Fazer o bem sem ver a quem

Fazer o bem sem ver a quem
As pessoas devem ser motivadas e incentivadas a fazer a caridade.

São como as crianças que começam a dar seus primeiros passos.

Para isso, precisam da ajuda dos pais que lhes

dão o apoio, as ensinam a caminhar e as incentivam a fazê-lo.

Cada passo dado é comemorado por seus pais, fazendo com que a criança se sinta feliz e tenha vontade de caminhar. Com o tempo, a criança adquire a segurança de caminhar sozinha e quando vê, é capaz de fazê-lo.

A mesma coisa são os filhos de santo (médiuns) que trabalham na casa. Eles precisam de apoio dos Orixás e das entidades que sempre estão ali, mas também precisam de apoio e incentivo daqueles que já criaram uma consciência e praticam a caridade.

Devem ser incentivados a dar os primeiros passos para então depois pegarem “gosto” pela prática da caridade e começar a praticá-la por vontade própria.

Eles vão sentir que o maior “prêmio” que podem ganhar é o sorriso daquele que recebe a doação. Com certeza, o maior beneficiado pela caridade é aquele que doa. Aquele que nada tem não precisa de muito e o pouco que recebe divide com os seus. Em nada vale doar com pena daquilo que se gasta ou por obrigação. A caridade verdadeira pode até ser pequena, mas tem que vir do coração, com alegria e sem esperar recompensa. Quando as pessoas conseguirem fazer a caridade, sem pensar no que gastaram, com alegria, conseguirão sentir a felicidade pelo ato que praticaram, lembrarão que o alimento que entregaram estará no prato e na mesa de uma família que nada tem o que comer.

Que farão a alegria de uma criança que sente fome ou no aconchego e calor de quem nada tem para vestir. Conseguirão sentir o sorriso de quem nada tinha para comer e ganha um almoço quentinho,de quem não vai revirar o lixo para se alimentar, pelo menos por um dia.

Entenderão que o sorriso de uma dessas pessoas é o mais importante nesse trabalho e que por alguns momentos diminui a dor daquele irmão e que isto não tem preço ou dinheiro que valha. Para isto deverão receber incentivos, pois muitos ainda não abriram seus olhos para a caridade.

Neste ano que se inicia, que Oxum derrame o seu amor e plante no coração de cada um o amor incondicional ao seu semelhante, agregando pessoas, idéias, atitudes e semeando a caridade como forma de manifestação do amor maior.

O ano é de muito trabalho, entretanto, devemos entender que não há crescimento sem vontade interior. Quando há união, há força para se realizar o que deseja. É como o trabalho das formigas que se unem e trabalham para que todos tenham alimento e abrigo. Uma ajuda a outra e como um batalhão conseguem construir sua casa e armazenar seu alimento. É o verdadeiro trabalho em comunidade. É o que se deve ser feito. Uma pessoa sozinha não conseguirá realizar tudo o que se tem para fazer. O ano é de realizações, mas com alegria e amor.

Muitas idéias virão ao longo do ano por diversas pessoas para crescimento do trabalho.

Devemos entender que a caridade não é obrigação, mas sim amor, alegria, esperança, fraternidade ao seu irmão que muitas vezes só precisa de um abraço ou palavra. Os pequenos gestos feitos com amor, se tornam grandiosos aos olhos do Pai.

Que todos possam um dia sentir a felicidade de ajudar ao seu irmão. Tenham certeza que aquele que doa com o coração cheio de alegria, será farto de coisas boas.

Quem doa amor, recebe amor. Quem doa carinho, recebe carinho.

Mas aquele que doar somente por obrigação, nada receberá. Por isso, este é o momento, vamos refletir e ver o que desejamos receber…
Que Oxalá abençoe a todos
e que mamãe Oxum semeie no
coração de cada um o amor divino.
VÓ MARIA (PRETA VELHA)

CABOCLO COBRA CORAL

Dar a mão a quem precisa…

O mundo dá muitas voltas, sempre que puder dê a mão a quem precisa, sem querer nada em troca.

O mundo gira e como uma balança nossa vida sobe e desce sem ao menos nos pedir licença, nas voltas da vida podemos encontrar esse irmão que necessitou da mão para se levantar, e não há pagamento maior do que vê-lo melhor…

Nunca sabemos o que nos espera….

se estaremos vivos daqui a um minuto,

mas sabemos que quando morremos não levamos nada e só deixamos o que fizemos de bom ou

ruim… Cabe a você escolher como será lembrado… Assim como numa plantação, o que fazemos somos obrigados a colher… Por isso nunca tenha dó de uma pessoa, cada um vem a esse mundo com sua sina e o seu resgate, ou está colhendo o que plantou, mas não nos cabe julgar, e sim amar e ajudar….fazendo nossa parte, o mundo se encarrega do resto….axé…

”A Língua é o Chicote Da Alma, Tesoura Que Corta O Amor, Pedra Que Amassa

Os Sonhos,Fogo Que Queima A Esperança.

E A Tumba Que Leva A Vida Daquele Que Vive A Falar Da Vida Alheia”.

(Zé Pelintra)

Mensagem a todos os Orixás

Que todos os Orixás estejam sempre à frente abrindo teus caminhos

Ogum com sua espada lhe ajude em todas as batalhas Iansã te de clareza para separar o joio do trigo

Xangô lhe protege das injustiças do mundo

Oxossi lhe deem conhecimentos e farturas

Obá lhe proteja dos corte e das demandas

Ossain lhe traga a magia das ervas e o seu conhecimento

Xapanã te de sempre muita saúde

Ibejis te proporcione alegrias inocentes e pureza

Oxum te cubra com o seu manto de amor e riquezas

Iemanjá leve com sua ondas todas as tristezas e angustias

Oxalá te abençoe e lhe cubra de paz.

Comida dos orixás

Comidas rituais são as comidas específicas de cada Orixá, que para serem preparadas são submetidas a um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas, durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes, são chamadas comida de axé pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.
Eis então algumas das principais comidas:

Acarajé – é a comida ritual do Orixá Iansã. O acarajé é feito com feijão-frade, que deve ser partido num moinho em pedaços grandes e colocado de molho em água para soltar a casca, após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa estiver no ponto ela fica com a aparência de espuma, para fritar use uma panela funda com bastante azeite de dendê.

Ado – é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente ao Orixá Oxum.

Amalá – é comida ritual do Orixá Xangô.

É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode ser feito de várias maneiras. É oferecido numa gamela forrada com massa de acaçá.

Axoxô – é comida ritual do Orixá Oxóssi, milho vermelho cozido refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê, enfeitado com fatias de coco sem casca.

Deburu – é a comida ritual do Orixá Obaluaiyê , é o milho de pipoca estourado numa panela com areia . Depois de peneirar a areia essa pipoca é colocada num alguidar ou tigela (de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco.

Ekuru – é uma comida ritual de diversos Orixás, a massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé , feijão-frade sem casca triturado, envolta em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor.

Omolocum – comida ritual da Orixá Oxum , é feito com feijão-frade cozido, refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce. Enfeitado com camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca, normalmente são colocados 5 ovos ou 8 ovos, mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do candomblé.

Abará – é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé . A preparação da massa é idêntica à do acarajé.

Quando comida ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão e quando da culinária baiana coloca-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que pode ser moído junto com o feijão e depois colocar alguns inteiros. Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira semelhante ao processo usado para fazer o acaçá e deve ser cozido no vapor em banho-maria; é servido na própria folha.

Acaçá – é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana .

Feito com milho branco ou milho vermelho, que após ficar de molho em água de um dia para o outro, deve ser moído num moinho formando uma massa que deverá ser cozida numa panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. O ponto de cozedura pode ser visto quando a massa não dissolve se pingada num copo com água. Ainda quente essa massa deve ser embrulhada em pequenas porções, em folha de bananeira previamente limpa, passada no fogo e cortada em tamanho igual para que todos fiquem do mesmo tamanho. Coloca-se a folha na palma da mão esquerda e coloca-se a massa, com o dedo polegar dobra-se a primeira ponta da folha sobre a massa, dobra-se a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, faz o mesmo do outro lado. O formato que vai ficar é de uma pirâmide rectangular.

Caruru – É uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. É preparado com quiabo cortado em quatro de comprido e depois em rodelas, cebola ralada ou batida no processador, pó de camarão, sal, azeite de dendê, castanha-de-caju torrada e moída, amendoim torrado sem casca e moído. Preparação: Numa panela coloque azeite de dendê, a cebola e o sal, refogue um pouco, em seguida coloque o quiabo cortado, colocar um pouco de água e deixar cozinhar, quando estiver cozido colocar aos poucos a castanha e o amendoim acrescentando um pouco mais de dendê, depois de pronto é colocado numa gamela.

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