A história de Vovó Cambinda

Vovó Cambinda é uma Preta Velha Amada por todos que amam a
Umbanda. Todos tem nela um exemplo de amor e caridade, pois ela
própria é assim.

Com seu jeito humilde e dócil, ela conquista a confiança de
todos, fazendo assim que seus consulentes abram o coração de uma forma
extrema, sem receios, sem vergonha de se expressar, sem medo, apenas
com o dar e receber um carinho grandioso, como se fosse um neto ao
lado de sua avó preferida.

Essa vovó sempre atenta a todas as palavras, escuta tudo
calmamente, fazendo com que todos os "grandiosos problemas" se pareçam
apenas minusculos fatos aos olhos de otimismo de nossa amada Preta
Velha, e passando assim aos seus amados "netos e netas", para que eles
reajam com mais força e mais fé a qualquer obstáculo na caminhada que
as vezes pode parecer tão difícil.

A senhora Cambinda é uma das Pretas Velhas mais conhecidas na
história da Umbanda. Em diversos Terreiros podemos encontrar uma velha
com o mesmo nome, pois como a nossa Velha Cambinda fora reconhecida e
respeitada por várias gerações de negros pelos seus atos de caridade,
muitos desses negros colocavam o nome de Cambinda em seus filhos para
homenagear a nossa amada Vovó Cambinda.

Vamos falar um pouco dessa Preta Velha, e saber como foi que ela
alcançou tamanho respeito.

Cambinda era uma menina ainda quando fora tirada da Guiné, sua
terra natal. Foi trazida para o Brasil nos meados do século XVI
em navios negreiros, que eram conhecidos como "Tumbeiros", e tinha
esse nome pois praticamente a metade dos negros que nele vinham,
morriam antes do findar da viagem.

Cambinda e seus pais vieram em um desses navios, e por meses
viveram amontoados nos porões imundos, repleto de cadáveres e negros
adoentados, sem comida e água suficiente a todos.

A Mãe da menina Cambinda, com seu jeito carinhoso, doce e
caridoso, abraçava a menina e lhe falava baixinho:

"Não tenha medo, logo logo tudo isso vai terminar. E eu prometo estar
sempre a seu lado quando precisar."

E com essas palavras a mãe da menina a ensinava clamar a Zambi
(Deus) a Oxalá e a todos os Orixás, pedindo sempre força e fé para que
assim pudesse ajudar os irmãos negros adoentados na dura jornada de
luta pela sobrevivência.

E assim a menina Cambinda rezava, clamava e pedia forças a Zambi,
não só para os irmãos negros, mas por ela própria, pois mesmo sendo
uma criança, e sem entender muito os acontecimentos, sentia que as
coisas eram ruins naquele momento, mas tinha a dor e sentimento que
ainda o pior estaria por vir.

Havia muitas crianças no porão do navio que estava a doce
Cambinda, e foi determinado pelos traficantes de negros que seria
preservados os meninos e homens adultos não adoentados, pois esses
sim valeriam muito dinheiro aos serem vendidos na chegada ao Brasil.

Mulheres e meninas não adoentadas seriam alimentadas, mas apenas
uma vez ao dia e o mínimo possível, e o restante que se encontravam
adoentados, seriam avaliados e se os males fossem de uma forma mais
intensa, esses seriam lançados ao mar, ainda vivos.

zvo_cambinda2Os cadáveres já em decomposição foram retirados dos porões e
lançados ao mar.

A menina Cambinda rezava aos Orixás clamando que os
espíritos de seus irmãos fossem levados ao encontro de Zambi. A cada
corpo retirado ela se ajoelhava rezando com seus olhos lacrimejados,
e olhando a sua mãe que desesperadamente tentava esconder a angústia
por poder ser elas as próximas vítimas das maldades dos traficantes de
negros. A menina a acalentava e dizia baixinho para que ela tivesse
muita fé, pois Zambi não ia deixá-las morrer na viagem, pois elas
teriam muitas caridades a fazer ao seu povo quando chegassem ao seu
destino.

E ela dizia isso convicta, pois por muitas noites em que dormia no
amontoar dos porões fétidos, a menina sonhava com uma linda negra que
lhe abraçava carinhosamente, lhe dizia que ela estaria sempre
protegida pela força das águas do mar, e que a cada onda que passasse
levaria todas as dores, tristezas e angústias do seu corpo e de seu
coração, bastaria que ela tivesse fé nos Orixás e nas forças da
natureza.

E Cambinda assim o fez, acreditando fielmente em seus sonhos, e
aprendendo dezenas de rezas e benzeduras, assim como fazer a cura em
adoentados do corpo e espírito através dos preparos com ervas,
peixes, água, algas, entre tantas outras coisas que lhe fora ensinada
através de seus sonhos de luz vindos por intermédio da linda negra que
se fazia brilhar como os raios do Sol.

A menina Cambinda, escondida da tripulação do navio negreiro,
fazia suas benzeduras nos negros doentes, se utilizava de tudo que
podia para acalentar as dores de seus irmãos, e com isso foi obtendo
grandes resultados.

Sua mãe bastante impressionada com os atos da filha, decidiu então
auxiliar em tudo que poderia. E assim as duas trabalhavam
incansavelmente por dias e noites a fio para que os seus irmãos negros
tivessem mais uma chance de sobreviver sem as ameaças dos traficantes
de escravos.

Chegando em terra firme, Cambinda foi levada a uma fazenda de cana
de açúcar e café no interior do Nordeste do Brasil juntamente com seus
pais e centenas de outros negros.

Nessa fazenda ela viveu toda sua vida, e também nessa fazenda que
ela conheceu uma negra velha que por gostar muito da menina prometeu
que a ensinaria tudo sobre rezas, benzeduras, ervas, chás, esfregaços
e limpezas do corpo e da alma de espíritos sem luz, que aprendera em
seus 90 anos de idade.

E assim foi feito, os anos passavam, e Cambinda, que já estava uma
mulher feita, aprendera tudo que lhe foi ensinado pela negra já
centenária.

Com os ensinamentos da negra, e com todas as lições que Cambinda
aprendeu em sonhos, ela se transformou em uma das maiores benzedeiras
da região, além de encaminhadora, de parteira, de curandeira de
diversos males, tanto do corpo físico quanto do espírito.

Certa vez, Cambinda já uma senhora madura, foi chamada para fazer
o parto da esposa do coronel fazendeiro, da mesma fazenda na qual ela
era escravizada. Ao chegar aos aposentos da sinhá ela observou que
tinha algo de errado naquela gestação. Se ajoelhou diante da cama na
qual se encontrava a mulher grávida, e rezou profundamente, pedindo a
Mãe Iemanjá que lhe mostrasse qual era o mal que estava ocorrendo no
ventre da sua sinhá.

E assim de olhos fechados, compenetrada em seus pensamentos,
Cambinda se depara com a imagem da linda Negra que ela tanto
conhecia. E a bela negra diz a Cambinda que estaria na hora de
realizar o parto, mas das duas vidas que estavam no ventre da sinhá,
apenas uma sobreviveria, e que a partir do dia do nascimento da
criança que ficaria encarnada, deveria ser contados 7 dias, e nesse
sétimo dia deveria ser feito uma limpeza de retirada de espíritos
malignos e sem luz, pois eles viriam buscar a alma do recém nascido,
assim como fizeram com a criança que já ia sair do ventre da mãe sem
vida.

Cambinda chorou, todos olharam para ela sem entender o motivo das
lágrimas.

O coronel a puxa pelo braço com violência. Grita, quer saber o que
está acontecendo.

A negra abaixa a cabeça e num sussurro diz ao coronel que no
ventre da sinhá há duas crianças, uma vai sobreviver, a outra já está
desencarnada.

O coronel desesperado manda ela fazer o parto, e diz que se algo
de ruim acontecer com as crianças ou com a sinhá, a negra irá pagar
com a própria vida.

A negra Cambinda faz o parto, primeiro nasce uma menina, e logo em
seguida sai o corpo inerte de um menino. Ela o retira e entrega ao
coronel, dizendo que o menino já estava sem vida.

O coronel a olha com um grande ódio, e enquanto as mucamas fazem a
limpeza do ambiente e da menina recém nascida, a sinhá chora a morte
de seu menino, que se encontra nos braços do coronel.

Ele pega a negra Cambinda pelo braço e a arrasta para fora dos
aposentos da sinhá, a leva até as mãos de um feitor e ordena que a
leve ao tronco e a deixe lá até morrer, mas antes a açoite sem dó nem
piedade.

Cambinda apenas olha o coronel, como se entendesse o seu ódio. E
antes de ser levada diz ao coronel:

zvo_cambinda3"Espíritos da escuridão levaram a alma de seu menino. Esses
espíritos são frutos de seu ódio contra os negros que o senhor
escraviza como animais. Minha Mãe Iemanjá, na sua proteção materna, já
tinha me mostrado que uma das crianças estaria desencarnada no ventre
da sinhá, e que deveria ser contado sete dias após o nascimento, pois
no sétimo dia esses espíritos da escuridão voltariam para levar a alma
da outra criança. Peço que não deixe seu ódio fortalecer esses
espíritos, pois assim sua filha poderá ser salva das garras malignas
da morte e desses obsessores da escuridão."

O coronel sem dar atenção a negra, manda a levarem ao tronco e
obedecerem as ordens dadas.

E assim foi feito.

Já no tronco, a negra foi açoitada, seu corpo ardia, feridas
abriam e ela chorava baixinho.

Sua mãe, que agora já estava uma velha negra quase sem forças,
clamava aos feitores ajoelhada a seus pés, por clemência a sua filha.
O feitor manda retirar a velha negra dali, que fora arrastada e jogada
na senzala.

Cambinda de olhos fechados, rezava pedindo forças aos Orixás. E em
resposta a voz da negra que por tantas vezes apareceu em seus sonhos
lhe dizendo para que ela não fraquejasse sua fé. Teria que aguentar a
dor, o sofrimento e a humilhação, mas não por ela própria, não por sua
vida, mas para que pudesse no sétimo dia estar com forças para salvar
o espírito de uma criança inocente.

E assim foram se passando os dias, Cambinda resistia fortemente o
tronco, as chibatadas, as noites frias, a falta de comida e bebida.

E enfim chegou o sétimo dia.

Nos aposentos do coronel com a sinhá, se encontrava a menina recém
nascida. Tinha sete dias de vida. E inocentemente dormia sem saber que
estava sendo observada por espíritos da escuridão.

O coronel se preparava para mais um dia de comando de sua fazenda,
quando a sinhá se levanta da cama, e sem dizer nada anda até ele. O
olha no fundo dos olhos, abre um pequeno sorriso, e o ataca numa
ferocidade devastadora.

Com uma voz rouca diz que chegou a hora dele perder mais um pedaço
de sua alma. Que já tinha levado seu filho e agora veio para buscar a
menina. E com isso deu um salto indo para junto da criança.

O coronel assustado avança para junto da esposa na intenção de a
deter, e assim salvar a sua filha. Num segundo de reflexão ele se
lembra das palavras da negra Cambinda, lembrando-se também que estava
fazendo exatamente sete dias do nascimento de sua filha.

Ele tentando controlar a esposa, que estava obsediada, tomada por
uma força descomunal, um espírito negro que o olhava com ódio,
grunhindo e tentando a todo custo atacar a pequena recém nascida.

O coronel agarra com todas as suas forças o corpo da mulher, mas
ela com uma força grandiosa o joga contra a parede. Ele mesmo
atordoado volta em sua tentativa de conter a sinhá. Grita por socorro,
pede ajuda aos negros que trabalhavam dentro da casa grande.

Ao ouvir seus gritos desesperados, os negros correm em direção
dos aposentos do casal. Uma velha negra adentra ao cômodo vendo aquela
cena demoníaca, enquanto o coronel agarrado ao corpo da sinhá, pede
desesperadamente que fossem buscar a negra Cambinda, que ainda se
encontrava presa ao tronco.

E assim foi feito.

Ao chegarem com a negra, que se encontrava com suas vestes
rasgadas, seu corpo surrado, feridas abertas, o sangue manchando seu
corpo e os trapos que vestia, Cambinda se pôs de joelhos em oração,
clamando a sua Mãe Iemanjá que lhe mostrasse o caminho para vencer tal
força daquele espírito da escuridão.

De olhos cerrados, ela vê a imagem da negra Mãe, sua voz serena,
seu jeito amável e sua luz entram na mente da velha Cambinda, lhe
dizendo:

"Filha amada, chegou a hora de mostrar tudo que aprendera em todos
esses anos. Vá até fora dessa casa, lá você vai pegar 7 ervas que sua
intuição vai lhe mostrar, dessas 7 ervas traga apenas 3, e dessas 3
apenas uma vai ser a que poderá salvar a vida dessa criança das garras
desse espírito sem luz. Ao retornar aqui, passe essa erva no corpo da
pequena. Se for a correta a criança estará salva, caso sua fé for
menor que a força desse obsessor, a alma da criança irá para os
domínios do reino da escuridão."

E assim ela sai em disparada, enquanto a sinhá era segura pelo
coronel e mais 3 negros escravos.

Ela faz o que lhe foi dito, e retorna para os aposentos do
coronel. E com uma só erva escolhida na mão, ela se aproxima da menina
recém nascida, esfrega a erva nas mãos, e passa por todo corpo da
criança. Nesse momento a sinhá se desvincula dos fortes braços dos
negros e do coronel e corre em direção a filha. Ela empurra Cambinda a
jogando longe e ao chão, e quando se aproxima da criança, seus olhos
estão vermelhos de ódio, um ódio maligno, incomum, ela olha para o
coronel e num grunhido diz apenas a frase:

"Eu levarei mais essa alma comigo, e graças a sua crueldade que me da
forças ninguém poderá vencer-me."

E voltando para a menina novamente da uma terrível gargalhada que
estremece a todos no local.

Mas quando ela ia atacar a menina, foi jogada para trás como se
uma força invisível a dominasse. Entre gritos e grunhidos, a mulher
desaba ao chão, ficando inerte. No mesmo instante um dos negros que
ali se encontrava, absorve toda aquela força maligna, e por entre
gritos de ódio parte para cima da criança, mas não consegue chegar
perto dela. A erva escolhida pela querida Cambinda a protegia de todos
os males da escuridão.

flor5Cambinda, numa ação rápida, pega o restante da erva e passa na
cabeça do negro obsediado, que no mesmo momento cai ao chão, da mesma
maneira que a sinhá.

A negra abrindo os braços, e com uma quantidade de erva em cada
uma das mãos, clama a Oxalá, sua Mãe Iemanjá, todos os Orixás e
Entidades de Luz para que lutem junto a ela, dando-lhe forças e fé
para vencer aquele mal.

As forças vieram. Um barulho ecoou dentro do quarto, como um grito
de dor e desespero. Cadeiras e mesas viraram dentro de toda a casa
grande, livros caíam das prateleiras da biblioteca do coronel, taças e
garrafas de vinho foram despedaçadas junto as paredes e ao chão.

E a calmaria voltou. Todos se entreolharam um tanto assustados.
Cambinda se ajoelha e reza. Agradece a força recebida, agradece a
vitória conquistada, agradece pela vida da pequena recém nascida,
filha do coronel.

Por entre lágrimas e dores, a sinhá desperta, sem entender o
acontecido, da mesma maneira o escravo que também fora obsediado.

O coronel se ajoelha junto a Velha Cambinda, lhe da um abraço,
chora e lhe agradece, pedindo perdão por tudo, por toda a dor e
desespero que ele a fez passar por 7 dias de amargura.

Ela com olhar cansado, apenas diz a seu senhor:

"As forças do mal buscam ódio, maledicência, rancor, nos corações
de quem distribui a dor. Mas essa dor distribuída um dia fará com que
dores maiores possam voltar a quem está fortalecendo o mal. Senhor
coronel, demonstre seu respeito e agradecimento por nosso povo negro,
assim como os Orixás demonstraram um grande amor pelo senhor,
ajudando a salvar sua filha. Lembre-se, não foi apenas um espírito
maligno da escuridão que levou seu filho, o senhor próprio o deu
forças para isso. O mal só vence se não tivermos o bem no coração."

E assim ela se levantou e caminhou para junto do feitor,
dizendo-lhe:

"Cá estou eu, com a força de minha Mãe Iemanjá, pronta para retornar
ao meu castigo."

O coronel, mais uma vez, corre para a negra Cambinda pedindo-lhe
perdão e dizendo que ela não iria nunca mais ao tronco.

Ela de olhos baixos, voz fraca, diz baixinho ao coronel:

"Sou uma negra, meu povo é negro. Enquanto meu povo tiver que sofrer
nos açoites, no tronco, na falta de respeito, de comida e de cuidados,
eu ficarei no tronco, e ficarei lá até meu corpo não aguentar mais,
pois nunca seria livre enquanto ver meus irmãos sendo açoitados até a
morte enquanto eu, que não sou nada nem melhor que eles fico sem o
castigo merecido aos olhos dos senhores e senhoras de pele branca.
O castigo que deveria receber por ser negra."

O coronel de imediato mandou que fossem tirados todos os negros do
tronco, que todos os troncos fossem destruídos, que todos os negros
fossem cuidados e alimentados descentemente.

A Velha Cambinda viveu na fazenda até seus 90 anos, ela foi a
cuidadora de muitos males entre negros e brancos. Foi mucama da
pequena sinhá, filha do coronel, que após a primeira filha ainda foi
pai de 5 outras crianças entre meninos e meninas, e nunca mais fora
atormentado pelo espírito obsessor.

A Vovó Cambinda hoje trabalha caridosamente na Umbanda, auxiliando
seus filhos amados, ajudando a curar males, retirar Kiumbas, Eguns e
Espíritos Zombeteiros da vida de consulentes que buscam ajuda dessa
amada Preta Velha.

Com seu modo amável e sereno ela está sempre pronta a ajudar no
que for necessário, dentro do merecimento de cada um.

Saravá Vovó Cambinda!

Adorei as Almas!

Luz de Umbanda

                     

A NEGA VÉIA FICA SEM JEITO!(PSICOGRAFIA)


"Meus filhos,que a paz de Oxalá esteja em vossos corações!
Tenho andado pensando,meditando aqui no meu cantinho,em como é difícil fazer vocês compreenderem as coisas do espírito.Muitas das vezes vocês deixam a "nega véia"sem jeito.A nega véia explica,explica e o vento leva ligeiro,a memória de vocês para as coisas de Deus é curta,mas nós vamos "incumpridar"a custa de paciência e oração.
A "nega véia" escuta as perguntas de vocês,a vontade de ter tudo resolvido logo,sem trabalho,sem aprimoramento,sem aprendizado.Vocês dizem assim:"vim aqui porque preciso resolver isso e aquilo."ou então dizem assim:"vó,aquele meu problema vai se resolver?vó vai acontecer tal coisa?"E assim vai,sempre as mesmas perguntas,a resposta é impossível!!Agora a nega véia pergunta:E A LEI DA CAUSA E EFEITO?E A COLHEITA PLANTADA POR CADA UM QUE PRECISA SER COLHIDA?E O LIVRE ARBÍTRIO QUE PRECISA SER RESPEITADO?Então meus filhos,a vó ajuda vocês,mas sem passar por cima das leis divinas,a vó é uma obediente trabalhadora e vocês devem ser filhos obedientes do pai oxalá.Meus filhos,não queiram escapar de suas responsabilidades,enfrentar sempre é melhor do que fugir,querer que nós do astral, resolvamos a bagunça que vocês fazem.Cada ato uma consequencia,se não resolver agora meus filhos,fica para depois,mas hora ou outra tem que olhar de frente o que assusta,caso contrário meus filhos,vira assombração e nunca deixará vocês viver em paz.A nega véia está aqui para dar a mão a vocês,igual a nega véia faz com as crianças,lá na cidade astral de Aruanda,ensinando a rezar,a superar,a "alumiar" o caminho deles e do próximo através da fé no criador e nas divindades,mas a nega véia ensina responsabilidade,lá até os mais novinhos,antes de aprender a falar,já vai no jardim com a nega véia,plantar rosas,com suas maozinhas pequenas e cheias de luz,eles não se intimidam com o trabalho,ficam encantados com os resultados de sua coragem,as lindas,únicas e perfumadas rosas azuis que só existem lá. em Aruanda,meus pequeninos enfrentam a saudade de casa,é um início díficil,sentem falta da maezinha que ficou,mas é sempre uma alegria ver como eles aprendem,superam,enfrentam e crescem.Em poucos dias estão correndo pelos campos,fazendo arte,brincando com os coleguinhas e encantando a nega véia com sua força e doçura.
Olha meus filhos,vocês estão com medo do trabalho e assim não verão o resultado abençoado da coragem e da fé.A vó fica sem jeito quando vê que vocês esquecem as lições, os ensinamentos,os conselhos que a vó lhes dá.Peçam sabedoria para resolver suas dificuldades,mas não peçam que a espiritualidade resolva por vocês, nenhum guia ou mentor fará isso,não lhes faltará amparo na hora difícil,mas o caminho tem que ser percorrido com seus próprios pés,eu lhes ofereço minha mão em nome do criador.A vó não diz o futuro de ninguém,nem poderia,e os oráculos sagrados foram criados apenas para o auto conhecimento,como terapia espiritual,mas jamais prevê o futuro de ninguém,é apenas mais uma terapia usada para melhoria emocional do encarnado,assim como a terapia das cores,fluidificação solar das águas e muitas outras terapias auxiliares na melhoria interior do encarnado,minha menina(a médium) estudou e juntamente com a corrente astral,aprimorou essas terapias que são usadas em nossa casa espiritual,mas com responsabilidade e sabedoria.Se a vó fica sem jeito,imaginem minha menina(médium),ela não quer desagradar ninguém,e fica sem palavras para responder o que vocês perguntam,(EU VOU CONSEGUIR?VAI ACONTECER QUANDO?EU VOU FICAR DOENTE?EU FAÇO ISSO OU AQUILO?)compreendem e caminhem,tenham paciência,cultivem a fé,esperem e confiem,enquanto isso,façam o melhor que puderem e não tentem advinhar o futuro,pois ele é mutável,depende de vocês.O papel de um médium não é responder advinhações,o médium tem limitações que o corpo carnal impõe,o médium não pode de forma alguma tirar dos outros o direito e o dever de viver suas experiências,o médium auxilia e estende seu amor e seus dons em pról do próximo.
QUE SUAS MENTES SE ABRAM PARA AS COISAS DO ESPÍRITO.FIQUEM COM O PERFUME DAS ROSAS AZUIS.
VÓ MARIA CONGA DO CRUZEIRO,A NEGA VÉIA QUE AMA OCÊS TODOS"

                        

                                                     "Por que sou Umbandista?"

Porque Exu me ensinou que se eu desejo algo, eu tenho que conquistar!
Porque a Pombagira me ensinou que o melhor amor nao é amarrado!
Porque os Baianos me ensinaram que a felicidade é uma permissão que temos que nos dar!
Porque os Marinheiros me ensinaram que mesmo que a vida balance, o naufrágio só acontece se eu nao me manter firme!
Porque os Boiadeiros me ensinaram que só os verdadeiros amigos permanecem ao meu lado!
Porque as Pretas e Pretos Velhos me ensinaram que arrogância não nos leva a caminho nenhum que seja bom!
Porque os Ibejis me ensinaram que a fé é o único sentimento puro que existe!
Porque Pai Omulu me ensinou que não existe sofrimento em recomeçar tudo outra vez!
Porque Ogum me ensinou que não se vence batalhas com a guerra!
Porque Iansã me ensinou que se vence as tempestades da vida com a cabeça erguida!
Porque Oxum me ensinou que o amor vale mais que o ouro!
Porque Xangô me ensinou a confiar na justiça divina e não na minha errante!
Porque Iemanjá me ensinou a acolher as pessoas, e nao a fugir delas!
Porque Oxossi me ensinou que a minha coragem é o suficiente para realizar meus sonhos!
Porque Nanã me ensinou que a paciência nos faz chegar mais rápido e com mais certeza em nossos objetivos!
Porque Oxalá me ensinou que pra ser bom eu nao preciso ser santo, mas que eu não faça nada que vá contra uma outra pessoa!
Porque Deus me ensinou que ele não tira nada de mim, nem mesmo se for pra me dar algo melhor!
Olorum me ensinou que o que eu conquisto é mérito meu, fazer permanecer comigo é outro mérito! E que se for por meu merecimento Ele me dará muitas coisas sem tirar nada do que já possuo!
Por que sou Umbandista? Porque minha religião não faz discriminação, ela não mede minha fé pela quantia de bens que eu tenho. Porque ela não faz comparação entre os membros participantes, porque dentro do terreiro somos uma família unida na fé!
Por isso sou Umbandista!



Prece a yansã



Ó gloriosa Mãe guerreira, dona das tempestades,
Protegei-me eu e minha família contra os maus espíritos,
Para que eles não tenham forças de atrapalhar minha caminhada,
E que não se apossem da minha luz.
Ajudai-me para que as pessoas más intencionadas
Não destruam minha paz de espírito.
Mãe Iansã, cubra-me com seu manto sagrado,
E leve com a força dos seus ventos tudo que não presta para bem longe.
Ajudai-me na união da minha família, para que a inveja
Não destrua o amor que há em nossos corações.
Mãe Iansã, em vós eu creio , espero e confio!
Que Assim seja e Assim será !





A OFERENDA CERTA!
oferenda-certa


A OFERENDA CERTA!

"Certa vez, um homem foi se consultar com um Babalawo.
Queria saber por que não dava nada certo em sua vida. Ao receber a mensagem de Ifá, descobriu qual era o problema e Babalawo lhe disse: "meu filho, sua vida não vai pra frente porque você não fez as oferendas que deveria."
Surpreso o homem indagou: "fiz oferendas a todos os Orixás. Como posso não ter feito as oferendas que deveria? Fui à cachoeira, agradei mamãe Oxum com Ipetê.
Fui até o mar, a Yemojá ofertei flores e perfumes.
Nos campos, ofereci a Ogum um cará regado com muito dendê. à Oyá, arriei nos pés de um bambuzal, nove acarajés.
Em um lindo bosque, oferendei um sarapatel à Nanã e na Calunga, deixei junto ao cruzeiro, um alguidar com pipocas à Obaluaiyê.
Xangô comeu um saboroso amalá, que arriei na pedreira e a Oxóssi, levei até as matas um banquete com abóbora,
milho, côco e muito mais.
E ao glorioso pai Oxalá, oferendei, em um lindo jardim, uma saborosa canjica coberta com muito mel.
Agora pergunto: ainda faltou alguma coisa?"

"Faltou o principal, meu filho!"
"Quando você foi à cachoeira agradar a Oxum, pediu-lhe amor e lhe deu um Ipetê. Mas não ofertou o amor que ela esperava que tivesse pela sua religião, pelos seus antepassados e pelo seu semelhante.
Nas águas de Yemojá, você pediu que abençoasse sua família, mas não é só com flores e perfumes que se agrada a rainha do mar.
É preciso que trate a todos os seus irmãos com respeito, pois somos todos uma só família.
Nos campos de Ogum, não basta lhe dar um cará.
Necessita-se ter a bravura de um guerreiro para suportar os desafios inerentes à vitória almejada.
Os ventos de Yansã, que sacodem o bambuzal, trazem os ares da certeza que põem em ordem os corações duvidosos, levando os eguns desorientados, desde que os acarajés ali arriados sejam regados com o fogo da coragem e do entusiasmo.
Nos bosques sagrados de Nanã, só se consegue adentrar com profundidade quem traz consigo não só o sarapatel, mas a sabedoria, pois sem ela não se pode se livrar do lamaçal da vida causado pela maledicência, geradora da falta de fé.
Na casa do velho Obaluaiyê, o Senhor das Passagens, não adianta arriar o deburu (pipoca) se não vivenciar o que isto representa. É necessário mergulhar no fogo da intolerância, deixar a casca dura da vingança e saltar como uma linda flor.
O amalá deixado na pedreira, só agrada a Xangô se seu coração não estiver como uma pedra, pois assim não adianta pedir para ele aplicar a justiça sobre seus desafetos, porque você não evoluiu o suficiente para discernir justiça de vingança. Seria melhor ter pedido que o ensinasse a proceder com justiça para com o próximo.
Para Oxossi, não era necessário um banquete. A fartura em sua vida, virá quando você repartir com os menos favorecidos aquilo que você tem em abundância, pois quem reparte aquilo que tem, nuca lhe faltará.
Quanto ao bondoso e cristalino pai Oxalá, requer-se muito mais que uma canjica para agradá-lo. Sua oferenda é o seu coração.
Não basta que a canjica esteja cândida; seu coração é que deve estar tomado da mais pura brancura. Você pediu paz, mas não agiu de forma pacífica durante toda a sua vida. E ainda disse que os trabalhos não deram certo.
Ora! Não foram os trabalhos, ebós, sacrifícios e oferendas que fracassaram.
Avalie sua vida até os dias de hoje. Coloque um ponto final no modo egoísta de viver. Volte até o recanto dos Orixás e lhes peça todo o axé necessário para que suas mãos possam produzir neste mundo a paz, o amor, a fartura, a justiça, a coragem, a sabedoria e a força geradora das obras do bem.
Somente após mudar sua própria maneira de agir, de modo a poder plantar e regar boas sementes, você poderá colher os frutos de um novo amanhecer.
Até lá, faça com fé suas oferendas.
Os guias espirituais estarão junto de você.
Mas não esqueça que a maior oferenda é o seu coração!"

(Texto: Claudia Krindges)







Conceitos de Banhos



Conceitos de Banhos

Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.
Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o Prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.
Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.
Temos algumas categorias de banhos :
a) Banhos de Descarrego; b) Banhos de Defesa; c) Banhos de Energização; d) Banhos de Fixação.

a) Banhos de Descarrego:

Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos obsediados.
Há dois tipos de banhos de descarrego :
a1) Banho de Sal Grosso;
a2) Banho de Descarrego com Ervas.

a1) Banho de Sal Grosso:

Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.
O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).
O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.
Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade. O melhor é não se enxugar, mas vai de cada um.
Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.
Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias negativas, também descarregou-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.
Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.

a2) Banho de Descarrego com Ervas:
Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas. Algumas ervas que são muito boas para este banho : arruda, guiné, espada de São Jorge, aroeira, folhas de fumo, etc.

b) Banho de Defesa:
Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. Por exemplo, quando vamos realizar alguma oferenda numa cachoeira, é importante que nos “fechemos” para determinadas vibrações que podem estar abundantes num sítio energético, já que além de nós, todo o tipo de pessoa vai até estes lugares para pedidos escusos, com entregas “pesadas”.
Usamos, também, quando vamos conhecer um outro terreiro e não sabemos se ele é ou não idôneo, pois, infelizmente, ainda existem aqueles que usam o nome da Umbanda para comercializar a fé alheia.
Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação, enfim, “fechamos” os nossos chacras.
Até mesmo para nos prevenirmos para os trabalhos com os Exús Guardiões, já que todo o tipo de problemas e situações estarão presentes na assistência.
As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.

c) Banho de Energização:
Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou carregado.
Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somosa ou não médiuns.
Um bom e simples banho : pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim.

d) Banho de Fixação:
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.
As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.
SIGNIFICADO DAS ERVAS (As mais conhecidas popularmente)

ABRE CAMINHO: Abre o caminho atraindo bons fluidos dando força e liderança.
ALECRIM DO CAMPO: Defesa dos males, tira inveja e olho gordo, protege de magias.
ALFAZEMA: Atrativo feminino, deixa o lar mais suave e da o entendimento entre casais.
ANIS ESTRELADO: Atrativo -Chama dinheiro
ARRUDA: Descarrego e defesa dos males, proteção e remove o efeito de feitiços.
BELADONA: Limpeza de ambientes
BENJOIM: Limpa o ambiente e destrói larvas astrais negativas.
CARDO SANTO: Defesa, quebra olho gordo
CRAVO DA ÍNDIA: Atrativo e chama dinheiro e dá força á defumação.
CIPÓ CABOCLO: Elimina todas as larvas astrais do ambiente
INCENSO: Tanto a erva como a resina (pedra) são bons para limpeza em geral.
GUINÉ: Atua como um poderoso escudo mágico contra malefícios.
LEVANTE: Abre os caminhos do ambiente
LOURO: Abre caminho e chama dinheiro e dá energia ao ambiente
MADRESSILVA: Desenvolve a intuição e a criatividade, favorece também a prosperidade.
MANJERICÃO: Chama dinheiro
MIRRA: Descarrego forte, afasta maus espíritos
ROSA BRANCA: Paz e harmonia
SÂNDALO: Atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina.

ABAIXO ALGUMAS ERVA ESPECIFICAS PARA DIVERSOS TIPOS DE BANHOS:

Banho Energético: Nó de Cachorro, Mil Homens, Dandá, Canela,Bardana

Banho Felicidade:Eucalipto, Cidreira, louro, Macela
Banho hei de Vencer: Girassol, Dandá, Eucalipto, Canela e Cravo

Banho Limpeza:Folha de Café, Arruda, Dandá, palha de alho. Alpiste
Banho Relaxante: Malva, Camomila, Cidreira, Macela, Erva Doce

Banho da Riqueza: Girassol, Arroz, Canela, Macela e Calêndula
Banho Sete Chaves: Abre Caminho, Noz Moscada, Jasmim, Dandá, Calêndula, Alfazema.

Banho Sete Ervas: Guiné, Arruda, Alecrim, Manjericão, Alfazema, Levante e Abre Caminho
Banho da Paixão: Rosa Vermelha, Anis Estrelado e Erva Doce

Banho Sete Linhas: Malva, Eucalipto, Guiné, Levante, panacéia,Alfazema, negamína
Banho de Proteção: Alfazema, Arruda, Eucalipto, Alecrim e Jasmim

Banho Saúde: Bardana, Calêndula, malva, Arroz casca,Sucupira
Banho da Prosperidade :Camomila, Rosa Branca e Anis Estrelado

Banho Quebra Demanda:Fumo, Guiné, Alho, Aroeira e Alecrim Guiné, Alfazema, e Alecrim
Banho da Sorte: Dandá, Eucalipto, Canela, Cravo, Louro e Calêndula

Banho Vence Tudo: Eucalipto, Arruda, Guiné, palha de Alho, Sal Grosso
Banho da União: Amor do Campo, Macela e Calêndula

Banho de Exú:Aroeira, Pinhão roxo. Folha de manga
Banho de Ewa:Cana do Brejo, Cidreira, Arroz Casca,gergelim, Feijão Fradinho

Banho de Ossain:Panacéia, Folha de Pitanga, carobinha, Fumo
Banho de Oxaguian:Levante, Eucalipto, Girassol, Milho Branco

Banho de Logun - EDE:Malva, Macela, Douradinha, Girassol, Arroz, Casca. de milho Amarelo
Banho de Oxossi:Malva, Guino, Mil Folhas, Milho Amarelo

Banho Nana:Panacéia, Bardana, Feijão Fradinho
Banho de Xangô:Panacéia, Levante, louro. Arroz casca,Gergelim, Alpiste, Milho Amarelo e Branco

Banho de Yemanjá:Panacéia, Arruda, Rosas, Milho Branco,Algodoeiro
Banho de Yori (ERES):Abre Caminho, Alfazema, manjericão, Folha de Pitanga, Mel

Banho de Obá:Negam/na, Louro, Feijão Fradinho, Fava
Banho de Oxum:Malva, Macela, Douradinlia, Canela, Feijão Fradinho

Banho Oxumaré; Douradinlia, Guaco, Folha de café
Banho de Oya (lansã):Malva, Louro, Rosa Branca, Feijão Fradinho, Gergelim

Banho de Oxalá:Manjericão, Algodoeiro, Milho Canjica, Hortelã, Malva
Banho Axé:Malva, Negamína, Calêndula, Dandá, cipó Caboclo , Alfazema, Gergelim H

Banho de Obará (odu da riqueza):Milho Amarelo, Arroz Casca, Girassol, Louro,Calêndula, Gergelim
Banho Atração Cigana:Rosa Vermelha, Rosa Amarela, Jasmim noz-moscada, Canela











Você não é sua Pomba Gira!

Médiuns de incorporação não desenvolvidos ou recentes no exercício de suas funções mediúnicas, algumas vezes confundem a personalidade da entidade à qual servem, com a sua própria.

Quando incorporados, é normal que haja uma influência mútua, pois a entidade usa os recursos que o médium oferece para poder se manifestar. Esses recursos disponibilizados pelo médium à entidade são a somatória de seus conhecimentos, habilidades, crenças, gostos, moral, formação, educação etc. e a influência da personalidade da entidade, também com seus conhecimentos, habilidades, experiências, gostos, temperamento e grau de evolução moral e espiritual.
Uma entidade responsável jamais irá influenciar o médium em sua vida pessoal, a ponto de aliená-lo de si mesmo, privando-o do seu poder de decisão e de expressão. Se isso estiver ocorrendo, a entidade em questão não é uma Pomba-gira Guardiã. Pombo-Giras nunca agem dessa forma leviana.
A entidade à qual você serve pode não gostar de seu marido, por motivos que provavelmente são justificados, mas jamais irá obrigá-la à deixá-lo ou traí-lo com outros homens. Isso não existe. Não ocorre em hipótese alguma.
Então se você quer justificar para si mesmo ou para os outros seus desejos e atitudes usando uma entidade tão nobre quanto as Pombo-Giras de lei, das duas uma, ou você de fato está sendo manipulado por entidades levianas e se deixando dominar, ou você não tem o conhecimento necessário sobre si mesmo para poder avaliar quem de fato você é e o que quer realmente.
Procure fazer uma reflexão sobre o que verdadeiramente está ocorrendo, quais são os seus projetos, quais são seus medos, se está satisfeito com sua vida amorosa, familiar ou profissional.
Reavalie seus pontos fracos, como lida com a raiva, com a inveja, com a frustração, com a traição, com o desejo sexual, etc.
Irá descobrir que muitas das influências atribuídas às suas Pombas Giras são inerentes a você mesmo.
Analise ainda suas preferências, gostos, que importância dá à sua imagem pessoal, se você é muito vaidosa e extravagante. Se não é você que faz questão de joias, adornos e chamar a atenção das pessoas por inseguranças ou carências que na realidade são suas.
Você pode ser uma pessoa exuberante e brincalhona, e, no entanto trabalhar com uma entidade extremamente séria, nem por isso a entidade irá exigir que você abra mão do seu modo de se expressar e assuma a personalidade rígida dela.
O que sua Pomba-gira pode e deve fazer é aconselhá-lo (a), encorajá-lo (a) e ajudá-lo (a) à fazer as mudanças necessárias em sua vida. Essas mudanças, quando necessárias, devem ser planejadas através de um criterioso exame sobre si mesmo, as pessoas ao nosso redor e todas as consequências que acarretarão.
Assuma sua vida, conheça a si mesmo, conheça e respeite a entidade com a qual trabalha e seja feliz. Mas jamais transfira para as Pombo-Giras a responsabilidade por suas atitudes!
Saravá Guardiães Pombo Giras!







Maria Padilha Rainha das Sete Encruzilhadas



Maria Padilha Rainha das Sete Encruzilhadas, sua missão é limpar os caminhos e abrir as portas que se encontrarem fechadas, é uma das Lebáras mais queridas pelo povo da quimbanda e umbanda, pois ela é muito próxima dos humanos e sua energia é muito similar a nossa...

A encantadora Maria Padilha adora rosas vermelhas, pro seco demi seco, cigarros de filtro vermelho e traz muito amor em seu coração....

Sua Historia.

Nascida por volta de 300 AC, no Egito, na planície de Gizé as margens do Rio Nilo, onde viveu até seus 15 anos, dona de rara beleza e curvas sinuosas, conheceu seu amor Plácido, algum tempo depois Tebas foi invadida por soldados romanos e ela foi levada por um centurião romano para Roma, onde passou a ser escrava.

Ela não suportava a distância e a saudades de seu grande amor que ficou no Egito, obstinada por sua liberdade acaba envenenando seu raptor, sem ser apanhada pelo crime cometido ela passa a ser de outro centurião, indignada planeja de outra forma a morte de seu dono, após conseguir seu intenção, novamente muda de posse por outras cinco vezes. Cansada de buscar sua liberdade se suicida.



Hoje no templo de Umbanda trabalha pela fé e esperança, desfazendo trabalhos, libertando as pessoas das correntes que nos aprisionam, trazendo aos seus protegidos muito fé amor.










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