Pai Joaquim da Angola sempre ama ir a beira das cachoeiras pedir mais amor a humanidade e num belo dia viu algo que o deixou espantado e logo começou a chorar.
Ele chorando viu muita sujeira como restos de lixo que o povo do Axé jogou ao oferendar a mãe Oxum na Cachoeira.
Ele então reza:
- Ora iê iê omi Oxum. Mãe perdoa fios que fizeram isso no teu aconchego.
Então aparece ao Preto Velho a bela Mãe Oxum radiante de ouro e pedras preciosas.
Pai Joaquim deita e saúda mãe Oxum na beira da cachoeira.
Ela então diz ao Preto Velho:
- Amado, peça aos filhos desse Axé no Terreiro que venham e recolham essa sujeira do meu local sagrado. Mas diga que eu recebi deles os seus pedidos e dei meu Axé a todos.
O Preto Velho beija a mão de Oxum e diz:
- Sim, mãe amada vou inté o ilê e falarei com os fios.
Oxum se despede com um beijo no Preto Velho e entra no Rio.
Na Gira de toda Semana o Pai de Santo abre a Gira e então chama os Pretos Velhos para trabalhar.
Pai Joaquim então chega e pede para todos ficarem em silêncio que ele tinha que falar algo.
O Pai de Santo então diz:
- Meus filhos vamos deixar Pai Joaquim falar o que ele quer pois ele tem um recado dos Orixás.
O Preto Velho diz:
- Mim fios quando forem oferendar num façam sujeira na beira das cachoeiras como ocêis fizeram na que eu fui hoje e mãe Oxum pediu pra eu vir e pedir ocêis pra ir tirar a sujeira da beira da água sagrada. Mais deu a ocêis muito axé.
O Pai de Santo então se prostra diante do Preto Velho e diz:
- O que seriam de nós sem os amados Servos dos Orixás nossos Pretos Velhos em todo lugar?
O Preto Velho responde:
- O que seria né mim fio, do povo carecer de ter mais zelo pelos rios sagrados dos Orixás? Pois são fios da Natureza e fruto dela. Quer oferendar oferenda mas num façam sujeira.
                          

História de Preto Velho

Um Negro com vestimentas brancas já de idade encurvado e usando um cajado viu um homem caído a beira do caminho sentindo fortes dores na perna pois tinha sido roubado e tido apanhado com barras de ferro nas pernas onde uma fratura enorme com ferimentos.
O Preto Velho viu e disse ao homem:
- Aqui é perigoso meu filho. Andar nesse meio perigoso sozinho. Toma esta água do meu pote, e limpe os ferimentos. O Homem diz:
- O Senhor já de idade com um cajado nas mãos ajudando a mim nesta estrada deserta. O que faz sozinho por aqui se é perigoso?
Ele responde:
- Suas perguntas serão respondidas meu filho no tempo certo.
Pegue meu cajado e se levante filho.
O homem:
- Mas o meu pé esta quebrado. Não consigo ficar de pé.
O Negro diz:
- Pode levantar meu filho. Confie em mim.
O Homem levantou com o Cajado e para sua surpresa ao levantar não sentiu mais dores e seu pé estava sem fratura.
Ele diz:
- O Senhor faz Milagre! Deus seja Louvado! Mas como pode um Senhor tão bom neste caminho deserto encurvado e com um cajado? Quem é o Senhor bom homem Santo?
Ele disse:
- Sou apenas um caminheiro meu filho. Vivo no mundo a ajudar. Vá em paz.
O Homem consegue caminhar e lembra-se de um Terreiro de Candomblé e vai até a mãe de Santo e diz a Mãe:
- A Senhora pode me dizer quem era o homem de branco negro que me ajudou no caminho, por favor?
A mãe de Santo joga os búzios e eis a resposta precisa:
- Meu irmão, o homem Negro de Branco e Cajado é teu Pai de Cabeça Oxalá que te ajudou com muito amor.

O homem em lágrimas beijou a mão mãe de Santo e disse:
- O que devo fazer para sempre viver para Oxalá meu Pai Amado?
Ela disse:
- Oxalá ama muito ocê meu irmão e quer que ocê siga o caminho dele e faça o Santo. Use sempre da Caridade de ajudar os demais.
O Homem se tornou um Babalorixá de Oxalá e dedicou sua vida ao Terreiro dando prosseguimento ao trabalho dos Orixás na Comunidade. Mais tarde formando Médico e atendendo sempre as pessoas gratuitamente. Seguiu o Candomblé até o fim de sua vida na Terra.

Vovó Maria Conga.

                                  

As contas do rosário de vovó me guiam, Seus olhos sustentam os meus, Me mostram que não existe cansaço, desanimo ou descrença que mereça que meu olhar mire apenas o chão
Sua tranquilidade me envolve, Me ensina que não importa quanto demore, um dia as coisas acontecem porque tem que acontecer
Sejam elas boas ou ruins, acontecem, E vovó me segura
Nas horas de alegria ou de tristeza, Seu corpo cansado e curvado sustenta o peso dos meus medos e inseguranças
Sua pureza e delicadeza me explicam que nada é tão ruim que não possa mudar, E que não há mal que não termine, Na demora de seus passos, pesados porem seguros. Hoje eu aprendi: é as poucos que a vida vai dando certo!
Quase não ouço vovó, pois sussurra, Sussurra sabedoria com o peso de uma vida e mais alguns anos, Vovó cuida com a força de uma mãe, que em momento algum abandona seus filhos, E quem não acredita que vovó faz e desfaz Ah, Com certeza nunca teve a sorte de se proteger em seu colo!

                                
                                                                                            Reflexão:

Um casal mudou-se para um novo bairro. Na manhã do dia seguinte, enquanto tomavam café da manhã, a mulher olhou pela janela e viu sua vizinha estendendo roupas. Imediatamente ela comentou com o marido: “As roupas não estão limpas, nossos vizinhos não sabem lavar roupa, quem sabe eles precisem de um sabão melhor!”.

Durante um mês eles comentaram sobre as roupas sujas dos vizinhos. Até que um dia a mulher olhou pela janela e viu a vizinha estendendo roupas impecavelmente limpas.

Então ela disse ao marido: “Nossos vizinhos finalmente aprenderam a lavar roupa, veja como estão limpas! Quem será que os ensinou?”.

Então o marido lhe disse: “Minha querida, na verdade fui eu que acordei mais cedo hoje e limpei a nossa janela!!!”.

Assim é a vida: aquilo que vemos quando olhamos os outros depende de quão limpas estejam as janelas através das quais olhamos. Antes de criticar e buscar algo no outro para julgar, quem sabe não seja melhor perguntar se não estamos prontos para um novo olhar.

                           


Deus Nunca Erra

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS tinha um servo que em todas as situações lhe dizia:
"Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito , Ele não erra!"
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
"Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo."
O servo apenas respondeu:
"Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!"
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo .
Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no:
Ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu -o muito afetuosamente.
"Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens , justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida:
Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?"
"Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum.
Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito." Ele nunca erra!

Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito.

DEUS NUNCA ERRA!!!

                   

Para Deus nada é impossível...

Em meio ao burburinho do cotidiano, uma jovem buscava organizar seus pensamentos para então tranquilizar a mente e conseguir trabalhar.

Mas era tão difícil.

Por mais que buscasse organizar suas idéias, em poucos instantes seu pensamento vagava entre lembranças e aflições.

Desconcentrava-se e afligia-se.

Sentia vontade de sair correndo para longe.

No entanto, sabia que seu desconforto nada tinha a ver com seu trabalho.

Além disso, não seria um lugar qualquer que lhe devolveria a serenidade perdida.

Era nisso que pensava quando olhou pela janela.

Nuvens espessas e escuras escondiam o sol.

As montanhas próximas pareciam ter sido engolidas por densa névoa.

A luminosidade do dia dava lugar à certeza da tempestade que não tardaria a cair.

Sentiu seu coração ainda mais pesado.

Era como se o seu estado de espírito estivesse representado pelo cenário emoldurado na janela.

Quando as primeiras gotas da chuva começaram a escorrer pela vidraça ela sentiu-se mais infeliz.

O desejo de chorar só foi contido pela presença dos colegas de trabalho, alheios à sua dor.

Baixou novamente os olhos na tentativa de retomar o trabalho quando encontrou, entre seus pertences, um papelzinho impresso.

Era uma dessas curtas mensagens que se acham dentro dos chamados "biscoitinhos da sorte".

Era singelo, mas preciso: "depois da tempestade vem a bonança."

Reencontrar, naquele momento, quando a chuva caía pesada, o bilhetinho que recebera por acaso dias antes, parecia-lhe mais do que uma simples coincidência.

Afinal, sentia-se em meio a uma tempestade.

Problemas sérios invadiam sua vida.

Era como se uma enxurrada estivesse arrastando para longe dela sua paz e sua felicidade.

Olhou novamente para o pequeno papel e o releu.

No instante seguinte, olhou para fora.

Pensou:"para Deus nada é impossível."

Cobriu o rosto com as mãos e fez uma breve, mas sincera prece, rogando ao Pai força e coragem para prosseguir.

Sentiu-se mais leve e acabou sendo envolvida, sutilmente, pelo trabalho.

O telefone tocou, pessoas a chamaram para resolver questões profissionais, e assim foi.

Sem que percebesse, seus problemas pessoais cederam lugar à concentração no trabalho que ha pouco lhe faltava.

Os minutos foram seguidos pelas horas. Quando, no final da tarde, ela voltou seus olhos para fora não pôde conter o espanto.

A chuva havia parado e o cenário era muito diferente: o céu, banhado por intensa luz do sol, não tinha nuvens.

As montanhas, antes ocultas pela neblina, agora tinham seus contornos bem definidos.

Naquele momento, uma colega aproximou-se e disse-lhe: "quem diria, não?

Depois da chuva que caiu no começo da tarde, um final de dia ensolarado como esse!"

E completou, sorrindo: "para Deus nada é impossível!"

A jovem sorriu, sentindo o ânimo renovado, e pensou: "realmente, para Deus tudo é possível."

O amor de Deus é uma presença constante na vida de cada um de nós.

Enlevados pela alegria ou arrasados pelo sofrimento, por vezes, esquecemo-nos disso. No entanto, em momento algum Ele nos esquece, ou abandona.







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