Malandros: Os mensageiros de Zé Pelintra

Malandros: Os mensageiros de Zé Pilintra
Quem são os malandros?!


A linha dos malandros que trabalham na Umbanda traz para dentro dos terreiros os considerados “excluídos” da sociedade. São espíritos que por conta do preconceito racial, foram, em alguma encarnação, marginalizados pela sociedade, mas que lidaram com essa adversidade sem perder sua fé, sua identidade e seu bom humor.

Após desencarnarem, continuaram suas caminhadas em busca da evolução espiritual até alcançarem o grau evolutivo que lhes permitiu voltar ao plano físico para trabalharem como guias espirituais.

Mas afinal, o que um “malandro” teria para ensinar as pessoas?

Qual seria sua contribuição dentro de uma religião tão doutrinada como a Umbanda? Primeiramente, devemos lembrar que nos referimos a estas entidades como malandros, sem o sentido vulgar da palavra! Estes espíritos que se apresentam dentro da linha que corresponde a este grau vem para nos ensinar a flexibilidade , a capacidade de adaptação diante dos obstáculos, o “jogo de cintura” e o bom humor que se obtêm através do sentimento de fé na vida e em si mesmo.

De alguma forma, eles vivenciaram estas situações em algum momento de sua existência e assim podem nos auxiliar em nossas vidas.

A Malandragem nos ensinam que a vida é feita de experiências e toda experiência visa a nos ensinar algo de positivo, que não há obstáculos insuperáveis e que é preciso confiar nas Leis da Vida e manter a alegria e o bom humor para estar em sintonia com faixas vibratórias positivas e atrair a cura espiritual, emocional, mental e física.

Sua linguagem é altamente simbólica. Muitas vezes eles falam conosco e comparam a vida a um jogo de cartas ou dados. Nesse “jogo”, a linguagem se define da seguinte forma:

JOGADA RUIM – Seria um imprevisto, uma adversidade. O que não significa a perda da “partida” (motivo para desespero, descrença ou desistência), pois a próxima “jogada” (nova oportunidade, novo passo) poderá ser melhor, só depende de nós da nossa fé.
ADVERSÁRIO – Seriam desafios externos, bem como os próprios pensamentos, convicções, emoções ou sentimentos negativos.

É preciso estar atento para ter melhores condições de enfrentá-lo e alcançar a “vitória”.
VENCER O JOGO – Seria a superação do obstáculo em si.

Mas nesse quesito, a “grande vitória” seria o entendimento do “jogador” sobre as causas das dificuldades na vida e a aceitação da nossa responsabilidade por essa realidade que, de algum modo, criamos.

O erro ensina e nos dá a oportunidade de recomeçar e aceitar.
DERROTA – Não significa que é o final de tudo. Sempre se pode tentar de novo, sem nunca desistir.
VIRAR O JOGO – Através da persistência, da alegria e da fé no amanhã, podemos reverter o que não deu certo e alcançar a “vitória”.

Quando se fala em “malandro”, na linguagem cotidiana, a primeira idéia que nos ocorre é a do homem boêmio, do jogador inveterado de cartas ou de dados, do amante da noite, da música e das rodas de dança, que vivia de expedientes, carregava navalhas ou facas e fugia da polícia.

Os Malandros vêm até nós através das Mãos do Criador, para nos ensinar “a boa malandragem”.

Nos ensina a fazer limonada de limões azedos que recebemos dos outros, escorregar e levantar rapidinho, sem perder a compostura e a elegância e já sair dançando e cantando, ensinam a jogar “o jogo da vida” e ser um bom parceiro de jogatina, ensinam a rir das tristezas e de si mesmo quando as coisas não vão bem, assumir o que se é, sem hipocrisia e fazer todo o Bem que se possa, não se prender a padrões e valores externos, mas ficar centrado em si mesmo e na sua Fé, sem nunca desacreditar da Vida Maior, cujo amparo permeia todos os caminhos diários.

Os Malandros são simples, amigos, leais e verdadeiros.

Mas se alguém pensa que pode enganá-los, então é desmascarado sem a menor cerimônia e na frente de todos, porque os Malandros não toleram a maldade, a injustiça ou a tentativa de se enganar aos mais fracos.

Manipulam magisticamente fumos, como charutos e cigarrilhas, suas bebidas vão desde aguardente, batidas diversas, como as de côco, conhaque e até uísque.

São cordiais e alegres. Parecem dançar a maior parte do tempo, mas com seus movimentos estão é recolhendo negatividade e purificando as pessoas e o ambiente.

Como regra geral, os Malandros não são Exus. São Entidades que integram Linhas de Trabalho distintas.

Mas alguns Malandros se manifestam nas sessões da Esquerda, junto a Exus e Pombogiras. Dentro da Linha existem também as manifestações femininas, das quais Maria Navalha e Maria do Cais são as entidades mais conhecidas da Malandragem.

A figura mais conhecida dentro desta Linha, sem sombra de dúvidas, é seu Zé Pelintra.

Seu Zé, como é conhecido popularmente, é uma Entidade peculiar, pois tanto se manifesta na Direita quanto na Esquerda.

Na Direita, ele vem como Malandro mesmo, ou como Baiano ou ainda como Preto Velho quimbandeiro (isto é, voltado para o corte de demandas e magia negra). Já na Esquerda, ele vem como Exu.

Por que será?

Uma das características dos Malandros é a flexibilidade, por isso ele é um guia que, não importa se é na Direta ou na Esquerda, ele está a serviço da Luz.

A Linha dos Malandros, como nas demais linhas, estão agrupados espíritos que tiveram encarnações diferentes entre si. O ponto central é sabermos que esses espíritos não estão presos a seus antigos nomes e sim, que foram agrupados a partir de suas afinidades vibratórias e evolutivas e de suas especialidades.

Seguem alguns nomes mais conhecidos das Entidades que trabalham nesta Linha:

Zé Pelintra
Zé Pretinho
Zé do Côco
Zé da Luz
Zé da Légua
Zé Moreno
Zé Pereira
Zé Malandro
Malandrinho
Camisa Preta
Camisa Listrada
Sete Navalhas
Malandro do Morro
Entre outros…

Como citado acima, entre as Entidades femininas, estão Maria do Cais e Maria Navalha. Malandras que também podem se manifestar na Esquerda e se apresentarem como pombogiras.

Os Malandros não possuem um dia específico, tendo em vista que a Linha tem um campo vasto de atuação, se manifestando tanto na Direita como na Esquerda. Os Malandros que trabalham na cura costumam ser mais associados aos Sábados, dia relacionado ao orixá Obaluaê.

Já os que trabalham no corte de demanda tem uma associação mais direta com a Terça-Feira e Quarta-Feira, dias relacionados aos orixás Ogum e Iansã.

Seu campo de atuação baseia-se na limpeza energética, purificação e equilíbrio. Eles quebram os preconceitos, o corte de magias negras e trabalham para abertura de caminhos. Seu ponto de força é na subida dos morros, nas esquinas e encruzilhadas. Trabalham também nos pés dos coqueiros e até na porta de cemitérios, dependendo do seu campo de atuação e energização.

A cor dos Malandros varia, podendo ser branco e vermelho, branco e preto ou vermelho e preto.

Suas guias também são variados, podendo ser de coquinhos, porcelana bicolores (branca/vermelha, pretas/brancas ou vermelhas/pretas). Podem utilizar ainda sementes, pedras e até palha da costa com búzios.

Seus instrumentos de trabalho são baralhos, moedas, dados, palitos, palha da costa, pedras, pembas, sumos de ervas, barbantes, linhas, fitas, búzios, sementes, côco, água de côco, terra, dendê e azeite de oliva.

Sua saudação baseia-se na alegria que transmitem, na firmeza e na força que carregam para dentro dos terreiros nos quais trabalham. E assim, trazem toda a energia que precisamos para alcançar melhores resultados no “Jogo da Vida”.

Salve a Malandragem! Salve todas as Entidades que trabalham nesta Linha!

Salve a falange de seu Zé Pelintra!!!!

Muito axé, queridos irmãos!

      zp10


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