Conselhos para os médiuns

Conselhos para os médiuns

Acredito que todo mundo já se deparou com aquele médium que reclama de tudo, que a vida não está boa, que o dinheiro está curto, que não consegue trabalho, que o relacionamento está indo de mal a pior, etc., etc., etc.
O que acontece com esse médium? Por que de um lado vemos um médium próspero e do outro um médium que parece uma tartaruga emborcada que não consegue sair do lugar?
Cada caso é um caso e deve ser analisado com critério. Mas, em termos gerais, um dos fatores que observamos a respeito dessas pessoas é que elas simplesmente ouvem, mas não escutam o que os guias lhes aconselham.
Outro fator é que elas querem ser ajudadas, mas não querem se esforçar para que isso aconteça. Há muito comodismo, conveniência.
Na maioria das vezes o médium está em desequilíbrio pelas suas próprias escolhas e postura perante a vida e, nesse caso, é preciso que ele esteja disposto a fazer concessões e reforma íntima.
As Entidades costumam dizer que o médium é um imã e quando está em desequilíbrio ele se autodestroi. Quando os guias-chefes de um Terreiro e mesmo os guias do próprio médium percebem tais declínios, lhes mandam mensagens através de outras pessoas, por sonhos, por intuições. Enviam recados e orientam para o que deve ser feito.
Acontece que muitos médiuns simplesmente não fazem o que está sendo pedido, negligenciam suas próprias necessidades espirituais, e o mais difícil ainda é saber o porquê os médiuns não fazem o recomendado… talvez por ego, orgulho, arrogância, preguiça, falta de fé. O médium na frente do guia ou mesmo do dirigente concorda e se predispõe a fazer, só que nos bastidores faz justamente o contrário ou faz de qualquer jeito, não utiliza o que foi pedido, faz às pressas, quando pior, acabou de fazer o que lhe foi pedido, já está indo para lugares carregados de energia negativa (exemplo: bares), na primeira indisposição familiar já surta, xinga, pragueja contra si mesmo e o mundo.
Será que ele irá obter o resultado tão esperado? Claro que não, tempo perdido.
Muito pelo contrário, acaba por desequilibrar ainda mais. 
Um tratamento que um guia receita é algo muito sério, tem as precauções corretas, as ervas certas de acordo com aquele filho e o problema.
Outro fator que atrapalha a vida do médium é o fato deste achar que tudo é espiritual e que o espiritual tem que resolver tudo na sua vida. Ou seja, cruzam os braços esperando que tudo caia do céu. Tem médiuns que acham que só porque são da corrente estão imunes aos problemas e que tudo vai ser dado sem precisar se esforçar. Pedem emprego aos Guias, mas não entregam currículo, não buscam cursos de aperfeiçoamento em suas carreiras, não saem em busca de trabalho, pois acham que o Exu tal ou o Preto Velho X vai trazer o emprego batendo na porta do cidadão. Pois é! Nada disso! Lembrem-se da máxima: “faça a sua parte que eu te ajudarei”. 
Os Guias não estão aqui para viver a nossa vida por nós e muito menos correr atrás de trabalho, de amor para ninguém.
Eu, como dirigente, fico pensando no que faz um médium ter tamanha displicência em relação a um bom conselho, a um bom tratamento? Em muitos casos lhes falta fé verdadeira e sobra egoísmo e vaidade.
Ser médium não é fácil, devemos muitas vezes dar até o que não temos em prol do nosso semelhante. Mas, para isso, devemos fazer todo o esforço necessário para nos mantermos em equilíbrio. É muito fácil se manter em equilíbrio quando tudo corre bem, mas quando as coisas começam a não dar tão certo e as provas da vida começam a aparecer, aí a fé fica frágil e duvidosa para alguns médiuns. Muitos se revoltam contra as Entidades e a religião, queixando-se que Elas não ouviram as preces e súplicas e que não lhes ajudaram.
Portanto, antes de cobrar a assistência espiritual, antes de reclamar que nada caminha na sua vida, observe suas condutas e reveja se você está realmente fazendo sua parte, se você realmente está seguindo as orientações prescritas pelos guias e mentores! Os guias querem o melhor para seus filhos, por isto, quando um guia lhe der um conselho, escute, confie e acate. A escolha cabe a cada um de nós! Temos o livre-arbítrio, então, nenhum Guia irá fazer o que cabe a cada um de nós realizar! A escolha é sua e a colheita também!
 
Saravá!
Adaptado de Cristina Alves

A UMBANDA…
Pelo espírito Vovó Maria Conga.

A luz da verdadeira religiosidade está provisoriamente compartimentada na Terra. Iludem-se os filhos pelo falso brilho e, aprisionados nas religiões que praticam, consideram-se “salvos”. Não são muito diferentes das mariposas atraídas cegamente pela luminosidade das lamparinas nas varandas da A UMBANDA…
Pelo espírito Vovó Maria Conga.

A luz da verdadeira religiosidade está provisoriamente compartimentada na Terra. Iludem-se os filhos pelo falso brilho e, aprisionados nas religiões que praticam, consideram-se “salvos”. Não são muito diferentes das mariposas atraídas cegamente pela luminosidade das lamparinas nas varandas da casa do sinhô. Facilmente se afogavam no azeite ou caíam ao solo pela oleosidade que paralisava suas delicadas asas, sendo rapidamente devoradas pelos répteis rastejantes ao longo da noite que nos encobria, escravos exaustos que éramos.
Saibam que no passado de grande opressão aos cultos ancestrais africanos, esta preta velha, triste, ficava sentada na entrada da senzala. Ao fundo, escutava gemidos provocados pela dor das chibatadas dirigidas aos dorsos nus dos negros “preguiçosos”. Pensava que, se não houvesse perseguições religiosas e se cada um dos manos brancos procurasse o caminho mais desejável para apaziguar a ânsia espiritual que os afligia – não somente quando seus filhos ou eles mesmos adoeciam, ocasiões em que, sem jeito, às escondidas e com pouca modéstia, pediam cura aos intermediários dos Orixás -, não haveria tanto conflito até os dias atuais.
Religiões, doutrinas, crenças, cultos e ritos, raças, sexos, idiomas, riqueza e pobreza, saúde e doenças, alegrias e dores, todas as diferenças psíquicas e biológicas, as peculiaridades características das formas que animam as personalidades mortais, tudo isso nada mais é que ilusórios degraus, os quais devem ser superados a caminho da real escada evolutiva do espírito.
Se hoje nos apresentamos como fomos ontem – com a aparência de uma preta velha, contando “causos” é para descontrair os ânimos dos filhos para que desabafem suas dores, e assim chegarmos mais facilmente aos endurecidos corações pelo sofrimento e desânimo. A Umbanda despersonaliza legiões de espíritos e libera-os do apego às formas, uma vez que não importa qual é a entidade espiritual curvada diante de “seu” médium no terreiro, e sim sua essência missionária: auxiliar os necessitados, aprender com os que sabem mais ensinado os que sabem menos.
A Umbanda molda-se à diversidade das consciências e é ativa, dinâmica, universalista e convergente em sua parte visível terrena, estável e firme no espaço oculto. Nessa abençoada “mistura”, todos estão evoluindo.
Graças a Oxalá, a Umbanda não é mais uma lamparina que cega e imobiliza os que buscam a luz espiritual.

 

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