Pai Jerônimo

Pai Jerônimo

Trabalho na linha de pretos velhos com esta maravilhosa entidade.

Um certo dia, ele atendeu uma senhora que lhe veio consultar sobre um tumor nos seios, diagnosticado por uma mamografia.

Passes daqui, trabalhos dali, enfim, uma consulta normal?vela, erva, água?

Disse o preto:
– É mizim fia? Tá feito?mas num deixa de procurá o Homi de branco, dispois vem contá pro nego?nego vai ficá no toco esperando cunce vortá?

E saiu a consulente.

Numa próxima gira, estava lá o preto no toco e chegou a sua consulente, já na segunda parte do trabalho.

– Podi entrá mi zim fia, tava le esperano?.

– É meu Velho, fui no médico sim?ele disse que o tumor sumiu, vai ver foi engano, o que a mamografia mostrou foi uma sombra de um queloide, que eu já tinha de cirurgia anterior. mas vim lhe agradecer, pois sei que o Senhor me curou..
Diga, meu Pai, o que o Senhor quer de presente, quero lhe agradecer?

Em nossa casa, as entidades as vezes ganham presentes, charutos, bebidas, mas não que peçam, porque as pessoas trazem em agradecimento mesmo, como deve ser em todo lugar.

Mas naquele dia o preto pediu?

– Me traga um bolo de chocolate, mi zi fia, suncê pode faze isso??? Mais tem qui ser na proxima gira?eu num vô tá aqui, mas fala co caboclo chefe que ele manda mi chamá?.

Todos estranharam, e eu mais ainda, passei a semana pensando naquele pedido, eu que amo bolo de chocolate, pensava comigo, Meu Velho?porque um bolo, Meu Pai?Até os filhos da casa acharam estranho e houve uma brincadeira ou outra?do tipo achando que iam comer o bolo?.Alguém arriscou dizer que era a comemoração pela cura da mulher? Enfim?esperei ansiosa?Afinal?confio neles.

Em verdade torci para a mulher nem aparecer com aquele bolo?
Mas ela apareceu, e sentou na primeira fila, como tal bolo, todo confeitado de confetes coloridos.

Chegou o preto, com autorização do chefe do terreiro, que é Seu Serra Negra?.

– Trouxe meu bolo, mi zim fia?
– Trouxe meu velho?

Então o preto levantou e disse que na assistencia tinha uma menina, de cor morena, que estava fazendo aniversario, 14 anos, e chamou-a.
Disse à menina:

– Mi zim fia, esse é presente que sunce pediu ao seu anjo da guarda, ele não pode vir, mandou o nego te entregar?

A criança marejou os olhos e saiu com o bolo na mão, sentar ao lado da mãe, que chorava muito na assistência. Em 14 anos, nunca havia ganhado um bolo de chocolate?.Nunca mais voltou, nunca mais vimos. E nunca esquecemos esta história.

Autor Desconhecido

Adorei as Almas!!! Salve os Pretos Velhos!!!

Pai Tomé das Almas…
Um preto velho firme e decidido.

Quando eu conversei pela primeira vez com um Pai Tomé incorporado, percebi um preto-velho desconfiado e ranzinza, quase briguento. Enquanto você não conversa com ele e não o conhece direito é assim que você o descreve… E eu pensei: igualzinho ao “São Tomé da Bíblia” (eu conhecia a história bíblica de São Tomé e eu sabia que Tomé era o discípulo que pediu para tocar as feridas de Jesus só para ter certeza de que Ele era mesmo o Mestre

Ressuscitado). Então, procurei saber sua história de vida e o porquê desse preto-velho pertencer à Falange de São Tomé.
Sua história é diferente de outros negros de sua época. Ele viveu no século XIX, no estado do Rio de Janeiro, na cidade de Cabo Frio. Quando ele nasceu, seus pais ainda eram escravos, mas ele já nasceu pela Lei do Ventre Livre. Então foi afastado de seus pais e teve que mendigar desde cedo para sobreviver. Aprendeu a pescar e logo tornou-se mercador de peixes

Aos poucos muitos espíritos começaram a cercá-lo e a acompanhá-lo. A todo momento, onde quer que ele fosse, as almas estavam lá acompanhando-o, esperando-o e “azucrinando-o”… Chegou um momento que ele não mais aguentou e pensou em dar cabo da própria vida. Colocou seu facão próximo ao pescoço e ia degolar-se, quando um soldado de vestimentas reais parou em sua frente e gritou bem altou: “Patakori!” A sua armadura brilhou e ele disse: “- Como ousa, óh escravo, afrontar o teu Pai Ogun, que te tirou da senzala?! Afasta essa faca de ti e vai cumprir tua missão e salvar as almas que te procuram.” E num brado bem alto, o cavaleiro sumiu: “- Jesse, Jesse!”
Tomé caiu por terra e chorou, pois percebeu que São Jorge viera salvá-lo de um ato insano. Voltou ao cais. Pescou seu peixe, assou, matou sua fome e dormiu. Ao amanhecer do dia, procurou uma casa abandonada a beira mar. Reformou a casa, consertou, ajeitou, limpou e fez o que fez. Por fim, foi para o mar e pescou quantos peixes conseguiu pescar. Vendeu todos no mercado. Com o dinheiro comprou uma imagem de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora dos Navegantes. Também comprou velas e roupas. E voltou para casa. Ajeitou tudo e colocou uma placa dizendo: “Oração e Benzeduras”.
No outro dia, os primeiros raios de sol acolheram uma fila de dez pessoas, que já esperavam por atendimento. E assim foi que Tomé iniciou seu trabalho de benzedor. Ele trabalhou sem parar por setenta anos… Mas, não viveu só. Um dia, quando já faziam dez anos que Tomé trabalhava, entrou em seu casebre uma moça da Aldeia dos Pescadores, tão acanhada e com medo, que mal levantava a cabeça. Ela se chamava Rosa Maria e, por coincidência, possuía o mesmo dom que Tomé.
Tomé tratou dela, que passou a frequentar sua casa e auxiliá-lo nos atendimentos. Os dois se conheceram melhor e passaram a viver juntos. Essa convivência durou sessenta anos. Cumpriram missão e auxiliaram muitas pessoas que necessitavam de ajuda. Bom, assim é o Pai Tomé: sempre alerta e desconfiado, até que conheça bem a intenção do coração do filho…

Mensagem do Pai Joaquim de Aruanda
Sabe aquelas noites em que você está perdido na mata fechada, sem nenhuma réstia de luz para iluminar o caminho?…
Você perdido ali, grita por socorro, mas ninguém vem. E as nuvens escuras flutuam sobre sua cabeça.
De repente, a lua cheia, bonita, formosa, espanta as nuvens escuras e carregadas. Então, a estrela brilhante e a lua formosa iluminam o caminho para você chegar em segurança.
Cada menino e menina que trabalha no Bem, com as forças da Luz, são como uma pequena lua ou uma pequena estrela, iluminando a noite escura da alma de homens sem fé e sem coragem.
Cada pessoa que vibra com as forças da Luz é um pequenino fogo aceso em nome de Nosso Senhor.
Em lugar de vela acesa, alma acesa!

Em lugar de benzer copo d’água, coração aceso!
Em lugar de ritual, alma acesa, energia limpa!
Existe, o tempo inteiro, um combate entre as forças da luz e as forças das trevas. Se vocês são sensatos, filiem-se às ordens da luz.
Não compliquem. Não enrolem. Vocês sabem o caminho certo, fazem errado porque querem!
Vocês têm que aproveitar a chance quando ela aparece. Se não aproveitarem, não há lua acesa, o caminho se fecha e as trevas aparecem.
Por favor, parem de reclamar!
Aproveitem as chances.
Saibam trabalhar direito!

PAI GREGÓRIO DA BAHIA!

Eis ai um grande trabalhador das lides umbandistas!
Ja dizia minha mãe de santo, de saudosa memória:”todo preto velho depois da meia noite vira pra exu…”
Bem se a história é verdadeira , eu não sei, pois procuro não desafiar a sabedoria popular.
O que eu sei é que este preto velho , calmo como só ele, tem cara de santo e não de exu…
Umas das primeiras entidades, a incorporar neste médiun, é sempre motivo de alegria, quando as pessoas , sabem que ele vai vir ao mundo fazer sua caridade.

Arcado, pelo sofrimento e pelo peso da idade, pois ele diz que morreu com cerca de noventa anos, chega sempre quando as coisas precisam se acalmar e tomar novos rumos.
Prefere ao se incorporar em seu médiun. se apoiar em sua bengala, e receber seu pito, seu cachimbo, para relembrar os tempos de terra.
Usa preferencialmente guias de lágrimas de nossa senhora a que ele chama de rosário de pai preto.
Qual a primeira coisa que ele fas ao chegar a terra?
Olhar os pés de seus filhos de terra para ver se estão de pés no chão, e dar umas bengaladas em alguns que ele acha que estão em dívidas com alguma coisa.
Pai Gregório , gosta muito de ouvir histórias e causos ao término de seus trabalhos, mas se elas não chegam, ele mesmo as conta, como um velho vovô, conta aos seus nétinhos.
Em determinada sessão o bondoso preto velho conta umas passagens de sua vida:
Nasceu escravo em uma senzala nos confins bahianos, viveu a cata de cacau e cana de açucar em sua vida, e quando veio a lei Aurea ele estava velho demais para aproveitar a liberdade e conseguir seu sustento, então foi viver com os padres que o utilizavam para tirar esmolas nas saidas das missas, nem tudo foi ruim, ressalta, pois ele aprendeu muitas rezas e orações com os home de batina preta.
Pai Gregório não , gosta de fazer maldades, mas as desmancha como ninguém, grande rezador, ele preza muito seus aparelhos, “pois servem, para ele descontar seus erros, e ajudar os outros”.
Suas comidas preferidas: bolo de milho ou de fubá, café preto sem açucar, vinho tinto suave, rapadura de coco, mel, revirado, e chá de cacau.
Quem quizer lhe dar uma oferenda, deixe algumas destas coisas , na escadaria de uma igreja(não acho boa idéia)ou embaixo de uma árvore solitária no campo, pois o bom velhinho gosta de ficar sentado ali meditando e vendo seus filhos passarem.
Pai Gregório
Ouve a mente de teu filho
proteje aqueles que estão angustiados
mostra-lhes as soluções para seus problemas

      umbanda-preto-velho-quanta-força-tem-meu-pai-no-céu-saudação-a-oxalá


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