Banhos Ritualísticos na Umbanda

Banhos Ritualísticos na Umbanda

Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, a fim de fornecer-lhe equilíbrio energético físico, mental e espiritual. Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, afastar más influências, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do médium, através da desobstrução dos chacras, purificar o corpo para os trabalhos na Umbanda. Tem grande importância na manutenção do corpo. Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós,

em geral, podemos usá-los Os banhos de ervas devem ser jogadas dos ombros pra baixo, NUNCA na cabeça, a não ser que seja recomendação de um chefe de terreiro ( entidade chefe de uma casa ou terreiro).

Temos algumas categorias de banhos:
a) Banhos de Descarrego
b) Banhos de Defesa
c) Banhos de Energização
d) Banhos de Fixação

a- Banhos de Descarrego
Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido. Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Toda esta egrégora formada por pensamentos e ações, vão criando larvas astrais, miasmas e toda sorte de vírus espirituais que vão se aderindo na aura das pessoas.
Há dois tipos de banhos de descarrego:

1-Banho de Sal Grosso: Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso, que misturado com a água forma um excelente agente de limpeza do corpo e da aura.
O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo. Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade. Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa. Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso.

2-Banho de Descarrego com Ervas:- Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada a uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente a aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas. Algumas ervas que são muito boas para este banho: arruda, guiné, espada de São Jorge, aroeira, folhas de fumo, etc.

b- Banho de Defesa
Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. Usamos, quando vamos conhecer um outro terreiro e não sabemos se ele é ou não idôneo, pois, infelizmente, ainda existem aqueles que usam o nome do Umbanda para comercializar a fé alheia. Quando vamos num sítio energético para determinados rituais com ou sem incorporação. As ervas para estes banhos, podem ser aquelas relacionadas ao próprio Orixá regente da pessoa, ou aquelas que uma entidade receitar.

c- Banho de Energização
Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabeleçam o equilíbrio energético, através de um banho de energização. É um banho que devemos usar quando vamos participar das giras. Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somos ou não médiuns. Um bom e simples banho: pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim.

d- Banho de Fixação
Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima. As ervas utilizadas para este tipo de banho estão diretamente relacionadas ao Orixá regente do médium e à entidade atuante. São assim receitados apenas por um verdadeiro chefe de terreiro ou médium-magista ou pela própria entidade.

Preparação dos Banhos
Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes:
Ø A colheita deve ser feita em fases lunares positivas. (nunca na minguante). (Ao adentrar numa mata para colher ervas ou mesmo num jardim, saudamos sempre Oxossi que é responsável pelas folhas).
Ø Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo.
Ø Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas.
Ø Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usemos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a.
Ø Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes.
Ø Lavar as ervas em água limpa e corrente.
Ø Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois a energia contida nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho.
Ø A quantidade de ervas, que irão compor o banho, são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de banho. Por exemplo, num banho de defesa, usamos três tipos de ervas (guiné, arruda e alecrim).
Ø Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito.
Ø Alguns banhos, são feitos com água fria e as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água.
Ø Banhos feitos com água quente devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar.
Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a mistura, liberando a energia das ervas.
Ø Acender uma vela para o anjo de guarda e manter-se em oração e concentração, já que se está realizando um ritual.
Ø Os banhos não devem ser feitos nas horas abertas do dia (06 horas, 12 horas ou meio-dia, 18 horas e 24 horas ou meia-noite), pois as horas abertas são horas “livres” onde todo o tipo de energia “corre”. Só realizamos banhos nestas horas, normalmente os descarregos com ervas, quando uma entidade prescrever (normalmente um exu).
Ø Não se enxugar esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho.
Ø Embora todo o corpo seja banhado, a parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora.
Ø Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas. Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num saco plástico e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente.
Outros Banhos
Além destes banhos preparados, podemos contar com outros tipos de banhos, que podem ter algum efeito, dependendo da maneira que os encaremos:

Banhos Naturais
São banhos que realizamos em sítios energéticos, onde as energias estão em abundância. Neste caso, não precisamos em nos preocupar em não molhar os chacras superiores (coronário e frontal), localizados na cabeça, é uma ótima chance de naturalmente tratar da “coroa”, claro que se efetuarmos em locais livres da poluição.
Dentre eles podemos destacar:

Banhos de Mar
Ótimos para descarrego e para energização, principalmente sob a vibração de Yemanjá. Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença para o povo do mar e para Mamãe Yemanjá. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas e sob o sol.

Banhos de Cachoeira
Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma. Saudemos, pois Mamãe Oxum e todo povo d’água. Ideal se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol.

Banhos de rio e lagoas
Tem também grandes propriedades, desde que não estejam poluídos. Saudemos Nanã Buruquê.

AOS MÉDIUNS EM DESENVOLVIMENTO: somente quem pode indicar banho de COROA (chakra coronário, no alto da cabeça) são os chefes da casa, jamais outros médiuns ou suas entidades podem passar esses banhos para os médiuns em desenvolvimento.

— com Carlos Luiz Pimenta

      casca


As oferendas

As oferendas existem desde o início dos tempos, independente das religiões encontradas hoje no mundo. Surgiram de um ato instintivo do ser humano em sua necessidade de pedir o auxílio divino e de agradecer pelas graças recebidas. São atos que envolvem o lado religioso e magístico do ser humano e da natureza onde vivemos. Podemos fazer oferendas de agradecimento, de pedido de ajuda, de desmagiamento negativo, de descarrego, propiciatória, purificadora, de ritual de firmeza de forças e de ritual de assentamento de forças e poderes espirituais.

A oferenda religiosa é um ato de respeito, de amor e de devoção através do qual é possível intensificar o agradecimento pelas bênçãos recebidas e o pedido de saúde, de força, de proteção, de amparo e de sustentação em todos os sentidos de nossas vidas. Através das oferendas, nos colocamos de joelhos diante das Divindades e abrimos nossos corações criando uma ligação mais forte e poderosa que imediatamente nos envolve e começa a atuar em nós. Quando vamos a um ponto de forças para oferendar um ou mais Orixás, se nos posicionamos com amor, reverência e fé, um portal é aberto estabelecendo uma passagem entre o plano físico e o plano espiritual daquele ponto de forças e entre as dimensões a ele ligadas. Por este portal vêm aqueles que irão receber as nossas oferendas no plano espiritual e irradiar sobre nós as suas energias vivas e divinas que atuarão em nosso benefício. Normalmente, recebemos as irradiações dos Orixás que oferendamos enquanto um de seus filhos ou filhas (naturais ou elementais) vem ao nosso encontro. Este contato é rápido e devemos estar em sintonia com a natureza do local, mantendo nossas mentes e nossos emocionais livres de pensamentos e sentimentos negativos e desequilibrados.

Ir à um ponto de forças fazer uma oferenda requer todo um preparo anterior. Devemos firmar o nosso anjo da guarda, tomar um banho de ervas para descarregar as energias negativas e harmonizar nosso ser espiritual a fim de nos preparar para nos posicionar diante dos Orixás vibrando o mínimo possível de desequilíbrios para que possamos estar receptivos às suas energias e não causarmos desequilíbrios em seus pontos de forças naturais. Para que possamos compreender melhor esta necessidade, basta pensarmos que estaremos diante de seres da natureza que possuem uma energia e vibração pura e muito sutil, sendo estes seres muito sensíveis aos nossos desequilíbrios e desarmonias. Assim, devemos nos preparar para pedir auxílio mas sem causar nenhum dano e desarmonia ao meio natural onde vivem. Podemos fazer uma analogia citando um exemplo muito comum em nosso dia a dia, quando vamos visitar a casa de alguém, tomamos banho, colocamos uma roupa limpa e também limpamos nossos pés antes de entramos em sua residência. É muito simples, devemos proceder da mesma forma quando vamos a um ponto de forças da natureza oferendar um Orixá e abrir um portal para que possamos estar juntos naquele momento no plano espiritual daquele local. Também não devemos falar alto, falar palavrões e mantermos conversas profanas ou termos condutas desleixadas e desrespeitosas, pois tudo é observado pelos Senhores Tronos Regentes e Guardiões dos pontos de forças da natureza que podem até mesmo se recusar a receber nossas oferendas se nos posicionarmos com desrespeito em suas moradas naturais. Devemos lembrar que eles são amorosos mas são muito rigorosos no que diz respeito às nossas posturas e sentimentos íntimos negativos.

SUGESTÃO DE PROCEDIMENTOS PARA REALIZAR OFERENDAS NOS PONTOS DE FORÇAS DA NATUREZA

1º Escolher o local de acordo com o Orixá que se deseja oferendar a fim de solicitar auxílio ou agradecer.

2º Logo na entrada do ponto de forças, deve-se escolher um local seguro à esquerda de quem entra, onde as velas não poderão causar nenhum tipo de incêndio ou outro dano à natureza e deve-se oferendar os Senhores Guardiões e a Senhora Guardiã do ponto de forças pedindo licença para entrar e realizar a sua oferenda e pedindo a sua força, a sua proteção e o seu amparo enquanto você estiver dentro do ponto de forças por eles guardado. Esta oferenda pode ser bem simples, bastando uma vela para cada um e, se preferir, acompanhando com charuto, cigarro e a bebida de específica deles (é claro que o ideal é oferendar também o fumo e a bebida, mas quando não for possível por algum motivo, entregue pelo menos as velas). Exú é o grande Mensageiro, é ele quem abre e fecha as portas, quem ativa e desativa os processos kármicos, é aquele quem cumpre as determinações da Lei Maior e da Justiça Divina e guarda os caminhos, portanto, devemos sempre oferendá-lo primeiro. Nestes casos, a oferenda deve ser feita ao Exú Guardião do Ponto de Forças e não ao seu Exú pessoal. Por exemplo: se a oferenda é nas matas, antes oferenda-se “o Sr. Exú Guardião das Matas e as Falanges dos Exus das Matas”. Então, deve-se acender 3 velas, uma para o Sr. Exú, uma para a Sra. Pombagira e uma para o Sr. Exú Mirim guardiões do ponto de forças. E à eles deve ser feito o mesmo pedido de licença e proteção para que tudo aconteça da melhor maneira possível e você consiga fazer a sua oferenda dentro da Lei.

3º Deve-se oferendar ao Trono Regente do ponto de forças do lado direito de quem entra, pedindo à ele licença para entrar em seu ponto de forças, permissão para fazer a sua oferenda e proteção e amparo para que você possa entrar e sair em segurança de seu ponto de forças, sem que nada de ruim aconteça. E pode pedir ao Trono Regente do ponto de forças que afaste de você os animais e seres da natureza que possam oferecer perigo a sua saúde e também aqueles que poderiam ser feridos por você acidentalmente. De modo que haja paz e harmonia enquanto permanecer no local.

4º Procure o espaço mais adequado à sua oferenda e no qual as suas velas não corram risco de causar danos à natureza e aos seres que ali vivem. Encontrando o local, ajoelhe e peça permissão à Deus, aos seus Divinos Tronos, à sua Lei Maior e à sua Justiça Divina, aos Tronos Regentes e Guardiões do ponto de forças e aos seus Orixás e Guias pessoais para que você possa realizar a sua oferenda. à partir daí, enquanto for arrumando a sua oferenda, mentalmente ative um canal de comunicação com o Orixá que você pretende oferendar e demonstre seu amor, seu respeito, sua reverência e suas intenções. Ao finalizar a arrumação, de joelhos, consagre a vela ao Orixá oferendado e faça os seus pedidos e/ou agradecimentos.

ATENÇÃO: Lembre-se, não devemos deixar na natureza nenhum elemento que cause a poluição dos pontos de forças ou que possa fazer mal aos animais e seres que ali vivem. Podemos utilizar folhas de bananeira ao invés de toalhas, coités de côco ao invés de copos e alguidares de barro e de louça, outra opção são cascas de frutas que também servem como recipientes (abre-se o maracujá, tira o conteúdo e temos um copo ou pote, o mesmo com o abacaxi, com o côco verde, etc.). Podemos fincar as velas na terra que queimará totalmente ficando apenas um fino resíduo no fundo. Inclusive, podemos esperar as velas queimarem enquanto meditamos sobre nossos pedidos e recebemos as vibrações do Orixá. Ao final, podemos recolher os resíduos das velas e tudo o mais que possa causar poluição. Os pontos de forças da natureza são de grande importância para nós umbandistas e para a nossa religião e estamos perdendo estes locais devido a destruição pelo próprio homem, poucos locais ainda existem que são facilmente acessíveis mas estamos perdendo o acesso à estes sítios naturais devido à falta de consciência ecológica de muitos de nós que estão fazendo as autoridades fecharem o acesso a oferendas espirituais. Nada melhor como exemplo do que as praias após as cerimônias e oferendas para Iemanjá, uma sujeira desnecessária e que certamente não a agrada em nada. Você acha que nossa Mãe Iemanjá gosta de ver o seu ponto de forças imundo? Cheio de restos e de lixo? E o mesmo acontece com nossa Mãe Oxum, com nosso Pai Oxóssi, e com todos os outros Orixás. Vamos fazer as nossas oferendas com mais respeito e mais consciência, isto também é evolução espiritual.

Caso haja um ponto de forças dentro de outro ponto de forças, basta repetir as oferendas ao chegar no segundo ponto de forças. Exemplo: Vamos supor que você vá fazer uma oferenda numa cachoeira que fica bem no meio de uma mata ou floresta, então, você pode fazer os pedidos mentalmente ou pode oferendar os Guardiões e Regentes das Matas na entrada da mata ou floresta e, ao chegar ao ponto de forças da cachoeira, deve ajoelhar e oferendar também os Guardiões e Regentes deste ponto de forças. Se sua entrega for para um de seus Guias que atua na linha de Oxóssi, basta oferendar os Tronos Regentes e Guardiões das Matas e pedir permissão para oferendar para o seu Guia. Se for oferendar para outro Guia na cachoeira, deve oferendar ao menos 1 vela à Sagrada Mãe Oxum e pedir a sua permissão para oferendar ao seu Guia pessoal dentro de seu ponto de forças. Devemos estudar nossas oferendas e nos preparar adequadamente para realizá-las, a fim de que não falte nenhum item e que nenhum Orixá seja esquecido. Caso haja ESQUECIMENTO, ajoelhe e faça o pedido de permissão da mesma forma mas pedindo perdão e desculpas pelo esquecimento a fim de demonstrar que não foi falta de respeito de sua parte. É sempre bom levar algumas velas brancas a mais pois elas sempre podem ser utilizadas em substituição a outras cores em momentos de emergência (Ex: pode vir uma intuição recebida no momento da entrega para acender 1 vela para algum outro Orixá para o qual você não havia levado a vela da cor adequada, aí a vela branca irá suprir esta necessidade inesperada!).

OBS: As oferendas específicas para cada Orixá estão discriminadas nos textos referentes aos Mistérios Divinos emanados por eles.


SENZALA DE UMBANDA

A umbanda com toda sua humildade me ensinou de verdade os caminhos da paz, do amor e da união por isso me entrego de coração ao pratica-la e ao ajudar um irmão.
Aprendi com os guias a ter humildade e a praticar a caridade como Jesus ordenou.
Sinto na pele o tambor a vibrar, meus irmãos a cantar neste lindo coral, louvo a Deus e agradeço aos meus ancestrais.
A umbanda é o ar que respiro, é tudo que me tornei e é tudo que vou me tornar.
Aprendi desde quando era criança a sempre ter a esperança e força para ajudar.
passei por tantos lugares,mas foi na Umbanda que eu me encontrei,
Hoje carrego comigo a sabedoria e a paciência de um Rei.
Nós Umbandistas perseguidos e mal falados somos um exercito de soldados lutando para o bem, e isso diferentemente de toda essa gente que nos julga e diz amém.
Somos muitos, somos milhares estamos em todos os lugares nessa terra de Orixás.
Nos tornamos um só templo, em uma só voz, quando em nossas preces pedimos SENHOR OLHAI POR TODOS NÓS

Quem é Oxóssi?

Oxóssi é o Orixá da caça, do verde, das matas, é o Orixá da fartura, o grande caçador é ele quem traz para o homem as plantas curativas. De natureza telúrica vibra sobre tudo que nasce sobre a terra, exceto as plantas tóxicas e venenosas.
É um vencedor, traz para o povo a sobrevivência, a fartura, a cura das doenças pela natureza, a saúde plena.
O povo da Bahia ligou Oxóssi a São Jorge, festejado em 23 de abril. No Rio de Janeiro, em São Paulo e no sul do País ele foi sincretizado com São Sebastião e seu dia é 20 de janeiro. Seu dia é a quinta feira, sua cor é o verde, podendo ser misturado ao branco e ao vermelho. Podemos estabelecer uma associação entre Oxóssi e Mercúrio, o Deus romano do comércio, bem como seu correspondente grego Hermes. Todos eles representam mudanças, o movimento, tudo o que é novo e vibrante. Ligado as alterações mentais e físicas, Oxóssi é o constante movimento da natureza, que está sempre em evolução.
A liberdade e a independência são importantes para seus filhos que prezam muito sua autonomia e são infelizes quando tolhidos. Um aspecto negativo de sua personalidade é a sua indiscrição em relação as outros e a vida alheia.
Pela sua conotação mercuriana Oxóssi pode ser associado ao Arcano II do Tarô, os Enamorados. ?A primeira relação que pode ser estabelecida refere-se a uma prova vencida, àquele que foi testado e conseguiu provar seu valor, encontrando dentro de si a força para enfrentar a dúvida: ?sou ou não capaz??.
Inconstante muda muito de interesse e tem tendência a se deixar seduzir pela novidade. O conflito que o Arcano indica acima refere-se muito mais as decisões emocionais do que materiais. Seus filhos envolvem-se com suas emoções e transformam-se através delas. Tem o dom da comunicação, suas mudanças são discutidas, analisadas a nível consciente e realizam a cura de seu ego ambíguo.

O Físico e o Temperamento
Seus filhos são alegres e joviais, muito falantes, nervosos e inseguros, embora não transmitam essas emoções, pelo contrário sua companhia é agradável e estimulante. A simpatia que ele irradia faz com que sempre esteja rodeado por um grupo ativo e dinâmico. Místicos e intuitivos, são dotados de notável rapidez mental, gostam de ouvir conselhos e orientações, mas esquecem tudo na hora de agir, torna-se então precipitado e sem lógica por vezes indeciso, acompanhá-lo não é fácil.
Tem muitos amigos, mas não gosta de intimidade excessiva, é amável e acolhedor, mas reserva-se bastante. Deixa-se levar por elogios, o que lhe traz alguns dissabores, fala e escreve muito bem, exímio coordenador de atividades, distribui bem as tarefas de cada um, só que para ele nunca sobra nada para fazer embora pareça ser o mais ativo de todos. É inventivo e original em seus planos, é astuto e sagaz, mas também é impaciente com os lentos, com os calmos e reflexivos, deixando para trás aqueles que não acompanham seu ritmo ativo. Movimento e mudanças são uma constante para ele, suas ideias mudam quando menos se espera, nada está estabelecido, tudo é passível de sofrer alterações. Aprecia discussões pelo prazer de vencer intelectualmente ideias opostas as suas, é afetuoso generoso e sensível, mas atitudes apaixonadas e ardentes não fazem parte deste arquétipo, ele se interessa mais pelos aspectos intelectuais em suas relações. A monotonia entedia o filho de Oxóssi, que precisa sempre ser estimulado, esses estímulos são trazidos pelas inovações e mudanças, assim ele consegue manter-se interessado e produzir. Como é um pensador independente tem dificuldade em aceitar opiniões diferentes das suas, trabalhar em equipe é desgastante se tiver que enfrentar conflitos constantes.

Amor e Casamento
Muito sentimentais, os filhos de Oxóssi precisam do conforto do amor, mas quando se envolve e percebe que sua liberdade fica comprometida recua assustado, mas quando bem harmonizado intelectualmente, e sentindo-se livre mantém-se num relacionamento estável. Provavelmente, quem inventou o casamento em casas separadas foi um filho de Oxóssi. Sua personalidade independente exige que ele tenha um canto só seu, onde nada e ninguém o perturbe, ali ele se reequilibra e recupera seu delicado sistema nervoso, ele é como o mercúrio: ele desliza, é difícil mantê-lo estável, quando é comprimido foge e se divide, só pode ser controlado, nunca pressionado. É atraído pela beleza, pelo otimismo, pela inteligência e pelo bom humor. Aprecia que seu companheiro tenha interesses diversos dos seus, sente-se então enriquecido pelas experiências que lhe são relatadas, os desafios em conjunto o fascinam, já uma pessoa rígida com poucos objetivos pessoais o entedia. A vida familiar pode ser uma boa base para o filho de Oxóssi, desde que seja estimulado em suas ideias e tenha livre expressão o convívio com a família será revigorante para ele. Os assuntos secretos, o ocultismo e o esoterismo o atraem, um relacionamento cármico será possível para ele, pois está aberto a reconhecê-lo em todos os níveis, tirando dele o aprendizado necessário. A vida amorosa não tem para ele a mesma importância que para os filhos de outros Orixás. Com o tempo alguns podem até decidir se tornarem celibatários por convicção.

Trabalho e Dinheiro
O filho de Oxóssi tem aptidões múltiplas, gosta do estímulo mental constante e procura sempre novidade no que faz, essas características norteiam sua vida profissional. Quando tem um projeto em andamento, sua atividade redobra e é capaz de gastar muita energia para desenvolvê-lo. O esgotamento que a dedicação intensa ao trabalho provoca é capaz de afetar seu sistema nervoso sensível.
O filho deste Orixá precisa aprender que para construir uma carreira bem sucedida é preciso que ele seja prático no seu idealismo, essa realidade é, às vezes, um pouco difícil de ser encarada por ele. O perfeccionismo, a minuciosidade e a imaginação que põe em seu trabalho faz com que seja o melhor em sua especialidade. Responsabilidades monótonas e burocráticas deprimem o seu espírito, ele está melhor situado em um trabalho onde puder traçar planejamentos e realizar mudanças. Toma decisões rapidamente e é bom para enfrentar crises, mas distraído com pequenos detalhes.

Saúde
O sistema nervoso do filho de Oxóssi é muito sensível, é o primeiro a refletir o seu desequilíbrio físico. A insônia é um problema para esse filho, pois impede que repouse seu cérebro ativo como deveria, ele raramente consegue dormir o necessário. Acidentes, ferimentos, contusões, pancadas que atingem seus ombros, braços, mãos e dedos são frequentes, bem como danos às pernas e aos pés. Os pulmões, intestinos e o estômago são órgãos que costumam apresentar alguma fragilidade. Artrite e o reumatismo também podem afligir a saúde dos filhos de Oxóssi.

O homem de Oxóssi
Pouco conservador possui múltiplos interesses não analisa qualquer assunto por um tempo maior, sua atuação seria, partindo do interesse que algo lhe provoca, observar, emitir um conceito próprio e ir adiante, atrás de novidade. Não consegue se deter tempo suficiente para conhecer profundamente algum assunto, mais conhece um pouco de tudo. Gosta de companhia, faz parte do seu temperamento alegre. As crianças o adoram, dá bastante liberdade e as estimula a variar a suas atividades, embora seja falho no lado disciplinar. Não é ciumento e não quer ser alvo de ciúmes nem quer que sua liberdade seja tolhida por causa dele, alguns filhos de Oxóssi com problemas emocionais e profissionais passam por períodos de depressão, pode ser vitima de tramas traiçoeiras e pode ter atos e palavras mal interpretados.

A mulher de Oxóssi
A filha de Oxóssi é uma intelectual, embora administre bem o seu lar passa pouco tempo dentro dele, prefere o ambiente profissional ou a vida em sociedade. O homem que se casa com essa mulher casa com muitas mulheres diferentes ao mesmo tempo, pode surpreender sempre é criativa divertida, curiosa por qualquer novidade, fiel e dedicada, variar é seu ponto forte a parte física de uma relação é a que menos interessa a mulher de Oxóssi ela se aproxima de alguém que a atraia mental e espiritualmente. Gosta de discutir é muito temperamental é petulante e fala para ferir quando está brigando. Como mãe é maravilhosa. Ensinará aos filhos a independência, será imaginativa e amorosa e organizará para eles muitas atividades estimulantes. A traição não está na natureza da filha de Oxóssi ela jamais sacrificaria lar e filhos por uma aventura.

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