O pequeno universo do umbandista

 

O pequeno universo do umbandista
A riqueza da Umbanda é incontestável. Essa riqueza é percebida nas liturgias, festividades, pontos cantados e tantas outras manifestações encontradas nos terreiros espalhados pelo Brasil. A imensa diversidade constitui – ou deveria constituir um fator de enriquecimento da Umbanda enquanto religião e do umbandista enquanto ser pensante e atuante,

no entanto (e paradoxalmente), esse mesmo fator tornou-se um problema que exige cautelosa reflexão, já que gera controvérsias e desentendimentos internos.


Tanto quanto o Brasil, a Umbanda apresenta diferenças regionais, e não poderia ser diferente, já que dentro de um país continental é natural e até enriquecedor que essa diversidade toda exista – e é possível notá-la até nos menores detalhes: linguagem (em alguns casos parecem surgir verdadeiros dialetos), comidas típicas, costumes, etc. O universo cultural é vasto, porém quando não compreendido, constitui um problema, e é justamente isso que ocorre quando falamos do universo do umbandista.
O fanatismo religioso não é privilégio de nenhuma seita ou denominação, podendo estar presente em todos os meios sociais, como uma viseira intelectual que impede o seu portador de olhar para os lados ou para o óbvio que descortina diante de si. Todo sectarismo é burro e todo sectário é cego e apenas repete, feito um autômato, supostas verdades que lhe foram ditadas um dia. Cada templo ou terreiro de Umbanda é único e possui a identidade de seu dirigente e também das entidades que ali atuam, por determinação do astral.
O universo da Umbanda é colossal, mas o universo do umbandista é minúsculo quando ele não se permite olhar além das quatro paredes do seu terreiro. Nessa situação ele se torna pequeno, sectário, fundamentalista e ignorante, pois despreza a possibilidade de enriquecimento do seu aprendizado, renegando tudo que não seja comum às suas práticas habituais, como se somente elas fossem verdadeiras e válidas perante a espiritualidade.
Certamente existem diferenças litúrgicas entre os milhares de terreiros de Umbanda espalhados pelo país.

Um determinado ritual realizado no Sul pode, sem problema algum, encontrar diferenças de um ritual praticado do Nordeste, e nem por isso será “menos umbandista”. O umbandista que não entende isso não entende também a rica diversidade da sua religião.
Sendo assim, poderia se dizer mesmo umbandista?
A resposta, nesse caso, deve vir após uma reflexão sobre a própria postura diante da religião e diante do se apresenta como novo diante dos olhos habituados a não ver nada além das paredes do templo que freqüenta.
O advento da internet, que possibilita uma comunicação e troca de informação maior entre as pessoas de diferentes regiões revelou um fato inusitado.

Através dos vários fóruns de discussão sobre Umbanda, ficou claro que o umbandista, de uma forma genérica, tem dificuldades em aceitar aquilo que não conhece.

E naturalmente não existe aquele que tudo conhece, visto que a diversidade, como já foi dito, é enorme e varia de acordo com as diferentes regiões.
Não conhecer essa diversidade em sua grandeza não é o problema.

O real perigo consiste na dificuldade de aceitar aquilo que não reconhece como verdadeiro, como se apenas o seu pequeno universo fosse detentor da verdade absoluta sobre a prática da Umbanda. Tornou-se comum presenciar nos citados fóruns, a troca nada gentis de farpas entre pessoas que não defendem apenas convicções, mas sim a visão limitada que juram de pés juntos constituir a mais pura verdade sobre a religião, como se possuíssem uma procuração de Aruanda, atestando que a sua Umbanda é mais Umbanda que a do outro e tivessem autoridade para afirmar isso. Adjetivos nada polidos para quem deveria divulgar a Umbanda através do exemplo são proferidos contra irmãos-de-fé, que por não temer expor aquilo que conhecem e tomam como verdadeiro, sofrem verdadeiras humilhações e até perseguições por parte de alguns poucos que se valem da facilidade com que manipulam as palavras para agir dessa forma. Não percebe, este xiita do seu próprio terreiro, que nada mais faz do que expor a fragilidade e a limitação de seus conhecimentos, além de dar munição àqueles que tentam a todo custo denegrir a imagem da Umbanda.
Não se trata, em hipótese alguma, de defender a idéia de uma codificação da Umbanda, longe disso, mas é necessário que se estabeleça uma conduta ética, que pode (e deve) transcender a temática umbandista, partindo para a tão falada e pouco praticada lição do respeito às diversidades. Reconhecer “o outro”, em todas as suas diferenças é praticar a ética, e não temos o direito de reclamar tanto da intolerância das demais religiões se somos intolerantes com aqueles que deveríamos chamar de irmãos.
É óbvio que não devemos generalizar, mas notamos que, infelizmente, muitos umbandistas ainda estão presos ao seu pequeno universo, não aceitando sequer ouvir o que o outro umbandista tem a dizer. São pobres seres isolados em redomas de vidro que chamam de terreiros, universos que deveriam ser tão ricos, tendo em vista a bagagem cultural característica dessa manifestação espiritual, mas que tornam-se pequenos como as mentes que não conseguem enxergar além de suas paredes. A Umbanda é maior que tudo isso, maior que as mentes cegas e maior que os pequenos universos, inversamente proporcionais à prepotência daqueles que advogam verdades supostamente absolutas.

PS: Pode parecer que a imagem escolhida para ilustrar esse texto não tem a ver com o assunto abordado, no entanto, ela retrata, de forma singela, o valor da união.
Douglas Fersan – 2009

Deusa da espada de fogo, dona das paixões, Iansã é a rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, senhora dos cemitérios.

Não é muito difícil depararmo-nos com a força da natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente.

Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora.

Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas. Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural.


É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela.

Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante. Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida.

Orixá da provocação e do ciúme.

Iansã também é a paixão.

Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria desejo de possuir, o desejo sexual.

É a volúpia, o clímax, o orgasmo do homem e da mulher. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão.

A frase “estou apaixonado” tem a presença e a regência de Iansã, que é o Orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados.

É o ciúmes doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão, propriamente dita. Iansã é a disputa pelo ser amado.

É a falta de medo das consequências de um ato impensado, no campo amoroso.

É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente.

Iansã rege o amor forte, violento.

Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns, como se diz no Candomblé.

É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. Iansã é a deusa dos cemitérios.

Ela é a regente, juntamente com Omulú (ou Obaluaê), dos Campos Santos, pois comanda a falange dos eguns. Comanda também a falange dos boiadeiros. Ela é sua rainha.

Como Deusa dos mortos, Iansã carrega consigo o eruxin, feito com rabo de cavalo, para impor respeito aos eguns, bem como a espada flamejante, que faz dela a guerreira do fogo.

É, sem dúvida, o Orixá mais popular e a mais querida no Candomblé.Sou de Oyá

” O vento que te levanta mas o mesmo vento que te derruba “

Sou ;

– Direta
– Quente
– Intensa
– Objetiva
– Fiel
– Amiga , mãe , irmã , esposa , guerreira pronta para a guerra e sem tempo Ruim , pois sou filha de oyá para eu não existe tempo ruim .

Mas sou vaso ruim de quebrar , sou ventania que suas mãos , seus dedos e Seus olhos não são capazes de me acompanhar eu traço meu destino e não Homem e mulher que mande em mim , sou o homem e a mulher de Minha Casa e minha vida sou bem resolvida comigo mesmo sem se preocupar Com a opinião alheia SIM sou de Oýá olho no olho , coração e alma quente
Não gosto de depender de nada e nem de ninguém , orgulho ?
Não eu não sou orgulhosa mas tenho vergonha na cara sou filha dos ventos
E o vento não depende de outra força para se movimentar o vento Movimenta tudo , e nada movimenta o vento .

Sei ser brisa , quente suave , boa companhia mulher apaixonada
Mas sei ser vendaval , guerreira , pedra no sapato sou do afronto e só não Me provocar e sempre terá o melhor de mim .
Com a ingratidão ja me acostumei , mas ajudo pois deste mundo não se Leva nem a roupa do corpo .
Jamais duvide da capacidade da :

– Borboleta
– Do búfalo
– Dos ventos
– Dos raios
– Do fogo

Posso viver te surpreendendo mas também posso viver te atormentando
Sou aquele sonho quente gostoso em uma noite fria de inverno

Mas também posso ser um pesadelo quente em uma noite de verão

LEMBRE-SE nunca subestime o vento ele pode te fazer levantar
Mas pode lhe fazer cair

Fale- me a piór das verdades
Mas não me conte a melhor das mentiras

Sou assim sou de oyá e este e meu mundo
Bem vindo a meu mundo

( Ekáa abó ayê mi omó Oyá ) eparrei .

Saiba Mais

Exu morcego é o senhor da magia, um verdadeiro bruxo.

Sempre é solicitado nos trabalhos de desobsessão. Exu morcego recebeu a missão de trabalhar nas esferas mais baixas da ignorância humana, é um grande iniciado conhecedor de manipular a magia.

Tem também como missão guardar os limites dos planos cósmicos, uma missão desse porte só pode ser dada a um grande exu, um exu digno.

Por isso o senhor morcego é uma entidade séria conhecedora dos segredos da evolução, da vida, da transição, das trevas e da luz. Conhece a arte de limpar os carmas de um espírito ou fazer o carma pesar para a reparação dos erros humanos que causam sofrimento da matéria, pois seu trabalho é limpar os parasitas astrais, vampiros e etc….
O exu morcego encaminha essas formas que vampirizam a energia vital das pessoas aqui na terra sugando e atraindo as mesmas para os lugares de onde saíram evitando que essas energias ruins prejudiquem os humanos.

— com Danilo Leao.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.
Não damos consultas:
via whatsapp ou via E-mail.

Acesse nosso Site Principal clique na imagem abaixo:

 

Esta entrada foi publicada em Umbanda. Adicione o link permanente aos seus favoritos.