Comidas de Oxum

Comidas de Oxum
12 de Outubro é o dia de Nossa Senhora Aparecida. Na Umbanda é o dia de Oxum, a protetora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.

Omolokum

ingredientes:

500gr de feijão fradinho
1 cebola
azeite de oliva
8 ovos
250gr de camarão fresco
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Cozinhe o feijão fradinho (15min) e reserve.
Cozinhe os 8 ovos e reserve.
Limpe o camarão.
Refogue a cebola em azeite de Oliva.
Refogue o camarão até dourar.
Bata o feijão Fradinho já cozido no liquidificador e junte ao refogado, mexendo até engrossar.
Coloque na tigela de louça, enfeite com os 8 ovos cozidos e regue com bastante oliva.
Enfeite com algumas flores.

lenda do IPETÉ de oxum

Oxum encontrava-se com problemas no ventre e isso lhe causava dificuldades para engravidar, Mas esra do desejo de Oxum engravidar; Diante dessa dificuldade ela decide consultar Orunmilá.

Orunmilá diante do problema de Oxum lhe ofereceu uma ajuda, Indagando que ela deveria seguir um preceito e nesse preceito ela deveria oferecer comida a todas as Oxuns, todas as irmãs; Oxum lhe disse que era impossivel, pois cada uma comiga uma coisa e sem muito pensar Orunmilá lhe respondeu:

– Se esforce, tens que criar um prato onde todas irão comer!

Oxum então responde:

– Mas como?

Orunmilá de pronto lhe responde:

– Você procurar uma estrada que parece não ter fim, caminhará e caminhará, algum tempo depois encontrará um homem que lhe presenteará com um fruto!

Oxum ficou meio desconfiada, mas era a única maneira de se livrar do problema. então Oxum no primeiro raiar do sol, no dia seguinte, Saiu a procura dessa estrada, passou por matas, rios, caminhos de pedras e ventanias.. Mas no fim encontrou a estrada, e tornou-se a caminhar, parou e descansou, mas voltou a caminhar… Até que avista um homem, parado na estrada, esse Homem era Ogún.

Ogún ficou espantado de ver Oxum alí, pois todos sabiam que oxum não saía de seus rios pra quase nada, ficava sempre no rio esperando os presentes e se banhando… Ela não gostava de sair de seu palácio de águas e naquele momento ela estava alí em uma estrada quente e sem acomodação! Com esse espanto de Ogúm ele lhe pergunta:

– O que lhe traz aquí Oxum?

E Oxum conta a Ogún o que lhe passava. Então Ogún vai até a beira da estrada e conhe um fruto chamado Ixú e entrega a Oxum e lhe diz para preparar uma comida chamada Ipeté, a comida que acalma! e entregue as suas irmãs.

Oxum lhe pergunta:

– O que quer em troca?

E Ogún muito encantado com a beleza de Oxum lhe responde:

– Nada! Você só terá apenas que sustentar sobre o seu Orí e sob a panela de Ipeté a folha de Abre-Caminho, e não esqueças de acomodar todos os Okutas de suas irmãs sobre o Ipeté.

Oxum ouviu atentamente as recomendações de Ogún e seguiu as suas orientações; pouco tempo depois nascia Logún-edé (O filho querido de Oxum).

“A partir desse Itán, Todos os anos é servido em ritual a comida Ipeté à Oxum, e abaixo da panela dessa comida e colocado as folhas de Abre-Caminho, sem esquecer de acomodar os Okutás sob o Ipeté. Também não podemos esquecer que por causa dessa lenda, o Único Orixá Boró (homem) que pode carregar a panela de Ipeté é Logún-Edé…”

Por consequência nasce também a seguinte Cantiga:

Olóomi máa,

Olóomi máa iyò,

Ayaba odò ó Yéyé ó.

Ipeté

ingredientes:

1Kg de inhame
8 camarões frescos graudos
200 gr de camarão seco defumado
2 colheres (chá) de azeite de oliva
1 cebola
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Descasque, lave e corte o inhame em rodelas; cozinhe em água até dar o ponto de amassar com o garfo.
Rale a cebola e refoque no azeite doce sem deixar escurecer.
Acrescente os camarões secos limpos e deixe-os corar até atingir um tom de cor avermelhado.
Amasse o inhame até obter um purê homogêneo e acrescente ao refogado; mexa bem.
Coloque na tigela e enfeite com os camarões frescos.

Abará

ingredientes:

500gr de feijão fradinho
1 cebola grande
2 colheres de sopa de Azeite de Oliva
250gr de camarão seco
8 pedaços de folha de bananeira (20x20cm)
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Quebre (triture) o feijão fradinho em pedaços grandes e coloque de molho na água para soltar as cascas.
Rale a cebola e reserve.
Limpe o camarão seco, triture bem e reserve.
Quando todas as cascas soltarem, retire-as e moa novamente o feijão até conseguir uma massa bem fina.
A essa massa, acrescente a cebola ralada, o camarão seco triturado e duas colheres de sopa de azeite doce.
Misture bem até conseguir uma massa bem homogênea.
Corte oito pedaços quadrados da folha de bananeira de aproximadamente 20x20cm.
Divida a massa em oito porções iguais e embrulhe-as com as folhas de bananeira de forma semelhante ao Acaçá.
Cozinhe os embrulho no vapor em banho maria.

OFERENDAS A OXUN

– Para obter-se uma graça qualquer.

Num prato branco arruma-se: 5 ovos de galinha crus; 5 folhas de verbena (Lipia citriodora); uma conta de coral;

um pedaço de azeviche; um molho de agrião que deverá ser arrumado em volta do prato, formando uma rodilha.

Cobre-se tudo com bastante mel de abelhas, salpica-se pó de efun e arreia-se aos pés de Oxun com 5 velas acesas

ao redor. Este adimú permanece por cinco dias nos pés do Orixá e é despachado numa cachoeira.

– Para apaziguar Oxun. Um mamão bem maduro aberto ao meio, do qual se retira todas as sementes. Enfeitase

o mamão por dentro e por fora com ramos de salsa; coloca-se dentro do mamão 5 gemas de ovos de galinha e

cobre-se com bastante mel de abelhas. Junta-se as duas partes do mamão e coloca-se, sobre um prato, diante de

Oxun, com duas velas acesas. No dia seguinte despacha-se num rio.

– Balaio para agradar Oxun. Pega-se um balaio grande com alça e enfeita-se à gosto com panos, fitas e

rendas amarelas. Pronto o balaio, coloca-se dentro dele diversos tipos de frutas, sempre em cinco unidades.

Acrescenta-se ainda bastante caramelos de leite e enfeita-se com folhas de hortelã. No meio das frutas coloca-se

uma boneca vestida de amarelo, representando a própria Oxun. Deixa-se diante do Orixá por oito dias, findo os quais,

despacha-se numa cachoeira. A boneca ficará, para sempre, junto ao igbá.

-Para obter uma graça. Pega-se cinco laranjas lima e, sem descascá-las, corta-se no alto, separando-se as

“tampinhas”. Sobre cada uma das laranjas coloca-se: Uma fava de anis-estrelado; um pouquinho de pó de lírioflorentino;

umas folhinhas de salsa; umas gotinhas de mel de abelhas e uma pitadinha de canela em pó. Repõe-se as

tampinhas em cada laranja e arruma-se num prato do igbá da Oxun. O prato deverá ser colocado sobre a sopeira, no

lugar da tampa. Este adimú permanece cinco dias sobre o igbá e é despachado, envolto num pano amarelo, na beira

de um rio de águas limpas.

-AGRADAR OXUN

Corte um melão bonito. corte em 8 ou 5 pedaços. Colque num prato de louça branca. regue com bastante mel.

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