Caboclo Pena Verde

História do Caboclo Pena Verde

História do Caboclo Pena Verde de Oxossi

Eu tinha mais ou menos 15 anos de idade e ainda não tinha contato com a Umbanda, porém não leigo, pois, sempre gostei de ler. Tinha curiosidade de saber de tudo, e já tinha alguns conhecimentos sobre mediunidade, etc, mesmo porque eu tive sequentes “sonhos” que sempre acabavam em uma certa realidade. 

Foi nessa época que entre outros sonhos que tive, esse foi bem diferente, alias eu chamaria de pesadelo pelo que passei, mas claro que eram dicas ou algo tentando me dizer o que eu passaria ou que poderia ficar sabendo a partir daqui.

Numa certa noite dormindo tranquilo após ter lido algumas paginas de um livro, pois, sempre tive o “livro” como meu ponto de equilíbrio. E foi nesse sonho que eu me encontrei em um espaço aberto, eu diria descampado onde não havia gramas e sim um tapete de areia e  arbustos ressecados pela falta der água. Era como se estivesse no deserto texano vendo aquelas bolas de mato seco rolando com o vento que ardia os olhos.

Mas eu não estava só. Estava com o meu povo que estavam cortando aquele deserto em busca de lugar pra ficar e poder plantar para alimentar suas famílias. Eu era um guerreiro que tinha como obrigação de liderar meu povo. Com penas de tons verde e colares de dentes de onça que eram presentes por cada uma que eu caçava, eu caminhava na frente do meu povo para protegê-los. O cântico dos mais idosos da tribo soava a Deus Tupã por encontrarmos uma nascente e poder matar a sede, quando subitamente fomos surpreendidos pelos homens fardados de azul marinho e faixas brancas que cobriam seus olhos e começaram a atirar de forma circular. Ou seja: Estávamos  dentro de um circulo sem poder sair. Ordenei que meu povo fizesse uma barreira e juntos de uma só vez, romperam o circulo e se espalharam. O que se via era uma névoa de pólvora e o cheiro da morte que se espalhou pela terra.

 Foi nesse momento que senti minhas costas ficar gelada e dormente, pois entre meio tantas flechas lançadas uma delas atingiu-me fatalmente e minha respiração foi aos poucos se acabando e quando ia dar o ultimo suspiro, acordei.!

Passaram-se anos e a vida teve seu fluxo, até que um dia através de um amigo eu conheci um terreiro de Umbanda onde senti que teria muitas coisas pra e me dediquei. Tempo depois eu já com a minha mente aberta e recebendo entidades, que entre elas é o Caboclo Pena Verde contou que morreu com uma flechada que veio do seu próprio povo. Protegendo e tentando leva-los para um lugar seguro. Contou que foi surpreendido por exército que buscavam eliminar toda colonia indígena entre Brasil e Colômbia. E foi nessa luta cerrada entre soldados, que sentiu atravessar uma flecha em suas costas, como se fosse uma bala perdida nos dias de hoje.

Como eu disse, eu tive um sonho, mas a realidade ficou nas palavras do caboclo Pena Verde, direcionada a minha madrinha onde eu tive meu desenvolvimento. ( Tenda Pena Dourada).

Saravá Pena Verde

Significado de um Ponto de Entidade

Muitas pessoas me perguntam sobre o significado dos pontos, explico-lhes então, que é a identificação dos Guias, das Entidades, como se fosse sua assinatura, sua marca, é o sinal dos elementos aos quais estão ligados, que constituem seu campo de força, formação e atuação. Formas representativas, elementos da natureza e espiritual com os quais trabalha e que utiliza em suas manifestações de incorporação. São características que definem a linhagem espiritual destas Entidades, diz de sua procedência, sua origem e da legitimidade das mesmas.

Quando estas Entidades são formadoras e fundadoras de um Templo Espiritual como o nosso esta marca se torna um símbolo, um brasão que irá representar este Templo por toda a sua existência, mesmo após o desencarne do Médium através do qual estas Entidades se manifestavam e ergueram este Templo. O Comando destas Entidades permanecem à frente, assegurando a continuidade da Casa e seus trabalhos, aliadas as Entidades que herdaram o cumprimento da missão, que denominamos Entidades de Chefia, e ao Mentor em terra Mãe ou Pai de Santo através do qual se manifestam e que da mesma forma assumiram o compromisso de levar a diante este propósito, esta incumbência passada por Oxalá. A incumbência de servir e orientar o espírito, melhorando e aprimorando a humanidade.

O ponto de uma Entidade de luz, bem firmada junto à espiritualidade, pode ser usado também para trancar, bloquear o corpo físico e o próprio espírito de um Médium, dos efeitos de ações malignas, formando uma barreira envolvente para que energias e espíritos perturbadores não se aproximem, ou seja, esta marca é transformada pelo poder a ela constituído pelo plano de luz, em um campo de energia respaldado por toda força espiritual instalada e atuante dentro de um Templo, que impede a interferência, a infiltração de energias negativas e influenciadoras de baixa vibração e luz. Estes campos se diferenciam de acordo com a tribo, falange ou grupo de trabalho na espiritualidade ao qual pertence, porém todos com o mesmo propósito e capacidade de bloqueio.

O ponto do caboclo Pena verde, marca símbolo de nossa Casa traz toda vibração e energia do Orixá Oxossi, onde a cor verde deste Orixá na Umbanda predomina, tem em seu significado o Universo representado pelo circulo, as forças Divinas em seus pontos de harmonia e equilíbrio, representadas pelo triangulo, as linhas paralelas significam o caminho a ser percorrido, a jornada a ser seguida, as 7 estrelas são a firmeza com a qual a Casa esta amparada e com a qual é trabalhada cada pessoa que a procure, trazendo a luz emanada por Oxalá, sua proteção, a saúde, a paz interior, o amor a vida, a si próprio e ao próximo, a prosperidade e  o equilíbrio físico espiritual e material.

O ponto da Cabocla Jurema, tem o arco e a flecha da linha do Orixá Ogum Sete Flechas, as 7 estrelas firmando as pontas das 3 flechas que se cruzam, indicam o sentido  positivo, o negativo e o do equilíbrio de ambos, como opções dos caminhos a serem percorridos, em cada estrela a mesma firmeza e poder de estabelecer, proteção, saúde, paz, amor, prosperidade e equilíbrio físico espiritual e matéria, a estrela central, na união das 3 flechas, é a luz de Oxalá que comanda todos os caminhos.

Para se descrever, ou interpretar um ponto, segue aqui algumas orientações bem básicas do que deve ser analisado, existem analises mais aprofundadas que trazem características e significados mais específicos:

1 ponto, Origem de tudo

1 linha reta, mundo material

2 linhas retas, o homem e a mulher

1 linha curva, a polaridade

2 traços curvos,  o positivo e o negativo

1 triangulo as forças Divinas, o que podemos definir para melhor entendimento, como o Pai o Filho e o Espírito Santo

1 quadrado, os 4 elementos. Ar, terra, fogo e agua.

3 estrelas, as santas almas, usada muito  nos pontos dos Pretos Velhos

1 circulo, o Universo.

Cada ponto tem características próprias e devem ser sempre analisados e interpretados pelas próprias Entidades, que de forma natural e espontânea, riscam seu ponto sem a interferência dos Médiuns, fazendo fluir naturalmente no comando das mãos dos Médiuns, geralmente no chão de areia, e não como alguns Médiuns apresentam, previamente desenhado a critério do próprio Médium. Ao momento que estas Entidades estiverem bem firmadas e forem reconhecidas como tal e autorizadas pela espiritualidade a se manifestarem, dizendo de suas características, estes pontos com certeza poderão ser bem diferentes, o que poderá causar um constrangimento ao Médium.

Caso não se sinta sob a influência das Entidades na colocação de seus pontos o Médium deve aguardar sem ansiedades o momento certo para isso, para tudo e qualquer coisa na espiritualidade tem o seu momento, o momento que eles consideram o melhor e mais apropriado, não fica a mercê ou sob a vontade do Médium. Seriedade e também a marca de uma espiritualidade de Luz e de um Templo bem postado.

Sendo assim, deve sempre ser solicitado a Entidade presente para lhe explicar e conferir seu desenho para que ao ser entregue para a Entidade Chefe de seu Terreiro, Ela saiba qual sua origem, em que falange trabalha, qual sua especialidade para assim poder convocá-la para determinados trabalho a serem realizados juntamente com outras falanges ou linhas de trabalho.

Texto escrito por Sônia Moreno, Mentora e Babá do Templo Espiritual de Umbanda Caboclo Pena Verde em, 22/11/2012.

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