Características dos filhos de Omulu

 

Características dos filhos de Omulu

Os filhos de Omulu são insatisfeitos, nada está completamente bom para eles.

Enxergam primeiro sempre o lado ruim. São de uma teimosia sem limites.

Com a resposta sempre na ponta da língua, não levam desaforo para casa.

São muito discretos, sem grandes ambições e muitos dados ao trabalho.

Às vezes são pessoas doces. Têm forte tendência a doenças de pele, rosto e pernas.

Gostam de tudo certo, no lugar, de ordem e, principalmente, de maneira planejada.

São pessoas de estatura pequena ou média e de pouca beleza exterior.

Os filhos de Omulu são tensos, sábios e tristes. Costumam ser consultados para decisões importantes e, não raro, vivem solitários.

Ocupam importantes cargos públicos e burocráticos, mas sentem que o bom humor não é seu forte.

Os filhos de Omulu têm o dom de curar, revelando-se grandes médicos e dedicando a vida à caridade, mas devem ter o cuidado especial com a saúde, visto que são propensos a sofrer com doenças de pele e problemas nas pernas e colunas.

São sempre inclinados a socorrerem os fracos e os doentes. Gostam de lugares noturnos e de viver isoladamente. De um modo geral são de caráter doentio. São vias de regra da casa, de sonhos enfadonhos, são sinceros e não recuam nas decisões que tomam.

Geralmente de algum defeito físico, tem algum sinal aparente.

Os filhos de Omulu são pessoas sérias, muito misteriosas e um tanto discretas.

Costumam ter poucos amigos, porém conhecem muita gente pelos relacionamentos profissionais que estabelece ao longo de suas vidas.

Muitos consideram que os filhos de Omulu aparentam ter mais idade do que verdadeiramente possui, isso porque, além de serem pessoas bastante caseiras, são tímidas e introspectivas.

Vivem em seu mundo. Tudo o que traz algo de oculto e místico atrai os filhos de Omulu.

Gostam de estudar coisas misteriosas, meditação, banhos de cheiro, enfim, tudo o que mexa com as forças do universo, faz parte de sua vida. São admirados pelo seu grande poder de decisão.

Diante de um problema não se deixam abalar. Analisam tudo muito bem e mesmo quando todos dizem que não vai dar, eles encontram a solução.

Os regidos por Omulu levam suas vidas amorosas com discrição.

Não gostam de pular de galho em galho.

Geralmente namoram pouco tempo e se casam.

Não acreditam em alma gêmea, e sim em companheirismo e cumplicidade.

Para eles, ter uma pessoa disposta a viver tudo ao seu lado com respeito e tolerância vale mais do que viver uma louca paixão.

Isso não quer dizer que não sejam românticos, mas preferem se dedicar carinhosamente para a pessoa escolhida a fantasiar alguém e uma relação que talvez nunca vá se concretizar.

Não gastam seus tempos preocupados com traição ou ciúme.

Confia em quem ama e ponto final.

Se por algum motivo forem traídos, darão uma chance para explicações, mas dificilmente perdoarão o fato.

Por mais felizes que estejam com seu relacionamento, existem momentos em que sentem profunda tristeza e precisam ficar sós. Isso passa a impressão à pessoa amada de que não está feliz ao seu lado, porém essa crise vem porque se envolvem com os problemas do mundo e não podendo ajudar acabam sofrendo.

É no trabalho que se realizam por completo.

Gostam de estar fazendo algo, de planejar novos caminhos, de criar novas soluções, por isso devem trabalhar na área de administração, engenharia, economia e política, fazem os filhos de Omulu se destacar.

São ambiciosos e tudo o que fazem é pensando no dinheiro que poderá ganhar, no conforto que desejam ter.

Não costumam confiar muito em colegas de trabalho, por isso mantém uma relação fria e distante com eles.

Quando tem posição de comando, essa situação se intensifica e os filhos de Omulu podem trabalhar quase isolados. Apesar disso, quando trabalham em equipe, surpreendem pela facilidade com que passam seus conhecimentos e pelo verdadeiro desejo de ajudar.

Não são egoístas e confiam demais em seu talento.

Os filhos de Omulu, apesar de parecerem pessoas distantes, seguras de si e uns tanto insensíveis, guardam uma tempestade de sentimentos que, muitas vezes, não conseguem colocar para fora.

Reprimem-se tanto que podem acabar sofrendo por depressão.

Precisam buscar meios de liberar essa tensão e esportes como artes marciais são umas boas.

Fazer teatro também pode ajudar, pois fará com que trabalhem todos os tipos de sentimentos.

Os sentimentos fortes de amor e solidariedade podem se transformar em energia de cura através de suas mãos.

Não devem ter medo de soltar seus sentimentos num trabalho assim e verão sua luz brilhar.

Lendas de Omulu

Lendas de Omolu


Xapanã ganha o segredo da peste na partilha dos poderes
Olodumarê, um dia decidiu distribuir seus bens.
Disse aos seus filhos que se reunissem e que eles mesmos repartissem entre si as riquezas do mundo. Ogum, Exú, Orixá Ocô, Xangô, Xapanã e os outros orixás deveriam dividir os poderes e mistérios sobre as coisas na Terra.
Num dia em que Xapanã estava ausente, os demais se reuniram e fizeram a partilha, dividindo todos os poderes entre eles, não deixando nada de valor pra Xapanã. Um ficou com o trovão, o outro recebeu as matas, outro quis os metais, outro ganhou o mar. Escolheram o ouro, o raio, o arco-íris; levaram a chuva, os campos cultivados, os rios.
Tudo foi distribuído entre eles, cada coisa com seus segredos, cada riqueza com o seu mistério. A única coisa que sobrou sem dono, desprezada, foi a peste. Ao voltar, nada encontrou Xapanã para si, a não ser a peste, que ninguém quisera.
Xapanã guardou a peste para si, mas não se conformou com o golpe dos irmãos. Foi procurar Orunmilá, que lhe ensinou a fazer sacrifícios, para que seu enjeitado poder fosse maior que o do outros. Xapanã fez sacrifícios e aguardou.
Um dia, uma doença muito contagiosa começou a espalhar-se pelo mundo. Era a varíola. O povo, desesperado, fazia sacrifícios para todos o orixás, mas nenhum deles podia ajudar. A varíola não poupava ninguém, era uma mortandade. Cidades, vilas e povoados ficavam vazios, já não havia espaço nos cemitérios para tantos mortos. O povo foi consultar Orunmilá para saber o que fazer. Ele explicou que a epidemia acontecia porque Xapanã estava revoltado, por ter sido passado para trás pelos irmãos. Orunmilá mandou fazer oferendas para Xapanã. Só Xapanã poderia ajudá-los a conter a varíola, pois só ele tinha o poder sobre as pestes, só ele sabia os segredos das doenças.
Tinha sido essa sua única herança. Todos pediram protecção a Xapanã e sacrifícios foram realizados em sua homenagem. A epidemia foi vencida. Xapanã então era respeitado por todos. Seu poder era infinito, o maior de todos os poderes.
Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

Obaluaê conquista Daomé
Um dia Obaluaiyê saiu com seus guerreiros, ia em direcção à terra dos mahis, no Daomé. Obaluaiyê era conhecido como um guerreiro sanguinário, atingindo a todos com as pestes, quando estes se opunham a seus desejos.
Os habitantes do lugar, quando souberam de sua chegada, foram em busca de ajuda de um adivinho, ele recomendou que fizessem oferendas, com muita pipoca, inhame pilado, dendê e todas as comidas de que o guerreiro gostasse, pipocas acalmam Obaluaiyê, disse que seria aconselhável que todos se prostrassem diante dele, assim o fizeram.
“Totô hum! Totô hum! Atotô! Atotô!”
“Respeito! Silêncio!”
Obaluaiyê, satisfeito com a sujeição daquele povo, os poupou declamou que a partir daquele dia viveria naquele reino, assim o fez e em pouco tempo o país tornou-se próspero e rico.
Obaluaiyê recebeu nas terras mahis o nome de Sapatá, mesmo assim era preferível chamá-lo de Ainon, senhor das Terras, ou Jeholu, senhor das pérolas.
Esses diferentes nomes foram adoptados por famílias importantes, mas infelizmente provocaram desentendimentos entre elas e os reis do Daomé. Muitas vezes as famílias de Sapatá foram expulsas do reino e, em represália, muitos reis daomeanos morreram de varíola.
Tanta discórdia provocou seu nome, que hoje ninguém sabe mais qual o melhor nome para se chamar Obaluaiyê.
Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

Omolú ganha pérolas de Iemanjá
Omolú foi salvo por Iemanjá quando sua mãe, Nanã Buruku, ao vê-lo doente, coberto de chagas, purulento, abandonou-o numa gruta perto da praia.
Iemanjá recolheu Omolú e o lavou com a água do mar, o sal da água secou sua feridas, Omolú tornou-se um homem vigoroso, mas ainda carregava as cicatrizes, as marcas feias da varíola.
Iemanjá confeccionou para ele uma roupa toda de ráfia, e com ela ele escondia as marcas de suas doenças, ele era um homem poderoso, andava pelas aldeias e por onde passava deixava um rastro ora de cura, ora de saúde, ora de doença, Mas continuava sendo um homem pobre.
Iemanjá não se conformava com a pobreza do filho adoptivo, Ela pensou:
“Se eu dei a ele a cura, a saúde, não posso deixar que seja sempre um homem pobre”. Ficou imaginando quais riquezas, poderia da a ele.
Iemanjá era a dona da pesca, tinha os peixes, os polvos, os caramujos, as conchas, os corais, tudo aquilo que dava vida ao oceano pertencia a sua mãe, Olocum, e ela dera tudo a Iemanjá.
Iemanjá resolveu então ver suas jóias tinha algumas, mas enfeitava-se mesmo era com algas, ela enfeitava-se com água do mar, vestia-se de espuma, ela adorava-se com o reflexo de Oxu, a Lua.
Mas Iemanjá tinha uma grande riqueza e essa riqueza eram as pérolas, que as ostras fabricavam para ela. Iemanjá, muito contente com sua lembrança, chamou Omolú e lhe disse:
“De hoje em diante, és tu quem cuidas das pérolas do mar. Serás assim chamado de Jeholu, o Senhor das Pérolas”.
Por isso as pérolas pertencem a Omolú, por baixo de sua roupa de ráfia, enfeitando seu corpo marcado de chagas, Omolú ostenta colares e mais colares de pérola, belíssimos colares.
Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

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Oferenda a marinheiro na Umbanda

Oferenda de Marinheiros

Os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.
Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.
As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentaram guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.
Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.
Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.
Carregam consigo um sentimento profundo de amizade.

Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho.

Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.

Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda.

Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.

Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.

A Linha de Trabalho Marinheiros foi aberta para acolher aqueles que viveram no litoral ou em contato com a água, entram nesta classe os marinheiros propriamente, os ribeirinhos, canoeiros etc. Todo aquele que viveu e cultuou a água.

Na prática trazem uma forte vibração da energia aquática que em contato com as forças nocivas dilui e purifica pessoas e ambientes. Gostam de prosear e trocando experiências orientam os aflitos.

Vivem “no fundo do mar”, em uma dimensão aquática, por isso quando manifestados em solo seco ficam a bambear, pois para eles terra firme os tonteia e a água os deixa firme.

Oferenda aos Marinheiros

• Toalha ou pano branco; • velas branca e azul cla­ro; • fitas branca e azul claro; • linhas branca e azul cla­ro; • pembas branca e azul claro; • flores (cravos bran­cos, palmas brancas); • frutas (várias); • comidas (peixes assados, peixes fritos, peixes cozidos, cama­rões, farofa com carne); • bebidas (rum, aguardente);

Oferenda aos Marinheiros

Material:
1 alguidar
3 maças
3 peras
3 laranjas lima
7 velas azuis
1 pedaço de corda
1 boné de marinheiro
1 peixe assado
7 cigarros
1 copo de papel
1 garrafa de rum
7 moedas douradas (lavadas e secas)

Modo de preparo:
Na beira do mar, colocar o alguidar de modo que a água o toque levemente. Cortar as frutas em 4 pedaços e passá-las simbolicamente pelo seu corpo de baixo para cima pedindo o que deseja aos marinheiros (ou ao marinheiro de sua preferência). Coloque as frutas no alguidar com o peixe por cima. Enfeite com as moedas e acenda os cigarros dando três baforadas em cada um fazendo seus pedidos. Coloque-os no alguidar e acenda as velas em volta. Encha o copo com o rum e despeje o restante por cima do alguidar e em volta coloque o boné em cima do alguidar junto com a corda. Saude os marinheiros e a Iemanjá 7 vezes fazendo seus pedidos e orações.

Obs.: não jogue a garrafa no mar, traga-a de volta e jogue no lixo.

Oferenda aos marinheiros

Material
1 alguidar
7 sardinhas (limpas e fritas)
1 cebola
1 tomate maduro
7 moedas (lavadas e secas)
1 melão
1 cacho de uvas
1 laranja lima
1 broche em formato de ancora
1 boné de marinheiro
1 pedaço de corda
1 copo de papel
1 lata de cerveja
7 cigarros
7 velas brancas
Flores brancas

Modo de preparo:
Corte o melão em 7 partes, retirando as sementes e coloque no centro do alguidar. Coloque o cacho de uva sobre as fatias de melão junto com a laranja cortada em 7 rodelas. Coloque as sardinhas fritas em volta colocando sobre cada sardinha uma rodela de tomate e de cebola. Passe as moedas simbolicamente pelo corpo de baixo para cima fazendo seus pedidos e coloque no alguidar. Coloque por cima de tudo a corda, o boné e o broche. Por fora, enfeite com as flores, acendendo as velas em círculo. Encha o copo com a cerveja jogando o resto em volta. Acenda os cigarros dando três baforadas em cada um fazendo seus pedidos. Encaixe-os no alguidar. Saude os marinheiros e Iemanjá 7 vezes fazendo seus pedidos e orações. Traga a lata de cerveja vazia e jogue no lixo.

Mitos:
Uma pena os barqueiros, marujos, pescadores, marinheiros ainda serem confundidos com bêbados. Uma apologia as bebidas lamentável. Marinheiro balança porque tem gingado com as dificuldades da vida, porque enfrenta as ondas pra levar nossos carregos pro fundo do mar.   Salve a Linha das Águas, salve Nanã, Ewa, Iansã, Oxum, Iemanjá, Logum-Edé, Oxumaré.

NOTAS:

Os marinheiros permitem aos médiuns a desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as emoções mais intimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios. Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.

     ” Ame o que você tem, Antes que a vida lhe ensine a sentir falta do que Você tinha.”   

    Uma linda Mensagem pra Você.

Um abraço fraterno.
Beto de Ogum.



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Boiadeiros na Umbanda – Origens, oferendas

Boiadeiros na Umbanda – Origens, oferendas.

“Seu Boiadeiro, olha que linda boiada,
Mas ele é seu Boiadeiro minha gente!
Ele é nosso camarada!”

São espíritos que incorporam como caboclos, mestiços e vaqueiros. Grandes mestres juremeiros, muitos com conhecimento de magia da nação Banto, Congo e Angola, talvez alguns Tata J’inkinsi desencarnados. No candomblé de caboclo tive a oportunidade de participar de festas de caboclos onde se canta a jurema, e podemos curiar da bebida sagrada.

Este culto assim como o dos caboclos e o culto à malandragem na Umbanda, possui semelhanças com o catimbó e a jurema. Os boiadeiros vêm brincar, cantar, rir, dançar, curar e aconselhar os fiéis, diferente da incorporação em boa parte das Umbandas antigas onde esta entidade se apresenta séria e de poucas palavras.

A maior parte dos boiadeiros gostam de cigarros de palha, cigarros sem filtro e charuto. A bebida que a maioria de nós conhece é a meladinha (cachaça com mel ou melado de cana), já estive em casas que ofereciam leite, vinho, caldo de cana e etc.

As oferendas aos caboclos boiadeiros podem ser :

  • Frutas
  • Rapaduras e amendoim torrado.
  • Abóbora cozida com farofa de torresmos.
  • Aipim cozido com carne seca desfiada por cima.
  • feijão branco com linguiça, bacon, toucinho.
  • Uma farofa de carne seca com alho, cebola, linguiça, feijão de corda.
  • Carne de boi com feijão tropeiro, feijão de corda ou feijão cavalo.
  • Feijão de corda refogado no dendê com cebola e alho.
  • Cozido de abóbora com linguiça, bacon, toucinho, maxixe, carne seca…
  • Pé-de-moleque, pedaços de cana e rapaduras.
  • Churrasco.

Oferenda:
Toalha ou um pano (branco, vermelho, amarelo, azul escuro, marrom)
Velas (branca, vermelha, amarela, azul escuro, marrom)
Fitas (branca, vermelha, amarela, azul escuro, marrom)
Linhas (branca, vermelha, amarela, azul escuro, marrom)
Pembas (branca, vermelha, amarela, azul escuro, marrom)
Frutas (todas)
Bebidas (vinho seco, aguardente, batidas, conhaque, licores)
Flores (do campo, palmas, cravos)
Comidas (feijoada, charque bem cozido, bolos)

Oferenda ao Caboclo Boiadeiro

Material
1 pedaço de carne assada na brasa
Farofa de milho amarela (farinha misturada com um pouco de azeite e carne desfiada, temperada com sal e cheiro verde picado)
Vinho licoroso doce
1 prato de alumínio
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
1 caneca esmaltada
7 velas amarelas

Modo de preparo:
Coloque a farofa no prato com a carne assada por cima. Encha a caneca de vinho colocando ao lado. Acenda as velas ao redor, passe as moedas simbolicamente pelo corpo de baixo para cima fazendo seus pedidos aos caboclos boiadeiros e coloque ao redor do prato. Saude o caboclo boiadeiro 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda para os boiadeiros

Material:
7 frutas doces (lavadas e secas)
7 cocadas
7 pés de moleque
7 pedaços de bolo de fubá
7 cigarros de palha
7 velas amarelas
1 pão de milho
7 folhas de louro
7 espigas de trigo secas
1 copo de barro
Vinho licoroso doce
1 alguidar

Modo de preparo:
Coloque as frutas, as cocadas, os pés de moleque, o bolo, o pão no alguidar. Enfeite com as folhas de louro e as espigas de trigo secas. Passe o alguidar simbolicamente de baixo para cima fazendo seus pedidos aos caboclos boiadeiros. Acenda as velas e coloque o copo com vinho ao lado. Saude os caboclos boiadeiros 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda aos boiadeiros

Material:
1 prato de barro grande
7 cocadas pretas
7 pedaços de rapadura
7 pedaços de cana de açúcar sem casca
7 cigarros de palha
Fumo de rolo desfiado
1 copo de barro
Vinho tinto doce
7 pés de moleque
1 pedaço de goiabada
1 maça
1 pêra
1 laranja lima
1 cacho de uvas
1 pão
1 vela verde
1 vela branca
1 vela amarela
1 laço de boiadeiro

Modo de preparo:
Coloque todas as comidas no prato, passe o prato simbolicamente pelo corpo de baixo para cima, fazendo seus pedidos ao caboclo boiadeiro, coloque o prato no chão. Encha o copo com vinho e acenda as velas em volta. Saude o caboclo boiadeiro 7 vezes fazendo seus pedidos e orações.

Obs.: as oferendas aos boiadeiros devem ser feitos próximo a fazendas, porteiras, campos e pastos onde haja gado. Não podendo ser feito nesses locais, pode se feito em matas abertas ou beira de rio.


Alguns nomes mais conhecidos são:

Boiadeiro Navizala
Boiadeiro da Jurema
Boiadeiro Menino
Boiadeiro do Sertão
Boiadeiro da campina
Boiadeiro do lajedo
Boiadeiro da senzala
Boiadeiro sete laços
Boiadeiro Riachão
Boiadeiro João Mineiro
Boiadeiro laçador
Boiadeiro Zé Mineiro
Boiadeiro Chapéu de couro
Boiadeiro Chapéu de palha
Boiadeiro do Ingá
Boiadeiro do rio
Boiadeiro da estrada
Boiadeiro das sete encruzilhadas
Boiadeira Jussara
Boiadeira Zeferina
Boiadeiro Capineiro
Boiadeiro Chapadão
Boiadeiro da serra
Boiadeiro Venâncio
Boiadeiro das almas

Elementos que podem ser usados para o assentamento ou imantação do seu caboclo boiadeiro:

Cabaça, alguidar, vaso de planta, panela de ferro ou panela de barro.
Ervas: tabaco,cana-de-açúcar e café.
Erva da jurema
Uma Ferradura usada
Otá
Estrela de cinco pontas (Símbolo da vitalidade, e da Umbanda)
Um imã de ferradura
Rabo de cavalo
Chifres de boi
Tira de couro (ou guia de couro)
Laço ou corda de cisal
Dois olhos de boi
Sete metais (Ouro, prata, cobre, estanho chumbo, ferro, latão)
O ponto riscado em ferro, madeira, ou riscado em pemba para soprar por cima do assentamento.
Moedas
Fava divina
Vinho
Caldo de cana
Orobô (pacto com ancestrais)

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3O34-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.
Não damos consultas:
via whatsapp ou via E-mail, mensagens de celular.



 

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Oferenda de Baianos na Umbanda

Oferenda de Baianos .

Carne Seca com Inhame para Baianos

Esta é uma oferenda que agrada bem aos baianos que trabalham com a linha de Ogum.

Você vai precisar de:

3 inhames
1/2 kg de carne seca
1 cebola grande
7 pimentas dedo de moça
Azeite de dendê
1 alguidar de barro

Preparo:

Dessalgue a carne seca com antecedência deixando de molho em água por um dia, trocando a água de vez em quando.

Cozinhe a carne seca separadamente até que fique bem macia, depois desfie.

Cozinhe o inhame até que fique bem macio também, retire a casca, amasse bem até conseguir uma massa uniforme.

Com bastante dendê refogue a cebola (picada), a pimenta (cortada em rodelas) e a carne já desfiada, depois vá acrescentando o inhame sempre misturando bem (com colher de pau).  Você pode escolher entre as 7 pimentas, quantas usar no refogado e quantas deixar para enfeitar.

Esta oferenda vai em alguidar.

obs: O que é conhecido como inhame no norte do Brasil, é comercializado em mercados e feiras do sul/sudeste como cará.

Oferenda de Baianos .

Carne Seca com Inhame para Baianos

Esta é uma oferenda que agrada bem aos baianos que trabalham com a linha de Ogum.

Você vai precisar de:

3 inhames
1/2 kg de carne seca
1 cebola grande
7 pimentas dedo de moça
Azeite de dendê
1 alguidar de barro

Preparo:

Dessalgue a carne seca com antecedência deixando de molho em água por um dia, trocando a água de vez em quando.

Cozinhe a carne seca separadamente até que fique bem macia, depois desfie.

Cozinhe o inhame até que fique bem macio também, retire a casca, amasse bem até conseguir uma massa uniforme.

Com bastante dendê refogue a cebola (picada), a pimenta (cortada em rodelas) e a carne já desfiada, depois vá acrescentando o inhame sempre misturando bem (com colher de pau).  Você pode escolher entre as 7 pimentas, quantas usar no refogado e quantas deixar para enfeitar.

Esta oferenda vai em alguidar.

obs: O que é conhecido como inhame no norte do Brasil, é comercializado em mercados e feiras do sul/sudeste como cará.

Oferenda de Baianos .

Carne Seca com Inhame para Baianos

Esta é uma oferenda que agrada bem aos baianos que trabalham com a linha de Ogum.

Você vai precisar de:

3 inhames
1/2 kg de carne seca
1 cebola grande
7 pimentas dedo de moça
Azeite de dendê
1 alguidar de barro

Preparo:

Dessalgue a carne seca com antecedência deixando de molho em água por um dia, trocando a água de vez em quando.

Cozinhe a carne seca separadamente até que fique bem macia, depois desfie.

Cozinhe o inhame até que fique bem macio também, retire a casca, amasse bem até conseguir uma massa uniforme.

Com bastante dendê refogue a cebola (picada), a pimenta (cortada em rodelas) e a carne já desfiada, depois vá acrescentando o inhame sempre misturando bem (com colher de pau).  Você pode escolher entre as 7 pimentas, quantas usar no refogado e quantas deixar para enfeitar.

Esta oferenda vai em alguidar.

obs: O que é conhecido como inhame no norte do Brasil, é comercializado em mercados e feiras do sul/sudeste como cará.

Cocada para Baianos

Você vai precisar de:

1 coco seco grande
1 Kg de açúcar
1 xícara (de chá) de água
1 prato de barro

Preparo:

Tire o coco da casca, então você pode escolher entre retirar toda a pele escura do coco (aí terá a cocada branquinha) ou deixar esta pele e ter uma cocada mesclada de pontinhos escuros (igual a da foto).

Rale o coco a seu gosto (ou mais fininho ou mais graúdo) e coloque na panela (em fogo alto) junto do açúcar e da água.

Mexa sem parar até secar e soltar do fundo da panela.

*Sempre usar colher de pau em oferendas!

Espalhe em uma pedra lisa, deixe esfriar, corte e coloque no prato de barro.

Pinga no Coco para Baianos

Pinga no Coco para Baianos

Você vai precisar de:

1 coco verde
Cachaça

Preparo:

Abra o coco, retire um pouco da água (se você quiser pode beber essa água retirada) e complete com a cachaça.

 As oferendas são atos magísticos-religiosos e os assentamentos são concentrações de forças e poderes magísticos dentro de um espaço limitado.

As oferendas podem ter várias finalidades, tais como:

  1. Oferenda de agradecimento
  2. Oferenda de pedido de ajuda
  3. Oferenda de desmagiamento negativo
  4. Oferenda de descarrego
  5. Oferenda propiciatória
  6. Oferenda purificadora
  7. Oferenda ritual de firmeza de forças na natureza
  8. Oferenda ritual de assentamento de forças e poderes espirituais e dignos

Comentemos cada uma dessas formas de oferendas:

1- Oferenda de agradecimento:

Esta oferenda é feita em função do auxilio já recebido.

Muitas vezes estamos envoltos em dificuldades de tal importância que nos ajoelhamos e ali, em nossa fé, invocamos Deus e algum dos seus mistérios ou divindades e pedimos-lhes que nos ajudem, que depois lhes ofertaremos algo em agradecimento.

Uns fazem promessas; outros prometem uma oferenda na natureza; outros prometem dar algum auxilio aos necessitados, etc.

“Cumprir o que foi prometido não é dar ou fazer algo por Ele e Elas, mas é fazermos algo para e por nós mesmos.”

Deus e as divindades não comem, mas, ao lhes ofertamos uma “ceia ritual”, estamos compartilhando nosso sucesso e nossa vitória, atribuindo-lhes o apoio para que elas acontecessem.

Ali, no momento de “comemoração”, estamos dizendo de forma simbólica que sem o Seu auxilio e delas não teríamos tido sucesso; estamos agradecendo-lhes; e estamos dando prova de nossa fé em seus poderes, reverenciando-os com o que lhes prometemos.

2- Oferenda de pedido de ajuda:

Esta oferenda vai desde uma vela acesa em um castiçal, pedestal ou altar até a ida a um ponto de forças da natureza…

“Ela é em si um ato de fé no poder de realização das forças e dos poderes das entidades de Umbanda Sagrada.

-Forças são espíritos hierarquizados.

-Poderes são as divindades de Deus.

As Forças estão assentadas nos pontos de forças da natureza e estão à nossa direita e à nossa esquerda.

Os Poderes estão assentados no alto e, nos pontos de forças da natureza, quando invocados ficam de frente para nós ouvindo e anotando mentalmente nossos pedidos que, se forem justos e do nosso merecimento, com certeza serão realizados a nosso favor e benefício…”

3. Oferenda de desmagiamento:

Esta oferenda deve ser feita sempre que estivermos magiados por trabalhos pesados, difíceis de serem desmanchados e anulados dentro do Centro de Umbanda.

Há trabalhos de magia negativa que são fáceis de ser cortados, desmanchados e anulados. Mas há outros de tal monta que, se forem mexidos, desencadeiam reatividades incontroláveis. Nesses casos, a ação recomendada é a pessoa magiada ir até a natureza e, dentro de um ponto de forças, invocar alguma (s) força espiritual ou algum (s) poder divino e confiar-lhe a neutralização e a anulação dessas magias complicadíssimas e muito perigosas.

“… explosão de uma reatividade muito intensa dentro de um centro pode afetar seus campos protetores de dentro para fora, fato este que abre buracos neles, pelos quais começam e entrar hordas de espíritos perturbadores. Há centros de Umbanda cujos campos protetores estão totalmente esburacados e seu interior é “pesadíssimo”.

4- Oferenda de descarrego:

Esta oferenda deve ser feita nos pontos de forças e de poderes da natureza para que ali aconteçam os mais variados tipos de descarregos, que vão desde espíritos desequilibrados até quebrantos e mau-olhado.

O descarrego não se refere só ao que projetam contra nós, mas pode ser usado para nos livrar do que atraímos com pensamentos de baixa qualidade.

Quando estamos vibrando em nosso íntimo sentimentos negativos, nosso magnetismo mental se negativa e baixamos nossas vibrações, imediatamente começamos a nos ligar por finíssimos cordões com espíritos desequilibrados, também vitimas dos seus sentimentos negativos. Essas ligações acontecem devido à lei das Afinidades, que nos ensina que semelhantes se atraem.

É impossível transportar para dentro de um centro de Umbanda milhares de espíritos desequilibrados. Então, os Guias recomendam que as pessoas nessas condições negativas façam ali, no campo de uma divindade, um descarrego completo, livrando-a de encostos e obsessores espirituais.

5- Oferenda propiciatória:

Esta oferenda tem a função de desencadear ações das divindades e das forças da natureza que gerarão “para a pessoa que a fizer” a devolução do que lhe foi tirado por magias negativas ou do que ela perdeu por incúria e desleixo para com a vida espiritual. Por meio de magias negativas são tirados a saúde, a prosperidade, as forças espirituais, a harmonia, a paz, o equilíbrio, o ânimo, a criatividade, a convicção, a crença, a religiosidade, a alegria, o humor, o desejo, o vigor, a esperança, etc…

“…Elas atingem também os campos e seu lado espiritual, bloqueando-lhes o raciocínio e o discernimento.”

São tantas as possibilidades de perdas que o melhor a ser feito é um bom descarrego em um ponto de forças da natureza e, depois de sete dias, a pessoa deve fazer uma oferenda propiciatória às forças e aos poderes do mesmo ponto de forças da natureza ou em outro, caso seja o mais adequado para repor-lhe o que lhe foi tirado ou o que perdeu por incúria e desleixo para com a espiritualidade.

6- Oferenda purificadora:

Esta oferenda destina-se à limpeza áurica e energética.

Geralmente é feita à beira-mar, em cachoeiras, nas matas, nos rios e em cemitérios. Nos pontos de forças da natureza e nos cemitérios existem vórtices específicos que têm por função absorver energias negativas espirituais geradas por nós.

As oferendas purificadoras devem ser feitas sempre que sentirmos que estamos sobrecarregados.
Oferenda ritual para firmeza de forças da natureza:

Esta oferenda é feita a pedido das entidades (guias espirituais e Orixás) para que possam nos auxiliar a partir dos pontos de forças e quando queremos ter uma força (espiritual, natural ou divina) atuando em nosso benefício.

“…Toda oferenda tem uma finalidade e a oferenda ritual atual como uma chave de abertura e de religação do médium com o Orixá regente do ponto de forças e com as forças espirituais, naturais e divinas assentadas nele que, a partir daí, reconhecem no médium alguém que pode entrar e sair do ponto de força sem outros procedimentos, a não ser um respeitoso pedido de licença, para nele trabalhar.”

7- Oferenda ritual de assentamento de forças e poderes espirituais e dignos:

Os médiuns devem fazer de tempo em tempo uma oferenda ritual a um Orixá no seu ponto de forças da natureza e após ter sido entregue, deve fazer outras duas:uma para um guia espiritual da direita e outra para uma da esquerda, ambos membros das hierarquias espirituais regidas pelo Orixá.

Com isso feito, o médium firma um triangulo de forças e poderes: o Orixá no alto; o Caboclo na direita; o Exu na esquerda.

A firmeza desse triangulo de forças fecha um campo protetor do médium e este poderá recorrer a ele sempre que se sentir necessitado.

Fonte: SARACENI, Rubens – Rituais umbandistas: oferendas, firmezas e assentamentos, São Paulo, Ed. Madras, 2007 pg. 13 –

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Oferendas de Boiadeiros na Umbanda

Oferendas de Boiadeiros

OFERENDA 1

3 xícaras de feijão de corda cozido firme

2 cebolas em rodelas grossas

7 colheres de azeite de oliva para regar

1 gamela para colocar a comida

7 velas amarelas

7 velas brancas

7 cigarros curtos de filtro amarelo

7 copos de aguardente (copos de barro ou de papelão, plástico não serve)

OFERENDA 2:

1 gamela ou alguidar médio

5oog de farinha de mandioca

1 vidro de melado de cana

3 cigarros de palha

3 velas brancas

1 aguardente servida em 3 copos de papelão ou barro ou metal

(recolha o lixo reciclável, após as velas queimarem, ou faça sua entrega em folha de banaeira com copos de papelão.

Misture a farinha e o melado com as mãos, coloque na gamela.

OFERENDA 3

1 gamela ou alguidar ou folha de bananeira para colocar a comida

500g de amendoim sem sal

7 colheres de sopa de melado de cana para regar os amendoins

7 cigarros de palha

1 garrafa de aguardente servida em sete copos de barro ou papelão

7 velas amarelas

OFERENDA 4

1 gamela, prato de papelão ou folha de bananeira

7 batatas inglesas cozidas firme e sem sal

7 colheres de melado de cana para regar

7 cigarros curtos e sem filtro

7 velas amarelas

7 velas brancas

1 garrafa de aguardente servida em 7 copos de papelão ou barro

OFERENDA 5:

gamela, praro de papelão, alguidar médio ou folha de bananeira

250g de arroz integral cozido firme e sem sal

100 g de banana desidratada, colocada em cima do arroz enfeitando-o

7 colheres de sopa de mel para regar o arroz e a banana

7 cigarros de palha

7 velas vermelhas

1 garrafa de batida de coco servida em 7 copos de papelão ou barro

3 rosas vermelhas para baiana ou 3 cravos vermelhos para baiano, cortados na altura da lapela, enfeitando o centro do arroz, com as bananas em volta das 3 flores e tudo regado com mel.

OFERENDA 6:

gamela, alguidar, folha de bananeira ou prato de papelão

7 maçãs inteiras sem cortar

7 bananas sem casca, inteiras sem cortar

7 colheres de sopa de melado de cana para regar as frutas

7 copos de batida de coco

7 cigarros de palha

7 velas brancas

OFERENDA 7:

1 gamela, prato papelão ou alguidar grande o suficiente

500g de fubá amarelo

21 colheres de sopa de azeite de oliva

3 cebolas cortadas em rodelas grossas

3 cigarros de palha

3 copos de aguardente

3 velas amarelas

Misture o fubá e o azeite com as mãos, coloque na gamela cubra com as cebolas e regue com mais azeite de oliva

OFERENDA 8

gamela, alguidar, prato de barro ou de prato de papelão

3 xícaras de feijão preto, cozido firme e escorrido

3 xícaras de arroz integral cozido firme

1 cebola cortada em rodelas grossas

1 pimentão cortado em rodelas grossas

3 bananas cortadas em rodelas grossas

3 cigarros curtos

3 velas marrons

3 copos de aguardente

Misture o arroz com o feijão e enfeite com as bananas, cebolas e pimentão;

Regue tudo com azeite de oliva

OFERENDA 9:

alguidar, gamela ou prato de barro

500 de polenta cozida feita por você, sem sal e no ponto

7 ovos cozidos cortados no comprimento para enfeitar a polenta

7 colheres de melado de cana para regar tudo

3 cigarros de palha

3 velas amarelas

3 copos de aguardente

OFERENDA 10

1 folha de bananeira para colocar as frutas

7 cajus inteiros

7 bananas inteiras e sem as cascas

7 maçãs inteiras e com as cascas

7 colheres de sopa de melado de cana

3 velas brancas

1 água de coco servida em 3 copos de papelão ou barro

3 cigarros de palha

fonte: OFERENDAS POR CLAUDIA BAIBICH

Que os Boiadeiros te abençoe hj e sempre.

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Oferendas de Caboclos na umbanda

Oferendas de Caboclos na umbanda.

Uma trilha de floresta no parque Redwoods State, Califórnia.

As oferendas de caboclo são fartas e variadas, constituída de uma grande variedade de frutas, legumes, raízes e até mesmo doces. Um elemento indispensável é a abóbora girimum, que são recheadas com fumo de rolo e mel de abelha, oferenda de galos, carneiros, peru e qualquer pássaro, são bem vindos e apreciados. A jurema é a bebida sagrada, considerada o néctar dos deuses e  disputada não só pelas entidades, mas por todos os presentes.

As oferendas aos caboclos devem ser feitas em matas, beiras de rios e cachoeiras.

Oferenda para qualquer caboclo:

Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 moedas douradas ( lavadas e secas)
7 folhas de louro

7 velas verdes
Vinho licoroso doce
1 copo de barro
1 charuto

Modo de preparo:
Passe as frutas, as moedas e as folhas de louro simbolicamente por seu corpo de baixo para cima pedindo aos caboclos que abram seus caminhos, afastando tudo que possa atrapalhar sua vida. Peça que os caboclos cortem demandas, pragas, maldições, olho gordo, inveja e o quebranto. Coloque as frutas no alguidar e enfeite com as moedas e as folhas de louro, regue tudo com um pouco de vinho. Coloque o copo ao lado enchendo com vinho. Acenda as velas ao redor, tomando cuidado para não por fogo na oferenda, acenda o charuto dando três baforadas, chamando pelos caboclos (ou por seu caboclo de preferência) coloque sobre o alguidar. Saude os caboclos 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda aos caboclos 2
qualquer caboclo

Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 espigas de milhos cozidos
7 pedaços de mandioca cozidas
3 batatas doces cozidas

7 pedaços de cana de açúcar sem casca
7 ramos de folhas de louro
7 moedas douradas ( lavadas e secas)
7 espigas de trigo secas
7 velas verdes
Vinho licoroso doce
1 copo de barro
1 charuto

Modo de preparo
Forre o alguidar com as folhas de louro. Passe as espigas de milho e as frutas simbolicamente de baixo para cima, fazendo seus pedidos. Coloque no alguidar de forma harmônica. Faça o mesmo com a mandioca, a batata doce e a cana de açúcar. Enfeite com as moedas e regue tudo com o vinho licoroso. Coloque o copo cheio de vinho ao lado do alguidar. Acenda o charuto e coloque sobre o alguidar as velas ao redor. Saude os caboclos e faça seus pedidos e orações.

Oferenda ao Caboclo 7 Flechas.

Material
1 alguidar
7 peras d’água
1 melão cortado em 7 pedaços
1 cacho de uvas verdes
7 velas metade branca metade verde
7 rosas brancas
Vinho licoroso claro e doce
1 cocar de penas brancas (opcional)

Modo de preparo:
Coloque o melão cortado em 7 pedaços no centro do alguidar, com o cacho de uvas no centro, disponha as peras ao redor. Enfeite com as rosas brancas e regue com o vinho licoroso. Passe o alguidar simbolicamente de baixo para cima pedindo ao Caboclo Pena Branca o que desejar. Coloque o alguidar no chão, acenda as velas ao redor. Coloque o cocar sobre o alguidar. Saude o Caboclo Pena Branca 7 vezes, fazendo seus pedidos e orações.

Oferenda ao Caboclo Sete Flechas

Material
1 alguidar
7 frutas doces
7 galhos de folhas de louro
7 pedaços de cana de açúcar sem casca
1 peixe assado (limpo e sem vísceras)
1 arco e 7 flechas
7 velas verdes
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
Vinho licoroso doce

Modo de preparo:
Passe as frutas e os pedaços de cana simbolicamente por seu corpo de baixo para cima, fazendo seus pedidos ao Caboclo Sete Flechas e coloque no alguidar. Coloque o peixe no meio do alguidar enfeitando com as folhas de louro e as moedas. Regue tudo com o vinho licoroso. Coloque no arco sobre o alguidar com uma das flechas. Disponha as outras seis flechas em volta com as pontas para cima presa a ele. Acenda as velas ao redor saudando o Caboclo Sete Flechas sete vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda a Cabocla Jurema

Material

1 alguidar
1 maço de flores do campo
7 galhos de folhas de louro
3 maças vermelhas
3 peras
3 pêssegos
1 peixe assado (limpo e sem vísceras)
3 espigas de milho cozidos
3 batatas doces cozidas
7 velas verdes
1 cocar de penas (opcional)

1 arco e flecha (opcional)
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
Vinho licoroso

Modo de preparo:
Forre o alguidar com os ramos de louro. Coloque as frutas, as espigas de milho, as batas e o peixe no canto. Enfeite com as moedas e as flores. Regue tudo com o vinho licoroso. Acenda as velas ao redor colocando o cocar e o arco e flecha sobre o alguidar. Saude a Cabocla Jurema 7 vezes. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda ao Caboclo arranca-toco.

Material
1 alguidar
Folhas de samambaia
7 frutas doces
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
7 pedaços de mandioca cozida
7 batatas doces cozidas
7 carás pequenos cozidos
1 copo de barro
Vinho licoroso

7 velas verdes
1 arco e flecha

Modo de preparo:
Forre o alguidar com as samambaias colocando por cima as frutas, a mandioca, a batata e o cará. Regue com bastante vinho licoroso e enfeite com as moedas. Passe o alguidar simbolicamente de baixo para cima fazendo seus pedidos ao Caboclo caboclo arranca-toco. Coloque o alguidar próximo a uma árvore frondosa. Acenda as velas ao redor tomando cuidado para não por fogo na mata. Pegue o arco e flecha e atire em direção à mata, chamando pelo Caboclo Flecheiro. Faça seus pedidos e orações.

Oferenda aos Caboclos 3

Material
1 abóbora tipo moranga
3 maças vermelhas
3 peras
3 bananas
1 cacho de uvas
1 pêssego
3 laranjas lima
3 colheres de sopa de mel
Vinho licoroso
7 espigas de milho verde cozidas
7 moedas correntes ( lavadas e secas )
7 folhas de louro verde
7 velas verdes
1 alguidar

Modo de preparo:
Abra a parte de cima da abóbora e retire as sementes. Coloque a abóbora em uma panela com água deixando ferver por 10 minutos. Retire a abóbora e deixe esfriar. Pique as frutas em cubos misturando com mel. Coloque-os dentro da abóbora. Coloque por cima as 7 espigas de milho cozidas espetadas sobre as frutas. Enfeite com o louro e as moedas. Regue com bastante vinho licoroso. Coloque a moranga no alguidar. Acenda as velas ao redor, saudando os caboclos. Faça seus pedidos e orações.

O caboclo tradicional é valente, selvagem antes de tudo, destemido, intrépido, ameaçador, sério e muito competente nas artes das curas. Enquanto o preto-velho consola e sugere, o caboclo ordena e determina. O preto-velho acalma, o caboclo arrebata. O preto-velho contempla, reflete, assente, recolhe-se na imobilidade de sua velhice e de seu passado escravo; o caboclo mexe-se, intriga, canta e dança como o guerreiro livre que um dia foi. Os caboclos fumam charuto e os preto-velhos, cachimbo; todas as entidades da umbanda fumam — a fumaça e seu uso ritual marcam a herança indígena da umbanda, aliança constitutiva com o passado do solo brasileiro.

Caboclo Ogum Rompe-Mato, imagem de cultoProduto do sincretismo da pajelança indígena com os ritos afro-brasileiros, os caboclos resultam da associação dos orixás, voduns e inquices com figuras ameríndias, ligadas às florestas e às matas.

Os caboclos e caboclas geralmente são representados como indígenas muito idealizados. Freqüentemente usam cocares vistosos, calças e saiotes e raramente se assemelham aos verdadeiros indígenas brasileiros. São moldados pelos bons selvagens do imaginário nacional, tal como concebidos por José de Alencar e outros autores da literatura romântica indigenista do século XIX, e mesmo pela imagem dos índios de filmes estadunidenses.

Seus nomes ligam–se aos seus domínios e supostas origens étnicas, às vezes associado ao nome do orixá ao qual supostamente estão subordinados e do qual, muitas vezes, são uma simples transposição para o imaginário da Umbanda. Alguns deles têm nomes de personagens indígenas da história, do folclore e da literatura.
Cabocla Iracema Flecheira, imagem de cultoEntre os do sexo masculino mais conhecidos, contam-se: Araponga, Araribóia, Águia-Branca, Águia-da-Mata, Aimoré, Araribóia, Araúna, Arranca-Toco, Arruda, Beira-Mar, Boiadeiro, Caçador, Caramuru, Carijó, Catumbi, Cipó, Cobra-Coral , Coração da Mata, Corisco, Flecha-Dourada, Flecha-Ligeira, Flecheiro, do Fogo, Gira Mundo, Girassol, Guaraci, Guarani, Humaitá, Inca, do Vento, Jibóia, João da Mata, Junco Verde, Juremeiro, Laçador, Laje Grande, Lírio Verde, Lua, Mata Virgem, Ogum Beira-Mar, Ogum Iara, Ogum da Lei, Ogum da Lua, Ogum Malê, Ogum das Matas, Ogum Matinada, Ogum Megê, Ogum dos Rios, Ogum Rompe-Mato, Olho de Lobo, do Oriente, Oxóssi da Mata, Pajé, Pantera Negra, Pedra-Branca, Pele-Vermelha, Pena Azul, Pena-Branca, Pena-Dourada, Pena-Preta, Pena-Roxa, Pena-Verde, Pena-Vermelha, Peri, Quebra-Demanda, Rei-da-Mata, Rompe-Folha, Rompe-Mato, Roxo, Samambaia, Serra Negra, Sete-Cachoeiras, Sete-Cobras, Sete-Demandas, Sete-Encruzilhadas, Sete-Estrelas, Sete-Flechas, Sete-Folhas-Verdes, Sete-Montanhas, Sete-Pedreiras, Sol, Sultão da Mata, Tibiriçá, Tira-Teima, Treme-Terra, Tupã, Tupi, Tupi-Guarani, Tupinambá, Tupiniquim, Ubirajara, Ubirajara Flecheiro, Ubiratã, Urubatão, Vence Tudo, Ventania, Vigia das Matas, Vira Mundo, Xangô Agodô, Xangô Cao, Xangô da Mata, Xangô Pedra-Branca, Xangô Pedra-Preta, Xangô Sete-Cachoeiras, Xangô Sete-Montanhas e Xangô Sete-Pedreiras.

Do sexo feminino, são nomes mais conhecidos:
Araci, Estrela-do-mar, Caboclinha da Mata, Caçadora,
Diana da Mata, Guaraciara, Iansã, Iara, Indaiá,
Iracema Flecheira, Jacira, Jandira Flecheira, Jarina, Jupira,
Jurema, Jurema da Mata, Jurema do Mar, Jurema do Rio,
Jurema Flecheira, Juremeira, Juçara, Cabocla do Mar,
Cabocla da Mata,
Nanã Burucum e Oxum.

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Oferenda para Nanã de Buruquê

Oferendas para Nanã

Nanã aprecia flores de cores lilás, seu símbolo é a chuva, trabalha na energia de pedras ametistas e na energia do número 13. Rege os chacras frontal e cervical, é cultuada às segundas-feiras e seu elemento é a água. Lírio, Orquídea, Limão, Narciso e Dália são essências ligadas a Nanã. Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia e Manacá são ervas ligadas a mãe Nanã.

As oferendas são sempre acompanhadas de água mineral, velas brancas ou lilás, veja alguns exemplos:

1) Flor de Nanã: Fazer uma flor com massa de batata doce cozida e descascada (o miolo) e repolho roxo (as pétalas).

2) Canjica de Nanã: Canjica cozida com leite de coco.

3) Berinjelas da Avó: Berinjelas e batatas doces cozidas e servidas em travessa de barro, fatiadas ao comprido.

4) Efó: Ferve-se 1 maço bem grande de língua de vaca, espinafre ou bertalha. Depois bater com colher de pau até virar um purê; Passa-se por uma peneira e espalhe a massa para evaporar toda a água; Depois de seca, coloca-se numa panela, junto com azeite de dendê, camarões secos e cebola. Cozinha-se com a panela tampada e em fogo baixo

Além destas, Nanã aprecia frutas como banana-da-terra e figo.

Sugestões de oferenda para a Orixá Nanã

Oferenda 1

3 Batatas doces roxas cozidas sem casca
1 Água mineral
3 Colheres de sopa de mel
1 Flor Hortênsia lilás ou roxa
3 Velas lilás
Folhas de repolho roxo para forrar o chão
Faça uma massa com a batata doce em forma de coração, regue com o mel, enfeite contornando com pequenos galhos de hortênsia, circunde com a água e acenda as velas circundando a oferenda.

Oferenda 2

Folhas de repolho roxo para forrar o chão
7 Velas lilás
7 Ameixas roxas
1 Água mineral

Oferenda 3

Folhas de repolho roxo para forrar o chão
7 Velas lilás
7 Velas brancas
7 pequenos cachos de uva moscatel
1 Água mineral

Oferenda 4

Folhas de repolho roxo para forrar o chão
13 Velas lilás
7 Figos
7 Jabuticabas
1 Água mineral

Oferenda 5

Folhas de repolho roxo para forrar o chão
7 Velas lilás
7 Jamelões
7 Inhames pequenos cozidos
Mel para regar

Oferenda 6

Folhas de repolho roxo para forrar o chão
13 Velas lilás
7 Berinjelas pequenas cruas e com as cascas
Melado de cana para regar as berinjelas
1 Água mineral para derramar em volta da oferenda

Oferenda 7

Folhas de repolho roxo para forrar o chão
7 Velas lilás
7 Flores de Lisiantus na cor lilás
7 pequenos cachos de uva moscatel
1 Água mineral para derramar em volta da oferenda

Oferenda 8

Folhas de repolho roxo para forrar o chão
7 Velas lilás
7 Rabanetes
7 pequenos cachos de uva moscatel
7 Azaléias
1 Água mineral

Fonte: Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda.

Oferenda à mãe Nanã: Velas brancas, roxas e rosa; champanhe rose, calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.

Elemento: água e terra;

Ponto de força: nos lagos.

Sua cor: lilás.

Dia 26 de Julho é o dia de Santa Ana, adotado pelo sincretismo como o dia de Nanã, a mais velha das Iabás.

Ingredientes:

1 Melancia pequena;
1 Melão;
3 Figos;
3 Ameixas vermelhas;
Uvas Roxas;
1 pé de Repolho Roxo;
1 alguidar;
1 Quartinha de barro;
1 Champagne Branca.

Modo de preparo:

Forre o alguidar com as folhas do repolho roxo.

Abra as frutas e arranje-as no alguidar com carinho.  Lembre-se de cortar as frutas usando uma faca de MADEIRA.

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Oferenda para Omulu


Oferenda a Omulu

Oferenda a Omulú

Você pode fazer na beira do mar (calunga grande) ou no cemitério (calunga pequena), tanto em um ponto de força quanto no outro é necessário o ritual de entrada, pois o mar também é um cemitério; (veja o ritual na oferenda de Obaluaiyê).
Após o ritual, faz uma oferenda aos Guardiões, Exus, Exus Mirins e Pomba Gira da linha de Omulú, a esquerda do local que você escolheu.

7 tipos de frutas diferentes
7 velas brancas
7 velas pretas
7 velas vermelhas
7 charutos
7 cigarrilhas
7 rosas vermelhas
7 cravos vermelhos
1 champanhe
Água da fonte
Gim
1 pinga
1 litro de vinho
5 padês: de gim, água, mel, dendê e pinga.
1 porção de farofa, etc.
De tudo o que você for ofertar a, Omulú tira um pouco e oferece também à esquerda.
Faça seu pedido (não se esqueça a umbanda não trabalha fazendo o mau; pois tudo o que é feito de negativo ou positivo volta para você, é a lei da causa e efeito) peça permissão para ofertar Omulú.

7 velas brancas
7 velas roxas
7 velas bicolor branca e preta
1 vinho branco licoroso
Água da fonte
Coco fatiado coberto com mel
Pipoca estourada no dendê
Crisântemo branco
Maracujá, ameixa preta, ingá, figo.
Batata doce roxa cozida e regada com mel
Licor de hortelã
Depois de terminado e feito suas orações aguarde 15 minutos e limpe o local, tirando as bebidas e derramando no solo os copos plásticos enfim tudo o que agride a natureza, não se esqueça que orixá é energia pura e não gosta de ver seu reino sujo.
Os restos de velas também deveram ser retirados, caso não tenha terminado volte em outro dia e limpe tudo.
Tome cuidado ao acender vela, limpe bem o local para não ter perigo de queimar a natureza e se estiver ventando nem faça.

A CERIMÔNIA DO OLUBAJÉ

O Olubajé é a festa anual em homenagem a Obaluaiê , onde as comidas são servidas na folha  de mamona .

Rememorando umitan  (mito) onde todos os Orixás  para se acertarem com Obaluaiê, por motivos de ter sido chacoteado numa festividade feita por Xangô  por sua maneira de dançar.

Nessa festividade, todos os Orixás participam, com exceção de Xangô e principalmente Osanyin , Oxumarê , Nanã  e Yewá , que são de sua família. Oyá  tem papel importante por ser ela que ajuda no ritual de limpeza e trazer para o barracão  de festas a esteira , sobre a qual serão colocadas as comidas.

Olubajé é ritual especifico para o orixá  Obaluaiê , indispensável nos terreiros  de candomblé , no sentido de prolongar a vida  e trazer saúde  a todos os filhos e participantes do axé .

No encerramento deste rito é oferecido no mínimo nove iguarias da culinária afro-brasileira chamada de comida ritual pertinente a vários Orixás, simbolizando a Vida , sobre uma folha chamada “Ewe Ilará ” conhecida popularmente como mamona, “altamente venenosa” simbolizando a Morte  (iku) .

LENDA- I

Diz uma lenda que Xangô, um Rei muito vaidoso, deu uma grande festa em seu palácio e convidou todos os Orixás, menos Obaluaiê, pois as suas características de pobre e de doente assustavam o rei do trovão.

No meio do grande cerimonial todos os outros Orixás começaram a notar a falta do Orixá Rei da Terra e começaram a indagar o porquê da sua ausência, até que um deles descobriu de que ele não havia sido convidado.

Todos se revoltaram e abandonaram a festa indo a casa de Obaluaiê pedir desculpas, Obaluaiê  recusava-se a perdoar aquela ofensa até que chegou a um acordo; daria uma vez por ano uma festa em que todos os Orixás seriam reverenciados e este ofereceria comida a todos desde que Xangô comesse aos seus pés e ele aos pés de Xangô.

Nascia assim a cerimônia do Olubajé. Porém, existem diversas outras lendas que narram outros motivos sobre o porquê de Xangô e Ogum não se manifestarem no Olubajé.

“O Olubajé é muito mais uma obrigação do que uma festa” –

SIGNIFICADO DE OLUBAJÉ-

OLU: AQUELE QUE

BA: ACEITA

JÉ: COMER

OU SEJA: AQUELE QUE COME

 

LENDA-II COMO SURGIU O OLUBAJÉ

E ele tem origem em uma lenda que conta, que um dia houve uma festa no Orun e todos os orixás foram convidados, todos dançaram, porém quando Omolu foi dançar, todos o ridicularizaram pois dançava apontado suas feridas e de maneira desengonçada.

Percebendo que  todos riam dele, no final de sua dança, apontou para todos os orixás e sobre eles jogou uma praga.

Conforme os dias foram passando, todos ficaram doentes e a terra se tornou improdutiva.

Foi quando  os omo-orixás pediram para que os Orixás intercedesse junto a Omolu para que tudo voltasse ao normal e então os eles decidiram fazer um grande banquete em homenagem a Omolu,

Vendo-se agradado, retirou a praga e disse que a partir daquele momento, todos os anos deveria ser feito o Olubajé em sua homenagem e, além disso, que servisse como um ebó para todos os omo-orixás.

Esse é um ritual realmente muito importante, além do que é feito em sala, existe todo um preparo que antecede a festa, além de toda a culinária.

O SABAJÉ
O sabejé é o ato onde Oyá sai com o balaio de pipocas, e as pessoas vão colocando dinheiro em troca de um punhado de pipoca.

Porém o sabejé é muito mais do que isso, ele significa a submissão e o sacrifício em nome do orixá.

Nos dias de hoje muitas pessoas não sabem que antigamente os filhos de santo no mês de Agosto, saiam realmente as ruas para pedir dinheiro  para poder fazer o olubajé.

OS PRATOS SERVIDOS NO OLUBAJÉ

No Olubajé são servidas todas as comidas de santo, menos as de Xangô e são elas:

– Feijão Preto Cozido

– Axoxó

– A pipoca, a banana da terra frita, além da farofa de Omolu onde vão os seus axés.

– O feijão fradinho, feijão preto e milho de galinha cozidos com ovo cozido por cima.

– Mostarda refogada.

– Omolokun

– O feijão fradinho, feijão preto e milho de galinha cozidos com ovo cozido por cima.

– Acaráobá

– Acarajé

– Ebô

– Eboyá

– Acaçá

– Aruá

Servidos na folha de mamona (Ewèlará: folha do mundo).

Em seguida, todos os presentes na cerimónia devem comer um pouco de cada uma das comidas, utilizando apenas as mãos para comer, e é também obrigatório que todos dancem ao som das músicas e cantigas que vão sendo entoadas em louvor do Orixá.

LENDA III –NANÃ E SEU FILHO OBALUAIÊO PERDÃO DE OBALUAIÊ

Filho de Oxalá e Nanã nasceu com chagas, uma doença de pele que fedia e causava medo aos outros, sua mãe Nanã morria de medo da varíola, que já havia matado muita gente no mundo.

Por esse motivo Nanã, o abandonou na beira do mar.

Ao sair em seu passeio pelas areias que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos.

O tempo foi passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro e caçador.

Se cobria com palha da costa, não para esconder as chagas com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol. Um dia Iemanjá chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Xapanã, dizendo: Xapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Xapanã nosso filho.

E assim Nanã foi perdoada por Omulu e este passou a conviver com suas duas mães.

LENDA IV

A VIDA ENSINA

Quando Omolu era um menino de uns doze anos, saiu de casa e foi para o mundo para fazer a vida.

De cidade em cidade, de vila em vila, ele ia oferecendo seus serviços, procurando emprego.

Mas Omolu não conseguia nada. Ninguém lhe dava o que fazer, ninguém o empregava, e ele teve que pedir esmola.

Tinha um cachorro que o acompanhava.

Omolu e seu cachorro retiraram-se no mato e foram viver com as cobras.

Omolu comia o que a mata dava: frutas, folhas e raízes. Mas os espinhos da floresta feriam o menino. As picadas de mosquitos cobriam-lhe o corpo.

Omolu ficou coberto de chagas.

Só o cachorro confortava Omolu, lambendo-lhe as feridas.

Um dia, quando dormia, Omolu escutou uma voz:

-Estás pronto. Levanta e vai cuidar do povo.

Omolu viu que todas as feridas estavam cicatrizadas.

Não tinha dores nem febre. Omolu juntou as cabacinhas, os atos, onde guardava água e remédios que aprendera a usar com a floresta, agradeceu a Olorum e partiu.

Naquele tempo uma peste infestava a Terra. Por todo lado estava morrendo gente, todas as aldeias enterravam seus mortos. Os pais de Omolu foram ao babalaô e ele disse que Omolu estava vivo e que ele traria a cura para a peste.

Todo lugar aonde chegava, a fama precedia Omolu.

Todos esperavam-no com festa, pois ele curava.

Os que antes lhe negaram até mesmo água de beber agora imploravam por sua cura. Ele curava a todos, afastava a peste. Então dizia que se protegessem, levando na mão uma folha de dracena, o peregum, e pintando a cabeça com efum, ossum e uági, os pós branco, vermelho e azul usados nos rituais e encantamentos.

Curava os doentes e com o xaxará varria a peste para fora da casa, para que a praga não pegasse outras pessoas da família.

Limpava as casas e aldeias com a mágica vassoura de fibras de coqueiro, seu instrumento de cura, seu símbolo, seu cetro, o xaxará.
Quando chegou em casa, Omolu curou os pais e todos estavam felizes. Todos cantavam e louvavam o curandeiro e todos o chamaram de Obaluaiê, todos davam vivas ao Senhor da Terra,

Obaluaiê.

– Acarajé

– Ebô

– Eboyá

– Acaçá

– Aruá

Servidos na folha de mamona (Ewèlará: folha do mundo).

Em seguida, todos os presentes na cerimónia devem comer um pouco de cada uma das comidas, utilizando apenas as mãos para comer, e é também obrigatório que todos dancem ao som das músicas e cantigas que vão sendo entoadas em louvor do Orixá.

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Oferendas Básicas na Umbanda para Orixás

Oferenda ao Orixá Oxalá
• Toalha ou pano de cor branca; • velas brancas; • frutas brancas (melão, goiaba, etc); • vinho branco doce ou suave; • flores brancas (todas); • fitas brancas; • linhas brancas; • comidas brancas (canjica, arroz doce, coalhada adocica da, etc.); • pães; • mel; • farinha de trigo (para circular e fechar por fora as oferen­das); • coco seco e sua água colocada em copos; • coco verde com uma tampa cortada e um pouco de mel derramado dentro da sua água; • água em cálices ou copos; • pedras de cristais de quartzo branco (se for solicitado); • pembas brancas (em pedra ou em pó); • milho verde em espiga, cru e ainda leitoso.

Oferenda ao Orixá Oxumaré
• Toalha ou pano de cor azul celeste; • velas brancas e azul celeste; • fitas brancas e fitas azul celeste (ou todas as cores); • linhas brancas e linhas azul celeste; • frutas sementeiras (melão, maracujá, mamão, pinha, etc.); • água em copos; • vinho branco seco; água adocicada com açúcar ou mel; • flores coloridas; •coco verde; • licor ou suco de maracujá; • farinha de arroz (para circular e fechar a oferenda); • semente de feijão branco semi cozidas e misturadas ao mel de abelhas; • açúcar, colocado em um prato branco e regado com mel de abelhas; • pembas coloridas.

Oferenda ao Orixá Oxóssi
• Toalha ou pano verde; • velas branca e verde; • fitas branca e verde; • linhas branca e verde; • frutas de qualquer espécie; • comidas (moranga cozida, milho verde em espiga e cozido, maçã cozida e regada com mel ou açucarada, doces cristalizados); • vinho tinto; cerveja branca; • sucos de frutas; • pembas brancas e verdes; • fubá (para circular e fechar a oferenda).

Oferenda para o Orixá Xangô
• Toalha ou pano marrom; • velas branca e marrom; • fitas branca e marrom; • linhas branca e marrom; • frutas (abacaxi, melão, manga, melancia, figo, caqui, laranja, goiaba verme lha); • vinho tinto seco; cerveja preta; • comidas (quiabos picados em rodelas e levemente cozido, rabada cozida com cebolas cortadas em rodelas); • pembas branca, marrom e vermelha; • licor de chocolate.

Oferenda ao Orixá Ogum
• Toalha ou pano vermelho; • velas branca e vermelha; • fitas branca e vermelha; • linhas branca e vermelha; • cordões branco e verme lho; • flores (cravo e palmas vermelhas); • frutas (melancia, laranja, pêra, goiaba vermelha, ameixa preta, abacaxi, uvas); • licor de gengibre; • cerveja branca; • pembas branca e vermelha; • comida (feijoada).

Oferenda para o Orixá Obaluaiê • Toalha ou pano branco; • velas brancas; • fitas brancas; • linhas brancas • flores (crisântemos brancos, quaresmeira); frutas (pinha, caqui e coco seco); • comidas (pipoca estalada, batata doce roxa cozida e regada com mel de abelha, beterraba cozida e regada com mel; mandioca cortada em “toletes” cozida e açucarada; • bebidas (vinho branco licoroso, água em copos, licor de ambrósia); • pembas brancas.


Oferenda para o Orixá Oiá-Logunan (Tempo)
• Toalha ou pano branco; • velas branca e azul escuro; • fitas branca e azul escuro; • linhas branca e azul escuro; • pembas branca e azul; • copo ou quartinha com água; • licor de anis; • frutas (laranja, uva, caqui, amora, figo, romã, maracujá azedo); flores (do campo, palmas brancas, lírios brancos).

Oferenda para o Orixá Oxum
• Toalha ou pano dourado, azul e rosa; • velas rosa, amarela e azul; • fitas rosa, amarela e azul; • linhas rosa, amarela e azul; • pembas rosa, amarela e azul; • flores (rosas brancas, amarelas e vermelhas); • frutas (cereja, maçã, pêra, melancia, goiaba, framboesa, figo, pêssego, etc.); • bebidas (champagne de maçã, de uva e licor de cereja).

Oferenda para o Orixá Omolu
• Toalhas ou panos branco e preto sobrepostos formando oito pontas ou bicos; • velas branca, preta e vermelha; • fitas branca, preta e vermelha; • linhas branca, preta e vermelha; • pembas branca, preta e vermelha • flores (crisântemos, flores do campo, rosas brancas); frutas (maracujá, ameixa preta, ingá, figo); • comidas (pipocas estaladas e regadas com mel, coco seco fatiado e regado com mel,  batata doce roxa cozida e regada com mel, bistecas ou fatias de carne de porco regadas com azeite de dendê; • bebidas (água em copos, vinho branco licoroso, licor de hortelã).

Oferenda para o Orixá Obá
• Toalha ou pano vermelho ou magenta; • velas vermelha ou magenta; • fitas vermelha ou magenta; • linhas vermelha ou magenta; • pembas vermelhas; • frutas (todas); bebidas (licor); • flores (do campo, jasmim, rosas vermelhas).

Oferenda para o Orixá Egunitá
• Toalha ou pano laranja; • velas laranja e vermelha; • fitas laranja; • linhas laranja; • pembas laranja; • frutas (laranja, abacaxi, pitanga, caqui); bebidas (licor de menta, champagne de sidra); • flores (palmas vermelhas).

Oferenda para o Orixá Iansã
• Toalha ou pano branco e amarelo; • velas branca e amarela; • fitas amarelas; • linhas amarelas; • pembas amarelas; • frutas (laranja, abacaxi, pitanga, uva, morango, ambrósia, melancia, melão amarelo, pêssego e goiaba vermelha); • bebidas (champagne de uva ou de sidra; • flores amarelas; • comidas (acarajé; abacaxi em calda, arroz-doce com bastante canela em pó por cima).

Oferenda para o Orixá Nana Boruquê
• Toalha ou panos lilás ou florido; • velas lilás; • fitas lilás; • linhas lilás; • pembas lilás; • flores (do campo, lírios e crisântemos); • frutas (uva, melão, manga, mamão, maracujá doce, framboesa, amora, figo); • bebidas (champagne rosé, vinho tinto suave, licor de amora, licor de framboesa, licor de morango).


Oferenda para o Orixá Iemanjá
• Toalhas branca ou azul claro; • velas branca ou azul claro; • fitas branca ou azul claro; • linhas branca ou azul claro; • pembas branca ou azul claro; • flores (rosas brancas, palmas brancas, lírio branco) frutas (melão em fatias, cerejas, laranja lima, goiaba branca, framboesa); • bebidas (champagne de uva e licor de ambrósia); • comidas (manjares; peixes assados; arroz doce com bastante canela em pó).

Oferenda para o Orixá Exu
• Toalhas ou panos preto e vermelho; • velas pre ta e vermelha; • fitas preta e vermelha; • linhas preta e vermelha; • pembas preta e vermelha; • flores (cravo vermelho); • frutas (manga, mamão, limão); • bebidas (aguardente de cana de açúcar, whisky, conhaque) • comidas (farofa com carne bovina ou com miúdos de frango, bifes de carne ou de fígado bovino fritos em azeite de dendê e com cebolas, bifes de carne ou de fígado bovino temperado com azeite de dendê e pimenta ardida).

Oferenda aos Pretos Velhos
• Toalha ou pano branco; • velas brancas; • fi tas brancas; • linhas brancas; • pembas brancas; • frutas de todas as espécies; • bebidas (café, vinho doce, cerveja preta, água de coco, vinho branco licoroso); • flores (crisântemos brancos, margaridas, lírios brancos); • comidas (arroz doce, canjica, bolo de fubá de milho, milho cozido, doce de coco, doce de abóbora, doce de cidra, coco fatiado, quindim).

Oferenda aos Baianos
• Toalha ou pano branco (ou amarelo); • velas branca e amarela; • fitas branca e amarela; • linhas branca e amarela; • pembas branca e amarela; • frutas (coco, caqui, abacaxi, uva pêra, laranja, manga, mamão); • bebidas (batida de coco, de amendoim, pinga misturada com água de coco); • flores (flor do campo, cravo, palmas); • comidas (acarajé, bolo de milho, farofa, carne seca cozida e com cebola fatiada, quindim).

Oferenda aos Boiadeiros
• Toalha ou um pano (branco, vermelho, amarelo, azul-escuro, marrom); • velas branca, vermelha, amarela, azul-escura, marrom; • fitas branca, vermelha, amarela, azul-escura, marrom; • linhas branca, vermelha, amarela, azul-escura, marrom; • pembas branca, vermelha, amarela, azul-escura, marrom; • frutas (todas); • bebidas (vinho seco, aguardente, batidas, conhaque, licores); • flores (do campo, palmas, cravos); • comidas (feijoada, charque bem cozido, bolos).

Oferenda aos Marinheiros
• Toalha ou pano branco; • velas branca e azul claro; • fitas branca e azul claro; • linhas branca e azul claro; • pembas branca e azul claro; • flores (cravos brancos, palmas brancas); • frutas (várias); • comidas (peixes assados, peixes fritos, peixes cozidos, camarões, farofa com carne); • bebidas (rum, aguardente);

Oferenda para os Erês
• Velas branca, cor-de-rosa e azul claro; toalha ou panos cor-de-rosa e azul claro • fitas branca, cor-de-rosa e azul claro; • linhas branca, cor-de-rosa e azul claro; • flores (todas); • frutas (uva, pêssego, pêra, goiaba, maçã, morango, cerejas, ameixa ); • comidas (doces de frutas, arroz doce, cocadas, balas, bolos açucarados, quindins); • bebidas (refrigerantes, água de coco, suco de frutas);

Oferenda para os Exus Mirins
• Toalhas ou panos preto e verme lho; • velas bicolores preta e vermelha; • fitas preta e vermelha; • linhas preta e verme lha; • pembas preta e vermelha; • flores (cravos); • frutas (manga, limão, laranja, pêra, mamão); • bebidas (licores, cinzano, pinga com mel) • comidas (fígado bovino picado e fri to em azeite de dendê, farofas apimentadas).

Oferenda para Pombagira
• Toalha ou pano vermelho; • velas vermelhas; • fitas vermelhas; • linhas vermelhas; • pembas vermelhas; • flores (rosas vermelhas); • frutas (maçãs, morangos, uvas rosadas, caqui); • bebidas (champagne de maçã, de uva, de sidra, licores).

Oferendas para Caboclos (as)
As oferendas para os Caboclos e as Caboclas são iguais às dos Orixás que os regem.  No geral, são iguais às dos Orixás; no particular, são acrescentados elementos indicados por eles.
Texto extraído do livro “Rituais Umbandistas –Oferendas, Firmezas e Assentamentos”de Rubens Saraceni – Editora Madras.

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Oferenda para Oxum


Oferenda para Oxum

OXUM

Dia da semana: Sábado.
Saudação: Ora iêiê ô !
Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida (12 de Outubro)
Nossa Senhora da Conceição (08 de Dezembro).
Cores: azul escuro (umbanda), amarelo ouro (candomblé).
Símbolos: leque (abebé) com estrela e espelho.
Onde recebe oferendas: em rios, nascentes e cachoeiras.
Principais oferendas: velas, flores brancas e amarelas, perfumes, adereços, espelhos, suas comidas e bebidas.
Bebida: champanhe.
Elemento: água.
Algumas ervas: catinga de mulata, oriri, malmequer, jasmim.
Animais: arara.
Comida: omolocum, xinxim, ovos, canjica, banana.
Domínio: água doce.
O que faz: dá riqueza, amor, fertilidade, protege o parto e o bebê.
Características: bonita, elegante, charmosa, doce, possessiva.

Para Mamãe Oxum pede-se: aconchego, harmonia, fertilidade, amor, prosperidade, bons relacionamentos, harmonia familiar.

Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Iyabá, a rainha de todas as riquezas, a protectora das crianças, a mãe da doçura e da benevolência.

Generosa e digna, Oxum é a rainha de todos os rios e cachoeiras. Vaidosa, é a mais importante entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino.

Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, paciente e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus oriquis, visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos:

O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todos os iniciados de Oxum devem colocar nos seus braços.

Oxum não vê defeitos nos seus filhos, não vê sujidade.

Os seus filhos, para ela, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver seu brilho.

É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência.

Seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.

CONSELHO: Oxum mostra que é possível combinar beleza com inteligência. O perigo está em exagerar e se perder nas próprias armadilhas. A imprevisibilidade da vida também tem seu encanto, e não é preciso controlar tudo o tempo todo. Cuidado com a obsessão pela estética, o egoísmo e a vaidade. Aprenda a compartilhar.

Características dos filhos de Oxum

Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na procura dos seus objectivos.

Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades; atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.

Têm uma certa tendência para engordar, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.

Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu

 amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.

Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.

O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.

O Que São Oferendas?

Chamamos de oferendas rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferendar aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como, para homenagear e cultuar um Orixá de forma a fortalecer nosso vínculo com a casa e com o mesmo.

Cada Orixá tem seus alimentos respectivos, suas flores, suas cores, suas bebidas e sua forma particular de culto, orações e invocações.

Oferendas de Oxum

Receita de feijão fradinho refogado com azeite de dendê. Na religião candomblé, esse é um dos pratos oferecidos ao orixá Oxum

Ingredientes

  • 1 kg de feijão fradinho
  • 300 g de camarão seco
  • 300 g de camarão seco moído
  • azeite de dendê a gosto
  • 8 ovos

  • 2 cebolas raladas
  • gengibre a gosto
  • cheiro verde a gosto
  • sal a gosto   

Canjica branca cozida em água pura sem sal e feijão fradinho cozido em água pura sem sal. Coloca-se, numa tigela de louça branca, uma camada de canjica, uma camada de feijão fradinho e, por cima, 3 ovos cozidos cortados em rodelas.

Oxum adora ser lembrada. Come também o ipeté, comida a base de inhame temperada com camarão e dendê. Ado – é uma comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel.

Presentes Prediletos
Adereços, Espelho, Flores Brancas e Amarelas, Perfumes, seus Alimentos e suas Bebidas

Flores
De tonalidade amarelo, lírios de toda espécie, margaridas, flor-de-maio, amor-perfeito, madressilva, narciso, rosa branca ou bicolor.

Frutas
Doces em geral, banana prata e ouro, laranja-lima, viti, sapoti, moranga, jabuticaba.

Bebidas
Doces, ressaltando-se o mel, água de cachoeira, água de coco, champagne, suco de suas ervas e frutas.
Perfumes oriundos de suas plantas trazem ao portador um clima de romance, calma e mansidão.

Mamãe Oxum:

Não tem melhor coisa nesse mundo
Do que ser reconhecido por meus pais
Podendo retribuir todo o amor e carinho
Em forma de amor e poesia;

Agradeço a você minha mãe e a Deus
Por estarmos juntos no momento
Mais difícil de nossas vidas
Por estarmos fortemente unidos nos nossos destinos;

Mãe me desculpe por eu chorar novamente
Como uma criança, não de tristeza
Mas de gratidão e felicidade
Por você sempre me apoiar e me orientar
Nos meus caminhos e nas minhas decisões;

Obrigado minha mãe,
Obrigado por estar comigo,
Obrigado por seus ensinamentos
Obrigado por fazer de mim
Parte de sua vida.”

Obrigado por tudo que já fez, pelo faz por nós e pelo ainda farà.

Eternamente agradecido:

Beto de Ogum.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.
Não damos consultas:
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