História de Maria mulambo falange e oferenda

História de Maria mulambo falange e oferenda
Sua lenda diz que Maria nasceu em berço de ouro, cercada de luxo.
Seus pais não eram reis, mas faziam parte da corte no pequeno reinado.
Maria cresceu sempre bonita e delicada.
Com seus trejeitos, sempre foi chamada de princesinha, mas não o era.
Aos 15 anos, foi pedida em casamento pelo rei, para casar-se com seu filho de 40 anos.
Foi um casamento sem amor, apenas para que as famílias se unissem e a fortuna aumentasse.
Os anos se passavam e Maria não engravidava.
O reino precisava de um outro sucessor ao trono.
Maria amargava a dor de, além de manter um casamento sem amor, ser chamada de árvore que não dá frutos; e nesta época, toda mulher que não tinha filhos era tida como amaldiçoada.
Paralelamente a isso tudo, a nossa Maria era uma mulher que praticava a caridade, indo ela mesma aos povoados pobres do reino, ajudar aos doentes e necessitados.
Nessas suas idas aos locais mais pobres, conheceu um jovem, apenas dois anos mais velho que ela, que havia ficado viúvo e tinha três filhos pequenos, dos quais cuidava como todo amor.
Foi amor à primeira vista, de ambas as partes, só que nenhum dos dois tinha coragem de aceitar esse amor.
O rei morreu, o príncipe foi coroado e Maria declarada rainha daquele pequeno país.
O povo adorava Maria, mas alguns a viam com olhar de inveja e criticavam Maria por não poder engravidar.
No dia da coroação os pobres súditos não tinham o que oferecer a Maria, que era tão bondosa com eles.
Então fizeram um tapete de flores para que Maria passasse por cima.
A nossa Maria se emocionou; seu marido, o rei, morreu de inveja e ao chegar ao castelo trancou Maria no quarto e deu-lhe a primeira das inúmeras surras que ele lhe aplicaria.
Bastava ele beber um pouquinho e Maria sofria com suas agressões verbais, tapas, socos e pontapés.
Mesmo machucada, nossa Maria não parou de ir aos povoados pobres praticar a caridade.
Num destes dias, o amado de Maria, ao vê-la com tantas marcas, resolveu declarar seu amor e propôs que fugissem, para viverem realmente seu grande amor.
Combinaram tudo.
Os pais do rapaz tomariam conta de seus filhos até que a situação se acalmasse e ele pudesse reconstruir a família.
Maria fugiu com seu amor apenas com a roupa do corpo, deixando ouro e jóias para trás.
O rei no princípio mandou procurá-la, mas, como não a encontrou, desistiu.
Maria agora não se vestia com luxo e riquezas, agora vestia roupas humildes que, de tão surradas, pareciam mulambos; só que ela era feliz.
E engravidou.
A notícia correu todo o país e chegou aos ouvidos do rei.
O rei se desesperou em saber que ele é que era uma árvore que não dá frutos.
A loucura tomou conta dele ao saber que era estéril e, como rei, ele achava que isso não podia acontecer. Ele tinha que limpar seu nome e sua honra.
Mandou seus guardas prenderem Maria, que de rainha passou a ser chamada de Maria Mulambo, não como deboche mas, sim, pelo fato de ela agora pertencer ao povo.
Ordenou aos guardas que amarrassem duas pedras aos pés de Maria e que a jogassem na parte mais funda do rio.
O povo não soube, somente os guardas; só que 7 dias após esse crime, às margens do rio, no local onde Maria foi morta, começaram a nascer flores que nunca ali haviam nascido.
Os peixes do rio somente eram pescados naquele local, onde só faltavam pular fora d’água.
Seu amado desconfiou e mergulhou no rio, procurando o corpo de Maria; e o encontrou.
Mesmo depois de estar tantos dias mergulhado na água, o corpo estava intacto; parecia que ia voltar à vida.
Os mulambos com que Maria foi jogada ao rio sumiram.
Sua roupa era de rainha. Jóias cobriam seu corpo.
Velaram seu corpo inerte e, como era de costume, fizeram uma cerimônia digna de uma rainha e cremaram seu corpo.
O rei enlouqueceu.
Seu amado nunca mais se casou,…
Hoje sua missão é esta: tratar do lixo espiritual em que a maioria das pessoas vive, curar a depressão e fazer os humanos acreditarem em si mesmos, em sua potencialidade.

FALANGE da Maria Mulambo
Caracteriscas da entidade : Apresenta-se quase sempre muito bela , e sedutora, como uma mulher fina, boa conselheira ,discreta , amável e deslumbrante .
O que gosta ? Gosta de bebidas suaves como ; Vinhos doces , cidra, champanhe , licores e anis. Gosta de cigarros e cigarrilhas e gosta muito também de luxo e o brilho, pulseiras , anéis , e muitos colares .
História de uma Maria Mulambo : Conta-se que a história de Maria Mulambo que essa Pomba gira nasceu em berço de ouro, cercada de luxo. Seus pai e mãe não eram Reis, mas faziam parte da corte no pequeno reinado. Maria Mulambo cresceu sempre bonita e delicada.
Com seus trejeitos, sempre foi chamada de princesinha, mas não era. Maria Mulambo aos seus 15 anos, foi pedida em casamento pelo rei, para casar-se com seu filho de 40 anos.
Foi um casamento sem amor, apenas para que as famílias se unissem e a fortuna aumentasse.
Os anos se passavam e Maria Mulambo não engravidava.
O reino precisava de um outro sucessor ao trono. Maria amargava a dor, além de manter um casamento sem amor, ser chamada de árvore que não dá frutos; e nesta época, toda mulher que não tinha filhos era tida como amaldiçoada.
Parcialmente a isso tudo, a nossa Maria Mulambo era uma mulher que praticava a caridade, indo ela mesma aos povoados pobres do reino, ajudar aos doentes e mais necessitados. Nessas suas idas aos locais mais pobres, conheceu um jovem, apenas dois anos mais velho que ela, que havia ficado viúvo e tinha três filhos pequenos, dos quais cuidava como todo amor.
Foi amor à primeira vista, de ambas as partes, só que nenhum dos dois tinha coragem de aceitar esse amor.
O rei morreu, o príncipe foi coroado e Maria Mulambo declarada rainha daquele pequeno país.
Todo o povo adorava Maria molambo , mas alguns a viam com olhar de inveja e criticavam Maria Mulambo por não poder engravidar.
No dia da coroação os pobres súditos não tinham o que oferecer a Maria Mulambo, que era tão bondosa com eles.
Então fizeram um tapete de flores para que Maria passasse por cima.
A nossa Maria se emocionou; seu marido, o rei, morreu de inveja e ao chegar ao castelo trancou Maria no quarto e deu-lhe a primeira das inúmeras surras que ele lhe aplicaria. Bastava ele beber um pouquinho e Maria Mulambo sofria com suas agressões verbais, tapas, socos e pontapés. Mesmo machucada, nossa Maria não parou de ir aos povoados pobres praticar a caridade.Num destes dias, o amado de Maria, ao vê-la com tantas marcas, resolveu declarar seu amor e propôs que fugissem, para viverem realmente seu grande amor.
Combinaram tudo. Os pais do rapaz tomariam conta de seus filhos até que a situação se acalmasse e ele pudesse reconstruir a família. Maria fugiu com seu amor apenas com a roupa do corpo, deixando ouro e jóias para trás.
O rei no princípio mandou procurá-la, mas, como não a encontrou, desistiu.
Maria Mulambo agora não se vestia com luxo e riquezas,agora vestia roupas humildes que, de tão surradas, pareciam mulambos; só que ela era feliz.
E engravidou.
A notícia correu todo país e chegou aos ouvidos do rei.
O rei se desesperou em saber que ele é que era uma árvore que não dá frutos.
A loucura tomou conta dele ao saber que era estéril e, como rei, ele achava que isso não podia acontecer.
Ele tinha que limpar seu nome e sua honra.
Mandou seus guardas prenderem Maria, que de rainha passou a ser chamada de Maria Mulambo, não como deboche mas, sim, pelo fato de ela agora pertencer ao povo.
Ordenou aos guardas que amarrassem duas pedras aos pés de Maria e que a jogassem na parte mais funda do rio.
O povo não soube, somente os guardas; só que 7 dias após esse crime, às margens do rio, no local onde Maria foi morta, começaram a nascer flores que nunca ali haviam nascido.
os peixes do rio somente eram pescados naquele local, onde só faltavam pular fora d’água. Seu amado desconfiou e mergulhou no rio, procurando o corpo de Maria Mulambo; e o encontrou.
Mesmo depois de estar tantos dias mergulhado na água, o corpo estava intacto; parecia que ia voltar à vida.
os mulambos com que Maria Mulambo foi jogada ao rio sumiram.
Sua roupa era de rainha.
Jóias cobriam seu corpo. Velaram seu corpo inerte e, como era de costume, fizeram uma cerimonia digna de uma rainha e cremaram seu corpo.
O rei enlouqueceu.
Seu amado nunca mais se casou,cultuando-a por toda a vida, à espera de poder encontrá-la de novo.
À espera de poder reencontrar sua Maria.
No dia em que ele morreu e reencontrou Maria Mulambo, o céu se fez do azul mais límpido e teve início a primavera.

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Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
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velas de Pomba gira Maria Mulambo/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca.

OFERENDA PARA POMBA GIRA MARIA MULAMBO DA ENCRUZILHADA:
(pedidos de abertura de caminhos e proteção)
MATERIAL:
7 figos (inteiros e regados com mel, prefira os naturais aos em compota
7 colheres de sopa de mel, para regar os figos
21 moedas de igual valor (previamente lavadas com sabão)
1 garrafa de champanhe (ou espumante)
7 velas (metade vermelha e metade preta)
70 cm de fita preta
70cm fita vermelha
1 caixa de fósforos
7 cigarros longos
3 folhas de mamona para forrar o interior da cesta (pode substituir por
folhas de parreira – se conseguir é melhor, se não deixe a cesta sem
forro de folhas.
3 galhos de guiné, e galhos de arruda, e folhas de louro, e galhos de
alecrim, (essas ervas devem ser colocadas ao lado da oferenda, em cima
do papel que estiver forrando o chão.
Papel de seda vermelho e outro preto para forrar o chão, colocar, formando uma estrela.
Arrumar os figos e as moedas numa cesta de palha ou alguidar, e colocar
a cesta em cima dos papéis. Deixar as fitas esticadas em cima da cesta.
Acender as 7 cigarrilhas, arrumá-las no cinzeiro e colocar ao lado da cesta ou alguidar.
Colocar as ervas ao lado da cesta.
Abrir a champanhe e regar (não ensopar) as frutas e as moedas e deixar
o restante na garrafa (aberta) ao lado do alguidar

 

 


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Defumação de Descarrego

Defumação de Limpeza e Descarrego
Os lares e os locais de trabalho, são alvos de entidades perversas, que se aproveitam de sua invisibilidade e sorrateiramente penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos, prejudicando assim, o desenvolvimento material e espiritual habitam ou trabalham.
E por esse motivo, Deus (Olorum) entregou a Ossain as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e expulsar estas entidades.
Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação de lustral.
o Defumação de descarrego. Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
o Defumação lustral. Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego,ela atrai para estes ambientes, correstes positivas dos Orixás, Caboclos (índio), e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.

ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS NA DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
Palha de alho – Afasta maus espíritos
Arruda – Corta correntes negativas
Bambu (folha) – Afasta espíritos vampiros
Benjoim – Destrói as larvas astrais
Canela – Destrói as larvas astrais
Incenso – Destrói as larvas astrais
ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS DA DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Alfazema – Limpa e purifica o ambiente
Eucalipto – Atrai a corrente de Oxossi
Colônia – Atrai fluidos benéficos
Louro (folha) Atrai a corrente de Caboclo e a fortuna
Cana-de-açúcar – (palha) Atrai melhores condições.

COMO DEFUMAR E DESCARREGAR SUA RESIDÊNCIA E O SEU LOCAL DE TRABALHO
As vezes sentimos que o nosso lar e o nosso local de trabalho, estar pesado, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser. O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis.
Estes fluídos negativos são trazidos por entidades que se comprazem com o nosso sofrimento. São seres dignos de piedade e de muita prece, muitos não têm consciência do mal que estão causando, outros agem por puro prazer.
Para afastar estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres.
O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos.
Varra a casa ou o local de trabalho, acenda uma vela para o seu anjo de guarda, depois, acenda um braseiro e coloque dentro do mesmo três tipos diferentes de incenso. Comece a defumar o local da, porta dos fundos para a porta da rua, esta defumação chama-se descarrego.
DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Esta defumação serve para aproximar as correntes positivas que emanam dos Orixás. Elas trazem o progresso, e abrem os caminhos. Mas, para que isto aconteça, procure estar sempre com a mente positiva.
Acenda uma vela para o seu anjo de guarda, coloque três tipos de incenso dentro do braseiro, e comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro.
Não esqueça que a defumação lustral poderá ser feita depois do descarrego. Quando você terminar faça um amaci com as seguintes ervas: Folhas de mangueira, Manjericão roxo, e alfavaca, e tome um banho.

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Porque a Defumação?
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda. É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem cai pela primeira vez assistir a um trabalho.
Para que serve aquela fumacinha saindo daquelas vasilhas?
Qual a utilidade real da defumação?
Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, invejas, preocupações, etc. tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem à nossa aura e ao nosso corpo astral, bloqueando sutis comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos.
Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra os campos astrais e mentais e a aura, tornando-os novamente “libertos” de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.
Mas a defumação deve ser feita com ervas escolhidas, colhidas na lua certa e sempre devem ser queimadas em braseiro de barro, já que o braseiro de metal anula a forca contida nas ervas.
Há também outro fator importante. Existem casos de se queimar as ervas com uma profusão de fumaça insuportável, que chega a fazer os olhos arderem e as pessoas tossirem até não poderem mais. Na verdade, o importante na defumação é o bom cheiro das ervas, a leveza tênue da fumaça e a não poluição desesperada do ambiente, que só prejudica, pois abala a atenção e mesmo a saúde, já que pode ser perigoso para quem tem problemas respiratórios. O importante é a qualidade e não a quantidade.
Obs.: Uma boa defumação pode ser feita com cravo, canela em pau e erva-doce, sendo ótima para a manutenção e desagregação de cargas no ambiente do terreiro ou em sua residência, sendo que a defumação deve ser sempre efetuada dos fundos para a frente da casa, acompanhada de um ponto cantado adequado a situação.
Saravá Defumador.
14 ervas sagradas para defumação e seus significados.
Cada erva sagrada tem um significado e é importante conhecê-las para fazer uma boa defumação, seja em sua casa ou em um estabelecimento público ou comercial.
Aqui estão reunidas 14 ervas sagradas para fazer uma boa defumação de acordo com suas necessidades.
Incensario de metal utilizado em defumações caseiras ou de estabelecimentos comerciais
ALECRIM: Limpa o corpo e o espírito, pois é a erva do orixá maior, Oxalá
ARRUDA: Abre o caminho atraindo bons fluidos, limpando as larvas astrais dando força e liderança.
ALFAZEMA: Atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento
ANIS ESTRELADO: Atrativo. Chama dinheiro
AÇUCAR CRISTAL: Atrai dinheiro e promove limpeza astral
COLÔNIA: Atrai fluidos benéficos
CRAVO DA ÍNDIA: Atrativo e chama dinheiro e dá força á defumação.
EUCALIPTO: Atrai a corrente de Oxossi
LEVANTE: Abre os caminhos do ambiente
LOURO: Abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente
MADRESSILVA: Desenvolve a intuição e a criatividade, favorece também a prosperidade.
MANJERICÃO: Chama dinheiro
ROSA BRANCA: Paz e harmonia
SÂNDALO: Atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina
Como fazer defumação?
Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa, dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de metal). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: Se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora, se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo, em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc.



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Oração aos pretos- velhos

Oração aos preto velhos

ORAÇÃO AOS PRETOS VELHOS – I
Preto Velho
Carreteiro de Oxalá
Bastão bendito de Zambi
Mensageiro de Obatalá
Meu pensamento eleva-se ao teu espírito e peço Agô.
Que tuas guias sejam o farol que norteie minha vida.
Que vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus actos.
Que vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, iluminem minha mente e meu coração.
Que teu cajado me ampare em meus tropeços.
Ontem te curvastes aos senhores…
Hoje, ajoelho-me aos teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mim e por todos que neste momento clamam por vós.
Maleme e paz sobre meu lar e que a luz divina de Obatalá se estenda pelo mundo.
E que o grito de todos os orixás sejam o sinal de vitória sobre todas as demandas de minha vida.
Maleme as almas.
Maleme para todos os meus inimigos, para que saiam do negrume da vingança.
E encontrem fonte fecunda e clara do amor e caridade.

ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS – II
“Senhor, Nosso Pai, que sois o Poder, a Bondade, a Misericórdia, olhai por aqueles que acreditam em Vós e esperam por vossa bondade, poder e misericórdia.
Dá Pai, aos que vacilam ao Vosso Poder, na Vossa Misericórdia e Bondade, a clareza de pensamento e abri-lhes, Senhor, os olhos para que pratiquem sempre o bem, a caridade para com os outros dentro da humildade de Vossa Sabedoria, reconhecendo assim a Vossa Existência, Poder e Misericórdia, bem assim, o Vosso Reino.
Senhor, perdoa aqueles que a escuridão ainda não deixou ver, os erros cometidos na sua passagem terrena. Dá, Senhor, a eles que sofrem a luz de Seu imenso Amor e da Sua Sabedoria. Que a sua luz nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, e em todos os lugares por onde passarmos nos proteja. Oh ! Meu Pai Santíssimo! A nós pecadores, aceita o nosso arrependimento dos erros que temos cometido. Pai, pela sua sagrada bondade e paixão, consenti que caminhe até vós pelo caminho da perfeição.
Dá Senhor, orientação perfeita no caminho da virtude, único caminho pelo qual devemos trilhar. Misericórdia aos nossos inimigos. Perdão a todos os nossos erros, e que Vossa Bondade não nos falte hoje e sempre… Amém”.

ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS – III
Ao Sagrado Princípio do Todo invocamos, do mais íntimo de nossa Consciência, em sinal de reverência à Verdade, ao Amor e à Virtude, propositando cooperar junto às Legiões de Pretos Velhos, Índios, Hindus e Caboclos, para os serviços que são chamados a desempenhar na Ordem Doutrinária.
Ao Cristo apelamos, como Diretor Planetário e Senhor dos Sete Escalões em que se distribui a Humanidade Terrestre, composta de encarnados e desencarnados,
desejando oferecer colaboração eficiente, de caráter fraterno, em defesa da Verdade e da Justiça, contra aqueles que, contrariando os Sagrados Objetivos da vida, se entregam aos atos que contradizem a Lei de Deus. Conscientes da integridade da Justiça Divina, afirmamos a mais fiel e intensa observância dos Mandamentos da Lei, conforme o Divino Exemplo do Verbo Exemplar, para todos os efeitos invocativos. Acima de alternativas constituirá barreira contra o Mal, em qualquer sentido em que se apresente, venha de onde vier, seja contra quem for, conquanto que, em defesa da Verdade, do Bem e do Bom.
Conseqüentemente, que aos bondosos Pretos Velhos seja dado refletir, em seus trabalhos, os sábios e santos desígnios daqueles que, traduzindo a Divina Tutela do Cristo Planetário, assim determinarem das Altas Esferas da Vida. Que as legiões de Índios, simples, espontâneas e valorosas, sempre maravilhosamente ligadas à natureza exuberante, possam agir sob a direção benévola e rigorosa dos Altos Mentores da Vida Planetária. Lutando pela Ordem e pelo Bem, pelo progresso no seio do Amor, que tenham de Deus as graças devidas. Que às numerosas legiões de Hindus, profundamente ligadas às mais remotas Civilizações do Planeta, formando portanto nas Altas Cortes da Hierarquia Terrestre, sejam concedidas pelo Senhor Planetário as devidas oportunidades, para que forcem, sustentem e imponham a Suprema Autoridade. Que nesta hora cíclica, em que a Terra transita de uma para outra Era, as Mentes humanas possam receber os eflúvios da Pureza e da Sabedoria, a fim de que sintam os Divinos Apelos do Cristo, em favor dos Santos Desígnios do Pai amantíssimo, que é a divinização de todos os filhos. Que as legiões de Caboclos, humildes e bondosos, tão ligadas aos que peregrinam a encarnação, para efeito de expiações, missões e provas, a todos possam envolver, proteger e sustentar, desde que se esforcem a bem da Moral, do Amor, da Revelação, da Sabedoria e da Virtude, pois que, fora dessa Ordem Doutrinária, não há Evangelho.

PRECE AOS PRETOS VELHOS – IV
Louvados sejam todos os pretos-velhos.
Louvados sejam vós que formais o santíssimo rosário da Virgem Maria.
Santas Almas Benditas, protetoras de todos aqueles que se encontram em aflição.
A vós recorremos espíritos puros pelos sofrimentos, grandiosos pela humildade e bem aventurados pelo amor que irradiam, socorre-me pois encontro-me em aflição.
Concedam-me, meus bondosos pretos-velhos, a graça de (pede-se a graça que deseja alcancar) através da vossa intercessão junto a Santa Virgem Maria, santíssima mãe de Deus e de todos nós.
Dai-me meus pretos-velhos um pouco de vossa humildade, de vosso amor, e de vossa pureza de pensamentos, para que possa cumprir a minha missão na Terra, seguindo todos os vossos exemplos de bondade.
Louvadas sejam todas as Santas Almas Benditas. Tenham piedade de nós. Assim seja.

Oração de Pai Benedito
Salve São Benedito!
Saravá o Cruzeiro Santo das Almas!
Saravá o bondoso preto-velho de Umbanda Pai Benedito de Aruanda, alma bendita e abençoada, que um dia nasceu nas terras da velha mãe África.
Suplico a tua força para me desamarrar dessas amarguras que depositaram em minhas costas.
Pai Benedito de Aruanda, fostes um grande rezador e curandeiro; livravas os infelizes das ganas dos males físicos e espirituais, me ajude agora e sempre, por onde meus pés cansados caminhar.
Cruza a tua pemba imaculadamente branca, como são teus cabelos, pedindo o Pai Olorum, Pai Zambi, Pai Oxalá para trazer paz em minha vida e a angústia do meu coração desaparecer.
Ao fumar o teu cachimbo, tua fumaça faz desenhos no ar, carregando o medo, a calúnia e tudo o que venha fazer meu coração sofrer.
Oh! Meu Pai Benedito de Aruanda , com tuas ervas reze para abrir meus caminhos, espantando meus inimigos, os feitiços e as ciladas bem armadas, me livrando e livrando meu Anjo da Guarda.
Grande preto-velho da seara da Umbanda, vencedor de muitas demandas, pois nunca vi perder uma parada, me dê às vitórias que preciso.
As Santas Almas te rendem homenagens meu bom preto-velho e as almas sofredoras como eu, pede a tua luz para clarear quem vive em trevas.
Pai Benedito de Aruanda , a partir de agora, respiro de alívio, pois sei, que diante desta reza, o meu hoje, o meu amanhã e o meu sempre, serão de alegria e de muitas felicidades.
Saravá! Ao grande Pai Benedito de Aruanda.
Alex de Oxóssi

PRECE POEMA A “PAI BENEDITO DE ARUANDA”
Meu bondoso Preto-Velho!
Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:
” Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, por que algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olha, somente um coisa via… terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.

Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar… olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote… senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou…
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão…
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão”.
Autor: Pai Ronaldo Antônio Linhares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC e responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda.



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Os Nomes de Preto Velhos

Nomes de Preto Velhos
Uma das entidades mais carismáticas da nossa Umbanda. Tem a sabedoria e o domínio sobre muitos elementos da natureza, são especialistas em ervas para chás, banhos e simpatias a todas pessoas necessitadas.
É uma entidade que trabalha nas leis de Oxalá. É detentora de uma linha com as sete falanges. É bom se entender que o fato de se chamarem pretos velhos, não quer dizer que são todos balho e por sua vez escolhem cumprir sua missão trabalhando nesta maravilhosa linha.
É uma entidade que desfaz demandas, embora pareçam calmos, têm luz divina espiritual que emana de Deus em sua plenitude.
Falanges ligadas a Preto Velho:
1 – Falange da Costa (Rei Cambinda)
2 – Falange de Congo (Rei Congo)
3 – Falange de Angola – (Pai Joaquim)
4 – Falange de Guiné (Pai Guiné)
5 – Falange de Moçambique (Pai Gerônimo)
6 – Falange de Luanda (Povo Oriente – Pai José)
7 – Falange de Bengala (Povo do Espaço – Pai Tomé)
Sobre Os Pretos Velhos
Quando se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma grande faixa vibratória onde espíritos afins se “encaixam” para cumprirem sua missão.
Esses espíritos foram ex-escravos e negros africanos que não chegaram a ser escravos. Constam também dessa linha espíritos que não foram escravos nem negros africanos, mais que por afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem sua missão.
O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo. Adquirindo assim mais coisas para contar e passar, principalmente essa mesma pessoa já viveu o suficiente para ter aprendido a ter paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.
No mundo espiritual é bastante semelhante. A grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dissemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.
Suas vestimentas e apetrechos são bem simples, não necessitam de muitos artifícios para trabalhar, necessitam apenas contar com a atenção e a concentração do seu médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e as vezes fumo de rolo e cigarro de palha.
Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá e Babá) e depois sentam e praticam sua caridade. Podemos encontrar alguns que se mantém em pé.
É possível ver Preto-Velhos dançando, mais esse dançando é sutíl, apenas com movimentos dos ombros ou quando sentados, com as pernas.
Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. Sua maneira carregada de falar é para dar idéia de antiguidade.
Além disso os Preto-Velhos nos ajudam a enxergar que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual.
A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mais como cada médium possui uma coroa diferente, isso determina as diferenças entre os Preto-Velhos.
Essas diferenças ocorrem porque Preto-velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência daquela força da natureza para quem eles trabalham.
Essas diferenças são primeiramente evidenciadas na maneira de incorporação.
Não é só na forma física que devemos observar as diferenças, mais também a maneira de trabalhar e a especialidade dele.
Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:
PRETO-VELHOS DE OGUM
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.
São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.
São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e “medrosos”. É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.
PRETO-VELHOS DE OXUM
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa.
PRETO-VELHOS DE XANGÔ
São raros de ver, contudo devemos também conhece-los.
Sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.
PRETO-VELHOS DE INHASÃ
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.
Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium).
Mesmo assim eles também possuem uma especialidade.
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.
PRETO-VELHOS DE OXOSSI
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.
Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc… São verdadeiros químicos em seus tocos. – Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” – Oxossi.
PRETO-VELHOS DE NANÃ
São raros, assim como os filhos desse Orixá.
Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium.
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”. Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns.
PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaê, e este é o “dono das almas”, esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de “trabalhos feitos – macumba”.


PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.
Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação.
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.
Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.
PRETO-VELHOS DE OXALÁ
São bastante lentos na forma de incorporare tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização.
Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade.

Frases de Preto Velho

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Frases de Preto velho 4
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Frases de Preto velho 5
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Frases de Preto velho 6
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Frases de Preto velho 7
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Frases de Preto velho 8
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Frases de Preto velho 10
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Frases de Preto velho 12
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Frases de Preto velho 13
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Frases de Preto velho 16
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Frases de Preto velho 17
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Frases de Preto velho 18
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Frases de Preto velho 20
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Frases de Preto velho 24
Frases de Preto velho 24

Frases de Preto velho 25
Frases de Preto velho 26
Frases de Preto velho 26


Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam. Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e?branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares. O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).

O NOMES DOS PRETOS-VELHOS
Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos “A Idade das Trevas” no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não? há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D’Angola). D’Angola). O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham. No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho.? É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D’Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D’Angola, Pai Serapião, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Chica, Vovó Cambinda (ou Cambinda (ou Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Vovó Maria Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Quitéria, Quitéria, Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Rosário, Rosário, Vovó Benedita. Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais ?velhos? do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tio ou Tia).

CARACTERISTICAS:
Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha das Almas, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.
Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.
Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéude palha.
Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).


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Exu Tiriri História

SALVE TIRIRI
O texto aqui descrito é de pesquisas de livros e do próprio universo da internet.
A história dos Exus Tiriris são descritas em tópicos abaixo, mas colocarei algumas de suas principais funções que habita em seu mistério.
Como sabemos, existem muitos (Exu Tiriri) com suas divisões de acordo com a sua atuação, mas não quer dizer que ele não atue em outros campos, assim como existem exus que recebem suas oferendas em encruzilhadas, principalmente as de terras, o mesmo pode também receber em estradas de ferro, podem solicitar suas oferendas em outros lugares tais como pedreiras, cachoeiras, campo aberto dependendo da sua necessidade de trabalho, pois alguns exus carregam consigo o mistério sétuplos. Exu trabalha com a natureza e a natureza esta em todo o lugar.
O Mistério do Exu Tiriri atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Mistérios “Sete” (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, Sete Aços, Sete Trevas, Sete Fogareiro etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida, abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva, podendo realizar Curas de todos os males vindo a combater todas as formas de vingança. Seu poder é sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.
Os Guardiões (TIRIRI) atuam nas vibrações dos verbos-função “quebrador”, “devolvedor” e “retornador”, assim como, são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negras.
Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além.

EXU TIRIRI DA CALUNGA
O Guardião Tiriri da Calunga é de grande força, atua em despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rios, cemitérios etc. Sobre suas características físicas apresenta-se com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato siamês, possui cabelos lisos como de japonês preso como rabo de cavalo, possui uma capa preta e vermelha, usa bengala ou um bastão na sua mão. Ele vem na Linha de Oxalá. (Conforme alguns estudiosos).
Seu Tiriri é um exu rebelde, de acordo com as “lendas” ele se apaixonou pela filha de um rei, e o mesmo sabendo disto, o aprisionou numa torre.
Mesmo sendo rebelde, ele também é um exu bastante sedutor, chama atenção de homens, crianças e hipnotiza as mulheres!
Tiriri é considerado o “Senhor da vidência” ou aquele que vê mais além, por isto é um dos mais evocados em casos relacionados com adivinhação através de búzios, principalmente no Candomblé.
Dependendo do tipo de Tiriri dependerá do tipo de Pombagira que o acompanha nos trabalhos.
A parceira de cada exú se evidencia nas zimbas (pontos riscados), as quais são antigos símbolos, os quais representam o lugar onde vive o exú, seu nome e sua parceira como temas principais, também se podem ler nas mesmas partes da vida terrena deste exú.
Os pontos riscados são a firme evidência de que o que está escrito nada pode mudar isto se aplica também ao nome do exú, sua vida, moradia e parceira, nestes cultos os pontos riscados ou firmeza espiritual equivalem a Ifá para os cultos iorubá.
Lamentavelmente, nem todos se capacitam no estudo dos símbolos sagrados e por isso muitas vezes somos tidos de que os assentamentos de Exú onde lhe dá nomes que não os pertence ou às vezes de uma parceira que não lhe corresponde. Isto traz como conseqüência que a pessoa que recebe a dita entidade, com o tempo acaba deixando desse templo, para buscar algum onde na realidade reconheça seu nome ou parceira.
Escudo Fluídico – Esta entidade obedece à força deste escudo fluídico riscado com pemba roxa com um vértice ou ponta para o cardeal LESTE ou NORTE. O pano sobre o qual deve ser riscado deve ser de cor cinza-clara, cortado em forma triangular. Leva velas ímpares para pedidos de ordem puramente espiritual, ao longo da linha de saída que corta o dito triângulo e para pedido ordem material, com velas pares dentro do triângulo. Aceita álcool ou aguardente em copo de barro e charutos em prato de barro, acesos de lumes para fora, em leque. Aceita qualquer espécie de flores miúdas de tonalidades pardo-escura, etc., junto com galhos de vassourinha-branca por cima e ao redor de sua oferenda. Estas oferendas devem ser feitas às quartas-feiras, entre nove horas e meia-noite, sempre numa encruzilhada de quatro saídas ou caminhos, nos campos, capoeiras, etc., e nunca nas de ruas.
Seu poder é: sobre a solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.

EXU TIRIRI DAS SETE ENCRUZILHADAS

O Exu Tiriri das 7 Encruzilhadas alguns estudioso afirmam que em uma de suas “Lendas” diz que ele viveu na Irlanda no século XVI, como mero camponês, era moço formoso e Humilde, cometeu o grave pecado de se apaixonar por uma bela Jovem, filha do senhor feudal do condado, seu amor impossível, foi causa de sua desgraça, levando-o a masmorra por vários anos, onde convivia com a fome, tortura e todo o tipo de degradação humana.
Sua convivência com a Dor, a Peste, a Cólera, a Lepra, a Tuberculose e outros males o fez ao mesmo tempo Caridoso e Revoltado, por tanta Dor e Sofrimento.
Hoje Exu que vem na Linha da Magia Branca, trabalhar para as Curas de todos os Males e combater todas as Formas de Vingança.



velas de exu Tiriri
/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca./

EXU TIRIRI DAS ALMAS
O grandioso mistério de Deus, o Mistério Exu Tiriri.
Sem a intenção de estabelecer verdades, mas com a intenção de que cada vez mais possamos cultuá-lo e conhecê-lo.
Os conhecimentos que compartilho, é o pouco do conhecimento que me foram permitidos receber através dos trabalhos espirituais e do contato com esse mistério de Deus.
O Mistério Tiriri é um mistério originado no Trono da esquerda da Lei, trabalhando na vibração de Ogum, portanto sua vibração original é a da vitalização da irradiação da Lei e da Ordem.
Porém, o Mistério Tiriri é um mistério que atua nas sete irradiações divinas, da mesma forma que os Mistérios “Sete” (Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, etc.) e, portanto, atua vitalizando a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida.
Os Guardiões Tiriri atuam, principalmente, nas vibrações dos verbos-função “quebrador”, “devolvedor” e “retornador”, assim como, em grande parte dos casos são grandes especialistas em demandas e quebra de magias negativas.
Como atuam na esquerda da Lei, atuam também abrindo os caminhos daqueles que são merecedores dessa dádiva.
Muitos espíritos trabalhadores na Umbanda dentro da linha da esquerda carregam em seu nome oculto esse mistério.
Os guardiões que trabalham dentro desse mistério, atuam nos consulentes buscando ordenar seus negativismos, abrindo os caminhos e quebrando demandas quando permitidas pela Lei e, muitas vezes, devolvendo-os aos seus “donos”.
Quando Tiriri se apresenta é por que a Lei já ordenou o fim de uma ação negativa.
Os exus que trabalham dentro desse mistério recebem suas oferendas nas encruzilhadas, principalmente as de terra e as das estradas de ferro, mas como mistérios sétuplos, podem solicitar suas oferendas em uma pedreira, cachoeira, campo aberto dependendo da sua necessidade de trabalho.
Salve o Mistério Devolvedor-Retornador de Exu Tiriri.
Salve o Mistério Quebrador de Exu Tiriri.
Salve o Mistério Abridor de Exu Tiriri!

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Maria Mulambo e sua falange

Falange da Maria Mulambo
Carácteriscas da entidade :
Apresenta-se quase sempre muito bela , e sedutora, como uma mulher fina, boa conselheira ,discreta , amável e deslumbrante .
O que gosta ?
Gosta de bebidas suaves como ; Vinhos doces , cidra, champanhe , licores e anis. Gosta de cigarros e cigarrilhas e gosta muito também de luxo e o brilho, pulseiras , anéis , e muitos colares .
História de uma Maria Mulambo : Conta-se que a história de Maria Mulumbo que essa Pomba gira nasceu em berço de ouro, cercada de luxo.
Seus pai e mãe não eram Reis, mas faziam parte da corte no pequeno reinado.
Maria Mulambo cresceu sempre bonita e delicada.
Com seus trejeitos, sempre foi chamada de princesinha, mas não era.
Maria Mulambo aos seus 15 anos, foi pedida em casamento pelo rei, para casar-se com seu filho de 40 anos.
Foi um casamento sem amor, apenas para que as famílias se unissem e a fortuna aumentasse.
Os anos se passavam e Maria Mulambo não engravidava. O reino precisava de um outro sucessor ao trono.
Maria amargava a dor, além de manter um casamento sem amor, ser chamada de árvore que não dá frutos; e nesta época, toda mulher que não tinha filhos era tida como amaldiçoada.
Parcialmente a isso tudo, a nossa Maria Mulambo era uma mulher que praticava a caridade, indo ela mesma aos povoados pobres do reino, ajudar aos doentes e mais necessitados.
Nessas suas idas aos locais mais pobres, conheceu um jovem, apenas dois anos mais velho que ela, que havia ficado viúvo e tinha três filhos pequenos, dos quais cuidava como todo amor.
Foi amor à primeira vista, de ambas as partes, só que nenhum dos dois tinha coragem de aceitar esse amor. O rei morreu, o príncipe foi coroado e Maria Mulambo declarada rainha daquele pequeno país.
Todo o povo adorava Maria Mulambo , mas alguns a viam com olhar de inveja e criticavam Maria Mulambo por não poder engravidar.
No dia da coroação os pobres súditos não tinham o que oferecer a Maria Mulambo, que era tão bondosa com eles. Então fizeram um tapete de flores para que Maria passasse por cima. A nossa Maria se emocionou; seu marido, o rei, morreu de inveja e ao chegar ao castelo trancou Maria no quarto e deu-lhe a primeira das inúmeras surras que ele lhe aplicaria.
Bastava ele beber um pouquinho e Maria Mulambo sofria com suas agressões verbais, tapas, socos e pontapés. Mesmo machucada, nossa Maria não parou de ir aos povoados pobres praticar a caridade.
Num destes dias, o amado de Maria, ao vê-la com tantas marcas, resolveu declarar seu amor e propôs que fugissem, para viverem realmente seu grande amor.
Combinaram tudo.
Os pais do rapaz tomariam conta de seus filhos até que a situação se acalmasse e ele pudesse reconstruir a família. Maria fugiu com seu amor apenas com a roupa do corpo, deixando ouro e jóias para trás.
O rei no princípio mandou procurá-la, mas, como não a encontrou, desistiu.
Maria Mulambo agora não se vestia com luxo e riquezas,agora vestia roupas humildes que, de tão surradas, pareciam mulambos; só que ela era feliz.
E engravidou.
A notícia correu todo país e chegou aos ouvidos do rei. O rei se desesperou em saber que ele é que era uma árvore que não dá frutos.
A loucura tomou conta dele ao saber que era estéril e, como rei, ele achava que isso não podia acontecer.
Ele tinha que limpar seu nome e sua honra.
Mandou seus guardas prenderem Maria, que de rainha passou a ser chamada de Maria Mulambo, não como deboche mas, sim, pelo fato de ela agora pertencer ao povo.
Ordenou aos guardas que amarrassem duas pedras aos pés de Maria e que a jogassem na parte mais funda do rio. O povo não soube, somente os guardas; só que 7 dias após esse crime, às margens do rio, no local onde Maria foi morta, começaram a nascer flores que nunca ali haviam nascido.
os peixes do rio somente eram pescados naquele local, onde só faltavam pular fora d’água.
Seu amado desconfiou e mergulhou no rio, procurando o corpo de Maria Mulambo; e o encontrou.
Mesmo depois de estar tantos dias mergulhado na água, o corpo estava intacto; parecia que ia voltar à vida.
os mulambos com que Maria Mulambo foi jogada ao rio sumiram.
Sua roupa era de rainha. Joias cobriam seu corpo.
Velaram seu corpo inerte e, como era de costume, fizeram uma cerimônia digna de uma rainha e cremaram seu corpo.
O rei enlouqueceu.
Seu amado nunca mais se casou,cultuando-a por toda a vida, à espera de poder encontrá-la de novo.
À espera de poder reencontrar sua Maria. No dia em que ele morreu e reencontrou Maria Mulambo, o céu se fez do azul mais límpido e teve início a primavera.
Assim termina a Lenda de Maria Mulambo um pomba gira muito reverenciada.


velas de Maria Mulambo/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca./

Oferendas :
1. OFERENDA PARA POMBA GIRA MARIA MULAMBO DA ENCRUZILHADA:
(pedidos de abertura de caminhos e proteção)
MATERIAL:
7 figos (inteiros e regados com mel, prefira os naturais aos em compota
7 colheres de sopa de mel, para regar os figos
21 moedas de igual valor (previamente lavadas com sabão)
1 garrafa de champanhe (ou espumante)
7 velas (metade vermelha e metade preta)
70 cm de fita preta
70cm fita vermelha
1 caixa de fósforos
7 cigarros longos
3 folhas de mamona para forrar o interior da cesta (pode substituir por
folhas de parreira – se conseguir é melhor, se não deixe a cesta sem
forro de folhas.
3 galhos de guiné, e galhos de arruda, e folhas de louro, e galhos de
alecrim, (essas ervas devem ser colocadas ao lado da oferenda, em cima
do papel que estiver forrando o chão.
Papel de seda vermelho e outro preto para forrar o chão, colocar, formando uma estrela.
Arrumar os figos e as moedas numa cesta de palha ou alguidar, e colocar
a cesta em cima dos papéis. Deixar as fitas esticadas em cima da cesta.
Acender as 7 cigarrilhas, arrumá-las no cinzeiro e colocar ao lado d
cesta ou alguidar. Colocar as ervas ao lado da cesta.
Abrir a champanhe e regar (não ensopar) as frutas e as moedas e deixar
o restante na garrafa (aberta) ao lado do alguidar
Acender as velas
FAZER SEU PEDIDO, NÃO COLOQUE NOMES E BILHETINHOS, PEÇA
MENTALMENTE. (cuidado com o que pede.)
NÃO ESQUEÇA DE TOMAR TODOS OS CUIDADOS!

Hierarquia :
Maria Mulambo, Maria Mulambo da Estrada, Maria Mulambo do Cruzeiro, Maria Mulambo do Cruzeiro das Almas, Maria Mulambo da Encruzilhada, Maria Mulambo das Sete Encruzilhadas, Maria Mulambo dos Sete Cruzeiros, Maria Mulambo do Cabaré, Maria Mulambo dos Sete Punhais, Maria Mulambo dos Sete Portais, Maria Mulambo das Almas, Maria Mulambo da Calunga, Maria Mulambo do Lodo, Maria Mulambo das Rosas, Maria Mulambo dos Sete veus, etc…
Laroyê Pomba Gira Maria Mulambo , Salve todas as Marias Mulambo ! ‘


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Oferenda a Pomba Gira Rosa Caveira

Pomba Gira Rosa Caveira
ROSA CAVEIRA
Pomba gira rosa caveira é uma pomba gira que trabalha com seus parceiros de calunga em busca da evolução dos seres humanos e deles próprios.
Com aconselhamentos muitas vezes com certa impaciência não perdoa seus inimigos e protege seus cavalos sem mesmo eles pedirem sua proteção, odeia injustiça, se irrita com os tolos, temperamento forte como de exu caveira, se cuidada é uma pomba gira rica e bela ajuda em causas que aparentemente estão perdidas, e abraça a causa de uma pessoa injustiçada, não gosta de teimosia, e seus recados são diretos e muitas vezes fortes , vem na falange de tatá caveira , falange maravilhosa e firme .
Uma mulher de fibra, vencedora de demanda, pomba gira de trabalho não gosta de muita brincadeira , quando vira sua gargalhada é de dor, é como se toda calunga viesse com ela estremecendo corações e o chão.
Quando cobra seus cavalos ataca diretamente a saúde e a parte financeira muitas vezes o cavalo tende a cair em depressão.
Geralmente os seus cavalos vivem em altos e baixos até acertar um tiro certo na felicidade e na realização profissional.
Rosa caveira gosta de fartura, as coisas certas e positivas , é uma pomba gira que quando cuidada ajuda seus cavalos tanto a evoluir espiritualmente quanto na vida nessa terra , os realizando na parte financeira e amorosa .
Como trabalha com caveira e ele é o rei da sua falange, suas oferendas ela sempre pede um frango ou carré para oferecer antes ao senhor caveira como sinal de respeito e depois disso recebe a sua.
A mesma coisa faz molambo da lixeira, pois respeita caveira e tem ele como o rei dos exus na sua casa e porteira junto com rosa caveira.
Geralmente, aprecia bebidas doces, cigarros, rosas, padês, frangas.
Suas vestes saias, capas.
Cores: preto, vermelho, roxo.


Salve Rosa Caveira
Um Pouco Sobre Rosa Caveira Eu tenho o privilegio de ter essa entidade a minha esquerda, e em seus trabalhos, aprender um pouco sobre sua atuação como Guardiã da Lei. Sempre séria, certa ocasião, ela me falou, que um de seus campos de atuação, é quando entre pessoas o Amor cede lugar ao ódio, amor esse que pode ser dos mais variados tipos. Principalmente quando começam a se prejudicarem através de magias.
Me disse ela, que é servidora de Mãe Oxum e Pai Omulu. Uma linda senhora, onde muitas vezes por necessidade, plasma uma forma mais densa, representada pela Caveira.
Sei que essa falange tem muitos misterios, e uma função Divina como Guardiã, por isso merece muito respeito, pois seu campo de atuação, é muito mais do que nossa capacidade humana compreende.
E como diz seu ponto cantado : …se diz que faz, é melhor não duvidar…!!! Em seus trabalhos aos quais são sempre fortes, ela nunca está sozinha, ela é muito amparada por muito guardiões, como o Senhor Tata Caveira, o qual ja presenciei e senti o imenso respeito por ele.
Ela também é chefe de falange, entre as quais fazem parte de sua falange:
PG Rosa da Noite, Rosa Negra, Rosa Vermelha, Rosa da Praia, 7 Rosas, etc…
Cada Pombagira teve sua historia quando encarnada, mas todas lutaram e lutam para fazer crescer a Luz .
Rosa Caveira viveu por volta de 1930 e nasceu no norte de Minas Gerais, um lugar castigado pela seca e pela pobreza, sétima filha e única filha mulher, sua mãe já tinha idade avançada por isso teve várias complicações durante sua gestação e a criança nasceu com uma marca estranha no peito que parecia muito com uma caveira, sua mãe, contudo não gostava que falassem isso e disse que parecia uma rosa, e assim deu o nome a menina de Rosa. Seu pai faleceu quando ela tinha ainda 11 anos e como sua mãe era velha, ela teve que tomar o lugar de mãe da casa. Aos 13 anos, Rosa teve um sonho com um homem bem vestido e que usava um anel prata em formato de caveira, e assim aconteceu, no mesmo ano enquanto fazia compras para sua mãe na feira da cidade, encontrou um senhor bem afeiçoado que se aproximou e disse:
Olá linda moça, o que faz um rosa tão formosa sozinha em uma feira.
No mesmo momento Rosa, assim ela chamava até o momento, respondeu assustada:
-Nada não senhor, me dá sua licença.
-Meu nome é João Batista, sou caixeiro-viajante, mas pode me chamar de João Caveira.
No mesmo momento Rosa se lembrou de seu sonho e ficou com os olhos intactos.
Ao voltar para sua casa, Rosa não disse nada a sua mãe, mas a noite sonhou novamente com o tal moço. E pela manhã voltou a cidade, com desculpa de comprar botões para arrumar roupa para seus irmãos, lá perguntou à algumas pessoas sobre João, mas ninguém o viu ou lembrava-se dele. Voltando pela estrada de terra, em uma encruzilhada na estrada, estava lá João que a cumprimentou:
-Um caminho longo não moça?
E ela ressabiada disse:
-Sim, mas não estou sozinha, meu irmão está por me encontra no caminho.
-Mas e nos seus sonhos, seu irmão também vai te buscar – Disse ele com um olhar denso e penetrante.
Assustada ela correu, e por onde ia ele lá estava, até que cansada de correr, tropeçou e caiu, e ele lhe ofereceu a mão onde carregava o anel e ofereceu a ela uma nova vida. Explicou que não era desse mundo e que de tempos em tempos vinha para treinar uma moça para que o ajudasse, e ela era a escolhida. No momento Rosa não entendeu muito bem, mas seu coração batia forte, seu sangue pulsava em suas veias enquanto ele falava com a voz rouca. E ela aceitou. João Caveira a batizou de Rosa Caveira, a levou para morar na capital e ensinou a arte da magia, de falar com os espíritos, mas advertiu sempre que ela não poderia ser tomada pelo poder, porém ela se apaixonou por ele e sofria muito, e ele aparecia cada vez menos, como costumava falar, tinha que aguardar os portais se abrirem para vê-la. Com passar do tempo sua angustia e solidão, começaram a tomar conta de sua vida, então Rosa Caveira saia noite a buscar nos homens, usando seu poder de magia e encantamento, então sua seu mundo ficou negro e desregrado, que acabou levando-a morte em pouquíssimo tempo. Desesperado, João tentou ajudá-la, mas era tarde demais.
Após sua morte ela entendeu que ele era um guardião do mundo espiritual que treinava algumas pessoas iluminadas para que o ajudasse a tratar dos espíritos que vagavam, porém ela não foi forte o bastante. Rosa então pediu ajuda, foi então designada a voltar a terra para ajudar as pessoas, contudo ainda ama João Caveira e esse amor a prende aqui em muitas vezes se embebeda e cantas cantigas de amores tristes.


velas de Rosa Caveira/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca.

Como agradar Rosa Caveira para conseguir prosperidade e amor.
1 punhal
16 Rosas vermelhas
1 Espelho redondo
7 Moedas
1 Pedaço de tecido preto
1 Cacho de uva vermelha
1 Anel prata de caveira
7 Velas vermelhas
Em uma encruzilhada de terra a meia noite em lua crescente, finque o punhal no chão, em frente forre o chão com o tecido preto e coloque as rosas formando um circulo, assim faça com as moedas, no pé do punhal coloque as uvas vermelhas e o anel e acenda as velas em volta. Chame por ela, que o João Caveira permita que ela venha te ajudar.


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Vovó Cambinda


A história de Vovó Cambinda
Vovó Cambinda é uma Preta Velha Amada por todos que amam a
Umbanda. Todos tem nela um exemplo de amor e caridade, pois ela
própria é assim.
Com seu jeito humilde e dócil, ela conquista a confiança de
todos, fazendo assim que seus consulentes abram o coração de uma forma
extrema, sem receios, sem vergonha de se expressar, sem medo, apenas
com o dar e receber um carinho grandioso, como se fosse um neto ao
lado de sua avó preferida.
Essa vovó sempre atenta a todas as palavras, escuta tudo
calmamente, fazendo com que todos os “grandiosos problemas” se pareçam
apenas minusculos fatos aos olhos de otimismo de nossa amada Preta
Velha, e passando assim aos seus amados “netos e netas”, para que eles
reajam com mais força e mais fé a qualquer obstáculo na caminhada que
as vezes pode parecer tão difícil.
A senhora Cambinda é uma das Pretas Velhas mais conhecidas na
história da Umbanda. Em diversos Terreiros podemos encontrar uma velha
com o mesmo nome, pois como a nossa Velha Cambinda fora reconhecida e
respeitada por várias gerações de negros pelos seus atos de caridade,
muitos desses negros colocavam o nome de Cambinda em seus filhos para
homenagear a nossa amada Vovó Cambinda.
Vamos falar um pouco dessa Preta Velha, e saber como foi que ela
alcançou tamanho respeito.
Cambinda era uma menina ainda quando fora tirada da Guiné, sua
terra natal. Foi trazida para o Brasil nos meados do século XVI
em navios negreiros, que eram conhecidos como “Tumbeiros”, e tinha
esse nome pois praticamente a metade dos negros que nele vinham,
morriam antes do findar da viagem.
Cambinda e seus pais vieram em um desses navios, e por meses
viveram amontoados nos porões imundos, repleto de cadáveres e negros
adoentados, sem comida e água suficiente a todos.
A Mãe da menina Cambinda, com seu jeito carinhoso, doce e
caridoso, abraçava a menina e lhe falava baixinho:
“Não tenha medo, logo logo tudo isso vai terminar. E eu prometo estar
sempre a seu lado quando precisar.”
E com essas palavras a mãe da menina a ensinava clamar a Zambi
(Deus) a Oxalá e a todos os Orixás, pedindo sempre força e fé para que
assim pudesse ajudar os irmãos negros adoentados na dura jornada de
luta pela sobrevivência.
E assim a menina Cambinda rezava, clamava e pedia forças a Zambi,
não só para os irmãos negros, mas por ela própria, pois mesmo sendo
uma criança, e sem entender muito os acontecimentos, sentia que as
coisas eram ruins naquele momento, mas tinha a dor e sentimento que
ainda o pior estaria por vir.
Havia muitas crianças no porão do navio que estava a doce
Cambinda, e foi determinado pelos traficantes de negros que seria
preservados os meninos e homens adultos não adoentados, pois esses
sim valeriam muito dinheiro aos serem vendidos na chegada ao Brasil.
Mulheres e meninas não adoentadas seriam alimentadas, mas apenas
uma vez ao dia e o mínimo possível, e o restante que se encontravam
adoentados, seriam avaliados e se os males fossem de uma forma mais
intensa, esses seriam lançados ao mar, ainda vivos.
Os cadáveres já em decomposição foram retirados dos porões e
lançados ao mar.
A menina Cambinda rezava aos Orixás clamando que os
espíritos de seus irmãos fossem levados ao encontro de Zambi. A cada
corpo retirado ela se ajoelhava rezando com seus olhos lacrimejados,
e olhando a sua mãe que desesperadamente tentava esconder a angústia
por poder ser elas as próximas vítimas das maldades dos
traficantes denegros. A menina a acalentava e dizia baixinho para que ela tivesse
muita fé, pois Zambi não ia deixá-las morrer na viagem, pois elas
teriam muitas caridades a fazer ao seu povo quando chegassem ao seu
destino.
E ela dizia isso convicta, pois por muitas noites em que dormia no
amontoar dos porões fétidos, a menina sonhava com uma linda negra que
lhe abraçava carinhosamente, lhe dizia que ela estaria sempre
protegida pela força das águas do mar, e que a cada onda que passasse
levaria todas as dores, tristezas e angústias do seu corpo e de seu
coração, bastaria que ela tivesse fé nos Orixás e nas forças da
natureza.
E Cambinda assim o fez, acreditando fielmente em seus sonhos, e
aprendendo dezenas de rezas e benzeduras, assim como fazer a cura em
adoentados do corpo e espírito através dos preparos com ervas,
peixes, água, algas, entre tantas outras coisas que lhe fora ensinada
através de seus sonhos de luz vindos por intermédio da linda negra que
se fazia brilhar como os raios do Sol.
A menina Cambinda, escondida da tripulação do navio negreiro,
fazia suas benzeduras nos negros doentes, se utilizava de tudo que
podia para acalentar as dores de seus irmãos, e com isso foi obtendo
grandes resultados.
Sua mãe bastante impressionada com os atos da filha, decidiu então
auxiliar em tudo que poderia. E assim as duas trabalhavam
incansavelmente por dias e noites a fio para que os seus irmãos negros
tivessem mais uma chance de sobreviver sem as ameaças dos traficantes
de escravos.
Chegando em terra firme, Cambinda foi levada a uma fazenda de cana
de açúcar e café no interior do Nordeste do Brasil juntamente com seus
pais e centenas de outros negros.
Nessa fazenda ela viveu toda sua vida, e também nessa fazenda que
ela conheceu uma negra velha que por gostar muito da menina prometeu
que a ensinaria tudo sobre rezas, benzeduras, ervas, chás, esfregaços
e limpezas do corpo e da alma de espíritos sem luz, que aprendera em
seus 90 anos de idade.
E assim foi feito, os anos passavam, e Cambinda, que já estava uma
mulher feita, aprendera tudo que lhe foi ensinado pela negra já
centenária.
Com os ensinamentos da negra, e com todas as lições que Cambinda
aprendeu em sonhos, ela se transformou em uma das maiores benzedeiras
da região, além de encaminhadora, de parteira, de curandeira de
diversos males, tanto do corpo físico quanto do espírito.
Certa vez, Cambinda já uma senhora madura, foi chamada para fazer
o parto da esposa do coronel fazendeiro, da mesma fazenda na qual ela
era escravizada. Ao chegar aos aposentos da sinhá ela observou que
tinha algo de errado naquela gestação. Se ajoelhou diante da cama na
qual se encontrava a mulher grávida, e rezou profundamente, pedindo a
Mãe Iemanjá que lhe mostrasse qual era o mal que estava ocorrendo no
ventre da sua sinhá.
E assim de olhos fechados, compenetrada em seus pensamentos,
Cambinda se depara com a imagem da linda Negra que ela tanto
conhecia. E a bela negra diz a Cambinda que estaria na hora de
realizar o parto, mas das duas vidas que estavam no ventre da sinhá,
apenas uma sobreviveria, e que a partir do dia do nascimento da
criança que ficaria encarnada, deveria ser contados 7 dias, e nesse
sétimo dia deveria ser feito uma limpeza de retirada de espíritos
malignos e sem luz, pois eles viriam buscar a alma do recém nascido,
assim como fizeram com a criança que já ia sair do ventre da mãe sem
vida.
Cambinda chorou, todos olharam para ela sem entender o motivo das
lágrimas.

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O coronel a puxa pelo braço com violência. Grita, quer saber o que
está acontecendo.
A negra abaixa a cabeça e num sussurro diz ao coronel que no
ventre da sinhá há duas crianças, uma vai sobreviver, a outra já está
desencarnada.
O coronel desesperado manda ela fazer o parto, e diz que se algo
de ruim acontecer com as crianças ou com a sinhá, a negra irá pagar
com a própria vida.
A negra Cambinda faz o parto, primeiro nasce uma menina, e logo em
seguida sai o corpo inerte de um menino. Ela o retira e entrega ao
coronel, dizendo que o menino já estava sem vida.
O coronel a olha com um grande ódio, e enquanto as mucamas fazem a
limpeza do ambiente e da menina recém nascida, a sinhá chora a morte
de seu menino, que se encontra nos braços do coronel.
Ele pega a negra Cambinda pelo braço e a arrasta para fora dos
aposentos da sinhá, a leva até as mãos de um feitor e ordena que a
leve ao tronco e a deixe lá até morrer, mas antes a açoite sem dó nem
piedade.
Cambinda apenas olha o coronel, como se entendesse o seu ódio. E
antes de ser levada diz ao coronel:

“Espíritos da escuridão levaram a alma de seu menino. Esses
espíritos são frutos de seu ódio contra os negros que o senhor
escraviza como animais. Minha Mãe Iemanjá, na sua proteção materna, já
tinha me mostrado que uma das crianças estaria desencarnada no ventre
da sinhá, e que deveria ser contado sete dias após o nascimento, pois
no sétimo dia esses espíritos da escuridão voltariam para levar a alma
da outra criança. Peço que não deixe seu ódio fortalecer esses
espíritos, pois assim sua filha poderá ser salva das garras malignas
da morte e desses obsessores da escuridão.”
O coronel sem dar atenção a negra, manda a levarem ao tronco e
obedecerem as ordens dadas.
E assim foi feito.
Já no tronco, a negra foi açoitada, seu corpo ardia, feridas
abriam e ela chorava baixinho.
Sua mãe, que agora já estava uma velha negra quase sem forças,
clamava aos feitores ajoelhada a seus pés, por clemência a sua filha.
O feitor manda retirar a velha negra dali, que fora arrastada e jogada
na senzala.
Cambinda de olhos fechados, rezava pedindo forças aos Orixás. E em
resposta a voz da negra que por tantas vezes apareceu em seus sonhos
lhe dizendo para que ela não fraquejasse sua fé. Teria que aguentar a
dor, o sofrimento e a humilhação, mas não por ela própria, não por sua
vida, mas para que pudesse no sétimo dia estar com forças para salvar
o espírito de uma criança inocente.
E assim foram se passando os dias, Cambinda resistia fortemente o
tronco, as chibatadas, as noites frias, a falta de comida e bebida.
E enfim chegou o sétimo dia.
Nos aposentos do coronel com a sinhá, se encontrava a menina recém
nascida. Tinha sete dias de vida. E inocentemente dormia sem saber que
estava sendo observada por espíritos da escuridão.
O coronel se preparava para mais um dia de comando de sua fazenda,
quando a sinhá se levanta da cama, e sem dizer nada anda até ele. O
olha no fundo dos olhos, abre um pequeno sorriso, e o ataca numa
ferocidade devastadora.
Com uma voz rouca diz que chegou a hora dele perder mais um pedaço
de sua alma. Que já tinha levado seu filho e agora veio para buscar a
menina. E com isso deu um salto indo para junto da criança.
O coronel assustado avança para junto da esposa na intenção de a
deter, e assim salvar a sua filha. Num segundo de reflexão ele se
lembra das palavras da negra Cambinda, lembrando-se também que estava
fazendo exatamente sete dias do nascimento de sua filha.
Ele tentando controlar a esposa, que estava obsediada, tomada por
uma força descomunal, um espírito negro que o olhava com ódio,
grunhindo e tentando a todo custo atacar a pequena recém nascida.
O coronel agarra com todas as suas forças o corpo da mulher, mas
ela com uma força grandiosa o joga contra a parede. Ele mesmo
atordoado volta em sua tentativa de conter a sinhá. Grita por socorro,
pede ajuda aos negros que trabalhavam dentro da casa grande.
Ao ouvir seus gritos desesperados, os negros correm em direção
dos aposentos do casal. Uma velha negra adentra ao cômodo vendo aquela
cena demoníaca, enquanto o coronel agarrado ao corpo da sinhá, pede
desesperadamente que fossem buscar a negra Cambinda, que ainda se
encontrava presa ao tronco.
E assim foi feito.
Ao chegarem com a negra, que se encontrava com suas vestes
rasgadas, seu corpo surrado, feridas abertas, o sangue manchando seu
corpo e os trapos que vestia, Cambinda se pôs de joelhos em oração,
clamando a sua Mãe Iemanjá que lhe mostrasse o caminho para vencer tal
força daquele espírito da escuridão.
De olhos cerrados, ela vê a imagem da negra Mãe, sua voz serena,
seu jeito amável e sua luz entram na mente da velha Cambinda, lhe
dizendo:
“Filha amada, chegou a hora de mostrar tudo que aprendera em todos
esses anos. Vá até fora dessa casa, lá você vai pegar 7 ervas que sua
intuição vai lhe mostrar, dessas 7 ervas traga apenas 3, e dessas 3
apenas uma vai ser a que poderá salvar a vida dessa criança das garras
desse espírito sem luz. Ao retornar aqui, passe essa erva no corpo da
pequena. Se for a correta a criança estará salva, caso sua fé for
menor que a força desse obsessor, a alma da criança irá para os
domínios do reino da escuridão.”
E assim ela sai em disparada, enquanto a sinhá era segura pelo
coronel e mais 3 negros escravos.
Ela faz o que lhe foi dito, e retorna para os aposentos do
coronel. E com uma só erva escolhida na mão, ela se aproxima da menina
recém nascida, esfrega a erva nas mãos, e passa por todo corpo da
criança. Nesse momento a sinhá se desvincula dos fortes braços dos
negros e do coronel e corre em direção a filha. Ela empurra Cambinda a
jogando longe e ao chão, e quando se aproxima da criança, seus olhos
estão vermelhos de ódio, um ódio maligno, incomum, ela olha para o
coronel e num grunhido diz apenas a frase:
“Eu levarei mais essa alma comigo, e graças a sua crueldade que me da
forças ninguém poderá vencer-me.”
E voltando para a menina novamente da uma terrível gargalhada que
estremece a todos no local.
Mas quando ela ia atacar a menina, foi jogada para trás como se
uma força invisível a dominasse. Entre gritos e grunhidos, a mulher
desaba ao chão, ficando inerte. No mesmo instante um dos negros que
ali se encontrava, absorve toda aquela força maligna, e por entre
gritos de ódio parte para cima da criança, mas não consegue chegar
perto dela. A erva escolhida pela querida Cambinda a protegia de todos
os males da escuridão.
Cambinda, numa ação rápida, pega o restante da erva e passa na
cabeça do negro obsediado, que no mesmo momento cai ao chão, da mesma
maneira que a sinhá.
A negra abrindo os braços, e com uma quantidade de erva em cada
uma das mãos, clama a Oxalá, sua Mãe Iemanjá, todos os Orixás e
Entidades de Luz para que lutem junto a ela, dando-lhe forças e fé
para vencer aquele mal.
As forças vieram. Um barulho ecoou dentro do quarto, como um grito
de dor e desespero. Cadeiras e mesas viraram dentro de toda a casa
grande, livros caíam das prateleiras da biblioteca do coronel, taças e
garrafas de vinho foram despedaçadas junto as paredes e ao chão.
E a calmaria voltou. Todos se entreolharam um tanto assustados.
Cambinda se ajoelha e reza. Agradece a força recebida, agradece a
vitória conquistada, agradece pela vida da pequena recém nascida,
filha do coronel.
Por entre lágrimas e dores, a sinhá desperta, sem entender o
acontecido, da mesma maneira o escravo que também fora obsediado.
O coronel se ajoelha junto a Velha Cambinda, lhe da um abraço,
chora e lhe agradece, pedindo perdão por tudo, por toda a dor e
desespero que ele a fez passar por 7 dias de amargura.
Ela com olhar cansado, apenas diz a seu senhor:
“As forças do mal buscam ódio, maledicência, rancor, nos corações
de quem distribui a dor. Mas essa dor distribuída um dia fará com que
dores maiores possam voltar a quem está fortalecendo o mal. Senhor
coronel, demonstre seu respeito e agradecimento por nosso povo negro,
assim como os Orixás demonstraram um grande amor pelo senhor,
ajudando a salvar sua filha. Lembre-se, não foi apenas um espírito
maligno da escuridão que levou seu filho, o senhor próprio o deu
forças para isso. O mal só vence se não tivermos o bem no coração.”
E assim ela se levantou e caminhou para junto do feitor,
dizendo-lhe:
“Cá estou eu, com a força de minha Mãe Iemanjá, pronta para retornar
ao meu castigo.”
O coronel, mais uma vez, corre para a negra Cambinda pedindo-lhe
perdão e dizendo que ela não iria nunca mais ao tronco.
Ela de olhos baixos, voz fraca, diz baixinho ao coronel:
“Sou uma negra, meu povo é negro. Enquanto meu povo tiver que sofrer
nos açoites, no tronco, na falta de respeito, de comida e de cuidados,
eu ficarei no tronco, e ficarei lá até meu corpo não aguentar mais,
pois nunca seria livre enquanto ver meus irmãos sendo açoitados até a
morte enquanto eu, que não sou nada nem melhor que eles fico sem o
castigo merecido aos olhos dos senhores e senhoras de pele branca.
O castigo que deveria receber por ser negra.”
O coronel de imediato mandou que fossem tirados todos os negros do
tronco, que todos os troncos fossem destruídos, que todos os negros
fossem cuidados e alimentados descentemente.
A Velha Cambinda viveu na fazenda até seus 90 anos, ela foi a
cuidadora de muitos males entre negros e brancos. Foi mucama da
pequena sinhá, filha do coronel, que após a primeira filha ainda foi
pai de 5 outras crianças entre meninos e meninas, e nunca mais fora
atormentado pelo espírito obsessor.
A Vovó Cambinda hoje trabalha caridosamente na Umbanda, auxiliando
seus filhos amados, ajudando a curar males, retirar Kiumbas, Eguns e
Espíritos Zombeteiros da vida de consulentes que buscam ajuda dessa
amada Preta Velha.
Com seu modo amável e sereno ela está sempre pronta a ajudar no
que for necessário, dentro do merecimento de cada um.
Saravá Vovó Cambinda!
Adorei as Almas!
Luz de Umbanda

A OFERENDA CERTA!
“Certa vez, um homem foi se consultar com um Babalawo.
Queria saber por que não dava nada certo em sua vida. Ao receber a mensagem de Ifá, descobriu qual era o problema e Babalawo lhe disse: “meu filho, sua vida não vai pra frente porque você não fez as oferendas que deveria.”
Surpreso o homem indagou: “fiz oferendas a todos os Orixás. Como posso não ter feito as oferendas que deveria? Fui à cachoeira, agradei mamãe Oxum com Ipetê.
Fui até o mar, a Yemojá ofertei flores e perfumes.
Nos campos, ofereci a Ogum um cará regado com muito dendê. à Oyá, arriei nos pés de um bambuzal, nove acarajés.
Em um lindo bosque, oferendei um sarapatel à Nanã e na Calunga, deixei junto ao cruzeiro, um alguidar com pipocas à Obaluaiyê.
Xangô comeu um saboroso amalá, que arriei na pedreira e a Oxóssi, levei até as matas um banquete com abóbora,
milho, côco e muito mais.
E ao glorioso pai Oxalá, oferendei, em um lindo jardim, uma saborosa canjica coberta com muito mel.
Agora pergunto: ainda faltou alguma coisa?”
“Faltou o principal, meu filho!”
“Quando você foi à cachoeira agradar a Oxum, pediu-lhe amor e lhe deu um Ipetê. Mas não ofertou o amor que ela esperava que tivesse pela sua religião, pelos seus antepassados e pelo seu semelhante.
Nas águas de Yemojá, você pediu que abençoasse sua família, mas não é só com flores e perfumes que se agrada a rainha do mar.
É preciso que trate a todos os seus irmãos com respeito, pois somos todos uma só família.
Nos campos de Ogum, não basta lhe dar um cará.
Necessita-se ter a bravura de um guerreiro para suportar os desafios inerentes à vitória almejada.
Os ventos de Yansã, que sacodem o bambuzal, trazem os ares da certeza que põem em ordem os corações duvidosos, levando os eguns desorientados, desde que os acarajés ali arriados sejam regados com o fogo da coragem e do entusiasmo.
Nos bosques sagrados de Nanã, só se consegue adentrar com profundidade quem traz consigo não só o sarapatel, mas a sabedoria, pois sem ela não se pode se livrar do lamaçal da vida causado pela maledicência, geradora da falta de fé.
Na casa do velho Obaluaiyê, o Senhor das Passagens, não adianta arriar o deburu (pipoca) se não vivenciar o que isto representa. É necessário mergulhar no fogo da intolerância, deixar a casca dura da vingança e saltar como uma linda flor.
O amalá deixado na pedreira, só agrada a Xangô se seu coração não estiver como uma pedra, pois assim não adianta pedir para ele aplicar a justiça sobre seus desafetos, porque você não evoluiu o suficiente para discernir justiça de vingança. Seria melhor ter pedido que o ensinasse a proceder com justiça para com o próximo.
Para Oxossi, não era necessário um banquete. A fartura em sua vida, virá quando você repartir com os menos favorecidos aquilo que você tem em abundância, pois quem reparte aquilo que tem, nuca lhe faltará.
Quanto ao bondoso e cristalino pai Oxalá, requer-se muito mais que uma canjica para agradá-lo. Sua oferenda é o seu coração.
Não basta que a canjica esteja cândida; seu coração é que deve estar tomado da mais pura brancura. Você pediu paz, mas não agiu de forma pacífica durante toda a sua vida. E ainda disse que os trabalhos não deram certo.
Ora! Não foram os trabalhos, ebós, sacrifícios e oferendas que fracassaram.
Avalie sua vida até os dias de hoje. Coloque um ponto final no modo egoísta de viver. Volte até o recanto dos Orixás e lhes peça todo o axé necessário para que suas mãos possam produzir neste mundo a paz, o amor, a fartura, a justiça, a coragem, a sabedoria e a força geradora das obras do bem.
Somente após mudar sua própria maneira de agir, de modo a poder plantar e regar boas sementes, você poderá colher os frutos de um novo amanhecer.
Até lá, faça com fé suas oferendas.
Os guias espirituais estarão junto de você.
Mas não esqueça que a maior oferenda é o seu coração!”
(Texto: Claudia Krindges)

 



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Os filhos de Oxossi

Tudo sobre os filhos de Oxossi
Os filhos de Oxóssi são discretos, curiosos e introvertidos. Tem muita iniciativa e estão sempre em busca de novas descobertas e de novas atividades. São rápidos e alertas. Estão sempre em movimento, não param. Tem grande senso de observação, muita sensibilidade e criatividade, entretanto são distraídos, instáveis e não são perseverantes. São pessoas bem generosas,hospitaleiras, românticas, carinhosas e apaixonadas. Tem um gosto apurado e dotes artísticos. São amigos da ordem e da vida. São amáveis, dóceis, educados, serenos e calmos para conversar e dar conselhos.
São pessoas com muita iniciativa e que não gostam de se fixar num determinado lugar.
Estão sempre interessados em descobrir novas coisas, são espertos.
E têm grande senso de responsabilidade, principalmente com a família.
No entanto, demonstram uma natureza volúvel com relação a suas relações afetivas
. Demonstram enorme capacidade enorme capacidade de concentração em seus objetivos e uma elevada dose de paciência e tem maio facilidade em canalizar forças para aquilo que desejam realizar.
Os filhos de Oxóssi preferem viver sozinhos.
Não costumam demonstrar seus sentimentos, pois são cautelosos a respeito de amizades e são desconfiados, mas quando se tornam amigos é para sempre, porém se, é desfeita a amizade, também é definitivo.
Possuem fama de faladores e são distraídos e prestativos.
Ajudam a todos que os procuram e dividem tudo o que têm.
Geralmente são altos e magros, com talento para as artes.
Como bons caçadores, analisam a situação e atacam na hora certa, pois quase sempre possuem uma única chance. De forte ligações místicas são capazes até de adquirir poderes sobrenaturais.
Sua lealdade e jeito franco e verdadeiro fazem com que sejam admirados e também muito invejados.
Os protegidos de Oxóssi são bonitos fisicamente, o que faz com que atraiam a atenção sempre.
Não costumam ser muito namoradores, mas como estão sempre atrás de alguém para subir ao altar, acabam se relacionando com mais pessoas do que realmente desejariam.


 Na Umbanda se acende velas para Oxossi na cor verde e Branca.
Velas Pai João de Angola Artigos Religiosos.

Lendas de oxossi
Como Oxossi Virou Orixá
Odé era um grande caçador.
Certo dia, ele saiu para caçar sem antes consultar o oráculo Ifá nem cumprir os ritos necessários.
Depois de algum tempo andando na floresta, encontrou uma serpente: era Oxumaré em sua forma terrestre.
A cobra falou que Odé não devia matá-la; mas ele não se importou, matou-a, cortou-a em pedaços e levou para casa, onde a cozinhou e comeu; depois foi dormir. No outro dia, sua esposa Oxum encontrou-o morto, com um rastro de cobra saindo de seu corpo e indo para a mata. Oxum tanto se lamentou e chorou, que Ifá o fez renascer como Orixá, com o nome de Oxossi.
Orixá da Caça e da Fartura !!!
Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames.
Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura.
De repente, um grande pássaro, pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando farpas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes.
O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas.
Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas.
Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro.
Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas.
Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu.
Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadores falharam em suas tentativas.
Ela foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para ela preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios).
A mãe de Òsotokànsosó fez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: “Que o peito da ave receba esta oferenda”.
Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada pela mãe do caçador, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: “Oxossi! Oxossi!” (caçador do povo).
A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje.
Oxossi. Dia 20 de janeiro comemoramos o “Dia de São Sebastião” sincretizado pela igreja católica com o orixá Oxóssi.
Oxóssi na umbanda é considerado patrono da linha dos caboclos, atuando para o bem-estar físico e espiritual dos seres humanos.
Oxóssi é o orixá da caça e da fartura.
Oxóssi é patrono da linha de caboclos Os caboclos, na umbanda, são entidades que se apresentam como indígenas e incorporam também no candomblé de caboclo.
As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros de umbanda são espíritoscom um alto grau espiritual de evolução.
Geralmente se utilizam de charutos, folhas, ervas diversas para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação.
Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos. São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros e eficientes feiticeiros do bem.
Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Eruexim.
Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú. Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá, ou, nos mitos, filho de Apaoka (jaqueira). É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados.
Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum.
Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados.
As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos.
Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras.
Um solitário solteirão, depois que foi abandonado por Iansã e também porque na qualidade de caçador, tem que se afastar das mulheres, pois são nefastas à caça.
Está estreitamente ligado a Ogum, de quem recebeu suas armas de caçador.
Ossãe apaixonou-se pela beleza de Oxossi e prendeu-o na floresta.
Ogum consegue penetrar na floresta, com suas armas de ferreiro e libertá-lo.
Ele esta associado, ao frio, à noite, à lua; suas plantas são refrescantes.
Em algumas caracterizações, veste-se de azul-turquesa ou de azul e vermelho.
Leva um elegante chapéu de abas largas enfeitados de penas de avestruz nas cores azul e branco.
Leva dois chifres de touro na cintura, um arco, uma flecha de metal dourado. Sua dança sumula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é “corrido” na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo.
É uma das danças mais bonitas do Candomblé.
Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento.
Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos
. Segundo Pierre Verger, o culto a Oxossi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África.
A hipótese do pesquisador francês é que Oxossi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei.
Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé.
Os filhos consagrados a Oxossi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.
Oxossi é o que basta a si mesmo.
A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.
Têm o espírito muito jovem e parecem umas eternas crianças em busca do prazer.
Ficar ao seu lado não é fácil, pois mesmo desejando um casamento, não suportam assumir responsabilidades, querem apenas uma vida prazerosa, o que faz com que a pessoa amada se sinta sobrecarregada.
Quando estão apaixonados, demoram a tomar uma iniciativa. Ficam sempre muito indecisos sobre seus sentimentos e se devem ou não arriscar viver um grande amor que pode ser apenas ilusão.
Quando encontram o grande amor, usam a intuição para saber como prendê-lo (a) e conseguem fazer isso com grande habilidade.
Quando apaixonados, mostram suas fraquezas, o que pode fazer com que a pessoa amada se aproveite de seu medo de perdê-la.
Os influenciados por Oxóssi, por terem facilidade de se expressar, costumam se sair muito bem em todo tipo de profissão onde haja contato com o público.
Profissionais como jornalismo, turismo e relações públicas tem tudo a ver.
Como são muito apegados aos animais, podem ser bons veterinários.
Como também são carismáticos, alegres e doces costumam ser professores de primeira.
Mas sua precipitação pode fazer com que demorem a acertar e se realizar numa profissão.
Não conseguem guardar segredo e não sabem esperar, o que faz com que as pessoas mal intencionadas passem a perna neles com freqüência.
Devem confiar mais em si mesmos e menos nas boas intenções dos outros.
Os filhos de Oxóssi não costumam ser um poço de saúde, mas também não ficam doentes gravemente ao longo de suas vidas.
Têm tendências a sofrer com problemas de garganta, estômago e coluna, males nos olhos, boca e intestino, além de dores musculares.
A garganta mostra que para não magoar os outros, engole muitas coisas que acabam sendo mal digeridas no estômago.
Devem trabalhar melhor essas emoções através do lado místico que é bastante aguçado.
Nunca devem abrir mão da espiritualidade porque sem ela, adoecem com facilidade. Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidos.
Do tipo que não externa suas emoções, mas não são de forma alguma pessoas insensíveis, só preferem guardar os sentimentos mais profundos para si.
São pessoas que podem parecer prepotentes e arrogantes e às vezes o são.
Na realidade os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos.
Selecionam muito bem as suas amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas.
Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis dos quais não se teme deslealdade.
São incapazes de trair até o inimigo.
Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade, terminam para sempre.
São do tipo que ouvem conselhos com atenção, respeitam a opinião do próximo, a opinião de todos, mas sempre acabam fazendo o que querem.
Com estratégia acabam fazendo prevalecer sua opinião e agradando a todos.
Altos, prumados, os filhos de Oxóssi possuem facilidade para se mover mesmo entre os obstáculos.
Seu andar possui deselegância, sua presença é sempre notada mesmo que não façam nada para isso acontecer. Os filhos de Oxóssi sempre se destacam em seu meio, sempre estão em evidência quando chegam.
Gostam da solidão, sempre se isolam, ficam à espreita, observam atentamente tudo o que se passa a sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez.
São introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, um comportamento típico de um caçador, de um provedor do seu povo.
As pessoas que nascem sob a influência de Oxóssi, são pessoas ávidas por liberdade, meigas, inteligentes e exigentes; acomodadas, cultas e sensíveis. São artistas de um modo geral e amante da fartura e do exagero.
Odé fornece a seus filhos uma energia vital muito grande, geralmente são pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente.
Grande capacidade de concentração e de atenção, aliada a uma firme determinação em alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento certo para a iniciativa, e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades.
Tem muito senso de responsabilidade e de cuidados com a família.
São generosos, hospitaleiros e amigos da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.
Fonte: Filhos da Magia

 


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Orixá Ogum

Ogum Vencedor de Demanda


Não existe lugar neste mundo onde possa ir sem ajuda de Ogum
É ter Ogum cravado no coração e manifestado diariamente, com toda sua Excelência!
Ogunhê! Ogum yê! Meu Pai!
Salve Ogum

Ogum é um orixá cultuado nas religiões de Umbanda e Candomblé, correspondendo a São Jorge, na Igreja Católica no sincretismo religioso. Seu dia é o 23 de abril.


EU PEDI A OGUM

Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não.
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.
Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não.
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário
Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não.
Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.
Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não.
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.
Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não.
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.
Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não.
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.
Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não.
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.
Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: Finalmente você entendeu a idéia!
(desconheço a autoria)

Ogum

Lendas de Ogum
Ogum foi o segundo filho de Iemanjá e era muito ligado ao irmão mais velho, Exu. Os dois eram muito aventureiros e brincalhões, estavam sempre fazendo estrepolias juntos. Quando Exu foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou muito zangado e resolveu acompanhar o irmão. Foi atrás dele e por muito tempo os dois correram mundo juntos. Exu, o mais esperto, resolvia para onde iriam; e Ogum, o mais forte e guerreiro, ia vencendo todas as dificuldades do caminho. É por isso que Ogum sempre surge no culto logo depois de Exu, pois honrar seu irmão preferido é a melhor forma de agradá-lo; e enquanto Exu é o dono das encruzilhadas, Ogum governa a reta dos caminhos.
Quando Ogum conquistou o reino de Irê, deu o trono para o filho e partiu em busca de novas batalhas. Anos depois, ele voltou ; mas chegou no dia de uma festa religiosa em que todos deviam guardar silêncio. Sentindo sede, quis beber, mas o vinho havia sido todo usado no ritual religioso; pediu comida e ninguém lhe respondeu, por causa da proibição religiosa. Pensando que o desprezavam, Ogum puxou a espada e matou todo mundo. Quando terminou a cerimônia religiosa, o filho veio ao encontro de Ogum, prestou-lhe todas as homenagens e ofereceu-lhe um banquete. Quando lhe explicaram o que ocorrera, Ogum ficou horrorizado com seu crime. Cravou a espada no chão e fez com que se abrisse um grande buraco por onde se afundou, tornando-se desde então um Orixá.
Depois que Exu foi expulso de casa pelos pais, ficou decidido que Ogum, o segundo filho, seria o sucessor do pai no governo. Entretanto, Ogum não gostava desse tipo de atividade. Seu prazer estava nas aventuras. Quando substituiu o pai durante uma viagem deste, Ogum deixou de lado as funções de governante, dedicando-se a passeios e confusões com os amigos. Estava sempre se metendo com as namoradas alheias e arrumando brigas. Para mantê-lo sossegado, então, o pai lhe deu o comando do exército e a missão de responder às agressões ao reino e de conquistar novos territórios. Nessas atividades, ele foi muito bem sucedido.
” Ogum é filho de Iemanjá com Odudua. Desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado e viril, tendo se tornado sempre mais e mais um brilhante guerreiro e conquistado, para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão, um só caminho que Ogum não tenha percorrido. Nos intervalos entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele a pforjou rimeira faca, a primeira ponta de lança, a primeira espada, a primeira tesoura. Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxóssi uma afeição muito especial, defendendo-o várias vezes de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxóssi, quando este foi expulso de casa por Iemanjá. Diz ainda o mito que foi Ogum quem ensinou Oxóssi a defender-se, a caçar e a abrir seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres, a principal delas Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada por Xangô, Ogum passou a viver sozinho, para a guerra e a metalurgia”
FONTE: OS ORIXÁS – EDITORA TRÊS – Ediç;ão 1991


Na Umbanda se acende velas para Ogum O deus da guerras e das Demandas para Abrir caminhos nas cores Branca e Vermelha/


Orixá das Guerras e da Tecnologia !!!


Lenda
Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé.
Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê – “Ogum das sete partes de Irê”.
Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! – “Ogum Rei de Irê!”
Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, “akorô”. Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô – “Ogum dono da pequena coroa”.
Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede.
Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma.
Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.

Ogum dá ao homem o segredo do ferro

Ogum dá ao homem o segredo do ferro
Na Terra criada por Oxalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior. Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossãe, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossãe, todos os outros Orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio. Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. Quando todos os outros Orixás tinham fracassado, Ogum pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Orixás, admirados, perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão. Ogum respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os Orixás invejaram Ogum pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, como à caça e até mesmo à guerra.
Por muito tempo os Orixás importunaram Ogum para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si. Os Orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca do que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogum aceitou a proposta. Os humanos também vieram a Ogum pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogum lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua lança de ferro. Mas, apesar de Ogum ter aceitado o comendo dos Orixás, antes de mais nada ele era um caçador. Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada. Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado. Ogum se decepcionou com os Orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los. Então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da arvore de Acoco e lá permaneceu. Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebravam a festa de Uidê Ogum. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum. Ogum é o senhor do ferro para sempre.

Algumas Ervas de Ogum
•Açoita-Cavalo-Ivitinga
• Agrião
• Babosa
• Cana-de-Macaco
• Canjerana-Pau-Santo
• Espada de São Jorge
• Eucalipto
• Helicônia
• Jabuticaba
• Losna
• Pitanga
• Porangaba

Oferenda ao Orixá Ogum
• Toalha ou pano vermelho; • velas branca e vermelha; • fitas branca e vermelha; • linhas branca e vermelha; • cordões branco e verme­lho; • flores (cravo e palmas vermelhas); • frutas (melancia, laranja, pêra, goiaba vermelha, ameixa preta, abacaxi, uvas); • licor de gengibre; • cerveja branca; • pembas branca e vermelha; • comida (feijoada).
500 gramas de feijão mulatinho (ou cavalo) cozido.
1 cebola refogada no dendê
1 cebola corta a juliana
1 pimentão verde cortado em rodelas
1 travessa de barro
7 camarões grandes fritos no dendê para enfeitar
1 vela de sete dias vermelha
1 cerveja branca
1 suporte para vela
7 palmas ou cravos vermelhas
1 pacote de fósforo
1 copo

Ferramentas de Ogum.

Ogum Ogum traz a espada e o escudo, além de carregar o cinto sagrado das 7 ferramentas. Ogum é o Orixá associado a guerra por ter como símbolo o escudo e a espada e por ser aclamado por seus filhos em horas de grandes dificuldades e desespero. Ogum é grande vencedor de demandas e é bem próximo de seus queridos filhos
Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.
Ogum é o guerreiro, general destemido e estratégico, é aquele que veio para ser o vencedor das grandes batalhas, o desbravador que busca a evolução.
Defensor dos desamparados, segundo a lenda, Ogum andava pelo mundo comprando a causa dos indefesos, sempre muito justo e benevolente. Ele era o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente, pois é um orixá valente, traz na espada tudo o que busca.
É o protetor dos policiais, ferreiros, escultores, caminhoneiros e todos os guerreiros.

Mensagem de Pai Tomás “…
Na noite escura meu filho, nasce sempre uma estrela no céu…a estrela que brilha, é a esperança, é estrela que mantém acesa a chama da vida de nossos sonhos, amores e crenças…por isso filho meu, lembra que por mais que a escuridão na sua vida se faça presente deixando-o com medo de seguir em frente, não baixe a cabeça, olhe para cima, pois a primeira estrela que se fizer presente, será aquela que o guiará a Luz, pois Deus nunca esquece de um filho que se ergue e mantém a chama e a busca da esperança, agora o filho que não crê e que baixa a cabeça, nunca terá a possibilidade de ver essa estrela brilhando lá no céu, e essa estrela meu filho é de todos e não é de ninguém, mas ela pode ser sua, por isso não lamente, erga sua cabeça, procure a estrela que brilha e ela o guiará no caminho do sonho a realizar, do amor a viver, e mostrará que vale a pena acreditar..

 



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Oração ao Caboclo Sete Flechas

Oração Caboclo Sete Flechas
‘Salve Deus Pai, criador de todo o Universo! Salve São Sebastião, rei da mata e chefe de todos os Caboclos! Salve Pai Sete Flechas e sua falange guerreira! Pai Sete Flechas baixai sobre nós um jato de vossa divina luz, iluminando os nossos espíritos, para que possamos entrar em comunhão com esta centelha de uz divina que emana de vossas sagradas flechas, nos defendendo e amparando neste mundo terreno. Salve as sete flechas que vos foram dadas, espiritualmente, para nos defender de todas as provas que não nos vem de Deus.
Bendito seja São Sebastião que vos botou sobre o vosso braço direito a
flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores;
bendito seja São Jorge, que botou sobre vosso braço esquerdo a flecha da defesa, para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais;
bendito seja São Jerônimo, que vos cruzou uma flecha em vosso peito para defender-nos das injustiças da humanidade;
bendita seja a grande mãe, Senhora da Conceição, que botou uma flecha em vossas costas, para defender de todas as traições de nossos inimigos;
bendito seja o Senhor do Bonfim, que vos botou uma flecha sobre a perna direita para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da Espiritualidade;
bendita seja Nossa Senhora dos Navegantes, que botou uma flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminando os nossos espíritos e defendendo-nos de todas as forças contrárias à vontade de Deus;
bendito seja São João Batista, que entregou em vossas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para a humanidade, a divina força da fé e da verdade.
Deus Pai foi quem ordenou, os santos as flechas lhe entregou; com as forças das sete flechas, Pai Sete Flechas me abençoou … Amém!’

HISTÓRIA DO CABOCLO SETE FLECHAS

O Caboclo Sete Flechas era um índio Oriundo da Tribo Dos Patachós, que se localizava na Mata Escura na época (entre os anos 200 e 300), onde hoje é o Estado da Bahia, é um Caboclo que vem na Irradiação de Oxóssi, podendo ser cruzado para vir na enviação de todos os Orixás, o que vou lhes explicar agora é que dá sentido ao que falo:
O Caboclo Sete Flechas recebeu as suas Flechas de 7 Orixás, a mando do Pai Oxalá, conforme segue:
* Oxóssi colocou uma Flecha no seu Braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
* Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.
* Xangô cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.
* Iansã Cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
* Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.
* Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.
* Omulu/ Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir a humanidade a Divina força da fé e da verdade.
O Caboclo Sete Flechas tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países, trabalha na cura, exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos, manipulador das energias do Astral e não fica “preso” a nenhuma vibração, ele trabalha dentro de todas as vibrações Com os Falangeiros que ele comanda.



Mensagem da Pombagira Cigana da Estrada
Vão para o terreiro, entrem em sintonia “com o plano espiritual”, limpem-se de suas próprias línguas e trabalhem em prol da caridade.
Ajudem no que for preciso e busquem andar corretamente, quem sabe um dia vocês obtenham alguma resposta?
Lembrem sempre, que todas as entidades são iguais, trabalham juntas em um único objetivo, a Caridade. Por que vocês encarnados querem ser melhores do que os outros, querem trabalhar sozinhos e levar vantagens com isso?
Existe uma palavrinha mágica que se chama humildade, e muitos de vocês estão esquecendo-se de abaixar a cabeça na hora e no momento certo e pedir perdão por ter se achado o dono da verdade.
Parem e pensem: a árvore para dar frutos e sombra precisa da água para germinar a terra, da terra para poder se fixar, ter um porto seguro e poder ter vida, do vento para espalhar suas sementes e assim formar uma mata, do calor do sol para o crescimento das sementes.
Agora vou mostrar como isso funciona dentro de um terreiro de Umbanda. O médium precisa de um(a) dirigente espiritual para ajudá-lo a se desenvolver, do terreiro como um porto seguro para incorporar as entidades, de estar harmonizado com o alto para expandir a caridade, de estar equilibrado para doar energia e poder ajudar uma pessoa necessitada.Estou falando de pessoas sérias e não de charlatões, então não sejam prepotentes, achando que sozinhos fazem Umbanda, pois por mais bem intencionados que estejam hoje, amanhã irão certamente transformarem-se em um, se deixarem-se envolver pela vaidade e prepotência de trabalharem sozinhos!
Entenderam porque não podem inventar altares, montar em suas casas, “mesinhas” para jogar baralhos, runas ou o que for, em nome do povo cigano?
Se não, pergunto ainda: Para onde vão as cargas, os miasmas, as larvas e cascões astrais retirados dos seus consulentes? Para o ralo do seu banheiro? Se as entidades não trabalham sozinhos, porque vocês insistem em trabalhar sozinhos? Querem ser “chefes de terreiro”? Vaidade, prepotência ou ignorância?
Não tenham excesso de culto por nenhuma entidade, isso prejudica vocês mesmos e a nós, gerando fascinação de ambos os lados, pois vocês ficam tão viciados por oferendas que só nos escutam se estiverem oferendando alguma coisa, aí para sermos escutados começamos a pedir oferendas. Assim ambos nos perdemos. Tudo em excesso pode ser destruidor.
Se há amor em excesso, há ciúmes e possessão,
Se há ódio, há morte,
Se há fascinação, há vaidade,
Se há alegria em excesso, há inveja,
Se há tristeza em excesso, há depressão,
Se há culto em excesso, há fanatismo.
É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, e o equilíbrio tem um nome que se chama Umbanda. Umbanda é a paz interior, é fazer caridade ao desconhecido, é o amor pela vida e pelo o próximo.
Umbanda é luz, vida e amor.
Laroyê!
Pombagira Cigana da Estrada
Médium: Elizabeth Caetano Drumond
Psicografado em 08 de 08 de 2008



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Oração de Boiadeiro na umbanda


Oração a Boiadeiro
Em nome, Deus, dos Divinos Tronos, dos Sagrados Orixás, dos Regentes da Lei Maior e da Justiça Divina, do Sagrado Orixá da Lei o Sr. Ogum, eu invoco a linha dos Boiadeiros onde peço a presença do meu protetor Boiadeiro ao meu lado e peço-lhe que acolha esta prece e me auxilie dentro do meu merecimento.
Que recolha todos os espíritos sofredores que estejam me acompanhando ou ligados a mim, cure e regenere seus espíritos despertando-os para o novo estado em que se encontram no mundo maior.
Envolva-me em sua vibração ordenadora
re-equilibrando meu mental e tudo e todos a minha volta, para que eu comece racionalizar sobre tudo que esteja ocorrendo em minha vida.
Recolha todos os espíritos obsessores, desequilibrados, malignos e seres infernais que estejam atuando negativamente contra mim e meu familiares, enviando-os para os seus locais de merecimento como determina a Lei Maior.
Corte e anule todas as demandas e trabalhos de magia negra que estejam me prejudicando. Afaste os inimigos encarnados e desencarnados, os conflitos, as guerras e todas as ações negativas que estão em meu caminho.
Peço-lhe que me ajude a solucionar estes problemas que estão me envolvendo e atrapalhando a minha vida. Se essas ações provêm de ligações cármicas ou por afinidades devido à minha má conduta, peço-lhe que auxilie a mudar o meu modo de agir, de pensar e viver; para que de agora em diante eu tenha sempre uma boa conduta.
Peço-lhe que ajude a recolher minhas próprias boiadas que acabei deixando para trás no caminho da vida. Abra os meus caminhos para que eu possa ter dias mais fartos, mais prósperos, mais iluminados e mais harmoniosos.
Auxilie-me a suprir todas as deficiências e tudo o que me falta nos Sete Sentidos de minha vida, para que eu possa me sentir pleno no Sentido:
DA FÉ;
DO AMOR;
DO CONHECIMENTO;
DA JUSTIÇA;
DA LEI;
DA EVOLUÇÃO;
DA GERAÇÃO;
Para que assim eu continue forte e não fraqueje diante os obstáculo que encontrarei em minha vivência neste plano material. Peço-lhe que me coloque em equilíbrio com toda a criação divina.
Conto com vossa FORÇA, LUZ e PERSEVERANÇA. Amém.

Os Boiadeiros na Umbanda

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar,
tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.
Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho.
Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos.
Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo.
Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo.
Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.
No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.
Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.
Quando o médium é mulher, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios
. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até da sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.
Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.
Nomes de alguns boiadeiros:
Boiadeiro da Jurema,
Boiadeiro do Lajedo,
Boiadeiro do Rio,
Carreiro,
Boiadeiro do Ingá,
Boiadeiro Navizala,
Boiadeiro José,
Boiadeiro de Imbaúba,
João Boiadeiro,
Boiadeiro Chapéu de Couro,
Boiadeiro Juremá,
Zé Mineiro,
Boiadeiro do Chapadão, etc.
Sua saudação: “Jetruá Boiadeiro”, “Xetro Marrumbaxêtro”
Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola.
O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa.
É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo.
Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território.
À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.
O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho.
Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.
Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).
Os Caboclos são entidades fortes, viris.
Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos.
São sérios, mas gostam de festas e fartura.
Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus.
Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.
Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações.
Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.
Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando- se grandes protetores, como os Exus.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.
Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
Jetruá Boiadeiro…
Saravá Seu Boiadeiro.


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Oferenda de Maria Padilha


Comidas de Maria Padilha

Qualquer oferenda requer preceitos e rituais anteriores à oferenda propriamente dita, como um banho de descarrego, vela para o anjo da guarda, etc.
Outro cuidado, em se tratando de ofertar às Pombas-Giras, é o de levar uma vela vermelha e preta para o Exú Guardião do local da entrega, e, antes de “arriar” a sua oferenda, acender a vela e pedir a liberação do lugar e proteção ao Exú Guardião.
O banho de descarrego, anterior à oferenda, pode ser tomado no proprio dia ou um dia antes.
Pode ser assim:
Ferva meia chaleira de água, desligue e coloque dentro 3 galhinhos de arruda, espere mais ou menos 1 hora, complete a chaleira com água normal e após seu banho de higiene, derrame lentamente na frente e nas costas, pedindo que todas as energias e miasmas negativos saiam de seu corpo.
Após derramar a água com ervas, não se enxague mais e se possível, deixe o corpo secar naturalmente, se se enxugar use uma toalha limpa e coloque roupas limpas e claras.
GOSTARIA DE LEMBRAR QUE O BANHO DEVE SER TOMADO DO PESCOÇO PARA BAIXO, NUNCA NA CABEÇA!
Em seguida, acenda uma vela de sete dias branca, para seu anjo de guarda, em local alto e seguro, não retire a vela da embalagem plástica e a coloque dentro de um pote de vidro por questões de segurança.
Procure comprar as velas de sete dias mais finas que são mais fáceis de caber dentro dos potes. Hoje em dia já existem velas com capa anti-fogo.
O local da entrega das oferendas, deve ser preferencialmente num terreiro que aceite receber, mas caso não seja possível, procure previamenre uma encruzilhada em forma de T num local sossegado, pouco poluído, não faça entregas perto de bares, casas noturnas, açougues, hospitais, prostíbulos, cemitérios (a menos que a entidade solicitante o peça!)
Procure encruzilhadas em ruas residenciais e bonitas, vá anteriormente ao local escolhido e avise mentalmente a entidade que tal dia, em tal hora a entrega será realizada. Não corra riscos desnecessários, em local perigosos e tarde da noite.
(de Cláudia Baibich)

Oferenda para Amor

MATERIAL
1 cesta de palha ou vime
7 maçãs vermelhas inteiras regadas com mel
7 rosas vermelhas (abertas e sem espinhos)
7 cigarrilhas
7 pulseiras (douradas de metal)
7 morangos (regados com mel)
7 velas vermelhas
1 batom vermelho
1 vidro de perfume (gostoso, mas não precisa ser caro)
1 garrafa de licor de cacau
MODO DE PREPARO
Arrumar e decorar uma cesta de vime com as maçãs e as rosas (faça um arranjo bonito, pois está dando um presente a uma amiga), coloque a sidra no meio da cesta. No local, deposite a cesta, abra a garrafa que deve ficar no meio, acenda 1 cigarro e o restante do maço deixe aberto, dentro da cesta, e por ultimo, acenda a vela.
Você já pode levar a cesta, praticamente pronta, isto evita muito tempo de exposição de olhares curiosos ou perigos. Levando a cesta já arrumada, só precisará acender uma 1 vela, 1 cigarro e abrir o espumante, derramando um pouco em volta.
Tudo isso é rápido, não precisa escrever nomes ou o seu pedido, peça mentalmente o que quer, mas peça com amor e tenha paciência para esperar.
As Pombas-Giras precisam de tempo para “correr a gira” e lhe ajudar, caso você tenha permissão e merecimento, é claro.
Antes de colocar sua cesta ofertória, não esqueça de saudar o Exú Guardião do local e acender a vela vermelha e preta para ele, não precisa saber o nome do Exú, basta saudá-lo respeitosamente como “Exú Guardião deste local”.
Após 3 dias dessa oferenda, tome um banho feito com pétalas de 1 rosa vermelha, 1 rosa branca, 1 rosa amarela e uma colher de sobremesa de mel. Tome o banho do pescoço para baixo, pedindo que o verdadeiro amor venha para você.
NÃO FAÇA OFERENDAS E NEM BANHOS DE ATRAÇÃO COM ROSAS NAS LUAS MINGUANTE E CHEIA. FAÇA NAS LUAS NOVAS E CRESCENTE.OS BANHOS DE DESCARREGO, PODEM SER FEITOS EM QUALQUER LUA.
(de Cláudia Baibich)

Para abertura de caminhos e amor
Material
1 alguidar
farinha de mandioca crua
mel de abelhas
7 maçãs vermelhas
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
7 rosas vermelhas abertas ( sem os espinhos )
7 morangos maduros
7 bombons ( sem os papéis )
7 corações de galinha
1 vidro de perfume
1 champagne rosé
1 maço de cigarros
1 vela branca
Modo de preparo:
Misture um pouco de mel com a farinha fazendo um padê, sem deixar que vire uma massa, a farinha deve ficar bem soltinha, coloque dentro do alguidar, disponha os corações em forma de círculo bem no centro do alguidar, ponha as maçãs em volta, enfeite com as rosas, os morangos e os bombons. Abra o maço de cigarro acendendo sete cigarros, dando três baforadas em cada um fazendo seus pedidos a Maria Padilha , coloque-os no alguidar, abra o perfume e despeje um pouco no alguidar e bastante em volta da oferenda, faça o mesmo com o champagne, acenda a vela do lado esquerdo, saudando Maria Padilha sete vezes, pedindo a ela que corra a gira e resolva seu problema, passe as sete moedas simbolicamente pelo corpo de baixo para cima, reforçando seus pedidos e coloque sobre o presente.
Esta oferenda deve ser feita em lua crescente ou cheia, em uma encruzilhada de cruz, gramado ou beira de estrada. Não se esqueça de antes de se fazer a entrega pedir licença ao guardião do local.

Para prosperidade em sua vida ou comércio
Material:
1 alguidar
1 pacote de farinha de mandioca crua ( 1 kg )
mel de abelhas
1 vidro de perfume
glitter dourado e prateado
7 moedas douradas ( lavadas e secas )
7 maças vermelhas
1 bife cru
7 rosas vermelhas ( sem espinhos, botões abertos )
7 rosas brancas ( sem espinhos, botões abertos )
7 espelhos pequenos
7 velas vermelhas
1 maço de cigarro
1 vidro de licor de anis
Modo de preparo:
Fazer um padê com a farinha, 1 colher de sopa de mel, um pouco de glitter dourado e prateado, 3 colheres de sopa de licor e 1 colher de café de perfume, misturar muito bem sem deixar grumos, colocar a mistura no alguidar, por cima coloque o bife, e as maças em volta. Enfeite com as rosas vermelhas e brancas,encaixe os 7 espelhos formando um círculo no alguidar. Passe o alguidar simbolicamente pelo seu corpo de baixo para cima pedindo a Pomba Gira Maria Padilha que abra seus caminhos, trazendo, sorte, prosperidade, grandes negociações, peça que ela corte as pragas e maldições que por ventura foram lançadas por seus inimigos, afaste o olho gordo a inveja o quebranto, afaste inimigos visíveis ou invisíveis da terra ou do espaço. Jogue um pouco de mel e perfume no presente, polvilhe o glitter pedindo a Maria Padilha que transforme tudo o que você faz em ouro, que sua aura brilhe, dando-lhe poder de atração.
Regue o presente com o anis, jogue bastante licor em volta do alguidar saudando Maria Padilha 7 vezes, pedindo a ela que corra gira abrindo seus caminhos, acenda sete cigarros dando três baforadas em cada um, refazendo seus pedidos, coloque os cigarros em volta do presente, acenda as velas em volta.
Padê é um tipo de farofa que se faz misturando a farinha com alguns ingredientes que são indicados, basta você colocar a farinha em uma vasilha junto com os ingredientes e ir misturando com as mãos até que fique bem misturado, sem grumos, ao se fazer o padê deve-se mentalizar bem seus desejos, pois você estará passando sua energia para a mistura.
Fazer este ebó em lua crescente ou cheia, em avenida de movimento para ambos os lados e que tenha canteiro no centro, de preferencia próximo a um banco, bem no centro da avenida ( no canteiro central ), não sendo possível fazer em beira de estrada.


velas de Maria Padilha/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca.

Para fazer um pedido a Maria Padilha das Almas,
Num Cruzeiro das almas ou uma encruzilhada aberta fêmea para quem tiver receio de cemitério, coloque um padê de mel (farinha de mandioca misturada com mel), um pouco de fubá misturado com um pouco de azeite doce, faça tipo uma farofa, coloque num prato raso branco ou de barro.
Enfeite com umas folhas de alface, e tomate vermelho, azeitonas pretas, e cebolas cortadas pode ser temperado com sal. Pode também colocar um bife mal passado.
Meio metro de murim vermelho (pano leve e fino de algodão usado para fazer queijo. É também usado para fazer tofu).
1 vela vermelha ou branca.
1 Rosa vermelha sem os espinhos.
1 Garrafa de champanhe.
Se quiser pode pôr também, um brinco, ou colar, pulseira, qualquer acessório feminino.
Abra a bebida, entorne um pouco por cima da comida e à volta, encha um copo, acenda a vela, coloque o prato e a rosa sobre o pano, acenda 7 cigarros em volta do prato e peça a ela o que quiser.
Lembre que é preciso ter fé, usar seriedade, e respeito.Se quiser pode pôr também, um brinco, ou colar, pulseira, qualquer acessório feminino.
Material:
1 copo virgem
1 garrafa de anis
1 maço de cigarros longos (boa qualidade)
7 rosas vermelhas
7 velas pretas
7 velas vermelhas
1/2 metro de de tecido branco
1/2 metro de tecido preto
1/2 metro de tecido vermelho
Numa segunda-feira, levar todo o material ao cruzeiro das almas de um cemitério.
À entrada, bater três vezes no chão, pedindo licença ao Exú encarregado de cemitério, depois de ter entrado pedir licença a Ogum Megê para ir até o Cruzeiro das Almas.
Ao terminar esta parte, pedir licença a Iansã.
Chegando ao Cruzeiro do Cemitério, tirar os sapatos, saudar Obaluaê, o dono da Calunga.
Terminando também esta parte arriar o despacho do seguinte modo:
Esticar os panos, cruzando um por cima do outro em forma de estrela,
abrir a garrafa de anis, derramar um pouco em cruz saudando a MARIA PADILHA das 7 Encruzilhadas, encher o copo, colocando a garrafa no centro e o copo ao lado, em seguida abrir o maço de cigarros, acender um deles, deixando-o em cima do maço, que deve permanecer com as pontas para fora, depois,acender as velas, pondo-as em volta das toalhas na parte de fora, tome cuidado para não pegar fogo, terminando esta parte pegar o cigarro aceso, pondo-o em cima da caixa de fósforos, que deve ficar com as pontas para fora;
com as 7 rosasvermelhas, enfeita-se a toalha formando 1 círculo;
faça o pedido.
peça licença para se retirar, saudando novamente a Obaluaê, dando 7 passos para trás, calçando os sapatos, peça depois licença a Iansã e a Ogum Megê, agradecendo-lhes e vá-se embora. ao sair do cemitério, na porta, saudar novamente o Senhor Exú Porteira, saindo sempre de costas para a rua.

 



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Conselho de Pai João de Angola

Conselhos de Pai João de Angola
Preto Velho
Sou preto. Negro como a noite sem estrelas.
Sou velho. Velho como as vidas de meus irmãos.
Mas se sou ainda negro, é porque trago em mim as marcas do tempo, as marcas do Cristo. Essas marcas são as estrelas de minha alma, de minha vida.
Sou negro. Mas a brancura do linho se estampa na simplicidade do meu olhar, que tenta ver apenas o lado bonito da vida.
Sou velho, sim. Mas é na experiência da vida que se adquire a verdadeira sabedoria, aquela que vem do Alto. Sou velho. Velho no falar; velho na mensagem, velho nas tentativas de acertar.
A minha força, eu a construí na vida, na dor, no sofrimento. Não no sofrimento como alguns entendem, mas naquele decorrente das lutas, das dificuldades do caminho, da força empreendida na subida.
A força da vida se estrutura nas vivências. É à medida que construímos nossa experiência que essa força se apodera de nós, nos envolve e nós então nos saturamos dela. É a força e a coragem de ser você mesmo, do não se acovardar diante das lutas, de continuar tentando.
Sou forte.
Mas quando me deixo encher de pretensões, então eu descubro que sou fraco. Quando aprendo a sair de mim mesmo e ir em direção ao próximo, aí eu sei que me fortaleço.
Sou andarilho.
Eu sou preto, sou velho, sou humano. Sou como você, sou espírito. Sou errante, aprendiz de mim mesmo.
Na estrada da vida, aprendi que até hoje, e possivelmente para sempre, serei apenas o aprendiz da vida.
Pelas estradas da vida eu corro, eu ando.
Tudo isso para aprender que, como você, eu sou um cidadão do universo, viajor do mundo. Sou um semeador da paz.
Sou preto, sou velho, sou espírito.
Pai João de Aruanda (psicografia de Robson Pinheiro em seu livro Sabedoria de Preto Velho – ed. Casa dos Espíritos)
***
Para quem é espírito, ser preto ou branco, velho ou jovem, é tudo uma questão secundária…
Conselho de Preto Velho
“Deus deu como meta a perfeição, mas estabeleceu como prazo a eternidade e, como companheira dessa caminhada, a paciência, pois ele sabe que estamos muito distantes do ideal e ainda não atingimos a angelitude.
Deus o quer como humano, não como anjo.
É preciso humanizar-se, para então aperfeiçoar-se.
Os anjos voam longe, e o Pai precisa de você aqui, com os pés firmes no mundo para auxiliá-lo no processo de aprimoramento da humanidade.”
Preto Velho Pai João de Aruanda.

CONSELHOS DE UM PRETO VELHO :
1º – Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral:
a) não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;
b) não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;
c) não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também;
d) não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente. Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome.Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;e) quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo.
2º – Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Assim:
a) faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos;
b) tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere;
c) faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações;
d) não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;
e) não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;
f) lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.
3º – Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada:
a) não abuse de carnes vermelhas, fumo ou quaisquer excitantes;
b) no dia da sessão, não use carne, ou qualquer excitante mais de uma vez;
c) de véspera e após a sessão, não tenha contato sexual;
d) mensalmente, na fase de lua crescente, use esse poderoso tônico neuropsíquico, sempre à noite: uma colher de sopa de sumo de agrião, batido com duas colheres de sopa de mel de abelha. Pode usá-lo antes de cada sessão em que for trabalhar;
e) todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual .
AXÉ

Faz Caridade Fio!
Negro Ambrósio em 18/09/2007
por Mãe Luzia Nascimento
Dirigente do Centro Espiritualista Luz de Aruanda
Faz caridade fio, faz caridade fio!
Assim era as fala do negro Ambrósio através do aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador.
Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse conselho do Pai Velho, já havia se passados oito meses desde o primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro, passando a fazer parte da assistência, sempre voltando ao negro Ambrósio para tirar suas duvidas.
Naquele dia ele estava decidido. Iria perguntar ao Velho porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? Será que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo sua parte?
Esperou ansioso a sua vez. Aquela noite seria especial, seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no caminhar daquele senhor.
Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por convicção, se ajoelhou diante do negro Ambrósio e foi dizendo:
– Benção vô Ambrósio, hoje venho lhe pedir uma explicação para melhor entender o que o senhor me diz.
– Oxalá te abençoe meu fio! Negro Ambrósio fica feliz com sua presença e gosta de fazer proseador com todos os fios que aqui vem.
– Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que venho a essa casa e falo com o senhor. Como já lhe disse não tenho uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar desde a infância.
– Certo meu fio, negro Ambrósio já tem cunhecimento de tudo isso que suncê falou.
– É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a caridade? O senhor não já sabe que faço isso todo mês entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? Além do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade. Por isso gostaria que me explicasse o porquê desse conselho, dentro da minha consciência cumpro com meu compromisso.
– É verdade meu fio, tudo isso que suncê falou pra negro veio, faz parte de seu compromisso e fio cumpre direitinho sua parte. Porém fio esse compromisso faz parte de seu social. Suncê alimenta o corpo material que precisa de sustentação pra ficar de pé, pois se não for assim fio tem prejuízo, só que o fio também precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade.

Frases de Preto velhos

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Frases de Preto velho 27
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Frases de Preto velho 55
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Frases de Preto velho 56
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– Não entendi meu vô seja mais claro? Que caridade espiritual é essa?
– É a mesma que esse meu aparelhinho faz aqui no terreiro. Suncê precisa assumir sua condição de médium.
Espantado, disse o senhor: como é que é vô Ambrósio o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na Umbanda é isso?
– É isso sim, meu fio. Suncê tem compromisso com essa banda.
Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma afirmação estava tanto a lhe remoer a alma. Como seria possível? Achava bonito a Umbanda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos vôs, mais daí então a ser médium era demais para ele.
Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade aquele senhor disse ao vô:
– Meu vô acho que há um equívoco, pois nunca senti nada a respeito da mediunidade.
– Num sentiu porque se prende e que não quer dizer ou suncê acha que nego veio não vê o companheiro de Aruanda que lhe acompanha e que hoje está dando autorização pra fazer esse conversado? Meu fio diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro – o que é uma verdade – mas o que fio não se vê é dobrando o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu Pai Preto também lhe traga lições para seu caminhar. Então meu fio, enquanto suncê não entender, nego veio vai continuar repetindo o conselho: faz caridade fio, faz caridade fio! Mesmo que tenha que arrepetir isso por muitas veis, pois água mole em pedra dura fio, tanto bate inté que fura. Olha fio! Eu tenho um compromisso moral com esse companheiro de Aruanda que te acompanha e te agaranto que não será de minha parte que não será cumprido. Pensa no que esse veio te falou e dispôs vem prosear novamente, pois o passo de veio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa fio: o tempo corre e espero que suncê queira aproveitar enquanto tá desse lado de cá!
Aquele senhor se levantou da frente de negro Ambrósio sem dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que ele tinha ouvido.
Oito meses se passaram depois daquela prosa, ninguém no terreiro tinha visto novamente aquele senhor na assistência.
Era 13 de maio, gira festiva de preto velho, os trabalhos tinham se iniciado. Negro Ambrósio olhava para a porteira do terreiro como se estivesse a esperar por alguém e assim cantarolava “acorda cedo meu fio, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com preto velho nunca ficou no caminho”. Acostumados com a curimba os filhos da corrente repetiam os versos sem perceber que naquele dia a entonação estava mais dolente. Mais um filho de Zambi venceria uma etapa, mais um seria libertado.
E foi olhando para a porteira que negro Ambrósio viu aquele senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos se postar assim dizendo: Vô Ambrósio se é verdade que tenho essa tal mediunidade aqui estou para aprender a fazer caridade, nesses 8 meses minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui novamente e não nego que fugi por vergonha se ainda houver tempo…
Aquele senhor nem chegou a ouvir a resposta do negro Ambrósio. Do seu lado já se encontrava um negro que de forma doce e amorosa assim falou: Meu fio a quanto tempo espero por esse momento, por esse reencontro. Vamos trabaiá meu fio nas bênçãos de Zambi e na fé de Oxalá!
Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de olhos claros, quase translúcidos, alto, dava passagem nesse momento a mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai Oxalá! Saravá negro Ambrósio! Pai Joaquim das Almas se faz presente nesse Gongá!
– Saravá Pai Joaquim!
E daquele dia em diante mais um filho começava a sua caminhada. Mais um chegava a corrente da casa. Mais uma estrela passou a brilhar nos céus de Aruanda!
Saravá Preto!!!

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Mensagem de Tranca Ruas das Almas

Mensagem do Sr. Tranca Ruas das Almas


Salve…
Sou falangeiro de Ogum, mas me chamam de tantos nomes…
Tem gente que só de ouvir o meu nome já “treme” na base, outros riem sem entender o significado do nome, porém, nomes são símbolos e o meu significa, resumidamente, aquele que bloqueia, impedindo os espíritos de seguirem por caminhos inadequados, gostem eles ou não. Eu cumpro a Lei e promovo a Ordem na Terra e no Astral.
Sou um espírito que lidera uma falange que usa o mesmo nome que eu e isso acontece por questões de afinidade e também por determinação da Lei de Umbanda no Astral.
Isso não significa que somos todos iguais, somos indivíduos que apenas usam o mesmo nome.
Ainda tem gente por ai que acredita no Diabo e quando ouve falar em Exu, Tranca Ruas e outros logo ligam o nosso nome ao ser maligno que nada mais é que a maldade que vive no coração do homem, portanto, ele existe dentro daqueles que desconhecem o bem e estão afastados de Deus.
Grande parte desse folclore, dessa crença sem fundamento, se deve ao fato de o comércio, ávido pelo dinheiro, ter criado a partir de uma mentalidade doentia qualquer, imagens grotescas de nós e das moças que são nossas parceiras. Colocaram grandes chifres em nossas cabeças e em nossas mãos tridentes espetaculares, fazendo cair no ridículo a nossa imagem. Sem dizer que tingem de vermelho escarlate o corpo dessas pobres imagens como se tivessem acabado de sair do inferno para o mundo.
Diante de tal apresentação, até consideramos normal que as pessoas se iludam e acreditem que somos mesmo assim, uma vez que essas imagens são vistas por médiuns que não educaram a sua mediunidade, ficando expostos a toda criação mental que existe vagando ao redor da Terra, fruto do medo secular incutido por algumas religiões que se valem do medo para controlar seus fiéis. Essas imagens são criadas pelas mentes humanas e são projetadas no espaço, ficam soltas a vagar, uma vez captadas, assustam e o médium negligente acaba por acreditar que tais aberrações sejam reais.
Eu afirmo a vocês, porém, Umbandistas interessados em desvendar o mistério Exu, que não somos assim e se quiserem nos conhecer, basta olharem para si mesmos.
Se nos apresentamos, às vezes, vestindo nossas capas, chapéus, botas e outro tipo de indumentária usada na Terra, é porque trabalhamos com espíritos ainda extremamente materializados e a forma faz parte do material que usamos para cumprir a nossa missão.
Esqueçam as imagens bizarras e aprendam a não nos temer. Somos trabalhadores como qualquer outro e contamos com vocês, médiuns esclarecidos e de boa vontade, para nos auxiliarem na árdua tarefa de desmistificar o nosso trabalho e a nossa imagem.
Há uma nova Umbanda florescendo e vocês, filhos de fé, são as mais belas flores desse novo jardim que estamos construindo.
Estejam alertas e atentos. Não relutem em derrubar velhos conceitos. Tudo muda a todo instante.
Acompanhem as mudanças e sejam felizes.
Tranca Ruas das Almas – Médium Annapon em 23.04.2011
Texto retirado do Blog: http://aalmadascoisas-annapon.blogspot.com/

Obs: Oferendas para a linha da Esquerda somente podem ser feitas quando solicitadas pelas Entidades e/ou pelo Pai de Santo de casa!

Mensagem do Exú Tiriri Menino

Vocês têm ligação com o Diabo?

Rindo, seu Tiriri diz:

O mal está dentro de cada um que vive na sua terra. Cabe a vocês distingüi-los, trabalhando para combatê-lo. Não adianta você está dentro de uma igreja, centro ou qualquer templo, invocar o nome de Deus, e logo ao sair deste, agir com maldade para com seu semelhante. Muitos na terra seriam Exú, por viverem com o coração cheio de maldades.
Vêem nos pedir para fazer o mal, e eu te pergunto? Quem é o Diabo.
Acho que deve-se contar e a fé. A essência que purifica e perfuma o coração dando a vida.
Alguns vivem a nos massacrar, por gostarmos de beber e fumar, quando deveriam verificar o trabalho realizado. Tantos em outros credos não bebem, não fumam, mas enganam e enrolam os humildes e carentes na fé.
Eu tenho certeza que meu trabalho é muito bem feito e copiado por tantos, vocês dificilmente irão ver um espírita criticar e atacar qualquer religião, porque aprendem a respeitar a liberdade de credo.
Antes de se atacar a religião por alguma coisa errada, deve-se procurar ver o caráter de quem a dirige. De falsos pastores a sua terra está cheia, tornando-se o grande inferno.
Somos massacrados por imagens e nomes que são puras palavras.
Pensem:
Quantos na terra receberam de seus pais nomes de santo e agem unicamente a serviço do mal.
A maldade existe não vindas conosco e sim com pessoas impuras e superficiais. Se um médium tem bom coração este jamais irá carregar um espírito sem luz a serviço do mal.
Alguns Dirigentes de credos diferentes mas obviamente ligados a Deus, criticam se achando os donos da verdade por lerem a palavra de Deus, criticam imagens criadas pela mão do homem se esquecendo que a Bíblia também é feita pela mão do homem e hoje já se encontra dividida por credos, acho que Deus deixou uma única escritura. Será que eles mesmos agem por intermédio dela. Procure observá-los no dia à dia e não somente em dias de reuniões. Será que a palavra de Deus ensina seus filhos a impor ou ridicularizar, mesmo quando foi traído por Judas este sentiu piedade e amor. O perdoando.
Quem sabe estes são impulsionados com fanatismo e por esses espíritos sem luz que dizem vir dos Espíritas Umbandistas, ou do Candomblé.
Os que criticam geralmente passaram pelo espiritismo desejando algo que jamais mereceram.
Hoje enganando vão acumulando seus seguidores vão emprestando bens para impressionar e chamar mais e mais fiéis.
Eu recebo em minha casa várias pessoas também revoltadas e enganadas em seus credos, mais de que adianta brigar quando um dia de tudo tem que se prestar conta.
Espíritas não atacam, são atacados.
Alguns em seus credos atacam julgando-se melhores.
Jesus não atacou e foi castigado.
Quem é quem?
Os espíritas verdadeiros são serenos e evangelizados, não precisam defender-se, já que Deus é nosso juiz, auxiliado pelo nosso supremo advogado – O divino Mestre Jesus Cristo, no tribunal celestial.
Lembrem-se constantemente.
A vida tem seu começo, meio e fim para todos…
Dialogo do livro o Retorno de um adolescente

 

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Mensagem

Mensagem de Maria Molambo


HOJE FALO à VOCÊS QUE TÊM NECESSIDADES DE DEFINIR, ROTULAR E
CATALOGAR A TUDO E A TODOS.
COMO SE ISSO LHES DESSE ALGUMA GARANTIA DE CREDIBILIDADE E
LHES AMPUTASSEM AS DÚVIDAS QUE INSISTEM EM ROUBAR-LHES A VIDA.
PRIMEIRO, NÓS ESPÍRITOS TRABALHADORES DO BEM, EMBORA SEJAMOS
ORGANIZADOS NATURALMENTE EM PADRÕES VIBRATÓRIOS QUE NOS SERVEM
DE MORADAS TEMPORÁRIAS, NÃO SOMOS SERES AUTOMATIZADOS CRIADOS
EM SÉRIES COM CÓDIGOS DE BARRA.
SEGUNDO, NÃO SOMOS SERVIÇAIS PARTICULARES NEM DE CAVALOS NOSSOS,
NEM DE CONSULENTE ALGUM. NEM NOSSA HIERARQUIA NOS OBRIGA à FAZER
ALGO QUE NÃO QUEIRAMOS. TEMOS PERSONALIDADES INDIVIDUAIS,
AFINIDADES. ESTAMOS EM EVOLUÇÃO E COM UM LONGO CAMINHO PELA
FRENTE. AJUDANDO à VOCÊS, AJUDAMOS à NOS MESMOS. MAS NEM SEMPRE
É VIÁVEL OU CABÍVEL A AJUDA QUE NOS PEDEM.
MUITOS DE VOCÊS NÃO FAZEM NADA, OU FAZEM MUITO POUCO PARA
MELHORAREM à SI MESMOS, AOS SEUS RELACIONAMENTOS E AO SEU PRÓXIMO.
QUEREM SOLUÇÕES MÁGICAS, SEM ESFORÇOS OU DANOS. FAZEM ESCOLHAS
ABSURDAS, SE METEM EM TODO TIPO DE CONFUSÕES, PROCURAM O CAMINHO
MAIS DIFÍCIL, JOGAM-SE EM ABISMOS, ATRAEM OBSESSORES, FAZEM TUDO
ERRADO.
E DEPOIS FICAM BRAVOS QUANDO NÃO TRANSFORMAMOS SUAS VIDAS NUM
PARAÍSO DA NOITE PARA O DIA.
FRANCAMENTE, NÃO SOMOS SANTOS E PACIÊNCIA TEM LIMITE ATÉ DO LADO
DE CÁ.
SE DIGO ISSO, É PORQUE SEI O QUE É VIVER DURAMENTE.
MUITOS SÃO OS QUE NASCERAM COMPROMETIDOS COM DURAS PROVAS à
RESGATAR, SÃO ESSES OS QUE MAIS PRECISAM DE NÓS, E TÊM A NOSSA
COBERTURA, DENTRO DO QUE NOS É PERMITIDO AJUDAR.
TERCEIRO, OU VOCÊS ACREDITAM EM NÓS, OU NOS DEIXAM EM PAZ. PORQUE
NÃO TEMOS NEM INTERESSE E NEM TEMPO à PERDER COM INGÉNUOS QUE
NOS COBRAM, OU PIOR AINDA, COBRAM DE NOSSOS CAVALOS INFORMAÇÕES
QUE NÓS NÃO PASSAMOS PARA ELES. NEM CAVALOS SABEM O QUE QUEREMOS
OU PERMITIMOS QUE ELES
SAIBAM. ATÉ SOBRE SUAS PRÓPRIAS VIDAS, NÃO TEMOS AUTORIZAÇÃO
PARA LHES PASSAR TODAS AS INFORMAÇÕES QUE GOSTARIAM.
QUE LHES INTERESSA SABER QUANTAS ENCARNAÇÕES EU TIVE, OU COMO
VIVI EM CADA UMA DELAS.
CRIAM AS MAIS ABSURDAS LENDAS à NOSSO RESPEITO, ISSO ATÉ QUE NOS
DIVERTE UM POUCO. QUANTA INGENUIDADE.
ENTENDAM DEFINITIVAMENTE QUE NOSSA MISSÃO NÃO É SATISFAZER
CURIOSIDADES DE QUEM QUER QUE SEJA, NÃO SOMOS BOBOS DA CORTE
PARA ENTRETENIMENTO DE QUEM NÃO TEM NEM FÉ NEM VIDA VERDADEIRA.
APROVEITEM SUAS VIDAS DE MODO CONSTRUTIVO.
SEI QUE POR MUITO TEMPO AINDA A MAIORIA DAS PESSOAS IRÁ ACREDITAR
QUE SOMOS ESPÍRITOS MALIGNOS, NÃO TEMENTES à DEUS.
AH, MEUS QUERIDOS, SE VOCÊS SOUBESSEM QUANTOS MISTÉRIOS, QUANTOS
MUNDOS E QUANTAS REALIDADES PAIRAM SOBRE SUAS CABEÇAS….
MARIA MOLAMBO
PSICOGRAFADA POR CLAUDIA BAIBICH

 



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Mensagem de Exu Capa Preta


Exú Capa Preta
Exu da Capa Preta Exu ligado à magia, disfarce, a noite e feitiçaria.
Sua capa preta serve para cobrir a sua passagem pela madrugada, a sua ronda noturna.
Um grande símbolo deste exu é a lua e um pedaço de pano de veludo preto. ]
É chamado de Tranca Ruas da Capa preta.
Muitos dizem que é ligado a São Cipriano por seu famoso livro da capa preta e ao mesmo tempo ligado ao bode preto.
O preto simboliza os impulsos humanos mais baixos que os levam às trevas da ignorância, e as trevas sempre foram associadas no inconsciente coletivo no tempo em que não dominávamos o fogo, e dependíamos da luz solar para alimentação e proteção.
Assim a luz se tornou o bem, o lado positivo do dia e da vida e a noite o lado ruim, negativo e morte.
Mas na cultura iorubá o branco é o símbolo da morte, do luto, o céu para onde retornam os espíritos – Orún
Justamente por estes símbolos coletivos este espírito adotou a cor negra da noite para dizer cabalisticamente a sua missão na terra. Os seus médiuns têm uma ligação com a noite e fascínio pela madrugada e pelo oculto.
É um grande mago que se disfarça nas trevas dos pensamentos e energias emanadas pelos seres humanos para poder trazer a luz divina em sua missão.
É a luz no fim do túnel disfarçada de trevas.
Seus pertences costumam ser de cor preta, pois os médiuns vêem os espíritos desta falange assim vestidos, e usam em suas festas: capa, cartola, bengala, terno preto, calça preta, anéis com pedras pretas…
Sua grande magia é purificar qualquer ambiente, médium e desfazer feitiços e pactos.
O bode tornou-se símbolo negativo desde que Eliphas Lévi descreveu o bode de Mendes, os Bode dos Sabbats.
Mas na torá hebraica eram ofertados dois bodes no antigo testamento um branco para Deus e o outro preto para a negatividade, também temos a associação do bode expiatório pois eram confidenciados os pecados nos ouvidos dos bodes para que no sacrifício levassem as pendências das pessoas, e os segredos morriam com os bodes.
Ou seja, o simbolismo do bode (que é um animal criado pelo grande criador e parte do criador que está em toda a parte e em todos os seres) nos lembra da importância do segredo, que é a alma do negócio, ou ainda o que a direita não saiba o que dá a esquerda, e que quando buscamos a felicidade encontraremos calados no nosso interior, e não em tempos gastos com conversas tolas com pessoas que tem pouco admiração por você e pensamento positivo para nos auxiliar.
A força psíquica nossa é mais forte que a dos outros, mas se contarmos a dez pessoas que não querem o nosso bem, ou que ainda são negativas, nos tornaremos suscetíveis à não concretização dos nossos planos.
Aliás magia é a arte de dominar a sua vida em paz e harmonia, tornando realidade os seus desejos mais sinceros e íntimos.
E uma grande chave na magia é SABER, OUSAR, QUERER E CALAR!
Assim com certeza o Exu Capa Preta poderá nos auxiliar mais facilmente.


Assentamento do Exu Capa Preta Três pedras ônix Uma pedra turmalina negra Uma pedra de vassourinha da bruxa Uma hematita Carvão vegeta e carvão mineral Um pedaço de veludo preto na imagem Chifre de boi ou bode Ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, latão e estanho Um pedaço de enxofre Panela de ferro Uma vela preta, pois nos ambientes mais trevosos e nas provações maiores a luz sempre se faz.



MENSAGEM DE EXU CAPA PRETA
A escuridão nem sempre é a falta de luz,é um caminho tortuoso,é andar sobre espinhos.
Quem foi que disse que Exu não tem coração?
Quem foi que disse que Exu não respeita a Deus?
Quem foi que disse que Exu é vingativo?
Quem foi que disse,pois é isso,todos dizem,todos falam de Exu,todos falam da Umbanda do candomblé,pois atirar pedras é mais fácil,quando é na janela do vizinho.
Pois é mais fácil odiar do que amar,é mais facil criticar do que respeitar,é mais fácil se defender atacando!
Não sou santo,nem defensor do agressor,mas quero a justiça,a palavra correta é a lingua sem veneno. Não me comprem,não me dêem presentes,sou um mensageiro,
sou um Guardião,vivo na caridade,não na escuridão. “Guardião da Capa Preta”


Exu Capa Preta Lendas
Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quando vida era um padre da Igreja católica, em uma época remota, mais antiga, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.
Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia.
Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.
Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais sai sem solução.


Oferenda ao Exu Capa Preta
para positivar seus caminhos.
Um pedaço de veludo preto, folha de mamona roxa com farofa de dendê com bifes de carne de boi passados no dendê com cebola roxa e pimenta do reino, três ovos cozidos em rodelas, cebola roxa em rodelas e azeitonas pretas enfeitando.
Regar dendê. E oferecer conhaque e um charuto.


PRECE DE RENOVAÇÃO
Quando te sentires na escuridão, que Oxalá te cubra com seu manto de luz; Se o fogo da ira te invadir, que as águas doces de Oxum te acalente; Para as negras nuvens da desilusão, Iansã emanará seus ventos e o sol brilhará; Quando fores injustiçado, Xangô pesara sua balança, e as pedras rolaram enterrando tua dor; Durante a árdua batalha da ansiedade, Ogum te vestirá de forte armadura e lhe empunhara sua espada a teu favor; Se a solidão bater em teu espírito, Iemanjá te banhará em suas águas salgadas e levará tudo para o fundo do mar; Se fores ferido na alma, Oxossi te cubrirá com todas as ervas da cura; Quando tiver vontade de desistir, que os Pretos Velhos concedam a sabedoria para que você prossiga; Para a tristeza que te abata, que os Erês te renovem com pureza e alegria; Para os maus desejos e feitiços que te atormentam, que os Guardiões corram gira, e aniquilem e afastem de ti todo o mal.
QUE ASSIM SEJA!


velas de exu Capa Preta
/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca./


Salve Compadre!
Salve Exu Capa Preta Peço que livra-me de todas tentações Me Oriente em todas decisões Dai-me forças pra alcançar meus objetivos, Dei-me a sobriedade para persistir,
Peço a paciência para eu emboscar meus inimigos, A perseverança para eu sobreviver em todas situações dificeis, Que eu tenha fé para resistir e vencer, Dai-me também compadre, A esperança e a certeza do retorno.
E peço que com sua capa! Ilumine meus caminhos e me conforte sempre… Loroyê Exu!!!
Agradecemos sua visita Volte sempre….

 



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Oração a Zé Pilintra

Prece a Zé Pilintra.
” Salve Deus, Pai Criador de todo o Universo,
Salve Oxalá, força divina do amor, exemplo vivo de abnegação e carinho.
Bendito seja o Senhor do Bonfim.
Bendita seja a Imaculada Conceição.
Salve Zé Pilintra, mensageiro de luz, guia e protetor de todos aqueles que em nome de Jesus praticam a caridade.
Dai-nos Zé Pilintra, o sentimento suave que se chama misericórdia.
Dai-nos o bom conselho.
Dai-nos a proteção quando puderdes.
Dai-nos o apoio, a instrução espiritual de que necessitamos para darmos
aos nossos inimigos o amor e a misericórdia, que lhe devemos por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que todos os homens sejam felizes na terra e possam viver sem amarguras, sem lágrimas e sem ódios.Tomai-nos, Zé Pilintra, sob a vossa proteção; desviai de nós os espíritos atrasados e obsessores, enviados pelos nossos inimigos encarnados e desencarnados e pelo poder das trevas.
Iluminai nosso espírito, nossa alma, nossa alma, nossa inteligência e o coração, abrasando-nos nas chamas do vosso amor por nosso Pai Oxalá.
Valei-me, Zé Pilintra, nesta necessidade, concendendo-me a raça de vosso auxílio junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, em favor deste pedido que faço agora (faz-se o pedido).E que Deus, nosso Senhor, em sua infinta misericórdia vos cubra de bênçãos e aumente a vossa luz e vossa força, para que mais possas espalhar sobre a Terra a caridade e o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Obs.: reza-se 1 pai nosso, 1 ave Maria, 1 salve rainha, oferecendo à Zé Pelintra ou como novena às sextas-feiras, com uma vela acesa para ele.

Saravá Seu Zé Pelintra.
Zé Pelintra – O Malandro
Zé Pelintra é uma entidade espiritual de origem afro-brasileira.
É bastante cultuado e admirado na religião Umbanda como um espírito boêmio, patrono dos bares, locais de jogos e sarjetas, embora não alinhado com entidades de cunho negativo, é uma espécie de transcrição arquetípica do malandro.
Seu modo de vestir é bastante clássico e típico, Zé Pelintra é representado sempre trajando terno, geralmente de cor branca e mais raramente na cor preta, sapatos de cromo, gravata vermelha e chapéu panamá de fita vermelha ou preta (elegância é uma de suas principais características).
Apesar da entidade ter grande importância para os
Apesar da entidade ter grande importância para os praticantes do catimbó (conjunto específico de atividades mágico-religiosas, originárias da Região Nordeste do país) Zé Pelintra é uma entidade originária primeiramente da Umbanda. Preto José Pelintra, como também é conhecido no Catimbó, viveu boa parte de sua vida encarnada ao lado de índios brasileiros e que teria absorvido seus conhecimentos sobre ervas medicinais por consequência dessa convivência.
Possui grande influência nas matas assim como possui também um enorme respeito pelos santos católicos, isso se deve pelo fato do próprio Zé Pelintra ter sido batizado e seguido a Igreja Católica Apostólica Romana em vida.
O malandro é conhecido por ser mulherengo, birrento e festeiro, quando os médiuns recebem a visita dessa entidade, podem crer, a alegria será garantida. Zé Pelintra é invocado quando seus seguidores precisam de ajuda com questões que envolvem o lar e os negócios. É conhecido por ser um obreiro da caridade e da feitura de coisas boas.
Muitas vezes Zé Pelintra é confundido com algum exu, isso se deve ao fato dessa entidade se manifestar também em sessões de exus, assim como também apresentar alguns trejeitos parecidos.
Existem diversas versões sobre a vida e a origem do malandro, mas a mais aceita entre seus seguidores diz ele teria nascido no povoado de Bodocó, no sertão pernambucano.
Devido a terrível seca que assolava a região a família de José dos Anjos rumou para Recife.
Mas infelizmente o menino José perdeu a mãe e o pai vítimas de uma doença desconhecida.
Sem ter para aonde ir o menino se criou na rua em meio a malandragem, dormindo geralmente no porto e trabalhando como garoto de recados das prostitutas das redondezas. Cresceu tendo a noite como sua vida. Amava jogar dados e carteado, bebidas e principalmente as mulheres. Mulheres essas que ele tratava feito rainhas não importando a sua origem ou quem fosse. Não tardou até ser temido pela polícia devido a sua habilidade me manejar facas, poucos tinham coragem de o enfrentar no combate, seja ele armado ou desarmado. Mas apesar da valentia ele possuía um enorme coração, muitas vezes mandando para a casa jogadores bêbados que teimassem em jogar contra ele em estado de embriagues. Justo, leal, boêmio e malandro, essas são as características mais marcantes dessa entidade.
Na Umbanda, Zé Pelintra é um guia pertencente à linha do “Povo da Malandragem”, tendo como seu Orixá patrono Ogum. Já no Catimbó, é considerado um “mestre juremeiro”.
Tanto na Umbanda como no Catimbó, Zé Pelintra é tido como um protetor dos pobres, uma entidade de enorme importância entre as classes menos favorecidas, tendo ganhado o apelido de “Advogado dos Pobres”, pela patronagem espiritual e material que exerce.
É comum achá-lo em festas e exposições, sempre rindo. E é claro, sem fazer rir.
Existem muitos relatos de avistamentos dessa entidade andando pelas ruas e sarjetas a noite, mesmo por aqueles que não possuem uma grande mediunidade ou até mesmo religiosidade.
Já ouve relatos de pessoas que sentiram alguém as seguindo (geralmente em ruas desertas) e, ao olharem para trás se deram de cara com a figura do malandro sorridente a cumprimentar com a aba do chapéu, desaparecendo logo em seguida.

A História de Seu Zé Pilintra
Os malandros têm como principal característica
de identificação, a malandragem, o amor pela noite,
pela música, pelo jogo, pela boemia
e uma atração pelas mulheres
(principalmente pelas prostitutas, mulheres da noite, etc…).
Isso quer dizer que em vários lugares
de culturas e características regionais completamente diferentes,
sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco,
dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró;
no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba
e passa suas noites na gafieira.
Atitudes regionais bem diferentes,

mas que marcam exatamente a figura do malandro.
No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo
do antigo malandro da Lapa, contado em histórias,
músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam
vestem-se a caráter. Terno e gravata brancos.
Mas a maioria gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda,
e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”.
Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam,
jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas),
às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha
entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo.
Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky,
fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto.
São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo
quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá.
Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm
capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los,
podem curar, desamarrar, desmanchar,
como podem proteger e abrir caminhos.
Têm sempre grandes amigos entre os que
os vão visitar em suas sessões ou festas.
Existem também as manifestações femininas da malandragem,
Maria Navalha é um bom exemplo. Manifesta-se como características
semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira.
Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade,
são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores
principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem.
Ainda que tratado muitas vezes como Exu,
os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando
não são homenageados em festas ou sessões particulares,
manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles.
Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo
podem (caso o desejem) se tornarem Exus.
Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus.
Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras
e dos termos com os quais são compostos os pontos
e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples,
amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo,
ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos.
Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro,
detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos.
Salve a Malandragem!
Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus,
com sua tradicional vestimenta: Calça Branca,
sapato branco (ou branco e vermelho), seu terno branco,
sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha
ou chapéu de palha e finalmente sua bengala.
Gosta muito de ser agradado com presentes, festas,
ter sua roupa completa, é muito vaidoso,
tem duas características marcantes:
Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar,
gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las, etc…
Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem,
gosta de observar o movimento ao seu redor
mas sem perder suas características.
Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa,
um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha
e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta.
E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita,
com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos,
bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo;
é sempre muito brincalhão, extrovertido.
Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas
e até em cemitérios, pois ele trabalha muito com as almas,
assim como é de característica na linha dos pretos velhos e exus.
Sua imagem costuma ficar na porta de entrada dos terreiros,
pois ele também toma conta das portas, das entradas, etc…
É muito conhecido por sua irreverência,
suas guias podem ser de vários tipos, desde coquinhos com olho de Exu,
até vermelho e preto, vermelho e branco ou preto e branco.

História de Zé Pilintra
José dos Anjos, nascido no interior de Pernambuco,
era um negro forte e ágil, grande jogador e bebedor,
mulherengo e brigão. Manejava uma faca como ninguém,
e enfrentá-lo numa briga era o mesmo que assinar o atestado de óbito.
Os policiais já sabiam do perigo que ele representava.
Dificilmente encaravam-no sozinhos, sempre em grupo e mesmo assim
não tinham a certeza de não saírem bastante prejudicados
das pendengas em que se envolviam.
Não era mal de coração, muito pelo contrário, era bondoso,
principalmente com as mulheres, as quais tratava como rainhas.
Sua vida era à noite. Sua alegria, as cartas, os dadinhos a bebida,
a farra, as mulheres e por que não, as brigas.
Jogava para ganhar, mas não gostava de enganar os incautos,
estes sempre dispensava, mandava embora, mesmo que precisasse
dar uns cascudos neles. Mas ao contrário, aos falsos espertos,
os que se achavam mais capazes no manuseio das cartas e dos dados,
a estes enganava o quanto podia e os considerava os verdadeiros otários.
Incentivava-os ao jogo, perdendo de propósito quando
as apostas ainda eram baixas e os limpando completamente
ao final das partidas. Isso bebendo aguardente, cerveja,
vermouth, e outros alcoólicos que aparecessem.

No Nordeste do Pais, mas precisamente em Recife
(na religião que conhecemos como Catimbó),
ainda que nas vestes de um malandrão, a figura de Zé Pilintra,
tem uma conotação completamente diferente. Lá, ele é doutor,
é curador, é Mestre e é muito respeitado.
Em poucas reuniões não aparece seu Zé.
O reino espiritual chamado “Jurema”,
é o local sagrado onde vivem os Mestres do Catimbó,
religião forte do Nordeste, muito aproximada da Umbanda,
mas que mantém suas características bem independentes.
Na Jurema, Seu Zé, não tem a menor conotação de Exu,
a não ser quando a reunião é de esquerda,
por que o Mestre tem essa capacidade.
Tanto pode vir na direita ou na esquerda.
Quando vem na esquerda, não é que venha para praticar o mal,
é justamente o contrário, vem revestido desse tipo de energia
para poder cortá-la com mais propriedade e assim ajudar
mais facilmente aos que vem lhe rogar ajuda.
No Catimbó, Seu Zé usa bengala, que pode ser qualquer cajado,
fuma cachimbo e bebe cachaça. Dança côco, Baião e Xaxado,
sorri para as mulheres, abençoa a todos,
que o abraçam e o chamam de padrinho

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mensagem de Pomba Gira Maria Padilha

MENSAGEM DE SENHORA POMBAGIRA MARIA PADILHA
Não olhe para mim como uma mulher sensual, que ri e se diverte bebendo champanhe.
Não olhe para mim como uma mulher de muitos homens que favorece seus caprichos e esconde sua verdadeira intenção.
Não olhe para mim como uma cúmplice de seus desequilíbrios e testemunha de sua ignorância quando atentas contra a Lei Maior.
Não olhe para mim pensando que eu venho a pular de alegria com o seu ego, quando eu venho é para trabalhar.
Não olhe para mim como uma mulher de palavras ruins, quando sua boca é dominada por emoções que não sabes enfrentar.
Não me veja como um espírito feminino que gosta de se vestir de mil cores, porque eu não me importo com aparências, sou o que sou.
Não confunda o seu entusiasmo em querer chamar a atenção com a minha personalidade.
Não olhe para mim à procura de pretextos para atrair alguém que lhe interessa, não estou para brincadeiras sexuais travestidos de suposta sensualidade.
Não olhe para mim com a cara de fome, oferecendo sacrifícios de animais em troca de favores efêmeros e infantis. Não bebo sangue, o animal não me interessa, não sou das trevas, sou da luz trabalhando para Deus na escuridão…
Não olhe para mim pensando que sua loucura e descontrole ao incorporar é a minha suposta manifestação. Aprenda que é você o responsável por obter e manter suas emoções ocultas no dia-a-dia.
Não olhe para mim supondo que eu vim para mostrar minha beleza. Eu não sou uma boneca de pano para a qual você pode vestir como quiser. Eu vim para trabalhar, não para competir contra estupidez.
Não olhe para mim como um produto que você vende para os iludidos, procurando tirar dinheiro de seus caprichos, desespero e desequilíbrios. Eu sou um instrumento divino, que não tem valor monetário. Faço caridade, não negócios.
Não olhe para mim como uma ex-prostituta, ou uma mulher de má fé. Sou um ser que trabalha nas trevas, a favor de Deus, pois assim ele desejou, não pelo que eu fui.
Não olhe para uma Pombagira supodo ser uma mulher de Exu, e que tem um filho que se chama Exu Mirim. Somos mistérios separados trabalhando pelo bem da humanidade.
Não olhe para uma Pombagira como um espírito que depende de sangue, de bebida, anéis, braceletes, vestidos, maquiagem, perfume, sapatos, etc, etc… Não sou marionete de teu ego, nem de tua mediocridade. Não vim para adornar seu corpo, como se você fosse um manequim. Estou aqui para demonstrar a simplicidade e determinação do Criador em suas ações.
Não olhe para uma Pombagira como uma degustação de milagres baratos que se pagam com lágrimas e gritos de animais sangrado entre falsos centros e falsos espíritos… O melhor milagre é que despertes do sonho do carnaval profano que chamam de gira ou sessão, e se volte para a realidade onde a Lei Maior e a Justiça Divina trabalham a favor da humanidade.
Pombagira é um instrumento de Deus, um mistério que executa as ações da Justiça Divina.
Pombagira não é o escândalo que se veem nas manifestações de alguns médiuns ególatras mergulhados na ilusão
Pombagira vai além da aparência. Estende-se à vontade do ser humano, à vontade do Criador, no estimulo da evolução, da expansão de consciência, da maturidade mental e emocional…
Pombagira transita pelas trevas lutando contra seres que perturbam a Luz.

Pombagira merece respeito, por isso venho hoje passar essa mensagem. Para que pares, reflitas e olhe ao seu redor e pergunte:
O que você faz com a sua Fé? Um circo de ignorância ou uma demonstração de respeito pela religião?
:::: Pombagira Maria Padilha ::::


velas de Pomba gira Maria Padilha/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca.

  • Podemos entregar para Maria Padilha:
  • Farofa com Dendê, que chamamos de padê (esta farofa é uma mistura de champanhe, dendê e farinha de rosca branca)
  • Champanhe
  • Cigarros
  • Brincos
  • Pulseiras
  • Colares
  • Velas
  • Alguidar

O que será pedido, vai depender da sua necessidade, às vezes basta acender uma vela em uma encruzilhada e estará resolvido, em outras vezes talvez seja pedido mais do que a vela.
O local de entrega pode ser na encruzilhada em T, mas mais uma vez, ela pode pedir para entregar em outro local, vai depender do que você precisa e qual o campo de atuação dela, das almas, das ruas, enfim.
Por isto que não é seguro fazer uma entrega sem que ela tenha sido solicitada, pois não sabemos o que podemos ofertar em onde entregar.

Saudação

Salve Senhora Pombo Gira, ou ainda Pombo Gira é Mojuba, podemos até usar o Laroyê Pombo Gira, já que elas são Exu Mulher.


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conselho dos preto-velhos

Dicas e conselhos dos preto-velhos.
TOQUES ESPIRITUAIS DO PRETO VELHO AMIGO

(Combatendo as Zicas do Coração) Meu filho, com esses olhos, “que a terra não comeu”, pois são olhos espirituais, reais, já vi muita coisa. Algumas boas, outras nem tanto, e mais outras que não vale a pena contar.
O que passou, passou mesmo. O que ficou foi a experiência das diversas vidas na carne, aliás, muitas delas tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes.
O que ficou foi o aprendizado e o conhecimento de como é o coração dos homens e suas emoções e vontades.
Aprendi a ler a verdade de cada um, por dentro, lá na toca das coisas que não se falam, e que todos escondem muito bem.
Tem muita zica (1) dentro dos corações, meu rapaz.
É rolo que não acaba mais! E coração rançoso e rancoroso, você sabe como é que é, está cheio de irmãozinhos das trevas agarrados a ele.
Eles se alimentam das emoções podres e dos pensamentos maldosos.
E a zica é tanta, que só a pessoa rancorosa é que não vê a energia que está perdendo.
Menino de Deus, como os homens sofrem por causa das emoções podres! Igualzinho ao corpo carnal, que pode apresentar escaras na pele,devido à falta de movimento em alguma área, o corpo espiritual (2) também tem suas escaras astrais.
Porém, essas são causadas pelas emoções podres, estagnadas no meio da alma atormentada e sem centro espiritual.
Falta movimento sutil ali! Falta vergonha na cara para acertar o passo! Muito disso vem de outras vidas, são escaras do passado, de coisas mal-resolvidas, ainda alojadas no corpo espiritual.
Mas, muita coisa é de agora mesmo, é coisa podre dos dias atuais.
E o mau cheiro psíquico exalado atrai os espíritos atormentados e atormentadores, que ficam agarrados em penca na aura da pessoa.
Isso é uma tragédia invisível! É uma doença psíquica que amarra os encarnados e impede os desencarnados carentes de seguirem em frente.
Nosso Senhor Jesus Cristo avisou muitas vezes sobre isso. Ele disse: “Orai e Vigiai!” – Ele sabia do mal que as emoções podres fazem ao ser humano.
Todavia, muitos oram de forma egoísta e mecânica, sem coração e sem alma, e outros nem isso fazem, passando ao largo das boas vibrações que poderiam ajudá-los e fortalecê-los.
E os que vigiam raramente se olham por dentro, pois policiam muito mais a vida alheia, e não foi isso que Nosso Senhor ensinou. Meu amigo, tem tanto espírito agarrado nas pessoas, que há horas em que você não sabe mais quem é quem, de tão entranhados que estão. É um fuzuê energético na aura desses infelizes.
Ô coisa feia de se ver! Mas Nosso Senhor é de uma compaixão infinita. Sob o seu comando, legiões de espíritos de luz vêm ajudando os homens nessas lides do invisível.
Sem eles, isso aqui já teria ido para o beleléu! São eles que deslindam as ligações psíquicas daninhas e levam os irmãozinhos das trevas para o Espaço, para serem tratados pelos médicos da luz.
Esses irmãos da luz são os verdadeiros anjos da guarda da humanidade.
Pena que os homens se esquecem tão facilmente das bênçãos que recebem.
Esses guias e benfeitores espirituais são os trabalhadores de Nosso Senhor, não importa a linha espiritual na qual laboram. Sempre agradeça a eles, pela proteção e luz.
Todavia, se os guias espirituais ajudam, também é verdade que os homens precisam fazer sua parte.
Que vigiem e orem, e exorcizem as emoções podres de seus anseios. Que renunciem aos desejos torpes de vinganças.
Que esqueçam as ofensas e se dediquem a alguma causa nobre e verdadeira.
Ninguém é vítima do destino! Todos são passíveis de falhas na jornada, como também de atos elevados.
E todos são capazes de seguir em frente… Tem muito coração zicado nessa vida dos homens terrestres, e muitos espíritos zangados na cola deles.
Ainda bem que, lá da Aruanda (3), vem aquela luz que ilumina a fé dos filhos que querem a cura do próprio espírito.
Como você escreve sobre as coisas do espírito, fale para as pessoas daquela chuva luminosa que os guias produzem sobre as cabeças dos filhos que se esforçam na senda da luz e do bem.
Aquela luz de Aruanda… Aquele amor que cura o coração. Fale das egrégoras (4) invisíveis que sustentam os bons pensamentos e os bons ideais, para que muitos outros se liguem a elas e se protejam das vibrações pesadas.
Filho, olhe essa estrela sobre a sua cabeça. É linda e brilhante. Você sabe o significado dela, e sabe quem a enviou para iluminar o seu caminho.
Pense que o brilho e a proteção que dela emanam possam ser irradiados para outras pessoas.
Que Oxalá abençoe as pessoas zicadas e as cure do mal que trouxeram para dentro de si mesmas.
Que Ele propicie um momento de despertar para elas. Fique na paz de Nosso Senhor! Na luz de Aruanda.
Na fé! – Pai Joaquim de Aruanda – (Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 16 de dezembro de 2005.)

Bom dia a todos:Mensagem de Preto Velho (para Umbandistas e afins)? A vidência, não deve ser encarada como um “buraco de uma fechadura” Onde qualquer um olha, vê e fala o que deseja sem medir as consequências de seus atos A vidência,
como qualquer outra faculdade mediunica, deve ser encarada com responsabilidade e bom senso Devendo a mesma ser utilizada somente quando necessário e não a titulo de adivinhação, mas sim, de caridade com nosso semelhante Lembrando as palavras do saudoso Caboclo Mirim: “Umbanda é coisa séria, pra gente séria”
E na qualidade de espíritos em evolução que todos somos arriscamos completar: “Mediunidade não é jogo de exibicionismo, mas sim, dom divino que dever ser conduzido com bom senso, responsabilidade e humildade”

PAI ANTONIO DAS ALMAS
Acordem Para a Vida!
Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil
responsabilizar os outros;
Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre
fácil olhar os defeitos;
Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil
escolher a indiferença;
Na dificuldade de competência para ser feliz, é sempre
fácil infelicitar os outros;
Na dificuldade de caráter é sempre fácil o
nivelamento alheio;
Na dificuldade de atitude é sempre fácil condenar o
carma;
Na dificuldade de buscar caminhos retos, é sempre
fácil procurar atalhos;
Na dificuldade de obedecer a ordens, é sempre fácil se
julgar injustiçado;
Na dificuldade de compreender liberdade, é sempre
fácil buscar a libertinagem;
Na dificuldade de lágrimas sinceras, é sempre fácil
o sorriso falso;
Na dificuldade de exercitar a mente, é sempre fácil
obter respostas prontas;
Invariável reconhecer que para as nossas dificuldades,
sempre temos desculpas variadas, mas, para as dificuldades dos
companheiros que nos acompanham no dia a dia sempre temos
condenações.
Por que será que exigimos tanto do outro quando não
lhe suportamos as exigências?
Alguns poderão responder: é o instinto de conservação que fala
mais alto, temos que nos defender!


Então nêgo velho pergunta: que diacho de conservação é essa
que só guarda o que não é bom? Num existe mandinga pior do que
carregar bagagem desnecessária e se suncês tão carregando
egoísmo, vaidade, orgulho e prepotência. Tão é perdendo
tempo!
Mas aí suncês vão dizer: Pai Firmino a natureza não dá
saltos! E eu vou arresponder: concordo com suncês meus fios! Ela num
dá salto, mas, cumpre as funções estabelecidas por Zambi.
Ao invés de suncês querer ser o que não são, procurem ser o
que podem ser meus fios, tenham humildade em tudo que façam e
reconheçam que só aprendendo a vencer suas dificuldades é que
suncês sairão vitoriosos.
Acordem para a vida! Pois, guia nenhum vai fazer o que cabe a suncês
fazerem.
Naruê meu Pai!
Patacori Ogum
Ogunhê!
Fonte: Pai Firmino do Congo

Faz caridade fio, faz caridade fio!
Assim era as fala do negro Ambrósio através do
aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador.
Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse
conselho do Pai Velho, já havia se passados oito meses desde o
primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro, passando a
fazer parte da assistência, sempre voltando ao negro Ambrósio para
tirar suas duvidas.
Naquele dia ele estava decidido. Iria perguntar ao Velho
porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? Será
que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo
sua parte?
Esperou ansioso a sua vez. Aquela noite seria especial,
seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no
caminhar daquele senhor.
Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por
convicção, se ajoelhou diante do negro Ambrósio e foi dizendo:
– Benção vô Ambrósio, hoje venho lhe pedir uma
explicação para melhor entender o que o senhor me diz.
– Oxalá te abençoe meu fio! Negro Ambrósio fica feliz
com sua presença e gosta de fazer proseador com todos os fios que
aqui vem.
– Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que
venho a essa casa e falo com o senhor. Como já lhe disse não tenho
uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas
dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar
desde a infância.
– Certo meu fio, negro Ambrósio já tem cunhecimento de
tudo isso que suncê falou.
– É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar
porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a
caridade? O senhor não já sabe que faço isso todo mês
entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? Além
do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus
empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade.
Por isso gostaria que me explicasse o porquê desse conselho, dentro
da minha consciência cumpro com meu compromisso.
– É verdade meu fio, tudo isso que suncê falou pra negro
veio, faz parte de seu compromisso e fio cumpre direitinho sua parte.
Porém fio esse compromisso faz parte de seu social. Suncê alimenta
o corpo material que precisa de sustentação pra ficar de pé, pois
se não for assim fio tem prejuízo, só que o fio também
precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade.
– Não entendi meu vô seja mais claro? Que caridade
espiritual é essa?
– É a mesma que esse meu aparelhinho faz aqui no terreiro.
Suncê precisa assumir sua condição de médium.
Espantado, disse o senhor: como é que é vô Ambrósio
o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na
Umbanda é isso?
– É isso sim, meu fio. Suncê tem compromisso com essa
banda.
Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma
afirmação estava tanto a lhe remoer a alma. Como seria possível?
Achava bonito a Umbanda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos
vôs, mais daí então a ser médium era demais para ele.
Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade
aquele senhor disse ao vô:
– Meu vô acho que há um equívoco, pois nunca senti nada
a respeito da mediunidade.
– Num sentiu porque se prende e que não quer dizer ou suncê
acha que nego veio não vê o companheiro de Aruanda que lhe
acompanha e que hoje está dando autorização pra fazer esse
conversado? Meu fio diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro
– o que é uma verdade – mas o que fio não se vê é dobrando
o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu Pai Preto
também lhe traga lições para seu caminhar. Então meu fio,
enquanto suncê não entender, nego veio vai continuar repetindo o
conselho: faz caridade fio, faz caridade fio! Mesmo que tenha que
arrepetir isso por muitas veis, pois água mole em pedra dura fio,
tanto bate inté que fura. Olha fio! Eu tenho um compromisso moral
com esse companheiro de Aruanda que te acompanha e te agaranto que
não será de minha parte que não será cumprido. Pensa no que
esse veio te falou e dispôs vem prosear novamente, pois o passo de
veio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa fio: o tempo
corre e espero que suncê queira aproveitar enquanto tá desse lado
de cá!
Aquele senhor se levantou da frente de negro Ambrósio sem
dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que
ele tinha ouvido.
Oito meses se passaram depois daquela prosa, ninguém no
terreiro tinha visto novamente aquele senhor na assistência.
Era 13 de maio, gira festiva de preto velho, os trabalhos tinham
se iniciado. Negro Ambrósio olhava para a porteira do terreiro como
se estivesse a esperar por alguém e assim cantarolava “acorda
cedo meu fio, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa
e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com
preto velho nunca ficou no caminho”. Acostumados com a curimba os
filhos da corrente repetiam os versos sem perceber que naquele dia a
entonação estava mais dolente. Mais um filho de Zambi venceria uma
etapa, mais um seria libertado.
E foi olhando para a porteira que negro Ambrósio viu aquele
senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos
se postar assim dizendo: Vô Ambrósio se é verdade que tenho
essa tal mediunidade aqui estou para aprender a fazer caridade, nesses 8
meses minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui
novamente e não nego que fugi por vergonha se ainda houver tempo…
Aquele senhor nem chegou a ouvir a resposta do negro
Ambrósio. Do seu lado já se encontrava um negro que de forma doce
e amorosa assim falou: Meu fio a quanto tempo espero por esse momento,
por esse reencontro. Vamos trabaiá meu fio nas bênçãos de Zambi
e na fé de Oxalá!
Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de
olhos claros, quase translúcidos, alto, dava passagem nesse momento a
mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da
entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai
Oxalá! Saravá negro Ambrósio! Pai Joaquim das Almas se faz
presente nesse Gongá!
– Saravá Pai Joaquim!
E daquele dia em diante mais um filho começava a sua
caminhada. Mais um chegava a corrente da casa. Mais uma estrela passou a
brilhar nos céus de Aruanda!
Saravá Preto!!!

Frases de Preto Velho

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Sabedoria de Preto-Velho*

Sentados num banco de praça estavam quatro pensativos jovens, que traziam consigo
algumas dúvidas e preocupações ante o futuro, às quais não conseguiam solucionar devido ao pouco conhecimento que tinham a respeito da vida. Três destes garotos possuíam comportamentos desregrados e viciosos, adeptos do comodismo social: “cuido de mim; os outros que cuidem de si próprios!”.
Apenas um, do quarteto, tinha como conduta a prática do Bem, da caridade fraterna, pouco se importando com posses materiais e prazeres mundanos.
Ao longo dos meses, os jovens continuavam a se encontrar periodicamente no local, ainda com as antigas indagações. Numa determinada tarde, distraídos, foram surpreendidos pela presença amiga de um homem negro de avançada idade que, pitando um
fumegante charuto numa posição não mais ereta, apoiava-se num bastão de madeira já carcomido pelo tempo.
“Quantas dúvidas, meus filhos? Desabafem com o velho aqui.
Podem começar vocês três, ainda iludidos pela saciedade dos prazeres viciosos, e me exponham suas inquietações”, falou-lhes com serenidade e franqueza.
Vitimados pelo egoísmo e ambição, interrogaram o Preto-Velho a respeito de ganhos materiais, felicidade imediata e conquista de poder, ou sejam, frivolidades. Logo após, partiram, tendo todas as questões respondidas com sabedoria e desprendimento, típicos adjetivos de quem lutou pelo ideal da liberdade, vitimado pela dor e pelo cansaço que a chibata e o tronco lhe causara no passado.
Enquanto isso, reflexivo, o jovem de ilibada moral que ali permanecia, indagou: “velho amigo, porque fui o último a ser chamado se – comparado com os demais – sou o que mais tem procurado o caminho da Verdade? Meu esforço terá sido em vão? Quanto à dúvida que me trouxera aqui, pergunto….”. “Um momento, irmão!” Interrompeu a explanação o ex-escravo, envolvendo-o com sentimentos de Amor. “Captei em meu campo vibratório teu motivo de aflição.
A luz pueril que emite teu Espírito faz-me perceber a elevação que buscas para tua alma de aprendiz.
Jesus Cristo, o maior psicólogo que a Terra conheceu, afirmou com bondade e sabedoria que os últimos seriam os primeiros e que os sãos não teriam necessidade de médico.
Sabe o que Ele quis dizer com isso, meu filho? Nesta situação, em particular, afirmo que teus amigos preocupam-se demasiadamente com situações que não contribuem com a marcha que os leva até Deus.
Estão, como vês, doentes, na concepção de doença empregada pelo Cristo Consolador, necessitando de esclarecimento para acertarem o passo na conduta de seus destinos.”
Silenciou alguns segundos, a fim de que o jovem assimilasse bem suas palavras e prosseguiu: “Ao contrário deles, estás tu, empenhado no Bem, seguindo a moral cristã e ultrapassando as adversidades da vida.
Estás com o Espírito sadio, por isso não necessitas de médico, conforme o ensinamento do Mestre.
Fostes o último a quem chamei para dialogar, mas serás o primeiro a ingressar no reino de Deus.
Quanto a tua antiga dúvida, filho, a entidade que sentes ao teu lado, intuindo-te e guiando teus passos, sou eu, um Preto-Velho, segundo conceito da Umbanda.
Sou um irmão familiar teu que muito sofreu no Brasil escravista e que o acompanha para aclarar teus pensamentos.
Vês-me com os olhos da alma, sendo detentor de faculdade mediúnica.
Sugiro que freqüentes um Centro Espírita e ingresses num grupo de estudos.
Leia as obras básicas do codificador Allan Kardec, para que possas educar tua mediunidade e servir com paz teus semelhantes. Esta é tua missão no Plano Físico. Vou partir, afirmando-te que os últimos serão os primeiros.
És o menos necessitado, por isso esperaste alguns minutos a mais pelo atendimento.”
Um imenso clarão de luz irrompeu do Alto e uma falange de Espíritos Protetores formou um salutar cordão magnético, partindo, junto ao Preto-Velho, para Aruanda, o Plano Espiritual.
* O título desta crônica faz alusão à obra ditada pelo Espírito Pai João de Aruanda, psicografada pelo médium Robson Pinheiro.

A vos do Silêncio. O atendimento da noite agora encerrava naquela terreiro de Umbanda.
Alguns dos pretos velhos que haviam trabalhado, desligavam-se de seus aparelhos, não sem antes equilibrá-los com energias edificantes e benfazejas.
Um dos médiuns, após, praticamente “despachar” seu protetor, apressou-se em ajoelhar-se aos pés da preta velha que ainda permanecia incorporada, para solicitar aconselhamento.
O bondoso espírito acolheu amorosamente suas lamentações como o fez com todos os outros que haviam passado por ela naquela noite.
Ouviu a tudo fumegando seu cachimbo, porém nada falou.
Saravou aquele filho, agradecendo- o pela caridade que havia prestado e assim se despediu, largando seu aparelho.
O médium por sua vez, desajeitadamente se retirou sem conseguir entender o silêncio da Preta Velha.
Um misto de rejeição e indignação passou a povoar seus sentimentos.
– “Então é assim! Eu fico fazendo caridade por horas a fio e quando solicito ajuda o que recebo?” Enquanto a corrente mediúnica realizava as preces de encerramento da sessão, ele sentiu uma inexplicável sonolência que o obrigou a dirigir-se diretamente para casa, ignorando o programa prévio de sair com os amigos para mais uma noitada de lazer em bares da cidade.
Mal adormeceu, em corpo astral, através do desdobramento, percebeu estar ajoelhado sobre folhas verdes e cheirosas num ambiente simples, cujas paredes eram feitas de bambu, o teto de folhas de coqueiro e o chão de terra batida. Algumas tochas iluminavam o local e havia uma cantiga no ar que ele bem conhecia.
Sentindo a presença de alguém, virou-se e o viu sentado em seu tosco banco com aquele sorriso matreiro e cachimbo no canto da boca.
Sua roupa, bem como seus cabelos brancos contrastavam com a pele negra.
Os pés descalços e calejados.
No pescoço um rosário cujas contas eram pura luz. Sim, era ele, Pai Benedito, seu protetor.
– Saravá zin fio! – Saravá meu Pai! – Pai Benedito chamou o filho até sua tenda para poder explicar tudo aquilo que você não conseguiu entender com a orientação da mana lá no terreiro da terra.
– Meu Pai, ela nada falou… – E suncê se magoou, não foi? – -É… não compreendi.. .
– Por isso Pai Benedito o trouxe até aqui e vai explicar.
Os filhos da terra ainda não conseguem compreender a mensagem do silêncio devido as suas mentes aceleradas pelo imediatismo, pela falta de concentração e pelo vício de “receitas prontas”.
A mana que nada disse ao filho, agiu assim justamente para incentivar a sua busca das respostas.
Queria que o filho, instigado pela falta do aconselhamento a que vinha se acostumando, pudesse parar e pensar.
Pensar em todos os conselhos que seu protetor, através de seu aparelho, havia passado para as pessoas que atendera lá no terreiro há momentos atrás.
O silêncio da preta velha, quis dizer ao filho que o primeiro e maior beneficiado da abençoada tarefa mediúnica é o próprio mediador.
A sua característica de médium consciente permite que receba e transmita os nossos pensamentos e os bons fluídos dos quais se torna canal.
Para que o intercâmbio “médium-espírito” aconteça, pela bondade divina , o corpo astral do mediador é previamente preparado antes de reencarnar através da “sensibilização fluido- mediúnico” de seus centros de forças para que assim se dê a afinização com seus protetores.
Durante toda a vida encarnada, é ainda alertado e amparado para que possa exercer o mandato dentro do programado.
No entanto, existe um carma envolvendo tudo isso e o fato dos filhos prestarem a caridade não os isenta dos entrechoques a que estão sujeitos na matéria, que nada mais são do que ensinamentos necessários do certo e do errado.
Respeitando as escolhas feitas, esses protetores tantas vezes, mesmo e apesar de todo esforço, perdem seus pupilos para os descaminhos da vida, e então resta-lhes aguardar que o relógio do tempo os traga de volta pela mão da dor.
Pai Benedito não se entristece se o filho por vezes o dispensa ou não entende suas mensagens.
Nem mesmo quando o filho desfaz as energias recebidas após o trabalho de caridade através da busca de prazeres ilusórios e momentâneos.
Apenas ajoelha diante do congá, que no plano astral fica sempre iluminado pelas velas da caridade prestada nas poucas horas em que a corrente de médiuns se reúne na terra, e implora ao Pai Oxalá a sua compreensão para todos os espíritos que ainda teimam em permanecer colados às suas mazelas no plano terreno. Por isso filho, estando aqui em frente a este espírito que tanto o ama e cuja ligação perde-se no tempo, peço que desabafe suas dores, que tire as dúvidas que angustiam seu coração.
Agora o silêncio era todo seu.
Apenas as grossas lágrimas que desciam de sua face falavam de sua pouca fé, de seu descrédito até então, pela própria mediunidade. De seus momentos de incertezas quanto a estar servindo realmente de canal para Pai Benedito, de seus medos em relação ao animismo e da confusão que fazia dele com a mistificação.
Mas principalmente de sua vontade de largar tudo pelos prazeres do mundo, afinal era muito jovem ainda para levar uma vida regrada em função da mediunidade.
– Pai Benedito compreende a angústia do filho, mas pede que revise os tantos avisos que recebeu em seus sonhos, nas palestras instrutivas que ouviu lá no terreiro, nos livros que chegaram até suas mãos e nas tantas vezes que a Preta Velha o instruiu, o aconselhou. Onde estão estas informações?
Para quem eram dirigidas nossas palavras nos atendimentos, senão para você que as ouvia antes de repassá-las? Nada é proibido aos filhos no estágio da matéria, mas em tudo deverá existir o equilíbrio.
O silêncio da Preta Velha havia sido traduzido e agora ele conseguia compreender que fora o melhor, dos tantos conselhos que ouvira dela. Fechando seus olhos, a ela agradeceu mentalmente e quando os abriu, além do cheiro de incenso e da claridade que se instalara naquele ambiente, percebeu que tudo modificara.
A humilde tenda agora era um templo iluminado por vitrais coloridos que formavam filetes de luz que se entrecruzavam num quadro de beleza estonteante.
No chão, ao centro, em esplendoroso piso vitrificado havia o desenho de uma mandala, que de seu centro irradiava luz dourada. Já não estava mais diante daquele Pai Velho em humildes trajes, pois ele havia se transfigurado num ser de características orientais, de olhar penetrante.
Nada pode pronunciar, sua voz embargou. Havia que se fazer o silêncio para que só ele traduzisse a mensagem agora recebida. Naquela manhã acordou muito cedo, tendo plena lembrança de seu “sonho”. No ar, ainda o cheiro do incenso.
Não fosse a exigência da vida física, ficaria o dia todo calado, saudando o silêncio da Preta Velha.
“Que nos ouça, quem tem ouvidos de ouvir”. Saravá aos filhos da Terra! Vovó Benta Maria Santíssima, com Sua simples presença, emana uma Luz suave e cálida que faz com que os corações que se elevam para o amor infinito, se encham de serenidade e paz. Como o sol anuncia a manhã e ilumina o dia, peçamos à Maria que ilumine nossos caminhos e faça com que nossos corações, batendo junto ao Seu Coração, possa entender Seu amor Maternal.


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Tipos de Oferendas na Umbanda

TIPOS DE OFERENDAS NA UMBANDA
Muitas pessoas perguntam o que vem a ser uma oferenda ou um ebó na Umbanda, que em resumo são a mesma coisa com diferentes objetivos.
Uma oferenda é a soma da energia de cada elemento entregue a entidade ou orixá para trabalhar espiritualmente resolvendo seus problemas.
Trata-se de oferecer a determinadas entidades ou orixás da Umbanda alimentos, flores, bebidas e objetos de culto para que realizem no plano espiritual o “conserto” daquilo que está atrapalhando a nossa vida.
Principais oferendas:
Oferendas de agradecimento:
Quando em momentos de necessidades oramos e recebemos ajuda dos orixás e entidades regentes, costumamos fazer promessas ou retribuir de alguma forma. Pode ser uma oferenda na natureza ou algum auxilio aos necessitados. Compartilhando nosso sucesso e dizendo de forma simbólica que sem aquele auxilio não teríamos conseguido, por isso, somos gratos.
Oferendas de pedido de ajuda:
Em forma de vela acesa ou uma visita de oração a um ponto de grande poder natural, como um pico ou campo aberto. Os orixás, como forças da natureza são espíritos hierarquizados que agem diretamente na esfera terrestre, estão nos campos e pontos energéticos da superfície terrestre, em todo nosso redor.
Oferendas para recuperar o que foi perdido:
Visa a devolução do que pode ter sido tirado de nós por magia negativa ou até por nosso próprio descuido com a vida espiritual. Por meio de pensamentos ou ações espirituais de energias negativas as pessoas podem tirar de nós desde o ânimo para levantar de manhã até a saúde física ou dinheiro. Uma oferenda propícia a espiritualidade o poder de ajudar a recuperar objetos, bens materiais até mesmo o eixo de sua vida.
Oferendas de purificação:
Geralmente é feita em locais próximos à água corrente ou em matas. Alguns fazem em cemitérios, mas sem o controle espiritual de uma entidade chefe pode se reverter em energias negativas muito pesadas. Estes lugares funcionam como “ralos energéticos” e absorvem os maus fluidos, mas a água e as matas têm o poder reciclador de muito axé, enquanto no cemitério a energia ruim absorvida pode ficar retida e prejudicar quem não estiver preparado, pois é um local que acumula muita tristeza e pesar.
Oferendas aos orixás e entidades regentes:
A fim de obter ajuda para realizar aquilo de melhor para nós, nossos “amigos espirituais” sempre vão requerer nosso comprometimento e fé e, algumas vezes, isto pode vir em forma de uma oferenda a pedido de nosso orixá ou entidade regente. Médiuns devem fazer frequentemente uma oferenda ritual a seus orixás , assim como deve fazer também para seus guias espirituais mais próximos.



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A historia da pomba gira rainha

A historia da pomba gira rainha
A expressão pomba gira rainha falanges termo Pomba Gira Rainha refere-se a uma falange, embora algumas Pombas Giras de outras falanges, utilizem-no como complementação simbólica, fazendo uma referência a alguma de suas encarnações.
A falange Pomba Gira Rainha foi formada originalmente por espíritos que viveram como mulheres inseridas nas camadas da nobreza e burguesia européia, especialmente a francesa e a espanhola, entre os séculos 12 e 19 Essas mulheres eram rainhas,imperatrizes, princesas, condessas, duquesas, baronesas, marquesas, viscondessas.
Muitas dessas entidades usam em sua forma perispiritual, a aparência que tinham nessa encarnação, com todos os aparatos e vestuários da época.
Mas o fato de usarem a roupagem fluídica de nobres desse período da história, não quer dizer que tenham encarnado apenas nessas circunstâncias, e que nessa falange não existam espíritos com histórias anteriores e posteriores a esse período. Apresentam-se nobres, altivas, educadas, requintadas e elegantes, sendo muito vaidosas. Além disso são muito agradáveis, cultas, alegres, leves e excelentes facilitadoras da vida de seus médiuns.
Os espíritos que pertencem a essa falange, costumam ter em comum, as experiências encarnatórias com histórias de luxo, poder, sensualidade.
O que os torna atípicos, quando se pensa as Pombas Giras como espíritos de mulheres que viveram sem recursos materiais e que tiveram que lutar para sobreviver ( o que de fato se deu com a maioria).
As Pombas Giras Rainhas são ótimas auxiliadoras e conselheiras, embora o termo Rainha possa indicar superioridade, arrogância ou frivolidade. São como todos os espíritos de Pombas Giras, sem nenhum grau de superioridade ou inferioridade em relação aos demais.
São seres humanos desencarnados, com qualidades e deficiências, trabalhando para crescerem e em busca da paz, alcançada somente pelos justos.
ALGUMAS POMBAS GIRAS RAINHAS:
Pomba Gira Rainha dos Sete Portais Pomba Gira Rainha da Encruzilhada Pomba Gira Rainha das Sete Encruzilhadas Pomba Gira Rainha da Calunga Pomba Gira Rainha do Cruzeiro Pomba Gira Rainha das Almas Pomba Gira Rainha da Lira Pomba Gira Rainha do Cruzeiro das Almas Pomba Gira Rainha do Oriente Pomba Gira Rainha do Cabaré Pomba Gira Rainha da Praia
Se a sua coroa é de ouro
A sua capa é encarnada Se a sua coroa é de ouro A sua capa é encarnada Pomba Gira Rainha tem força Lá na calunga e na Encruzilhada Pomba Gira Rainha tem força Lá calunga e na Encruzilhada. —————————-
Senhora, quem te deu tanta beleza? Senhora, quem te deu tanta beleza? Ela é Pomba Gira Rainha dona de rara nobreza Ela é Pomba Gira rainha dona de rara nobreza E no Terreiro vem baixar para a todos ajudar E no Terreiro vem baixar para a todos ajudar ——————————
Pomba Gira Rainha que comanda a madrugada Quando chega na Encruza Solta a sua gargalhada !
Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga
Biografia
França, final do século dezenove. Juliette estava desesperada.
Aos dezessete anos, filha de nobres franceses estava prometida em casamento para o jovem Duque D”areaux.
Por coisas que somente à vida cabe explicar, havia se apaixonado por um dos cavalariços de sua propriedade.
Entregara-se a essa paixão de forma avassaladora o que culminou na gravidez que já atingira a oitava semana.
Somente confiara o segredo à velha ama Marie, quase uma segunda mãe que a vira nascer e dela nunca se afastara, que a aconselhou a fugir com Jean, seu amado.
Procurado, o rapaz não fugiu à sua obrigação e dispos-se a empreender a fuga.
Sairiam a noite levando consigo apenas a ama que seria muito útil à moça e os cavalos necessários para os três.
Perto da meia-noite, Juliette e Marie esgueiraram-se pelo jardim e dirigiram-se até o ponto em que o jovem as esperava.
Rapidamente montaram e partiram.
Não esperavam, contudo, que um par de olhos os espreitasse.
Era Sophie a filha dos caseiros, extremamente apaixonada por Jean.
Percebendo o que se passava correu até a grande propriedade e alertou aos pais da moça sobre a fuga iminente.
Antoine, o pai de Juliette, imediatamente chamou por dois homens de confiança e partiu para a perseguição.


Não precisaram procurar por muito tempo.
A falta de experiência das mulheres fazia com que a marcha dos fugitivos fosse lenta. Antoine gritou para que parassem.
Assustado Jean apressou o galope e o primeiro tiro acertou-o no meio das costas derrubando-o do cavalo.
Juliette correu para o amado gritando de desespero quando ouviu o segundo tiro. Olhou para trás, a velha ama jazia caída sobre sua montaria.
Sem raciocinar no que fazia puxou a arma de Jean e apontou-a para o próprio pai. – Minha filha, solte essa arma! – assim dizendo aproximava-se dela.
Juliette apertou o gatilho e o projétil acertou Antoine em pleno coração.
Os homens que o acompanhavam não sabiam o que fazer. Aproveitando esse momento de indecisão a moça correu chorando em total descontrole.
Havia uma ponte à alguns metros dali e foi dela que Juliette despediu-se da vida atirando-se na água gelada. A morte foi rápida e nada se pode fazer.
Responsável direta por três mortes (a dela, do pai e da criança que trazia no ventre) causou ainda, indiretamente mais duas, a de Jean e da ama. Triste destino aguardava o espírito atormentado da moça.
Depois de muito vagar por terrenos negros como a noite e conhecer as mazelas de incontáveis almas perdidas encontrou um grupo de entidades que a encaminhou para a expiação dos males que causara.
Tornou-se então uma das falangeiras de Maria Padilha.
Hoje em nossos terreiros atende pelo nome de Maria Padilha dos Sete Cruzeiros da Calunga, onde, demonstrando uma educação esmerada e um carinho constante atende seus consulentes sempre com uma palavra de conforto e fé exibindo um sorriso cativante. Salve minha mãe de esquerda!

Maria Padilha das Sete Catacumbas
Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe disse: – Precisamos do sangue de um inocente! – Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro.
Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela.
Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno.
Já traíra seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz. Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou: – Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você. – Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela feiticeira.
O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: – Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro povoado, bem distante, levando seu amante! – Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque matar seu marido.
Não havia um jeito mais fácil? – De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! Mas não se preocupe eu cuido de tudo.
– Foi aí que ela falou do sangue inocente. – A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? – Para fazer omelete, quebram-se ovos… Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos quando chegou a casa.
Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem (Sete Catacumbas) todo de preto que a apontava com uma bengala: – Agora você tem que fazer! – Em outras ocasiões ele dizia: – Você não presta mesmo, nunca prestou! – Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir.
Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar.
Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. – Cale a boca garoto dos infernos! – A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada.
Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo.
Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero.
Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha das Sete Catacumbas ao lado do Senhor Exú das Sete Catacumbas, pois todo médium que recebe Seu Sete recebe também Maria Padilha das Sete Catacumbas em algumas ocasiões, caso contrário após muito tempo recebendo somente Seu Sete passa a sentir-se pesado.

 


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velas e oração a Oxum

Significado da vela amarela
– Esta cor traz alegria, calor e movimento, além de criatividade.
Se estiver se sentindo abatida, depressiva ou desanimada, esta é a vela que deve acender.
Se trabalhar com arte, literatura ou algo que envolva ideias, sempre que se sentir bloqueada, vale a pena invocar esta cor.

Acender uma vela Amarela para Oxum.

Canto sereno que assobia, nos regatos lagos e cachoeiras.
Senhora faceira de beleza e ternura.
Protetora das crianças e de todos os que necessitam de tua graça.
Mamãe Oxum, Deusa formosa dos rios.
A Mãe das Águas Doces, acolhe-nos em teu seio, proporciona-nos paz e alegria.
Saravá Mamãe Oxum!
Ora Ieiê Ô!

PRECE A OXUM
Oh Mãe Oxum!
Senhora dos rios e cascatas.
Orixá das águas claras que lavam os males do mundo.
Deusa do Amor!
Que o canto de sua águas embale meus sentimentos alimentando meu coração com as vibrações de paz e perdão.
Senhora do ouro, clareia meus caminhos.
ORA Ê Ê OXUM!

ORAÇÃO À OXUM
Oxum eu te chamo!
Não te chamo por causa de morte.
Não te chamo por causa da doença de alguém.
Te chamo para que tenhamos dinheiro.
Te chamo para que tenhamos filhos.
Te chamo para que tenhamos saúde.
Para que tenhamos uma vida serena.
Para que não sejamos vitimados pela ira das águas.

ORAÇÃO A OXUM
Ora ie ieu Oxum,
Salve dourada senhora
Da pele de ouro!
Benditas são suas águas,
e essas mesmas águas lavam meu ser
e me livram do mal.
Oxum, Divina Rainha, bela Orixá, venha a mim,
caminhando na Lua Cheia.
Traga, mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz.
Torna-me doce, sedutora,
suave, como és.
Mamãe Oxum, me proteja, Orixá.
Faça que o amor seja constante em minha vida Que eu possa amar a tudo o que existe.
Me proteja contra as mandingas e feitiçarias.
Daí a mim o néctar de sua doçura e que eu consiga o que desejo Mãe do ouro, da beleza e do amor, Senhora do mais puro Axé, valei-me hoje e sempre.
Aie ieu Oxum!

ORAÇÃO PARA OXUM
Dourada é a tua de luz Assim como o ouro que te pertence.
Derrama a tua pureza cristalina , Orixá das águas doces.
Não permitas que neblina alguma Obscureça o meu desejo mais profundo, Que é conseguir amor mais verdadeiro, Seguro, eterno e duradouro.
Estás presente nas cachoeiras, Que são sagradas por si só.
Portanto, faze com que se apague Todo sentimento se eu sofrer.
Não verterei nenhuma lágrima por aqueles Que não me correspondem no amor.
Não sofrerei por ninguém Que, com mentiras, me faltar com o respeito, Porque não permitirás que Frieza, inveja ou ciúmes me traiam.
És doce, protetora, Suave e vaidosa, Feminina e sedutora.
Ó mãe Oxum!
Dá-me o teu axé,
Dá-me a tua força, dá-me a alquimia Como o néctar mais sublime, Para eu saber como respeitar e venerar.
No mel está o teu segredo, Que eu saberei utilizar.

ORAÇÃO PARA OXUM
Que Oxum me dê serenidade para agir de forma consciente e equilibrada.
Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem arrependimentos.
Ora Ye Yêo Oxum!!!!

ORAÇÃO A OXUM
Senhora das cachoeira.
Oh! Linda e maravilhosa Oxum!
Afastai de mim todo o mal que no momento me aflige.
Eu te venero e te guardo, oh! Mãe Divina!
Que eu seja abençoado com a tua bondade e justiça.
Que em nome de Olorum muitas vezes aclamas por todos aqueles que te amam.
Peço-te que, neste momento de dor, derrames sobre mim, Oxum, o teu olhar misericordioso.
Que as tuas aguas acalmem a minha pobre alma e que neste momento eu receba a graça que tanto espero.
Que assim seja.

(Velas e os Orixás:)

Oxalá= Branca
Oxossi= Verde
Xangô= Marron
Ogum=Vermelha
Yemanjá= Azul
Oxum= Azul
Iansã= Amarela
Omulú=Branca
Nana = Roxa
Ibeiji= Rosa
Ossãe= Amarela
Pretos Velhos = Branca, Azul
Caboclos= Verde, Marron, Vermelha, Amarela, Branca
Marinheiros= Azul , Branca
Boiadeiros= Marron, Verde, Roxa, Branca
Baianos= Marron, Branca
Orientais = Amarela, Branca
Exus= Vermelha, Preta, Branca
(Dicas importantes:)
– Devemos sempre acender as velas longe de objetos inflamáveis, sobre um pires e nunca diretamente no chão, sempre acompanhada por uma oração.



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Vela e Oração a Xangô para afastar os inimigos

Xangô – Deus da justiça, Senhor das pedreiras
Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira. Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.
Xangô é o Deus da Justiça e sua força está nas pedreiras, exercendo uma influência muito forte em seus filhos, principalmente a Justiça. Todos os Orixás, evidentemente, são justos, e transmitem este sentimento aos seus filhos, entretanto com os filhos de Xangô a Justiça deixa de ser uma virtude para passar uma obsessão, o que faz de seus filhos um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento, e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso que é muito terra. Esta análise é muito importante.
Os filhos de Xangô apresentam um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Suas fisionomias, mesmo a jovem, apresentam uma velhice precoce, sem lhes tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria. Têm comportamento medido. São incapazes de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gostam de pisar. São tímidos no contato com o semelhante, mas assumem facilmente o poder do mando. São conselheiros, e não gostam de ser contrariados, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalmam-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita. Não guardam rancor. Vestem-se com discrição fe seus vestuários seguem o modelo tradicional.
Quando os filhos de Xangô conseguem equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, tornam-se pessoas admiráveis e gentis. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhes prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dos filhos de Xangô é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira. Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.
COR: Marrom e branco
AMALÁ: 7 velas marrons e 7 velas brancas, cerveja preta (mesmo princípio explicado para Ogum e Oxóssi), camarão e quiabo.
ENTREGA: Na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita.
ERVAS: Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô

VELA NA COR MARROM: XANGÔ.

Estabeleceu-se a cor marrom para o Orixá Xangô, levando-se em
consideração a neutralidade dessa mesma cor. A energia de Xangô emana
dos minerais, que possuem uma variedade muito grande de cores.
Curiosamente, prevaleceu a cor mais frequente, que a das pedras sobre
a superfície da terra.

Oração a Xangô para afastar os inimigos
Kaô meu Pai, Kaô
O Senhor que é o Rei da Justiça, faça valer por intermédio de seus doze ministros,
a vontade Divina, purifique minha alma na cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão. Faça de seu peito largo e forte meu escudo,
para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro, para combater a injustiça e a cobiça.
Minha devoção ofereço-lhe. Que seja feita a justiça para todo o sempre.
É meu Pai e meu defensor, conceda-me a graça de vossa misericórdia em ter meu trabalho,
minha casa, meus filhos, minha família junto a mim.
Ajuda-me a pagar minhas dívidas e a receber sua luz e sua proteção.
Kaô Cabiesilê, meu Pai Xangô!!!


(Velas e os Orixás:)

Oxalá= Branca
Oxossi= Verde
Xangô= Marron
Ogum=Vermelha
Yemanjá= Azul
Oxum= Azul
Iansã= Amarela
Omulú=Branca
Nana = Roxa
Ibeiji= Rosa
Ossãe= Amarela
Pretos Velhos = Branca, Azul
Caboclos= Verde, Marron, Vermelha, Amarela, Branca
Marinheiros= Azul , Branca
Boiadeiros= Marron, Verde, Roxa, Branca
Baianos= Marron, Branca
Orientais = Amarela, Branca
Exus= Vermelha, Preta, Branca
(Dicas importantes:)
– Devemos sempre acender as velas longe de objetos inflamáveis, sobre um pires e nunca diretamente no chão, sempre acompanhada por uma oração.

 


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Velas Brancas

VELA BRANCA: O branco é a cor da pureza, da virgindade, da castidade.
Velas brancas são usadas em rituais que tem como objetivo obter a paz e a harmonia, entre pessoas ou para ambientes.A vela branca pode ser usada na maioria dos rituais porque o branco pode ser aceito em todas as operações, salvo nos casos em que o ritual especifique a cor.Mas esse uso da cor branca em rituais que tenham outros objetivos que não sejam os de harmonia e paz só pode ser feito em caráter excepcional, mas a cor certa deve ser providenciada na primeira oportunidade.VELA DA COR BRANCA: OXALÁ.Na Umbanda, o uso da vela branca é o mais frequente, devido à suarepresentação como símbolo da pureza. A cor branca na Umbanda é a cordo Orixá Oxalá. Daí a razão do uso de velas brancas na maioria dostrabalhos e firmamentos dentro da associação da pureza/Oxalá.

Como utilizar a Vela Branca
A Vela Branca pode ser acesa todos os dias, não há qualquer contraindicação no seu uso.
Para alcançar a paz, sugere-se acender a vela e fazer uma oração ou meditação pedindo paz – na sua vida e no mundo.
Para apaziguar as energias da casa, trazendo mais calma e menos estresse, acenda a vela enquanto os moradores estiverem acordados, deixando que sua energia pacificadora chegue a todos. Lembre-se sempre de apagá-la quando sair ou for dormir.
Essa cor de vela combina muito bem com a energia feminina, com a vibração da Lua e com o desenvolvimento da intuição.
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Cores das Velas na Umbanda
Velas coloridas se relacionam diretamente com a Linha em que a Entidade trabalha, da mesma forma que as pembas. Seu uso depende das normas ritualísticas do templo, que pode adotá – las freqüentemente, em ocasiões especiais ou sequer utilizá – lãs. A correspondência entre cor, Orixás e Falanges, com algumas variações, normalmente são:
Oxalá: Branca
Oxóssi: Verde
Xangô: Marrom
Ogum: Vermelha
Iemanjá: Azul
Oxum: Azul
Iansã: Amarela
Omulú: Branca
Nanã: Roxa
Ibeji: Rosa
Ossain: Amarela
Pretos – Velhos: Branca, Azul
Caboclos: Verde, Marrom, Vermelha, Amarela ou Branca
Marinheiro: Azul, Branca
Boiadeiros: Marrom, Verde, Roxa ou Branca
Baianos: Marrom, Branca
Linha do Oriente: Amarela
Exus: Vermelha, Preta ou Branca

(Outras cores utilizadas para Entidades e Orixás na Umbanda)
Anjo da Guarda : Branca
Caboclo de Ogum: Branca e Vermelha ou Vermelha
Caboclo de Oxóssi: Verde
Caboclo de Xangô: Marrom
Caboclas: Branca e Verde
Iemanjá: Azul – claro
Oxum: Azul – anil
Iansã: Laranja
Nanã: Lilás
Boiadeiro: Branca
Marinheiro: Branca e Azul
Baiano: Branca
Criança: Rosa
Pretos – Velhos: Branca e preta
Pretas – Velhas: Branca e preta
Exú: Preta ou Vermelha e preta
Pomba – Gira: Vermelha

(Para os Orixás:)
Ogum: Azul – marinho
Oxumaré: Amarela e verde
Xangô: Marrom
Obaluaiê ( Omulú ): Branca e preta ou Amarela e preta
Oxóssi: Verde
Ossain: Branca e verde
Logun Edé: Azul – marinho, amarela e verde ( uma de cada )
Nanã: Lilás
Obá: Vermelha e amarela ( uma de cada )
Oxum: Amarela
Iemanjá: Azul clara
Ewá: Rosa ( o tom mais forte )
Iansã: Laranja
Tempo ( Iroko ): Branca, marrom e verde
Oxalá: Branca
Há vários tipos de velas nos mercados e vendas. Essas são as mais comumente encontradas:
– Parafina: são as mais utilizadas hoje em dia, já que são facilmente encontradas e tem preços mais acessíveis. Esse tipo de vela não é recomendado para rituais de alta magia pois um de seus principais componentes (a parafina) é um derivado de petróleo.
(Cores das velas:)
· Branca: simboliza a purificação e a paz. É usada para qualquer tipo de pedido.
· Amarela: simboliza a alegria de viver. Seu uso principal é para pedidos de abertura de caminho, energização e contra a tristeza.
· Laranja: é o símbolo da prosperidade, usada para pedidos de melhoria financeira.
· Verde: cura é o seu símbolo. Usada para pedidos de saúde, auxílio em tratamentos médicos.
· Azul: simboliza a tranqüilidade. Serve para apaziguar brigas e harmonizar ambientes.
· Rosa: é o símbolo do amor. Para pedidos de união, harmonia, encontrar um amor, felicidade na vida a dois.
· Lilás: simboliza a transmutação. É usada para pedidos de renovação, transformação e também para meditação.
· Roxa: é o emblema da espiritualidade. Utiliza-se para proteção, afastar coisas negativas e purificação.
· Vermelho: força e paixão. Útil para atração e sedução.
· Marrom: simboliza a justiça. É empregada para resolver problemas de justiça, desordem, desequilíbrios e perturbações.

(Dicas importantes:)
– Devemos sempre acender as velas longe de objetos inflamáveis, sobre um pires e nunca diretamente no chão, sempre acompanhada por uma oração.
– Procure sempre oferecer a vela a um anjo, orixá, santo ou entidade para que nenhum espírito do baixo astral, ou almas desencarnadas se aproximem para absolver a energia da vela que foi acesa, trazendo perturbação.
– Sempre que possível acenda suas velas fora de casa e nunca em quarto, sala ou banheiro. Na impossibilidade, acenda em um quarto (longe de coisas inflamáveis) ou em área de serviço.
– Nunca apague uma vela com um sopro, pois a energia se perde no ar. Passe a lamina de uma faça sobre a chama. Não saia de casa deixando velas acesas; peca licença e apague. Quando voltar, acenda de novo, fazendo novamente seus pedidos, acompanhado de uma oração.
– Velas para as almas, Exus, pomba gira só devem ser acesas fora de casa.
– Acender uma vela é um ato místico porque abre um campo energético no astral. Portanto, procure estar calmo, em um ambiente tranquilo para que seu objetivo seja atendido.
– Antes de acender a vela friccione ela em suas mãos para que sua energia seja passada para ela. Você pode ungi-la com óleos aromáticos, criando um elo entre você e a vela.


(O Poder das Velas )
O ato de acender uma vela transforma os estímulos visuais da luz da chama em um código que ativa em nossa mente a força do elemento ígneo, o fogo, trazendo com isso o despertar de nossas lembranças mais antigas, de nossa ancestralidade espiritual.
Por exalar o calor, símbolo da vida, a chama da vela possui um amplo sentido, despertando nas pessoas esperança, fé e amor.
A chama da vela é capaz de irradiar ondas imperceptíveis aos nossos olhos, mas que fluem em determinada vibração. São ondas eletromagnéticas sutis, que geram magia sutil. Portanto, ao acender uma vela estaremos efetuando um ato magístico e enviando energias sutis ao Cosmo.
A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Congá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia.
Quando um Umbandista acende uma vela, está abrindo uma porta interdimensional, e conscientemente poderá acessar a força de seus poderes mentais.
A vela funciona na mente das pessoas como um código mental. Os estímulos visuais captados pela luz da chama da vela acendem, na verdade, a fogueira interior de cada um, despertando a lembrança de um passado muito distante, onde seus ancestrais, sentados ao redor do fogo, tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas.
A vela desperta, nas pessoas que acreditam em sua força mágica, uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra – sensoriais em estado latente.
Uma das várias razões da influência mística da vela na psique das pessoas é a sensação de que ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade, saibamos, através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como espíritos do fogo ou salamandras.
Se uma pessoa usa suas forças mentais com a ajuda da magia das velas no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando – as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu.
Quando acendemos uma vela, a imantamos mentalmente com uma determinada intenção, acompanhada de sentimentos. A vela passa a ser uma fonte emissora repetitiva dessa intenção e sentimento, enquanto acesa. Ocorre por vezes, espíritos sofredores e necessitando de auxilio podem ali se chegarem, tanto para tentar absorver parte dessa emissão, ou na esperança que, se alguém conseguiu ali alguma ajuda ou alivio, poderiam eles também adquirir essa graça. Não que tenham más intenções, mas a simples presença deles, por estarem ainda em desequilíbrio, pode afetar a harmonia do ambiente.
Portanto, é bem melhor evitar tal pratica do que estar sempre sujeito a doutrinar constantemente tais espíritos, visto que em nossa casa não é o local propicio para tal pratica caritativa, até por segurança. Explicasse aí as restrições feitas por parte da Espiritualidade que atua junto ao Espiritismo quanto a evocações com intenções de doutrinação em reuniões familiares. O acender velar é uma forma de evocação também.
As velas acesas fora de casa não trazem qualquer problemas de ordem espiritual. Nossos lares, desde que respeitando o mínimo de harmonia e equilíbrio, possuem uma proteção natural advinda da Espiritualidade, que impede o acesso de espíritos ainda em perturbação espiritual de qualquer nível.
(Mensagens das velas)
As divindades ou entidades também nos enviam
Mensagens através das velas e assim, dependendo
De seu comportamento, podem significar:
1) Quando a vela não acende de imediato:
A divindade invocada pode ter dificuldade em Se
Conectar. O seu astral pode estar baixo.
2) Quando a chama da vela tem a cor azulada:
Demonstra que por perto se encontram as entidades
De bom caráter, indicando um bom sinal.
3) Quando a chama da vela é vacilante, intermitente
Ou piscante:
A divindade está querendo alertar-lhe Que o seu pedido
Sofrerá algumas mudanças.
4) Quando a chama solta fagulhas:
A divindade providenciará alguém que servirá Como
Ponte de ligação entre você e a entidade.
5) Quando a chama oscila, aumentando e diminuindo:
A divindade está lhe avisando que você está muito
Disperso (a) é necessário maior concentração.
6) Quando a chama assume a forma de espiral:
A mensagem significa que o seu pedido será Atendido.
7) Quando o pavio é repartido em dois:
A entidade não está entendendo o seu pedido.
8) Quando a ponta do pavio permanece brilhante:
O seu pedido será atendido com êxito.
9) Quando a vela chora muito:
A divindade está informando que a realização
De seu pedido será muito difícil.
10) Quando a vela se apaga:
A divindade está lhe avisando que somente Realizará a
Parte mais difícil cabendo a você Resolver o Restante.
11) Quando após a extinção da vela sobrar um Pouco de
Pavio e alguma cera ao seu redor:
A divindade está pedindo para continuar o Ritual,
Pois somente uma vela não foi suficiente.

OBS: ISSO SÓ É VALIDO PARA VELAS DE BOA QUALIDADE
Cuidados
1. Nunca acenda sua vela perto de materiais inflamáveis;
2. Mantenha a vela em lugares escuros, a luz solar pode mudar cor e formato;
3. Não coloque a vela acesa ao alcance de crianças;
4. Sempre utilize base que não queime;
5. Mantenha longe de cortinas e janelas.

 



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Velas de 7 dias cores e a quem oferecer

Velas de 7 dias cores e a quem oferecer
VELA DA COR BRANCA: OXALÁ.
Na Umbanda, o uso da vela branca é o mais frequente, devido à sua
representação como símbolo da pureza. A cor branca na Umbanda é a cor
do Orixá Oxalá. Daí a razão do uso de velas brancas na maioria dos
trabalhos e firmamentos dentro da associação da pureza/Oxalá.
VELA DA COR VERMELHA: OGUM.
O Orixá Ogum, tido como senhor das guerras, tem uma vibração muito
forte. As velas vermelhas, quando acesas dentro de seu ritual, vibram
na mesma frequência, com resultados mais favoráveis. Considerando que
a força da vela está mais na força mental da pessoa, a cor irá
concorrer com o sentido de favorecer sua capacidade de concentração,
devido a conjugação de frequências idênticas. Se houver uma inversão
nas cores das velas, isso poderá ou não alterar o resultado dos
trabalhos pois dependerá em grande parte da força mental da pessoa.
VELA NA COR AZUL:  E IEMANJÁ.
A cor azul, com sua vibração serena, vibra na mesma frequência da
Orixá Oxum, a senhora das águas doces. A vela de cor azul tanto pode
ser acesa para Oxum como para Iemanjá, que aceita em seu ritual velas
brancas. Por isso alguns Terreiros preferem usar as velas traçadas,
nas cores azul e branca, para Iemanjá.
VELA NA COR AMARELA: .
Ficou estabelecida que a cor amarela, que deriva da vermelha, é a
cor da Orixá Iansã, também pelo fato de ser uma energia de luta. As
velas acesas para Iansã deverão ser da cor amarela, para continuar em
sua frequência vibratória. A variação de quantidade de velas deve ser
a mesma que se acende para qualquer outro Orixá ou Entidade, de acordo
com os objetivos do trabalho.
VELA NA COR MARROM: XANGÔ.
Estabeleceu-se a cor marrom para o Orixá Xangô, levando-se em
consideração a neutralidade dessa mesma cor. A energia de Xangô emana
dos minerais, que possuem uma variedade muito grande de cores.
Curiosamente, prevaleceu a cor mais frequente, que a das pedras sobre
a superfície da terra.
VELA NA COR VERDE: OXOSSI.
A cor verde, por seu equilíbrio vibratório, obtido pela junção das
cores amarela e azul, vibra na frequência do Orixá Oxossi, o senhor
das matas. Assim, uma vela de cor verde, acesa numa mata, que tem a
cor verde, possui uma força vibratória muito forte, facilitando o
trabalho de firmamento.
VELA NA COR LILÁS OU ROXA: NANÃ BUROQUÊ.
A cor roxa vibra na Orixá Nanã Buroquê, por ser ela, a Orixá, que leva
o dom da evolução, sendo assim a cor lilás ou roxa, está ligada ao
mundo místico e significa espiritualidade, magia e mistério. O roxo
transmite a sensação de tristeza e introspecção. Estimula o contacto
com o lado espiritual, proporcionando a purificação do corpo e da
mente, e a libertação de medos e outras inquietações. É a cor da
transformação.
A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e
preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada .
VELA NA COR TRAÇADA AMARELA E PRETA: OMULÚ.
A vela traçada amarela e preta tem uma vibração muito forte no
encaminhamento de Espíritos, por isso ela foi determinada a Omulu, que é
o Orixá que coordena a passagem do mundo físico para o mundo
espiritual. E ele que no desencarne eleva o entendimento das pessoas
para que entendam esse desencarne e evolua.
Omulu é o desdobramento do Orixá Obaluaiê, sendo Obaluaiê o Orixá no
modo jovial e Omulu no modo idoso. Contudo sendo um só Orixá. No caso
de Obaluaiê não devemos oferecer a vela na cor traçada amarela e
preta, e sim na cor branca e preta, por ser a cor branca a cor de
renascimento.

VELA NA COR ROSA OU TRAÇADA ROSA/AZUL: IBEIJI.
A cor rosa ou TRAÇADA rosa/azul, com sua vibração cheia de vida,
vibra na frequência da energia da falange dos espíritos das crianças,
conhecidas também como Ibejis, Ibeijada ou Erês. Velas traçadas, nas
cores azul e rosa, são acesas também com o mesmo resultado das velas
cor-de-rosa, assim como as azuis.
VELA NA COR TRAÇADA BRANCA/PRETA: PRETO VELHO.
As velas traçadas, nas cores branca e preta, são utilizadas nos
trabalhos de magia dos Pretos Velhos e devem ser usadas sob a
orientação direta dos próprios Pretos Velhos.
VELAS NA COR TRAÇADA BRANCA E VERMELHA: ZÉ PILINTRA E MALANDROS.
As velas traçadas nas cores branca e vermelha, são oferecidas aos
Malandros e malandras, assim como também a Entidade Zé Pilintra.
Elas tem como objetivo de trazer a vibração de dois povos ao ser
acesa, ou seja, a vibração das Almas, que se apresentam ao ser
queimada a cor branca, e a vibração da linha de esquerda, Exus e Pombo
Giras, ao ser queimada a cor vermelha.
Sendo assim, ao acender uma vela traçada, oferecendo a Senhor José
Pilintra e aos Malandros e Malandras, estamos trabalhando e entregando
nossas intenções tanto a linha da direita como a linha da esquerda.
Portanto é muito importante estar bem concentrado ao acender essa
vela, pois nossos pensamentos poderão nos fazer trazer coisas
merecidas tanto do lado bom como do lado ruim, pois nessa vibração,
para pessoas que não estão preparadas, podem ser enganadas por
Espíritos sem Luz, que tentam se passar por Entidades de Luz da linha
dos Malandros e Malandras. Seu pensamento na hora de oferecer uma vela
traçada branca/vermelha tem que estar firme num ponto extremo.
VELA NA COR TRAÇADA VERMELHA E PRETA: POMBO GIRA E EXU.
As velas traçadas, nas cores vermelha e preta, são utilizadas para as
Pombo Giras e os Exús. Devem ser acesas com muita cautela e de
preferência por quem conhece os segredos da mironga. Elas só devem ser
acesas com determinação de uma Entidade, e por pessoas que estiverem
preparadas. Quando uma Entidade determina algum trabalho com as velas
das cores pretas ou traçadas vermelhas e pretas, é provável e
considerável que essa Entidade já imantou a pessoa na qual irá acender
a vela.
A vela vermelha e preta, quando está queimando a cor vermelha, tem o
sentido de luta; quando esta queimando a cor preta significa vitória
sobre o objetivo proposto inicialmente.
LISTA DE VELAS E A QUEM PODE SE OFERECER.
Anjo da Guarda: Branca.
Oxalá: Branca.
Ogum: Vermelha.
Xangô: Marrom.
Obaluaiê/Omulú: Traçada Branca e Preta / Traçada Amarela e Preta.
Oxóssi: Verde.
Iansã: Amarela.
Iemanjá: Azul claro ou Branca.
Nanã: Lilás (Roxa).
Oxum: Azul.
Ibeijada, Erês (Criança): Rosa, Azul ou Traçada Azul e Rosa.
Malandros: Branca ou traçada branca e vermelha.
Ciganos: Vela de Cera, ou de Mel ou Colorida na cor do arco-íris.
Boiadeiro: Branca ou Amarela.
Caboclo de Ogum: Vermelha ou Verde.
Caboclo de Oxóssi: Verde.
Caboclo de Xangô: Marrom ou Verde.
Caboclas: Verde, Branca ou Traçadas Branca e Verde.
Exú e Pombo Gira: Preta, Vermelha ou Traçada Preta e Vermelha.
Pretas-Velhas: Traçada Branca e Preta, ou roxa.
Pretos-Velhos: Traçada Branca e Preta ou Branca.
Nunca se esqueça de que as velas, são extensão da vontade e dos
pensamentos daquele que a acende, portanto, primeiramente limpe seus
pensamentos e eleve sua vontade no bem. e nas causas justas para que
assim tenha um bom resultado em seus pedidos e oferecimentos ao
acender uma vela.
A vela ilumina primeiro quem a acende. Isso nos mostra que aquele que faz o bem para os outros será o primeiro a ser iluminado.



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Feijoada de Preto velho

FEIJOADA DE PRETO VELHO
Dia 13 de maio é o dia em que toda umbanda comemora e homenageia a falange dos Pretos Velhos, espíritos sábios, iluminados e conselheiros que prestam suas caridades incorporados nos terreiros, nos centros espíritas e no astral, onde esteja presente a fé e a verdade.
A umbanda tem todo um carinho por esta falange, que está sempre pronta a servir, derramando a misericórdia de Pai Oxalá.
É tradicional nos centros umbandistas as grandes feijoadas em homenagem aos vovôs e vovós, feijoadas estas que têm um sabor especial, incrementado de muita magia, sabedoria e amor.
O ritual da feijoada de pretos velhos tem origem na escravidão, onde os negros realizavam suas festas com restos dos senhores brancos.
Restos de carne de porco, foucinho, orelha, pés, rabos, costelas eram conservados em sal e cozidos junto ao feijão que não prestasse para as famílias brancas, daí surgiu a feijoada, prato tipicamente brasileiro e negro.
E até mesmo nas comemorações religiosas destes nossos ancestrais, quando conseguiam realizar, a feijoada era um dos pratos principais, para que se festejasse a fé, a comunhão e seus Orixás.
Nos terreiros de umbanda, a feijoada das santas almas tem todo um significado litúrgico, ou melhor, vários significados litúrgicos.
A mistura do feijão com arroz simboliza o preto e o branco, que representa a união dos povos, independente de cor, lembrando que o dia 13 de maio também é o dia em que comemora-se a abolição da escravatura em nosso país e que a falange dos queridos velhos traz na umbanda todo um emblema contra o preconceito racial.
O preto e branco da feijoada também representa as cores da falange dos Pretos Velhos e também de Pai Obaluayê, chefe da linha das Almas.
O feijão com arroz também significa em terras Brasil, o sustento da matéria, a comida à mesa, que alimenta corpo e alma. O preparo da feijoada envolve geralmente uma grande quantidade de membros dos terreiros, já que é um prato trabalhoso de ser preparado para grande quantidade de pessoas.
E nesta comunhão de membros, com pensamentos firmados no amor e na espiritualidade, o axé dos nossos queridos Pretos se propaga e assim são derramadas na comida as magias e os ensinamentos destes falangeiros. A feijoada torna-se assim um prato forte, não só em termos de calorias e nutrientes, mas também de ingredientes espirituais, de força, de cura, de prosperidade e amor.
Quando servida, a feijoada passa a simbolizar a fartura na mesa dos filhos e esta energia é distribuída nos pratos e mais pratos que são servidos.
A feijoada que era o alívio da fome dos negros, nos traz também lições de humildade, destes espíritos que quase nada tiveram de material e hoje descem nos terreiros para servir tanto a nível espiritual e material.
Almas milagrosas que nos ensinam a repartir e partilhar, que nos ensinam que mesa bonita e farta é aquela que é partilhada e não individual.
Os Pretos e Pretas Velhas são entidades que trazem consigo o carinho ao servir, entidades que no sofrer só encontraram bálsamo no amor verdadeiro e puro, ao invés da revolta.
Algumas destas entidades são sérias, mas sempre carinhosas, mesmo quando estão brabos por erros cometidos pelos filhos.
São entidades que representam o perdão e nos dão essa lição a toda sessão em que são chamados a terra.
Suas oferendas são sempre simples representando a humildade que deve estar presente em nossos corações para que possamos crescer verdadeiramente e sempre giram em torno das cores preto e branca, representando o fim e o recomeço através das passagens que todos já fizemos e faremos, quantas vezes forem necessárias, representando assim o caminho de todas as almas, onde trabalham estas entidades.
Os filhos de pemba devem sempre aproveitar ao máximo esta festividade, que muito além de comemoração, traz uma grande áurea de positividade dentro dos terreiros e seus membros. Aproveitar participando na colaboração do que for servido, aproveitar participando na confecção da feijoada, aproveitar concentrando-se para que a energia de suas entidades cheguem com todo amor. Esta feijoada sagrada, que ocorre uma vez por ano alimenta corpos, mentes e espíritos, fortalecendo-nos em nossas caminhadas. Por tudo citado e muito mais mistérios, devemos ao receber o prato do feijão dos Pretos Velhos, agradecer ao Grande Pai pelo alimento sagrado e mentalizar nossos pedidos em torno do que realmente precisamos, com certeza nosso vovôs e vovós atenderão com todo carinho que nutrem por seus filhos. Há também um costume antigo de se limpar o prato com as mãos e passar as mãos na cabeça, para que toda força daquele ritual possa também fortalecer os nossos oris. Salve todos os nossos Pretos Divinos de Aruanda!

 


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Banhos de Mamãe Oxum

Banhos de Mamãe Oxum.
Banhos na vibração da Orixá Oxum
Banho de Oxum
Um punhado das seguintes ervas:
– alfazema
– rosa branca
– rosa amarela
– camomila –
manjericão miúdo
Colocar 5 litros de água para ferver, assim que a água entrar em ebulição, adicione as ervas mexendo com uma colher no sentido horário, tampe a panela e desligue o fogo, mantendo abafado por 4 horas. Coe para um balde e adicione mais água do chuveiro, após o banho normal, jogue desde a cabeça aos pés, fazendo seus pedidos à Oxum. Jogue o resto das ervas em um jardim.

Banho de atração de Oxum
Um punhado das seguintes ervas:
– calendula –
alfazema ( flores)
– rosa amarela
– macela
– macaçá
– jasmim ( flores)
– rosa branca
Colocar 5 litros de água para ferver, assim que a água entrar em ebulição, adicione as ervas mexendo com uma colher no sentido horário, tampe a panela e desligue o fogo, mantendo abafado por 4 horas
. Coe para um balde e adicione mais água do chuveiro, após o banho normal, jogue desde a cabeça aos pés, fazendo seus pedidos à Oxum.
Jogue o resto das ervas em um jardim.

Banho de firmeza para filhos de Oxum ( limpeza energética, energização, atrativo do amor)

Um punhado das seguintes ervas:
– colonia
– rosa amarela ( pétalas)
– 5 moedas douradas ( bem lavadas )
– macaçá
– jasmim
– macela – macela
– alfazema
– calendula – aniz estrelado
– melissa
– água de flor de laranjeira ( comprar em casas de artigos religiosos)
– água de rosas ( comprar em casa de artigo religioso) – água de melissa ( comprar em casa de artigos religiosos) Colocar 5 litros de água para ferver, assim que a água entrar em ebulição, adicione as ervas mexendo com uma colher no sentido horário, tampe a panela e desligue o fogo, mantendo abafado por 8 horas.
Coe para um balde e adicione mais água do chuveiro e as águas perfumadas ( laranjeira, rosas e melissa )
após o banho normal, jogue desde a cabeça aos pés, fazendo seus pedidos à Oxum.
Jogue o resto das ervas em um jardim.

Banho da prosperidade Oxum
Ingredientes:
5 girassóis ( flores)
pétalas de 5 rosas amarelas
5 moedas douradas ( lavadas )
colheres de sopa de erva doce ( sementes usadas para chá)
5 aniz estrelados
– 5 colheres de chá de açúcar
Colocar 5 litros de água para ferver, assim que a água entrar em ebulição, adicione todos os ingredientes mexendo com uma colher no sentido horário, tampe a panela e desligue o fogo, mantendo abafado por 8 horas.
Coe para um balde e adicione mais água do chuveiro e após o banho normal, jogue desde a cabeça aos pés, fazendo seus pedidos à Oxum.
Jogue o resto das ervas em um jardim, guarde as moedas em um saquinho amarelo como amuleto.


Banho de Oxum
Um punhado das seguintes ervas:
– alfavaca
– alfazema
– manjericão miúdo
– manjerona
– melissa
Em um balde limpo, adicione 5 litros de água, coloque as ervas e macere bem até que as ervas se
desfaçam ( ao macerar procure ir fazendo suas orações à Oxum e se concentrando em seus pedidos) cubra o balde com um pano branco e deixe por 5 horas.
Coe para um outro balde limpo, e adicione mais água do chuveiro, após o banho higiênico jogue desde a cabeça aos pés fazendo seus pedidos à Oxum.
Jogue o resto das ervas que foram coadas em um jardim.

ERVAS DE OXUM

ERVAS DE OXUM
Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da árvore cozida tem efeito cicatrizante.
Agrião-do-Pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina caseira usa-o para combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É, também, excitante.
Alfavaca-de-cobra: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado, e torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente ao mau-hálito.
Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no Candomblé são usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar peixes. A medicina caseira utiliza as folhas como antitérmico, contra febres. Age também como excitante.
Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina popular ;e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como cicatrizante, recompondo o tecido lesado nas escoriações.
Azedinha – Treco-azedo – Três corações: É popularmente conhecida como três-corações, sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.
Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.
Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela fornece um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A medicina popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranqüilo.
Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatentes; poderoso vermífugo e energético tônico.
Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e ainda põe fim às afecções catarrais.
Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é usada nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens intestinais das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá das flores é tônico e estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.
Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males dos rins, areias e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata impigens.
Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.
Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.
Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da medicina caseira, que a usa como excitante e antiespasmódico, enérgico tônico do sistema nervoso. O chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas, histerismos e insônia.
Erva-de-Santa-Maria: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das crianças, também é ótimo remédio para os brônquios.
Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e pulmões.
Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó, o defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de chá, que é eficaz nas dispepsias e diarréias.
Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina comercial.
Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.
Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos ebori e banhos de limpeza, pois purifica o aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.
Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é usada em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a cozimento são a casca e a entrecasca.
Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em obrigações de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.
Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e purificação dos filhos dos orixás.
O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é usada ainda contra gases intestinais.
Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.
Malmequer – Calêndula: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo menstrual. As folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra feminina.
Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.
Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio caseiro, é cicatrizante e excitante.
Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a indica como diurético e estimulador das funções hepáticas.
Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso na medicina popular.

 



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Hierarquia dentro dos Terreiros de Umbanda

Hierarquia dentro dos Terreiros de Umbanda

Dentro dos terreiros de Umbanda existe organização e disciplina, além de todo um sistema que objetiva manter esta organização, alguns terreiros, dependendo do tamanho dividem-se em parte administrativa e espiritual.
Estaremos falando agora a respeito dos cargos dentro da hierarquia espiritual mais comumente encontrados nos Terreiros de Umbanda:
Babalorixá ou Ialorixá
É o dirigente do terreiro (Babalorixá se for homem e Ialorixá se for mulher).
Esta figura é a responsável espiritual por tudo que acontecer dentro da gira (antes, durante e depois). Tanto o Babalorixá quanto a Ialorixá são também chamados de Pai
do Santo e Mãe de Santo. Algumas pessoas falam pai de santo e mãe de santo, consideramos essa maneira incorreta, pois é na Lei do Santo que eles são Pai e Mãe.
Eles têm a função de cuidar e zelar da vida espiritual dos médiuns do terreiro, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados a público. São os responsáveis por fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo Astral, para o Terreiro.
Pai Pequeno e Mãe Pequena
São os futuros Babalorixá e Ialorixá. São a segunda pessoa dentro de um Terreiro de Umbanda. Têm como função auxiliar o Babalorixá e a Ialorixá em todos os trabalhos. Outras funções específicas variam de terreiro para terreiro.
Médiuns de Trabalho
São os médiuns que dão consulta, as suas entidades já riscaram ponto, deram nome, e passou por alguns preceitos (isto também varia de terreiro para terreiro) que os firmaram como médiuns. Alguns chamam de Médiuns prontos, outros de Médiuns batizados outros de Médiuns feitos. Essa nomenclatura também varia de acordo com a orientação do Babalorixá ou Ialorixá, da raiz da Casa ou ainda de estado para estado.
Médiuns em Desenvolvimento
São médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento. Dependendo do terreiro eles podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha, mas ainda não dão consultas e as suas entidades ainda não deram nome ou não riscaram ponto. Estão sendo preparados para tornarem-se médiuns de trabalho.
Médiuns Iniciantes
Também como o nome diz, são médiuns que ingressaram a pouco tempo no terreiro e ainda não incorporam. Cambono (homem) e Samba (mulher).São os responsáveis por atender as entidades, no que diz respeito a acender charutos, velas, cachimbos, esclarecer a assistência o que a entidade está querendo dizer, coordenar a entrada da assistência para consulta ou passe.
Transa
É a pessoa responsável por distribuir as fichas de atendimento (quando o caso) e coordenar a entrada da assistência. Muitas vezes, dependendo do tamanho do terreiro acumula função de cambonagem.
Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã
É a pessoa que bate (toca) o tambor. Na realidade na Umbanda, a concepção de Ogã é totalmente diferente do Candomblé e do Omolocô, onde a pessoa é preparada especificamente para esse fim.
A função do tambor é a de ajudar na invocação das Entidades, deve ter toques harmoniosos e diferenciados para cada Linha.
Deixemos bem claro que todas as funções são importantes dentro da organização de um Terreiro e nenhuma é melhor ou pior que a outra, o respeito e a disciplina deve sempre ser elementos básicos da convivência entre todos, deve-se tomar muito cuidado com a vaidade e a inveja, sentimentos que devem ser sempre repudiados por todo e qualquer umbandista.
A gira mediúnica é o auge de uma reunião umbandista que é dividida em três momentos básicos a saber:
-abertura, momento que se evocam as forças e entidades espirituais e se invocam as bênçãos, proteções, pedidos e auxílios;
– a gira mediúnica, instante em que os médiuns incorporam as entidades espirituais para atendimento ao público;
-encerramento, ou seja, o término da reunião, em que se agradece a assistência das forças e entidades espirituais.
Os ritos e liturgias utilizadas nas reuniões do movimento umbandista, variam de terreiro para terreiro, assim, como também, pode se diferenciar a decisão de como se processa a gira mediúnica, que tipos de entidades se fará presente e como deverá se proceder o atendimento ao público.
Isso acontece, por que os terreiros são células religiosas que se adequam a coletividade que os rodeia, oferecendo dentro de um determinado padrão mínimo, os ritos, as liturgias, as manifestações espirituais que mais afinizem com os adeptos e o público que freqüenta determinada casa.
A Função da umbanda é isso, atender as necessidades espirituais essenciais do indivíduo, mesmo que este processo se inicie por resolver suas necessidades materiais básicas, permitindo um equilíbrio mínimo da sua existência.
Proporciona-se assim, condições estáveis a alma para realizar vôos evolutivos mais altos e abrir sua consciência a entendimentos mais profundos e finalmente se religar a Deus.
Através do que já falamos, podemos chegar a conclusão que o atendimento ao público é o objetivo primordial de todas as reuniões de um terreiro.
As pessoas que se encaminham a uma casa espiritual umbandista, possuem expectativas, estão ansiosas para encontrar a solução de seus problemas, desejam sair dali pelo menos reconfortadas, com esperança etc.
O público, portanto, deve ter um tratamento especial por parte dos dirigentes, dos organizadores e do corpo mediúnico da casa.
Tudo deve ser voltado para se fornecer um bom atendimento ao público presente.
Devem ser bem recebidos, encaminhados a um local apropriado para assistirem a reunião, informados de como se processará o andamento da mesma, como deve ser o seu comportamento durante os trabalhos, em qual momento e como devem se dirigir aos médiuns incorporados, se houver necessidade de se retirar antes da gira terminar como fazê-lo, devem também ser indicados a eles os banheiros, aonde beber água etc. É de bom tom, que o dirigente em algum instante na abertura, faça uma pequena e rápida preleção (palestra) trazendo para o público, informações, avisos, ensinamentos e doutrina.
Na gira mediúnica devem incorporar somente os médiuns que já tiverem mais experiência e estejam, como dizemos comumente, mais bem afirmados com suas entidades.
Desenvolvimento mediúnico deve ser uma reunião a parte e fechada ao público.
Após todos os médiuns incorporarem, os cambonos (pessoas que dão assistência as entidades espirituais e ajudam na organização durante a reunião) devem encaminhar o público para o atendimento.
O restante do corpo de adeptos, que não estiverem incorporados, devem sustentar a gira dos que estão em trabalhos mediúnicos através dos cânticos, de bons pensamentos e intenções.
É necessário, que se mantenha o bom nível vibratório, para que os trabalhos espirituais aconteçam em segurança e bem equilibrados. Todo o público deve ser atendido, sem exceção.
Uma reunião umbandista é algo bonito de se ver, os cânticos, os tambores e outros instrumentos formando um conjunto harmonioso de sons, a batida das palmas, os fardamentos, as guias coloridas, a decoração do ambiente, as imagens e símbolos do altar e mesmo a forma como se processa os ritos e liturgias enche os olhos e ouvidos de quem vem participar.
Visual e som somam-se a um sem número de detalhes para permitir a harmonização de todos os presentes, mas tudo isso não é um espetáculo, nem uma encenação para agradar o público.
Muitas casas umbandistas se ressentem pela existência de muito pouco ou quase nenhum público.
Geralmente são sempre as mesmas pessoas que se repetem em todas reuniões. Quando tem a casa lotada sempre é por ocasião de festas, comemorações e louvações especiais.
O terreiro já tem lá seus anos de existência, é um local bem decorado, limpo, asseado, de ambiente agradável e bastante arejado e iluminado.
Os adeptos presentes em grande número, com um fardamento impecável, guias coloridas no pescoço e todos os adereços e material de trabalho de suas entidades.
A reunião tem todo um processo organizado, bem estruturado, desde a abertura até o encerramento.
A hierarquia da casa é plenamente identificada, pais e mães pequenas, cambones, tambozeiros etc.,
Esta hierrarquia, decorre da necessidade de equilibrio entre a liberdade e a autoriedade, que geram a disciplina e as leis que regem essa disciplina e que podem ser mutáveis em função da época, da fase e da estrutura social da comunidade formada pelo terreiro.
cada terreiro tem sua norma de bem-viver adaptada a expanção uniforme direcional, fazendo com que a disciplina seja consciênte, livre e com base na razão e na compreensão, toda disciplina aceita e reflete a afirmação da personalidade dos dirigentes.
Na umbanda, a hierarquia é direcional não como com detenção de poder mas o objetivo do que foi, é e será.
O passado e a experiência adquirida. o presente é o trabalho, é a luta de cada dia para semear os frutos de amanhã.
O fruto será a colheita do que se plantou no presente, por coseguinte uma boa semelhada, dará uma boa colheita, se o presente estiver atento.
Precisamos, acima de tudo, entender esse estágio evolutivo e organizar cada vez mais a nossa Umbanda, a nossa religião, para que no Plano Astral ela possa ter uma função muito mais clara, porque, com a consciência, nossas entidades poderão trabalhar com muito mais satisfação, porque a consciência os levou a um plano de participação cósmica, inserindo-os no equilíbrio universal, no amar o próximo, no dar e receber.
Essa é a Lei do Equilíbrio, a Lei do Processo Evolutivo.
Precisamos respeitar os cultos e as formas de direcionar o pensamento ao Divino.
Não podemos transformar a nossa religião em um amontoados de lendas e mistificações, de metáforas e metafísica.
A nossa religião é simples, é a religião da vida, e a religião do Divino em nós.
Fiquem em paz.
Sarava, meus irmãos.

A Pressa de Incorporar É comum e natural a pressa que alguns médiuns iniciantes tem em incorporar, ou mesmo desenvolver outras qualidades mediúnicas.
É preciso compreender que desenvolver a mediunidade não é entrar num terreiro e já “sair incorporando”. Entendemos a pressa do médium em “se desenvolver” e em trabalhar e aprender com seus Guias.
Mas para isso torna-se necessário um tempo de maturação por parte do médium, não só apenas perante sua própria mediunidade e seu desenvolvimento, mas também perante si mesmo, perante a sua religião e acima de tudo da responsabilidade do serviço mediúnico.
Esse processo leva seu tempo, mas enquanto ele ocorre é necessário a real vontade de aprender,
conhecer, se melhorar e querer servir e estudar a sua mediunidade. Antes mesmo de “atender” com seus Guias o médium tem que ter a humildade de atender as necessidades da espiritualidade e de sua casa de outra forma. Pois o serviço mediúnico e religioso começa antes do atendimento dos Guias e acaba depois
. Querer atropelar o seu tempo natural de desenvolvimento, é por em risco todo um processo de crescimento.
Se as etapas existem é porque são necessárias. Sair incorporando a toda hora e em qualquer lugar ou mesmo querer escutar seus Guias “de qualquer jeito” são formas comuns de atrair para a vida do médium iniciantes kiumbas (espíritos obsessores) que se divertem com a inocência, pressa e imprudência do médium colocando vários entraves para o seu desenvolvimento.
Lembre-se o desenvolvimento mediúnico deve ser feito em um local preparado para tal. Achar-se “preparado”, ser “preparado” ou mesmo estar “preparado” são coisas distintas.

Tudo tem seu tempo e esse tempo não é igual para todos e não é apenas analisado pelo seu/sua dirigente, mas também e principalmente pela sua própria espiritualidade.
É comum encontrarmos médiuns “afoitos” abandonando um terreiro por achar que não está a ser “valorizado” por seu dirigente porque acha-se preparado e não foi reconhecido.
Precipitar o processo pode acarretar em desânimo, frustração e pode transformar um bom médium num mistificador, vaidoso e arrogante, fazendo talvez com que se desvirtue do seu caminho e comece a culpar a Umbanda, seu terreiro, seu/sua dirigente por seus desajustes.
Por isso, calma!!! Existe muitos fatores que devem e precisam serem analisados antes de colocar um médium a dar consultas ou passe como é mais conhecido.
E o médium que depois de uma análise de seu dirigente e da espiritualidade da casa foi indicado para receber seu preparo, deve ter muita humildade e não sentir-se envaidecido pelo posto, ou melhor tarefa que lhe foi designada e entender que apesar do preparo ele nunca estará realmente “preparado” para tal compromisso, pois o preparo é constante.
Agora que ele assumiu essa tarefa de forma consciente e não emocional sua atenção e responsabilidade perante seu desenvolvimento mediúnico precisa aumentar, pois ele passa a ser um expoente dentro do seu terreiro e como tal tem a responsabilidade, se não a obrigação de ser um exemplo e uma força na casa.
Incorporação na Umbanda exige, disciplina, vontade de se melhorar, maturidade, firmeza e segurança emocional para não se deixar influenciar pelas necessidades dos assistidos ou mesmo tecer julgamento unilateral da pessoa ou da situação que está a ser exposta, evitando assim o risco de interferir na comunicação e no atendimento da espiritualidade.
E tudo isso deve ser aprendido e praticado por um médium de Umbanda antes mesmo de se achar preparado para exercer sua mediunidade através do serviço da Luz de nossos amados Guias e Orixás.
Lembro que o entusiasmo é importante, o amor e a fé também, mas a determinação e a paciência também o é.
O tempo é leal conselheiro e se esse for seu caminho dentro da Umbanda, não se apresse nem se preocupe, o tempo chegará no momento que você estiver pronto para iniciar uma nova etapa no seu desenvolvimento.
Até lá procure servir a espiritualidade, seu terreiro, seus irmãos de corrente e assistência da melhor maneira possível. E lembre-se que a pressa é inimiga da perfeição…, da compreensão e consequentemente da sua e

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Banho com sal grosso e arruda combinação poderosa

Banho com sal grosso e arruda

Se você se sente sugado por alguém ou um peso enorme nas suas costas, está na hora de tomar um banho com sal grosso com arruda. Contrariando a crença popular, a arruda não serve apenas para trazer boa sorte, quando combinada com o sal grosso, ela ajuda a eliminar energias muito negativas do corpo e da alma.
Sabe aquela sensação de que toda a sua energia está sendo absorvida por algo ou alguém? É para isto que serve o banho de sal grosso com arruda. Este banho ajuda você a livrar-se desse incômodo, fazendo com que você perceba como se desvencilhar da pessoa ou do fardo que tem lhe feito mal.
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Como preparar o banho com sal grosso e arruda?
Os óleos desprendidos pela arruda no banho com sal grosso, liberam odores que são essenciais na limpeza da sua alma. Mas para fazer esse banho de forma segura e harmônica é preciso fazer o passo a passo com muita atenção:
Adicione 7 folhas de arruda para cada litro de água mineral e 1 copo (copo americano) de sal grosso. As folhas de arruda precisam estar limpas e saudáveis. A quantidade de sal precisa ser respeitada.
É preciso aquecer, mas nunca ferver a água. Quando as primeiras bolhas formarem, pode desligar a chama.
Depois, acrescente as plantas, o sol e é só abafar e deixar esfriar. Coe a mistura.
À noite, depois do banho habitual de higiene, derrame o banho de sal grosso pelo corpo, do pescoço para baixo, pedindo que sua alma se livre de todos os males.
Faça orações, meditações e mentalize o mar. A palavra sal vem do grego hals e halos, que tanto significa sal como mar. Por isso é sempre importante manter essa ligação, pois o mar traz e leva energias.
Existe uma forma mais simples de fazer esse banho?
Sim, existe. Nós gostamos de ensinar o passo a passo pois muitas pessoas têm a planta em casa e podem fazer o banho com ela em natura. Mas se você não tem a arruda em casa ou achou o procedimento complicado, pode fazer uso do Sal de Banho de Arruda. É uma mistura equilibrada e com as quantidades exatas para fazer um banho de descarrego muito seguro e com a harmonia que precisa para livrar-se de toda a má energia.
O procedimento se torna mais simples:
Aqueça 2 litros de água mineral ou filtrada até que fique bem quente, mas sem ferver.
Acrescente 100 gramas do Sal de Banho de Arruda e deixe repousando até amornar.
Coe a mistura.
À noite, depois do seu banho de higiene normal, jogue essa água do pescoço para baixo, mentalizando que toda a má energia presente em seu corpo está saindo água abaixo.
Não é preciso enxaguar. Basta enxugar-se com uma toalha limpa e pronto.
Dica mágica para potencializar o seu Banho de Descarrego de Sal Grosso e Arruda:
Para que o banho com sal grosso com arruda tenha efeito, durma de branco e na manhã seguinte, descarte os restos das ervas em um local com água corrente, pode ser no mar, em um rio ou uma cachoeira. Nunca descarte em vasos sanitários ou no lixo comum.
O banho de sal grosso com arruda não deve ser feito em crianças, nem com periodicidade. Ele é um banho muito específico para afastar males, portanto tenha moderação.
Lembre-se, se você possui pressão alta, deve evitar banho de sal grosso, pois o sal é absorvido pela pele.

Para que serve banho de sal grosso?

O banho de sal grosso é uma tradição muito antiga no Brasil, em geral associada a culturas dos descendentes da África e de algumas religiões como a umbanda e o candomblé.
Em geral o banho de sal grosso serve para purificar a alma, reequilibrar as energias e blindar o corpo contra as vibrações negativas lançadas para você de forma intencional ou não. De certa forma, é um dos motivos que muitos religiosos procuram o banho de mar para esse tipo de purificação, pois entram em contato não com o sal grosso, mas com o sal marinho concentrado no mar.
Como tomar banho de sal grosso?
Também conhecido como banho de descarrego ou banho de renovação energética, o banho de sal grosso deve ser feito seguindo o seguinte ritual:
Primeiramente é essencial que o ambiente esteja harmonizado, pois pouco produtivo será se você fizer esse banho e no cômodo ao lado seu filho esta a escutar música alta. Não irá funcionar! Por isso, recomendamos que faça o procedimento de preferência quando ninguém estiver em casa.
Depois, vá até o banheiro e deixe-o o mais higienizado possível, o mais arejado que puder e espalhe uma essência agradável, tais como: eucalipto, verbenna, essência de rosas, etc.
Arrume uma pequena cadeira para que seja colocada dentro do Box e você possa sentar e relaxar.
Por fim, é muito produtivo que desligue o telefone celular, o aparelho fixo e dedique-se de corpo e alma ao banho que fará a sua renovação energética.
O banho de sal grosso
Após ter preparado o ambiente para o seu banho de sal grosso, chegou a hora dele em si!
Você pode ou não tomar seu banho regular antes do de sal grosso, isso não fará qualquer efeito no banho de sal grosso.
A temperatura deve ser agradável, contudo, nem muito quente e nem muito fria, procure ajustar a temperatura de acordo com o seu gosto, mas sem exageros.
Coloque num balde uma boa quantidade de água, que seja o suficiente para enxaguar as partes do corpo (exceto a cabeça, essa não deverá ser molhada de forma alguma). Use entre cinco a seis colheres de sopa de sal grosso, deixando-a discretamente salgada.
Mas por que não posso lavar a cabeça também?
Por que os estudiosos afirmam que o sal grosso na cabeça pode enfraquecer nosso campo energético, deixando-nos mais vulneráveis as energias negativas lançadas ao cosmos.
Em sendo assim, pegue um vasilhame bem menor (pode ser um copo de 250ml) e comece a enxaguar seu corpo sempre do pescoço para baixo, de forma lenta e tranquila, relaxando, procurando esvaziar a mente e meditar.
Mas como posso esvaziar a mente?
Procure pensar nos momentos felizes que já viveu, procure lembrar de viagens e cenários bonitos que já observou! Se conseguir, até não pensar em nada também funciona.


Banho de arruda: como prepara-lo para afastar o mau-olhado
Com imensas aplicações terapêuticas, a arruda é conhecida ainda por suas propriedades místicas e espirituais, ganhando diversas possibilidades de inserção desta energia em nossas vidas. Entre as mais utilizadas, podemos citar a utilização da planta em seu formato natural, seja em ramos individuais ou cultivadas em vasos à porta da frente de casas ou comércios; no entanto, suas funções mágicas também são encontradas e muito famosas através de banhos de descarrego realizados a partir de seus ramos.
Banho de arruda: significados e preparos


Entre os mais poderosos banhos para descarrego, a arruda possui três funções principais, sendo elas a limpeza espiritual, a vitalização e o afastamento de seres e pensamentos obsessores. Com ele, é possível proporcionar a limpeza e proteção da aura, além de afastar as negatividades temporariamente; o tempo determinado para o afastamento de obsessores irá depender da vibração dos pensamentos permitidos pelo indivíduo que toma o bnaho.
Para preparar o banho, basta colocar 3 litros de água em uma panela, fervendo o conteúdo. Em seguida, tire a panela do fogo e adicione a arruda (a quantidade adequada é de aproximadamente um ramo da erva), abafando até que a água esfrie o suficiente para ser despejada sobre o corpo. Após esse período, coe o preparado, reservando as folhas em um segundo recipiente.
Tome seu banho de higiene como de costume e, ao final, derrame todo o conteúdo coado sobre o corpo, sempre do pescoço para baixo. Seque-se levemente com uma toalha, deixando a água do banho secar completamente de maneira natural. Finalize vestindo uma roupa branca ou de cor clara. As folhas reservadas da erva devem ser devolvidas à natureza, podendo ser depositadas em uma praça, um jardim ou ao pé de uma árvore; aproveite o contato também para fazer uma oração ou meditar.
Com essa prática, além dos benefícios já citados, a arruda promoverá a dissolução de fluídos negativos, destruição de larvas astrais e também o acúmulo energético proveniente da repetição de pensamentos negativos. Aconselha-se ainda que, após o banho, o indivíduo deve permanecer dentro de casa durante algumas horas a fim de restaurar suas energias e preservar-se contra possíveis influencias negativas. O período deve ser destinado principalmente a pensamentos positivos.

 



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Exu do Lodo

Exu do Lodo
O Exu do Lodo é uma falange de Exus ligados as Almas, ao Orixá Omulu, mas que poucos sabem é que ele está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa.
Os espíritos desta linha se apresentam curvos e com dificuldades pois sua energia é pesada e todos usam aparência de velhos, velhos feiticeiros. A maioria dos espíritos desta linha foram, Padres, Bispos, Bruxos, Magos e Feiticeiros.
Exú do Lodo hitória – Umbanda
São grandes curadores e tem um grande poder de alquimia, são protetores dos cientistas e dos alquimistas. É difícil achar médiuns que entrem em contato com esta energia pois é bem pesada e requer muito dos seus médiuns.
Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu que trabalha na transmutação de energias, transformando o chumbo em ouro, o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.
Ligado também aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã, a Umbanda é onde esta entidade mais se encontra, mas no Candomblé também podendo trabalhar caso o Ilê axé tenha raizes na Umbanda. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.

Pontos Cantado de Exú do Lodo
Na praia deserta eu vi Exu
Então o meu corpo tremeu todo. (bis)
Acendi minha vela o meu charuto
Arrie minha marafo
Saravei Exu do Lodo (bis)

Lenda de Exú do Lodo
Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.
Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).
Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser anti social. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.
Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.
A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas ele estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?
Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ela tinha descoberto. “Existe um ser nobre – lhe digo – que cuida de um pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.
Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor Exú Tranca Ruas.
Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.
Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.
Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.
Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensou: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pântano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.
Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pôs-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.
Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Pomba Gira Maria Molambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.
A moral desta história nos permite compreender os sentimentos mais profundos.
Quantas vezes devemos renunciar a alguns sonhos, reconhecendo que não podemos alcançá-los! E, que afortunados somos se podemos faze-lo, nos livramos de tantas dores de cabeça, de tantos contratempos, e que ao final, nos aguardam outras flores que possuem uma fragrância que ao senti-la, queremos tê-la sempre ao nosso lado
A Educação, a obediência, o respeito e a renuncia de Exú do Lodo foram premiadas. Não somente se tornou o braço direito de Exu Rei, como também de toda a Kimbanda. Mas ele poderia encontrar o amor e ponha um fim a seus dias de pessimismo.
Isso aconteceu, de acordo com as entidades próximo ao inicio da primavera. Portanto, a celebração ocorre a cada 21 de setembro em todos os templos que tem como protetores os Reis da Encruzilhada.
Esta noite a festa é especial. Exú Rei volta a cada ano para reafirmar a sua atribuição ao seu leal súdito e o destaca com uma banda. Permanece junto a algum tempo e, no momento de despachar, eles caminham juntos para a porta do Terreiro, onde a direita do monarca, e sempre ajoelhado, espera a chegada da Pomba Gira Rainha. Uma vez que Exú Rei deu o passe a sua companheira, Exú do Lodo a toma pelo braço e juntos ingressam no salão de baile. sob uma chuva de pétalas de flores que os filhos de santo soltam no ar no momento, Saravando a presença de sua rainha, e aplaudindo, em ambas as entidades a quem paga seu tributo nesse dia à noite.

 


Oração ao Exu Tranca Rua das Almas
Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do sétimo grau de evolução da lei maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda em meu caminho livrando-me de toda a energia que possa atrapalhar minha evolução; fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo. Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei meu coração mais puro que meus próprios atos; Fazei de minhas palavras a transparência da humildade; Fazei do meu corpo aparelho da caridade. Pois a teu lado demanda co-migo não existirá, estarei coberto por sua capa que protege e abriga seus filhos. Senhor Tranca-Ruas das Almas agradeço por tudo que me fizeste aprender nesta vida e em outras que passei ao seu lado, rogo por vós a proteção para mim, para meus irmãos de fé, para minha família e porque não para meus inimigos Abençoe a guarde esses filhos que um dia entenderam o verdadeiro sentido da palavra Umbanda. Laroiê Exu !

Oração ao Exu Tranca Rua Faço reverência a vós mistério sagrado da criação, vós que sois a manifestação do divino, peço que possa se manifestar entre nós, conforme nosso merecimento. No seu poder, na sua força, e na sua magnitude, pelo caminho tripolar que emana de vós, pelo caminho que só vós conheceis, pela força que só a vós pertenceis, e pelo poder de trancar a vós concedido, eu peço: Que as trevas que habitam em mim sejam trancadas. Que o ódio e o sentimento impuro, que emanam da minha alma, sejam trancados. Que a falsidade que exala dos meus poros seja trancada. Que o rancor e a miséria que habitam o meu coração sejam trancados. Que a dissimulação e a superficialidade, que nasce da minha língua, sejam trancados. Que o egoísmo e a maldade, que transcendem da minha mente, sejam trancados. Que a palavra torta que sai da minha boca e o pensamento roto que sai da minha cabeça contra o próximo, sejam trancados. Que a capacidade que os meus olhos têm de amaldiçoar e destruir sejam trancados. E assim, fonte primária da criação, assim que trancar a tudo isso no seu âmago, pois é na vossa essência que tudo isso se desvitaliza, peço a vós que: Destranque todas as portas do meu caminho. Destranque todas as passagens da minha jornada. Destranque toda prosperidade material e espiritual. Destranque o meu coração das amarguras. Destranque o meu sustento de cada dia. Destranque os meus corpos espirituais e o meu corpo material da agonia, do desespero e da aflição que me assolam na calada da noite. Destranque o meu emprego, o meu negócio e a minha morada material. Destranque o martírio familiar pelo qual eu tenho passado. Destranque os meus olhos para as maravilhas do mundo espiritual. Destranque a minha liberdade! Pois vós, Força Sagrada do Divino Criador, é o portador supremo da Vitalidade! Salve o Mistério Tranca-Ruas!!! Laroiê!!!



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Oferendas de Preto Velhos

Oferendas a Preto Velhos.

Toalha ou pano branco; velas brancas; fitas brancas; linhas brancas; pembas brancas; frutas de todas as espécies; bebidas (café, vinho doce, cerveja preta, água de coco, vinho branco licoroso); flores (crisântemos brancos, margaridas, lírios brancos); comidas (arroz doce, canjica, bolo de fubá de milho, milho cozido, doce de coco, doce de abóbora, doce de cidra, coco fatiado, quindim).
Arroz Doce
Ingredientes:
2 xícaras (de chá) de arroz
1 litro de leite
2 xícaras (de chá) de açucar refinado
1 quartinha de barro (pode ser uma caneca de ágata)
1 garrafa de vinho tinto seco
1 alguidar de barro (pode ser uma tigela de ágata)
Modo de Preparo:
Cozinhe o arroz, já lavado, em 1 litro de leite com o açúcar por aproximadamente uma hora, mexendo de vez em quando até o leite estar quase seco e grosso. Coloque no alguidar e espere esfriar.

Bolo de Fubá
Ingredientes:
1 xícara (de chá) de fubá
1 xícara (de chá) de farinha de trigo
1 xícara (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de leite
4 colheres (de sopa) de banha ou manteiga
1 ½ (uma e meia) colher (de sopa) de pó Royal
½ (meia) colher (de chá) de sal
1 colher (de sopa) de erva-doce
2 ovos
1 prato de barro
Café já coado e sem açúcar
1 caneca de ágata
Modo de Preparo:
Em um recipiente separado, misture o fubá, o açúcar, a farinha de trigo, a erva-doce e o sal.
Em outro recipiente, misture os ovos ligeiramente batidos, o leite e agordura derretida.
Acrescente, aos poucos, os ingredientes líquidos aos secos, misturando bem até obter uma massa homogênea.
Despeje em uma forma redonda untada com banha ou manteiga.
Asse em forno quente por 40 minutos.
Desenforme depois de frio e coloque no prato de barro.

Farofa de Carne Seca
Eventualmente, com a aprovação da entidade, pode-se fazer uma oferenda mais quente aos Pretos Velhos. Eu mesmo já ví várias vezes no Santuário da Umbanda, feijoada ofertada aos Pretos Velhos. Nós da casa de Pai Joaquim, gostamos de oferecer esta farofa de carne seca:
Ingredientes:
½ (meio) quilo de carne seca
Azeite de dendê
1 cebola grande, picada
farinha de mandioca crua
7 pimentas vermelhas picadas
1 alguidar
1 garrafa de vinho tinto seco
1 quartinha de barro (pode ser uma caneca de ágata)
Modo de Preparo:
Deixe a carne seca de molho por uma noite (troque a água 3 vezes).
Troque novamente a água e afervente-a por 15 minutos em panela de pressão.
Deixe esfriar e desfie a carne.
Numa panela de tamanho médio, aqueça o azeite-de-dendê, doure a cebola e as pimentas picadas.
Acrescente a carne seca e refogue até dourar.
Vá acrescentando a farinha mexendo sempre até adquirir a consistência desejada.
Retire do fogo, coloque no alguidar e espere esfriar.

Curiosidades

cachimbo de preto-velhos
A FUMAÇA DO CACHIMBO DO VOVÔ
A fumaça do cachimbo do vovô
Tem magia .tem mistério.
Tem cura e tem formosura …

Cachimbo de Preto velho.

Role a barra lateral para ver alguns tipoos

Cachimbo de preto velho
Cachimbo de preto velho 2Cachimbo de preto velho 2Cachimbo de preto velho 7Cachimbo de preto velho 8Cachimbo de preto velho 9Cachimbo de preto velho 10



Preto Velho tinha sete filhos
Todos os sete pra dar de comer
A panela era pequenininha
Ora, parte e reparte que eu quero ver.
Quando um Preto-Velho cruza seu caminho.
Quando um Preto-Velho olha para você, é como se olhasse para dentro da sua alma.
É impossível mentir, fingir, dissimular.
Ele simplesmente sabe o que se passa com você e você lê isso nos seus olhos.
Quando um Preto-Velho olha para você, é como se o amor se derramasse encima de você, inundando seu coração de ternura e paz, não deixando espaço para a dor, que parece ser expulsa de dentro do seu corpo, em forma de lágrimas.
Quando um Preto-Velho olha dentro dos seus olhos, tudo de ruim, feio, reprimido se solta e você é compelido a chorar e “lavar” a dor que tinha dentro, para que o amor tome o lugar.
Então o Preto-Velho fala.
E quando ele fala com você, daquele jeitinho simples, parece que desvenda sua alma. E quando ele pergunta “do que a fia precisa?” É como se já soubesse exatamente do que você precisa. E nessa hora, é impossível mentir, porque você já está calmo, transparente das máscaras do dia a dia, sua alma está ali, nua, na frente do Preto-Velho, e parece que ele sabe do que você precisa, mas quer só testar para ver se você também sabe.
E então você fala, e o Preto-Velho te ouve.
E acontece algo inesperado nessa hora. Quando você começa a falar, você “pensa” tudo que quer dizer, mas diz outra coisa diferente, porque naquela hora, que o Preto-Velho desnudou sua alma, limpou suas mágoas e te olha com aquele olhar calmo e cheio de ternura, você se dá conta do que realmente precisa, do que realmente te aflige, do que realmente importa. E é como se sua alma falasse, não mais seu cérebro ou suas máscaras sociais.
E eis que lá está você, ajoelhada na frente de um Preto-Velho, com as mãos pousadas em seus joelhos, feito criança falando com o avô querido, e então o Preto-Velho aconselha.
E quando um Preto-Velho aconselha, é como se ele não estivesse falando com você simplesmente, mas estivesse falando com uma versão de você muito mais antiga, que você mesmo desconhece, e ele fala uma ou outra coisa que fazem pouco sentido na hora, mas que mesmo assim, algum pedaço do seu coração, compreende perfeitamente.
E quando a consulta termina, você sente na mesma hora a transformação.
Algo mudou, mas você não tem a exata consciência do quê. Seu coração está leve, um peso enorme foi tirado dele, algo novo foi colocado no lugar, ternura? Amor? Esperança? Você não sabe, só sabe que era exatamente o que você precisava e te faz um bem tão grande!
Quando um Preto-Velho cruza seu caminho ele te transforma.
E te inunda de luz e compreensão.

 


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corrente mediúnica

CORRENTE MEDIÚNICA
É o conjunto de forças magnéticas que se forma, em dado local, quando indivíduos de pensamentos e objetivo semelhantes se reúnem e vibram em comum. Podemos dizer que é um conjunto de médiuns, tal quais os elos de uma corrente de metal, que se interligam e complementam. Na corrente, cria-se o contacto entre as auras, unem-se os fluídos, harmonizam-se as vibrações individuais, os elos mentais ligam-se entre si e forma-se uma estrutura espiritual da qual cada pessoa é uma parte, uma parte viva, vibrante, operante. Para que uma corrente mediúnica seja
coesa e tenha uma boa vibração, os médiuns que dela participam, deverão ter o mesmo pensamento ou sentimento, caso contrário, o elo quebra-se, o trabalho espiritual não desenvolve. às vezes a “carga negativa” é demais para um único médium absorver e se livrar dela. É necessário que se dilua essa carga entre outros médiuns e, nesse caso forma-se uma corrente mediúnica, que pode ser composta por dois médiuns no mínimo ou por uma quantidade infindável deles. As sessões espirituais são compostas por duas correntes: corrente mediúnica e corrente espiritual, que trabalham em harmonia, buscando os mesmos objetivos. à corrente que se estabelece num ritual no plano material, corresponde uma outra formada pelas entidades e, dessa união gera-se uma forte corrente espiritual, de onde todos podem beneficiar. A participação de um médium numa corrente deverá começar pelo banho de ervas e uma limpeza mental, preparada de bons sentimentos, elevando o pensamento para um plano superior de religiosidade.
A formação de uma boa corrente magnética é a condição mais importante para a realização de todo e qualquer trabalho espiritual.
A missão de ser médium é árdua e espinhosa, é difícil, é o caminho das tentações. Médiuns são aqueles espíritos que receberam antes da presente encarnação, determinados ajustes no Organismo Astral e, nas suas concepções morais, que possibilitem ceder a sua constituição física à comunicação mediúnica, trabalhando em prol da Caridade e da evolução própria e dos seus semelhantes. Este é um compromisso firmado entre este Ser e os Espíritos da Confraria Cósmica de Umbanda, antes do nascimento e que deve florescer de maneira natural ao longo da encarnação do indivíduo. A vida não nos pede sacrifícios, nem esforços que não sejam compatíveis com as nossas forças. Compete a todos os médiuns lutarem para melhorar. O desejo de muitos para ser médium é ardente, no entanto, passar pelos caminhos que devem ser trilhados por um instrumento sensível ao bem, poucos suportam.

HÁ MUITAS FLORES NA ROSEIRA, MAS OS ESPINHOS SÃO INCONTÁVEIS.
Verdadeiro umbandista
Ser um verdadeiro umbandista é, acima de tudo, amar o Criador e todas as coisas que foram criadas por Ele. É amar a Terra, o vento, o rio, o fogo, o mar, as montanhas, as plantas e as criaturas viventes. É amar a criatura humana, símbolo da perfeição de toda sua obra; Ser um verdadeiro umbandista é colocar-se à disposição dos Guias Espirituais da Umbanda na prática da Caridade, expressão maior do amor. É saber ouvir os bons conselhos dos Pretos Velhos; é ser intrépido e valente como os Caboclos; é permanecer doce e gentil como as Crianças; é ser flexível e corajoso como os Marinheiros; é ser um bom combatente e audacioso como os Boiadeiros; ser manso e sereno como os Ciganos; é ser divertido e alegre como os Baianos (tal como o Mestre Zé Pelintra). Ser um bom guardião das coisas santas como o incompreendido Exu;
Ser um verdadeiro umbandista é honrar os
os Sagrados Orixás, tenham eles os nomes que tiverem, sejam eles regentes dos pontos de força em que estiverem entronizados, sejam eles conhecidos ou ainda velados. É saber solicitar-lhes o socorro no cumprimento do dever; é pedir-lhes ajuda quando necessário; é entender o seu correto campo de ação;
Ser um verdadeiro umbandista é prestar a caridade da forma como puder realizar, independente do rótulo, mas sempre com amor, inteireza de coração e humildade. É estar sempre solícito aos apelos dos necessitados, nunca esperando nada em troca. Nunca aguardando qualquer forma de retribuição, seja material ou espiritual. É estender a mão ao caído, mas sem exigir dele o pagamento do socorro;
Ser um verdadeiro umbandista é amar o irmão de fé, compreendendo suas fraquezas e limitações, sem jamais apontar-lhe o dedo acusador com a intenção de empurrá-lo ao precipício. É não tornar-se altivo, soberbo e poderoso perante os ignorantes e pequenos. É calar-se diante da injúria ou da calúnia, e não revoltar-se preparando-se para a guerra armada;
Ser um verdadeiro umbandista é respeitar a autoridade espiritual que lhe foi apresentada pelos Guias, na pessoa do Chefe de Terreiro. É entender que ele também é passível de erros e tropeços, e nunca pode ser visto como infalível. É aceitar as suas correções e orientações, ainda que na vida comum ele peque naquilo que orientou melhor os seus filhos de fé. É fazer sempre o melhor para agradar ao seu chefe, sabendo que está fazendo não para ele, mas para o seu Guia Espiritual que o conduziu até aquela pessoa;
Ser um verdadeiro umbandista é dar o carinho necessário aos filhos de fé. Não é espancar com palavras ou com a mão, mas é corrigir com afabilidade e temperança. É estar na condução de uma corrente, exercitando a paciência, a abnegação, o amor ao próximo e, sobretudo, a humildade. É não fazer distinção de filhos pobres ou ricos, de feios ou bonitos, de inteligentes ou ignorantes, de pretos ou brancos. É abraçar a todos os filhos sem preferir aos mais achegados, mas é buscar aquele que está longe, afastado, retraído, assustado.
Ser um verdadeiro umbandista é não jogar pedras no telhado da casa vizinha. É respeitar o Guia que toma conta dela; é respeitar as Entidades que ali descem de vez em quando; é amar os irmãos que residem naquela mansão ou naquele casebre; é ajudar a levantar uma parede caída,
ou um alicerce abalado. É não jogar lama na parede caiada utilizando palavras mesquinhas e cheias de rancor ou inveja.
Ser um verdadeiro umbandista é apenas seguir o exemplo do Mestre Jesus.

Um abraço fraterno a nossa grande família espiritual,
Aos meus Irmãos de Fé (Pais e Mães de santo).
Aos meus sobrinhos ( filhos de santo).
e a todos aqueles que tem fé e acreditam.
Que Oxalá nos una a todos em torno de sua sagrada cruz.
Salve a Umbanda.



Pai
Toma minhas mãos, que são parte da obra que Tu assinaste: eu mesmo.
Olha as linhas que são os traços do meu destino
e reforma-as na medida do meu merecimento.
Olha minhas digitais que indicam não haver ninguém igual a mim ,
o que prova a Tua originalidade …
… examina-as e julga os crimes que porventura eu tenha cometido.
Pai
Vê nas minhas mãos o histórico das minhas doações
e até que ponto elas foram válidas.
Vê também o histórico de tudo o que recebi
e julga se sou suficientemente grato.
.
Pai
Nas minhas mãos estão as marcas dos serviços prestados …
vê se trabalhei e tenho trabalhado da forma que Tu aprovas.
Vê quantos foram os toques de afeto
e de agressão e apresenta-me o saldo.
Julga as palavras escritas em meu diário
de alegrias e de aflições.
Pai
Vê os apertos de mãos que já dei,
os acenos de adeus e os sinais de ‘sim’ e de ‘não’.
Estão sob Teu juízo minha honestidade e minhas dores.
Pai
Toma minhas mãos …
Sente como se através delas o meu coração falasse.
Diz se posso olhar-Te nos olhos
ou com elas esconder a minha face.
Amém
Do Livro ‘Preces Sem Pressa’
de Silvia Schmidt

Tua presença, tão necessária à Criação, alegra Meu Ser.
Um Ser que busca, constantemente, ver-te pleno, tranqüilo em tua luz, em tua perfeição.
Mas, percebo que não estás em paz, e estás assim
por teres acreditado que ela poderia ser roubada de ti,
um ser que, por natureza, contém todas as coisas.
Um ser que tem tudo, porque és tudo.
Vejo-te cabisbaixo, olhando para o chão como se lá estivesse a tua cura, o teu alento.
Vejo tuas mãos escondendo o teu coração
e vejo tua vontade conformada no vazio dos teus dias.
Por mais que Eu queira, não consigo entender…
Tantos vales para caminhares, tantos rios, tantos mares para te banhares.
Tanta luz, tantas cores para te alegrares,
Tantas estrelas, noites calmas para que
no teu silêncio nosso encontro fosse possível…
Dei-te o mais nobre lugar entre a Criação
porque és aquele que chamo por Meu Filho.
Dei-te um ser perfeito, onde tudo está e de onde nada pode ser tirado, roubado ou danificado, para que estivesses seguro em todas as circunstâncias.
E tu escolheste ser imperfeito, tu escolheste atacar
ao invés de amar aqueles que são teus irmãos, teus iguais.
Escolheste o ódio ao amor, a tristeza à alegria, o sofrimento ao prazer.
Olho para ti e percebo que sem a tua beleza original,
o Meu Reino é incompleto.
Percebo tua inocência, o teu olhar perdido,
próprio daqueles que não sabem o que fazem
e aquieto Meu Ser, pois estabeleci que a tua vontade seria respeitada acima de todas as coisas.
Sei que tu Me procuras, mas digo que a tua vontade ainda não é suficiente.
Deves querer verdadeiramente e tu Me encontrarás.
Estou em ti, Meus Pensamentos estão contigo.
Acha-me e Serei Completo.
Acha-me e Deixarei de Ser um Deus Solitário.
Liberta teu ser Criança, para que possas usufruir de tudo aquilo que és.
És mais que as montanhas, que o sol, que o ar que respiras.
És o Meu Filho Amado, em quem Me Comprazo.
Traga para Mim um pouco da tua terra, e Dar-te-ei um jardim florido.
Traga para Mim teu sofrer e O transformarei em alegria, livrando-te de todos os teus mal-estares, ascendendo teu espírito para que vejas a luz.
Traga para Mim o pouco de amor que te resta, e Dar-te-ei a memória de quem és.
Alegra teu ser Minha Criança e Encontra-Me em teu doce coração para que assim possas deixar de te sentir pequeno, porque és grande.
Para que assim Eu possa deixar de ser solitário, porque sou o teu Criador.


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Banhos de Descarregos

Banhos de Descarregos


A Utilização dos Banhos
A orientação e o uso das ervas são atribuições dos guias espirituais, das entidades e dos orixás, através dos Chefes de Terreiros (Pais e Mães de Santo). Os banhos de ervas, são classificados normalmente em três tipos: Banho de Descarga, Banho de Ritual e o Banho de Iniciados.
Vejamos aqui cada um deles :
BANHOS DE RITUAL
É o banho de incorporantes (médiuns de incorporação). Esses banhos tem a função de estimular os fluídos da mediunidade, ativando, revitalizando as funções psíquicas para uma excelente trabalho de ritualização dos Guias Espirituais e é também recomendado para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo da Guarda.
BANHOS DE INICIADOS
Este tipo de banho deve ser utilizado nos centros e terreiros de Umbanda por seus aparelhos, médiuns, iniciantes ou não dentro da Lei da Umbanda. Ele propicia o equilíbrio entre a aura do corpo mental e a aura do corpo astral. Equilibra, de maneira satisfatória, a incorporação das Entidades em seus aparelhos mediúnicos (filhos-de-santo).
É um banho para ser usado com muito critério e cautela, pois para cada tipo de Entidade Espiritual é destinada uma planta ou várias plantas, num conjunto ritualístico.
Um exemplo de banho de iniciados é o BANHO DE AMACI, aqui especialmente tratado.
BANHO de AMACI
É o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a freqüentar os Centros de Umbanda e que somente deve ser preparado por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador(a) do Terreiro, Babalaô ou Chefe de Culto.
É o banho que pode ser preparado da cabeça aos pés, ou simplesmente da cabeça, porque é preparado de acordo com o Santo, Orixá protetor do filho, iniciante na Umbanda. O banho de amaci é próprio para a cabeça onde reside o nosso Santo Protetor, nosso Guia Espiritual. Só podem tomar o banho de amaci aqueles que forem freqüentar e desenvolver-se na gira de Umbanda, no Centro ou Terreiro. O próprio adepto não deve nunca prepará-lo e nem tomá-lo em casa; existe todo um ritual para que seja feito o amaci da Umbanda, isto é, ervas selecionadas de acordo com o Santo do Iniciante, bem como dia e hora apropriados, e demais requisitos que o banho exige.
OBSERVAÇÕES SOBRE OS BANHOS DE ERVAS
Todos os banhos de descarga devem ser tomados do pescoço pra baixo; só se deve jogar o banho na cabeça quando for indicado pelo Orixá Chefe do Terreiro, ou autorizado pelo Babalaô ou Mãe de Santo. As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e despachadas (jogadas) nos locais apropriados; em geral, vasos grandes de plantas, jardins, num rio ou mata, mas nunca no lixo e nem nas ruas. Há banhos para todos os Orixás e Entidades e sempre que tiver dúvida consulte-os ou consulte um Pai ou Mãe de Santo sobre o banho a ser tomado. Muitos banhos tem dia e hora para tomar, portanto, consulte um Pai ou Mãe de Santo se tiver dúvidas.

Banhos Específicos:
Descarrego:
quando nos sentimos muito irritados ou extremamente desanimados
– 3 galhos de arruda
– 3 galhos de guiné
– 3 galhos de alecrim
– 1 espada de São Jorge
– 1 folha de comigo-ninguém-pode
– fumo de corda
– palha de alho.
Abre Caminho:
quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida
– 7 folhas de loro
– 7 galhos de manjericão
– 7 sementes de girassol.

Banho para atrair felicidade.
Junte em 3 litros de água morna 7 pétalas de rosas vermelhas bem perfumadas, 7 rosas brancas, 3 galhos de manjericão, 3 de alecrim, 3 gotas do seu perfume preferido. Coe tudo, e tome um banho com essa água e se seque naturalmente.
Banho de Limpeza
3 galhos de guiné
3 galhos de alecrim
1 espada de São Jorge partida em três (retirando-se a ponta e a raiz)
3 folhas de louro
3 galhos de arruda
3 punhados de alfazema
3 punhados de levante
Ferver água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.
Banho de descarrego :
1 punhado de Arruda .
1 punhado de alecrim.
1 punhado de guiné.
1 punhado de açúcar .
21 folhas de laranjeira.
1 espada de São Jorge cortada em 7 partes.
1 noz noscada ralada.
1 punhado de samambaia.
Banho de Descarrego II
1 punhado de alecrim.
1 punhado de guiné.
1 punhado de arruda.
1 punhado de quebra pedra.
21 folhas de laranjeira.
1 punhado de palha de alho.
3 punhado de sal grosso.
1 espada de São Jorge cortada em 7 partes.
Por pra ferventar todos os ingredientes em dois litros de água, deixar ferver até ficar um litro só.Deixe esfriar , coar.
Tomar o banho do pescoço pra baixo,
Fazer pelo menos três banhos .
Nos dias de Segunda, Quarta e Sextas-feiras.
Oferecer uma prece de Pai-nosso, Ave-maria e Salve-Rainha.
Oferecidos a nossa senhora do desterro :
Pedindo a ela que desterre da sua vida todos os males materiais e espirituais.
Que restitua a paz na sua casa, com a sua família, com esposo, filhos.
Que quebre toda madigaria feitiçaria, olho-gordo,inveja, trabalhos feito……
Obs.: As ervas que foram fervidas e coadas devem ser jogada no pé de uma arvore.
Modo de fazer.
Coloque todos os ingredientes pra ferver em 2 litros de água e deixe ferver até ficar + ou -,
1 litro de água.
Coar o banho, espere esfriar e toma-lo do pescoço pra baixo.
Ofereça uma prece a Nossa Senhora do desterro, pedindo pra ela desterrar da sua vida todos os males materiais e espirituais………
Fazer o banho nos dias pares: Seg., Quarta e Sextas-feiras.
No mínimo 3x.

Relação de ervas e plantas e suas propriedades:

* Arnica – afasta a negatividade
* Abre Caminho – novas forças
* Açúcar – aceitação
* Alho (palha) – proteção
* Alecrim – clareza mental
* Alpiste – prosperidade
* Arruda – proteção
* Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
* Água-de-arroz – calmante
* Água-marinha (planta) – limpeza
* Alfazema – mudança
* Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
* Comigo-ninguém-pode – defesa
* Camomila – limpeza (bactericida)
* Canela – limpeza, força e prosperidade
* Cravo da Índia – estimulante
* Crizântemo branco – calmante
* Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
* Contas de Rosário – concentração
* Cenoura (folhas) – fraqueza
* Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
* Erva doce – boas energias
* Espada de São Jorge – proteção
* Folha de Pinheiro – limpeza
* Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
* Folhas de Limão – corta energias negativas
* Folhas de Manga – prosperidade
* Folhas de Louro – prosperidade
* Fumo – proteção
* Flor de sabugueiro – calmante
* Guiné – proteção e força
* Girassol (sementes) – acelera as mudanças
* Guaraná – aumenta as energias
* Hortelã – aceitação
* Inhame – força e limpeza
* Levante – força, melhorar a auto-estima
* Losna – corta a negatividade (raivas)
* Macela – calmante (bom para insônia)
* Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
* Pitanga (folhas) – melhora a circulação
* Rosas brancas – limpeza
* Rosas vermelhas – energia
* Sementes de tangerina – para dores na coluna
Sálvia – rejuvenescimento.
Para o preparar os banhos, após reunir as ervas, coloque tudo pra ferventar em 2 litros de água Deixe esfriar.
Coe e use após o banho higiênico,sempre do pescoço pra baixo.

Tópicos Relacionados.

As Águas na Umbanda
A água na Umbanda é um dos elementos naturais mais receptivos, com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias negativas, que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.
ÁGUA DO MAR
Ótima para descarrego e para energização, batida contra as rochas e as areias da praia, vibra energia, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais, principalmente sob a vibração de Iemanjá. Podemos ir molhando os chakras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando nosso corpo de energias sutis. Ideal, se realizado em mar com ondas. Saudemos Mamãe Yemanjá e todo o Povo do Mar.
ÁGUA DA CACHOEIRA
Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e nos livra de todas as impurezas. Ideal, se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol. Saudemos Mamãe Oxum e todo Povo d’água.
ÁGUA DOS RIOS E LAGOAS
Tem também grande propriedade curadora e equilibradora. Se o rio tiver pouco movimento, quase parado, assim como a lagoa ou mangue, essa água tem uma energia decantadora e curadora. Saudemos Nanã Buruquê. Se o rio for bem movimentado com corredeiras, a energia da água é energética, equilibradora e reparadora. Saudemos Mamãe Oxum.
ÁGUA MINERAL
Água da pureza, do equilíbrio, da harmonização e da paz. Envolve nossos chakras desobstruindo-os e equilibrando- os. Utilizada para a fixação de fluidos espirituais transmitido pelas Entidades de Luz. É uma água muito fácil de se encontrar, por isso aproveitem esse Axé. Saudemos Oxalá.
ÁGUA DE POÇO
É excelente nos casos de doenças, tanto no corpo espiritual como no corpo astral, pois tem uma grande energia transmutadora. Essa água está em contato com a terra, que é o agente mais poderoso de regeneração física absorvendo a energia ruim da área afetada, colocando em seu lugar uma energia boa. A cura se processa graças a uma troca de energia devido a interação entre os componentes físico, químico e energético que a terra oferece. Saudemos Omulu e também Nanã.
ÁGUA DA CHUVA
É altamente energética e purificadora. É a água que entrou em estado de vaporização e absorve toda a energia do ar, quando novamente entra em outro estado de mudança e retorna ao estado liquido, caindo do céu sobre a terra. Por isso, é utilizada justamente nos momentos em que precisamos de mudança. A água da chuva é benéfica e pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai as vibrações negativas do local. sendo ótima também para banhos de descarrego e limpeza de ambientes, pois é ela que limpa as ruas e as encruzas carregando todas as vibrações dos trabalhos arriados nesses locais. Saudemos Iansã, dona do tempo e das tempestades


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Histórias de Oxossi


Histórias de Oxossi
Oxóssi aprende com Ogun a arte da caça.
Oxóssi é irmão de Ogun.
Ogun tem pelo irmão um afeto especial.
Num dia em que voltava da batalha, Ogun encontrou o irmão temeroso e sem reação, cercado de inimigos que já tinham destruído quase toda a aldeia e que estavam prestes a atingir sua família e tomar suas terras.
Ogun vinha cansado de outra guerra, mas ficou irado e sedento de vingança.
Procurou dentro de si mais forças para continuar lutando e partiu na direção dos inimigos. Com sua espada de ferro pelejou até o amanhecer.
Quando por fim venceu os invasores, sentou-se com o irmão e o tranqüilizou com sua proteção.
Sempre que houvesse necessidade ele iria até seu encontro para auxiliá-lo.
Ogun então ensinou Oxóssi a caçar, a abrir caminhos pela floresta e matas cerradas. Oxóssi aprendeu com o irmão a nobre arte da caça, sem a qual a vida é muito mais difícil.
Ogun ensinou Oxóssi a defender-se por si próprio e ensinou Oxóssi a cuidar da sua gente.
Agora Ogun podia voltar tranquilo para a guerra. Ogun fez de Oxóssi o provedor.
Oxóssi é o irmão de Ogun.
Ogun é o grande guerreiro.
Oxóssi é o grande caçador
Oxóssi mata a mãe com uma flechada.
Olodumare chamou Orunmilá e o incumbiu de trazer-lhe uma codorna.
Orunmilá explicou-lhe as dificuldades de se caçar codorna e rogou-lhe que lhe desse outra missão.
Contrariado, Olodumare foi reticente na resposta e Orunmilá partiu mundo afora a fim de saciar a vontade do seu Senhor.
Orunmilá embrenhou-se em todos os cantos da Terra.
Passou por muitas dificuldades, andou por povos distantes.
Muitas vezes foi motivo de deboche e negativas acerca do que pretendia conseguir.
Já desistindo do intento e resignado a receber de Olodumare o castigo que por certo merecia, Orunmilá se pôs no caminho de volta.
Estava ansado e decepcionado consigo mesmo.
Entrou por um atalho e ouviu o som de cânticos.
A cada passo, Orunmilá sentia suas forças se renovando.
Sentia que algo de novo ocorreria.
Chegou a um povoado onde os tambores tocavam louvores a Xangô, Iemanjá, Oxum e Obatalá.
No meio da roda, bailava uma linda rainha.
Era Oxum, que acompanhava com sua dança toda aquela celebração.
Bailando a seu lado estava um jovem corpulento e viril.
Era Oxóssi, o grande caçador.
Orunmilá apresentou-se e disse da sua vontade de falar com aquele caçador.
Todos se curvaram perante sua autoridade e trataram de trazer Oxóssi à sua presença.
O velho adivinho dirigiu-se a Oxóssi e disse que Olodumare o havia encarregado de conseguir uma codorna. Seria esta, agora, a missão de Oxóssi.
Oxóssi ficou lisonjeado com a honrosa tarefa e prometeu trazer a caça na manhã seguinte.
Assim ficou combinado.
Na manhã seguinte, Orunmilá se dirigiu à casa de Oxóssi.
Para sua surpresa, o caçador apareceu na porta irado e assustado, dizendo que lhe haviam roubado a caça.
Oxóssi, desorientado, perguntou à sua mãe sobre a codorna, e ela respondeu com ares de desprezo, dizendo que não estava interessada naquilo.
Orunmilá exigiu que Oxóssi lhe trouxesse outra codorna, senão não receberia o Axé de Olodumare.
Oxóssi caçou outra codorna, guardando-a no embornal.
Procurou Orunmilá e ambos dirigiram-se ao palácio de Olodumare no Orum.
Entregaram a codorna ao Senhor do Mundo. Olodumare olhou para Oxóssi e, estendendo seu braço direito, fez dele o rei dos caçadores.
Agradecido a Olodumare a agarrado a seu arco, Oxóssi disparou uma flecha ao azar e disse que aquela deveria ser cravada no oração de quem havia roubado a primeira codorna.
Oxóssi desceu à Terra.
Ao chegar em casa encontrou a mãe morta com uma flecha cravada no peito.
Desesperado, pôs-se a gritar e por um bom tempo ficou de joelhos inconformado com seu ato.
Negou, dali em diante, o título que recebera de Olodumare.
Oxóssi desobedece Obatalá e não consegue mais caçar.
Havia uma grande fome e faltava comida na Terra.
Então Obatalá enviou Oxóssi para que ele aí caçasse e provesse o sustento de todos os que estavam sem comida.
Oxóssi caçou tanto, mas tanto, que ficou obsessivo: ele queria matar e destruir tudo o que encontrasse.
Obatalá pediu-lhe que parasse de caçar, mas Oxóssi desobedeceu. Oxóssi continuou caçando.
Um dia encontrou uma ave branca, um pombo.
Sem se importar que os animais brancos são de Obatalá, Oxóssi matou o pombo.
Obatalá voltou a pedir que ele não caçasse mais, porém Oxóssi continuou caçando.
Uma noite Oxóssi encontrou um veado e atirou nele muitas flechas.
Mas as flechas não lhe causavam nenhum dano.
Oxóssi aproximou-se mais e flechou a cabeça do animal.
Nesse momento, o veado se iluminou.
Era Obatalá disfarçado, ali, todo flechado por Oxóssi.
Oxóssi não conseguiu caçar nunca mais. Profundo foi seu desgosto.
Oxóssi mata o grande pássaro.
Em tempos distantes, Odùdùwa, Obà de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames.
Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura.
De repente, um grande pássaro, (èlèye), pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando fardas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as Àjès (feiticeira, portadoras do pássaro), personificando seus poderes atravez de Ìyamì Òsóróngà.
Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes.
O Oba então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas.
Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas.
Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro.
Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas.
Fanfarão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu.
Por fim, já com todos sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha.
Sua mãe Yemonjá, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, vez que três dos melhores caçadores falharam em suas tentativas.
Yemonjá foi consultar Ifá para Òsotokànsosó.
Foi consultar os Bàbálàwo. Eles disseram que faça oferendas.
Eles dizem que Yemonjá prepare ekùjébú (grão muito duro) naquele dia.
Eles dizem que tenha também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas).
Eles dizem que tenha èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira).
Eles dizem que Yemonjá tenha seis kauris.
Yemonjá faz então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção.
Eles dizem que ofereça em uma estrada, dizem que recite o seguinte: “Que o peito da ave receba esta oferenda”.
Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abria sua guarda recebendo a oferenda ofertada por Yemonjá, recebendo também a flecha serteira e mortal de Òsotokànsosó.
Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: “òsóòsì! òsóòsì!” (caçador do povo).
A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje.Oxossi.

Oxossi mata Oxumarê
Oxossi estava viciado em caçar, Oxossi caçava todo dia etoda noite, oxossi e a aldeia estava em crise de fome,
certo dia yemanjá sua mãe pediu para oxossi não caçarnanoite seguinte pois na mata estava um orixá encantado,
oxossi muito teimoso desobedeceu yemanja e foi caçar na noite seguinte, entrando na mata avistou uma serpente enorme oxossi não pensou duas vezes, ele atirou sua flacha e matou a serpente, contente por ter encontrado uma caça tão prospera levou para sua casa, chegando la oxum sua esposa quando avistou a serpente que oxossi estava trasendo em suas costas, gritou, oxum se desesperou e falou para oxossi que aquela serpente era orixa oxumarê bense dan angorô sagrada, logo a serpente se enroscou em oxossi e engoliu o rei caçador, Oxum desesperada procurou oxala lufã para ressucitar oxossi, oxala atendeu oxum e reviveu oxossi como orixá, o caçador que matou oxumarê, e oxum deu a cidade de ketu para oxossi.
Ossanha prende oxossi na mata
Certo dia oxossi saiu para caçar, yemanjá sua mãe proibiu oxossi de caçar nas profundesas das matas, pois la se escondia um perigo, oxossi teimoso como sempre desopedeceu sua mãe e foi de mata a dentro caçar, logo entre as folhas surge um homen alto bonito e falou que precisava muito de uma companhia pois vivia sozinho na floresta, oxossi se recusou e no dia seguinte oxossi tornou a voltar na mata e avistou o homen das folha novamente e servio a oxossi uma bebida oxossi bebeu e aparti desse momento oxossi começou a viver nas matas e esqueceu de sua mãe e de seu irmão ogum, e começou a morar nas na floresta , yemanja preocupada com o sumisso do filho pediu a ogum procurar oxossi, ogum quando encontrou oxossi viu que o irmão não era mais o mesmo e tinha se acostumado com as matas e falou para yemanja que oxossi foi infeitiçado por Ossanha o orixa das folhas,e até hoje oxossi anda junto com ossanha nas matas, ossanha é as folhas e oxossi a madeira da arvore sempre andam juntos.

Oxum mata oxossi
Oxossi todas as vezes quando ia caçar ele cruzava o rio,
oxum a dona do rio era apaixonada por oxossi, mas oxossi não gostava das mulheres da beira do rio, então
oxum enfeitiçou as abelhas fabricadoras de mel para atacar oxossi na mata, oxossi foi atacado pelas abelhas
de oxum o deixando sego , surdo e mudo para todos menos para oxum que com seu canto foi guiando oxossi
desesperado pelas abelhas, ate que oxum pediu no canto que oxossi entrasse no rio e mergulhase pois as abelhas
não podiam atacar, então oxossi louco para se livrar das
abelhas mergulhou no rio, na hora oxum o segurou e
levou oxossi para as profundesas do rio assim oxossi
nunca mais voltou para as matas e ficou pertecente a
oxum para sempre.
Oxossi se apaixona por oxum e surge Logun
Oxossi todas as vezes que ia caçar aparecia na beira do rio para se refrescar, e todas as vezes Oxum avistava oxossi e adimirava tamanha beleza do caçador, mais oxossi não gostava das mulheres do rio, oxossi gostava das mulheres das matas, oxum perguntou a exu irmão de oxossi como poderia fazer oxossi gostar dela e se apaixonar, exu falou que ela so conseguiria ficar com oxossi se ela tomasse um banho de mel e jogasse folhas em seu corpo, então oxum fez, no dia seguinte quando oxossi se aproximou da beira do rio avistou uma linda mulher das matas, oxossi se encantou então rolou um romace por muito tempo, mais certo dia oxossi percebeu a farsa de oxum então oxossi deixou oxum e foi embora, mais oxum quando avistou oxossi indo embora gritou que estava gravida, oxossi ficou muito feliz e disse que queria ver a criança, então a criança passou a viver 6 meses nos rios com oxum e 6 meses nas matas com oxossi, o nome da criança é logun edé que se tornou o principe dos orixas,a união das matas com os rios, logun edé caçador e pescador, o orixa mais bonito e rico de todos os orixas, união dos oxos com ajes.

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Histórias de Oxum

Histórias de Oxum

Oxum sempre foi mulher vaidosa, bela e elegante ofuscava a todos com seu brilho vistoso. Uma coisa, porém fazia-lhe falta, queria muito saber sobre os mistérios de Ifá.
Tinha sede do conhecimento dos oráculos, precisava conhecer o passado, presente e futuro, somente assim se sentiria realizada.
Pensou bastante a respeito e resolveu procurar Exu, usou toda sua doçura e encanto para que ele lhe ensinasse os segredos.
Exu sentiu-se atraído pela bela mulher, mas não era de entregar nada gratuitamente e lhe propôs um trato.
Se ela ficasse junto dele por sete anos fazendo todos os serviços de sua casa, entregaria os mistérios que ela tanto desejava. Oxum aceitou e durante todo o tempo do trato, lavou, passou e cozinhou para Exu.
No final do período tratado, Exu cumpriu o que havia prometido e liberou-a.
A moça, entretanto havia se apaixonado e mesmo com os segredos em mãos preferiu continuar morando com ele. Assim viveram por muito tempo em perfeita harmonia.
Um dia Oxum estava à beira de um rio cantando com maviosa voz enquanto penteava os cabelos. Xangô, que por ali passava, escondeu-se para ver de onde vinha tão maravilhosa melodia.
Ao deparar-se com a beleza encantadora da bela mulher enamorou-se perdidamente.
Impetuoso como sempre, foi até ela e declarou-se.
Ela, porém, explicando sua condição de casada e feliz, recusou o amor que o homem dizia sentir.
Tomado de fúria, não admitia ser contrariado, agarrou a mulher e levou-a para seu reino onde a trancafiou no alto de uma torre de onde somente sairia para unir-se a ele.
Dias e noites sem fim se passaram e Oxum em sua masmorra apenas chorava em desespero.
Enquanto isso, Exu vasculhava por todos os cantos do mundo a procura da mulher que aprendera a amar e respeitar.
Quando já estava para desistir, resolveu descansar à sombra de uma árvore, quando ouviu um canto melancólico e reconheceu imediatamente a voz que tanto amava.
Rapidamente subiu até a torre e tomou conhecimento de tudo que acontecera.
Tentou de todas as formas tirá-la dali, mas Xangô havia sido previdente, usara de um artifício mágico que deixava a mulher presa dentro de um circulo e somente ele conseguiria libertá-la.
Sentindo-se derrotado, Exu foi embora jurando que voltaria.
Andou sorumbático pelos caminhos, a cabeça em turbilhão, quando se deparou com um velho que perguntou o porquê daquela tristeza.
Onde estava a alegria tão comentada de Exu? Ele não teve forças para responder, apontou o alto da torre que se via ao longe.
O velho era Orunmilá e não precisou de mais detalhes, apenas queria saber o tamanho do amor que unia aqueles dois e a resposta do rapaz foi o suficiente.
Tirou um saquinho de sua vestimenta e entregou a ele recomendando que aspergisse seu conteúdo sobre Oxum. Cheio de alegria e esperança Exu voltou correndo à prisão de sua amada.

Sem dizer nada apenas jogou sobre ela todo o pó que Orunmilá lhe dera.
No mesmo instante Oxum transformou-se em uma linda pomba dourada e saiu voando direto para seu lar onde mais tarde se reencontraram e viveram felizes por muitos anos.
Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, dona do ouro.
Oxum é a Rainha de Ijexá. Orixá da prosperidade, da riqueza, ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe.
Oxum exerce uma ampla influência no comportamento dos seres humanos, regendo principalmente o lado teimoso e manhoso, além daquele espírito maquiavélico que existe em todos nos.
Dizem que “ a vingança é um prato que deve ser servido frio” e a articulação da vingança e seus pormenores tem a influência desta força da Natureza.
No bom sentido, Oxum é o “veneno” das palavras, é o comportamento piegas das pessoas, é a forma “metida”, esnobe, apresentada, principalmente pelo sexo feminino.
Oxum é o cochicho, o segredinho, a fofoca.
Geralmente está presente quando um grupo de mulheres se reúne.
É o seu habitat, pois está encantada nas conversas, nos risinhos, nos comentários, nas intriguinhas.
Oxum rege o charme, o it, a pose. Tudo que está ligado à sensualidade, à sutileza, ao dengo, tem a regência de Oxum.
Esta força é que desenvolve tais sentimentos e comportamentos nos indivíduos, sendo o sexo feminino o mais influenciado.
Oxum também é o flerte, o namoro, a paquera, o carinho. É o amor, puro, real, maduro, solidificado, sensível. Oxum não chega a ser a paixão. Esta é Iansã . Oxum é o amor, aquele verdadeiro. Ela propicia e alimenta este sentimento nos homens, fazendo-os ser mais calmos e românticos.
Realmente, Oxum é a Deusa do Amor. Sua força está presente no dia-a-dia, pois que não ama de verdade? Embora o mundo de hoje esteja tumultuado demais, ainda existe espaço no coração do homens para o amor. Ele ainda existe, e Oxum é quem gera este sentimentos mágico. Aliais, Oxum está muito intimamente ligada à magia. É sabido pelo povo do candomblé que o filhos de Oxum são muito chegados ao feitiço. E isso tem explicação: Oxum é a divindade africana mais ligada às Yámi Oxorongá, feiticeiras, bruxas. Com elas aprendeu a arte da magia. Por isso, os filhos de Oxum são tão poderosos nesta arte.
Mas a magia está presente em quase tudo que fazemos, principalmente no que se refere ao coração, ao sentimento. Oxum é o encanto desses momentos, sua presença se dá nessas horas.
Oxum é os sentimentos doces, equilibrados, maduros, sinceros, honestos. É o sentimento definitivo, aquele que dura a toda a vida. Oxum é a paz no coração, é o saber que “amo e sou amado”.
Mas ele se encanta também na manha, no denguinho feminino, na vontade de ter algo, apenas por ter. Ela é o mimo, a menininha mal acostumada. É a sensualidade do “biquinho” feminino, quando quer uma coisa. É o charme!
Oxum também é a água doce, o olho d’água, onde encanta seu filho Logun-Éde. É a cachoeira, o rio, que também tem a regência de seu filho. É a queda da água da cascata.
Regente do ouro, ela está presente e se encanta em joalherias e outros lugares onde se trabalha com ouro, seu metal predileto e de regência absoluta. É a protetora dos ourives. Oxum é o próprio outro, e está presente em todas as peças e jóias feitas com este metal.
Entretanto, a regência mais fascinante de Oxum é a fecundação, melhor, o processo de fecundação. Na multiplicação da célula mater – que vai gerar a criança, a nova vida no ventre – Exu entrega a regência para Oxum, que vai cuidar do embrião, do feto, até o nascimento. É Oxum que vai evitar o aborto, manter a criança viva e sadia na barriga da mãe. É Oxum que vai reger o crescimento desta nova vida que estará, neste período de gestação, numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas. É sem duvida alguma, uma das regências mais fascinantes, pois é o inicio, a formação da vida. E Oxum “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entregará para Yiá Ori (Iemanjá), que dará destino àquela criança.
Como disse antes, Oxum é uma força da Natureza muito presente em nossas vidas, já que todos nós fomos gerados no útero materno; todos nós convivemos, ainda na barriga da mãe, com Oxum e, num breve sentimento de carinho e amor, estaremos desenvolvendo esta força dentro de nós. Oxum é o amor e a capacidade de sentir amor. E se amamos algo ou alguém é porque ela está viva dentro de nós.

Mitologia

Mitologia
Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá:
– Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios!
E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha:
– Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar!
Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse.
– Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino.
Ao que Exu respondeu:
Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!
Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia.
Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum:
– O que você quer aqui mocinha?
– Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado.
– E por que quer aprender a magia?
– Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios!
As Yámi, há muito querendo “pegar Exu pelo pé”, resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu.
Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu:
– Ensina-me a ver os búzios, Exu?
– Não e não! Foi sua resposta.
Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego.
– Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu.
Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu:
– Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?
– Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!
– Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16?
– Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.
– Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande!
– É Okanran! Ai! Ai! Não enxergo nada!
– Olha, achei outro, é menorzinho.
– É Eji-okô, me dê, me dê!
– Ih! Exu,. Achei um compridinho!
– E Etá-Ogundá, passa para cá….
E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado.
– Hum! Acho que essa garota me passou para trás!
No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu.
Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai:
– Fiz tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!
“Ora Yê Yê, amor…. Ora Yê Yê, Oxum…
Dados
Dia: Sábado;
Data: 8 de dezembro;
Metal: latão e ouro, o bronze e o cobre;
Cor: amarelo;
Partes do corpo: todo o rosto, o baixo ventre, o baço; às vezes o coração; patrona do ventre; a terceira visão e a circulação sanguínea (os rios);
Comida: omoolocum e banana fritas;
Arquétipos: calmos, carinhosos, desprendidos, vaidosos, volúveis, altruístas, sonhadores, muito elegantes apaixonados, por jóias, perfumes e vestimentas caras; símbolo do charme e beleza, sensuais, porém reservados, evitam chocar a opinião publicar à qual dão grande importância; sob sua aparência calma e sedutora, escondem uma vontade muito forte, um grande desejo de ascensão social.
Símbolo: abebê



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Fundamentos da Quartinha

Fundamentos da Quartinha

A Umbanda tem sua ritualística própria e dentro das suas peculiaridades está o ritual das Quartinhas.
Ao chegar num Terreiro é muito comum avistar na entrada, sobre o piso ou sobre o portal da entrada, uma QUARTINHA, que significa que o espaço é Sagrado e tem a faculdade de mostrar à primeira vista que se trata de um local de ritual religioso.
O termo QUARTINHA se refere a um recipiente de barro, usado para acondicionar líquidos com capacidade de 250 ml a meio litro. É um dos utensílios indispensáveis nos cultos afro-brasileiros, sendo usado na maioria dos assentamentos e na obtenção dos AXÉS.
Existe um costume praticamente esquecido pela maioria dos Terreiros, pelo qual, quando o filho da casa ou um visitante chega ao Terreiro, se despacha a água da QUARTINHA e coloca-se água nova na mesma. Com essa ação, entende-se que a água está transmutando as energias, dando uma purificação ao ato.
Antigamente, as quartinhas eram de barro, pois a lou­ça era um artigo raro e caro, ina­cessível às classes menos favorecidas. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e ou­­tros utensílios feitos de bar­­ro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pe­­los in­dígenas, uma vez que os co­­lo­­nizadores mais po­bres tam­bém usa­vam uten­sílios de bar­ro cozido. Eram os vasi­lhames e uten­sílios mais po­pulares e mais baratos na­quela época.
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em lou­ça, pode usá-los à vontade.
Até porque as quartinhas de barro precisam passar por um envernizamento externo e por um revestimento oleoso in­terno, para que a água ou outra bebida colocada dentro dela não seja absorvida pelo barro e, sob temperaturas elevadas, evapore completamente.
A importância da água: é um fator preponderante na Umbanda. A água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica.
A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego. Ao se rezar para uma pessoa com um copo de água do lado, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água fica fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda sem ter um copo de água do lado.
A água que se apanha na cachoeira é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois, atrai as vibrações negativas do local. A importância da água pode ser traduzida numa única palavra: “VIDA”!

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As águas utilizadas para descarrego, têm fundamento parecido com a fumaça, sendo que a fumaça carrega as energias consigo similar ao vento, e a água absorve estas energias.
As águas em copos nas obrigações significam energia vital, e nos copos juntos às velas de Anjo da Guarda ou atrás das portas de entrada, têm a finalidade de atrair para si as energias que por ali passam, atraídas pela Luz ou passando pela porta. Os copos de águas utilizados para estes fins (Anjo da guarda ou atrás das portas) devem ser descarregados pelo menos de 7 em 7 dias, pois senão fiarão saturadas e perderão seu poder de absorção. Esta descarga deve ser feita em água corrente (na pia com a torneira aberta, por exemplo). Pois simboliza movimento, necessário para transportar as energias absorvidas por ela.
Na Umbanda, a água é um dos elementos naturais mais receptivos com uma energia altamente condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da Umbanda e principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.
Ao desincorporar um ORIXÁ, a água da QUARTINHA proporcionará ao médium uma calma salutar após o transe espiritual.
As QUARTINHAS servem de imã espiritual para o médium, tanto o lado bom ou ruim que lhe desejam ou que assimila durante os trabalhos, nas giras ou simplesmente no que acontece diariamente. Todos os fluidos são absorvidos pelas energias constantes da água contida nas QUARTINHAS.
Uma quartinha é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só de­ve conter suas vi­bra­ções. Deve se cuidar da quartinha como se cuida da própria alma. É como se fosse sua essência e tivesse um pouquinho da essência da sua alma.
Além do mais, caso a quartinha fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coi­sas podem influir sobre ela e ele tais como demandas, etc…
Na abertura da gira, existem regras, condutas que são seguidas conforme determinação do Mentor Espiritual da Casa. Para abertura da gira é necessário defumação, Hino da Umbanda, corimbas, pontos cantados e riscados, firmezas, etc…
O terreiro só consegue desenvolver suas atividades se tiver como objetivo maior dar assistência aos necessitados que procuram para receber ajuda seja física, espiritual e às vezes psicológica.
É de suma importância a energia e sustentação da abertura da gira e para tanto é necessário que seja seguida a doutrina e tradição da religião, que tem sua forma de louvar, rezar, cantar, saudar, reverenciar, defumar…

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Banho de Ogum para abertura de caminhos

Banho de Ogum para abertura de caminhos

Trazemos o Banho de Ogum para abertura de caminhos.
Ogum é o orixá ligado a linha da lei na Umbanda, senhor da guerra, protetor das causas difíceis.
Ogum é conhecido por não abandonar os filhos nas batalhas.
Banho de Ogum banho para abertura de caminhos
Você vai precisar de:
7 folhas de peregum verde
um punhado de erva vence tudo
um punhado de erva abre caminho
Modo de Preparo:
Colocar 3 litros de água para ferver, assim que a água entrar em ebulição, adicionar as ervas.
Mexer com uma colher no sentido horário, tampar a panela e deixar cozinhar em fogo baixo por mais 7 minutos, desligar o fogo.
Manter abafado por 4 horas e coar Adicione mais água as ervas em um balde.
O banho para abertura de caminhos deve ser tomado do pescoço aos pés despejando a água com o fluído das ervas, após o banho higiênico.
Peça a Ogum para afastar as impurezas e trazer abertura a seus caminhos.

Oração a São Jorge.

ERVAS DE OGUM
Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.
Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.
Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.
Agrião: excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante de ação ligeira.
Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.
Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.
Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.
Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.
Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é o estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.
Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.
Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.
Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.
Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.
Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.
Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.

Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.
Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.
Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.
Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.
Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).
Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.
Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.
Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.
Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.
Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.
Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.
Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.
Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.
Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.
Sangue-de-dragão : Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho: É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá.
Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.
Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.

ERVAS MAIS USADAS NA UMBANDA

Alecrim – Pertence a Oxalá. Entra em qualquer obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá.
Bastante emprego nos rituais de defumação, banho de descarrego. É parte indispensável do ‘abo’. Eficiente destruidor de larvas astrais.
O Chá é empregado para combater tosses e broquites com sucesso.
Arruda – Planta de odor bem forte que pertence a Oxóssi e Exu. Muita usada contra maus fluídos, inveja, olho-grande, e para benzimentos. A variedade do orixá Oxóssi, com folhas miúdas; aplica-se nos bori, lavagem de contas (guias), e banhos de limpeza ou descarrego. O uso medicinal é contra verminoses e reumatismo em chás, e o sumo aplica-se para reduzir feridas.
Bambú – Pertence a Yansã e Egun. Muito aplicada como enfeite nas casas de Egun nas festas. Poderoso defumador contra larvas astrais, fazendo mistura com palha ou bagaço de cana. Excelente banho contra perseguição de obsessores ou maus espíritos. Na medicina popular é utilizado nas diarréias e pertubações do estomago.
Camomila – Pertence a Oxalá e Oxum. Aplicação em banhos de descarrego e no “abo”. Na medicina popular tem larga utilização em chás reguladores dos intestinos; estimula o apetite.
Cana-de-Açucar – Pertence a Exú. Planta muito importante nos rituais. Seja o bagaço ou o produto, o açucar, são amplamente utilizadas em defumações para melhoria das condições financeiras, misturando com pó de café virgem, cravo-da-índia, e canela em pó.
Girassol – Pertence a Oxalá. Utiliza-se em qualquer obrigação de cabeça, no ‘abo’ e banhos de descarrego. Tem muito prestígio em defumações pois é poderoso anulador de fluidos negativos edestruidora de larvas astrais. Nas defumações usa-se as folhas e nos banhos colocam-se também as pétalas colhidas antes do nascer do sol.
Romã – Erva Sagrada pertencente a Yansã. As folhas são utilizadas em banhos de descarrego.
A medicina popular emprega o cozimento das cascas dos frutos para o combate de vermes e o mesmo cozimento para gargarejos nas inflamações de garganta e da boca.

 


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Banho de Iemanjá

Banho de Iemanjá

Banho de Iemanjá
– pétalas de 7 rosas brancas
– 7 colheres de sopa de perfume de alfazema .
Colocar 4 litros de água para ferver, assim que a água entrar em ebulição adicionar as pétalas de rosas, mexer com uma colher no sentido horário, desligar o fogo tampando a panela e deixando abafado por 3 horas.
Coar para um balde adicionando o perfume e mais água do chuveiro.
Após o banho normal, jogar desde a cabeça aos pés, pedindo à Iemanjá que leve para o fundo do mar todas as perturbações presentes em sua vida.
Jogar as pétalas coadas em um jardim.
Banhos de Iemanjá para Conquistar coisas boas nos Caminhos
Esse é um banho de encantamento, ou seja é um banho de axé para Iemanjá ajudar você a Conquistar as Coisas boas que deseja em seus caminhos.
Iemanjá é a mãe de todas as cabeças e rege todos os filhos, dona das águas, veste branco, azul marinho, verde água e suas contas são cristal, transparente e também cristal verde.
Sua saudação é Odo Yiá, odo si agba, o seu dia da semana é sábado (o dia de todas as yabá “santas mulheres”) e sua Oferenda é canjica refogada no camarão seco no dendê (boiá ou dibô).
banho para yemanjá Os elementos do Banho de Iemanjá (Material)
– Água fria – Folhas de Pata de Vaca;

– Folhas de Tapete de Oxalá (boldo);
– Mel – Flores Brancas Como preparar o Banho para Iemanjá ajudar no que precisa:
Primeiro você deve lavar as folhas (Ewe) uma a uma, e logo que terminar deve colocar elas em uma bacia com água e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos e se possível cantando para Ossain e Iemanjá (xirê de Iemanjá em ketu no vídeo abaixo).
Acrescente 08 gotas de perfume.
Tome o banho da cabeça para baixo pedindo tudo de bom para está Orixá que é a mãe dos Orixás.
Use roupas limpas, claras, evite falar alto, não se aborreça, evite rua a noite, pelo menos em 24 horas após o trabalho.
Iemanjá é um dos orixás mais poderosos da Umbanda.
Ela representa as forças da natureza, é a Rainha do Mar, mães de todos os Orixás e é quem rege nossas casas e lares.
Se você quer realizar um pedido, ninguém melhor para pedir do que Iemanjá, porque nós sabemos que uma mãe não consegue negar um pedido de coração feito por um filho.
Tem um pedido urgente? Um desejo que está difícil de concretizar?
Faça esse banho mágico de Iemanjá! Como realizar esse banho mágico Você vai precisar de:
– 1 punhado da erva colônia
– 1 punhado de jasmim
– 1 punhado de pétalas de rosa branca
– 1 punhado de flores de Alfazema
– 1 punhado de oriri
– 1 punhado das flores e folhas de pata de vaca
– 4 litros de água Em um sábado de manhã, coloque os 4 litros de água para ferver.
Assim que levantar fervura, adicione todos os ingredientes citados acima e com uma colher da pau, misture por 5 minutos em sentido horário (tem necessariamente que ser nesse sentido, é só copiar o sentido de rotação do relógio).
Depois, tampe a panela e deixe descansando durante 3 horas.
Após esse período, coe a mistura e despeje em um balde.
No banheiro, complete o balde com mais água do chuveiro para que fique muita água para o seu banho mágico. Feito isso, tome um banho normalmente, bem calmo, relaxado, tentando atrair energias positivas para o ambiente. Se for possível, utilize sabonetes e shampoos bem aromatizados e sais de banho.
Por fim, despeje a água do banho mágico da cabeça aos pés, pedindo repetidamente à Iemanjá pelo seu desejo.
Comemorada em 02 de fevereiro, nossa querida “Rainha do Mar” “
Dia 02 de fevereiro é dia de festa no mar, eu quero ser o primeiro a salvar Iemanjá!” como na música popular brasileira anuncia, “afinal que o dia dela chegou” e neste dia comemoramos a nossa querida “Rainha do Mar”.
Yeye Omo Ejá, (Yemanjá ou Iemanjá) que significa “mãe cujos filhos são peixes” é saudada no começo do ano para trazer a prosperidade, a união da família a qual Iemanjá rege com pulsos firmes, e vem também reforçar e refazer os laços afetivos quebrados com as amarguras e os ressentimentos dos relacionamentos amorosos.
Saudações a “Rainha do Mar” Saudações a “Rainha do Mar” Iemanjá é a padroeira da família, sendo a ela que se recorre quando os laços familiares estão corrompidos ou em processo de desarmonia.
Iemanjá ancora seus filhos e protegidos, ajuda na cura dos vícios e abre os olhos daqueles que navegam nos mares da vida para os perigos das suas travessias.
Por isso, Iemanjá é protetora daqueles que viajam pelo mar, e traz a boa energias das águas salgadas para descarregar e lavar nosso corpo e nossa alma.
O banho de mar é um banho de descarrego completo ofertado pela “Rainha do Mar” para proteção e descarrego de todos os seus filhos na terra. Traz boas energias de prosperidade e beleza a quem toma o banho de mar
Sábado é o dia de rezar com fé a Rainha do Mar e fazer seus pedidos para que a poderosa orixá Iemanjá possa lhe abençoar!
Você pode acender uma vela azul clara, rosa ou branca a Yemanjá e pedir com fé que suas graças serão atendidas.
Oração a Iemanjá
Odoyá Iemanjá!
Rainha do Mar!
Traga sua proteção a minha família harmonizando nossas vidas!
Não permita que falte o alimento e a morada!
Como as ondas do mar, leve embora os males espirituais e as doenças.
Conceda forças e axé para que toda minha família prospere nessa vida!
Odoyá Yemanjá!
Salve a Rainha do Mar!


Banhos diversos:

Banho de limpeza – Guiné; Alecrim; Sal grosso.
Banho contra magia maléfica – Manjericão; Guiné; Aroeira; Alecrim; Funcho; Malva cheirosa (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho de descarrego para crianças até 14 anos – (usado também como calmante) sete balas de mel; Pétalas de rosas branca; Folha de tapete de Oxalá; Alevante; Melissa.
Banho para problemas de embriaguez – Alho macho; Salsão; Arruda; Guiné; Espada de são Jorge; Fumo em rolo desfiado; Quebra tudo.
Banho contra feitiço – Espada de São Jorge; Quebra tudo; Alevante; Guiné; Arruda; Cambuí.
Banho de proteção – Espada de são Jorge; Espada de santa Bárbara; Folha de laranjeira; Folha de limoeiro; Folha ou casca de limão galego; Folha de cidreira; Folha de cidró; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho de descarga – Quebra tudo; Quebra pedra; Quebra inveja; Arruda; Guiné; Alevante; Comigo ninguém pode.
Banho para fortificar o espírito – Folha de eucalipto do mato; Folha de eucalipto cidró do mato; Folha de erva cidreira; Folha de cidró (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho para resgatar a energia vital – Folha de cacau; Folha de fumo; Alevante; Cominho em pó; Manjerona; Manjericão.
Banho para obter boa sorte – Cambuí; Arruda macho e fêmea; Erva de bicho; Folha de fortuna; Guiné; Alevante; Quebra tudo; Funcho (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho para melhorar o clima dentro de casa – Melissa; Folha de laranjeira do céu ou da terra; Malva cheirosa; Manjericão; Funcho; Aniz..
Banho de Preto Velho para atrair sorte – três rodelas de charuto; Arruda (macho ou fêmea); Guiné de guampa; Pétalas de rosas brancas; Trevo; Perfume de alfazema (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho de Exu (abre caminho) – Beladona; Arruda macho; Guiné de guampa; Erva pombinha; Folha de amoreira; Cambuí; Folha de marmelo.
Banho de Pomba-gira (abre caminho) – Guiné de guampa; Arruda fêmea; Cambuí; Aniz; Pétalas de rosas vermelhas; Folha de aroeira; Alevante.
Banho de Exu (limpeza e descarrego) – Arnica; Amendoim (folha); Couve; Carqueja; Folha de batata inglesa.
Banho de Cosme e Damião – Laranjeira; Pétalas de rosas; Cravos; Alecrim; Tapete de Oxalá; Sete balas e mel (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho de Oxóssi – Samambaia; Barba de milho; Folha de butiá; Alecrim do campo; Folha de coqueiro; Folha ou casca da manga; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho de Oxum – Jasmim; Lírio do campo ou jardim; Erva cidreira; Salsa da horta; Pétalas de rosas amarelas; Manjericão; Aguapé; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho de Iemanjá – Alecrim; Manjericão; Hortênsias; Perfume de alfazema; Jasmim; Folha de laranjeira; Aguapé; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
Banho de Oxalá – Copo de leite; Girassol; Cravos brancos; Tapete de Oxalá; Folha de trigo; Fortuna; Funcho; Malva cheirosa.

CLASSIFICAÇÃO DAS ERVAS:
Ervas Calmas: Boldo, erva doce, erva cidreira, alecrim do campo, camomila, capim santo, malva branca, malva cheirosa, erva de santa Maria, erva de santa luzia, jasmim, colônia, macaça, aguapé, alfazema, melissa, capim cidrão, folha de maracujá, manjericão, etc…
Ervas fortes: Arruda, guiné, espada São Jorge, espada de Santa Bárbara, carqueja, aroeira, comigo ninguém pode, peregum, nega mina, umbaúba, mamona, picão branco, eucalipto, pinhão roxo, bambuzinho, taioba, lança de Ogum, espada de Ogum, folha de fumo, etc…
Ervas bravas: Barba maldita (cipó azougue), unha de gato, comigo ninguém pode, coroa de cristo, mamona, picão preto, urtiga, chorão, folha de limão, folha de seringueira, etc…
Obs.: A combinação das ervas, deve ser feita de acordo com a necessidade, não há mistério, desde que conheçamos as ervas e sua classificação e ainda os Orixás, por exemplo: banho de abre caminho deve-se usar ervas fortes combinadas com Orixás de abre caminho. Ervas bravas de preferência devem ser usadas apenas como bate folha (descarrego) na matéria ou em lugares.

BANHOS DE ERVAS
Arnica – afasta a negatividade
Abre Caminho – novas forças
Alecrim – clareza mental
Arruda – proteção
Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
Água-de-arroz – calmante
Alfazema – mudança
Camomila – limpeza (bactericida)
Canela – limpeza, força e prosperidade
Cravo da Índia – estimulante
Erva doce – boas energias
Espada de São Jorge – proteção
Folhas de Manga – prosperidade
Folhas de Louro – prosperidade
Fumo – proteção
Flor de sabugueiro – calmante
Guiné – proteção e força
Girassol (sementes) – acelera as mudanças
Hortelã – aceitação
Levante – força, melhorar a auto-estima
Losna – corta a negatividade (raivas)
Macela – calmante (bom para insônia)
Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
Pitanga (folhas) – melhora a circulação
Rosas brancas – limpeza
Rosas vermelhas – energia
Banhos Específicos:
Descarrego:
– 3 galhos de arruda
– 3 galhos de guiné
– 3 galhos de alecrim
– 1 espada de São Jorge
Abre Caminho:
– 7 folhas de loro
– 7 galhos de manjericão
– 7 cravos da india
– 7 sementes de girassol
ERVAS PARA AFASTAR MAUS ESPÍRITOS – São usadas para fazer Sacudimentos de Pessoas e Ambientes como: Losna; Cipó; Comigo-Ninguém-Pode; Fumo; Alho; Crisântemo; Bananeira; Abre-Caminhos; Espada de São Jorge; Pinhão Roxo; Guiné; Mamona, entre outras.
ERVAS PARA AMULETO – Usadas com a finalidade de Proteção e Segurança, são as seguintes: Alfavaca ou Manjericão; Guiné; Arruda; Indirí; Alecrim; Canela Preta; Espada de São Jorge, entre outras.



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Defumação de Limpeza e Descarrego

Defumação de Limpeza e Descarrego
Os lares e os locais de trabalho, são alvos de entidades perversas, que se aproveitam de sua invisibilidade e sorrateiramente penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos, prejudicando assim, o desenvolvimento material e espiritual habitam ou trabalham.
E por esse motivo, Deus (Olorum) entregou a Ossain as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e expulsar estas entidades.
Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação de lustral.
o Defumação de descarrego. Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
o Defumação lustral. Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego,ela atrai para estes ambientes, correstes positivas dos Orixás, Caboclos (índio), e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.

ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS NA DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
Palha de alho – Afasta maus espíritos
Arruda – Corta correntes negativas
Bambu (folha) – Afasta espíritos vampiros
Benjoim – Destrói as larvas astrais
Canela – Destrói as larvas astrais
Incenso – Destrói as larvas astrais
ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS DA DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Alfazema – Limpa e purifica o ambiente
Eucalipto – Atrai a corrente de Oxossi
Colônia – Atrai fluidos benéficos
Louro (folha) Atrai a corrente de Caboclo e a fortuna
Cana-de-açúcar – (palha) Atrai melhores condições.

COMO DEFUMAR E DESCARREGAR SUA RESIDÊNCIA E O SEU LOCAL DE TRABALHO
As vezes sentimos que o nosso lar e o nosso local de trabalho, estar pesado, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser. O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis.
Estes fluídos negativos são trazidos por entidades que se comprazem com o nosso sofrimento. São seres dignos de piedade e de muita prece, muitos não têm consciência do mal que estão causando, outros agem por puro prazer.
Para afastar estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres.
O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos.
Varra a casa ou o local de trabalho, acenda uma vela para o seu anjo de guarda, depois, acenda um braseiro e coloque dentro do mesmo três tipos diferentes de incenso. Comece a defumar o local da, porta dos fundos para a porta da rua, esta defumação chama-se descarrego.
DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Esta defumação serve para aproximar as correntes positivas que emanam dos Orixás. Elas trazem o progresso, e abrem os caminhos. Mas, para que isto aconteça, procure estar sempre com a mente positiva.
Acenda uma vela para o seu anjo de guarda, coloque três tipos de incenso dentro do braseiro, e comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro.
Não esqueça que a defumação lustral poderá ser feita depois do descarrego. Quando você terminar faça um amaci com as seguintes ervas: Folhas de mangueira, Manjericão roxo, e alfavaca, e tome um banho.

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Porque a Defumação?
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda. É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem cai pela primeira vez assistir a um trabalho.
Para que serve aquela fumacinha saindo daquelas vasilhas?
Qual a utilidade real da defumação?
Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, invejas, preocupações, etc. tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem à nossa aura e ao nosso corpo astral, bloqueando sutis comunicações e transmissões energéticas entre os ditos corpos.
Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra os campos astrais e mentais e a aura, tornando-os novamente “libertos” de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.
Mas a defumação deve ser feita com ervas escolhidas, colhidas na lua certa e sempre devem ser queimadas em braseiro de barro, já que o braseiro de metal anula a forca contida nas ervas.
Há também outro fator importante. Existem casos de se queimar as ervas com uma profusão de fumaça insuportável, que chega a fazer os olhos arderem e as pessoas tossirem até não poderem mais. Na verdade, o importante na defumação é o bom cheiro das ervas, a leveza tênue da fumaça e a não poluição desesperada do ambiente, que só prejudica, pois abala a atenção e mesmo a saúde, já que pode ser perigoso para quem tem problemas respiratórios. O importante é a qualidade e não a quantidade.
Obs.: Uma boa defumação pode ser feita com cravo, canela em pau e erva-doce, sendo ótima para a manutenção e desagregação de cargas no ambiente do terreiro ou em sua residência, sendo que a defumação deve ser sempre efetuada dos fundos para a frente da casa, acompanhada de um ponto cantado adequado a situação.
Saravá Defumador.
14 ervas sagradas para defumação e seus significados.
Cada erva sagrada tem um significado e é importante conhecê-las para fazer uma boa defumação, seja em sua casa ou em um estabelecimento público ou comercial.
Aqui estão reunidas 14 ervas sagradas para fazer uma boa defumação de acordo com suas necessidades.
Incensario de metal utilizado em defumações caseiras ou de estabelecimentos comerciais
ALECRIM: Limpa o corpo e o espírito, pois é a erva do orixá maior, Oxalá
ARRUDA: Abre o caminho atraindo bons fluidos, limpando as larvas astrais dando força e liderança.
ALFAZEMA: Atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento
ANIS ESTRELADO: Atrativo. Chama dinheiro
AÇUCAR CRISTAL: Atrai dinheiro e promove limpeza astral
COLÔNIA: Atrai fluidos benéficos
CRAVO DA ÍNDIA: Atrativo e chama dinheiro e dá força á defumação.
EUCALIPTO: Atrai a corrente de Oxossi
LEVANTE: Abre os caminhos do ambiente
LOURO: Abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente
MADRESSILVA: Desenvolve a intuição e a criatividade, favorece também a prosperidade.
MANJERICÃO: Chama dinheiro
ROSA BRANCA: Paz e harmonia
SÂNDALO: Atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina
Como fazer defumação?
Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa, dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de metal). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: Se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora, se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo, em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc.

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