Obaluaiê/Omolu

Obaluaiê/Omolu

na Umbanda



Cura de Doenças, Saúde, Vida e Morte
Omulu ou Obaluaiê, também conhecido como o Orixá das doenças ou da varíola e outras doenças contagiosas, é muito respeitado, mas dizem que dele deve-se manter uma certa distância. Obaluaiê é a forma jovem do Orixá, enquanto Omulu é a sua forma mais velha. A figura de Omulu é completamente cercada de mistérios e dogmas, sendo-lhe atribuído o controle sobre as doenças, especialmente as epidemias. Omulu representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha que tapa o seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente.
Está fortemente relacionado com os troncos e os ramos das árvores. A sua matéria de origem é a terra e, como tal, ele é o resultado de um processo anterior. Relaciona-se também com os espíritos contidos na terra. O seu poder está extraordinariamente ligado à morte. Omulu é o orixá que rege a morte, ou o instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne). O orixá Omulu guarda para Olorum todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação de seus vícios emocionais.Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da Lei Divina, que também não pune ou castiga. Ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne. E se alguém semeou ventos, que colha sua tempestade pessoal, mas amparado pela própria Lei, que o recolhe a um dos sete domínios negativos, todos regidos pelos orixás cósmicos, que são magneticamente negativos. E Tatá Omulu é um desses guardiões divinos que consagrou a si e à sua existência, enquanto divindade, ao amparo dos espíritos caídos perante as leis que dão sustentação a todas as manifestações da vida. Esta qualidade divina desse amado orixá foi interpretada de forma incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos foi que Tatá Omulu é um dos orixás mais “perigosos” de se lidar, ou um dos mais intolerantes, e isto quando não o descrevem como implacável nas suas punições. Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida. Na verdade, ele é o excelso curador divino pois acolhe em seus domínios todos os espíritos que se feriram quando, por egoísmo, pensaram que estavam atingindo seus semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu amparo divino até que, sob sua irradiação, nós mesmos tenhamos nos curado para retomarmos ao caminho reto trilhado por todos os espíritos amantes da vida e multiplicadores de suas benesses. Todos somos dotados dessa faculdade, já que todos somos multiplicadores da vida, seja em nós mesmos, através de nossa sexualidade seja nas idéias, através de nosso raciocínio, assim como geramos muitas coisas que tornam a vida uma verdadeira dádiva divina.
Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético, nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de imediato a doença e receitará a medicação correta. O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-se através de uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através dela que fluem as irradiações divinas de um dos mistérios de Deus, que nominamos de “Mistério da Morte”. Enquanto força cósmica e mistério divino, Omulu é a energia que se condensa em torno do fio de prata que une o espírito e seu corpo físico, e o dissolve no momento do desencarne
ou passagem de um plano para o outro .

Mitos de Obaluaiê/Omolu
Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omolu nasceu todo deformado. Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia, para que o mar o levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne. Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Iemanjá saiu do mar e o encontrou. Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até o bebê se recuperar. Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho.
Omolu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos. Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omulú se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros. Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio; e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã, que Omolu recompensou dividindo com ela o poder de controlar eguns (espíritos dos mortos).
Quando Obaluaiê ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida. Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu. Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata, onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra. Ficou muito doente. Por fim, quando achava que ia morrer, Olorum curou as feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OMOLU-OBALUAÊ
Os filhos de Omolú são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.
Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais optimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice.
Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no acto, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.
Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam de tudo.
São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Omolú são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestáveis e trabalhadores. São amigos de verdade.

Comida para Omulu e Obaluayiê

Doburu
Material Necessário:Milho Alho ( para pipoca ) ou milho vermelho, Areia da praia
Maneira de Fazer:
Numa panela quente com areia da praia, estourar o milho e está pronto o doburu.
Outras Comidas:
Material Necessário:Feijão Preto, Cebola, 1/2 K de Camarão Seco, Azeite-de-dende
Maneira de Fazer:
Cozinha-se o feijão preto, só em água, e depois refoga-se cebola ralada, camarão seco e Azeite-de-Dendê.

Guias e Pátuas de Omulu.

Vestes dos Orixás


Obaluayê quer dizer rei e dono da terra. Sua veste é de palha e esconde o segredo da vida e da morte, ao mesmo tempo em que representa a reafirmação da ancestralidade, eternização e transcendência. Rege a saúde.
Saudação= Atotô Baluaê, omulu é Orixá´.
Seu Dia = segunda-feira.
Sua morada= Cemitério.
Símbolo= Palha da costa.
Sua cor = Preta e branca.
Sua bebida= Vinho tinto, dendê.

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Pontos de Obaluaiê/ omulu

Pontos de Obaluaiê/
omulu
 
O orixá Omulu atua em todas as religiões
e em algumas é denominado de “Anjo da Morte” e em outras de divindade ou “Senhor
dos Mortos”..
 
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SE EU VEJO UM VELHO NO CAMINHO EU PEÇO A BENÇÃO
(2X)
DEUS LHE ABENÇOE, DEUS LHE ABENÇOE
DEUS LHE ABENÇOE, ABALUAYÊ, DEUS LHE ABENÇOE!
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ABALUAYÊ, OLHA A SUA FILHA
O SENHOR TEM FORÇA!
DÊ FORÇAS A ELA
A VÓS QUE VOS CHAMA
ABALUAYÊ AJUDE ESTA CAMBONA!
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QUÊ, QUERÊ, QUÊ QUÊ, Ô GANGA
PISA NA MACUMBA DE GANGA.
QUE, QUERÊ, QUÊ QUÊ, Ô GANGA.
SARAVÁ SEU OMULU, QUI É GANGA.
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O VELHO OMULU
VEM CHEGANDO DEVAGAR
APOIADO NO SEU CAJADO
VEM NA BANDA SARAVÁ
OMULU DÊ
SENHOR DA TERRA
ATOTÔ ABALUAYÊ!
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OMULU AIÊ ATOTÔ
É UM ORIXÁ!
PEDE QUE ELE DÁ, ATOTÔ
ELE É ORIXÁ!
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Meu pai Oxalá é o Rei
Venha nos valer
Meu pai Oxalá é o Rei
Venha nos valer
É o velho Omulu
Atotô Obaluaê
É o velho Omulu
Atotô Obaluaê
Atotô Obaluaê Atoto babá
Atotô Obaluaê ele é um Orixa
Atotô Obaluaê Atoto babá
Atotô Obaluaê ele é um Orixa
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ELE É UM VELHO
QUE MORA MUITO LONGE
MUITO LONGE!
NA SUA CASA DE PALHA
ELE CHORA MIRONGA (3X)
NO MIRONGUÊ!
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UM PASSARINHO CANTAVA LONGE
E DE REPENTE ELE VOOU!
ERA UM VELHO CAMINHANDO NA ESTRADA
ERA O VELHO OMULU ATOTÔ!
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VEM CHEGANDO UM VELHINHO,
PARA LHE ABENÇOAR.
VEM CHEGANDO UM VELHINHO,
PARA LHE ABENÇOAR.
VELHO ATOTÔ, SARAVÁ PAI OXALÁ!
(2X)
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Ó SENHOR DAS ALMAS
NÃO SEJA PARA MIM SEVERO
ELE É OMULU
O REI DO CEMITÉRIO!
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SALVE ESTA ROÇA LINDA
QUE DEUS FAZ ABENÇOADA!
EU LOUVEI ABALUAYÊ
QUE É SANTO DESTA MORADA!
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VINHA CAMINHANDO PELA ESTRADA
QUANDO UM VELHO ENCONTREI!
ELE ME ABENÇOOU
ERA OMULU, O VELHO ATOTÔ!
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QUEM É DONO DO BAÚ
É O MESTRE OMULU!
QUEM É DONO DO BAÚ
É O MESTRE OMULU!
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LÁ VEM OMULU,
ELE VEM LÁ DA CALUNGA
ELE CORRE GIRA, ELE CORRE
SEM PARAR, SE ELE CORRE
OS QUATRO CANTOS DO MUNDO
SARAVÁ OMULU, VEM ATOTÔ
NO PORTÃO DO CEMITÉRIO
SEU OMULU CHOROU
SEU OMULU CHOROU!
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SALUBA NANÃ BURUQUÊ!
SEU FILHO PEDE AGÔ!
LOUVADO SEJA ABALUAYÊ
VELHO OMULU ATOTÔ!
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COM PALHA AFRICANA
LÁ VEM SEU OMULU!
ELE É ORIXÁ, ELE É, SIM
SENHOR!
ELE É O ORIXÁ DONO DA CALUNGA!
SUA ESTRELA QUEM ACENDEU
FOI OGUM MEGÊ!
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SE ELE CORRE OS QUATRO CANTOS
QUATRO CANTOS SEM PARAR
SE ELE CORRE OS QUATRO CANTOS
É PRA SEUS FILHOS AJUDAR!
OMULU AÊ ATOTÔ, ELE É ORIXÁ!
(4X)
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SARAVÁ OXÓSSI NESTA CASA
OI SARAVÁ OKÊ ARÔ!
OI SARAVÁ OH MEU SENHOR DA PESTE
OBALUAYÊ, ATOTÔ!
AJUBERÔ, ATOTÔ!
OBALUAYÊ, ATOTÔ!
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OXALÁ É O REI DO MUNDO
OXALÁ É O MEU SENHOR!
OMULU É O DONO DA PESTE
OBALUAYÊ ATOTÔ!
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CASINHA BRANCA, CASINHA BRANCA,
QUE EU MANDEI FAZER (2X)
PARA OFERECER A MEU PAI OMULU,
MEU PAI OMULU SEU ATOTÔ OBALUAIÊ (2X)
OI SALVE MAMÃE OXUM! E SALVE NANÃ BURUQUÊ!
SALVE ATOTÔ OBALUAIÊ (BIS)
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Doença de pele
Ele veio curar
Ele Omulú
Nosso grande orixá
Coberto de palha
Ele vem me abençoar
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No dia 13 de maio
meu são Benedito
Cativeiro se acabou
meu São Benedito
Oi saravá seu Atotô
meu são Benedito
Oi viva Deus nosso Senhor
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Eu vim ao mundo
para sofrer
O meu destino
é sobreviver
Oi abre as portas
para receber
Nanã Borouquê
e Abaluaê
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Ele era, mas não era
Mas não era pintassilgo
Ele mora na pedra furada
Mas não era pintassilgo
 

 

PRECE DE OBALUAIÊ
Mestre das almas!
Meu corpo está enfermo…
Minha alma está abalada,
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento
Que me destrói lentamente.
Senhor Omolu!
Eu evoco – Obaluaiê
Oh!
Deus das doenças
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura sofredora de Lázaro.
Aquele que teve a graça de um milagre
No gesto do Divino Filho de Jesus.
Oh!
Mestre dos mestres
Obaluaiê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Na magia do milagre,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me…
Obaluaiê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto – Meu Pai
Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas. que ainda não se libertou da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho.
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me – Irmão Lázaro.
Aqui estou diante da tua imagem sofredora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Conformado com o destino que o Pai Supremo determinou.
Para que eu suplicasse minha alma no maior dos sofrimentos.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços.
Eleva-me para teu reino.
Se achares porém, que ainda não terminou minha missão neste planeta,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação.
Alivia meus sofrimentos, para que levante deste leito e volte a caminhar.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do poder imenso,
De que és portador.
Invoco a vibração do Obaluaiê.
A – TÔ – TÔ, Meu Pai.
Obaluaiê,
Meu Senhor, ajude-me
Orações de Omulu/obaluaiê
Oração a Obaluaiê
Atotô, Atotô,
Meu pai Obaluaiê.
Salve, querido pai da vida
E da riqueza.
Eu venho a vós, humildemente, e com todo respeito,
Senhor, lhe peço
(faça o seu pedido)
Oh, grande Obaluaiê, se meus
Pedidos forem injustos e
Não merecidos, não me puna, Pai.
Não deixe que caia
Sobre mim a sua irá.
Mas dê a mim o que
For de meu merecimento.
Senhor da lama e do ouro.
Pai de todo Ayê,
Que as suas bênçãos
Me livrem de todos os males.
De todas as dores,
De todas as doenças.
De todas as pestes, moléstias
E perseguições.
Ilumine, Obaluaiê, a minha vida,
Minha consciência
E que a sua justiça seja
Sempre minha companheira.
Proteja-me, Pai, Atotô. Axé.
Eu evoco – Obaluayê! Deus das doenças!
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura agraciada de São Lázaro.
Aquele que teve a bênção de voltar da morte
No gesto do Divino Filho, Jesus, o Cristo Salvador.
Mestre dos mestres Obaluayê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Com fé no milagre da cura,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me… Obaluayê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto
Meu Pai, Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas que ainda não se libertaram da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me – São Lázaro abençoado!
Aqui estou diante da tua imagem inspiradora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Com arrependimento reconheço meus pecados,
Com resignação aceito minha sina,
com fe anelo pela cura.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços e o liberta da dor.
Se achares porém, que ainda não terminou meu aprendizado,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação e me ensina a conviver com a dor.
Até ter o merecimento da libertação
Alivia meus sofrimentos, para que levante e volte a caminhar na Luz, nas Virtudes e no Belo.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do teu poder e te louvo com ardor.
Que Obaluayê seja invocado e louvado
A – TÔ – TÔ, Meu Pai.
São Lázaro amado
Obaluayê. Obaluayê. Obaluayê.
Agradecido
(Fale seu nome completo três vezes ou da pessoa que quer que seja curada)
Oração a São Roque – Protetor contra a peste, o contágio e a poluição – (16 de agosto)
São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na dor. São Roque, protegei não só a mim, mas também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas.
Por isso, hoje, rezo especialmente por uma pessoa muito querida (dizer o nome da pessoa), para que fique livre do seu mal. Enquanto eu estiver em condições de me dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades, aliviando um pouco o seu sofrimento.
São Roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos da doenças e do perigos. Amém.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
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Das 09:00 as 19:00 horas.
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