Oração ao caboclo boiadeiro

ORAÇÃO DO CABOCLO BOIADEIRO

Salve o caboclo boiadeiro da jurema e busca (Fulano) com seu laço de couro cru na mão, e corta com seu facão todo mau que este atrapalhado a nossa reconciliação, cortando do nosso caminho todos os empecilhos com o seu facão.

Fazer com que os laços que o prendem, se existirem, seja soltos; que os maus sentimentos que lhe tenham, sejam extintos; que nada a prenda ao mundo, a não ser a luz do meu olhar; que nenhum calor aplaque seu frio, senão o do meu corpo; que nenhum; homem complete o seu prazer, que sinta prazer só comigo, que a sua solidão só encontre consolo na minha presença. “Fazer, Senhor, com que eu seja amado por ela e que ela perceba em meu amor,

a redenção de sua vida.

E que a Tua bênção seja o laço que nos une. Amém

.” Salve o caboclo João Campeiro, campeia ( Fulano ) e traga ela aos meus pés agora já e já, se ela for á pessoa certa da minha vida a amara com seu laço de couro cru e traga aos meus pés. Mais se não for ela a pessoa certa, tira da minha cabeça e coloque a pessoa certa no meu caminho. Que assim seja amem. E eu prometo pagar a vos assim que eu conseguir ela de volta para mim. Rezar 1 Pai Nosso com 3 AVE MARIAS e acender uma vela vermelha durante 7 dias publicar 7 vezes por dias.

 

 

Vovó Joaquina e Sua História.

“Saravá Vovó Joaquina,
Saravá o seu Gongá,
ela vem de Aruanda,
ela vem pra trabalhar.

Com suas mirongas,
com seu Patuá,
Saravá Vovó Joaquina,
na fé de Oxalá.”

Vovó Joaquina é uma Preta Velha que trabalha na Umbanda fazendo sua caridade, auxiliando a quem necessita, ensinando caminhos mostrando aos filhos de fé que não basta dizer ser caridoso, tem que realmente ser.

Ela foi uma negra escravizada, que veio trazida de sua terra natal
juntamente com seus pais pelos traficantes de escravos em navios
negreiros pelos meados do século XVIII, quando tinha apenas entre 4 e 5 anos de idade na vida terrena.

Ela foi levada juntamente com os pais a uma fazenda de
cafeicultores em alguma localidade na região Sudeste do Brasil, e lá
viveu até seu desencarne.

Quando ainda criança, Joaquina era uma menina atenta a tudo e a todos, gostava de aprender tudo que poderia com seus irmãos negros, e essa vontade de aprender lhe deu grandes ensinamentos, tais como algumas magias vindas por ensinamento de alguns negros mais velhos, o dom de reconhecimento e uso das ervas, o poder de rezas e benzimentos, o poder de encaminhar espíritos perdidos e obsessores, a magia de leitura de destinos em borras de água misturada com mel e fumo, rezas e benzeduras em partos dificultosos, entre tantos outros dons.

Ela aos 12 anos teve a sua primeira gravidez, pois era uma menina sadia, forte e que foi determinada pelo seu senhor escravocrata que deveria ser genitora de muitos filhos para que assim seu número de escravos aumentassem a cada ano.

E nessa gravidez precoce nascera os primeiros negros gêmeos da região, que seria algo de motivo de visitações intensas de coronéis a senzala na qual vivia então a negra Joaquina.

Para ela aquilo tudo era muito novo, não entendia muito bem toda
aquelas pessoas que vinham na intenção já de compra de seus filhos e dela própria, pois eram épocas que quem reinava mais, que tinha mais poder era os escravocratas que tinham mais negros, mais terras para plantação e mais negras reproduzindo, portanto dois recém-nascidos gêmeos e meninos, era um feito e uma ótima oportunidade de no futuro serem reprodutores com possibilidades de gerarem outros gêmeos.

Além disso, a própria Joaquina era alvo dos olhares de ganância
desses escravocratas, uma pequena negra com possibilidade de gerar duas vidas de uma vez só em seu ventre era algo muito lucrativo para os coronéis sedentos de poder.

Mas com a rejeição de venda, tanto dos gêmeos quanto da menina Joaquina pelo seu senhor, ela ficou na senzala com seus filhos, sendo já preparada para ser reprodutora de escravos para a fazenda.

E assim foi feito, cada ano ela tinha um filho, não mais gerando
gêmeos, levando a baixar as expectativas do coronel.

E isso foi até ela completar seus 20 anos, quando teve uma grande tristeza. O coronel cafeicultor, sem que ela menos esperasse, vendeu a um negociador de escravos, quatro de seus oito filhos, que foram levados amarrados e chicoteados pelo feitor desse negociador.

Ela chorava em desespero, ao ver suas crianças serem arrastadas sem destino pelas mãos do feitor, e entre eles estavam os seus gêmeos, que na época tinham apenas 8 anos de idade.

Ela joga-se ao chão clamando ao coronel que não vendesse seus
filhos, que os deixassem na fazenda, que eles pudessem crescer junto a ela, mas sem sucesso.

Na saída da porteira da fazenda o pior acontece, um dos gêmeos se solta das amarras do famigerado feitor e corre sem rumo tentando fugir daquela situação.

O feitor sem piedade aponta sua velha arma de fogo contra o menino indefeso e atira, que cai já sem vida sobre o chão empoeirado da entrada da fazenda.

Seu irmão, chorando e dominado pelo ódio, corre mesmo atado pelas cordas e correntes para atacar o feitor assassino, que sem pensar age da mesma forma cruel, atirando no outro menino, vendo-o cair sem chances de defesa.

O menino gêmeo, com os olhos cheio de lágrimas, observa o corpo inerte de seu irmão, e mesmo dando seus últimos suspiros grita pela sua mãe, que desesperada se arrasta na terra seca, tentando chegar até seus gêmeos, que pela crueldade de um feitor desumano, a faz perder de uma só vez dois filhos para a fria e sombria morte.

Joaquina foi tirada dali de uma forma brutal, sem piedade e sem
remorso pelo feitor assassino. Ao ser levada para a senzala, ela
desesperada pela morte de seus gêmeos e pela dor de saber que mais 3 dos seus filhos seriam levados para o comércio de escravos, ela desmaia aos pés de seus irmãos negros, que com lágrima nos olhos não sabiam o que fazer e nem como acalentar a imensa perda de nossa fragilizada negra Joaquina.

As horas passaram e ela acorda de seu desmaio, com a cabeça
confusa achando que tudo passara de um terrível pesadelo, mas ao
relembrar de tudo, chora desesperadamente, e corre até as grades da porta da senzala implorando pelos seus filhos.

Nesse momento as portas se abrem, e é jogado a seus pés dois
corpos inertes, os corpos inertes de seus filhos amados.

Olhando para o céu, Joaquina com os olhos lacrimejados, toma uma decisão e faz uma promessa: Nunca mais em quanto viver, iria gerar um filho para ser escravizado.

E assim ela, com os ensinamentos adquiridos e o poder das ervas
fez com que seu ventre não gerasse mais filhos.

Ela viveu nessa fazenda por mais de uma centena de anos, e em todo esse período se tornou guardiã de todas as crianças negras, na qual protegia desde a saída do ventre das mães até a maior idade.

Ela se tornou uma respeitada negra por entre seus irmãos de cor e por todos daquela região. Era conhecida como a melhor parteira que existiu por todas as fazendas, tinha o respeito de coronéis e de suas famílias pelas lendas de “feitiçaria” que ela saberia fazer. Isso se espalhou por toda a região, levando a muitas pessoas temerem a agora velha Joaquina.

Foi responsável por ensinar benzeduras e magias africanas a vários negros da fazenda e da região, entre esses negros o alegre Benedito, que ela o tinha como filho, após a morte de seus pais, e o sisudo Antero, que era seu afilhado e confidente.

A velha Joaquina após pegar o respeito e a admiração da família do coronel cafeicultor, saiu da roça e da senzala para trabalhar e viver na casa grande, sendo ela a responsável por fazer o parto da sinhá, esposa do coronel, e também a responsável por salvar a vida da própria sinhá e sua pequena filha nesse parto, após a sinhá ter tido problemas gravíssimos nessa gestação.

Com o passar do tempo a velha Joaquina, que nesse período, também já era conhecida por “Vó Chica”, nome dado por seu filho de coração o negro Benedito, já quase nada fazia, pois o peso da idade não mais a permitia, ficava perambulando pela fazenda fazendo suas benzeduras, e com isso cada dia mais era conhecida como a velha feiticeira.

Seu desencarne foi dado numa tarde de primavera, onde ela chama sua última filha de sangue, a negra Antônia, conhecida por todos da fazenda como “Tonha”, seu filho de coração o negro Benedito, seu afilhado Antero e a sinhazinha, filha do coronel, para andarem por entre as flores de um grandioso jardim da fazenda.

Ao chegar nesse jardim, ela mansamente senta-se ao chão, e ao
redor dela os negros e a sinhazinha. E com um sorriso tímido ela olha para os 4 personagens, pegando a seu lado um galho de arruda e outro de guiné, fazendo o sinal da cruz a cada um.

Ela já com bastante dificuldade diz:

“Que a luz de meu Pai Oxalá ilumine a vida e o caminhar de vocês.

Desejo aqui dividir com vocês todo meu amor, minha fé, minha
esperança.

A minha querida filha Tonha, que aqui representa todos meus filhos de sangue, peço que tenha sempre muita fé no Pai Maior.

A meu filho de coração Benedito, e meu afilhado Antero, que aqui
representam a cumplicidade e o amor de meus filhos gêmeos, peço que espalhem a caridade pela eternidade.

E a sinhazinha, que aqui representa a esperança de nosso povo não mais sofrer, não mais chorar, não mais perder seus filhos amados, não mais morrer nos troncos das fazendas, peço que olhe pela nossa gente, pelos negros que são açoitados, castigados e mortos pelos seus senhores.

Eu imploro a Zambi que ele possa ouvir a voz dessa velha negra
castigada pelo destino de ter vivido como escrava, que foi retirada de sua terra natal, que foi açoitada como animal, que viu seus filhos
serem arrebatados de seu convívio e assassinados sem a menor piedade, pedir humildemente que o Pai Maior possa levar esperanças a todos que sofrem as amarguras e dores de ser escravizados, e que sua luz ilumine a esperança daqueles que aguentarem chegar o dia de vossa libertação.”

E assim ela abre os braços a cada um deles, num abraço carinhoso de mãe, uma mãe protetora, cuidadora, devota, guerreira.

Tonha é a primeira a ser abraçada, após ela abraça a Antero, seu afilhado amado, em sequencia um abraço quase sem forças a sinhazinha, que chora copiosamente.

Em seguida ela olha profundamente aos olhos de Benedito, sorri.
Recorda-se de tantos momentos agradáveis junto a seu “moleque”, tantas alegrias, tantos ensinamentos. Ela abre seus braços, Benedito a abraça fortemente, ambos choram em demasia.

O abraço dela vai ficando menos apertado, seus olhos cerram, seu sorriso se vai. E assim desencarna a velha Joaquina, a senhora
Feiticeira, a vó Chica, partindo de sua vida terrena, deixando seu
corpo inerte nos braços de seu filho de coração, que sem entender o acontecido por alguns instantes, ainda a abraça firmemente junto a lindas rosas e margaridas, flores preferidas de Joaquina, do jardim da fazenda.

Vovó Joaquina desencarnou no século XIX com idade incerta, mas
sabendo-se que com mais de 100 anos, sem ver seu povo libertado, sem saber porque seus filhos tiveram que sofrer tanto, sem entender o porque que a diferença de raça e cor fazia alguém melhor ou pior do que o outro.

Hoje Vovó Joaquina trabalha nos terreiros de Umbanda, trazendo
suas magias, seus dons, suas benzeduras, distribuindo sua caridade com todas as pessoas que buscam sua ajuda espiritual, sendo essas pessoas brancas, negras, de qualquer etnia, de qualquer crença, de qualquer classe social.

Ela distribui o seu amor, assim como distribuiu com centenas de
crianças que trouxe a vida sendo parteira, distribui seus ensinamentos espirituais como distribuiu com todos seus irmãos negros e distribui sua piedade a todos os consulentes que a procuram, assim como distribuiu a piedade com o feitor que assassinou seus gêmeos sem a mesma piedade que ela nos concede hoje.

Uma Benção De Vovó Joaquina: “Que Oxalá Esteja Sempre Com Você, Mas Que Acima De Tudo Você Esteja Sempre Com Oxalá.”

Frase De Vó Joaquina: “Quem Possui O Coração Cheio De Amor, Nada Teme!”

Adorei as Almas!

Saravá a Linda Vovó Joaquina das Almas!

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