Amor, palavra de ordem na gira

Amor, palavra de ordem na gira!

“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rom. 13,10)

“Chegado mais um dia para exercer minha mediunidade! Que bom amanhã é dia de gira!”.

Todos os dias por todo o nosso país e por diversos outros países médiuns de Umbanda começam suas preparações para irem para as giras.

Fazem seus preceitos (dieta alimentar, banho de imantação, etc) e vão até seus terreiros. Assim como nós todas as sextas-feiras e algumas segundas-feiras.

E logo pensamos: “Hoje vou estar pronto para ajudar meu semelhante. Quero me doar, quero permitir que as entidades possam realmente passar sua luz e energia aos espíritos, encarnados e desencarnados, que estarã no terreiro.”

Chegando no terreiro, olhamos a assistência e vamos nos trocar, conversar, etc.. Toca o adjá e nos deslocamos até o congá para mais um dia de gira. “Pronto agora vou me concentrar e me doar.”

Muitas vezes sequer temos este pensamento, não é verdade? E vejam que este pensamento não basta! É sim um bom e grande início, fundamental até, mas não é tudo! Você imediatamente vai pensar: “O nosso Pai-de-santo endoidou! o que ele vai querer agora?”
Nossa postura enquanto umbandistas deve ser diária. Mas não é isso que quero falar hoje, quero falar de nossa postura antes e durante a gira. Devemos olhar para a assistência e agradecer a cada um que ali está. Olhar para todos os cantos e agradecer a todos os espíritos desencarnados e necessitados que ali estão. Entender que não somos nós que estamos ajudando eles. Que esta relação de nós ajudamos e eles (assistência) são ajudados. Pois isto é uma mentira!

Um terreiro só existe quando existe assistência, encarnada ou desencarnada! São os irmãos da assistência que darão a oportunidade sagrada para o nosso trabalho, para o nosso resgate kármico, para a abençoada tarefa de exercício mediúnico.

Ou seja, a assistência não pode e não deve ser encarada como pessoas que estão lá para receberem algo de nós.

Porque nós é que vamos receber a oportunidade, nós é que estaremos recebendo esta dádiva.

Quem dará aos irmãos da assistência e a nós, são os Orixás por meio dos guias e protetores.

Você poderá dizer que está dando o seu tempo, seu suor! É verdade, nós realmente estamos dando muita coisa, sacrficando outras. Ms sem neanhuma dúvida não estamos fazendo favor a ninguém! E este pensamento, o de fazer favor aos outros, é que devemos abolir completamente.

Afinal ele é o irmão do orgulho, primo do egoísmo e marido da soberba. Nós não estamos fazendo favor a ninguém, senão a nós mesmos!!!

Estamos na gira para ajudar! Sem dúvida. Estamos na gira para nos doarmos! Sem dúvda.

Estamos na gira para praticar a caridade e exercer o amor! Sem nenhuma sombra de dúvida.

E tudo isto não significa em absolutamente nada que estamos fazendo um favor a quem quer que seja.

Amar de forma verdadeira e plena, e assim praticar a caridade, exercer a doação de mente, corpo e alma, e ajudar a todos que se deslocarem até um terreiro esta é a nossa tarefa! E devemos fazê-lo com humildade, e nunca nos sentindo superiores aos irmãos da assistência, pois de fato não o somos.

Seguindo esta lógica e esta postura como olhar para a assistência e não agradecer a cada um por ali estarem? Como não nos curvarmos diante de cada um ali e perceber como eles são importantes, e como a Umbanda é abençoada por me dar esta oportunidade?

Como não tratar todos que vão ao nosso terreiro com muito respeito, com muito amor e devoção?

Com esta postura não podemos tratar ninguém com desdém, com superioridade, com arrogância como se fôssemos os salvadores!

Olhar para cada um da assistência e nele enxergar Deus, e tratá-lo como se Deus fosse, como se fosse um ente que mais gostamos, esta será a nossa postura! Não só nas consultas, não só incorporados, mas antes da gira, na hora de chamar para as consultas, nos intervalos, enfim, demonstrar que o Amor é a palavra de ordem na gira!!!!

Deixar todos confortáveis, fazer com todos se sintam acolhidos, bem-vindos, e que aquele local (o terreiro) sempre estará de portas abertas para eles e que sempre serão recebidos com amor e felicidade, com alegria mesmo.

É mais que uma postura, é um dever de cada um dos médiuns. E é o começo de nossa atividade enquanto umbandistas, é o início dos trabalhos de caridade da Umbanda, é o amor em exercício!

Tratem todos como gostariam de ser tratados! isto é o mandamento de Cristo: Amar o teu próximo como a ti mesmo!

Obrigado a todas as pessoas que vão até nosso terreiro, a todos os espíritos que até lá se locomovem, afinal vocês são a razão de existir de nossa casa! Que os Orixás abençoem a cada um de vocês, e a todos os médiuns de Umbanda para que possamos juntos fazer de nosso mundo um mundo de Amor e Paz e assim que seja pleno de luz.

A paz almejada é a paz essencial, aquela que surge após um período de conquista, a qual é necessário travar “lutas” na busca de vencer e ser merecedor. Não almeje o céu antes de sentir que para se estar lá é preciso entender o seu merecimento, imagine que este céu já está em você, só é preciso abrir a porta, e para abrir a porta é preciso virar a chave.

Se a diante for preciso lutar para chegar em algum lugar, lute com bravura e dignidade,

com astucia e vontade, esta luta deve ser sem ferir pessoas, sem sangue e sem dor.

Esta luta tem que ser entre você e você mesmo, a qual te liberta verdadeiramente

, ora não estamos falando pra você sair a passar pela sua moral ou pisar em seus irmãos, estamos falando pra você se orientar e tirar as forças do seu âmago para caminhar… Você quis isto, você almejou lutar para conseguir as suas conquistas, você é um guerreiro, calma, não saia desesperadamente atrás de algo, elabore um plano, faça uma estrutura, deixe a vida desenrolar…. Siga o seu mapa, passo a passo, veja quem pode lhe ajudar a conquistar, almeje e vá em direção a sua conquista, confie, aquiete-se, reflita e medite no silencio da sua mente, peça ajuda à nos Anjos, que estaremos prontos para lhe dizer, mas é preciso também que você esteja pronto para ouvir. Você é vencedor e merece ser feliz. Nós anjos estamos com você! Busque as suas virtudes.

O ATO DE SAUDAR NA UMBANDA

O Umbandista respeitoso e religioso deve sempre que entrar em um Centro, Saudar respeitosamente as Forças que sustentam aquele Centro e o próprio médium.
Deve-se no primeiro momento Saudar as Forças dos Srs. Guardiões e das Sras. Guardiãs assentadas na Tronqueira agradecendo a permissão de sua entrada naquela Casa Santa, agradecendo o recolhimento e encaminhamento de espíritos negativos que é realizado no ato da “simples” saudação,agradecendo a guarda, a força e a proteção que ELES realizam.

Em segundo momento Saudar o Congá e o Altar, local Sagrado de um Centro que deve ser respeitado e é onde se realiza a grande troca de energia, pois todas as Irradiações Divinas estão sendo projetadas sobre todos aqueles que reconhecem o PoderDivino.
O ato de “Bater Cabeça” não deve ser um “costume”, mas sim uma atitude de reverência diante dos Sagrados Orixás, é nessa hora que comungamos com Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Oba¬luayê e Iemanjá pedindo que mantenha nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, que mantenha nossos ouvidos fechados para a intriga e para a curiosidade que alimenta a fofoca, que mantenha nossos corações abertos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança,que mantenha nossa mente aberta para o discernimento, para a sabedoria e para a paciência, que mantenha nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos de Deus, da Leie da Justiça. É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única e excelsa que temos por estar diante do Poder Divino.
Em terceiro lugar e não menos importante, o médium deve Saudar e tomar a Benção de seu Pai ou Mãe Espiritual. Quando isso ocorre, o “filho” está reconhecendo seu Pai Espiritual como o detentor dos conhecimentos da Lei de Umbanda e como seu orientador, que o conduzirá,sustentará e protegerá dentro da doutrina religiosa Umbandista.
“Tomar a Benção” é um procedimento de reconhecimento de Grau e de respeito à Hierarquia, pois o Pai Espiritual é a voz, é a força, é o representante e o intermediário dos Orixás aqui no plano material e ele é escolhido e preparado pelas próprias Forças Divinas, pois se assim não fosse, não conseguiria sustentar uma gira ou realizar um “simples”desenvolvimento.
Cada Centro tem a sua forma de saudar o Pai Espiritual, mas quando o médium toma entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual, a beija respeitosamente, leva-a até a sua testa e a beija novamente, este ato representa o desejo de que aquelas mãos preparadas o conduza aos serviços de Deus ajudando-o a adquirir conhecimentos Sagrados.Ao dizer: “Daí-me Pai, a sua benção” e o Pai Espiritual responder “Seja Oxalá quem lhe abençoe” ele está saudando acima de tudo a Trindade Divina e sendo abençoado POR OLORUN, POR OXALÁ E POR IFÁ.

As mesmas atitudes devem ser realizadas ao sair do Centro, pois o médium sai do Sagrado para o Profano.

A Mãe ou Pai Pequeno é a segunda voz dentro do Terreiro.

Suas forças deverão ser firmadas e assentadas no Terreiro, assim como sua Esquerda, portanto é algo MUITO SÉRIO e que deve ser realizado com muita consciência tanto do Dirigente quanto do médium que está se preparando para o cargo.

Mãe-Pequena ou Pai-Pequeno é o médium escolhido pelo Guia Chefe e automaticamente pelo Dirigente do Terreiro para substituí-lo quando necessário.

Para a Mãe ou Pai de Santo é uma pessoa de suma confiança que irá substituí-lo e dar continuidade ao seu Trabalho em qualquer momento.

Portanto, a Mãe ou Pai Pequeno é responsável pela continuidade do Terreiro, sempre dentro dos mesmos moldes praticados pela sua Mãe ou Pai Espiritual.

Para tanto já deve ter feito todas as obrigações e estar preparado para assumir o Terreiro a qualquer momento.

Os ensinamentos, com todos os “segredos da Umbanda” e as preparações deverão ser passadas à Mãe ou Pai Pequeno pelo Chefe do Terreiro.

A Coroação, em si, é feita somente pelo Guia Chefe do Terreiro.A Coroação é o ritual que dará ao médium o título e a condição de sacerdote da religião umbandista e é o compromisso espiritual deste médium com a Umbanda, a partir do qual ele não deverá mais abandoná-la enquanto suas próprias entidades considerarem que ele tem condições de participar ativamente.

Consiste numa imantação individual e completa que formará uma ligação contínua e potente entre o médium e os Orixás, principalmente os Orixás de coroa e o Guia Chefe do médium.

Obrigações O médium deverá já ter sido batizado ou convertido dentro da Umbanda.

Deverá ter feito suas obrigações e ter sido Iniciado na Umbanda. Importante também é ter consciência do grande passo que está dando e ser responsável por cada ato que praticar.

1) Oferenda consagratória a todos os Orixás, com Amacis e preceitos específicos, realizadas nos Pontos de forças com a oferenda ao Guardião de cada Orixá; amacis consagratórios preparados com antecedência e de acordo com cada Força; cumprir preceitos, banhos e defumações específicos (descarrego, energético, equilibrador, proteção, específico referente à Força, imantador e fixador). Nas oferendas dos Orixás de Coroa do médium deverá consagrar elementos como Otá, toalha e ferramentas para o futuro assentamento. Esses elementos deverão ficar guardados no Terreiro cobertos e longe de qualquer olhar.

2) As Entidades que acompanham o médium deverão se apresentar e confirmar seus nomes, seus pontos riscados e linhas de trabalho, para que possam ser oferendados e firmados (isso deverá acontecer em giras específicas).

3) Depois de tudo feito e ensinado é marcada a data da coroação. Em um período de três ou sete dias que antecede a data da coroação o médium deverá ficar em retiro dentro do terreiro deitado na esteira previamente limpa e consagrada ao Orixá Regente, fazendo nesse período todos preparativos e firmezas como defumações, banhos e as oferendas religiosas de seus Orixás. Deverá confeccionar suas guias (brajás, quando permitido) e toalhas bordadas, assim como ativar os seus assentamentos dos Orixás de frente, ajuntó e da Esquerda dentro do terreiro.

4) No dia da coroação todo o ato deverá ser religioso, ou seja, o Guia Chefe é quem irá Consagrar a coroa daquele médium, usando os elementos simbólicos da Umbanda.

O dirigente deverá somente esclarecer e dar consciência a todos, e ao médium em questão, sobre a importância dessa coroação.

Na data marcada para a coroação todo o terreiro, os médiuns, a curimba, os cantos, deverão ter sido preparados, com muitas flores, elementos simbólicos, cuidados e detalhes.

Deverá ser um dia de grande alegria, afinal mais um médium umbandista assume seu sacerdócio jurando fidelidade à verdadeira Umbanda, consciente de suas obrigações e se tornando incansável no carregar da bandeira Branca de Oxalá.

Jurando seus préstimos em prol da sociedade, prestando sempre ações caritativas e jurando cumprir o mandamento cristão “Amar ao próximo como a si mesmo e a Deus acima de todas as coisas”Juramentos deverão ser pronunciados pelo médium em voz alta e diante do altar, criando um momento de grande emoção a todos:

Juramento UmbandistaAo abraçar a fé umbandista, eu juro solenemente perante Deus e os Orixás: Aplicar os meus dons de mediunidade somente para o bem da humanidade; Reconhecer como irmão de sangue, os meus irmãos de crença; Praticar com amor a caridade; Respeitar as leis de Deus e a do homem, lutando sempre pela causa da JUSTIÇA e da VERDADE; Não utilizar e nem permitir a utilização dos conhecimentos adquiridos num terreiro para prejudicar a quem quer que seja.

Salve a Umbanda, Salve os Sagrados Orixás.de Pai Ronaldo de Linares Pombinho Branco O ponto “Pombinho branco mensageiro de Oxalá” poderá ser cantado somente pelo médium depois da coroação como forma de juramento.

Oração de São Francisco

Essa oração também é uma excelente opção de juramento, é a oração que melhor expressa o que é ser um verdadeiro médium.

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.Ó Mestre,

Fazei que eu procure mais.Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.

 

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