filhos de fé, achem uma creche ou um asilio e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso.
Não devemos esquecer que a Fé sem as obras boas é morta.




Cantigas de Boiadeiro

Boiadeiros são entidades fortes em sua vibração. Gostam de dançar, e na
dança, mostrar sua grandeza.
Podem ser divididos em três categorias: Boiadeiros dos Orixás do Candomblé,
que são os mensageiros; Os Boiadeiros boiadeiros(!); e também há os
mensageiros dos Boiadeiros dos Santos, que são o que nas cantigas chamamos
de "tocador de boi".
É uma linha maravilhosa para descarrego de médiuns "emporcalhados".

                         



Boiadeiro Capitão

Sou boiadeiro, sou sim Senhor
Sou boiadeiro lá do sertão
Conhecido como Zé do Mato
Mas o apelido é Capitão
Sou caboclo de suporte
Sou temido como o trovão
Protegendo a boiada
Com meu cavalo alazão
Bebo pinga e chimarrão
E como proteção
Tenho no meu peito
Deus Nosso Senhor
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Boiadeiro Nhô Zé da Porteira

Boiadeiro, sou boiadeiro
Neste pampa sem igual
Meu reino é a coxilha
Meu trono é meu bagual
Vem Nhô Zé, vem Nhô Zé
Boiadeiro curandeiro
Boiadeiro benzedor
Boiadeiro curandeiro
Boiadeiro rezador
Vem Nhô Zé, vem Nhô Zé
Vem, vem cá nos ajudar>bis


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Boiadeiro Venâncio

Cem anos se passaram
Venâncio viveu a vida
De amor e alegria
Era festa todo dia
Eêê Boiadeiro, Eêê Boiadeiro
Então do céu a voz de Deus falou>bis
Do cavalo a viola >
Do sol a lua >
Do vento a chuva>
Você boiadeiro viveu>bis
E hoje no terreiro>
Abençoa os filhos de Umbanda>
Velho sábio verdadeiro>
Em nome de Oxalá>
Nosso Senhor!>bis
Eêê Boiadeiro, Eêê Boiadeiro

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Boiadeiro Zezinho

Boiadeiro na porteira
Benedito na Aruanda
Chama o povo Boiadeiro
Vem chegando de mansinho
Casqueador Zezinho>
Vem Ogum de mansinho>bis
Abrir pra mecê meu filho
Todos os seus caminho


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João Boiadeiro

Vem cá guria depressa
Venha ventando
Que é pra ver João Boiadeiro
Cachaça que desce queimando(homens)
Pega as coisas lá pro homem
Chicote ele estala no peito
Não tem boi que seja bobo
De faltar-lhe com respeito(mulheres)
Chegou, chegou, chegou
João Boiadeiro no terreiro chegou>bis
Chegou João Boiadeiro chegou>bis

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O seu laço é forte
Seu bastão toca a boiada!
João boiadeiro é meu irmão!
Irmãozinho e camarada!


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Pontos de Boiadeiros (diversos)



Ó Deus salve esta casa santa
Ó santa, ó santa
Onde Deus fez a sua morada
Morada, morada
Onde mora o cálice bento >
E a hóstia consagrada > bis


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Valei-me meu bom Boiadeiro
Dai-me forças pra tristeza suportar
Vou soltar o nó da boleadeira>
Boiadeiro>
Pra Prenda poder voar>bis
Toca o berrante, Boiadeiro
Toca forte que é pra Prenda escutar
E guia a Prenda em segurança>
Boiadeiro>
Pra plagas do Pai Oxalá> bis


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Caboclo, Caboclo Boiadeiro
Sua luz chegou
Aqui neste terreiro
Vamos saravar
Caboclo Boiadeiro

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Mas que lindo caboclo chegou
É um lindo caboclo ligeiro
Saravá esta linda Umbanda
Aqui chegou o Caboclo Boiadeiro
Ele veio do sertão
Correndo pelas estradas
Estalando seu chicote
Carreando sua boiada
Ai, ai, ai meu Deus do céu
Ai, ai, ai Virgem Maria
Umbanda de Boiadeiro
Vara o raiar do dia


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Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu, choveu
Relampiou
Foi nessa água que seu boi nadou
Mas,
Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu, choveu
Que água rolou
Foi nessa água que seu boi nadou

xxxxxxxxxxxxxxx




Seu boiadeiro cadê sua boiada?
Sua boiada ficou em Belém
Chapéu de couro ficou lá também
Chapéu de couro ficou lá também


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Olha meu camarada
Camarada meu
Olha meu camarada
Camarada meu
Sou Boiadeiro que cheguei aqui agora
Candomblé toca no keto
Mandar tocar angola

(Substitua BOIADEIRO por um nome de orixá - exemplo abaixo )

Olha meu camarada
Camarada meu
Olha meu camarada
Camarada meu
Sou Zé do Laço que cheguei aqui agora
Candomblé toca no keto
Mandar tocar angola

xxxxxxxxxxxxxxx


Chetruê, Chetruá
Corda de laçar meu boi
Chetruê, Chetruá
Corda de meu boi laçar
Chetruê, Chetruá
Corda de laçar meu boi
Chetruê, Chetruá
Corda de meu boi laçar


xxxxxxxxxxxxxxx


Seu Boiadeiro
cadê sua boiada?
Seu boiadeiro
Cade sua boiada?
Seu boiadeiro na Jurema é nosso pai
É nosso camarada
Seu boiadeiro na Jurema é nosso pai
É nosso camarada


xxxxxxxxxxxxxxx


Chetruê, Chetruá
Minha corda é de laçar
Chetruê, Chetruá
Meu boi fugiu mandei buscar


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A sua boiada
É de trinta e um
A sua boiada
é de trinta e um
Já contei os rinta
tá faltando um
Já contei os trinta
Tá faltando um

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Toque o berrante, boiadeiro
Toque o berrante
Toque o berrante pra anunciar sua chegada
É os boiadeiros que vem lá de Aruanda
Pra trabalhar nesta tenda de Umbanda

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Ganhei um tostão
Que meu pai me deu
Para pagar a um boiadeiro
Pra brincar mais eu


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Ia passando,
a morena me chamou,
Ia passando,
a morena me chamou...
Falei p\"rá ela
que eu não sou palhaço,
Já estou desconfiado
comigo não há embaraço


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A menina do sobrado
mandou lhe chamar
pra ser criado
A menina do sobrado
mandou lhe chamar
pra ser criado
Ele mandou dizer a ela
que estava tocando seu gado
Ele mandou dizer a ela
que estava tocando seu gado
Auê boiadeiro
ele gosta do samba rasgado
Auê boiadeiro
ele gosta do samba rasgado
Auê boiadeiro
ele gosta do samba rasgado
Auê boiadeiro
ele gosta do samba rasgado


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Boiadeiro da Jurema
Seu boiadeiro
olha que linda boiada.
Seu boiadeiro
olha que linda boiada.
Mas ele é seu boiadeiro da Jurema
é nosso camarada.
Mas ele é seu boiadeiro da Jurema
é nosso camarada.


xxxxxxxxxxxxxxx



Na estância de boiadeiro,
eu bebi água de gravatá.
Na estância de boiadeiro,
eu bebi água de gravatá.
Eu bebi água de gravatá
seu boiadeiro,
eu bebi água de gravatá.
Eu bebi água de gravatá
seu boiadeiro,
eu bebi água de gravatá.

xxxxxxxxxxxxxxx



Boiada boa,
boiada de São Vicente.
Boiada boa,
boiada de São Vicente.
No meio de tanto boi
não achei nenhum doente
Oi no meio de tanto boi
não achei nenhum doente


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Pedrinha miudinha,
da Luanda ê.
Lajedo tão grande,
tão grande na Aruanda ê.


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Oh Isaura toca viola.
Oh Isaura toca viola.
Toca viola ô Isaura toca viola.
Toca viola ô Isaura toca viola.


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Seu boiadeiro
da estaçao da Leopoldina
estava carregando gado
pra uma estação de Minas
Seu boiadeiro
da estaçao da Leopoldina
estava carregando gado
pra uma estação de Minas
Mineiro ê
Mineiro uai
Seu boiadeiro
veio aqui pra trabalhar


xxxxxxxxxxxxxxx



Eu tenho meu chapéu de couro.
Eu tenho minha guiada.
Eu tenho meu lenço vermelho.
para tocar minha vaquejada.


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Olha a ponta do laço,
ôo vaqueiro.
Oi veio topar,
oi veio topar,
na porteira do curral.



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Boiadeiro do Sertão
Seu boiadeiro
vem do sertão,
um pé calçado
outro no chão


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Folha por folha,
na mangueira tem.
Folha por folha,
na mangueira tem.
minha guiada êee
minha guiada êea
Folha por folha,
na Jurema tem.
Folha por folha,
na Jurema tem.
minha guiada êee
minha guiada êea


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Na minha boiada
ainda me falta um boi
oi me falta um
oi me faltam dois
Na minha boiada
me falta um boi
oi me falta dois
oi me faltam três



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Abalei minha roseira
para tirar do caminho.
Na aldeia de boiadeiro
não se pisa em espinho.
Na aldeia de boiadeiro
não se pisa em espinho.

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Toma lá vaqueiro,
toma jaleco de couro.
Toma jaleco de couro,
oi na porteira do curral

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Cadê minha corda de laçar meu boi.
O meu boi fugiu eu não sei pra onde foi.


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Boiadeiro Vira Sol
Aiô estrela
ela brilha sem passar
Aiô estrela
ela brilha sem passar
Boiadeiro vira sol
em cima da terra
está trabalhando
Boiadeiro vira sol
em cima da terra
está trabalhando

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Aindoke, eu dei um tiro quero ver zunir
Aindoke, eu dei um tiro quero ver cair



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SEU BOIADEIRO SOU EU QUEM LHE CHAMA
VEM ATENDER MEU CHAMADO
SEU BOIADEIRO SOU EU QUEM LHE CHAMA
TU ÉS O MEU ADVOGADO
SEGURA O COURO, OGÃ!
BENDITO SEJA LOUVADO
SEGURA A CANTIGA, MOÇA
AÍ VEM MEU ADVOGADO!

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BARRACÃO TÁ ENFEITADO
MEU DEUS, QUE ZUADA É ESTA?
BOIADEIRO TÁ CHEGANDO
VAMOS ANIMAR A FESTA!

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BATE O SINO NA CAPELA
NA ALDEIA DEU SINAL
ELE É SEU BOIADEIRO
É MEU AMIGO LEAL!



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DE ONDE VEM O CABOCLO DE PENAS?
ELE VEM DO SEU JUREMÁ!
DE ONDE VEM O SEU BOIADEIRO, MINHA GENTE?
ELE VEM DO REINO BENDITO DE OXALÁ!


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PASSEANDO NO SERTÃO
A CAVALO OU MESMO A PÉ
ME CHAMARAM NUMA CASA
VOU CORRENDO VER O QUE É!


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ELE É BOIADEIRO
É CABOCLO NA JUREMA!
ELE PASSEIA NESTA TERRA
É PORQUE TEM ORDEM SUPREMA!


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NA JUREMA TEM UMA LINDA FLOR
NA CACHOEIRA BROTOU LINDA ROSEIRA
NA MATA VIRGEM, SEU BOIADEIRO, Ô JUREMA
COM SEU LAÇO ELE PEGA BOI, ELE GANGA BOI
ELE QUEBRA MADEIRA!


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É MALANDRAGEM, MOÇO
É MALANDRAGEM!
JOÃO BOIADEIRO
É UM REI NA MALANDRAGEM, MOÇO!


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A UMBANDA TEM MIRONGA
BOIADEIRO TAMBÉM TEM GONGÁ!
SARAVÁ ESTRELA QUE LHE ILUMINA
SARAVÁ, LINDO CABOCLO, SARAVÁ!


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JUREMA, JUREMEIRA!
JUREMA CABOCLA DE PENA
CHAMA POR SEU BOIADEIRO
E POR SUA IRMÃ IRACEMA!


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QUEM VEM LÁ É ELE! (2X)
NO BATER DA CANCELA
SEU BOIADEIRO É ELE!

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EU VI, SINHÔ!
EU VI SIM, SINHÁ!
O CABOCLO BOIADEIRO
VINDO DO SEU JUREMÁ!


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LAÇO DE COURO, MEU IRMÃO!
CHAPÉU DE ABA, MEU CAMARADA!
CALÇA ARREGAÇADA, DOU BOA NOITE!
SOU BOIADEIRO, SANTO ARRASTADO!


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BOIADEIRO VIVE SÓ
MAS NÃO NEGA SEUS IRMÃOS!
QUANDO CHEGA NA JUREMA
VEM SEMPRE DE PÉ NO CHÃO!
AI AI AI AI
VEM SEMPRE DE PÉ NO CHÃO!


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ELE É BOIADEIRO
É DA MINA DO OURO EM PÓ!
QUANDO O SAMBA ESQUENTA MUITO
SABE DANÇAR NUM PÉ SÓ!



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TUM TUM TUM
BATEU NA PORTEIRA!
TUM TUM TUM
BATEU NA CANCELA!
CHEGOU BOIADEIRO DE UMBANDA
MENINA SAIA DESTA JANELA!


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LAÇOU, LAÇOU, LAÇOU!
LAÇOU O SEU BOI BRABO!
BOIADEIRO NA JUREMA
LAÇOU SEU BOI BRABO!


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JÁ LOUVEI BOIADEIRO!
JÁ LOUVEI JESUS!
LOUVEI ESTA CASA SANTA
DA TERRA DE SANTA CRUZ!



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QUANDO ELE VEM DO CHAPADÃO ONDE NASCEU!
DAS ÁGUAS CLARAS LINDAS ONDE SE CRIOU!
ELE É UM LINDO CABOCLO BOIADEIRO
NÃO NEGA SEU NATURAL
NÃO NEGA DE ONDE VEIO!


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NO ALTO DO LISO LAJEDO
EU VI BOIADEIRO SENTADO!
NA MÃO SEU CHICOTE DE COURO
UM LINDO LAÇO AO SEU LADO
NÃO BEBO MAIS
NÃO TOMO MAIS PARATI
SÓ NÃO LARGO MEU CIGARRO DE PALHA
ENQUANTO EU ESTIVER AQUI!


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SEU BOIADEIRO É BOM!
NA UMBANDA É BOM COMO O QUÊ
QUANDO ESTÁ EM CASA DE ANGOLA
ELE É UM CABOCLO XOROQUÊ!


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TEMPORAL
VENTA NO SERTÃO, TEMPORAL! (2X)
BOIADEIRO NO SERTÃO, TEMPORAL!


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SEU BOIADEIRO NASCEU EM ROMA
EM ROMA NASCEU MESSIAS!
QUE O COROOU COM A COROA DE ZAMBI
SE COROOU É QUE ELE MERECIA!


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QUEM PASSOU PELO LAJEDO LÁ NA SERRA
QUEM PASSOU PELO LAJEDO LÁ NA MATA
QUEM PASSOU PELO LAJEDO LÁ DO NORDESTE
E NÃO VIU SEU BOIADEIRO
FOI à ROMA E NÃO VIU O PAPA!


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QUEM TEM, QUEM DÁ
QUEM DEU, QUEM DARIA
BOIADEIRO NA JUREMA
É FILHO DA VIRGEM MARIA!


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QUEM QUISER SABER MEU NOME
É SÓ PERGUNTAR SEMPRE A DEUS
POIS ME CHAMO BOIADEIRO
FILHO DE SÃO BARTOLOMEU!


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O CRUZEIRO DO SUL
ABENÇOOU MINHA MISSÃO
EU ME CHAMO SEU BOIADEIRO
E SÓ ANDO DE PÉ NO CHÃO!


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QUEM PASSEIA PELAS MATAS
VÊ SEMPRE LINDO CABOCLO!
QUEM VAGA PELO SERTÃO
COM ROUPAGEM DE ARMEIRO
VÊ O CABOCLO BOIADEIRO!


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AS ÁGUAS CORREM PARA O MAR
DO RIACHO OU DA CACHOEIRA
NESTE SAMBA DE CABOCLO
BOIADEIRO ESTÁ NA RODA
MOSTRANDO PASSADA LIGEIRA!


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O SEU LAÇO É FORTE!
O SEU COITÉ É LARGO
SOU AMIGO DE BOIADEIRO
QUE ME GUARDA NO MEU CARGO!


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MADRUGADA NA MATA VIRGEM
SABIÁ CANTOU NO GALHO
EU VI UM FORTE CABOCLO
FAZENDO O SEU TRABALHO!
BOIADEIRO DO LAJEDO ELE É!
BOIADEIRO NA JUREMA ELE É!
VENCEDOR DE DEMANDAS ELE É!
O MEU PROTETOR DE FÉ ELE É!


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DEBAIXO DO INGAZEIRO
LINDO CABOCLO VERSEJAVA
QUANDO PERGUNTEI SEU NOME
SE ABORRECEU, DISSE QUE NÃO DAVA!
DEPOIS DE MUITA CONVERSA
OLHANDO PRO INGAZEIRO
DISSE UM VERSO E CONFESSOU
EU ME CHAMO BOIADEIRO!


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VEM LÁ DO SERTÃO DO AMAZONAS
VEM PRA SARAVAR NESTE TERREIRO
BOIADEIRO CHAPÉU DE COURO
É CABOCLO E BOM GUERREIRO!
QUANDO CHEGA NESTA BANDA
VEM PRA SARAVÁ GONGÁ!
LOUVA O SANTO DA CASA
TOMA ABÊNÇÃO A OXALÁ!


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VIM PASSEANDO PELO RIO DE CONTAS
VIM CAMINHANDO POR AQUELA RUA!
OLHA COMO É LINDO
VER BOIADEIRO NO CLARÃO DA LUA!


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CORRE A ÁGUA NO AMAZONAS
BRILHA O SOL, REFULGE A LUA!
BOIADEIRO DONO DOS RIOS
VADEANDO PELAS RUAS!
BOIADEIRO É BOM, É MEU IRMÃO!
TRAGO ESTE CABOCLO EM MEU CORAÇÃO!



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AS ÁGUAS DA CHUVA AUMENTAM O RIO!
AS DO RIO AUMENTAM A CACHOEIRA!
O DONO DA PEDREIRA É XANGÔ, MEU PAI!
SEU FILHO É BOIADEIRO DA JUREMA!


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NUMA ROÇA DE SAMBA
EU SOU BOM SAMBADOR!
NO TERREIRO DE UMBANDA
SOU TRABALHADOR!
TENHO MEU PÉ FIRME
NUM SAMBA BOM
MAS SE DEMANDA SURGE
NÃO PERCO OCASIÃO!


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AI, AI, AI...
VALEI-ME SEU BOIADEIRO!
QUEM LHE PEDE, QUEM LHE IMPLORA
É UM FILHO DE TERREIRO!



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UMA FLECHA ZUOU LÁ NAS MATAS
UM LAÇO FIRME VEIO DO SERTÃO!
EU VI LINDO CABOCLO DE SAIOTE E PENACHO
EU VI BOIADEIRO DO CHAPADÃO!


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A FOLHA QUE BOIADEIRO TEM
FOI TIRADA DO PÉ DA GAMELEIRA!
OSSANHE FOI QUEM DEU O AXÉ
PARA TRABALHAR NO SANTO
E PARA TER FORÇA GUERREIRA!


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SAMBEI, SAMBEI...
ATÉ ALTA MADRUGADA!
BOIADEIRO É SAMBADOR
SAMBA ATÉ A MADRUGADA!
SAMBOU, SAMBOU
ATÉ ALTA MADRUGADA!
BOIADEIRO TÁ BRINCANDO
IAÔ JÁ TÁ CANSADA!


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NA CORRIDA DA VENTANIA
EU VI PASSAR UM CABOCLO MATREIRO!
PROCUREI SABER SEU NOME - XETRUÁ!
UM LINDO BRADO DIZIA EU SOU BOIADEIRO!


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FOI NESSE PASSO
QUE EU SAÍ DA MINHA ALDEIA!
COM MEU CHAPÉU DO LADO
MINHA CALÇA ARREGAÇADA...
QUANDO EU SAÍ MINHA MÃE ME ABENÇOOU!


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BANDOLÊ OLÊ OLÊ!
BANDOLÊ OLÊ OLÁ!
BANDOLÊ MEU CABOCLO BOIADEIRO
BANDOLÊ OLÊ OLÁ!
DA LARANJA QUERO UM GOMO!
DO LIMÃO QUERO UM PEDAÇO!
DE OLORUN EU QUERO A BÊNÇÃO!
DE BOIADEIRO UM GRANDE ABRAÇO!



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DE ONDE VEM O CABOCLO DE PENAS?
ELE VEM DO SEU JUREMÁ!
DE ONDE VEM SEU BOIADEIRO, MINHA GENTE?
ELE VEM DO REINO BENDITO DE OXALÁ!


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VALEI-ME, MEU SALVADOR!
VALEI-ME NAS HORAS SANTAS!
EU ROGO PARA BOIADEIRO
VALEI-ME NAS HORAS SANTAS!


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VIOLA VEM...
VIOLA VAI!
BOIADEIRO QUE É BOM
NESTE SAMBA NÃO CAI!


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MENINA DOS OLHOS LINDOS...
SÃO LINDOS DE NATUREZA!
QUERIA EU SER UM ANJO
PRA BEIJAR ESSA BELEZA!


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GRAÇAS A DEUS
ORA MEU DEUS!
LOUVADO SEJA DEUS
ORA MEU DEUS!


Subida de Boiadeiros
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Oh Deus lhe pague Babá,
Oh Deus lhe pague,
Oh Deus lhe pague,
pela hospitalidade.
Oh Deus lhe pague Cambono,
Oh Deus lhe pague,
Oh Deus lhe pague,
pela hospitalidade.
Oh Deus lhe pague Ogan,
Oh Deus lhe pague,
Oh Deus lhe pague,
pela hospitalidade.
Oh Deus lhe pague Casa Santa,
Oh Deus lhe pague,
Oh Deus lhe pague,
pela hospitalidade.


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(antes de subir)
Todo pássaro voa
só a ema não.
Todo pássaro voa
só a ema não.
Boiadeiro vai embora
lá pro seu sertão.
Boiadeiro vai embora
lá pro seu sertão.
(após a subida dos boiadeiros)
Todo pássaro voa
só a ema não.
Todo pássaro voa
só a ema não.
Boiadeiro foi embora
lá pro seu sertão.
Boiadeiro foi embora
lá pro seu sertão.


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COM A LICENÇA DO SINHÔ
COM A LICENÇA DA SENHORA
VEM ROMPENDO A MADRUGADA
BOIADEIRO VAI EMBORA!



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SAMBEI, SAMBEI
SAMBEI ATÉ A MADRUGADA!
ACABOU O SAMBA AGORA
VOU REVER MINHA BOIADA!


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ADEUS, CAMARADINHA, ADEUS!
ADEUS QUE EU JÁ VOU EMBORA!
E NO BALANÇO DAS ÁGUAS EU VIM
E NO BALANÇO DO MAR EU VOU AGORA!


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QUANDO A LUA VAI SUMINDO
O SOL VEM ROMPENDO A AURORA
ADEUS CAMARADA, ADEUS
BOIADEIRO VAI EMBORA!


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EU VOU EMBORA, CAMARADA
MEU NAVIO JÁ APITOU!
DE LONGE ESTOU OUVINDO
O SOM DO AGOGÔ!


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OLÔ VIOLA TOCANDO
OLÔ PANDEIRO BATENDO
BOIADEIRO VAI EMBORA
MEU DEUS JÁ ESTOU SOFRENDO!


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ADEUS, ROLINHA
ROLINHA FOGO APAGOU!
ADEUS, ROLINHA
CAMARADA EU JÁ ME VOU!


                 


QUEM FOI OBALUAÊ

Obaluaê quer dizer “Rei e Senhor da terra” sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. Conta-se em Ibadã que Obaluaê teria sido antigamente o Rei dos Tapás. Uma lenda de Ifá confirma esta última suposição. Obaluaê era originário de Empê – Tapá e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatros cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas.

Obaluaê representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha (azê) que tampa seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente. Está fortemente relacionado os troncos e os ramos das árvores e transporta o axé preto, vermelho e branco. Sua matéria de origem é a terra e, como tal, ele é o resultado de um processo anterior. Relaciona-se também com os espíritos contidos na terra. O colar que o simboliza é o ladgiba, cujas contas são feitas da semente existente dentro da fruta do Igi-Opê ou Ogi-Opê, palmeiras pretas. Usa também bradga, um colar grande de cauris.

Obaluaê é o patrono dos cauris e do conjunto dos 16 búzios, que reina do instrumento ao sistema oracular: o brendilogun, que lhe pertence. Seu poder está extraordinariamente ligado à morte. Oba significa Rei (Oni), Ilu espíritos e Aiyê (significa terra), ou seja, Rei de Todos os Espíritos do Mundo. Ele lidera e detém o poder dos espíritos e dos ancestrais, os quais o seguem. Oculta sob o saiote o mistério da morte e do renascimento (o mistério do gênesis). Ele é a própria terra que recebe nossos corpos para que vire pó.

Obaluaê mede a riqueza com cântaros, mas o povo esqueceu-se de sua riqueza e só se lembra dele como o Orixá da moléstia. Afirmam-se em registros bibliográficos ser Omolu e Obaluaê um só Orixá em dois estágios: Obaluaê (o Moço) significa o “Dono da Terra da Vida”; Omolu (o Velho) significa o “Filho-da-Terra”. É o médico dos pobres; o senhor dos cemitérios. Usa o aze (capacete de pele da Costa) ou o filah (capuz de palha da Costa) e carrega na mão o xaxará (feixe de fibra de palmeira, enfeitado com búzios). Seu dia é a segunda-feira. Sua comida forte é o doburu (pipocas sem sal, coco fatiado e regado com mel).

Qualidades: Registra-se 12 qualidades atribuídas a esse Orixá, que também é considerado o mais antigo do Panteão Afro, sendo as mais conhecidas:

Sapata, Xapanan, Xankpanan, Babalu, Azoane, Ajagum, Ajunsun e Avimage.

Nomes: Obàluáyê “Rei senhor da Terra”, Omolu “Filho do Senhor”, Sapata “Dono da Terra” são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor o sol – também é conhecido como (Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Outra corrente os define como: Obàluáyê: Obá – ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida.

Sincretismo: São Lázaro e São Roque

Comida: Pipoca e Carré

Cor: Preto, vermelho e branco

Dia da semana: Segunda -feira

Símbolo: Leguidibá, Xaxará e Brajá de búzios

Saudação: – Atotô!

Domínio – Doença e cura, morte e renascimento

Elemento: Terra

Vestimenta: A vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-ògòrò, a palha da costa , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes o “Filá” e o “Azé”, a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha-da-costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado “cauçulú”, em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte (iku).



                




LENDAS DE EXU

I
Exú sempre foi o mais alegre e comunicativo de todos os orixás.
Olorun, quando o criou, deu-lhe, entre outras funções, a de comunicador e elemento de ligação entre tudo o que existe.
Por isso, nas festas que se realizavam no orun (céu), ele tocava tambores e cantava, para trazer alegria e animação a todos.
Sempre foi assim, até que um dia os orixás acharam que o som dos tambores e dos cânticos estavam muito altos, e que não ficava bem tanta agitação.
Então, eles pediram a Exú, que parasse com aquela actividade barulhenta, para que a paz voltasse a reinar.
Assim foi feito, e Exú nunca mais tocou seus tambores, respeitando a vontade de todos.
Um belo dia, numa dessas festas, os orixás começaram a sentir falta da alegria que a música trazia.
As cerimônias ficavam muito mais bonitas ao som dos tambores.
Novamente, eles se reuniram e resolveram pedir a Exú que voltasse a animar as festas, pois elas estavam muito sem vida.
Exú negou-se a fazê-lo, pois havia ficado muito ofendido quando sua animação fora censurada, mas prometeu que daria essa função para a primeira pessoa que encontrasse.
Logo apareceu um homem, de nome Ogan.
Exú confiou-lhe a missão de tocar tambores e entoar cânticos para animar todas as festividades dos orixás.
E, daquele dia em diante, os homens que exercessem esse cargo seriam respeitados como verdadeiros pais e denominados Ogans.

II
EXÚ – Um Orishá Muito Polémico
Por Ìyá Sandra Medeiros Epega
Atoto arere.
Ifá fe f'oun e dake.
Orunmilá e Exú eram amigos, mas disputavam entre si o poder.
Houve uma guerra na cidade de Ajala Eremi.
Tendo isso chegado ao conhecimento de Exú, por seus seguidores que invocavam-no e pediam a sua ajuda, ele correu a Orunmilá para contar a novidade.
Orunmilá ficou curioso de saber como Exú já sabia da guerra, uma vez que a cidade era longe e parcos os recursos.
Exú, muito vaidoso, disse saber tudo, em virtude de seus poderes, e completou - "Vamos lá salvá-los".
Viajaram juntos, e chegando à Ajala Eremi, ajudaram o povo a vencer a guerra, e foram reverenciados e louvados.
Na volta, Exú disse a Orunmilá - "Você vai ver, a minha magia é maior que a sua".
Orunmilá riu, disse que seus poderes eram bem maiores, e disse também:

"Ki okunrin ma to ato rin
Ki obinrin ma to ato rin
Ki awo eni ti aso re yio rin".
"O homem fica em pé e urina andando
A mulher fica em pé e urina andando
Vamos ver a roupa de quem fica molhada primeiro".

Com essas palavras ele desafiou Exú.
Caminharam muito até que anoiteceu, e pararam em Ileto (pequena cidade baale - aldeia pobre).
Orunmilá pediu aos mais velhos pousada por uma noite para ambos.
O Rei permitiu que dormissem e determinou em que casa ficariam.
No meio da noite, estando Orunmilá dormindo, Exú acordou bruscamente.
Exu saiu para o pátio, foi ao local onde as galinhas dormiam, agarrou o galo pelos pés, torceu-lhe o pescoço, arrancou-lhe a cabeça e enfiou no bolso.
Fez uma ótima e solitária refeição com a carne e alguns inhames, pimentas, tomates e cebolas que achou nos campos, temperou tudo com óleo dendê, bebeu vinho de palma e completou com litros e litros de água fresca.
Voltando à casa, chamou Orunmilá, e disse -" Vamos embora depressa".
Orunmilá acordou estremunhado, e ainda tonto, achou que era de manhã, e seguiu com Exú pela estrada como bons amigos.
Em Ileto, assim que amanheceu, descobriram a morte do galo, a fuga dos hóspedes e o povo, revoltado, decidiu persegui-los.
Juntaram os Ode (soldados).
Correram atrás de Exú e Orunmilá e alguém lembrou que Exú usava uma roupa de búzios (símbolo de magia).
Exú sabia que o povo de Ileto e os soldados vinham em sua perseguição.
Olhava para trás e ria.
Falou a Orunmilá -"O povo vem aí, traz lanças, facas e soldados.
Mostre a força de sua magia agora".
Orunmilá, sempre muito calmo, disse a Exú -"A mim não pegam. Eu adivinho que você matou o galo e comeu-o, porque o sangue pinga de seu bolso".
E disse "A ki gbo iku a fibi oba sa".
("Não se pode ter má notícia da terra. Ela não morre".)
Depois de proferir estas palavras mágicas, Orunmilá disse a Exú:
-"Agora você dá a solução".
Exú sugeriu que subissem em uma árvore sagrada (ikin), de cuja madeira são feitos instrumentos para o culto, e esperassem para ver os Ode passarem.
Os soldados e o povo viram o sangue, e revistando a árvore acharam Exú lá em cima, junto com Orunmilá.
Alguns ficaram de guarda à árvore, enquanto outros foram buscar machados e facões para derrubá-la.
Quando começaram a cortar a árvore, Exú riu e disse a Orunmilá:
- "É agora!
Vamos cair os dois, faça a sua magia, eu faço a minha e veremos qual o poder maior".
A árvore caiu.
Orunmilá se enterrou no chão e virou água.
Exú bateu no chão e virou pedra.
O povo e os Ode procuraram e não acharam ninguém.
O lugar virou uma grande confusão, com todos gritando e se acusando mutuamente.
Os que estavam sedentos, viram a água que era Orunmilá, beberam dela e se acalmaram.
Os que estavam cansados sentaram na pedra que era Exú e ficaram agitados.
E daí para a frente, dois tipos de pessoas se criaram no mundo, os calmos e os agitados.
E todos que jogam Ifá (antigo sistema yorubá de adivinhação), têm que cultuar Exú e Orunmilá.

III
Exu foi o primeiro filho de Iemanjá e Oxalá.
Ele era muito levado e gostava de fazer brincadeiras com todo mundo.
Tantas fez que foi expulso de casa.
Saiu vagando pelo mundo, e então o país ficou na miséria, assolado por secas e epidemias.
O povo consultou Ifá, que respondeu que Exu estava zangado porque ninguém se lembrava dele nas festas; e ensinou que, para qualquer ritual dar certo, seria preciso oferecer primeiro um agrado a Exu.
Desde então, Exu recebe oferendas antes de todos, mas tem que obedecer aos outros Orixás, para não voltar a fazer tolices.

IV
Um homem rico tinha uma grande criação de galinhas.
Certa vez, chamou um pintinho muito travesso de Exu, acrescentando vários xingamentos.
Para se vingar, Exu fez com que o pinto se tornasse muito violento.
Depois que se tornou galo, ele não deixava nenhum outro macho sossegado no galinheiro: feria e matava todos os que o senhor comprava.
Com o tempo, o senhor foi perdendo a criação e ficou pobre.
Então, perguntou a um babalaô o que estava acontecendo.
O sacerdote explicou que era uma vingança de Exu e que ele precisaria fazer um ebó pedindo perdão ao Orixá.
Amedrontado, o senhor fez a oferenda necessária e o galo se tornou calmo, permitindo que ele recuperasse a produção.

V
Certa vez, dois amigos de infância, que jamais discutiam, esqueceram-se, numa segunda-feira, de fazer-Ihe as oferendas devidas para èsù.
Foram para o campo trabalhar, cada um na sua roça.
As terras eram vizinhas, separadas apenas por um estreito canteiro.
èsù, zangado pela negligência dos dois amigos, decidiu preparar-Ihes um golpe à sua maneira.
Ele colocou sobre a cabeça um boné pontudo que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo.
Depois, seguiu o canteiro, chegando à altura dos dois trabalhadores amigos e, muito educadamente, cumprimentou-os:
-"Bom trabalho, meus amigos!"
Estes, gentilmente, responderam:
-"Bom passeio, nobre estrangeiro!"
Assim que èsù afastou-se, o homem que trabalhava no campo à direita, falou para o seu companheiro:
-"Quem pode ser este personagem de boné branco?"
-"Seu chapéu era vermelho", respondeu o homem do campo a esquerda.
-"Não, ele era branco, de um branco de alabastro, o mais belo branco que existe!"
-"Ele era vermelho, um vermelho escarlate, de fulgor insustentável!"
-"Ele era branco, tratar-me de mentiroso?"
-"Ele era vermelho, ou pensas que sou cego?"

Cada um dos amigos tinha razão e ambos estavam furioso da desconfiança do outro.
Irritados, eles agarraram-se e começaram a bater-se até matarem-se a golpes de enxada.
èsù estava vingado!
Isto não teria acontecido se as oferendas a èsù não tivessem sido negligenciadas.
Pois èsù pode ser o mais benevolente dos òrìsà se é tratado com consideração e generosidade.

VI
Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca.
Seus campos estavam secos e a chuva não caia.
As rãs choravam de tanta sede e os rios estavam cobertos de folhas mortas, caidas das árvores.
Nenhum òrìsà invocado escutou suas queixas e gemidos.
Aluman decidiu, então, oferecer a èsù grandes pedaços de carne de bode.
èsù comeu com apetite desta excelente oferenda.
Só que Aluman havia temperado a carne com um molho muito apimentado.
èsù teve sede.
Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha em casa, e que tinham, em suas casas, os vizinhos, não foi suficiente para matar sua sede!
èsù foi á torneira da chuva e abriu-a sem pena.
A chuva caiu.
Ela caiu de dia, ela caiu de noite.
Ela caiu no dia seguinte e no dia depois, sem parar.
Os campos de Aluman tornaram-se verdes.
Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua glória:

"Joro, jara, joro Aluman,
Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes;
Joro, jara, joro Aluman,
Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas!
Joro, jara, joro Aluman,
Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca!
Joro, jara, joro Aluman!"

E as rãzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar!
Aluman, reconhecido, ofereceu a èsù carne de bode com o tempero no ponto certo da pimenta.
Havia chovido bastante.
Mais, seria desastroso!
Pois, em todas as coisa, o demais é inimigo do bom.

VII
Lenda de Eshu Jelu ( Ijelu ou Ajelu )
Mandaram Eshú fazer um ebó, com o objetivo de obter fortuna rapidamente e de forma imprevista.
Depois de oferecer o sacrifício, Exú empreendeu viagem rumo a cidade de Ijelu.
Lá chegando, foi hospedar-se na casa de um morador qualquer da cidade, contrariando os costumes da época, que determinavam que qualquer estrangeiro recém chegado receberia acolhida no palácio real.
Alta madrugada, enquanto todos dormiam, Exú levantou-se sorrateiramente e ateou fogo as palhas que serviam de telhado à construção em que estava abrigado, depois do que, começou a gritar por socorro, produzindo enorme alarido, o que acordou todos os moradores da localidade.
Eshú gritava e esbravejava, afirmando que o fogo, cuja origem desconhecia, havia consumido uma enorme fortuna, que trouxera embrulhada em seus pertences, que como muitos testemunharam, foram confiados ao dono da casa.
Na verdade, ao chegar, Exú entregou ao seu hospedeiro um grande fardo, dentro do qual, segundo declaração sua, havia um grande tesouro, fato este, que foi testemunhado por enumeras pessoas do local.
Rapidamente, a notícia chegou aos ouvidos do Rei que, segundo a lei do país deveria indemnizar a vitima de todo o prejuízo ocasionado pelo sinistro.
Ao tomar conhecimento do grande valor da indemnização e ciente de não possuir meios para saldá-la, o rei encontrou, como única solução, entregar seu trono e sua coroa a Eshú, com a condição de poder continuar, com toda sua família, residindo no palácio.
Diante da proposta, Eshú aceitou imediatamente, passando a ser deste então o rei de Ijelu.

VIII
Sobre Eshú existem muitas lendas, mas esta demonstra bem o carácter irreverente de Eshú:
Eshú, sabedor de que uma rainha fora abandonada pelo seu Rei (dormindo assim em aposentos separados), procurou-a, entregou a ela uma faca e disse que se ela desejasse ter ele de volta, deveria cortar alguns fios da sua barba ao anoitecer quando o Rei dormisse.
Em seguida, foi à casa do Príncipe Herdeiro do trono, situada nos arredores do palácio e disse ao Príncipe que o Rei desejava vê-lo ao anoitecer com o seu exército.
Em seguida, foi até ao Rei e disse: "A Rainha magoada vai tentar matá-lo à noite.
Finja que está dormindo para não morrer.
E a noite veio.
O Rei deitou-se e fingiu dormir e viu depois a Rainha aproximar uma faca de sua garganta.
Ela queria apenas cortar um fio da barba do Rei, mas ele julgou que seria assassinado.
O Rei desarmou-a e ambos lutaram, fazendo grande algazarra.
O Príncipe, que chegava com os seus guerreiros, escutou gritos nos aposentos do Rei e correu para lá.
O Príncipe entrou nos aposentos e viu o Rei com a faca na mão e pensou que ele queria matar a Rainha e empunhou a sua espada.
O Rei, vendo o Príncipe entrar no palácio armado, à noite, pensou que o Príncipe queria matá-lo, gritou pelos seus guardas pessoais e houve uma grande luta, seguida de um massacre generalizado.







VOVÓ CAMBINDA DA GUINÉ

Mensagem aos filhos de Umbanda

Hoje em dia, os filhos de Umbanda, já não são mais “cegos”, já não seguem orientações sem raciocinar e conhecer, mesmo porque o conhecimento nesses tempos atuais é veloz e está à disposição de todo filho que queira e se interesse em aprender, conhecer.

Esse desabrochar do conhecimento entre os filhos de Umbanda muito nos alegra e facilita o nosso trabalho. Temos hoje filhos mais esclarecidos que muito colaboram conosco quando precisamos nos comunicar de maneira específica sobre assuntos da modernidade. Nossa parceria vem se estreitando cada vez mais e, tempo chegará, no qual a telepatia dispensará a incorporação.

Aquele que tem facilidade de aprendizado, que busca o conhecimento, tem por dever orientar e esclarecer seu irmão menos favorecido de todas as formas possíveis, porém, jamais excedendo seus limites pessoais. Digo isso filhos, porque temos visto alguns trabalhadores de nossa Seara, tão afoitos e empenhados em sua missão espiritual, que estão se esquecendo de suas tarefas materiais e de seu convívio social e familiar. A consequência disso será fatalmente o desequilíbrio de suas forças e de sua vida que deve ser bem dosada em todos os seus aspectos para que seja realmente plena e satisfatória a experiência que Deus a todos concede.

Saravá a todos os filhos de fé!

Sigam pelos caminhos da Luz! Distribuam a Luz do conhecimento que conquistarem entre seus irmãos com muita fé, com muito amor e carinho para que os frutos dos seus esforços pessoais sejam doces!

Agora e para sempre
,






CONSELHOS DE PRETA VELHA

Véia veio aqui hoje prá falar de Amor, Caridade e Humildade! Sabe fios, Véia tem cutado muito os fios pidindo prá ser mais humilde, pidindo desculpa por ter falado um não pros irmãos, pidindo desculpa por não ter dado valor a famía enquanto estavam tudo carnado. Véia quer fazê falador prá tudo suncês entender que quando os pedidô e os desculpador não vem do coração puro e verdadeiro que todos suncês pode ter, num dianta, fios. É fácil fazer rezador quando a noite cai e achar que tudo tá resovido, o difíciu fio, é acordar depois e consegui amar a todos como o Pai Maior ensinou, é ajudar um desconhecido quando ele fazer precisador. Suncês acham que fazer Caridade é só com amigo e família? Isso é fáciu né fio? É fáciu fazer rezador pro inimigo pedindo paz e luz, mas se o inimigo fazer ou falar alguma coisa que num é do agrado de suncês, suncês tudo esquecem do que pediu prá esses irmãos, se num é de coração num dianta. Muitas vezes fio, suncês são seus próprios inimigos. Suncês já fizeram pensador que muitas vezes suncês dão poder e força pros irmãos que nem faz mais pensador em suncês? Sabe como tudo suncês fazem isso? Lembrando todos os dias desses irmãos, falando todos os dias desses irmãos, julgando todos os dias esses irmãos. Suncês já fizeram pensador que muitas vezes suncês dão poder e força pros irmãos que nem faz mais pensador em suncês? Sabe como tudo suncês fazem isso? Lembrando todos os dias desses irmãos, falando todos os dias desses irmãos, julgando todos os dias esses irmãos.

Fios, quando suncês acordarem todos os dias agradeçam a nós não, e sim ao Pai Maior, por estarem encarnados e terem a oportunidade de resgatar seus carmas. Como Véia sempre diz, só podemos ajudar se for do nosso merecimento e do merecimento de cada um de suncês, e somente se o Pai Maior quiser e achar que nós podemos ajudar. Olhe prá um irmão como se fosse suncês. Não julguem para num serem julgados. Mas escutem sempre, pra sempre poderem ser escutados. Reconhecer seus erros e injustiças é ser Humano, é ser Umbandista. Abaixar a cabeça e chorar não é vergonha não fio, é ser humilde. Nêga Véia si dispedi com esperança de que cada um que leu esse papel tenha entrado um puquinho de irmandade dentro do coração de cada fio dessa cá Terra. Que meu Pai Oxalá abençoe tudo suncês, que minha Mãe Oxum os cubra com seu manto pra que os inimigos não os incomode.






MENSAGEM DE PRETO VELHO

Por Pai Cipriano

A principal característica de um Preto Velho é a de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.

A figura de um Preto Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.

Certas pessoa costumam procurar um Preto Velho apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber lapidar o que há de bom em cada um de nós.

Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus”







A COBRA "vale muito a pena ler"

Um mestre do Oriente viu quando uma cobra estava morrendo queimada e decidiu tirá-la do fogo, mas quando o fez, a cobra o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo no fogo e estava se queimando de novo. O mestre tentou tirá-la novamente e novamente a cobra o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-la do fogo ela irá picá-lo?
O mestre respondeu:
— A natureza da cobra é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.

Então, com a ajuda de um pedaço de ferro o mestre tirou a cobra do fogo e salvou sua vida.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal, não perca sua essência; apenas tome precauções.
Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.





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O que é Umbanda.


Imagens do Centro.

Centro Pai João de Angola
localizado em maringá-Pr.
Na Av. lucilio de Held 1013
Jardim Alvorada.
tel:(044)3034-5827 ou
(044)9956-8463.


betodeogum-2009@hotmail.com Atendimento:
de seg. a Sexta-feira.
Das 09:00 as 20:00horas.
Consultas somente com hora marcada


Esse Site é dedicado a Ogum.

Quem é Ogum?


"É o Orixá Senhor das contendas, deus da guerra.
Seu nome, traduzido para o português, significa luta, briga, batalha. É a divindade da metalurgia, do ferro, aço e outros metais fortes.
Ogum é a força incontrolável e dominadora, do movimento, do choque. Patriarca dos exércitos, dono das armas. Ogum é o poder do sangue que corre nas veias. Orixá da manutenção da vida.
Homenagem a Ogum.



Ogum
e o pai que nunca deixa um filho sem resposta"
" Ogum abênçoa os filhos e os filhos de seus filhos. " . "Eu não seria nada se não fosse Ogum para abrir a minha Estrada." Salve meu Pai Ogum, Axê patacori Ogum.


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o cantinho de suas Orações.



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Centro Pai João de Angola.
Situado na Av. Lucilio de Held 1013.
Jardim alvorada, Maringá-Paraná
Tel: (044) 3034-5827 Ou (044) 9956-8463 (Tim)

E-mail:
betodeogum-2009@hotmail.com
Msn:

betodeogum-2009@hotmail.com




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colocamos diversos pensamentos e o nosso principal objetivo é a divulgação da nossa Umbanda.
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