Oferenda a Oxum


Oxum

É responsável pela irrigação e fecundação da terra, possibilitando o surgimento de uma nova vida. Ela é frequentemente evocada para propiciar uma boa colheita.

Dia da semana: sábado
Cor: amarelo
Números de axés: 04, 08, 16, 32, 88
Comida: canjica amarela, polenta, farinha de milho com mel.
Guias: amarelo
Função: amor, demanda e amarração.
Parte do corpo que Oxum rege: aparelho reprodutor feminino e seio
Ferramentas: leque, búzios, jóias, espelho, pente, meia lua, conchas de rio ou mar.
Ave: galinha amarela, galinha d’angola branca ou casal de marrecos.
Pombo: branco
Quatro – pé: cabrita amarela
Peixe: jundiá.
Ervas: fortuna, dinheirinho em penca, folha de laranjeira e manjericão.
Lugar de oferendas: praias de água doce, rios, verde e praças.
Frutas: maçã, bergamota, Pêssego, mamão.
Bicho de estimação: aranha
Flor: rosas amarelas ou outras flores amarelas
Sobrenomes de Orixás: Pandá, Docô, Ieiê-roxô, Male, Adililá, Tuqué, Aguedã, Mirerê, Dada, Delê, Dila, Demum, Tola, Omimaré, Taladê, Panda Mirê, Nanã, Iecariê
Características: Docô: mãe de todos os orixás, rainha das águas doces, rainha de Ijexá
Doce: quindim, pudim, ambrosia, bolos e torta.
Saudação: ei-eu ; ora-iê-iê-io
Apelido: mãe
Dia do ano: 08 de dezembro
Santos que a representa: Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora Aparecida, e Nossa Senhora da Conceição.

Dona do ouro, da riqueza e das águas doces. Padroeira dos negócios e da fecundidade protege o feto e a criança em gestação.

Mulheres grávidas ou que querem engravidar recorrem a Oxum que lhe dê proteção. Existem três tipos de Oxum: Oxum Pandá: moça, faceira, coquete vaidosa; Oxum Demum: de meia idade e a Oxum Docô: idosa e matriarca.

Nas festas públicas as rezas de Oxum concentram o maior número de participantes, pois todos querem agradar a orixá da beleza e da riqueza. Oxum juntamente com Orumilaia e Bará é quem preside o Ifá (Jogo de Búzios), respondendo em casos de saúde, de harmonia familiar e de prosperidade. Em suas oferendas sempre encontramos mel que representa doçura, flores e perfumes que representam a beleza da vida, jóias significando riqueza.

Características Positivas: seus filhos são pensativos, elegantes, charmosos, atenciosos, trabalhadores, espertos e têm um quê doce no olhar. São vaidosos, afetivos e carismáticos. Como profissionais, as pessoas regidas por Oxum são sensatas e dedicadas. Amam com sinceridade e dedicação. Conhecem o feitiço e fazem bom uso dele. Quando fixam um objetivo não medem sacrifício para conseguir atingir sua meta.

Características Negativas: chantagistas, choram para ter a piedade dos outros, dramáticos, são matreiros, debochados, possessivos, exigentes, ciumentos, autoritários. Gostam de palpitar sobre os problemas alheios, adoram criticar.

OFERENDAS A OXUN

– Para obter-se uma graça qualquer.

Num prato branco arruma-se: 5 ovos de galinha crus; 5 folhas de verbena (Lipia citriodora); uma conta de coral;

um pedaço de azeviche; um molho de agrião que deverá ser arrumado em volta do prato, formando uma rodilha.

Cobre-se tudo com bastante mel de abelhas, salpica-se pó de efun e arreia-se aos pés de Oxun com 5 velas acesas

ao redor. Este adimú permanece por cinco dias nos pés do Orixá e é despachado numa cachoeira.

– Para apaziguar Oxun. Um mamão bem maduro aberto ao meio, do qual se retira todas as sementes. Enfeitase

o mamão por dentro e por fora com ramos de salsa; coloca-se dentro do mamão 5 gemas de ovos de galinha e

cobre-se com bastante mel de abelhas. Junta-se as duas partes do mamão e coloca-se, sobre um prato, diante de

Oxun, com duas velas acesas. No dia seguinte despacha-se num rio.

– Balaio para agradar Oxun. Pega-se um balaio grande com alça e enfeita-se à gosto com panos, fitas e

rendas amarelas. Pronto o balaio, coloca-se dentro dele diversos tipos de frutas, sempre em cinco unidades.

Acrescenta-se ainda bastante caramelos de leite e enfeita-se com folhas de hortelã. No meio das frutas coloca-se

uma boneca vestida de amarelo, representando a própria Oxun. Deixa-se diante do Orixá por oito dias, findo os quais,

despacha-se numa cachoeira. A boneca ficará, para sempre, junto ao igbá.

-Para obter uma graça. Pega-se cinco laranjas lima e, sem descascá-las, corta-se no alto, separando-se as

“tampinhas”. Sobre cada uma das laranjas coloca-se: Uma fava de anis-estrelado; um pouquinho de pó de lírioflorentino;

umas folhinhas de salsa; umas gotinhas de mel de abelhas e uma pitadinha de canela em pó. Repõe-se as

tampinhas em cada laranja e arruma-se num prato do igbá da Oxun. O prato deverá ser colocado sobre a sopeira, no

lugar da tampa. Este adimú permanece cinco dias sobre o igbá e é despachado, envolto num pano amarelo, na beira

de um rio de águas limpas.

-AGRADAR OXUN

Corte um melão bonito. corte em 8 ou 5 pedaços. Colque num prato de louça branca. regue com bastante mel.
Omolokum

ingredientes:

500gr de feijão fradinho
1 cebola
azeite de oliva
8 ovos

250gr de camarão fresco
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Cozinhe o feijão fradinho (15min) e reserve.
Cozinhe os 8 ovos e reserve.
Limpe o camarão.
Refogue a cebola em azeite de Oliva.
Refogue o camarão até dourar.
Bata o feijão Fradinho já cozido no liquidificador e junte ao refogado, mexendo até engrossar.
Coloque na tigela de louça, enfeite com os 8 ovos cozidos e regue com bastante oliva.
Enfeite com algumas flore
IpIeté

ingredientes:

1Kg de inhame
8 camarões frescos graudos
200 gr de camarão seco defumado
2 colheres (chá) de azeite de oliva
1 cebola
1 tigela de louça branca
1 quartinha de louça branca
1 garrafa de vinho licoroso doce e branco
1 Maço de flores do campo amarelas

preparo:

Descasque, lave e corte o inhame em rodelas; cozinhe em água até dar o ponto de amassar com o garfo.
Rale a cebola e refoque no azeite doce sem deixar escurecer.
Acrescente os camarões secos limpos e deixe-os corar até atingir um tom de cor avermelhado.
Amasse o inhame até obter um purê homogêneo e acrescente ao refogado; mexa bem.
Coloque na tigela e enfeite com os camarões frescos

OFERENDAS DE OXUM
Oxum Epandá Ibeje
Canjica amarela cozida, 08 doces de massa, 01 maçã verde partida em 04 pedaços, balas, bombons, pirulitos e quindins.
Opcional: brinquedinhos de menina, balões, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.Oxum.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Na beira da praia ou numa pracinha de crianças(próximo aos balanços.

Oxum Epandá
Canjica amarela e quindins.
Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Na beira da praia de água doce ou salgada, ou na beira de uma cachoeira.

Prece ao amanhecer
Hoje acordei muito cedo e senti uma vontade enorme de conversar com Jesus. Pedi a Ele que ajudasse todos os meus familiares e amigos.
Mas também me lembrei de você.
Pensei que talvez ainda estivesse dormindo, por isso pedi a Jesus que abençoasse seu sono afim de que acordasse disposto para um dia de boas realizações.
Pedi fortemente a Ele que tocasse seu coração para que você não se esquecesse de amar a si mesmo.
Supliquei também que cada pessoa que cruzar o seu caminho no dia de hoje possa levar um pouquinho do seu amor.
Pedi a Jesus que colocasse paz em sua mente para que seus pensamentos fossem claros e serenos, e assim você pudesse tomar as melhores decisões e escolher os melhores caminhos neste dia.
Pedi ardentemente ao Mestre que enxugasse suas lágrimas se porventura a dor o visitasse, e que essas lágrimas lavassem seu peito da amargura e do desencanto.
Roguei a Jesus que (…) as forças divinas pudessem plantar novas ideias em sua mente.
Pedi a Jesus alegria quando você estivesse triste.
Pedi a Ele forças quando você se sentisse fraco e sem vontade de lutar.
Pedi a Ele humildade quando você estivesse orgulhoso.
E, finalmente, supliquei a Ele que você se lembrasse da morte quando estivesse desperdiçando a vida.
Ao terminar a oração, banhado em lágrimas de emoção, Jesus disse que meus pedidos seriam atendidos, por isso sei que você terá um lindo dia.
Assim seja.

ÓBA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O REINO NA TERRA
Obatalá com sua voz de profundidades abordou Shangó: “Já é tempo de se casar Shangó. Não se preocupe que vou buscar uma Obini (mulher), para que te estabeleças e te tranquilizes”. Shangó, respeitoso, foi cabisbaixo, pois tinha que deixar a mulher que tanta ilusão e paixão lhe despertava: OYÁ.
Bússola
A escolhida por Obatalá era Óba, mulher culta, exótica, de grandes tranças negras como o carvão que brilhavam como lanternas na noite… Óba se encarregava de dar a seus irmãos orishás, todos os conhecimentos; era educadora por excelência e apaixonada em sua própria personalidade. Seu pai, Obatalá, sábio entre os sábios, disse: “Esta será a união perfeita, o mundo e nosso reino se beneficiarão até o fim da humanidade”. E todo o universo vibrou com os sons do festejo do dia em que Shangó e Óba uniram seus poderes e potências no matrimônio sagrado dos Orishás. Ela se torna assim a única esposa legítima de Shangó.
Nessa união Shangó trouxe ao reino o fogo, as artes da adivinhação, a dança, a compreensão, a arte de fazer amor e os tambores, sacros ou não, que alegram o espirito. Óba por sua vez, apaixonada por seu amor Shangó, recatada e pura ante essas virtudes aportadas por seu esposo, deu em silêncio seus dons com felicidade: a cultura, as matemáticas, a literatura, a música, as artes plásticas em toda sua riqueza de seus gamas, o teatro, a arquitetura, etc, cobrindo assim todo o universo de ensino e educação.
Mas a tragédia encerrou suas próprias vidas e Shangó se rendeu aos encantos da tormentosa Oyá, sucumbindo a este Orishá de voluntariosos torvelinhos, de redemoinhos encantados por suas artes de erotismo sensual. Óba, conhecendo suas próprias debilidades, induzida por Oyá e também para agradar seu esposo, cortou uma orelha e a cozinhou em seu prato preferido, o Amalá Ilá e pensou: “Se ele come, penetrarei nele para sempre”. Mas a pobre culta, perfeita e sábia, se equivocou em sua ingenuidade. Shangó ao vê-la imperfeita em sua desgraça, a condenou ao exílio.
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Contam os Patakis que Óba se foi para bem distante, onde a cultura se distancia da força e chorou tanto sua desgraça que com suas lágrimas se formou o Rio Óba e com sua tristeza reciclada em si mesma, foi ao mundo dos espíritos, ao mundo dos mortos, sinceros e desnudos como seus próprios corpos. Por mandado de Olófin, o Deus supremo, Óba é e será sempre a dona da sabedoria, das artes, sua patrona e protetora, Orishá da educação, grande Orishá do perdão.
Obatalá, ao ver a tristeza refletida nos olhos de sua filha Óba, disse:
De hoje em diante levarás atributos:
O yunke (bigorna), presente de seu esposo, já que é ferreira como Ogun,
O timão de barco e a bússola, porque como Yemanjá, és navegante e guiarás o ser humano por seus bons caminhos da vida;
Usará uma máscara que representará a outra cara da vida, a morte;
A pena para escrever, porque serás sábia como eu;
A espada, porque como Shangó és guerreira;
A orelha, como lembrança da traição de tua melhor amiga, Oyá;
E a chave com que abrirás as portas do dinheiro em cada casa.
Serás chamada Óba Nani, que significa: a que se sacrifica pelo bem-estar de todos os humanos, a que transmite seus ensinamentos e os recria em seu próprio povo, nosso povo.