Caboclo Arco-íris

Caboclo Arco-íris…

 
Aquele que trabalhou pela união dos povos!
 
A história do Caboclo Arco-íris dessa Seara ocorreu entre o século XVIII e XIX, em meio a Colonização Inglesa do Canadá. Ele atua na vibração de Oxumaré na Linha das Águas da Umbanda Sagrada (como assim foi determinado pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, através de Zélio de Morais e está definido na Apostíla de Umbanda do Grande ABC Paulista).
Os primeiros habitantes do Canadá eram os aborígenes: algonquinos, esquimós, iroqueses sioux, entre outros. Pelo estudo geográfico, estes povos teriam migrado da Ásia para a América do Norte há milhares de anos! Isso pode ter ocorrido há cerca de 30 mil anos ou mais, quando alguns sobreviventes da Grande Nevasca e dos Grandes Cataclismas, atravessaram uma faixa de terra, entre a Sibéria e o Alaska. Porém, os primeiros europeus a pisar em solo canadense foram os Vikings. Eles iniciaram uma colonização que produziu uma série de enfrentamentos contra os nativos, mas foram obrigados a se retirar em 1010 d.C., pela insurreição dos nativos.
O primeiro europeu a reivindicar o território canadense foi o navegador italiano Giovani Caboto ou “Jhon Cabot“, em 1497, estando a serviço da Coroa Britânica. Porém, a colonização da região, só foi iniciada em 1554, pelos franceses. Jacques Cartier desembarcou no golfo de São Lourenço e tornou a região conhecida como “Nova França”. Durante o século XVIII, houve vários enfrentamentos armados pelo domínio das terras entre a Inglaterra e a França. Essa guerra ocorreu no vale de Ohio, de 1754 até 1763, quando os franceses assinam o Tratado de Paris e cederam seus territórios aos ingleses. Em 1791, mediante a Ata Constitucional, a Inglaterra dividiu o território canadense em “Quebec” e “Ontário” – cuja população é francesa e inglesa, respectivamente.
Foi, justamente nesse período que viveu o Caboclo Arco-íris. Ele recebeu esse nome pois gostava muito de observar a Aurora Boreal, que se formava na baixa estação ou estação mais fria do ano e ficava encantado com o Arco-íris, da alta estação ou da estação mais quente. Desde criança, ele tentava reproduzir com as tintas extraídas das plantas o espetáculo de cores que via. Seu pais diziam: “-Esse menino é diferente, pois não se interessa pelas coisas da tribo.” Mas, quando ele cresceu, procurou aprender todos os costumes dos dois povos da região e tornou-se eloquente em suas dissertações com os Chefes dos dois lados. Ele procurava negociar a paz e evitar a guerra. Então, no século XIX, os Estados Unidos pareciam ameaçar a hegemonia britânica no Canadá e Ele preocupou-se com uma possível guerra. Pediu ao Grande Pai de Todas as Criaturas que olhasse por eles… E em 1867 foi criada a “Confederação Canadense”, com a Ata da América do Norte Britânica; que uniu a Nova Escócia, New Brunswick, Quebec e Ontário.
Assim, o Caboclo Arco-íris percebeu que conseguira cumprir sua missão de apaziguador e poderia descansar em paz. Seu espírito deixou a Terra dos Homens, para habitar o Mundo do Grande Espírito. Mas, Ele acompanhou de longe todos os acontecimentos que ocorreram depois: “Durante a I Guerra Mundial, o Canadá apoiou ativamente os aliados, enviando mais de 600.000 homens e 556 navios da marinha mercante.  Em 1931, o Parlamento Britânico cedeu ao Canadá sua autonomia legislativa, através do Estatuto de Westminster. Mesmo assim, em 1939, o Canadá declara guerra à Alemanha em apoio à Grã Bretanha. Mas, foi somente em 1982, que o Canadá obteve sua total independência da Coroa Britânica (graças à nova Lei Constitucional). Após a II Guerra Mundial, aumentou a diversidade cultural canadense devido à chegada de imigrantes asiáticos, sul-americanos, europeus e caribenhos.
Hoje, esse Xamã das Luzes Coloridas, como também é conhecido, cumpre sua missão de grande Ordenador da Paz Universal. Quem tem o Privilégio de Tê-lo como Mentor deve ser agradecido e agir com humildade em suas ações. O Caboclo Arco-íris acompanha somente médiuns dedicados e de bom coração.

São Jerônimo…

 Um Xangô Airá no Reino da Jurema!

São Jerônimo recebeu ao nascer o nome de Eusebius Sophronius Hieronymus em latim, na região de Estridão (em Dalmácia, Roma) no ano de 347. Ele foi um padre cristão, conhecido principalmente por traduzir a Bíblia do grego e do hebraico para o latim. É o padroeiro dos bibliotecários, dos tradutores e patrono dos (as) secretários (as). A edição de São Jerónimo, a “Vulgata” (publicada em 400 d.C.), ainda é o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana. Ele faleceu em Belém em 30 de setembro de 420 – data de sua festividade.
Na Umbanda, São Jerônimo foi sincretizado com Xangô, Orixá da Justiça, do Relâmpago, do Fogo e da Pedreira. É, muitas vezes, considerado um “Airá” – Xangô Velho. O nome Ayìrà significa: Redemoinho – encontro dos ventos. Redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano.
Na África, Airá é um Orixá relacionado à família do raio e do vento; zela pela paz e pela justiça de forma incondicional. Ao contrário de Oxalá, que representa a paz, Airá estabelece a paz e possui uma ação mais imediata em suas funções. Ele pode ser qualificado como um “sentinela” de Oxalá, aquele que aplica e estabelece a lei. Ou seja, Airá cumpre a vontade do Pai! Por isso, o sincretismo com São Jerônimo é o mais apropriado a esse Xangô.
Airá é pouco conhecido e cultuado no Brasil. Na Umbanda não se falam em “qualidades” ou Dijinas de Orixás, mas na Linha de Xangô, as Entidades apresentam-se usando seu sincretismo, como: Agodô, Aganju, Alafiá ou Alafim, Kaô, Alufan, Abomi, entre outros. Ou então, podem usar “títulos” como: Sete Pedreiras, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Fogueiras, Sete Relâmpagos, Sete Raios, Pedra Preta, Pedra de Fogo, Serra Dourada, Machado de Fogo, etc.
 
Por que o leão sentou-se próximo a São Jerônimo?
“Em uma tarde de estudos, São Jerônimo sentou-se com seus amigos monges nos arredores do monastério, em Jerusalém. Enquanto ouviam a lição do dia, um gigantesco leão aproximou-se andando apenas em três patas. O caos seguiu-se e todos os monges correram mas, São Jerônimo, calmamente, levantou-se e foi ao encontro do felino.
O leão não podia falar, mas ofereceu a sua pata ferida ao padre. Jerônimo examinou-a e pediu, a um dos monges menos medrosos, um balde com água. Lavou a pata ferida e notou que haviam alguns espinhos. Jerônimo retirou com cuidados os espinhos e aplicou uma pomada sobre os ferimentos. Todo esse cuidado amansou o leão, que ia e vinha pacificamente onde estava São Jerônimo, como se fosse um animal doméstico. Deste episódio Jerônimo disse: -Pensem sobre isto e vocês encontrarão várias respostas. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou, pois Ele curaria a pata sem a nossa ajuda, mas enviou o leão para nos mostrar o quanto Ele estava ansioso para prover o que necessitamos para o nosso bem.
Os irmãos sugeriram que o leão poderia ser usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o monastério. E assim foi por muito tempo… O leão guardava o jumento enquanto este ia e vinha. Um dia entretanto, o leão ficou cansado e dormiu, enquanto o jumento pastava. Mercadores de óleos egípcios, que por ali passavam, levaram o jumento. Quando o leão acordou, passou a procurar o outro animal com incrível ansiedade! Procurou o dia todo mas, no final do dia voltou e ficou parado no portão do monastério. Sentiu-se consciente de sua culpa e ficou cabisbaixo.
Quando os outros monges o viram, concluíram que o leão tinha comido o jumento. Então, recusaram-se a alimentar o leão e o enxotaram. Mas, ainda restava a dúvida se o leão havia ou não matado o jumento… E assim Jerônimo mandou que eles procurassem pela carcaça do mesmo, mas eles não  a encontraram. Os monges deram a notícia a São Jerônimo que falou: -Eu fico triste pela perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes, dêem-lhe comida e ele fará o serviço do jumento. Façam com que ele traga em seu lombo algumas  peças de lenha. E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia, ele subiu uma colina e viu na estrada homens montados em camelos, mas um deles estava montado em um jumento. Ele foi então ao encontro deles. Ao se aproximar, o leão reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram e deixaram o jumento, os camelos e a carga para trás.
O leão, então, satisfeito, conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquela cena inusitada, de um leão liderando um jumento com camelos, correram contar para Jerônimo. Este foi lá, abriu os portões e disse: -Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e dêem comida a eles e esperem para ver o que Deus tinha em mente para mostrar a este seu servo quando nos deu o leão.
Quando suas instruções foram cumpridas, o leão começou a rugir de novo e a balançar o seu rabo alegremente. Os irmãos, com remorso, por pensarem mal do pobre leão, disseram uns aos outros: -Irmão, confie na sua ovelha, mesmo se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião… E Deus fará um milagre para curar o seu caráter!
Nesse meio tempo Jerônimo sabendo o que viria disse: -Meus irmãos fiquem preparados e preparem refrescos, porque novos hóspedes virão e deverão ser tratados sem embaraços. Assim, os monges se preparam para receber as visitas. Em pouco tempo os mercadores estavam no portão. Foram bem recebidos, mas se prostraram aos pés de São Jerônimo e pediram perdão por sua falhas. Gentilmente Jerônimo disse: -Dêem os refrescos a eles e deixem partir com os seu camelos e suas cargas.
Os mercadores ofereceram metade do óleo, que os seus camelos carregavam, para as lâmpadas do mosteiro e mais alguns alimentos para os monges. O chefe dos mercadores estão disse: -Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano. E nossos filhos e netos serão instruídos de seguirem esta ordem. E, ainda, nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer um de nós!
São Jerônimo aceitou e os mercadores fizeram esse acordo. Estes aceitaram os refrescos e partiram tranquilos para o seu povo. São Jerônimo então disse aos demais monges: -Vejam, meus irmãos, o que Deus tinha em mente, quando nos mandou o seu leão!
 

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