faz caridade fio

Faz caridade fio, faz caridade fio!

Assim era as fala do negro Ambrósio através do

aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador.

Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse

conselho do Pai Velho, já havia se passados oito meses desde o

primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro, passando a

fazer parte da assistência, sempre voltando ao negro Ambrósio para

tirar suas duvidas.

Naquele dia ele estava decidido. Iria perguntar ao Velho

porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? Será

que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo

sua parte?

Esperou ansioso a sua vez. Aquela noite seria especial,

seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no

caminhar daquele senhor.

Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por

convicção, se ajoelhou diante do negro Ambrósio e foi dizendo:

– Benção vô Ambrósio, hoje venho lhe pedir uma

explicação para melhor entender o que o senhor me diz.

– Oxalá te abençoe meu fio! Negro Ambrósio fica feliz

com sua presença e gosta de fazer proseador com todos os fios que

aqui vem.

– Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que

venho a essa casa e falo com o senhor. Como já lhe disse não tenho

uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas

dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar

desde a infância.

– Certo meu fio, negro Ambrósio já tem cunhecimento de

tudo isso que suncê falou.

– É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar

porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a

caridade? O senhor não já sabe que faço isso todo mês

entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? Além

do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus

empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade.

Por isso gostaria que me explicasse o porquê desse conselho, dentro

da minha consciência cumpro com meu compromisso.

– É verdade meu fio, tudo isso que suncê falou pra negro

veio, faz parte de seu compromisso e fio cumpre direitinho sua parte.

Porém fio esse compromisso faz parte de seu social. Suncê alimenta

o corpo material que precisa de sustentação pra ficar de pé, pois

se não for assim fio tem prejuízo, só que o fio também

precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade.

– Não entendi meu vô seja mais claro? Que caridade

espiritual é essa?

– É a mesma que esse meu aparelhinho faz aqui no terreiro.

Suncê precisa assumir sua condição de médium.

Espantado, disse o senhor: como é que é vô Ambrósio

o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na

Umbanda é isso?

– É isso sim, meu fio. Suncê tem compromisso com essa banda.

Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma

afirmação estava tanto a lhe remoer a alma. Como seria possível?

Achava bonito a Umbanda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos

vôs, mais daí então a ser médium era demais para ele.

Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade

aquele senhor disse ao vô:

– Meu vô acho que há um equívoco, pois nunca senti nada

a respeito da mediunidade.

– Num sentiu porque se prende e que não quer dizer ou suncê

acha que nego veio não vê o companheiro de Aruanda que lhe

acompanha e que hoje está dando autorização pra fazer esse

conversado? Meu fio diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro

– o que é uma verdade – mas o que fio não se vê é dobrando

o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu Pai Preto

também lhe traga lições para seu caminhar. Então meu fio,

enquanto suncê não entender, nego veio vai continuar repetindo o

conselho: faz caridade fio, faz caridade fio! Mesmo que tenha que

arrepetir isso por muitas veis, pois água mole em pedra dura fio,

tanto bate inté que fura. Olha fio! Eu tenho um compromisso moral

com esse companheiro de Aruanda que te acompanha e te agaranto que

não será de minha parte que não será cumprido. Pensa no que

esse veio te falou e dispôs vem prosear novamente, pois o passo de

veio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa fio: o tempo

corre e espero que suncê queira aproveitar enquanto tá desse lado

de cá!

Aquele senhor se levantou da frente de negro Ambrósio sem

dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que

ele tinha ouvido.

Oito meses se passaram depois daquela prosa, ninguém no

terreiro tinha visto novamente aquele senhor na assistência.

Era 13 de maio, gira festiva de preto velho, os trabalhos tinham

se iniciado. Negro Ambrósio olhava para a porteira do terreiro como

se estivesse a esperar por alguém e assim cantarolava “acorda

cedo meu fio, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa

e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com

preto velho nunca ficou no caminho”. Acostumados com a curimba os

filhos da corrente repetiam os versos sem perceber que naquele dia a

entonação estava mais dolente. Mais um filho de Zambi venceria uma

etapa, mais um seria libertado.

E foi olhando para a porteira que negro Ambrósio viu aquele

senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos

se postar assim dizendo: Vô Ambrósio se é verdade que tenho

essa tal mediunidade aqui estou para aprender a fazer caridade, nesses 8

meses minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui

novamente e não nego que fugi por vergonha se ainda houver tempo…

Aquele senhor nem chegou a ouvir a resposta do negro

Ambrósio. Do seu lado já se encontrava um negro que de forma doce

e amorosa assim falou: Meu fio a quanto tempo espero por esse momento,

por esse reencontro. Vamos trabaiá meu fio nas bênçãos de Zambi

e na fé de Oxalá!

Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de

olhos claros, quase translúcidos, alto, dava passagem nesse momento a

mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da

entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai

Oxalá! Saravá negro Ambrósio! Pai Joaquim das Almas se faz

presente nesse Gongá!

– Saravá Pai Joaquim!

E daquele dia em diante mais um filho começava a sua

caminhada. Mais um chegava a corrente da casa. Mais uma estrela passou a

brilhar nos céus de Aruanda!

Oração ao Pai Joaquim

Meu Bondoso e querido Pai Joaquim, tens sido um amigo de todas as horas em minha vida. Não haverá palavras que consigam nascer do mais íntimo do meu ser que possam expressar o meu sentimento de gratidão pelo que tem feito por mim, por minha família e por meus amigos.

Eu te agradeço Pai amigo por todos os momentos em que estive sentindo-me abandonado, sem saída, sem forças e, apenas ao elevar o meu pensamento

na tua direção sentia a intensidade da tua presença, do teu amor e minha alma refrigerar-se com a certeza de que tudo se resolveria. Não consigo meu Pai, lembrar-me de uma única vez que minha vida não se tenha restaurado após tua intercessão.

. Venho hoje te pedir que forme um grandioso círculo de proteção, de defesa a minha volta, limpando as formas-pensamentos que me possa tirar a alegria, que me possa trazer sofrimento; limpa a minha mente de qualquer pensamento que possa trazer-me influenciações negativas que venham prejudicar-me física e espiritualmente. Guia-me pelo caminho reto, ative em meu espírito o Fogo Divino para aquecer minha alma, para que minhas atitudes sejam dignas do teu amor. Continue a ser o intercessor junto ao Pai Celestial de todas as necessidades que tenho para que a felicidade seja plena em minha vida. Movimenta as forças espirituais de cura para que o meu corpo físico seja sempre saudável e para que o meu espírito esteja sempre equilibrado mantendo-se em um……

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