Preto velho X  Exu.

  





                             X

Ponto de advertência de Preto-Velho.
Preto velho passou no cruzeiro,
Foi pedia a Oxalá proteção.
Preto-velho no espaço se une.
Filho na terra não tem união.  3x

Minha intenção ao escrever essa página é de mostrar como age Preto velho e exu em suas consultas, mostrar qual é a diferença, qual a linha de pensamento de cada corrente.
Por exemplo:
É muito comum ir aos Centros Espíritas, cabanas e tendas de Umbanda, pessoas muito perturbadas com problemas de todas as ordens, não muito raro alguns vão em busca de vingança.


A VINGANÇA


A vingança é uma arma que muitos ainda trazem consigo.
Perigosa e traiçoeira é usada sempre de maneira imprevisível. Muitos nem mesmo sabem fazer o uso dessa arma e como um poderoso caçador que atravessa longas florestas a procura de sua caça, vão muitas vezes ao encontro de suas próprias tragédias.
Outros, espertos, porque planejam por dias, vão também ao encontro da sua tragédia e levam outros tantos consigo.
Vingança, um mal que muitos usam como um escrito mal planejado e deixam sempre uma fresta pela qual o retorno de seu ato traz de volta os resíduos que penetram em seu ser e que certamente os farão sofrer muito mais do que àqueles a quem foi dirigida.

                        

VINGANÇA TOLA


Quero falar de um sentimento vivido por muitos de vocês, mas admitido por bem poucos.
Costumam usar como dito popular a frase: "Vingança é um prato que se come frio", aludindo a necessidade de esperar pela "hora certa" para fazer a sua justiça. Eu lhes diria que é frio porque assemelha-se à frieza dos sentimentos que a alimentam: o ódio e o orgulho. E diria também que a covardia se encaixa bem nesse processo.
Em contrapartida está o amor, a humildade e a coragem, atitudes que tem a "quentura" boa das coisas mais simples e mais autênticas.
E esse "prato que se come frio" já causou todos os males possíveis durante o seu preparo. Pois, durante a espera, o único sentimento que envolve aquele que prepara esse prato é o ódio e a malquerença. E toda a energia criativa desse ser se volta para tão inútil projeto! Essa mesma energia criativa, que é dada a todos os seres com o objetivo de auxiliá-los, na grande tarefa do progresso individual... Utiliza-se tempo, trabalho, energia, sentimentos e fluidos que deveriam estar a serviço do bem, da melhoria, no inverso disso tudo. O que acham vocês que ganham ou acumulam quando se empenham num processo vingativo? Somente ganhos negativos; digo-lhes, com certeza. Sei também que todos já ouviram o que digo agora. Porém, não deixam de praticar suas pequenas vinganças, diariamente. Situações que, às vezes, nem refletem sobre elas, por julgarem-nas inofensivas. Mas digo-lhes que tudo que interfere ou ocupa o lugar do bem é um atraso e uma perda preciosa neste caminho de busca da melhoria.
Exemplifico-lhes: Sempre que um sentimento de satisfação lhes envolve quando vêem seu próximo sofrendo conseqüências por agir diferentemente da forma como vocês haviam "aconselhado", experimentam uma forma de vingança. Ficar "torcendo" pelo fracasso daquele que não o ouve, envenena a você, muito mais do que ao outro.
E enquanto ficam observando as conseqüências da vida alheia, comprazendo-se dos fracassos e tombos dos outros, deixam de observar sua própria vida; deixam de perceber o que cada fracasso seu tem a lhe ensinar. E enquanto isso acontece, deixam vocês de estarem tornando-se melhores e mais felizes.
Se desejam sentir-se cada vez melhores, mais tranqüilos, amados, felizes, dirijam seus olhares críticos para si mesmos. Observem suas vidas, não se preocupem e nem se empenhem em praticar o que erroneamente julgam ser justiça. Descubram-se! Sejam corajosos!
E se desejam ajuda e proteção daqueles a quem dirigem seus pedidos mais íntimos, saibam que, mantendo seu coração frio e intolerante, mantém também grande distância da ajuda que querem. E maior distância ainda, do bem-estar que procuram e da melhoria necessária. E atenção: Só atraímos aquilo que emitimos.
                                          
Durante uma consulta com um preto velho quando um filho de Santo ou um consulente se apresenta  perturbado , confuso com relação aos seus sentimentos e buscando vingança;
São aconselhados a perdoar e esquecer,
Os preto-velhos usam de suas experiências no cativeiro pra dar conselhos sábios e reeducativos, nos chamam a luz da razão, nos fazem compreender que sentimentos de ódio e desejo de vingança não levam ninguém a lugar nenhum.
Que só se ferimos e se machucamos por causas de pessoas que não estão nem ai, que enquanto perdemos nosso tempo, e envenenamos nossa alma com rancores e ressentimento essa pessoa estará vivendo sua vida, acreditando em suas verdades.
Os preto-velho sempre dizem  que: “Ninguém muda ninguém, que o Maximo que conseguimos é mudar a nós mesmos.”
Que as pessoas são: “o que elas conseguem ser”.
Aconselham a rezar pedir a Oxalá e aos bons guias de luz que limpem o nosso coração, que afaste de nós esses sentimentos degradantes que só nos rebaixam e nos tornam semelhantes aos nossos agressores.
Os pretos velhos aconselham sempre tudo entregar nas mãos de Deus.
Se alguém direita ou indiretamente nos prejudicou, nos ofendeu, magoou nossos sentimentos, falou mal de nossa pessoa ou nos deu prejuízos financeiros, atrapalhando  nossos planos ,enfim devemos “ perdoar e esquecer”, saber que não estamos sós.
Que Jesus mesmo passando por todos os martírios e todos os sofrimentos.
Disse: “Perdoai-lhes Pai eles não sabem o que fazem”.
Os preto-velhos nos alertam sempre sobre a lei do retorno.
“Aqui se faz, Aqui se recebe”. ( causas e efeitos)
Quando perdoamos alguém as suas fraquezas, falhas e omissões estamos sendo superiores aquela pessoa.
Os pretos velhos nos ensinam uma oração curtinha.
“Meu senhor e meu Deus se eu mereci o que me fizerem que eu encare como aprendizagem e sirva pra meu melhoramento material e espiritual, se não mereci tome de conta”.
                                               
                                                       

Durante uma consulta com um exu quando um filho de Santo ou um consulente se apresenta  perturbado , confuso com relação aos seus sentimentos e buscando vingança;
O exu procura não interferir ele respeita o livre arbítrio da pessoa.
Exu é mensageiro neutro, não bom e nem é mal, ele nunca faz nada sem ninguém pedir.
Exu acredita que a pessoa esteja consciente dos atos que queira praticar.
Costumamos citar sempre esse exemplo: “Uma pessoa compra um revolver e dispara contra outra pessoa, na hora de pagar por aquele ato, quem vai pagar quem disparou  a armar ou quem fabricou a arma?”
Muitas pessoas desavisadas acreditam que exu seja um “vingador das causas alheias “que estão prontos pra sair pondo em prática todo tipo de maldade.
Realizando desejos por mais absurdos que pareçam, sem nenhuma conseqüência.
 Tipo assim alguém me prejudicou, eu revido, eu vou num centro peço pra exu fazer um trabalho forte pra devolver o mal que ela me causou e ainda peço umas coisinhas a mais pra que essa pessoa saiba que eu sou mais forte.
Lá na frente a pessoa descobre manda fazer outro trabalho, depois de algum tempo você descobre que a pessoa tornou mexer os pauzinhos e vai atrás de se defender e mandar mais coisa.
Quer dizer isso vira uma demanda. Duas pessoas que poderiam ter se acertado passam a buscar vingança do lado espiritual por que na realidade uma teme a outra.
Não seria mais fácil ter  aceitado os conselhos do preto-velho e  ter perdoado.
Pois a lógica é  bem simples quando um não quer dois não brigam.

Veja o exemplo:

'' Pedro perguntou a jesus:
“ Senhor quantas vezes devo perdoar meu irmão  7 vezes”.
Jesus respondeu:
“Setenta vezes sete”.

A umbanda não prega a maldade ela esta na cabeça das pessoas.
Em seus mandamentos a Umbanda  diz:
“Não faças ao próximo o que não queres que te faça. ’’
 ‘’Defenda-te das maldades e resista ao mal.’’
A umbanda nos ensina se defender jamais atacar.








                                     Como podemos encarar a dificuldade

Uma dificuldade poderá despedaçar-nos, ou poderá tornar-nos mais fortes. Depende de como nós
aceitaremos e do que faremos com ela. Alguém já falou algo como "A má sorte é como uma faca que pode
cortar-nos ou servir-nos para cortar, dependendo do jeito como a segurarmos, ou pelo cabo, ou pela
lâmina".

Agarremos uma dificuldade pela lâmina e seremos cortados. Seguremos a mesma pelo cabo e poderemos
usá-la construtivamente. Pode ser que seja difícil segurar a dificuldade pelo cabo, mas é possível.

Devemos ficar contentes por termos algumas dificuldades. A vida não merecia ser vivida sem elas. Este
elemento na vida pode ter seus aspectos desagradáveis, mas a dificuldade é, ainda, essencial à evolução e
orientação.

Porém, devemos solucionar nossas dificuldades e não criar e acumular dificuldades no nosso estoque pelo
simples motivo do expresso acima.

Problemas são um sinal de vida. De fato, quanto mais problemas, tanto mais se faz parte da vida.
Sintamo-nos contentes por Deus nos confiar alguns problemas. Agradeçamos a Ele este presente. Deus
acha que nós temos o necessário para solucioná-los.

Confúcio disse "Resolva uma dificuldade e afastará uma centena".

Para resolver uma dificuldade, antes de tudo, mantenhamo-nos tão quietos, calmos e donos de nós mesmos
o mais que pudermos. Jamais podemos solucionar com eficiência uma dificuldade a menos que estejamos
mentalmente serenos. É muito importante pensarmos calmamente. Quando surge uma dificuldade, a
primeira tendência é ficarmos nervosos, assustados mesmo. Neste estado de nervosismo, achamos que o
problema deve ser solucionado imediatamente.

Quando se está mentalmente com febre, as respostas às dificuldades tendem a fugir. Mas quando se está
calmo, a mente vem fazer o que lhe compete que é raciocinar com inteligência.

O silêncio é um elemento no qual são geradas as coisas grandiosas pois submete a mente àquelas
iluminações penetrantes que vêm de Deus a fim de ocupar nossos pensamentos. A orientação divina
expressa-se numa voz serena e baixinha. A confusão faz com que a nossa mente não consiga escutar a
mensagem que nosso Deus tem para nos comunicar.

Os japoneses costumam praticar a serenidade num alto grau de eficiência. Até para tomar o chá eles usam
de serenidade, não o engolindo às pressas.

Seguir a vontade de Deus é prosperar; rebelar-se contra a vontade de Deus é destruir-se.

1. Agradeçamos a Deus por termos dificuldades. É um sinal de que estamos vivos.
2. Aprendamos a manter-nos por trás de nossas perturbações e observemo-las com toda a calma. A
melhor maneira de se fazer isso é pela prática da tranqüilidade. Na tranqüilidade e na paz, olhemos
equilibradamente para o nosso problema.
3. Utilizemo-nos de nossa plena força mental para analisar nossa dificuldade. Depois, sistematicamente,
dissequemo-la, pedacinho por pedacinho, decompondo-a.
4. Pensemos positivamente sobre nossa dificuldade. Tenhamos confiança em que havemos de
dominá-la. Façamos isso e já estaremos bem no caminho para a vitória.
5. Aprendamos o método, espiritual e prático, para manobrar a dificuldade.
6. Deixemos a persistência trabalhar por nós. Agarremo-nos obstinadamente ao caso e sairemos
vitoriosos.
7. Cresçamos, erguendo-nos ao ponto elevado onde possamos fitar de cima o nosso problema e, depois,
utilizemo-nos dele para que possamos ajudar-nos a crescer.
8. Com toda a calma, aceitemos a vida como vem. Lidemos com suas dificuldades com emoção controlada
e, sempre firmes, continuemos lutando pela vitória.
9. Nunca criemos um caso contra nós mesmos.
10.Façamos uso do poder de Deus Todo-Poderoso, a nosso alcance. Os embaraços poderão nos derrotar
sem Deus, mas com a ajuda dEle nós seremos capazes de manobrar toda e qualquer dificuldade.

Fonte.:
Baseado no livro O VALOR DO PENSAMENTO POSITIVO de Norman Vincent Peale.

                       
                                                                                                   

 
Desejo nesta Semana:
Paciência para as dificuldades.
Tolerância para as diferencias.
Benevolência para os equívocos.
Misericórdias para os erros.
Perdão para as ofensas.
Equilibrios para os desejos.
Sensatez para as escolhas.
Sensibilidades para os olhos.
Delicadezas para as palavras.
Coragem para as provas.
Fé para as conquistas.
E amor para todas as ocasiões...

Que Você tenha uma Semana Maravilhosa!
 Um abraço fraterno.



                                       OGUM  

                 Filho de Yemanjá ou Odudua com Oxalá. Ogum data de tempos proto-históricos e pré-históricos, violento e pioneiro, suas armas foram primeiro de pedra, depois o ferro.
 Sua primogenitura converte-o em quase irmão gêmeo de Exu.
                 Deus da guerra, imagem ou arquétipo do soldado, Ogum é também o deus do ferro, da metalurgia. OgumDo ferreiro ao cirurgião, todos os que utilizam instrumentos de ferro (e o aço por consequência) em seu trabalho : agricultores, caçadores, açougueiros, barbeiros, marceneiros, carpinteiros, militares escultores e outros que se juntaram ao grupo desde o inicio do seculo; mecânico e motoristas; estão sintonizados com a energia de Ogum.
                 Nesse sentido ele é o arquétipo da conquista da civilização humana, consolidada na idade do ferro.
                 Orixá de personalidade violento, obstinado, constante, viril, disciplinado, quando não rígida  historicamente, teria sido o filho mais velho de Odudua, o fundadora de ifé, usando o titulo de Oniré (Rei de Irê), por se apossar da cidade de Irê, matando seu rei, usava um diadema, chamada akoró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de Ogún, Oniré e Ogum Alaàkoró, inclusive no Brasil, trazidos pelos descendentes dos Yorubás.
                    Ogum é unico, mas, em Irê, diz-se que ele é composto de sete partes. Ogum Mejeje Loode Iré, frase que faz alusão as sete aldeias, hoje desaparecidas, que existiram em volta de Irê. O numero 7 é associado a Ogum e ele é representado nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de 7, 14 ou 21, pendurados numa haste horizontal, também de ferro : lança, espada, enxada, torquês, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de sus atividades.         

              

• Fundamentos :    Ogum-Já ---> Fundamento com Oxalá, Oxaguiã, Iemanjá e Oxum
                                Ogum-Ajá ---> Fundamento com Obaluaiyé e Sakapta
                                Ogum-Naruê ---> Fundamento com Oxum Caré
                                Ogum-Alé ---> Fundamento com Oxum Opará
                                Ogum-Wári ---> Fundamento com Exú e Oxóssi
                                Ogum-Dagolonakólá ---> Fundamento com Exú e Obaluaiyé
                                Ogum-Meje ---> Fundamento com Iansã e Ossaim
                                Ogum-Biole ---> Fundamento com Oxalufã
                                Ogum-Onije ---> Fundamento com Omulú
                                Ogum-Lebédé ---> Fundamento com Exú e Xangô
                                Ogum-Obefarán ---> Fundamento com Exú e Oxóssi
                                Ogum-To ---> Não tem fundamento com outros Orixás
                                Ogum-Sorokê ---> Fundamento com Exú e Omulú (se veste com mariwo)
                                Ogum-Sogún ---> Seis meses Exú e seis meses Ogum



• Características :  ○Saudação ---> Patakory Ogum ! (importante,supremo Orixá em nossa  cabeça)
                                                             Ogum Yé ! (Ogum sobrevive forte)
                              
                                 ○Símbolos ---> Ferramentas em forma de leque, representando os 7 caminhos, e pás, ancinho, enxada, foice, picareta, martelo, espada, bigorna e todas as ferramentas de agricultura e de guerra feitas em aço e ferro.
                                 ○Dia da semana ---> Terça-feira
                                 ○Dia do ano ---> 23 de Abril (RJ) / 20 de Janeiro (BH)
                                 ○Sincretismo ---> São Jorge (RJ) / São Sebastião e Santo Antônio (BH)
                                 ○Elemento ---> Fogo
                                 ○Reino Vegetal ---> Ervas, frutas (manga espada, banana, cebola,etc), flores (crista de galo, palmas vermelhas)
                                 ○Reino Animal ---> Cavalo, cavalo marinho, cachorro e gavião
                                 ○Odu principal ---> 3 Eta Ogunda
                                 ○ Cores ---> Azul royal e branco
                                 ○Armas ---> Escudo e espada
                                 ○Cristal ---> Lapis Lazuli
                                 ○Kisilas (problemas com) ---> Alguns crustáceos, cajá e quiabo



• Ervas :        Mariwô = Folha de palmeira de dendê
                      Espada de ogum
                      Odun-dun = Folha da costa (saião)
                      Teterégún = Canela de macaco
                      Monam = Parietária
                      Orin-rin = Alfavaquinha
                      Piperégún = Nativo
                      Obô = Rama de leite
                      Eregê = Erva tostão, graminha
                      Ibin = Folha de bicho
                      Afoman = Erva de passarinho
                      Omun = Bredo

• Lenda :
                          Oyá era a companheira de Ogum antes de se tornar mulher de Xangô. Ela ajudava o deus dos ferreiros no seu trabalho; carregava docilmente seus instrumentos, da casa a oficina, e lá manejava o fole para ativar o fogo da forja. um dia, Ogum ofereceu a Oyá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, e que tinha o dom de dividir em 7 partes os homens e em 9 as mulheres que por elas fossem tocadas no decorrer de uma briga.
                           Xangô gostava de vir sentar-se a forja a fim de apreciar Ogum bater o ferro, e frequentemente, lançava olhares a Iansã; esta por sua vez, também o olhava furtivamente. Xangô era muito elegante, seus cabelo eram trançados e usava brincos, colares e pulseira.
Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Aconteceu então o que era de se esperar : um belo dia, ela fugiu com Xangô. Ogum lançou-se a sua perseguição, encontro os fugitivos e brandiu sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo e assim, Ogum foi dividido em 7 partes e Iansã em 9 partes, recebendo ele o noma de Ogum-Mejé e ela o de Yansã, cuja origem vem de Iyámésan (a mãe transformada em 9).
                            Ogum e xangô nunca se reconciliaram, e vez por outra, se degladiavam nas mais absurdas disputas. Certa vez Ogum propôs a Xangô que dessem uma trégua em suas lutas, pelo menos até a próxima lua que chegaria. Xangô fez alguns gracejos aos quais Ogum revidou, mas decidiram por uma aposta, continuando assim a disputa.
                            Ogum propôs que ambos fossem a praia e recolhessem o maior numero de búzios que conseguissem e quem vencesse daria ao perdedor o fruto da coleta.
                              Deixando Xangô, Ogum seguiu para a casa de Oyá e solicitou-lhe que pedisse a Ikú (morte) que fosse a praia no horário em que ele havia combinado com Xangô  Oyá exigiu uma quantia em ouro, o que prontamente recebeu de Ogum. Na manhã seguinte, Ogum e Xangô se apresentaram na praia, iniciando a disputa.
                             Vez por outra se entreolhavam, e Xangô cantarolava sotaques jocosos contra Ogum. O que xangô não percebeu é que Ikú havia se aproximado dele. Xangô levantou os olhos e se deparou com Ikú que riu de seu espanto. Xangô largou sua sacola com os búzios colhidos e desesperado se escondeu de Ikú. A noite ogum procurou Xangô mostrando seu espólio. Xangô, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreio o fruto de sua coleta.








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