Feijoada de Preto velho

FEIJOADA DE PRETO VELHO

Dia 13 de maio é o dia em que toda umbanda comemora e homenageia a falange dos Pretos Velhos, espíritos sábios, iluminados e conselheiros que prestam suas caridades incorporados nos terreiros, nos centros espíritas e no astral, onde esteja presente a fé e a verdade.

A umbanda tem todo um carinho por esta falange, que está sempre pronta a servir, derramando a misericórdia de Pai Oxalá.

É tradicional nos centros umbandistas as grandes feijoadas em homenagem aos vovôs e vovós, feijoadas estas que têm um sabor especial, incrementado de muita magia, sabedoria e amor.

O ritual da feijoada de pretos velhos tem origem na escravidão, onde os negros realizavam suas festas com restos dos senhores brancos.

Restos de carne de porco, foucinho, orelha, pés, rabos, costelas eram conservados em sal e cozidos junto ao feijão que não prestasse para as famílias brancas, daí surgiu a feijoada, prato tipicamente brasileiro e negro.

E até mesmo nas comemorações religiosas destes nossos ancestrais, quando conseguiam realizar, a feijoada era um dos pratos principais, para que se festejasse a fé, a comunhão e seus Orixás.
Nos terreiros de umbanda, a feijoada das santas almas tem todo um significado litúrgico, ou melhor, vários significados litúrgicos.

A mistura do feijão com arroz simboliza o preto e o branco, que representa a união dos povos, independente de cor, lembrando que o dia 13 de maio também é o dia em que comemora-se a abolição da escravatura em nosso país e que a falange dos queridos velhos traz na umbanda todo um emblema contra o preconceito racial.

O preto e branco da feijoada também representa as cores da falange dos Pretos Velhos e também de Pai Obaluayê, chefe da linha das Almas.

O feijão com arroz também significa em terras Brasil, o sustento da matéria, a comida à mesa, que alimenta corpo e alma. O preparo da feijoada envolve geralmente uma grande quantidade de membros dos terreiros, já que é um prato trabalhoso de ser preparado para grande quantidade de pessoas.

E nesta comunhão de membros, com pensamentos firmados no amor e na espiritualidade, o axé dos nossos queridos Pretos se propaga e assim são derramadas na comida as magias e os ensinamentos destes falangeiros. A feijoada torna-se assim um prato forte, não só em termos de calorias e nutrientes, mas também de ingredientes espirituais, de força, de cura, de prosperidade e amor.
Quando servida, a feijoada passa a simbolizar a fartura na mesa dos filhos e esta energia é distribuída nos pratos e mais pratos que são servidos.

A feijoada que era o alívio da fome dos negros, nos traz também lições de humildade, destes espíritos que quase nada tiveram de material e hoje descem nos terreiros para servir tanto a nível espiritual e material.

Almas milagrosas que nos ensinam a repartir e partilhar, que nos ensinam que mesa bonita e farta é aquela que é partilhada e não individual.
Os Pretos e Pretas Velhas são entidades que trazem consigo o carinho ao servir, entidades que no sofrer só encontraram bálsamo no amor verdadeiro e puro, ao invés da revolta.

Algumas destas entidades são sérias, mas sempre carinhosas, mesmo quando estão brabos por erros cometidos pelos filhos.

São entidades que representam o perdão e nos dão essa lição a toda sessão em que são chamados a terra.

Suas oferendas são sempre simples representando a humildade que deve estar presente em nossos corações para que possamos crescer verdadeiramente e sempre giram em torno das cores preto e branca, representando o fim e o recomeço através das passagens que todos já fizemos e faremos, quantas vezes forem necessárias, representando assim o caminho de todas as almas, onde trabalham estas entidades.
Os filhos de pemba devem sempre aproveitar ao máximo esta festividade, que muito além de comemoração, traz uma grande áurea de positividade dentro dos terreiros e seus membros. Aproveitar participando na colaboração do que for servido, aproveitar participando na confecção da feijoada, aproveitar concentrando-se para que a energia de suas entidades cheguem com todo amor. Esta feijoada sagrada, que ocorre uma vez por ano alimenta corpos, mentes e espíritos, fortalecendo-nos em nossas caminhadas. Por tudo citado e muito mais mistérios, devemos ao receber o prato do feijão dos Pretos Velhos, agradecer ao Grande Pai pelo alimento sagrado e mentalizar nossos pedidos em torno do que realmente precisamos, com certeza nosso vovôs e vovós atenderão com todo carinho que nutrem por seus filhos. Há também um costume antigo de se limpar o prato com as mãos e passar as mãos na cabeça, para que toda força daquele ritual possa também fortalecer os nossos oris. Salve todos os nossos Pretos Divinos de Aruanda!

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