Salve minha Mãe Yançã


Eparrei Oyá Eparrei

Oyá é a mulher que sai em busca do sustento; ela quer um homem para amá-la e não para sustentá-la. Desperta pronta para a guerra, para a sua lida do dia-a-dia, não tem medo do batente: luta e vence.LENDAS DE IANSÃ


O Casamento de Iansã e Ogun


Ogum foi um dia caçar na floresta.
Ele ficou na espreita e viu um búfalo vindo em sua direção.
Ogum avaliou logo à distância que os separava e preparou-se para matar o animal com a sua espada.
Mas viu o búfalo parar e, de repente, baixar a cabeça e despir-se de sua pele. Desta pele saiu uma linda mulher.
Era Iansã, vestida com elegância, coberta com panos, um turbante luxuoso amarrado à cabeça e ornada de colares e braceletes.
Iansã enrolou sua pele e seus chifres, fez uma trouxa e escondeu num formigueiro.
Partiu, em seguida, num passo leve, em direção ao mercado da cidade, sem desconfiar que Ogum tinha visto tudo.

Assim que Iansã partiu, Ogum apoderou-se da trouxa, foi para casa, guardou-a no celeiro de milho e seguiu, também, para o mercado.
Lá, ele encontrou a bela mulher e cortejou-ª
Iansã era bela, muito bela, era a mais bela mulher do mundo.
Sua beleza era tal que se um homem a visse, logo a desejaria.
Ogum foi subjugado e pediu-a em casamento.
Iansã apenas sorriu e recusou sem apelo.
Ogum insistiu e disse-lhe que a esperaria.
Ele não duvidava de que ela aceitasse sua proposta.
Iansã voltou à floresta e não encontrou seu chifre nem sua pele.
Ah! Que contrariedade! Que teria se passado? Que fazer?
Iansã voltou ao mercado, já vazio, e viu Ogum que a esperava.
Ela perguntou-lhe o que ele havia feito daquilo que ela deixara no formigueiro.
Ogum fingiu inocência e declarou que nada tinha a ver, nem com o formigueiro nem com o que estava nele.
Iansã não se deixou enganar e disse-lhe:
Eu sei que escondeu minha pele e meu chifre.
Eu sei que você se negará a me revelar o esconderijo.
Ogum, vou me casar com você e viver em sua casa.
Mas, existem certas regras de conduta para comigo.
Estas regras devem ser respeitadas, também, pelas pessoas da sua casa.
Ninguém poderá me dizer: Você é um animal!
Ninguém poderá utilizar cascas de dendê para fazer fogo.
Ninguém poderá rolar um pilão pelo chão da casa
Ogum respondeu que havia compreendido e levou Iansã.
Chegando em casa, Ogum reuniu suas outras mulheres e explicou-lhes como deveriam comportar-se.
Ficara claro para todos que ninguém deveria discutir com Iansã, nem insultá-la.
A vida organizou-se.
Ogum saía para caçar ou cultivar o campo.
Iansã, em vão, procurava sua pele e seus chifres.
Ela deu à luz uma criança, depois uma segunda e uma terceira
Ela deu à luz a nove crianças.
Mas as mulheres viviam enciumadas da beleza de Iansã.
Cada vez mais enciumadas e hostis, elas decidiram desvendar o mistério da origem de Iansã.
Uma delas conseguiu embriagar Ogum com vinho de palma.
Ogum não pôde mais controlar suas palavras e revelou o segredo.
Contou que Iansã era, na realidade, um animal;
Que sua pele e seus chifres estavam escondidos no celeiro de milho.
Ogum recomendou-lhes ainda:
Sobretudo não procurem vê-los, pois isto a amedrontará.
Não lhes digam jamais que é um animal! Depois disso, logo que Ogum saía para o campo, as mulheres insultavam Iansã:
Você é um animal! Você é um animal!!
Elas cantavam enquanto faziam os trabalhos da casa:
Coma e beba, pode exibir-se, mas sua pele está no celeiro de milho!
Um dia, todas as mulheres saíram para o mercado.
Iansã aproveitou-se e correu para o celeiro.
Abriu a porta e, bem no fundo, sob grandes espigas de milho, encontrou sua pele e seus chifres.
Ela os vestiu novamente e se sacudiu com energia.
Cada parte do seu corpo retomou exatamente seu lugar dentro da pele.
Logo que as mulheres chegaram do mercado, ela saiu bufando.
Foi um tremendo massacre, pelo qual passaram todas.
Com grandes chifradas Iansã rasgou-lhes a barriga, pisou sobre os corpos e rodou-os no ar.
Iansã poupou seus filhos que a seguiam chorando e dizendo:
Nossa mãe, nossa mãe! É você mesma?
Nossa mãe, nossa mãe! Que você vai fazer?
Nossa mãe, nossa mãe! Que será de nós?
O búfalo os consolou, roçando seu corpo carinhosamente no deles e dizendo-lhes:
Eu vou voltar para a floresta; lá não é bom lugar para vocês.
Mas, vou lhes deixar uma lembrança.
Retirou seus chifres, entregou-lhes e continuou:
Quando qualquer perigo lhes ameaçar, quando vocês precisarem dos meus conselhos, esfreguem estes chifres um no outro. Em qualquer lugar que vocês estiverem, em qualquer lugar que eu estiver, escutarei suas queixas e virei socorre-los. Eis por que dois chifres de búfalo estão sempre no altar de Iansã.

As oferendas
                                                 

para Iansã são deixadas no mesmo cenário que as de Xangô, local onde também se cumprem as "obrigações": uma pedreira, junto de uma cachoeira ou curso d'água encachoeirado.

Comida para Iansã

Acarajé


Material Necessário:Feijão Fradinho, Camarão Seco Socado, Cebola, Azeite-de-Dendê

Maneira de Fazer:
Coloca-se o feijão fradinho de molho em água, para descansá-lo cru. Depois, moesse o feijão e mistura-se com a cebola ralada, camarão seco socado e deixa-se a massa descansar, coberta por um pano ou uma pedra de carvão no meio. Depois, bate-se bem a massa para dar ponto, e fritam-se bolos tirados com a colher, no Azeite-de-Dendê bem quente.

Frutas:


Manga rosa, uvas, pêra, maçã morango, melão laranja, banana, figo, ameixas, romã, pêssego, pitanga, framboesa e cajá.



Plantas:

Palmas - folhas de uma palmeirinha - são levadas pelos católicos às igrejas e benzidas pelo sacerdote, em cerimônia que evoca o domingo em que Jesus entrou em Jerusalém e o povo agitava ramos, saudando festivamente. O povo liga a palma do Domingo de Ramos a Iansã-Santa Bárbara: queimada, durante as tempestades, protege dos raios.



Oração de Yançã.










Oração de Yançã.


logo_yansa




ORAÇÃO à IANSÃ
Saravá Iansã a grande guerreira, orixá do raio e do vento, que ajuda com sua energia vencer as lutas e as dificuldades.
Saravá Senhora Rainha dos ventos proteja todos nós.
Oyá Deusa do Rio Niger, senhora dos ventos e das tempestades. Coloco em tuas mãos minhas ações na luz de tua luz,

eu te consagro todos os minutos e horas desse dia, meus trabalhos, minhas preocupações, meus desejos e meus laseres são teus.
Dai-me hoje a tua luz poderosa para que eu compreenda todo bem que preciso fazer e tenha força para não ceder o mal que tenta

bater em minha porta, que eu consiga ser mais fraterno, mais irmão, mais compreensivo e capaz de perdoar.
Dirija meus passos no caminho do bem e do amor, e hoje mais que ontem todos nós possamos contar com sua orientação,

com a tua benção e com teu amor.
Com tua espada haveremos de cortar as demandas dos invejosos, dos falsos, dos inimigos, dos olhos grandes, que necessitam de enxergar a verdade.
Dando conformação aqueles que sofrem, com a força dos teus raios, nós te pedimos, que acenda a chama da vida dos que estão desenganados,

dê a eles força para continuar lutando na cura de seus males.
Saravá Iansã majestosa senhora a vossa proteção em vosso louvor em brado unidos saudamos.

Êpa Rei Iansã !!!

Iansã



Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra

e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oiá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo

da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação

ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura

católica de Santa Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso),

mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da

amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.
Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada,

e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que exterioriza

sua cólera.
Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos iorubás, é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Níger,

ou Oiá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água.
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos

consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios

de risco e de aventura - enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma

ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos

em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.
Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso.

É dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas casas é também dona do teto da casa, do Ilê.
Iansã é a Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - seu instrumento litúrgico durante as festas,

uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso, madeira ou metal.
É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma

. Comanda também a falange dos Boiadeiros.
Duas lendas se formaram, a primeira é que Iansã não cortou completamente relação com o ex-esposo e tornou-se sua amante; a segunda lenda garante

que Iansã e Ogum, tornaram-se inimigos irreconciliáveis depois da separação.
Iansã é a primeira divindade feminina a surgir nas cerimônias de cultos afro-brasileiros.
Deusa da espada do fogo, dona da paixão, da provocação e do ciúme. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria o desejo de possuir,

o desejo sexual. É a volúpia, o clímax. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase estou apaixonado, tem a presença e a regência de Iansã,

que é o orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados.

É o ciúme doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão propriamente dita. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado no campo amoroso.

Iansã rege o amor forte, violento.


Características

Cor
Coral (amarelo)

Fio de Contas
Coral (marrom, bordô, vermelho, amarelo)

Ervas
Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Folha de Louro (não serve para banho), Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo,

Colônia, Mitanlea, Folha da Canela, Peregum amarelo, Catinga de Mulata, Parietária, Para Raio (Catinga de mulata, Cordão de frade,

Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca)

Símbolo
Raio (Eruexim -cabo de ferro ou cobre com um rabo de cavalo)


Sincretismo
Sta. Bárbara, Joana d’arc.



Qualidades
Egunitá, Onira, Balé, Oya Biniká, Seno, Abomi, Gunán, Bagán, Kodun, Maganbelle, Yapopo, Onisoni, Bagbure, Tope, Filiaba, Semi,

Sinsirá, Sire, Oya Funán, Fure, Guere, Toningbe, Fakarebo, De, Min, Lario, Adagangbará.

Atribuições
Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência,

para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.




As Características Dos Filhos De Iansã

Seu filho é conhecido por seu temperamento explosivo. Está sempre chamando a atenção por ser inquieto e extrovertido. Sempre a sua palavra é

que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. Não admite ser contrariado, pouco importando se tem ou não razão, pois não gosta de dialogar

. Em estado normal é muito alegre e decidido. Questionado torna-se violento, partindo para a agressão, com berros, gritos e choro.

Tem um prazer enorme em contrariar todo tipo de preconceito. Passa por cima de tudo que está fazendo na vida, quando fica tentado por uma

aventura. Em seus gestos demonstra o momento que está passando, não conseguindo disfarçar a alegria ou a tristeza.

Não tem medo de nada. Enfrenta qualquer situação de peito aberto. É leal e objetivo. Sua grande qualidade, a garra, e seu grande defeito,

a impensada franqueza, o que lhe prejudica o convívio social.
Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas

ao cotidiano repetitivo.
Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa

estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a

coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas.
São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por

um ideal. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo

base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.
Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado

e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior.
São de Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo

- e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida.
Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas, a longo prazo, um filho de

Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões.
Têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar

mais inesperadamente ainda. Se mostram incapazes de perdoar qualquer traição - que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Enfim,

seu temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decência,

o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados. Mas quando estão amando verdadeiramente

são dedicadas a uma pessoa são extremamente companheiras.
Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e

expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não

podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã,

dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.
Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo.



Cozinha ritualística

Ipetê
Cozinhe inhames descascados em água pura sem sal. Frite, a seguir, os inhames cozidos e cortados em rodelas no azeite de dendê e separe.

No próprio azeite que usou para a fritura, coloque o camarão seco descascado e picado e salsa, de modo a fazer um "molho".

Coloque os inhames fritos num prato e regue-os com esse "molho".

Acarajé
Na véspera, ponha o feijão fradinho de molho. No dia seguinte, ele estará bem inchado. Descasque o feijão - grão por grão - retirando o olho preto,

e passe na chapa mais fina da máquina de moer carne. Bata bastante para que a massa fique leve, isto é, até arrebentarem bolhas.

Tempere com sal e a cebola ralada. Ponha uma frigideira no fogo com azeite de dendê e aí frite os acarajés às colheradas (com uma colher das de sopa)

, formando, assim, os bolinhos. Depois de fritos, reserve-os e prepare o molho: soque juntos a cebola, os camarões secos, as pimentas e o dente de alho.

Depois de tudo bem socado e triturado, refogue em uma xícara de azeite de dendê. Sirva os acarajés abertos com o molho, tudo bem quente.

Bobó de inhame
Cozinhe os inhames com a casca e deixe-os escorrer para que fiquem bem enxutos. Amasse-os. Ponha o azeite de dendê numa panela,

junte os camarões secos, a cebola, o alho, o gengibre, a pimenta e uma colherinha de sal. Refogue bem. Acrescente os camarões frescos,

inteiros, e refogue mais um pouco. Junte o inhame amassado como um purê pouco a pouco, às colheradas, mexendo sempre. Cozinhe até endurecer.



Lendas De Iansã

Iansã Passa a Dominar o Fogo
Xangô enviou-a em missão na terra dos baribas, a fim de buscar um preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz.

Oiá, desobedecendo às instruções do esposo, experimentou esse preparado, tornando-se também capaz de cuspir fogo, para grande desgosto de Xangô,

que desejava guardar só para si esse terrível poder.

Como os chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual do culto de Oià-Iansã
Ogum foi caçar na floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um búfalo que vinha em sua direção. Preparava-se para matá-lo quando o animal, parando

subitamente, retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu diante de seus olhos, era Iansã. Ela escondeu a pele num formigueiro e dirigiu-se ao mercado da

cidade vizinha. Ogum apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em seguida, ao mercado fazer a corte

à mulher-búfalo. Ele chegou a pedi-la em casamento, mas Oiá recusou inicialmente. Entretanto, ela acabou aceitando, quando de volta a floresta, não mais achou a

sua pele. Oiá recomendou ao caçador a não contar a ninguém que, na realidade, ela era um animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela teve nove crianças,

o que provocou o ciúme das outras esposas de Ogum. Estas, porém, conseguiram descobrir o segredo da aparição da nova a mulher. Logo que o marido

se ausentou, elas começaram a cantar: 'Máa je, máa mu, àwo re nbe nínú àká', 'Você pode beber e comer (e exibir sua beleza), mas a sua pele está no depósito

(você é um animal)'.
Oiá compreendeu a alusão; encontrando a sua pele, vestiu-a e, voltando à forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Em seguida, deixou os seus chifres

com os filhos, dizendo: 'Em caso de necessidade, batam um contra o outro, e eu virei imediatamente em vosso socorro.' É por essa razão que chifres de búfalo são

sempre colocados nos locais consagrados a Iansã.




As Conquistas de Iansã
Iansã percorreu vários reinos, foi paixão de Ogum, Oxaguian, Exu, Oxossi e Logun-Edé. Em Ifé, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro.

Aprendeu com ele e ganhou o direito do manuseio da espada. Em Oxogbô, terra de Oxaguian, aprendeu e recebeu o direito de usar o escudo.

Deparou-se com Exu nas estradas, com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxossi, seduziu o deus da caça,

aprendendo a caçar, tirar a pele do búfalo e se transformar naquele animal (com a ajuda da magia aprendida com Exu). Seduziu o jovem Logun-Edé

e com ele aprendeu a pescar. Iansã partiu, então, para o reino de Obaluaiê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto,

mas nada conseguiu pela sedução. Porém, Obaluaiê resolveu ensinar-lhe a tratar dos mortos. De início, Iansã relutou, mas seu desejo de aprender

foi mais forte e aprendeu a conviver com os Eguns e controlá-los. Partiu, então, para Oyó, reino de Xangô, e lá acreditava que teria o mais vaidoso dos reis,

e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Iansã aprendeu muito mais, aprendeu a amar verdadeiramente e com uma

paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração.

Iansã Ganha de Obaluaiê o Poder Sobre os Mortos
Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás.

Obaluaiê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro.

Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente,

e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se aproximava dele,

nenhuma mulher quis dançar com ele.
Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse

bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas ekedes. Iansã chegou então

bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto,

transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças, transformara-se num

jovem belo e encantador.
O povo o aclamou por sua beleza. Obaluaiê ficou mais do que contente com a festa, ficou grato. E, em recompensa, dividiu com ela o seu reino.

Iansã então dançou e dançou de alegria. Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos, quando ela dançava agora, agitava no ar o eruexim

(o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo). Iansã tornou-se Iansã de Balé, a rainha dos espíritos dos mortos, a condutora dos eguns,

rainha que foi sempre a grande paixão de Obaluaiê.




Iansã - Orixá dos Ventos e da Tempestade !!!
Oxaguiam (Oxalá novo e guerreiro) estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas,

mas fazia lentamente. Oxaguiam pediu a seu amigo Ogum urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e

cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiam que Oiá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação.

Oiá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado derretia o ferro mais rapidamente

. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiam venceu a guerra. Oxaguiam veio então agradecer Ogum. E na casa de Ogum

enamorou-se de Oiá. Um dia fugiram Oxaguiam e Oiá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiam voltou à guerra e

quando precisou de armas muito urgentemente, Oiá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiam, onde vivia, Oiá soprava em direção

à forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiam da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó,

folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor. E o povo se acostumou com o sopro de Oiá cruzando os ares e logo o chamou de vento.

E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oiá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no

caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oiá e o povo chamava a isso tempestade.



 


 

001-EPARRÊI BELA OYÁ

Emifeê! Odara Iansã! Aleoá! Oleoá! Odara Iabany! Odara Iabany! Oyá! Oyá! Oyá!... Eparrêi! Eparrêi! Eparrêi Iansã!

Eparrêi ó Iansã, eparrêi ó bela Oyá,
Com a sua espada de ouro Iansã,
Venha nos ajudar.
Ó Iansã !

Eparrêi ó Iansã, eparrêi ó bela Oyá!
Com a sua espada de ouro Iansã,
Venha nos ajudar.

A sua espada risca o espaço,
Senhora do mundo Iansã Iatopé,
Eu louvo a sua coroa minha mãe,
Pedindo seu aiaxé o eparrêi.

Eparrêi ó Iansã, eparrêi ó bela Oyá,
Com sua espada de ouro Iansã,
Venha nos ajudar.
Ó Iansã!

Eparrêi ó Iansã, eparrêi ó bela Oyá,
Com sua espada de ouro Iansã,
Venha nos ajudar.

002-ELA É MATAMBA, ELA É OYÁ

Ela é Matamba, ela é Oyá,
Ela é Iansã, neste Jacutá. (bis)

Ela é Matamba do cabelo louro,
Senhora dos ventos,
Da espada de ouro. (bis)

Ela é Matamba, ela é Oyá,
Ela é Iansã, neste Jacutá. (bis)

003-ELA É DONA DO MEU CONGÁ

Iansã é minha mãe,
Ela é dona do meu Conga.

Eparrêi, eparrêi, eparrêi,
Ó Iansã vem me ajudar. (bis)
Ela vence demanda,
É a luz do firmamento,
Com sua espada,
É a dona do vento. (bis)

Eparrêi, eparrêi, eparrêi,
Ó Iansã vem me ajudar. (bis)

004-SARAVÁ DEUSA MAIOR

Saravá Deusa Maior,
Iansã é moça rica. (bis)

Iansã Deusa dos Ventos,
Saravá Moça Bonita. (bis)

Iansã é minha mãe,
Rainha do Jacutá. (bis)

Vem gritando eparrêi,
Roda a saia que eu quero ver,
Filho de Umbanda não tem querer,
Oi, roda a saia que eu quero ver.

Saravá Deusa Maior,
Iansã é moça rica. (bis)

005-PEDIDO DE PROTEÇÃO

(Eparrêi! Eparrêi! Eparrêi Iansã!)

Iansã, Iansã minha Mãe,
Iansã venha nos ajudar,
Estou pedindo proteção pra nós
Iansã limpa nossa voz. (bis)

Eu trago a rosa,
Eu quero agradar,
Iansã é minha Mãe,
Sei que ela vai ajudar.

Eparrê, ê, ê, ê, a, ...
Eu vim pedir proteção,
Confia em mim Orixá. (bis)

Estou aqui minha Mãe,
A rosa eu vim lhe ofertar,
Iansã ó minha Mãe,
Você vai me abençoar.

Eparrê, ê, ê, ê, a,...
Eu vim pedir proteção,
Também a Falange do Mar. (bis)

006-ESPADA DE OURO

(Salve Iansã e sua espada de ouro!)
Risca o céu, dá tormenta,
Uma faixa de luz,
É a espada de ouro,
De Iansã que reluz. (bis)

É a chuva caindo,
É o castigo do vento,
Iansã está reinando,
Lá no firmamento. (bis)

007-OYÁ, OLHA EU OYÁ

Emifeê! Odara Iansã! Aleoá! Oleoá! Odara Iabany! Odara Iabany, Oyá! Oyá! Oyá! ... Eparrêi! Eparrêi! Eparrêi Iansã!...

Eparrêi Iansã! Eparrêi! Eparrêi! Eparrêi!
Eparrêi Oyá! Saravá Iansã!

Oyá, olha eu Oyá,
Eparrêi, eparrêi Iansã! (bis)

Viaja na força do vento,
Do corisco e do trovão,
Senhora da tempestade,
Me dê sua proteção.

Oyá, olha eu Oyá,
Eparrêi, eparrêi Iansã! (bis)

Vencedora de demanda,
Ela é Orixá Guerreira,
Da Coroa de Xangô,
Iansã é a primeira.

Oyá, olha eu Oyá,
Eparrêi, eparrêi Iansã! (bis)

008-IANSÃ DERÊ

(Êparrê! Eparrêi! Eparrêi! Salve Iansã!)

Iansã Derê, Oyê,
Iansã Derê,
Gira no tempo,
Rainha do Vento,
Que eu quero ver. (bis)

Que eu quero ver, ê, ê, ê,
Que eu quero ver.

Gira no tempo,
Rainha do Vento,
Que eu quero ver. (bis)

É de Oriá, Oyê,
É de Oriê.
Gira na gira,
Vai na fé de mi Zambê. (bis)

Iansã Derê, Oyê,
Iansã Derê,
Gira no tempo,
Rainha do Vento,
Que eu quero ver. (bis)

009-ACARAJÉ PARA IANSÃ

(Oyá! Oyá! Oyá! Eparrêi Iansã!)

Trago acarajé para Iansã,
Também meu colar coral,
Pra ela benzer.

E o meu Ilú pra tocar,
No seu Aguerê. (bis)

Pra cedo ir lá,
No seu Acassá,
Salve o seu Otá,
Também seu Pegy,
Povo Iansã, de Egun Nitá,
E todo o meu canto,
É engorossi. (bis)

010-VEM, FILHO DE PEMBA

Eparrêi Oyá! Eparrêi Iansã! Salve Iansã!)

Ó Iansã, Senhora dos Ventos,
Ó Iansã, vem me valer,
Dá proteção pros seus filhos,
Com sua espada, vem nos socorrer. (bis)

Sua coroa é de ouro, ó Iansã,
E brilha no Congá.
Vem saravá Filho de Pemba,
E viva nosso Pai Oxalá, Oyá! (bis)

Ó Iansã, Senhora dos Ventos,
Ó Iansã, vem me valer,
Dá proteção pros seus filhos,
Com sua espada, vem nos socorrer. (bis)

011-SENHORA DOS VENTOS

(Eparrêi Iansã! Eparrêi Minha Mãe!)

Ela é a Senhora dos Ventos,
Ela é a mais linda Orixá,
Ela veio acalmar a tormenta,
Quem mandou, foi meu Pai Oxalá. (bis)

Iansã, minha Mãe Iansã,
Sua espada de ouro no céu brilhou.
Iansã, minha Mãe Iansã,
Obrigado à Senhora,
Porque a bonança chegou.

Ela é a Senhora dos Ventos,
Ela é a mais linda Orixá,
Ela veio acalmar a tormenta,
Quem mandou, foi meu Pai Oxalá. (bis)

012-VENTOU NAS PEDREIRAS

(Eparrêi Iansã!)

Ventou nas matas,
Ventou nas pedreiras,
Que vento forte, nas cachoeiras. (bis)

Não é Oxóssi, nem é Xangô,
É Iansã com seu Batacotô. (bis)

Deusa dos Ventos e do Trovão,
Ó minha Mãe quero sua proteção!(bis)
Ventou nas matas,
Ventou nas pedreiras,
Que vento forte nas cachoeiras.(bis)

013-SEGURA O SEU ERERÊ

Iansã !... Iansã !...
Segura o seu Ererê Iansã !
Segura o seu Ererê Iansã !
Iansã !... Iansã !...
Segura o seu Ererêêêê!... (bis)

014-IANSÃ DOS CABELOS LOUROS

Saravá Iansã dos cabelos louros,
Nas águas do mar tem pérolas,
Nas suas terras tem ouro. (bis)
Auê, ê, ê, ...auê, ê, á,
Saravá Iansã e a Sereia do Mar,
Auê, ê, ê,... auê, ê, á,
Saravá Iansã e a Rainha do Mar. (bis)

015-ENTRA NA GIRA IANSÃ

Iansã é minha Mãe,
Para mim é uma flor,
Vem da Aruanda Iansã,
Dá aos seus filhos,
O seu amor.
Entra na gira Iansã,
Deixa os tambores rufar,
Levanta, levanta Iansã,
Todo o mal que aqui está.

016-CHEGOU SANTA BÁRBARA

Chegou Santa Bárbara,
No céu roncou trovoada,
Relampejou e trovejou, saravá,
O espaço ficou em alvorada.(bis)

Alvorada de lampejos,
E de trovões e clarões,
Escuta o brado,
Moça de casa chegou,
O raio cai do espaço,
E se desfaz na pedreira,
A noite inteira,
Iansã saravou Xangô.(bis)

017-MÃE IANSÃ

Mãe Iansã, sentou na pedra,
Pra esperar meu Pai Xangô,
Veio corisco, veio trovão,
Mãe Iansã não se assustou.
Quem não pode não demanda,
Que Pai Xangô é Rei na Umbanda. (bis)

018-MEU PAI VEIO DA ARUANDA

Meu Pai veio da Aruanda,
A nossa Mãe é Iansã. (bis)

Oi gira deixa a gira girar,
Oi gira deixa a gira girar,
Pai Xangô, Iemanjá, Oyá,
Oi deixa a gira girar.
Deixa a gira girar!... (bis)

019-IANSÃ VENCEDORA
Jerônimo C. Grossmann

Vento ventou, ventania,
Trovoada está no ar! (bis)
É Iansã que vem chegando,
P’ra seus filhos ajudar. (bis).
Na mão direita ela traz,
A sua espada dourada,
Sobre a cabeça a coroa,
Rainha da Trovoada. (bis)

Ieparrê, minha mãe !
Venha na fé de Oxalá,
Abençoe o nosso Ilê,
Força e luz deste congá. (bis)

020-RAINHA DO CONGÁ

Iansã, Orixá da Umbanda,
Rainha do nosso Congá,
Oi saravá Iansã lá na Aruanda,
Eparrêi, o eparrêi ,
Iansã venceu demanda!
Iansã, sarava Pai Xangô,
No céu um trovão roncou,
E lá na mata o leão bradou,
Saravá Iansã, saravá Xangô.

021-IANSÃ CADE OGUM
(Clara Nunes)

Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...
Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..
Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...
Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..

Iansã penteia,
Os seus cabelo macios,
Quando a luz da lua cheia,
Clareia as águas do rio.
Ogum sonhava,
Com a filha de Nanã,
E pensava que as estrelas,
Eram os olhos de Iansã.

Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..
Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..
Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...
Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...

Na terra dos Orixás,
O amor se dividia,
Entre um Deus que era de paz,
E outro Deus que combatia.
Como a luta só termina,
Quando existe um vencedor,
Iansã virou Rainha,
Da coroa de Xangô.

Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..
Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...
Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..
Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...
Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...
Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..
Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar...
Mas Iansã cadê Ogum, foi p'ro mar..

022-PONTO DE SUBIDA

A Mãe Iansã já vão embora,
De Oxalá veio o chamado,
Nós pedimos sua benção,
Queremos ser abençoados.

024

Moça rica com sua espada luminosa,
Sua coroa é cravejada de brilhantes - (bis)
Quimbanda, auê! Quimbanda, auê!
Atraca, atraca, que vem Nanã, Ei-ah! - (bis)
É Nanã, é Oxum,
É Mamãe Iemanjá, Ei-ah!
É Nanã, é Oxum,
É sereia do mar, Ei-ah!
É mamãe Iemanjá, Ei-ah!

025

Vinda, vinda có có
Vai na Angola girá
Samba lelê, ó, quirombó
santa Bárbara de Jacutá

026

Estava na beira da praia
Chorou, chorou!
Estava na beira da praia
Chorou, chorou!
Chorou na Macumba Iansã
Chorou na Macumba Iansã - (bis)

027

Eu vi Santa Bárbara no céu
A trovoada roncar lá no mar - (bis)
Ó pô pô i!
Pô pô iô. - (bis)

028

Eu vi Santa Bárbara e Xangô
Estavam sentados em cima da pedra...
Estavam rezando p'ra todos os seus filhos
Xangô é homem que vai para a guerra.

029

Iansã chegou no reino
Chegou, com chuva e com vento
Ela é dona do Jacutá, veio saravá
Os seus filhos no gongá.(bis)

030

O ronco da pedreira
E a trovoada
Ecoou lá na mata,
Ecoou lá na serra.
Todo povo de Iansã,
Todo povo de Xangô,
Chegou cá na terra,
Chegou para a guerra.

031

Numa bela noite, eu caminhava,
Sozinho pedindo proteção,
Deu um relâmpago
O céu clareou
Ajoelhei-me,
E Iansã me abençoou.

032

Iansã rainha dos astros,
Iansã é Moça de imbera,
Iansã é Adelina,
Iansã também se chama Oyá.

033

Eparrêi, eparrêi!
Eparrêi, salve Oyá,
A mais linda Orixá!(bis)
Guerreira do Bem contra o Mal,
Mensageira do Pai Oxalá. (bis)

Eparrêi, eparrêi!
Saravá minha Mãe Iansã, (bis)
Meu escudo na luta de hoje,
A vitória no meu amanhã. (bis)

034-IANSÃ

Iansã, Iansã chorou pra mim,
Chorou, chorou... (bis)
Chorou pra mim,
Chorou pra mim,
Chorou no mar,
Iansã chorou pra mim,
Pra Iemanjá (bis)

036-IANSÃ

Iansã tem um leque de penas,
Pra abanar dia de calor... (bis)
Iansã mora na pedreira,
Eu quero ver, meu Pai Xangô (bis)

037-OYÁ -IANSÃ

Oyá, Oyá, quando vem da aldeia,
Ela vem girando com a lua cheia... (bis)
Ó Iansã, menina dos cabelos louros,
Ó Iansã, tua coroa é de ouro. (bis)

038-IANSÃ DA PRAIA

Ela estava na beira da praia, chorando...
Chora na macumba Iansã,
Chora na macumba Iansã,
Chora na macumba Iansã ! (bis)

039-IANSÃ

Ó Iansã, ela é dona do Jacutá,
Ó Iansã, ela é dona do Jacutá,
Guena, guena apopô,
Guena, guena orirá. (bis)

040-VENTANIA

Ventou oi que ventania. (bis)

O Iansã é nossa mãe,
O Iansã é nossa guia. (bis)

045-IANSÃ DE OURO

O Iansã menina,
Dos cabelos louros,
Oi onde você mora,
Oi na mina de ouro.

046-IANSÃ DE ARUANDA

Lelê lê lê,
Lelê lê lê de Aruanda aê,
Lelá lê lê,
Lelê lê lê, Aruanda á.
Eparrêi, Aruanda ê,
Iansã, Aruanda á.

047-O JACUTÁ DE IANSÃ

Oi ela é uma moça bonita,
Ela é dona do seu Jacutá. (bis)

Eparrê, eparrê, eparrê,
Oh Mamãe de Aruanda,
Segura a banda que eu quero ver.
Eparrê, eparrê, eparrê,
Oh Mamãe de Aruanda,
Segura a pemba que eu quero ver.

048-DUAS VENTAROLAS

Eram duas ventarolas,
Eram duas ventarolas,
Que ventavam em alto mar...
Uma era Iansã, eparrê,
A outra era Iemanjá, iodociá.

049-IANSÃ VEM SARAVAR

Tempo que rola tempo,
Tempo que vai rolar.
Tempo que rola tempo,
Iansã que vem saravar.
Parrei, parrei, parrei,
Minha Mãe de Aruanda,
Segura a gira que eu quero ver. (bis)

050-JACUTÁ DE STA BÁRBARA

Santa Bárbara virgem,
Segura meu jacutá,
Saravá Iansã no tempo,
Segura o meu endá.

051-ELA VEM NA VENTANIA

A sua espada é de ouro,
A sua saia bem rodada.
Ela vem na ventania,
Santa Bárbara abençoada.

052-VALEI-ME IANSÃ

Meu Deus do céu,
Temporal ventou na mata.
Valei-me minha Santa Bárbara,
Que ventania desacata.
Olha a saia dela,
Olha a saia dela,
Olha a saia dela que o vento leva,
Olha a saia dela.
É ventania,
Venta aqui, venta acolá,
Minha Mãe Iansã,
Rainha deste jacutá.

054-MAMÃE DE ARUANDA

Ieparrê Iansã ! Ieparrê Iansã !

Iansã é a Rainha dos Ventos,
Deusa dos Raios,
Do Corisco e Trovão. (bis)

Ieparrê, ieparrê, ieparrê !
Ó Mamãe de Aruanda,
Ela vem na Umbanda,
Visitar seu Elê. (bis)

Bate paô, Yaô, bate paô !
Bate paô, Yaô,
Rainha da bate paô ! (bis)

055-IANSÃ – CD 07

Eparrê Oyá ! Eparrê Iansã !

Iansã orixá de Umbanda,
Rainha do nosso gonga. (bis)

Sarava Iansã lá na Aruanda,
Eparrê, parrê !
Iansã venceu demanda.

Iansã saravou Pai Xangô,
No céu trovão roncou,
E lá na mata leão bradou,
Sarava Iansã !
Saravá Xangô. !

056

Eparrê Oyá ! Eparrê Iansã !

Oyá é moça rica,
Ela é filha de Xangô. (bis)
Iansã sentou na Umbanda,
No seu reino saravou. (bis)

057

Eparrê Oyá ! Eparrê Iansã !

Eh ! Iansã !
Eh ! Iansã !
Segura o seu ererê Iansã ! (bis)
Oh ! Iansã !.
Oh ! Iansã !
Segura o seu ererê ! (bis)
Eh ! Iansã !
Eh ! Iansã !
Segura seu o ererê Iansã ! (bis)
Oh ! Iansã !.
Oh ! Iansã !
Segura seu o ererê! (bis)

058-CANTO à IANSÃ

Eparrê Oyá !
Dona dos ventos,
Mensageira de Oxalá,
Saravá Santa Guerreira,
Dona do fogo e da lua,
Minha santa padroeira,
Que o meu destino conduz,
Proteção para seus filhos,
Eparrê ó bela Oyá,
Moça Rica da Umbanda,
Venha nos abençoar.
Eparrê Bela Oyá.

059-LOUVO O VENTO

Iansã, meu Orixá estrela guia,
Tu és a própria ventania,
Em meu terreiro sempre louvo
Em meu congá,
Tu és, a Moça Rica és formosa,
É s minha Mãe a linda rosa,
Nos jardins suspensos,
De Pai Oxalá,
Guerreira,
É s minha força, minha fé,
Guardo comigo teu axé,
O misticismo da Bahia,
Louvo teu lindo relampear,
Ilumina o meu passar,
Senhora da ventania.

Louvo vento, louvo raio,
Louvo o relampear,
Saravá Santa Guerreira,
Saravá teu jacutá. (bis)

060-NO MEIO DO BAMBUZAL

Brilhou, no meio do bambuzal,
Uma estrela, a iluminar. Oi! (bis)

Mais ela era, Iansã,
Que clareava, seu oferendal. (bis)

E clareava, luzes multicores,
Que a sinhá trazia Iaiá,
No seu aguidar. (bis)

Tem acarajé o sinhá,
Tem, tem, tem ! (bis)

061

Eparrei Iansã !!!

Olha,
Bambuzal tão lindo,
Eu feliz vou indo,
Louvar minha mãe.
Era uma manhã brejeira,
Iansã Guerreira,
Vou lhe visitar.
Levo acarajé,
Levo o que puder,
Levo minha fé,
Eu vou pra lhe louvar.
Oh! Virgem,
Minha mãe do céu,
Olha a cobra grande,
Que vem pra me pegar.
Cobra danada,
Imagem do mal,
Foi fazer morada,
Lá no Bambuzal.
Um céu azul,
Um sol dourado,
Um raio então,
E tudo terminado.
E sobre as cinzas,
Do inimigo derrotado,
Vou louvar a mãe,
Iansã, muito obrigado.

062 – NO ARERÊ DE IANSÃ

No Arerê de Iansã,
Rei Congo chegou,
No Arerê de Iansã,
E seus filhos salvou.

Lá de Aruanda,
Rei Congo chegou,
Vencendo demanda,
E o Terreiro firmou.

LOUVAÇÃO AO REINO DOS ORIXÁS

Eparrei Oyá! Eparrei Iansã!
Odoiá ! Omio, omiodô!
Aieieu Oxum!

Louvo o Vento de Iansã,
Louvo o Mar de Iemanjá! (bis)

A Cachoeira de Oxum,
A Aruanda de Oxalá! (bis)

Louvo Xangô na Pedreira,
Louvo Ogum no Humaitá!(bis)

Louvo Oxossi na Mata,
Louvo todos os Orixás! (bis)








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