Curiosidades

Curiosidades

Entenda o por que?

As vestes dos Umbandistas são brancas.

As vestes na Umbanda são geralmente brancas, sempre muito limpas, já que este é um dos motivos pelo qual se troca de roupa para os trabalhos. Nunca se deve trabalhar com as roupas do corpo, ou já vir vestido de casa com as roupas brancas. O suor causa uma sensação de desconforto, o que traz uma má concentração e intranqüilidade do médium (sem contar, é claro, com a desagradável situação de uma pessoa que vai tomar passes ou consultar-se, e ficar sentindo o cheiro do suor do médium, que está sempre próximo nos trabalhos).

O branco é de caráter refletor, já que é a somatória de todas as cores e funciona, aliado a outras coisas, como uma espécie de escudo contra certos choques menores de energias negativas que são dirigidas ao médium. Serve, também, para identificar os médiuns dentro de uma casa de trabalhos muito grande. Alem disso, é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranqüilidade.

A Roupa Branca (Roupa de Santo) é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias.

As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas.

Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora.

Ela deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.

Em diversos terreiros., nas sessões de Umbanda os homens utilizam calça e jaleco, e as mulheres utilizam o balandrau

. Nas demais sessões, as mulheres podem usar também jaleco e calça.

O Pano de Cabeça (Torço) – É feito a partir de um pano chamado ojá (a palavra significa “faixa de pano”), de tamanho variável. Existem vários formatos de torço, que podem ter significados diferentes. Por exemplo: o torço com duas pontas (orelhas) significa orixá feminino enquanto o torço com uma ponta só simboliza orixá masculino.

Serve tanto para proteger a coroa do médium conta as energias mais pesadas, como também representa um sinal de respeito dentro de um determinado ritual.

      brasileirinho

OJÁ

A Toalha Branca (Pano da Costa) – Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,80 m. Entre outras coisas, é utilizado para cobrir a cabeça dos médiuns quando estes incorporam Obaluaiê.

Outras Roupas – Em alguns casos, os guias podem solicitar alguma peça de roupa para que usem durante os trabalhos. Podem ser:

Pretos Velhos: toalhas, batas, saia, calça, etc.

Exus: Roupas, lenços, chapéus, jóias, capas, etc.

Caboclos: Cocares, faixas, penas, tiras de couro, etc.

Crianças: Bonés, roupas, laços, toalhas, etc.

Estas peças de roupa serão autorizadas pela dirigente ou pelos guia chefe da casa.

Os Pés Descalços

Os Pés Descalços

O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados.

Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas.

É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.

Além disso, nós atuamos como a pára-raios naturais, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).

Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os “pés descalços” eram um símbolo da condição de escravo, de coisa; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.

Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).

Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.

Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.

No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.

O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.

O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões e foi trazido para alguns protocolos do mundano tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade.
Seu significado pode ser interpretado como (reconhecimento da) submissão do ser humano diante da onipotência da deidade, muitas vezes representada através

de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega.
Também pode ser entendido como representação de humildade, bem como uma forma de agradecimento ( à Mãe-Terra que, através de seus mistérios, nos dá tudo, o que nos sustenta e nos mantem em pé).

Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa respeito pela deidade, orixás, guias e entidades que são representadas tanto pelo congá , como por pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques), e ainda nas figuras dos sacerdotes e sacerdotisas ou mais velhos na religião.
A ritualística pode variar de terreiro para terreiro, função de doutrina e fundamentos próprios.

BENZIMENTO

Benzer significa tornar Bento ou Santo.

è uma prática muito antiga a muitas culturas, mas aqui no Brasil ganhou força no período da colonização junto aos imigrantes que chegaram.

Vale lembrar que os próprios Índios aqui já estabelecidos praticavam seus rituais de cura dentro de um conjunto de orações no seu próprio dialeto.

No quadro dos colonos tínhamos duas classes predominantes no Benzimento:
as parteiras e os benzedeiros.

O Benzimento se da no conjunto de rezas, na formulação de garrafadas, seja de proteção ou de dosagem, existem Benzimentos para proteção de casas, crianças, animais de estimação, plantas, proteção do corpo e de espírito.

Para um bom Benzimento não existe hora e nem lugar, não importa o dia e nem a Lua.

Não é preciso ser médium nem ter nenhum tipo de pré-requisito além da vontade de ajudar ao próximo.

O Benzimento se aprende dentro de uma tradição na qual quem sabe e foi preparado ensina quem precisa, independente de crença ou religião.

Sendo assim o Benzimento é livre a qualquer pessoa que queira aprender.

CRUZAMENTO COM PEMBA
O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda para melhor proteção dos médiuns que já contam com uma incorporação definida, e que por esta razão tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho sem que antes para isso, não houvesse se cruzado.
O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma:
segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a

palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo.

Assobios E Brados

Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?

Muitos pensam que são apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é só isso.

Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, afim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

Saiba mais sobre os Pontos cantados.
Os pontos cantados são cânticos sagrados de invocação, do exterior para o interior,
e de evocação, do interior para o exterior, ou seja, na invocação chamamos certas forcas
astrais para o nosso auxilio na nossa gira e na evocação elevamos os nossos pensamentos e
nosso padrão vibratório para nos aproximarmos dos nossos guias e mentores espirituais.

Mas os pontos cantados são em si muito mais que isso também, pois eles contam segredos
espirituais através de suas historias aparentemente simples e sem significado, falam também
dos pontos de forcas na natureza e também revelam a energia, forma de trabalho, função e muito
mais, de um guia ou de um Orixá.

Cada ponto emite um tipo de vibração de acordo com o Orixá e o ritmo em que é entoado.

Assim como tudo na Umbanda tem um motivo de ser e é passado através da simplicidade e
humildade, os pontos cantados escondem muito mais mistérios que nos possamos sequer imaginar.

Os Atabaques, instrumento de percussão, acompanham os pontos e ajudam a manter o ritmo e a
cadencia, mas também tem outras funções entre elas a de emanar certos tipos de vibração,
funcionando de forma semelhante aos pontos cantados.

Os pontos cantados e os atabaques também têm a função de, no decorrer da gira, quebrar
demandas, ou seja, desfazer energias ofencivas e nocivas a gira, atuando diretamente em cima
dessas energias e as desfazem.
Eles devem ser entoados de uma maneira harmoniosa e sincera, devemos entoá-los com o coração
e entrar no seu ritmo pois só assim estaremos conseguindo elevar o pensamento, acima de tudo
deve ser levado muito a serio, e não esqueçamos que as suas letras e a sua tonalidade e ritmo
movimenta certos tipos de energia , então não devemos entoá-los em qualquer lugar,
principalmente em bares, festas ou em lugares parecidos, pois esses lugares possuem outro tipo
de vibração não adequadas aos Cânticos Sagrados, e jamais, mesmo em um terreiro, devemos berras
ou até mesmo cantá-los de forma exagerada e fora do ritmo, pois isso fará com que não se
atinjam as vibrações particulares dos pontos.

Saravá Zambi, Olurum, Deus……….
Saravá os Sagrados Orixás……..
Saravá Umbanda…..

Hino Umbandista
J. M. Alves

Refletiu a Luz Divina
Em todo o seu esplendor.
Vem do Reino de Oxalá
Onde há paz e amor

Luz que refletiu na Terra
Luz que refletiu no mar
Luz que vem lá de Aruanda
Para tudo iluminar.

Umbanda é paz e amor
Um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz .

Avante Filho de Fé
Como a nossa Lei não há
Levando ao Mundo inteiro
A bandeira de Oxalá.

Caboclo Sete Flechas

Caboclo Sete flechas no gongá
Sarava seu Sete flechas
Que ele é o Rei das matas
Com sua bodoque atira, ho baramba
Sua flecha mata

Caboclos da Jurema

Oxalá mando
Oxalá mando
Ele já mandou buscar
Os caboclos da Jurema
Lá na Juremá
Pai Oxalá
Ele é o Rei do mundo inteiro
E já deu ordem à Jurema
Para enviar seus Capangueiros

Abertura de gira

Pisa na umbanda
Pisa devagar
Afirma o pensamento
Que é pra não tombar
A Mamãe Sereia
Rainha do Mar
Dê a sua benção
A este cocar

Ponto de desamarração

Quem deu o nó não soube atar
Desata já, desata já
Mas quem fez a demanda não soube atar
Desata já desata já
Quem fez a macumba não soube atar
Desata já desata já
Desamarre ai
Desata já

Defumação

Sinto o cheiro das ervas
Meu pensamento está em Oxalá
A defumação passa por mim purificando
Cheirando as ervas que peguei no Juremá
Meu pai Oxóssi de Xangô e mãe sereia
Defuma essa aldeia
Do caboclo Cobra Coral

Salve as 7 Linhas

Quando eu entrei nesta casa
Pela porta do Além
Pai, Filho e Espírito Santo
Mais do que Deus ninguém
Quando eu entrei nesta casa
E a Tupã venho a louvar
Caboclo agora ogan
Africano orixalá
Eu sou filho de Umbanda
Que balança mas não cai
Eu sou filho de Umbanda
E só pertenço ao meu Pai
Eu venço
Eu venço
Eu venço
Eu venço
Com a força da Umbanda eu venço
Se eu precisar
Eu posso chamar
As 7 linhas para me ajudar.

Preto-Velho, Pai Joaquim

Pai joaquim
Cade Pai Mane
Foi no mato apanhar guine

Diga a ele quando vier
Subir a escada e nao bater o pe

Logun Edé

Babá ódé eué éjé Babá ódé eué éjé
Nibô ni babá Orixá nibô ni babá Logun Edé
Babaidá dacôja mi ojú aarô o ticóla axé é
Tihim ofá babá idô ode éinhim

Pai caçador há sangue nas folhas
O pai Orixá estas nas florestas, estás nas
Florestas o pai guerreiro caçador. Este pai
Me observa, olha minha cooperação ele foi
O primeiro a torna-se rico com o poder
Do seu arco e flecha, pai das florestas e
Caçador sois vós

Esquerda

Lá na porteira eu deixei meu sentinela (bis)
Eu deixei (nome do exú)
Tomando conta da cancela

Xango

Kao Kao
Kao Kabecile
Quem vem la das pedreiras
Eh meu pai Xango
Xango vem lah da jurema
Para os seu filhos ajudar
Deixa a pedra rolar
Deixa a pedra rolar
Lah vem meu pai Xango
Lah da jurema
Kao Kabecile
Kao Kao


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