Oração a Tia Maria de Minas

Oração a Tia Maria de Minas.

Nossa grande Protetora, Bondosa preta-velha Tia Maria que ilumina os caminhos de aruanda. Vinde banhar-nos com vossa infinita bondade e iluminar-nos com vosso imensurável Amor.

Em honra do sacratíssimo sangue de nosso Pai Oxalá.

Rogamos que imploreis junto ao pai Supremo pela Paz do mundo.

Pela compreensão entre os homens, pela tranqüilidade de nossos lares, pela saúde, pela alegria de nossos filhos.

Vos Tia Maria que tão altas graças tem conseguido do tribunal divino, Valei-nos nos momentos de aflição .

Dai-nos o sentimento de tolerância para que possamos perdoar os erros de nossos irmãos , esclarecei-nos para que não pratiquemos esses mesmos erros.

Guiai-nos nos caminhos do bem, orientando-nos nos difíceis caminhos do mundo.

Dai-nos Oh! Preta-velha querida um imenso amor pelas coisas verdadeiras.

Defendei-nos das influencias malignas que tentam perturbar nosso Espírito e tudo fazem para nos atingirem materialmente.

Guiai os nossos passos e esclarecei os nossos pensamentos.

Deus vos salve Tia Maria de Minas.

Que Oxalá derrame sempre e cada Vez mais sobre a vossa Coroa a luminosidade dos Fluidos Divinos.

E que a paz seja eterna no coração de todos os vossos filhos que neste momento vos saudamos. Salve nossa grande protetora Tia Maria de Minas.

Que assim Seja.

Pai Arruda

Um jovem africano ágil, astuto e feliz chega ao litoral da Bahia por volta de 1750, como tantos outros trazidos pelo comércio escravista. Este, especificamente, tinha uma missão especial traçada pelo Alto: tornar-se sacerdote e levar a todos o bálsamo da cura. Mas cruza-lhe o caminho um ávido feiticeiro das trevas, um senhor de engenho manipulado por espíritos macabros e sua jovem cunhada, cuja presença na fazenda era sempre prenunciada pela visita de cobras, compondo todos o cenário de um drama humano em que brancos e negros são movidos por um doloroso resgate cármico.
Esta é uma história real que expõe as adversidades por que passaram os negros escravos em solo brasileiro, particularmente aqueles que possuíam dotes mediúnicos. Mas não é somente a história de um escravo que tornou-se preto velho no Espaço, nem apenas mais um enredo envolvendo elos cármicos. A História de Pai Arruda mostra os escaninhos da evolução de muitos seres humanos ao longo de muitos séculos, em diversas partes do planeta, para chegar aos terreiros de umbanda da atualidade, grande cadinho onde se amalgamam almas comprometidas que resgatam dívidas pretéritas por meio da prática da caridade.
Além de nos colocar como espectadores, por trás da visão de um menino-homem predestinado ao sacerdócio, podemos testemunhar, sob sua própria ótica, como se davam os primeiros rituais afro-brasileiros numa época em que a umbanda ainda não existia, e sentir na pele o desabrochar de suas experiências mediúnicas.
A História de Pai Arruda é um romance muito envolvente e sobretudo um convite para que cada um tome a decisão de abandonar os porões escuros da própria alma, alçando voo a paragens mais luminosas, a que somente a libertação da consciência conduz.

Ponto cantado de tia Maria.
Filho se você precisar, é só pensar na vovó que a vovó está lá,
Sentado num branquinho branco zi fio com sua rozária na mão.
Pensa numa estrada longa zi fio lá no seu jacutá.
Pensa na vovó Maria que ela vem lhe ajudar.

Em meus áureos tempos de desenvolvimento mediúnico Tive o prazer e alegria de poder camboniar
( servir) Tia Maria.
Todas as vezes que tinha sessões publicas de passes e benzimentos, eu ia pro terreiro e ficava o tempo todo ao lado da Tia Maria anotava, o que ela receitava, esclarecia algo que ela em seu linguajar dizia aos consulentes.
E com isso aprendi muito, vi centenas de vezes a Tia Maria, aplicar seus passes, ensinar suas mirongas, banhos de descarrego, defumações, ouvi conselhos que era destinado aos outros mas que tomei como base pra minha vida.
Entre os inúmeros benzimentos que presenciei um me chamou atenção:
Um casal com um recém nascido nos braços veio se consultar com a tia Maria.
A mãe não sabia mais o que fazer, pois a criança tinha cólica e chorava muito.
Tia Maria tomou em seus braços o bebê, com o dedo retirou um pouco de cinzas de seu cachimbo e fez o sinal da cruz na barriguinha do bebê.
Passou o seu rosário sobre a criança e começou a rezar:
“ Mãe Maria Santíssima , Mãe de todas as Mães ,
Mãe de todos os sofrimentos, Mãe dos aflitos,Mãe dos Cristãos,
Mãe dos homens, Mãe dos hospitais, Mãe das criancinhas.
Mãe de quem chora Mãe estrela Dalva, Mãe estrela guia, Mãe estrela de Maria
Mãe socorrei nossos filhos, socorrei nossos campos de trabalhos, nossas andanças e nossas caminhadas.
Mãe coroa dos anjos, socorrei as nossas crianças, protegei e iluminai com sua bênção divina (fulano falou o nome do bebe),tirai todo ventre virado , lombriga assustada, lombriga desconfiada, todos os males olhados, todo quebrante,ventre virado, todas as cólicas e dores.
Peço minha Mãe Maria santíssima, que tenha piedade de nós e me mande os médicos do laboratório espiritual de meu pai, pra que na dormida de (fulano), eles possam passar fazendo as curas.
Com os poderes de Deus, da virgem Maria e do Divino espírito santo, e são José assim como vem com seu filhinho nos braços, atenda o que essa filha esta pedindo com seus filhos nos braços, peço abençoe todos nós.
Mãe bondosa, Mãe caridosa, Mãe amorosa.
Assim seja.”
Ao encerrar sua reza Tia Maria vira o bebê de bruços em seus braços, e o embalou, em poucos instantes a criança adormeceu.
Ela entrega o Bebê de volta a mãe, ensina um chá e recomenda que volte mais duas vezes seguida pra Benzer.
Passado alguns dias o casal retornou, e contaram que depois daquele dia a criança não teve mais cólica, que estava dormindo melhor, e que vieram para agradecer.
Tia Maria de Minas é uma Preta-velha disciplinadora, impõem respeito e ordem em seus trabalhos.
Exigente com seus filhos de fé, principalmente no que diz respeito a deveres e obrigações.
Tia Maria costuma dizer: “Que nosso corpo é o Templo do Divino, morada dos orixás”.
Tia Maria recomenda que jamais devamos discutir com quem quer que seja sobre religião.
Pede sempre pra que respeitemos todas as religiões por que toda vem de Deus.
Pede pra não criticar o que não entendemos.
Sempre nos diz: ”que aqueles que arrumam tempo pra criticar a “religião” alheia nunca tem tempo pra praticar a sua”.
Que a umbanda não se resume em palavras, mas sim em ações.
Que devemos fazer o bem sem olhar a quem.
Tia Maria costuma dizer que:
“Ninguém muda ninguém, que o Máximo que podemos fazer é mudar a nós mesmos”
“Que cada pessoa é o que consegue ser”.

Assim é a nossa Boa e Gloriosa Tia Maria.

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