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Ogum é o orixá da guerra, da coragem, o protetor dos templos, das casas, dos caminhos.

Ogum precede os outros orixás, vindo logo após Exú, e recebe também parte dos sacrifícios dos outros orixás pois foi quem que forjou o obé (faca usada nos rituais para oferendas de sacrifícios).

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos.

Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, “Rei de Irê.

 


Ogum - Orixá da guerra, da demanda e da luta

Os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro.

Ogum é o Orixá da guerra, da demanda e da luta. Seus filhos são influenciados com todos esses característicos. Seu tipo é esguio e procura sempre estar bem fisicamente, por isso gosta de praticar o esporte. É agitado, impaciente e afoito. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Por amar o desafio sempre está buscando uma tarefa considerada impossível. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo, mas quando o atinge  imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas.

Uma marca muito forte de sua personalidade  é tornar-se violento repentinamente. Seu gênio é muito forte. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Leal e correto é um líder. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. As armas de fogo, facas, espadas e das coisas eitas em ferro ou latão fazem o gosto dos filhos do Ogum, talvez por ele ser o Orixá do Ferro e do Fogo.

É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza, falsidade e a falta de garra. O difícil é a sua maior tentação.

Seu temperamento rebelde o torna desde a infância uma pessoa de difícil trato. Como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e se acomodando às suas necessidades. A medida que  seu gênio impulsivo cede lugar ao equilibro a sua vida fica bem mais fácil. Quando ele consegue esperar ao menos 24 hs. para decidir uma situação qualquer muitos revezes seriam evitados, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um vencedor.

COR: Vermelha e Branca

AMALÁ: 14 velas branca e vermelha ou 7 brancas e 7 vermelhas, cerveja branca em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins e frutas, de preferência, dentre elas, manga (melhor a espada).

ENTREGA: Uma campina

ERVAS: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.




Ogum mata seus súbditos e é transformado em Orixá.


Ogum, filho de Odudua, sempre guerreava, trazendo o fruto da vitória para o reino de seu pai. Amante da liberdade das aventuras amorosas, foi com uma mulher chamada Ojá que Ogum teve seu filho Oxossi. Depois amou Oiá, Oxum e Obá, as três mulheres de seu rival, Xangô. Ogum seguiu lutando e tomou para si a coroa de Irê, que na época era composto de sete aldeias. Era conhecido como o Onirê, o rei de Irê, deixando depois o trono para seu próprio filho.
Ogum era rei de Irê, Oni Ire, Ogum Onirê. Ogum usava a coroa sem franjas chamada acorô. Por isso também era chamado de Ogum Alacorô. Conta-se que, tendo partido para a guerra, Ogum retornou a Ire depois de muito tempo. Chegou num dia em que se realizava um ritual sagrado. A cerimônia exigia a guarda do silêncio total. Ninguém podia falar com ninguém. Ninguém podia dirigir o olhar para ninguém.
Ogum sentia sede e fome, mas ninguém o atendia. Ninguém o ouvia, ninguém falava com ele. Ogum pensou que não havia sido reconhecido. Ogum sentiu-se desprezado. Depois de ter vencido a guerra, sua cidade não o recebia. Ele, o rei de Ire! Não reconhecido por sua própria gente! Humilhado e enfurecido, Ogum, com sua espada em punho, pôs a destruir tudo e a todos. Cortou a cabeça de seus súditos. Ogum lavou-se com sangue. Ogum estava vingado. Então a cerimônia religiosa terminou e com ela a imposição de silêncio foi suspensa.
Imediatamente o filho de Ogum, acompanhado por um grupo de súditos, ilustres homens salvos da matança, veio à procura do pai. Eles renderam as homenagens devidas ao rei e ao grande guerreiro Ogum. Saciaram sua fome e sua sede. Vestiram Ogum com roupas novas, cantaram e dançaram para ele. Mas Ogum estava inconsolável. Havia matado os habitantes de sua cidade. Não se dera conta das regras de uma cerimônia tão importante para todo o reino. Ogum sentia que já não podia ser o rei. E Ogum estava arrependido de sua intolerância, envergonhado por tamanha precipitação. Ogum fustigou-se dia e noite em autopunição.
Não tinha medida o seu tormento, nem havia possibilidade de autocompaixão. Ogum então enfiou sua espada no chão e num átimo de segundo a terra se abriu e ele foi tragado solo abaixo. Ogum estava no Orum, o céu dos deuses. Não era mais humano. Tornara-se um orixá.


Ogum dá aos homens o segredo do ferro.


Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole, por isso o trabalho exigia grande esforço.
Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa, era necessário plantar uma área maior. Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura.
Ossaim, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno, mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossaim, todos os outros orixás tentaram um por um e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio.
Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então, quando todos os outros orixás tinham fracassado, Ogum pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os orixá, admirados, perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão, Ogum respondeu que era de ferro, um segredo recebido de Orunmilá.
Os orixás invejavam Ogum pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, mas como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os orixás importunaram Ogum para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si.
Os orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente, Ogum aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogum pedir-lhe o conhecimento do ferro, e Ogum lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram suas lanças de ferro.
Mas, apesar de Ogum ter aceitado o comando dos orixás, antes de mais nada ele era um caçador, certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada, quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado, eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.
Ogum se decepcionou com os orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los, então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu, num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da árvore de acocô e lá permaneceu.
Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebram a festa de Iudê-Ogum. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum.



Ogum é o senhor do ferro para sempre

Orixá Ocô cria a agricultura com ajuda de Ogum.
No princípio, havia um homem que se chamava Ocô, mas Ocô não fazia nada o dia todo, não havia o que fazer, simplesmente. Quando os alimentos na Terra escassearam, Olorum encarregou Ocô de fazer plantações, que plantassem inhame, pimenta, feijão e tudo mais que os homens comem.
Ocô gostou de sua missão, ficou todo orgulhosos, mas não tinha a menor idéia de como executá-la, até que viu, debaixo de uma palmeira, um rapaz que brincava na terra, com um graveto ele revolvia a terra e cavava mais fundo, Ocô quis saber o que fazia o rapaz.
"Preparando a terra para plantar, para plantar as sementes que darão as plantas", explicou o rapaz de pele reluzente. "Que sementes, se nem plantas ainda há?", perguntou, incrédulo, Ocô.
"Nada é impossível para Olodumare", foi a resposta.
Começaram então a cavar juntos a terra, o graveto que usavam como ferramenta quebrou-se e passaram então a usar lascas de pedra, o trabalho, entretanto, não rendia e Ocô saiu a procura de alguma maneira mais prática.
Outro dia, quando Ocô voltou sem solução, o rapaz tinha feito fogo, protegendo-o com lascas de pedra, viram então que a pedra se derretia no fogo. A pedra líquida escorria em filetes que se solidificavam. "Que ótimo instrumento para cavar!", descobriu efusivamente o inventivo rapaz. Ele pôde então usar o fogo e fazer lâminas daquela pedra, e modelar objetos cortantes e ferramentas pontiagudas.
Ele fez a enxada, a foice e fez a faca e a espada e tudo o mais que desde então o homem faz de ferro para transformar a natureza e sobreviver. O rapaz era Ogum, o orixá do ferro. Juntos resolveram a terra e plantaram e os alimentos foram abundantes.
E a humanidade aprendeu a plantar com eles, cada família fez a sua plantação, sua fazenda, e na Terra não mais se padeceu de fome, e Ocô foi festejando como Orixá Ocô, o Orixá da Fazenda, da plantação, pois fazenda é o significado do nome Ocô.
E Ogum e Orixá Ocô foram homenageados e receberam sacrifícios como os patronos da agricultura, pois eles ensinaram o homem a plantar e assim superar a escassez de alimentos e derrotar a fome.

Lendas tiradas do livro
Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - 2001




 Conheça quais sãos os caminhos (falanges) de Ogum na Umbanda, pois Ogum domina a primeira Linha de Umbanda, que controla todos os fatos de execução e cobrança do carma de cada indivíduo ou grupo, daí serem soldados.

Ogum na Umbanda - falanges de ogum - todos tipos de ogum
1. Falange de Ogum Beira-Mar
Colaboradores de Iemanjá, Ogum Beira-Mar trabalha sobre a areia molhada, enquanto Ogum Sete-Ondas trabalha sobre as ondas. ceitam oferendas com velas nas cores branca, verde, vermelha e zul-clara.
2. Falange de Ogum Rompe-Mato
Ogum Rompe-Mato trabalha para Oxóssi (Odé) e Ossãe, nas matas. Ogum das Pedreiras trabalha para Xangô, nas pedreiras. Em ambos os casos, é a mesma falange que trabalha para os dois Orixás, com nomes diferentes. Rompe-Mato aceita suas oferendas na entrada da mata, nas cores verde, vermelha e branca, sendo a vela vermelha. Ogum das Pedreiras aceita suas oferendas em torno das pedreiras, nas cores verde e vermelha (misturadas geram o marrom), com velas nas mesmas cores.
3. Falange de Ogun Megê
É colaborador de Iansã; seu nome significa “Sete”. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando diretamente com a Linha das Almas. Toda sua oferenda será em vermelho e branco, próxima ao cruzeiro do cemitério (calunga pequena).
4. Falange de Ogum Naruê
Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar valor”. Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe.
5. Falange de Ogum Matinata
Com poucos médiuns que o incorporam, sua falange protege os campos de Oxalá, os locais abertos, floridos e iluminados. Mas não trabalha diretamente para esse Orixá. Aceita suas oferendas nos campos floridos, nas cores vermelha e branca.
6. Falange de Ogum Iara
Seu nome significa “Senhor”, trabalhando para Oxum. Suas oferendas deverão ser entregues na beira de rios, lagos ou cachoeiras, onde vibram, nas cores vermelha e branca ou verde e branca.
7. Falange de Ogun Delê (ou de Lei)
“Aquele que Toca o Solo”; como seu nome significa, é uma falange que vibra na linha pura de Ogum. São eles que trabalham diretamente no carma e sua cobrança, rondando o mundo. Suas cores são vermelha e branca e suas oferendas podem ser em qualquer lugar, ao ar livre.







Salve a força deste grande cacique!


CACIQUE COBRA CORAL

Recomeçar no tempo presente
Requer ser paciente e persistente,
Deixar de lado os erros do passado
E ao coração dar belo recado...

De que tudo vai dar certo,
Pois é bom ter você por perto.
Ó cacique iluminado,
Devotado amigo abnegado.

Salve a força de suas serpentes,
Que o veneno tira da gente.
Salve a luz verde e brilhante,
Que ampara o nosso semelhante.

A gratidão é imensa
E não aceita recompensa.
A gratidão é sincera,
Da que um pai espera.

E assim flutua no ar,
Pois é um índio encantado
E quando vira cobra sabe voar.

E também vem aconselhar,
Sendo bravo aliado
Em torno de amar.








Exus e Pombagiras são entidades, espíritos de luz que "trabalham" em terreiros de Umbanda e Quimbanda. São pessoas que viveram, assim como nossos pais, nossos amigos, nossos vizinhos, assim como nós.

Amaram. Odiaram. Tiveram filhos. Não puderam ter. Tiveram vícios. Transaram. Riram. Tiveram amigos. Tiveram sonhos. Temeram a morte. Enfim, foram humanos.

Exús e Pombagiras estão muito próximos da energia do Orixá Exú. Exú, na visão africana, é a energia humano, os prazeres considerados "mundanos". Por esta razão, estas entidades compreendem com maior facilidade nossos problemas mundanos, problemas carnais.

Quando eles se manifestam nos terreiros, não querem beber, fumar... Eles vêm para adquirir evolução espiritual, auxiliando as pessoas. Eles se compadecem de nosso sofrimento, pois podem ter sofrido o mesmo. Por essa razão, são chamados carinhosamente de compadres e comadres.

Eles bebem, fumam e comem pois há a crença de que a bebida e a comida possam dar energia física para o médium, também. Muitos espíritos fumaram e beberam em vida, então, acredita-se que possam sentir o gosto, também, relembrando um pouco do seu tempo neste plano.

Quando se manifestam, são saudados por "laroiê!" Alguns centros também utilizam "alupande" para saudar as moças.








NANÃ BURUKÚ

Nanã Burukú é o orixá dos mangues, do pântano, senhora da morte responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne) das almas.

Uma as orixás mais velhas da Umbanda
Identificada no Jogo de Búzios pelos odú ejilobon e representado materialmente na umbanda através do assentamento sagrado denominado Igba Nanã.
Nanã juntamente com Oxalá teve 4 filhos, os orixás,Omolú/Obaluaiê, Oxumarê, Ewá e Ossaim.
Nanã é dona de um cajado, o ibiri. Suas roupas parecem banhadas em sangue, orixá das águas paradas que mata de repente, ela mata uma cabra sem usar faca. Seus fios de conta são lilás e branco ou roxo.

Culto a Nanã Burukú

Faça suas orações a orixá Nanã todos os domingos conosco Nanã é considerada o orixá mais antigo do mundo. Quando Orunmilá chegou aqui para frutificar a terra, ela aqui já estava. Nanã desconhece o ferro por se tratar de um orixá da pré-história, anterior à idade do ferro.
O termo “nanã” significa raiz, aquela que se encontra no centro da terra. Nanã tornou-se uma das yabás (orixás femininas) mais temidas, tanto que em algumas tribos quando seu nome era pronunciado todos se jogavam ao chão.

Nanã é protetora dos idosos

Nanã é a senhora das doenças cancerígenas, está sempre ao lado do seu filho Omolú. É a protetora dos idosos, desabrigados, doentes e deficientes visuais.

Sincretismo religioso de Nanã com Sant’Ana

Nanã é ligada pelo sincretismo religioso a Sant’Ana, avó de Jesus, mãe de Maria
Sant’Ana, comemorada pela igreja católica em 26 de julho, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.
Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos.
Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.

Características dos filhos da orixá de Nanã

São conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Passam aos outros a aparência de serem calmos, mudando rapidamente de comportamento, tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, pode ser perigoso, o que assusta as pessoas.
Levam seu ponto de vista às últimas consequências, tornando teimosia. Quando mães são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegres e não gostam de muitas brincadeiras. Os filhos de Nanã são majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.










OXÓSSI MATA O PÁSSARO DAS FEITICEIRAS.

Todos os anos, para comemorar a colheita dos inhames, o rei de Ifé oferecia aos súditos uma grande festa. Naquele ano, a cerimônia transcorria normalmente, quando um pássaro de grandes asas pousou no telhado do palácio. O pássaro era monstruoso e aterrador. O povo, assustado, perguntava sobre sua origem.

A ave fora enviada pelas feiticeiras, a Iyá Mi Oxorongá, nossas mães feiticeiras ofendidas por não terem sido convidadas. O pássaro ameaçava o desenrolar das comemorações, o povo corria atemorizado. E o rei chamou os melhores caçadores do reino para abater a ave grande. De Ido, veio Oxotogum com suas vinte flechas. De More, veio Oxotogi com suas quarenta flechas. De Ilarê, veio Oxotadotá com suas cinqüenta flechas. Prometeram ao rei acabar com o perverso bicho, ou perderiam suas próprias vidas. Nada conseguiram, entretanto, as três odes. Gastaram suas flechas e fracassaram. Foram presos por ordem do rei.

Finalmente, de Irem, veio Oxotocanxoxô, o caçador de uma só flecha. Se fracassasse, seria executado junto com os que o antecederam. Temendo a vida do filho, a mãe do caçador foi ao babalaô e ele recomendou à mãe desesperada fazer um ebó que agradasse as feiticeiras. A mãe de Oxotocanxoxô sacrificou então uma galinha. Nesse momento, Oxotocanxoxô tomou o seu ofá, seu arco, apontou atentamente e disparou sua única flecha. E matou a terrível ave perniciosa. O sacrifício havia sido aceito. As Iyá Ni Oxorongá estavam apaziguadas. O caçador recebeu honrarias e metade das riquezas do reino. Os caçadores presos foram libertados e todos festejaram.

Todos cantaramem louvor a Oxotocanxoxô. Ocaçador ficou muito popular. Cantavam em sua honra, chamando-o de Oxóssi, que na língua do lugar que dizer “O guardião é Popular”. Desde então Oxóssi é o seu nome.








#‎CULINÁRIA‬ DOS DEUSES

Atenção:
Ao fazer todas as comidas dos orixás, procure estar sempre de corpo limpo, sem sexo, sem menstruação, álcool ou qualquer tipo de ressentimentos no coração e com o seu banho de ervas tomado.
Não esqueça de se certificar, que o seu anjo da guarda está iluminado.

ABADÔ
Assasse o milho
Um dos alimentos preferidos de Omulum.

ABARÁ
Faça uma massa idêntica à de acarajé.
Colocar as porções em folhas de bananeira e formar travesseiros que serão cozidos em banho-maria.

ABERÉM
Um bolo de arroz, feijão e açúcar, embrulhado em folha de bananeira, atado com ráfia e cozido a vapor.

ACAÇÃ
Dissolver a farinha em uma panela com água, levar ao fogo brando, sempre mexendo com uma colher de pau, até formar mingau consistente.
Coloque o mingau em pequenas porções, em folhas de bananeira, que deverão ter sido aquecidas nas chamas.
Para murchá-las, cortar as folhas em pedaços do tamanho aproximadamente de dez por quinze centímetros.
Enrolar o mingau de maneira que, quando esfriae do formato de uma pirâmide.

ACAÇÃ DE FUBÁ
Cozinha-se a farinha de milho em água.
É servido embrulhado em folha de bananeira.
Este prato é aceite por quase todos os orixás.

ACARAJÉ
Pôr os feijões de molho em água fria.
No dia seguinte, descascar, feijão por feijão separadamente, passar na maquina de moer carne com a peça mais fina, tendo o cuidado de recolher o caldo.
Passar na mesma peça a cebola e os camarões, e juntar à massa do feijão.
Misturar tudo com o caldo, bater bem com uma colher de pau.
Fritar as colheradas em azeite de Dendê bem quente, e colocar a escorrer em papel absorvente.

ADÓ OU ADUM
Assa-se o milho, misturado com azeite de Dendê e mel.
Esta refeição é apreciada por Oxum.

AFURÁ
Um bolo de arroz feito com açúcar.

AGBÊ
Um estufado feito com ervas e óleo.

AGUXÔ
Uma sopa de vegetais.

AJABÓ
Quiabo picado e adoçado com mel.

ALUÁ
Farinha de arroz ou de milho, fermentada com cascas de ananás e outros frutos, misturada em seguida com raiz de gengibre ralada, açúcar branco ou amarelo e lima.
É a bebida preferida de muitos orixás do Candomblé.
Principalmente de Ogum.
Atualmente, substitui-se, com freqüência, por champanhe ou vinho.

AMALÁ
Cortar os quiabos em formato de cruz bem finos.
Colocar numa panela, as cebolas raladas, o azeite e o camarão seco.
Fazer um refogado e despejar o quiabo cortado.
Mexer com uma colher de pau, até perceber que as sementes estão amarelas (cozinhadas).

AMBROZO
Farinha de milho misturada com açúcar.

ANDERÉ
Uma espécie de vatapá feito com feijão frade.
Quem aprecia este prato é Nanã.

ANJU DE FUBÁ
Pasta de farinha de mandioca comida com camarões e outros mariscos, peixe e carne.

AUSSÁ
Cozinha-se o arroz com água e sal.
Depois, é batido com uma colher de pau, até ficar em purê.
Por vezes, adiciona-se farinha de arroz, para lhe dar a consistência necessária.
Em seguida dá-se-lhe a forma de um bolo e frita-se em azeite de Dendê.
É uma das comidas preferidas de Oxum.

AXOXÔ
limpar o milho, pôr a cozinhar com o amendoim e algumas tiras de coco.
Após cozido, escorrer e despejar num oberó, enfeitar com tiras de coco cru.

BADOFE
Camarão com azeite de Dendê.

BALAS E BOMBONS
Doces de vários tipos de frutos cristalizados, destinados aos Ibeji.

BATÊTÊ
Inhame cru, misturado com epô e sal.

BEBIDA DE OXÓSSI
É preparada a partir da fermentação do Dendê e do coco.
Para se oferecer ao orixá, coloca-se dentro de uma cabaça, com mel e uma alcachofra dos telhados ou uma rodela de laranja.

BOBÓ
Inhames e mel

BOLINHOS DE EGUM
Misturar a farinha com água e fazer pequenas porções na mão até atingir um formato redondo.

CACHAÇA
Açúcar de cana, conhaque e rum branco.
Quando é utilizada nos rituais, designa-se por marafo.

CANJICA
Milho branco ou amarelo cozinhado com sal.

CARURU
Um purê feito a partir de diferentes tipos de ervas cozidas, tais como a mostarda, unha de gato e pimenta.
Muitas vezes juntam-se-lhe camarões, peixe, quiabos, lima e Dendê.
Este é um prato favorito de Ibeji.

COMIDA DE YEMANJÁ
Cozinhar o arroz na água com sal.
Após cozido, escorrer.
Numa panela à parte, colocar cebola ralada, camarão, azeite.
Levar ao fogo.
Fazer um refogado, despejar o arroz dentro de uma travessa, enfeitar com tiras de coco e ovos cozidos inteiros.
Por fim, regar com o molho do refogado por cima.

CONQUÉM
Galinha da Guiné.
Para além de ser o prato preferido de muitos orixás, as penas são utilizadas nos rituais de cabeça das Iaô.
Espalham-se sobre o sangue que goteja na cabeça da iniciada.

DENGUÊ
Papa confeccionada com milho branco ou arroz, cozinhado com açúcar.
É uma comida destinada a Oxalá, Ogum e Oxóssi.

DUBURU ( PIPOCA )
Numa panela, pôr um pouco de azeite de oliva.
Quando estiver quente, despejar aos poucos o milho de pipoca.
Mexer até os caroços rebentarem ou se abrirem.
Designada por ( flores de Omulu ).

EBÔ
Cozinhar o milho de canjica branco.
Após estar cozido, escorrer, e está pronto o ebô de Oxalá.
Enfeite o prato com folhas da costa.

ÊCÔ
Papa de milho e açúcar amarelo.

ÊFÔ
Uma espécie de caruru feito de ervas, como a mostarda e a Buglossa ( língua de vaca ).

ÊFUM ÔGUEDÊ
Pasta dura de banana seca.

EPADÊ DE MEL
Misture a farinha de mandioca com o mel, até formar uma farofa.

EPADÊ DE DENDÊ
Misture a farinha de mandioca com o azeite de Dendê, até formar um farofa.

FAROFA
Farinha de mandioca, frita em manteiga ou azeite.
Por vezes, juntam-se-lhe tiras de carne seca, cebola ou ovos.
A farofa acompanha feijão, bife ou pratos de aves.

FUBÁ
Refeição de milho.

GRONGA
Whisky com lima, gengibre e outras ervas.

IAPETÉ
Cozinhar o inhame até ficar macio.
Depois, socar bem até formar uma pasta.
quando pronta a pasta, acrescenta-se um refogado de cebola ralada, camarões secos e azeite de Dendê.
Misture a pasta do inhame em um pouco de água até formar uma massa de purê.

IBEJUIRI
Quiabo e peixe seco com camarões, cozinhado em azeite.

ICHÉ
Vísceras de animais sacrificados, cozinhados em azeite doce.

JUREMA
Bebida alucinógena preparada com o fruto, as raízes e a casca da planta com o mesmo nome.

KINANA
Sésamo, farinha, sal e açúcar.

LATIPÁ
Comida preparada com a planta da mostarda brava.

LELÉ
Leite evaporado, adoçado e caramelizado, com coco ralado.
Este é um alimento favorito dos orixás femininos.

MANJAR DO CÉU
Pudim de custarda.

MELADINHA
Uma bebida preparada com cana de açúcar, brandi mel.

MI AMI-AMI
Farofa frita em Dendê e oferecida a Exu, como despacho, para que seja portador de uma petição, junto dos orixás.

MOQUECA
Peixe ou mexilhões, fervidos em azeite ou Dendê, com sumo de lima, vinagre e pimenta, embrulhado numa folha de mangueira ou de tabaco.

MUNGUNZÁ
Milho branco seco, cozinhado em leite de vaca e leite de coco, temperado com canela e açúcar.

OGUEDE
Banana da terra, frita em azeite de Dendê.

OLUBÔ
Raiz de mandioca descascada, cortada em tiras muito finas e seca ao sol.
Quando está pronta a ser utilizada, pisa-se num almofariz, estende-se e cobre-se com água a ferver.

OMOLUCUM
Feijão frade e ovos, temperados com sal, camarão moído e Dendê.

OXIN-XIN
Carne fresca, cozinhada com camarão e Dendê.

PAMONHAS
Bolinhos de purê feijão, com camarão seco.
Fritos, e colocados em cima de pedaços de folha de bananeira.

PETÉ
Pasta feita com inhame e camarão seco.

VATAPÁ
Purê de peixe e camarão, cozinhado em leite de coco e Dendê.
É servido com pimenta malagueta.
É acompanhado por anju de fubá.

UADO
Pipocas em pó, misturadas com mel ou açúcar e Dendê.
Oferece-se a Oxóssi e a Oxum.

XEKETÊ
Milho assado, fermentado em conjunto com gengibre em pó e açúcar amarelo.

XIN-XIN
Galinha desfiada, misturada com sal, alho e cebola, e é cozinhada em azeite de Dendê.
Serve-se a Iansã e a Oxum.











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