Descarregos de Pólvora

Descarregos de Pólvora.

( Fotos Meramente ilustrativas, fonte internet)
Os descarrego de pólvora, são muito usado na “Umbanda” e nas Linhagens de “Nagò e Bantos”, possuindo poderosa e grande força benéfica, desde uma vez, que a pessoa saiba utilizá-la!
Todo o descarrego com pólvora, deve sempre ser feito sob a orientação de um dirigente experimentado e mentores espirituais, e sempre a partir do “pôr do sol” e se estendendo até às 23.30 horas.
A explosão e o fogo da pólvora (fundanga) provoca um grande poder mágico, como também as combinações de cores das velas, para expulsar o “Mal” de pessoas, de locais ( residências ou local de trabalho profissionais), levando-os para o espaço, por isso, realizamos em pessoas ao ar livre!
A pólvora é usada como um acelerador de partículas. Através da liberação de gases, acontece o movimento frenético das moléculas de água que compõem o nosso campo magnético, campo esse denominado de aura, energia resultante da queima das células de todo o corpo dirigido pelo cérebro, centro de comando do espírito, energia sutil apenas detectada em fotolitos.
A pólvora em queima, libera seus elementos sutis que interage neste campo liberando o vampirizado do cordão fluídico denso e negativo.
Com o movimento frenético das moléculas dá-se o rompimento do mesmo liberando ambos os espíritos para o devido tratamento, acontecendo de forma idêntica com as larvas astrais que como ‘’carrapatos’’ do espírito se desgrudam e se desintegram na corrente elétrica provocada pela queima da pólvora.
Nenhum espírito é queimado pela pólvora. A sensação do mesmo na hora da queima é de um choque elétrico provocando na maioria das vezes um desmaio temporário ou um torpor dos sentidos.
A pólvora é um elemento material utilizado para vibracionar o campo das energias sutis do corpo, assim como a água fluidificada é carregada de energia para que atue nas células do corpo físico e também igualmente como o passe magnético potencializador dos elétrons que pulam das mãos do médium para o corpo do receptor agindo nas células do corpo físico.
Descarrego é a forma habitual das entidades ou médiuns, retirarem das pessoas as energias negativas das quais estão carregados em sua aura ou perispirito.
O descarrego, é feito utilizando-se de velas, pipocas, ovos, folhas, queima de pólvora (Fundango) e banhos de ervas. A descarga energética é feita através do descarrego, e após os objetos passados na pessoa são despachados em água corrente ou queimados. (no caso de folhas

Fundanga
A “Roda de Fogo” ou Fundanga é instrumento utilizado pela Gira de Guardiões, onde somente pode ser realizada, com a presença do Sacerdote Pai ou Mãe de Santo do Terreiro. Ela é presidida pelas entidades Chefe, onde respeitosamente é elaborada a corrente de Luz vibratória dos médiuns onde o Guardião (ou Exu) Sr. Tranca Ruas das Almas, juntamente com o Guardião Sr. Do Lodo, “ ativam um espiral, abrindo o portal de uma terceira dimensão”, onde no momento da queima da pólvora, ocorre uma desobsessão em massa do filho favorecido no centro do círculo. É nesta hora que os Guardiões agem pela misericórdia Divina, buscando onde quer que estejam, os espíritos trevosos obsessores, espíritos e falanges das sombras, chefes e todos os seus comandados. Toda esta falange é retirada da orbe terrestre, através de um minucioso plano estratégico traçado pelos Guardiões, pq caso contrário, continuam atuando e desestruturando o equilíbrio do Planeta e de seus habitantes. A massa densa e negativa que envolve a Terra, é fruto de espíritos inferiores que atuam com o auxílio dos que ainda habitam o planeta vibrando negativamente, com pensamentos e atos egoístas, invejosos, ambiciosos e de desamor. Estas atitudes vão contra as Leis Divinas, onde Olorum (Deus todo Poderoso ou Zambi) “gritou” pelo Amor Maior, através de seu filho Perfeito Oxalá (Jesus) que ensinou e demonstrou o Amor em sua forma e ação sublime. É com a autorização e em nome de Oxalá que tão despretensiosamente e caridosamente vêem todo esse exército – Os soldados da Luz – trabalhar em prol dos irmãos necessitados de auxílio e de Luz.


***Lembramos que todo o material utilizado compõe um elemento magístico poderosíssimo. Isto nos traz um alerta, quanto à manipulação e responsabilidade de utilizá-lo, visto que se não forem elaborados os procedimentos pelos Guardiões Chefe do terreiro, esse material pode ser desastrosamente utilizado com a mesma força e ação poderosa pelas trevas,.. isto implica na utilização dos mesmos pelas trevas, ativando esse portal tridimensional e soltando todos os maus elementos espirituais trevosos, causando danos e comprometimentos irreparáveis a quem esta manipulando e utilizando este elemento magístico (mesmo que por falta de conhecimento ou ingenuidade), daí a grande responsabilidade de quem preside a as executa.
A pólvora é usada como um acelerador de partículas. Através da liberação de gases, acontece o movimento frenético das moléculas de água que compõem o nosso campo magnético, campo esse denominado de aura, energia resultante da queima das células de todo o corpo dirigido pelo cérebro, centro de comando do espírito, energia sutil apenas detectada em fotolitos.


Tópico Relacionado.
ZE PELINTRA
Este é o exemplo de um guia de luz.
Salve seu ZÉ PELINTRA.
A Umbanda é uma religião brasileira, Espiritismo, culto aos orixás e Catimbó.
A Umbanda tem seu edificio solidificado, e sua maior lei é Amar a Deus sobre todas as coisas e o amar ao próximo como a si mesmo.
A Umbanda é uma religião, espírita-magista, trabalhando com os espíritos desencarnados, de diversas faixas vibratórias, a Umbanda, tem seu catecismo em simbologias enigmáticas (Pontos riscados, cantados, velas coloridas, etc..)
A Umbanda de Zé Pelintra é voltada para a prática da caridade (fora da caridade não há salvação), tanto espiritual quanto material (Ajuda entre irmãos), propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.
Zé Pelintra também prega a TOLERANCIA RELIGIOSA, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras.
Para Zé Pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são Deus e as obras espirituais.
Na humildade que lhe é peculiar, Zé Pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender áquele que não consegui saber.
Zé Pelintra, espírito da Umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões.
Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.
Zé Pelintra faz da Umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram.
Venha conhecer a Umbanda de Caridade e o seu Zé Pelintra.
. Zé Pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, é devoto de Santo Antonio, e protetor dos comerciantes, principalmente Bares, Lanchonetes, Restaurantes e Boites, e sempre recorre a Jesus, fonte inesgotável de amor e vida.
Na gira em que Zé Pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exús.
Em cada linha, a segurança e a esperança de uma conquista certa e segura.
Viva Deus, Viva Jesus, Viva Nossa Senhora da Aparecida, Viva o Senhor do Bonfim, Viva os Anjos, Viva os espíritos do bem, Viva nossos cablocos, Viva nossos pretos velhos, Viva Zé Pelintra, Viva sempre nossa UMBANDA.
A gira de Zé Pelintra é muito alegre e com excelente vibração e também disciplina é o que não falta.
Sempre Zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e as vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral.
Zé Pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem.
Seu Zé Pelintra, tem várias estórias da sua vida, desde a Lapa do Rio de Janeiro até o Recife . Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da CARIDADE, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de Pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de Amor ao Próximo.
Zé Pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de Deus.
Se voce, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado , estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que Deus também Sorria e que o Amor Fraterno triunfe sobre o esgoísmo.
ZÉ PELINTRA , pede que os filhos de fé, achem uma creche ou um asilio e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso.
Não devemos esquecer que a Fé sem as obras boas é morta.

Cantigas de Boiadeiro
Boiadeiros são entidades fortes em sua vibração. Gostam de dançar, e na
dança, mostrar sua grandeza.
Podem ser divididos em três categorias: Boiadeiros dos Orixás do Candomblé,
que são os mensageiros; Os Boiadeiros boiadeiros(!); e também há os
mensageiros dos Boiadeiros dos Santos, que são o que nas cantigas chamamos
de “tocador de boi”.
É uma linha maravilhosa para descarrego de médiuns “emporcalhados”.



Publicado em Defumação na umbanda | Comentários desativados em Descarregos de Pólvora

Defumações

Defumações.

A defumação é essencial para qualquer trabalho num centro umbandista.
è também, uma das coisas que chamam a atenção de quem vai lá pela primeira vez assistir a um trabalho.
Pra que serve aquela fumacinha? Qual é a sua utilidade real?
Vejamos:
Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo Astral, durante nossa vivência cotidiana, ou seja pensamentos e ambientes de vibrações pesadas , rancores, invejas, preocupações etc..
A defumação tem o poder de desagregar estas cargas pois interpenetram, os campos
Astral, mental e áurea , tornando-os “libertos”, de tal peso para produzirem seu funcionamento normal .
Os defumadores são poderosos aliados para quem procura se livrar de maus fluidos, ficar com a alma leve e em harmonia.
Os defumadoressão muito usados, para a limpeza de ambiente, servem como repelentes afastam os maus espíritos e atraem os guias de luz.
Para fazer uma boa defumação, prepare um recipiente com brasa, selecione as ervas.
Defume sempre de dentro para fora, se for para atrair bons fluidos e dinheiro.
Defumações , podem ser feitas em casa, em comércios.



Ervas utilizadas:
ALECRIM
Defesa dos males, tira inveja e olho gordo, protege de magias.
ARRUDA
Descarrego e defesa dos males, proteção e remove o efeito de feitiços.
BENJOIM e CANELA:
FOLHA DE BAMBU:
GUINÉ
INCENSO:
MIRRA:
PALHA DE ALHO:
ABRE CAMINHO:
ALFAZEMA:
ANIS ESTRELADO:
CRAVO DA ÍNDIA:
EUCALIPTO:
LEVANTE:
LOURO:
ROSA BRANCA:
M ANJERICÃO:
Limpa o ambiente e destrói larvas astrais.
Afasta os espíritos Obssessores.
Atua como um poderoso escudo mágico contra malefícios.
são bons para limpeza em geral.
Descarrego forte, afasta maus espíritos.
Afasta más vibrações.
Abre o caminho atraindo bons fluidos dando força e liderança.
Atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento
Atrativo. Chama dinheiro.
Atrativo e chama dinheiro e dá força á defumação.
Atrai a corrente de Oxossi
Abre os caminhos do ambiente
Abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente.
Paz e harmonia.
Chama dinheiro.
É recomendado, também fazer uma prece de defumação.


MODO DE FAZER
• acenda o carvão em brasas em recipiente próprio;
• feche todas as portas e janelas;
• coloque um copo com água pura na porta de entrada que deverá ficar semi-aberta;
• passe o defumador dos fundos para a frente da casa, abrindo um filete de água nos cômodos onde houver bicas;
• ao sair pela porta da frente, apague as brasas com a água do copo que lá estava, despachando os resíduos na natureza;
• feche as bicas que estavam abertas e abra todas as portas e janelas da casa.
A limpeza dos ambientes também poderá ser feita exclusivamente com fogo, procedendo-se da seguinte maneira:
• em cada cômodo coloque uma pequena bacia de metal com algodão embebido em álcool;
• feche todas as portas e janelas, abrindo um filete de água onde houver torneiras;
• na porta de entrada, que deverá ficar semi-aberta, coloque um copo com água pura;
• acenda cada algodão dos fundos para a frente da casa;
• terminado o fogo, apanhe o copo d’água que ficou na entrada e pingue um pouco de água em cada bacia na mesma ordem que acendeu, trazendo os resíduos com o copo de água;
• abra toda a casa e despache os resíduos do algodão queimado num ambiente da natureza.
Recomenda-se pelo menos uma vez por semana defumar nossa casa, com os seguintes defumadores:
• Comigo ninguém pode
• Abre caminho
• Chama da boa sorte
• limpeza Oxalá, e do seu Santo de cabeça, para proteger de todas as maldades.
Rezar o Pai Nosso sempre com um copo de água junto.
Os defumadores limpam e a água joga-se fora.
Defumadores prontos encontrados em casas de umbanda.
E mais uma infinidade que limpam, descarregam e purificam o ambiente.

Pontos de Defumação.
Defuma com as ervas da Jurema
Defuma com arruda e guiné
Benjoim, alecrim e alfazema
Vamos defumar filhos de fé

2
Defuma, defuma
Defuma, defuma, defuma
São Jorge defuma
Seus filhos de fé

3
Corre gira Pai Ogum
Filhos quer se defumar
Umbanda tem fundamento
É preciso preparar
Com arruda e guiné,
Alecrim e alfazema
Defumar filhos de fé
Com as ervas da Jurema

4
Corre ronda no gonguê
Corre ronda no gongá
Ai quem não pode com a mandinga
Não carrega patuá

5
Pinto piou na calunga
Galo cantou, lá em Angola
Congo que vem lá de Carangola
Trazendo mussanga na sua sacola
Congo que vem lá de Carangola
Tocando inimigo de porta pra fora
Se o rei da mata é Oxóssi
E na pedreira é Xangô
Foi, foi Ogum quem mandou
Queimar folhas da jurema
P’ra fazer defumador

6
Tô defumando a nossa Umbanda
Umbanda cheirou a guiné
Mas eu defumo é com Jesus
Com Maria e José

7
Meu Pai Oxossi
Dá licença pra defumar
Meu Pai Oxossi
Dá licença pra defumar,
Eu defumo, eu defumo
Essa aldeia real

8
“Taca” fogo nestas ervas
Que são ervas de Xangô
Tem arruda tem guine
Tem obi tem orobô
Quem quiser se defumar
Vai pedir ao Pai Xangô
Tem arruda tem guine
Tem obi tem orobo

9
Filhos de Umbanda
Vem ver os irmãos seus
Defuma defuma
Na santa lei de Deus

10
Defuma coroa de lei
Defuma coroa de lei
Meu rei é quem manda só
Ai ai ai
Meu rei é quem manda só
Ai ai ai

Prece de Defumação.
Com esse defumador limpo minha casa , meu corpo físico e astral, para que fiquem puros e protegidos, contra os fluidos, interferências, ou influencia maligna que sobre eles não prevaleça à inveja, o ciúme,o mau olhado, o ódio ou qualquer outro malefício de pessoas más, que delas se afastem as entidades indesejáveis, espíritos maus ou obssessores, que pretendam me fazer mal.
Que nesta casa (ou neste comercio), entre a sorte e os meus caminhos sejam sempre abertos para a minha felicidade sob a proteção dos meus guias.
Feito isso você, pode oferecer, 1 pai-nosso, 1 Ave-maria, 1 Glória ao Pai, a Nossa Senhora do Desterro, pedindo a ela que desterre tudo que estiver de ruim na sua vida. Peça proteção.
Peça a Nossa senhora do desterro, Que ela possa te dar, Paz, saúde, Prosperidade, proteção pra sua família , abençoar o seu trabalho.
Para aqueles que não sabem ou não tem tempo de correr atrás de ervas, mas que ficaram interresadas em fazer uma defumação, ai vai uma dica, vá até uma casa de artigos religiosos, (casa de Umbanda), procure por defumação pronta, defumador 7 misturas sagradas Tia Maria. Ele queima sozinho dispensa o uso de brasas, aproveite a visita, providencie também um Sabão da costa, ele é composto de uma mistura de sete ervas, cinzas e banha, a exemplo da defumação pronta ele é excelente pra ser usado como banho de descarrego, o Sabão da Costa é usado da seguinte forma:
Após o seu banho normal, passe o sabão da Costa pelo corpo todo, menos na cabeça, se enxugai normalmente. Esse banho pode ser tomado antes ou depois da defumação, desta forma você limpado seu corpo sua casa, seus caminhos.
Você se sentirá mais leve, mais aliviado, com um sensação de bem estar, por que o objetivo do banho de “descarrego e da defumação” é despachar ( Mandar embora) as cargas pesadas, levar embora as tristezas,o nervosismo, o baixo astral, afastar as perturbações.
experimente você também e sinta os efeitos beneficos no seu dia-a-dia.

PREOCUPAÇÕES
Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva
o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.
Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em
virtude da preocupação.
Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras
e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.
Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.
Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males
que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso
de vantagens a seu favor.
Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode
igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.
Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus,
que agüentou com você ontem, agüentará também hoje.
André Luiz



Publicado em Defumação na umbanda | Comentários desativados em Defumações

Defumação de preto velho

Defumação de preto velho
para atrair Prosperidade e fartura ao seu negocio;
A defumação de Preto Velho é uma excelente técnica utilizada para elevar a energia espiritual de um ambiente, emanando a essência de ervas místicas de maneira eficiente para o pedido realizado. Para isso, existem ainda diversas formas de realizar uma defumação caseira com ingredientes simples e fáceis de encontrar.
Uma defumação caseira, se feita corretamente, pode ser extremamente eficaz em sincronizar as energias do ambiente com relação às que movimentam também a vida financeira. Assim, pode-se através dela, potencializar os resultados de nossos esforços profissionais, conquistando um maior sucesso e tranquilidade em nosso negócio.
Você vai precisar de:
7 galhos secos de erva doce;
7 punhados de folhas secas de louro;
7 punhados de camomila seca;
3 punhados de açúcar;
3 punhados de pó de café.
um pote ou vasilha pra misturar as ervas, o café e o açúcar;
alguns pedaços de carvão;
uma vasilha ou lata de metal.

Passo-a-passo DA defumação de Preto Velho
Acenda o carvão na vasilha de metal até deixá-lo em brasa viva;
Vá jogando as ervas misturadas no carvão aceso aos poucos;
Enquanto as ervas exalam, vá para a parte da frente do seu comércio;
A defumação deve ser feita a partir da frente, para a parte de trás do imóvel;
Ande pelos cômodos do seu comércio, defumando aos poucos, tomando cuidado para não se queimar;
Acrescente mais ervas a medida que diminuir a fumaça e o perfume da ervas;
A cada parte do imóvel, vá firmando seus pedidos, repetindo sempre a cada cômodo;
Tendo percorrido o imóvel por inteira, a vasilha deve ser deixada no cômodo mais ao fundo, e lá deve permanecer até que o carvão se apague sozinho. Só então, se recolhe o conteúdo da vasilha em um papel grande o suficiente para que seja possível embrulhar tudo e se enterra o conteúdo ao pé de uma árvore;
Pode ser enterrado também em uma praça bem movimentada.
OBS: Assim como na maioria dos rituais para prosperidade, a árvore escolhida não deve conter espinhos.
SAIBA MAIS SOBRE OS PRETOS VELHOS E SOBRE COMO RECORRER A ESSAS ILUMINADAS ENTIDADES
Ajuda espiritual dos Pretos Velhos vai acabar com seus problemas – Peça ajuda espiritual dos Pretos Velhos para dar fim às mazelas pessoais, financeiras e profissionais que você pelas quais você vem passando.


As entidades de Preto Velho são conhecidas na Umbanda como as quebra-feitiços, visto que elas têm uma influência muito grande sobre os trabalhos que são realizados sobre nós. Muitas das vezes, estamos sofrendo revezes, azar, perda de dinheiro, tudo devido a trabalhos de feitiços ou olho-gordo.
Hoje, vamos fazer uma defumação para que o sinhô Preto Velho arranque de nossa áurea todo trabalho maligno de má fé realizado contra nós e contra o nosso sucesso.
Preto velho: ingredientes para a defumação
Para a defumação do Preto Velho para quebrar os feitiços, você vai precisar de:
– 1 vasilha ou balde de metal;
– 5 galhos secos de hortelã;
– 10 folhas secas de manjericão;
– 2 folhas de arruda;
– 3 folhas de louro;
– 3 cravos da índia;
– 2 colheres de açúcar;
– carvão para forrar até a metade do recipiente de metal escolhido.
Clique Aqui: Simpatia do Preto Velho para o amor
Preto velho: passo a passo para a defumação
Se você achar os seus ingredientes muito grandes, você pode tentar moê-los num potinho a parte e depois inserir na defumação mais picadinhos.
Para começar, coloque o carvão até a metade do recipiente de metal e acenda o fogo. Deixe queimando até que fique em brasa viva e a chama abaixe.
Depois, vá inserindo o resto dos ingredientes ao pouco, até inserir tudo.
Vá passando esta defumação por toda a sua casa. Esteja preferencialmente nu para que você também possa receber a benção do Preto Velho e se purifique.
Comece da sala e vá passando para a cozinha, aos quartos e, sobretudo, no banheiro.
Depois de defumar toda a casa, deixe o recipiente com as ervas defumando no quintal, para que este apague sozinho. Vá até um lugar silencioso da casa e faça a seguinte prece ao Preto Velho:
“Preto Velho, meu Pretinho protetor. Venha quebrar toda artimanha que me aflige. Que os meus bens possam ser multiplicados e que nada tire de mim o sucesso que é meu. Renove em minha vida a luz de sua promessa e me abençoe em todos os meus caminhos, como sempre o tem feito. Cuide de minha família e de todas as minhas dores. Derrame seu amor sobre o meu corpo e seja o meu amuleto eterno. Amém!”.
Coloque a roupa de novo e descanse. Tudo ficará bem a partir de agora!

Defumação a Arte da Purificação
Defumação é um processo ativo de exercício de mediunidade e por isso deve ser tratado com muito cuidado.
Todo local onde se vive, seja um templo, sua casa ou local de trabalho, pode e deve ser defumado. A Casa onde se mora principalmente, ainda mais se é uma pessoa que trabalha com a espiritualidade do santo, e que mantém em casa suas firmezas ou mesmo os seus instrumentos litúrgicos.
Todo mundo que tem “luz” própria ou que tem em si ou sua casa um local de concentração de energia, acaba sendo um atrativo para as inúmeras almas perdidas que existem vagando pela terra. Assim, ao defumarmos, nem sempre estamos tratando de afastar demandas contra nós, mas também de manter o equilíbrio de nossa própria casa.
Qualquer pessoa com ou sem uma mediunidade ativa, pode perceber quando há uma alteração no ambiente e nesses casos deve se recorrer a uma defumação. No caso de terreiros e casas de santo, onde tudo isso é mais grave ainda, ou melhor mais intenso, o início de cada sessão de trabalho deve ser precedido de uma defumação.
Considero que defumar não é um processo formal ou ordinário e sim uma liturgia e quem defuma algum lugar sempre deve se preparar porque vai estar absorvendo também as energias negativas do lugar, como um para-raio, ou um “aspirador de pó”.
Desta forma para executar essa liturgia é necessário alguma maturidade na magia, conhecimento e também procedimentos de preparação e auto-limpeza que para quem faz vai mais além do que o ato de defumar.
Em termos da maturidade na magia significa uma sintonia com os mestres e entidades que trabalham junto com ele. O conhecimento diz respeito ao método de fazer e elementos a serem utilizados tanto no defumador ou defumadores como também em procedimentos complementares.
Em termos de finalidade, o processo de defumação pode ser feita para retirar, ou seja regular o ambiente, pode ser feita apenas com o defumador doce. Uma outra um pouco mais convencional, com o defumador de limpeza (principalmente pelo terreno) e pelo doce. Fumar o cachimbo pela casa toda e depois jogar fumaça ao contrário pela porta a fora é também um excelente defumador regular.
Concentração é um elemento muito importante neste trabalho. Assim deve-se rezar antes de iniciá-lo pedindo a proteção dos seus mestres, deve cantar durante e deve-se encerrar com uma reza ou cantiga de agradecimento ou fechamento. Enfim, a defumação é um processo litúrgico complexo e que é mais do que acender um “divino” num turíbulo de alumínio.
Geralmente quando se encontra um ambiente carregado usa-se um ou mais defumadores de limpeza, que irão “queimar” ou esterilizar as energia ruins. Depois do ambiente ruim faz-se uma nova defumação com um outro defumador “doce” que irá preencher o ambiente com a energia que se quer deixar evitando assim um vazio que é a oportunidade para coisas indesejadas ou mesmo um ambiente estéril e que não traga conforto aos ocupantes do lugar.
No caso de terreiros ou casas de trabalho é similar. É comum se defumar mais de uma vez ao longo do dia de maneira a garantir a limpeza astral do lugar. No início de trabalhos com determinadas linhas, como a do povo cigano ou do oriente, pode-se passar um defumador “doce” com a finalidade de atrair e facilitar as energias destas entidades. No catimbó o cachimbo é também um instrumento de defumação e preparação do ambiente.
Pode-se usar fumos com ervas de limpeza para limpar a seção, como também pode-se colocar misturas “doces” para facilitar ou chamar a incorporação.
Os defumadores devem ter fórmulas adequadas a cada finalidade. Um pessoa experiente sabe fazer os seus e pode ter vários que são usados conforme o caso e, que combinam as ervas mais adequadas e as ervas que fazem parte do seu fundamento e de suas entidades, porque como eu disse a gente nunca faz isso sozinho.
Um exemplo de protocolo de limpeza para defumar uma casa carregada e com presença de eguns, pode-se iniciar usando um primeiro defumador somente com saco-saco, ou na falta deste com palha-de-cana ou de bambu. Estes elementos são recomendados para se defumar dentro de casa, mas deve-se retirar as pessoas antes.
Quando se vai defumar um local onde não moram pessoas ou o terreno de uma casa pode-se usar receitas como a seguinte:
– Palha de alho.
– Palha de cebola.
– Raspa de chifre de boi.
– Noz moscada.
– Assa-fétida.
– Folha de café,
– Grão de café torrado.
A composição dos defumadores é um conhecimento que deve ser desenvolvido aprendido,

 


Publicado em umbanda | Comentários desativados em Defumação de preto velho

Banho de defesa espiritual

Banho de defesa espiritual
O banho de defesa espiritual pode ser feito com:
15 folhas de louro verde
2 rosas vermelhas
10 gramas de alecrim
1 folha de espada de São Jorge
Coloque todas as ervas e pétalas em 3 litros de água
fervente, desligue o fogo, abafe com uma tampa e depois de frio coe. Separe as ervas depois de coadas para despachar em jardim, mata ou vaso de planta.
O banho de defesa espiritual deve ser tomado do pescoço aos pés despejando a água com o fluído das ervas.
Peça a seu anjo da guarda (orixá de cabeça) para afastar as impurezas e trazer defesa espiritual a seus caminhos.
Em seguida despache as ervas.

Quer saber mais sobre banhos?
Banho de Sal Grosso – O banho de sal grosso é um dos mais poderosos banhos de descarrego e purificador dos miasmas e larvas espirituais, arrastando todo negativismo para longe.
Banho de descarrego, banho de limpeza e banho de rosas para crianças – criança assim como um pára-raio, pode ser afetada por larvas astrais, mau olhado; ou mesmo por feitiços ou magia enviados a sua casa ou trabalho.

Para saber mais
Banho de Sal Grosso – O banho de sal grosso é um dos mais poderosos banhos de descarrego e purificador dos miasmas e larvas espirituais, arrastando todo negativismo para longe.
Banho de descarrego, banho de limpeza e banho de rosas para crianças – criança assim como um pára-raio, pode ser afetada por larvas astrais, mau olhado; ou mesmo por feitiços ou magia enviados a sua casa ou trabalho.
Banho de descarrego para atrair prosperidade e fortuna – Banho de descarrego é uma arma poderosa para purificação do espírito abrindo nossos caminhos para atrair prosperidade, fortuna e sucesso profissional.



Poderoso banho de descarrego com 7 ervas sagradas Manjericão pertence a Oxalá
Manjericão pertence a Oxalá e é muito usado na cozinha Ingredientes: utilizar o correspondente a uma mão cheia da erva fresca e nunca folhas secas para medida de cada uma das ervas
. Manjericão
– pertence a Oxalá Arruda
– pertence a Oxalá Alecrim
– pertence a Oxalá Malva-Branca
– pertence a Oxalá Malva Rosa
– pertence a Oxalá Manjerona
– pertence a Oxalá Vassourinha
– pertence a Oxum
Cuidados durante a preparação do banho de descarrego
Para este banho você não poderá cozinhar as ervas e sim macerar cada uma com a água fria.
Lembre-se que este banho de descarrego com 7 ervas não vai ao fogo!
O banho de descarrego com 7 ervas deve ser preparado pelo menos 1 hora antes de ser tomado.
O banho de descarrego com 7 ervas deve ser preparado em uma vasilha de louça ou metal para concentrar as energias das *ervas*.
O banho de descarrego com 7 ervas não deve se usado quando a mulher está menstruada e pode ser usado por gestantes.
Como preparar e tomar o banho de descarrego?
Macerar as ervas, uma a uma; em 2 litros de água e deixar descansar por pelo menos 1 hora.


Depois retirar o excesso de folhas do banho de descarrego e reservar. Tome um banho de chuveiro normalmente, inclusive lavando a cabeça.
Ao final; depois de desligado o chuveiro, jogue lentamente sobre o pescoço o banho de descarrego com 7 ervas, mentalizado a purificação espiritual e pedindo graças ao seu guia espiritual.
Não secar com toalha, deixar secar ao natural. Depois de tomar o banho de descarrego…
As ervas que sobram devem ser descartadas em mata ou aos pés de uma árvore. O Banho de descarrego com 7 ervas deve ser empregado com um intervalo mínimo de 15 dias entre um banho e outro.
Algumas pessoas gostam de acender uma vela para o anjo da guarda depois de tomar um banho de descarrego. Minha sugestão é acender uma vela branca para seu orixá regente ao lado de um copo com água mentalizando boas energias e limpeza espiritual.


Banho de descarrego para atrair prosperidade e fortuna.
Este é um ritual de banho especial, deve-se na verdade tomar dois banhos com intervalo de uma hora entre eles. Um banho completa o outro.
Com o primeiro banho descarregamos e limpamos o espírito das influências negativas.
Este banho leva sal grosso entre outros ingredientes e depois toma-se o segundo para atrair prosperidade, sucesso financeiro e profissional .
1º Banho de descarrego para limpeza espiritual Sal grosso usado em banho de descarrego Sal grosso usado em banho de descarrego para purificar o espírito.
Você vai precisar de:
5 colheres (de sopa) de sal grosso
1 litro de água
1 colher (de sobremesa bem rasinha) de café em pó
1 vela amarela Modo de fazer:
Tomar um banho comum para a sua higiêne cotidiana.
Acender a vela sobre um prato branco e mentalizar coisas positivas que você deseja que aconteçam, pedindo proteção e limpeza espiritual.
Depois, misturar todos os ingredientes próximo a luz da vela, sempre mentalizando positivamente.
Mexer um pouco com suas próprias mãos para que o sal grosso dissolva um pouco, enquanto você continua rezando.
Leve tudo para o local onde fará o banho e despeje dos ombros para baixo, lentamente e sempre mentalizando a limpeza e purificação de seu espírito. Deixe secar naturalmente, não utilize toalha.
Em seguida lave as mãos e inicie a preparação do banho de prosperidade e fortuna.
2º Banho para atrair prosperidade e fortuna
Ingredientes para banho de descarrego
Folha de louro,
baunilha,
canela em pau,
açucar cristal e vela amarela
no banho da prosperidade Você vai precisar de:
05 folhas de louro (pode ser seca)
01 litro de água
3 paus de canela
7 gotas de essência de baunilha
01 colher ( de sopa bem rasinha) de açucar cristal Modo de fazer:
Coloque a água para ferver.
Assim que levantar fervura desligue o fogo e coloque cada ingrediente, um a um, lentamente sempre mentalizando atração de prosperidade, dinheiro, sucesso nos negócios e na profissão.
Tampe e deixe descansar por 01 hora.
Depois de uma hora, coar e reservar as partes sólidas para despachar em um jardim ou na base de uma árvore, juntamente com o final da vela.
Tome o banho sempre despejando lentamente do pescoço para baixo mentalizando prosperidade e sucesso nos negócios e na profissão.
Deixe secar naturalmente, não utilize toalha.
Deixe a vela queimando até o final. Este banho pode ser feito em qualquer dia da semana.
Pode repetir mais 03 vezes a cada 15 dias. procure sempre tomar banho ou bem cedo, pela manhã, antes das 10:00h ou depois das 18:00h

Espaço Reservado ao nosso Patriocionador



Links dos produtos de nossa loja

 

 

Agradecemos sua visita.


Publicado em Banhos de descarregos Diversos | Comentários desativados em Banho de defesa espiritual

Anjo da Guarda

Anjo da Guarda.

Você sabe a importância dos anjos da guarda na Umbanda?
Bem, os anjos de guarda nos protegem e acompanham a cada dia. E esse acompanhamento também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós, os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.
Um exemplo, normalmente quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.
É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.

E para os médiuns?
Com toda a certeza, para os médiuns, os anjos da guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades.
Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali.
Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.
Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.
O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja.
O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.).
O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas… Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.
Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.
O céu não tem entradas, lá não precisamos bater; pois, chegando ao fim da jornada, sempre há alguém para nos receber.

Oração ao Anjo da Guarda
Anjo de Deus, Anjo de bondade, a quem fui confiado por celestial piedade, pela santa misericórdia de Deus, iluminai-me, regei-me, guardai-me e governai-me.
Anjo de Luz, guardião da minha vida, ilumina a minha alma, guarda-me dos males, orienta a minha inspiração, fortalece a minha sintonia com Deus e torna-me forte diante dos percalços.
Lembra-me todos os dias de não julgar nem ferir.
Tinge a minha mente de amor e harmonia, para que eu possa tornar o mundo melhor, agora e para todo o sempre.
Amém.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a Ti nos confiou a piedade divina,
que de hoje para sempre nos governe, pelos séculos sem fim. Amem.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
“Anjo de Luz, guardião da minha vida. A ti fui confiado pela santa misericórdia de Deus.
Ilumina a minha alma, guarda-me dos males, orienta a minha inspiração, fortalece a minha sintonia
com Deus e torna-me forte diante dos percalços. Lembra-me todos os dias de não julgar nem ferir.
Tinge a minha mente de amor e harmonia, para que eu possa tornar o mundo melhor,
agora e para todo o sempre. Amém.”

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo.
Nossa Senhora me cubra, com seu divino manto. Meu Anjo da Guarda, meu bom amiguinho,
leve-me sempre para o bom caminho. Amém!
Nota: ao deitar.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Ó Espírito soberano, a quem pertence a guarda da minha alma; guiai de tal sorte as minhas acções,
que todas se encaminhem ao bem da minha salvação, e livrai-me de dar escândalo ao meu próximo:
do exemplo dos maus me apartai, do poder dos tiranos me defendei, e da vingança dos meus inimigos,
e de todos os perigos, que me possam acontecer, dos quais me não sei livrar, e só pela ajuda,
e intercessão serei preservado de todos os males da alma e do corpo. Amem.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Celeste amigo, eu o saúdo! Você me acompanha desde o dia de meu nascimento,
ou talvez desde antes mesmo de eu Ter esta forma física. Eu te amo, por tua constância
e o tempo que dedica a mim. Eu lhe agradeço, porque sua vida só tem uma meta: Serviço.
Eu o abençôo, porque é parte do poder de Deus, expressão de Seu Amor. Divino aliado,
faça com que eu possa compreender que nunca estou sozinho. Que eu vença a tristeza,
o mau humor, a depressão, com a simples invocação da sua presença. Que eu possa
superar meus medos, confiando em seu amparo. Que eu elimine os sentimentos negativos,
sabendo que você está sempre do meu lado para me apoiar quando desperto meu desejo
para o bem. Permita que eu olhe sua face para esquecer o passado, confiar no futuro e,
por um momento, viver meu presente, esse eterno “agora” que é a forma humana de
abordar o infinito. Invisível companheiro, que eu seja capaz de sentir sua presença
na minha vida – para compreendê-lo e amá-lo cada dia mais.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Anjo da Guarda,
minha companhia,
guardai a minha alma
de noite e de dia.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Meu companheiro de todas as horas; amigo de todos os momentos,
tanto os de alegria como os de sofrimento; guia os meus passos, os meus pensamentos e minhas acções.
Cria em redor de mim um círculo de defesa contra os fluidos, influências ou interferências
que possam afectar‑me o corpo ou a mente.
Ajudando‑me também estarás te ajudando, num intercâmbio de amor, de paz e de compreensão.
Sê o meu porta voz diante de outros espíritos superiores, médicos ou cientistas; professores ou sacerdotes.
Guias ou amigos para queme dirijam na solução dos meus problemas físico‑espitituais.
Agradeço‑te sinceramente toda a assistência que me prestaste, toda orientação que imprimiste à minha vida,
socorrendo‑me nas horas aflitivas, consolando‑me nas épocas de amarguras e sugerindo‑me a
prática do amor e da caridade.
Que Deus te dê mais luz, força e poder como recompensa pelo esforço, dedicação
e afecto que demonstras no cumprimento de tão importante missão.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Ó meu anjo da guarda, príncipe celestial e meu amoroso tutor, alcançai-me o perdão dos desgostos que a Deus
e a vós tenho dado, e imprimi na minha alma tão profundo respeito para convosco que nunca me atreva
a fazer coisa que vos desagrade.
Rezar: Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória


ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Senhor Deus, Todo-poderoso, criador do céu e da terra. Louvores Vos sejam dados por todos os séculos dos séculos.
Assim seja.
Senhor Deus, que por vossa imensa bondade e infinita misericórdia, confiaste cada alma humana a cada um dos anjos
de vossa corte celeste, graças vos dou por essa imensurável graça. Assim confiante em vós e em meu santo
anjo da guarda, a ele me dirijo, suplicando-lhe velar por mim, nesta passagem de minha alma, pelo exílio da Terra.
Meu santo anjo da guarda, modelo de pureza e de amor a Deus, sede atento ao pedido que vos faço. Deus,
meu criador, o Soberano Senhor a quem servis com inflamado amor, confiou à vossa guarda e vigilância a
minha alma e meu corpo; a minha alma, a fim de não cometer ofensas a Deus, o meu corpo, a fim de que
seja sadio, capaz de desempenhar as tarefas que a sabedoria divina me destinou, para cumprir minha missão na terra.
Meu santo anjo da guarda, velai por mim, abri-me os olhos, dai-me prudência em meus caminhos pela existência.
Livrai-me dos males físicos e morais, das doenças e dos vícios, das más companhias, dos perigos, e
nos momentos de aflição, nas ocasiões perigosas, sede meu guia, meu protetor e minha guarda,
contra tudo quanto me cause dano físico ou espiritual.
Livrai-me dos ataques dos inimigos invisíveis, dos espíritos tentadores.
Meu santo anjo da guarda, protegei-me.
(Rezar um Credo um Pai Nosso e uma Avé Maria.)

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Confiante em Deus e no meu Santo Anjo da Guarda,
A ele me dirijo, suplicando-lhe que vele por mim
Nesta passagem de minha alma
Pelo exílio da Terra.
Meu santo Anjo da Guarda,
Modelo de pureza e de amor a Deus,
Sede atento ao pedido que vos faço.
Velai por mim, abri-me os olhos,
Dai-me prudência, livrai-me dos males físicos e morais,
Das doenças e dos vícios,
Das más companhias, dos perigos,
E, nos momentos de aflição,
Nas ocasiões perigosas,
Sede meu guia, meu protector e minha guarda.
Meu santo anjo da guarda, protegei-me.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Oração infantil.
Meu anjo da guarda,
dourado como o sol, suave como a lua,
segue-me quando eu for à escola,
quando estiver em casa, quando brincar na rua…
Vela meu sono de noite,
guia meus passos de dia;
dá-me tua paz, teu carinho, tua alegria…
Quero estar sempre em tua companhia.
Você é tudo para mim.
Quero aprender com você a amar as plantas,
os minerais, as pessoas, os animais…
A ter bons sentimentos,
pensamentos puros, enfim,
a amar a Deus sobre todas as coisas.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Para Pedir Protecção Contra Todos os Males e Inimigos
“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Dai, Senhor, a paz aos que têm fé em vós,
a fim de que se cumpra a palavra do profeta: “Ouvi as preces do vosso servo e do vosso povo de Israel.”
Santos anjos, que eternamente cantais as glórias do Altíssimo Senhor; arcanjo São Miguel,
que triunfastes vencedor das potências infernais; arcanjo São Rafael, que guiastes a Tobias no deserto;
arcanjo São Gabriel, que anunciastes a Maria Santíssima a concepção do Verbo de Deus; Samael,
Zachariel, Sachiel, Anael, lumes que brilhais em torno ao trono do Altíssimo, que para sempre seja louvado;
sede todos minha luz, meu amparo, minha força, minha alegria. Pelas virtudes dos vossos puríssimos
espíritos, fujam de mim as entidades infernais. Pelo ardente amor dos serafins, pela luz dos querubins,
pela pureza dos anjos, esteja eu amparado, protegido, guardado e salvo das tentações. Amem.

ORAÇÃO ANJO DA GUARDA
Oraçao ao Anjo da Guarda da outra pessoa para a acalmar…
Anjo da Guarda de (Fulano) aplaca o ódio, a ira ou o rancor do teu protegido para que não me
faça nenhum mal, não me prejudique ou não me atormente com suas emoções inferiores, próprias da fraqueza humana.
Não sei a causa do seu ressentimento ou do seu furor contra mim. Talvez seja antipatia fútil de
causa desconhecida ou conhecida.
Julga ele por motivos ignorados, seja eu seu inimigo e por isso ou outro motivo que não sei bem
ao certo, procura descarregar a sua tensão emocional contra a minha pessoa; tu que és o seu anjo protector,
ajuda‑o/a a vencer essa crise aguda, essa fase negativa
Se for fraqueza de nervos, debilidade mental, antipatia sem motivos ou ira passageira, acalma‑o/a,
fazendo ver em mim uma pessoa simpática que lhe quer bem, para sermos bons amigos, pois eu preciso dele/a.
Guia e amigo de (Fulano/a) aceita esta vela que te ofereço carinhosamente como prova da minha
confiança e devoção; que ele/a, ao defrontar‑se comigo, o faça com bondade, respeito, amor e
simpatia para que juntos possamos amistosamente realizar nossos objectivos, sem mágoas,
rancores ou ressentimentos recíprocos para o bem de nós dois. Assim seja.
Nota: oração para acalmar uma pessoa que lhe tnha ódio ou rancor.
Acenda uma vela branca para o anjo da guarda dessa pessoa e diga a oração.

 



Publicado em Entidades de Umbanda | Comentários desativados em Anjo da Guarda

Amuletos & talismãs

Amuletos & talismãs
Muitas pessoas tem suas superstições: levantar com o pé
direito, para ter um dia bom, não passar debaixo de escada, para evitar o azar….

Desde a antiguidade, as pessoas costumam levar consigo ou guardar em casa objectos que acreditam terem poderes sobrenaturais de afastar desgraças e má sorte. Agem de forma defensiva, pois recebem e acumulam as forças positivas e dispersam as negativas, imunizando assim o seu dono de influências externas.
Mas você sabia que talismãs e amuletos são diferentes? Apesar de terem a mesma função, proteger quem os usa, os amuletos são objetos já prontos encontrados na natureza, enquanto os talismãs são peças feitas pela mão do homem.
O uso de amuletos e talismãs é universal em quase todas as culturas e religiões, sendo apresentado e utilizado de diferentes formas.
Os amuletos podem ser animais, minerais ou vegetais e os mais conhecidos e usados são:
Pés de coelho
normalmente usadas no bolso esquerdo das calças, ele ajuda
a dar boa sorte, principalmente para ganhar em jogos de azar.
Cristais e pedras – são fontes de energia, são muitos utilizados para meditar, orar, curar, energizar ambientes, plantas, animais e pessoas.

Trevos de quatro folhas – utilizado para trazer sorte e também alcançar a realização de suas aspirações e desejos.
Ramos de arruda, comigo ninguém pode, alecrim – são usadas para afastar o azar, mal-olhado e desviar as energias negativas para longe de si.

Figa
A figa é um amuleto desde a Roma antiga – mas, naquela época, era usada em cultos à fertilidade e ao erotismo. O dedo polegar seria o órgão masculino, penetrando o feminino. Tal imagem, no imaginário popular, afastaria a infertilidade. Hoje, a crença é de que a figa protege contra mau-olhado, feitiços e influências negativas e garante sorte ao seu portador. Ela pode ser usada em colares, pulseiras ou presas a chaveiros. Pode ser feita em madeira, ouro, outros metais e até em arruda, planta também conhecida por afastar a má sorte. Se você perder um figa, não a procure: ela foi embora com toda a carga negativa que teria recaído sobre você.

Escapulário
É uma corrente com pequenas imagens de santos ou orações em cada uma das pontas.
Pode ser feito de barbante ou metais nobres, como ouro. O que importa é a proteção que dá à pessoa que o carrega no pescoço. Há quem faça pedidos ao colocá-lo pela primeira vez, que devem se realizar até que a corrente arrebente.

Ferradura
É muito usada na zona rural das cidades por ser de fácil acesso aos habitantes, já que a maioria dos cavalos usa ferradura. Normalmente é colocada atrás da porta da casa com as pontas para cima para proteger seus moradores, trazer boa sorte e afastar os maus espíritos. Em versão miniatura, pode ser levada na bolsa ou aplicada em brincos e pulseiras. Na antigüidade, o ferro, sua principal matéria-prima, era temido pelos espíritos negativos. Outra crença é de que seu formato de meia-lua é um forte elemento do esoterismo.

Arruda
Planta de cheiro desagradável, mas com ótimas propriedades medicinais, a arruda é usada para afastar maus espíritos, mau-olhado e até doenças graves. Segundo a crença popular, seus ramos atraem as vibrações negativas, deixando o ambiente limpo e seus habitantes livres do mal. Na Idade Média, ramos de arruda eram usados para a população se proteger das bruxas, caçadas pela Igreja Católica. Hoje, é usada em ambientes internos e externos ou, em forma de infusão, nos banhos.

Olho turco ou olho grego
O olho turco é um amuleto azul muito comum naquele país (“nazar boncuk”, na língua original), sendo de lá exportado para o mundo todo. E até no Brasil é possível encontrá-lo em brincos, pulseiras, colares, chaveiros ou pendurados em finas correntes para proteger o lar, o carro ou o ambiente de trabalho. É usado contra mau-olhado e olho-gordo. Na Turquia, as mães colocam o amuleto na roupa dos filhos. Se é encontrado rachado, significa que funcionou e protegeu a criança. Ao carregar um olho turco, toda a energia negativa direcionada a você será atraída pelo amuleto – ainda que seja por meio de um elogio (os turcos acreditam que elogios podem revelar, inconscientemente, inveja).

Comigo-ninguém-pode
Esta planta é perigosíssima, principalmente para crianças e animais.
Se estiver ao seu alcance e for mastigada, suas folhas podem causar irritação das mucosas, faringe e laringe, dores, febre e enjôo. Esse poder da comigo-ninguém-pode, no entanto, pode ser usado como proteção às pessoas.
Acredita-se que, se um vaso da planta for colocado na frente de casas e estabelecimentos comerciais, pode protegê-los ao absorver energias negativas das pessoas mal-intencionadas que neles adentrarem.

Patuá
Todo brasileiro pelo menos já ouviu falar em patuá, mesmo que não saiba o que exatamente ele é. Muito usado por seguidores do Candomblé, o amuleto é feito de um pequeno saco (de plástico ou pano) com a cor e nome do orixá correspondente, acompanhado de ervas ou outros elementos atribuídos a ele (como conchas e miçangas). Costuma ser usado dentro da roupa, bolsa ou carteira de seu seguidor, que obterá a força e proteção do orixá.

OLHO-DE-CABRA
não é o olho do animal. Trata-se de um amuleto que é feito através das
sementes vermelhas e pretas da planta chamada olho-de-cabra. Carregá-lo dentro da carteira vai afastar toda
a inveja que estiver atrapalhando a sua vida.

ELEFANTE BRANCO
Além de proteger a casa, impede que energias negativas destruam a sua família. Você deve usar esse amuleto com o traseiro do elefante virado para a porta de entrada da casa, evitando que fluidos negativos e olhares invejosos possam entrar por ela.

BUDA
Conhecido também como “o talismã da felicidade”, atrai sorte e dinheiro, se estiver ao lado de moedas, para quem possui essa estátua em casa. Deve ser colocado virado para a parede, dentro de um pires e, de preferência, com muitas moedas ao seu redor para atrair riqueza. Para chamar a sorte, deve-se coçar a barriga do Buda, em sinal de carinho.

LUA
Também é muito poderosa. Basta pensar que ela é o satélite natural da Terra. Geralmente é muito bonita e pode servir também como objeto de decoração. Se for de um tamanho pequeno, pode ser usado como pingente ou brincos.

PIRÂMIDE
Capta as energias positivas do ambiente e as transmite para quem está por perto. É considerado o amuleto mais completo para quem está precisando de energia em todos os setores da vida. Para conseguir equilíbrio emocional, saúde e também tranqüilidade, você deve usá-la no peito, com pingente de uma corrente que goste muito.

ÂNCORA
Simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro, e para se livrar de perdas materiais.

Estrela de Davi –
É um antigo e poderoso símbolo mágico. Este símbolo consiste em um hexagrama de dois triângulos entrelaçados (um voltado para cima e outro para baixo). O selo de Salomão simboliza a alma humana, sendo utilizados por bruxos e magos cerimoniais para encantamentos, conjuração de espíritos, sabedoria, purificação e reforço dos poderes psíquicos.

Carranca –
A escultura, feita principalmente de madeira, apresenta características de um ser fantástico, com detalhes muito fortes, devido a forma como é retratada, com grandes dentes pontiagudos e olhar de uma criatura muito feroz, sua utilização se faz como proteção contra espíritos maus, pois segundo muitas pessoas que utilizam a Carranca, ao se deparar com uma criatura tão monstruosa e aparentemente feroz, o espírito mau se assusta e foge, é bastante evidenciada nas proas dos barcos na Região do Rio São Francisco, e em frentes das residências, estabelecimentos comerciais e etc.

Crucifixo (Cruz)
Pode ser considerado um talismã ou amuleto dos mais utilizados, não só no Brasil mas em todo o mundo, se trata da representação em um objeto do local onde Jesus Cristo foi pregado para morrer, este amuleto representa o sofrimento de Jesus Cristo, para salvar toda a humanidade. As pessoas utilizam mesmo sem tê-lo como um amuleto, pois é um símbolo universal de Jesus Cristo, e sua utilização se dá principalmente como forma de proteção contra o mal.

Fitinhas de Santos
Fitinha têm uma particularidade entre os outros tipos de amuletos, pois ela é utilizada também como forma de corrente religiosa entre um pedido feito a determinado Santo, e a sua proteção e ajuda na realização do pedido. Segundo a cultura popular, a Fitinha, que pode ser de diversas cores, é amarrada ao pulso três vezes fazendo-se o pedido e deixando a Fitinha presa até partir sozinha sendo assim, um sinal que o pedido será realizado. Atualmente ela também é utilizada em diversos locais para atrair proteção, locais como em automóveis, residências, bolsas, bolso, e etc.

Imã
O Imã é utilizado como amuleto especificamente financeiro, ou seja
a ele é atribuído poderes para cada vez mais conseguir dinheiro, as pessoas costumam colocar um imã em um local e nele colocar moedas, pois os imãs atraem as moedas que representam o dinheiro, atraindo assim cada vez mais dinheiro.



Publicado em Banhos de descarregos Diversos | Comentários desativados em Amuletos & talismãs

Amacis

Amacis

Fundamentos na Umbanda de Nação
Fundamentos de amacis e banhos de descarga
Amaci e o banho feito de várias ervas conforme a orientação do pai ou guia chefe dirigente de um terreiro. Tem por muitas finalidades limpar a aura (ori) do filho de santo, pessoas. de um modo geral as ervas são colhidas seguindo a sua intuição, ou seja para qual a finalidades e para que serve. E seguida de rituais para a colheita, respeitando a reza de Ossãe orixá responsável pelas ervas colhidas na matas, porém o filho de santo mais experiente pode fazer o seu banho com 7, 14, 21 ervas conhecidas. ( sempre é claro respeitando os fundamentos do seu terreiro).
Os amaci são usados para tomar banho de corpo inteiro inclusive o ori, pois todos passamos por encruza, ruas, e encontramos com pessoas com pensamentos mal intencionados, por isso é necessário tomar os amacis da cabeça aos pés.
O amaci serve também para limpar os ibás e fundamentos do terreiro, descarregar a casa após a sessão ou quando se sentir o ambiente carregado, basta para iso lavar a casa com o amaci sempre cantando para o orixá chefe do terreiro, ou do filho de santo para limpar a casa. O seu fundamento consistem em apanhar as ervas necessárias, lavá-las e macerar com a mão sempre com uma vela acessa pedindo para o orixá depositar seu axé, forças espirituais, etc, pois nesse momento sentirá a presença do mesmo para o complemento do seu amaci, sempre respeitando os procedimentos aprendidos, ou seja, pedir sempre auxilio aos orixás e entidades espirituais, para o descarrego, limpeza e força espiritual. Pode-se usar para banho, limpeza da casa do filho de santo ou terreiro, otás, ibás do orixá. Após o uso de seu banho sempre descarregar as ervas usadas em plantas e águas correntes limpas. para que leva o carrego, miasmas, ou larvas astral. se necessário fizer uso da sobra, deixar secar no forno ou ao sol, para a sua secagem e fazer defumação, pois tudo se aproveita e nada é destruído, mas caso não use o melhor e descarregar em uma planta ou água corrente. Banhos de cachoeiras, água de chuva, bica e poço natural, geralmente são usados pelo filho do orixá que rege, podendo ser do ori aos pés, ou acrescentar nas ervas.
Coloca-se em amaci, após o preparo, mel e sal para o tempero no lugar do mel pode se colocar açucar, ou um acaça, pois todos os orixás comem acaça, ou pode acrescentar água de canjica após o cozimento no banho. Não se enxuga o corpo e veste-se roupas claras de preferência no caso de uso pessoal no lar. Toma-se banho de preferência antes do inicio do trabalho e após o trabalho em seu lar, pois sempre estamos andando em encruzilhadas e ruas e lugares como bar, lojas etc.
Ao iniciar qualquer comida do santo e após despacho nas encruzilhadas se toma banho após o despacho. Cobre se com um pano branco o amaci e dependendo da quantidade no máximo dura 3 a 4 dias, após isso em alguns terreiros junta-se com o ebó, que é um outro banho com os axés do orixá, ou seja um banho muito mais forte e serve para descarregar qualquer pessoa muito carregada de egum. O seu preparo e feito com a mengá do animal e partes dele deixando com as ervas enterradas em um pote no terreiro ou próximos a casa do orixá. Isso é um fundamento de umbanda, não tem nada haver com o candomblé. Isso é apenas um conhecimento meu, passado por fundamentos e não livros.
Pode-se também observar a fase da lua e tomar o seu banho, não necessariamente se faz uso de um banho somente de um orixá, há muitas ervas conhecidas para banho, que pode ser misturadas e fazer o amaci. Nunca vai ao gofo esse amaci, necessário se faz tomar o banho frio. Outros banhos de ervas podem ser cozidas e somente deverá ser tomado banho do pescoço para baixo, nunca no ori, pois ai existe um fundamento que não se deve colocar nada cozido em seu ori. Para cada caso existe uma afinidades de banho, banho de descarrego, banho de atração, banho de purificação, banho de defesa, etc, etc.

O melhor amaci e preparado com ervas frescas, somente é acrescentado pemba por ordem espiritual, nunca por si só. Existem outros tipos de banho, como pipocas, somente por ordem espiritual, ou pelo orixá, nunca fazer por fazer por se tratar da ordem do orixá Obaluaê. Banho de pinga somente por ordem espiritual do exú, e nunca se usa na coroa(ori) da pessoa. Esse banho geralmente usa-se para descarrego de demanda ou associado ao bori ou fundamento do terreiro, somente para os que já tem fundamentos dentro do terreiro, nunca por um iniciante, pois há fundamentos ai para ser feitos, não pelo fato de ir na encruza
aberta e tomar esse banho.quando uma pessoa vai ser batizado na umbanda ou fazer algum bori, nunca se usa bebida de qualquer espécie alccolica no ori da pessoa é um erro isso, somente água e se necessário mengá, mas nunca bebida alcoolica, fato esse que pode levar uma pessoa ao vicio da bebida ou coisas piores, esse é um dos fundamentos de bebidas alcoólicas no ori. Pois o ori e a sua cabeça, onde o orixá e anjo da guarda se correspondem muita atenção ao seu ori.


Defumação
Em todos os terreiros de umbanda iremos nos deparar com um momento chamado defumação. E como diz um de nossos pontos cantados ‘Filho quer se defuma, Umbanda tem fundamento, é preciso preparar…’
A defumação é a queima de algumas ervas e resinas e sua transformação em fumaça pela ação do fogo. Exalando e soltando suas essências. Assim a defumação vem trazer a força e a magia das ervas e assim dos Orixás. É bom lembrar que algumas ervas possuem propriedades terapêuticas e propriedades espirituais. A defumação utiliza e extrai o poder das ervas do seu ponto de vista espiritual ou astral.
Por exemplo, a guiné, a arruda e o alecrim, que também servem para banhos de descarrego, são utilizados nas defumações para afastar, dissolver e transmutar energias deletérias. Atrair energias positivas e eliminar miasmas e larvas astrais.
A defumação ao mesmo tempo em que serve como uma grande vassoura astral, serve como um imã de boas energias, cabendo aos seres daquela localidade manter um padrão vibratório alto que a localidade permanecerá com muita energia positiva.
Além de suas propriedades astrais a defumação ajuda a mente do médium e da assistência, ou dos residentes daquele local, a entrarem em contato com os guias e protetores. Ou seja, o perfume da defumação estimula nossos centros nervosos (plexos) a captarem com mais qualidade as energias superiores, mantendo a mente da pessoa mais concentrada e propícia a esta percepção.

BARÁ
Mensageiro divino, guardião dos templos, casas e cidades. É o dono de todas as portas, de todas as chaves e de todos os caminhos. É reverenciado em primeiro lugar em todos os terreiros de nação africana. Recebe suas oferendas nas encruzilhadas.
Se estiver atrapalhado, sem emprego, sem rumo, ou deseja realizar qualquer tipo de negócio se apegue com este Orixá, o Bará pode te dar a solução.
Não existe nenhum terreiro de tradição africana que não tenha o assentamento do Bará. Ele é o princípio e o fim de tudo, até após a morte de um iniciado na religião, o primeiro a receber ritual é o Bará.
Bará em Yorubá quer dizer força; se for bem tratado reage favoravelmente em prol de quem lhe oferendou.
Olorum concedeu ao Bará o privilégio de receber as oferendas em primeiro lugar. Sem ele nossas orações não seriam ouvidas por nenhum outro Orixá, nem mesmo no orum.
Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas, caminhos e comércio, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes quando necessário, feitos em primeiro lugar caso contrário caminhos trancados, mas não devemos tachar o Orixá Exu de
egoísta, para a segurança de nosso ritual é só serví-lo primeiro e assim nosso ritual estará bem encaminhado. É o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.
O dia da semana consagrado ao Bará é a segunda-feira, sua cor principal é o vermelho.
Os Barás cultuados no Batuque do Rio Grande do Sul são:
BARÁ LODÊ: Exu Lodê tem seu assentamento feito do lado de fora do templo. Divide sua morada com Ogum Avagãn. É o Orixá que mantém a estrutura do templo; a sustentação dos terreiros depende do Bará Lodê.
BARÁ ADAGUE: Recebe suas oferendas nas encruzilhadas; seu assentamento é feito dentro do templo; é um dos mais requisitados, pois faz a frente de Ogum, Oyá, Xangô, Odé, Otim, Obá, Ossãe e Xapanã.
BARÁ LANÃ: Trabalha nos cruzeiros (encruzilhadas). Tem as mesmas atribuições do Bará Adague. Responde também nos cruzeiros de mato.
BARÁ AJELÚ: Este é o exu que faz a frente dos Orixás de água, Oxum, Yemanjá e Oxalá.
Além do epô (azeite de dendê) usa-se mel nas suas oferendas.
Sincretismo Religioso:
Bará Lodê – São Pedro, quando faz adjuntó com Iansã, São Benedito com faz adjuntó com Obá.
Bará Lanã – Santo Antônio do Pão dos Pobres
Bará Adague – Santo Antônio
Bará Agelú – Menino no colo do Santo Antônio

Oração
Após a defumação são feitas as orações afim de concentrar as nossas mentes,pedir proteção a Deus,afastar todas as energias negativas,para assim começar-mos nossos trabalhos com fé,paz,alegria e amor. Podemos dizer que é o nosso principal meio de comunicação com Deus.É a oportunidade em que abrimos nosso coração a Deus e derramamos todas as nossas angústias e inquietações,mas também é quando Lhe apresentamos toda a nossa gratidão,agradecendo por estarmos mais uma vez reunidos,todos os irmãos,e pedindo forças para que nossas entidades possam assim descarregar todos ali presentes.


Não deixe para amanhã
Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer
tentar de novo…
Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!…
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser
preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não
ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não
ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não
encontrar outros braços…
Porque amanhã pode ser muito
…muito tarde!
Não deixe para amanhã para dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!…
Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda…
Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei!…Venha cá, vamos conversar…
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?…
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você.
Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos?
Onde está a sua garra?…
Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde…muito tarde!
Procure. Vá atrás! Insista!
Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde…
(autor desconhecido)

 



Publicado em Banhos de descarregos Diversos | Comentários desativados em Amacis

Artigos de umbanda

Artigos de umbanda .
Hoje iremos falar sobre os artigos de umbanda nossa intenção é te levar pra dentro de uma casa ( loja) de umbanda sem sair de casa.
pretendo mostrar alguns artigos religiosos que são vendidos.

As fotos acima mostram a entrada e o interior de uma loja de artigos de umbanda.
Nessas lojas especializadas podemos encontrar de tudo que precisamos para os rituais de umbanda.

veja abaixo o que são vendido
Imagens, Velas, Defumadores,guias, paramentos dos orixás de exú a oxalá, ferramentas, atabaques, incensos, defumadores, banhos de ervas, pós, guias, livros, cds etc..

Imagens.

São encontrada nas lojas de umbanda imagens de santos Católicos, das 7 linhas , Orixás e
Exús.

Defumadores:


Velas:


Banhos de ervas


Guias, Contas e colares.

Ferramenta dos orixás.

Livros,CDS,dvds de UMBANDA.

Louças,alguidares, quartinhas e búzios.

Charutos, cachimbos e bengalas.

Marafo, Azeite de dende, mel.

Marafo, azeite de dende e mel.

 

“Deus deu como meta a perfeição, mas estabeleceu como prazo a eternidade e, como companheira dessa caminhada a paciência, pois ele sabe que estamos muito distantes do ideal e ainda não atingimos a angelitude.
Deus o quer como humano, não como anjo.
É preciso humanizar-se, para então aperfeiçoar-se. Os anjos voam longe, e o Pai precisa de você aqui, com os pés firmes no mundo para auxiliá-lo no processo de aprimoramento da humanidade”.
? Pai João de Aruanda

 


Publicado em umbanda | Comentários desativados em Artigos de umbanda

Atabaques

Atabaques.


A história do atabaque Em nossas giras de Umbanda, é muito comum se ter presente o ataba­que, um instrumento lendário e de origem afro. Esse instrumento dá ritmo e axé aos cultos, possibilitando uma melhor incorporação e dando maior energia aos trabalhos.
O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Ori­­xás e Guias e tem uma força pode­rosa, que em uma gira faz toda a di­ferença. Para aprendermos um pouco mais sobre o atabaque e seus funda­mentos trago algumas informações interessantes sobre o mesmo, relacio­nado aos cultos afro religiosos, dentre eles, Umbanda e Candomblé.
Segundo a Wikipédia, “O Atabaque de Origem Africana, hoje muito utili­zado nos cultos aos orixás, de reli­giõ­es também de origem afro, “E na verdade o caminho e a ligação en­tre o homem e seus orixás, os to­ques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual “( Romário Itararé há 35 anos toca atabaques e instru­mentos de percussão)
Há três tipos de atabaque: Rum, Rum­pi e o Lê. O Rum é o atabaque maior, o Rumpi seria o segundo ataba­que maior, tendo como importância responder ao atabaque Rum, e o Lê seria o terceiro atabaque onde fica o Ogã que está iniciando ou aprendiz que acompanha o Rumpi. O Rum também é usado para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo. Importante saber que cada atabaque tem suas obrigações a serem feitas, pois o atabaque praticamente representa um Orixá.
Existem vários tipos de toques, Angola que se toca com mão e Ketu que se toca com a varinha. Na Angola existem vários tipos de toques, onde cada toque é destinado a um Orixá, por exemplo, Congo de Ouro, Angolão que seria desti­nado a Oxossi, Ygexá que seria destinado a Oxum, etc. O mesmo acontece com Ketu, que se toca com varinha de goiabeira ou bambu, chamada aguidani.
O couro também mere­ce cuidados, como passar dendê e deixar no sol
para que ele, o couro, fique mais esticado e possa produzir um som melhor.
Um Ogã seria como um Tatá da Casa e na maioria das vezes seu conhecimento é quase superior a um Zelador de Santo. Para ser um Ogã não basta saber tocar, e sim, saber o fundamento da Casa, sali­entando que saber o canto na hora certa, é de gran­de importância para um Terrei­ro.
Existem também outros tipos de componentes que se usam junto com os ataba­ques, como por exemplo, o agogô, chocalho, triângulo, pandeiro, etc. Existe também o Abatá, que seria um tambor, com os dois lados com couro, que se usa muito no Rio Grande do Sul e na nação Tambor de Mina.
Os tambores coa apa­recer nas escavações arqueológicas do período neolítico.
O tambor mais antigo foi en­contrado em uma escavação de 6.000 anos A.C. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco. Es­tes troncos eram cobertos nas bor­das com peles de alguns répteis, e eram percutidos com as mãos, depois foram usadas peles mais resistentes e apareceram as primeiras baquetas. O tambor com duas peles veio mais tarde, assim como a variedade de tamanho.
De origem africana, o atabaque é usado em quase todos os rituais afro-brasileiros, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacio­nados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa são empregados para evocar os Orixás.
Por Marcos Vinicius Caraccio

Berimbau-de-barriga ou urucungo. Instrumento musical dos escravos africanos por eles popularizado no Brasil. Debret (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. São Paulo, 1940, I), descreve o berimbau: “Este instrumento se compõe da metade de uma cabaça aderente a um arco formado por uma varinha
curva, com um fio de latão, sobre o qual se bate ligeiramente. O instrumento é conhecido em toda a África setentrional. As caixas sonoras feitas de cabaça são, desde incalculável tempo, utilizadas na Índia, nos instrumentos sagrados bramânicos e búdicos. O povo intermediário para o negro foi o árabe, também grande conservador no gênero. (CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro) O som do Berimbau é obtido percutindo-se uma haste no arame; pode-se variar o som abafando-se o som da cabaça e (ou)encostando uma moeda de cobre no arame;
complementa o instrumento o caxixi, uma cestinha de vime com sementes secas no seu interior.
O Berimbau, (…), tornou-se instrumento símbolo da Capoeira, conduzindo o jogo com o seu timbre peculiar. Os ritmos são em compasso binário e os andamentos – lento, moderado e rápido são indicados pelos toques do Berimbau. Entre os mais conhecidos estão o São Bento Grande, o São Bento Pequeno (mais rápido), Angola, Santa Maria, o toque de Cavalaria (que servia para avisar a chegada da polícia), o Amazonas e o Iuna. Numa roda de angoleiros o conjunto rítmico completo é composto por: três berimbaus (um grave – Gunga; um médio e um agudo – Viola); dois pandeiros; um reco-reco; um agogô e um atabaque. A parte musical tem ainda ladainhas que são cantadas e repetidas em coro por todos na roda. Um bom capoeirista tem obrigação de saber tocar e cantar os temas da Capoeira.


PONTOS CANTADOS
Os Pontos cantados são evocações, em forma de orações ou pequenas histórias, louvando um Orixá ou contando quem é o Guia, sua forma de atuação, sua força diante das dificuldades, sua relação com os Orixás, um chamamento de um filho que procura ajuda ou proteção, entre outras colocações de festividade e manifestação de fé. Os pontos têm sua associação, digamos assim, com os mantras indianos, com os Cantos Gregorianos da Igreja Católica, ou com os Cantos de Louvor à Deus dos Protestantes.Outra função dos pontos, ao serem cantados, é fazer descarregar e fluir as emoções dos médiuns e dos que procuram ajuda na casa, em vibrações relacionadas com os Guias e Orixás, permitindo assim, um perfeito entrosamento e equilíbrio do médiuns em seu trabalho e o alcance da graça solicitada..

A Pemba também pode ser usada para riscar objetos, portas, janelas, no objetivo de cruzar o ambiente, evitando a entrada de maus espíritos e de energias negativas. Além disso, a Pemba auxilia na entrada das boas energias e na abertura de caminhos. Também, utiliza-se a Pemba para riscar as mãos, os pés e a cabeça dos médiuns. E assim é feito, geralmente, para dar a eles proteção.
. Também é utilizada antes da realização do amaci.
A Pemba, juntamente com as águas puras e ervas sagradas fortalecem a coroa do médium, trazendo maior sintonia entre ele (o médium) e suas entidades espirituais.
Em alguns casos específicos a Pemba pode ser raspada, obtendo-se um pó, que é utilizado para determinados trabalhos e até mesmo, colocado dentro do próprio amaci. Todavia, não existe na Umbanda qualquer ritual de “sopro de pó de pemba”, como existe no Candomblé. As cores das Pembas representam à linha de qual entidade está utilizando ou a linha que se está invocando.
Assim, por exemplo, um Caboclo de Ogum certamente irá riscar seu ponto de vermelho, o de Oxossi de verde, o de Xangô de marrom e assim por diante.
É bom lembrar que a Pemba não é sagrada por si mesma. Uma Pemba comprada em uma loja qualquer, se não for cruzada pelo guia da casa, não terá serventia nenhuma. Será apenas um giz como outro qualquer, sem nenhuma utilidade espiritual. Todavia, a Pemba que é cruzada e abençoada pelo guia, torna-se uma verdadeira arma para aqueles que sabem manipulá-la. É um instrumento de luz usado pelo guia, essencial em qualquer trabalho de Umbanda. Também é comum se falar em “Lei da Pemba” para referir-se à Umbanda. A expressão “Filhos de Pemba” é utilizada para identificar os filhos de Umbanda, aqueles que estão cumprindo as diretrizes de Aruanda. Por fim, para homenagear esse instrumento sagrado, segue o ponto cantado na abertura de todos os trabalhos de Umbanda
: “Ô salve a Pemba! Também salve a toalha!
Ô salve a Pemba! Também salve a toalha! Salve a coroa,
É de nosso Zambi é o maior! Salve a coroa!
É de nosso Zambi é o maior!”


Publicado em umbanda | Comentários desativados em Atabaques

A mediunidade os Guias e Orixás

A Mediunidade
Mediunidade é a ação consciente ou inconsciente dos seres encarnados.
A Mediunidade pode ser dividida em dois grupos principais e distintos: Mediunidade Psíquica ou Intuitiva: É aquela em que o médium, escuta palavras no cérebro e as escreve (ou transmite) de livre e espontânea vontade.
Como na maioria das vezes, a transmissão é rápida demais.
Há neste grupo de mediunidade a possibilidade de o médium escutar uma coisa e transmitir outra, ou melhor dizendo, escuta uma frase completa e dá-lhe sua própria interpretação, porém, na maior parte das vezes, contraria o sentido original do que foi recebido.
Mediunidade Somática ou Mecânica: É aquela em que o Espírito domina e utiliza parte do corpo do médium, ou o todo, independentemente e sem possibilidade de intervenção do mesmo. Em ambos os grupos de Mediunidade acima mencionados, encontram-se os seguintes tipos de mediunidade, em ordem decrescente em grau: Clarividência: É a atuação de uma vibração na mente do médium, descrevendo através dela quadros possíveis de acontecer, dependendo do fator TEMPO.
Vidência: É uma mentalização material, inata, podendo ver coisas materiais, passadas em outro local e/ou espirituais, de olhos abertos e de frente. Psicografia: É a faculdade mediúnica de receber vibrações, que os fazem transcrever mensagens espirituais.
Audição: É aquela em que o médium ouve vozes, transmitindo as boas e más notícias.
Curadora: É a faculdade inata e esclarecedora da cura, através de conselhos, ervas, etc.
Passista: É a capacidade de movimentar vibrações através de passes para equilibrar e fortalecer as forças positivas e diminuir e também equilibrar, as forças negativas.
Incorporação: É a faculdade de entregar o seu corpo à vibração do plano astral, facilitando a comunhão do Espírito Comunicador com as vibrações materiais do seu corpo, para que, através do mesmo, seja dado o socorro, a ajuda, enfim o esclarecimento e tudo necessário aos eternos pedintes que somos.
Médium: É o intermediário entre o plano físico (ou material) e o plano espiritual. Levando-se em conta os sete tipos principais de Mediunidade, cremos que 80% dos médiuns existentes têm como classificação primordial a INCORPORAÇÃO, porquanto este orbe é um planeta presídio e de expiação de faltas Kármicas.
Os 20% restantes estão proporcionalmente distribuídos entre os restantes tipos de Mediunidade.
Fazem parte fundamentalmente do currículo do médium, que entende a sua missão, os seguintes requisitos voluntários:
1. HUMILDADE
2. OBEDIÊNCIA
3. FÉ
4. DESPRENDIMENTO
5. DISCERNIMENTO
6. PROPÓSITO
7. FIM O Fim, é o aprimoramento que o médium procura em todos os outros quesitos, e é vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade, tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio, estudando o fenómeno, progredirá de acordo com a intensidade de suas qualidades essenciais.
Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por se conhecer a si próprio, descobrindo e equilibrando suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o estudo do Universo que o rodeia.
Na Umbanda os Orixás são energias, forças da natureza que estão presentes em todos os lugares, influenciando as pessoas e irradiando energias que mantém o equilíbrio natural dos elementos em relação ao universo.
Uma interpretação mais objetiva coloca os Orixás como energias emanadas da divindade, como subdivisões da unidade perfeita de Deus e não, como muitos pensam, como espíritos que progrediram muito espiritualmente, não necessitando mais do processo reencarnatório, e que para darem continuidade no seu progresso espiritual possuem como missão organizar e orientar uma rede de espíritos com menos progresso espiritual do que eles, ajudando-os a progredirem espiritualmente. Estes espíritos são, na verdade, os guias espirituais. Cada pessoa está ligada a um desses Orixás e suas características são encontradas em seus filhos, seja na forma física ou, mais evidente, nas características psicológicas e comportamentais a qual a pessoa está relacionada.
Os elementos nos quais se manifestam os Orixás cultuados na Umbanda são: Oxalá Onipresente, Ogum estradas e campinas, Oxóssi nas matas, Xangô pedreiras, Oxum cachoeiras, Iansã ventos e tempestades, Iemanjá no mar, Obaluaiê na terra, Nanã nas águas paradas e da lama dos fundos dos rios e lagos, além da água das chuvas.
Lembrando que hoje em dia já é conhecido ramificações desses orixas como as crianças, os boiadeiros e etc.


Baianos na Umbanda
Durante muitos anos a linha dos baianos foi renegada e os trabalhos feitos com ela eram vistos com restrições.
Dizia-se que por não ser uma linha diretamente ligada às principais, era inexistente, formada por espíritos zombeteiros e mistificadores.
Aos poucos eles foram chegando e tomando conta do espaço que lhes foi dado pelo astral e que souberam aproveitar de forma exemplar.
Hoje se tornaram trabalhadores incansáveis e respeitados, tanto que é cada vez maior o número de baianos que está assumindo coroas em várias casas.
A alegria que essa gira nos traz é contagiante. Os conselhos dados aos consulentes e médiuns demonstram uma firmeza de caráter e uma força digna de quem soube aproveitar as lições recebidas.
Atualmente já temos o conhecimento de que fazem parte de uma sublinha e nessa designação podem vir utilizando qualquer faixa de trabalho energético, ou seja, podem receber vibrações de qualquer das sete principais.
Têm ainda um trânsito muito bom pelos caminhos de exu, podendo trabalhar na esquerda a qualquer momento em que se torne necessário.
Cientes dessa valiosa capacidade, nós dirigentes, sempre contamos com eles para um desmanche de demanda ou mesmo sérios trabalhos em que a magia negra esteja envolvida.
Com eles conseguimos resultados surpreendentes. Os que não admitem essa linha como vertente umbandista defendem sua posição criticando o nome que esses espiritos escolheram para seu trabalho.
Já ouvi coisas do tipo “Daqui a pouco teremos linhas de cariocas, sergipanos, etc.” Esquecem eles que a Bahia foi escolhida por ser o celeiro dos orixás. Quando se fala nesse estado, nossos pensamentos são imediatamente remetidos para uma terra de espiritualidade e magia. O povo baiano é sincrético e ecumênico ao extremo, nada mais natural que sejam escolhidos para essa homenagem de lei que é como se deve ver a questão.
Vale ainda lembrar que nem todos os baianos que vêm à terra realmente o foram em suas
vidas passadas, esses espiritos agruparam-se por afinidades fluídicas e dentre eles há múltiplas naturalidades.
É evidente que no inicio a Umbanda era formada por legiões de caboclos, preto-velhos e crianças, mas a evolução natural acontecida nestes anos todos fez com que novas formas de trabalho e apresentação fossem criadas.
Se a terra passa por constantes mutações porque esperar que o astral seja imutável?
O que menos interessa em nosso momento religioso são essas picuinhas criadas por quem na verdade, não defende a Umbanda, quer apenas criar pontos polêmicos desmerecendo aqueles que praticam a religião como se deve, dentro dos terreiros, onde abraçamos a todos os amigos espirituais da forma como se apresentam.

Conhecendo os Boiadeiros
São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.
O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado.
Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano.
Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois. Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho.
Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos.
Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo.
Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo.
Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.
No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.
Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.
Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.
Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc … Sua saudação: Getruá Boiadeiro, Xetro Marrumbaxêtro Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”.
São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral.
Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa.
É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo.
Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território.
À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem.
Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.
O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física.
Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.
Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi.
Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados.
Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).
Sobre Nossos Caboclos Boiadeiros Os Caboclos são entidades fortes, viris.
Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos.
São sérios, mas gostam de festas e fartura.
Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus.
Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.
Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações.
Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.
Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual.
Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé.
Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções.
Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos.
Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática dada magia na terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos.
São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos.
Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos.
É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações.
Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros é no descarrego e no preparo dos médiuns.
Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste.
“Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”.
Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.
Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros.
Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc… Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
Ritual para os pretos-velhos trazer saúde, paz e harmonia.
1 copo de café preto forte sem açucar
1 copo de cachaça com melado de cana-de-açucar,
1 broa de milho (fatiada) 3 cigarros de palha
1 vela bicolor pequena (preta e branca)
7 galhos pequenos de alecrim fresco para colocar entre as fatias da broa de fubá. 5 folhas de couve.
Modo de fazer:
Faça das folhas de couve uma toalha e coloque as fatias da broa de milho intercalando com os galhos de alecrim com o café e pinga ao lado e a vela acessa e faça seus pedidos aos pretos-velhos depois ao terminar a vela entregar tudo num pé de árvore.

PAI JOÃO DE ARUANDA-” Fala-nos sobre desespero”
Se o desespero ameaça tomar conta de você, que tal resolver de vez essa sua dificuldade?
Esse tipo de sentimento infeliz é o resultado da sua falta de fé.
Não daquela fé de que muitos falam por aí. É fé em um ideal, fé no futuro. Falta a você a coragem de lutar e a decisão de prosseguir apesar de todas as dificuldades.
Os meus filhos se desesperam com muita facilidade.
É hora de aprenderem um pouco com a vida.
Diante do sofrimento pela possibilidade da partida de um afeto, o desespero se instala, é hora de trabalhar o desapego.
Nos nao somos donos de ninguém.
Nenhum ser humano é propriedade de outro.
Acorde, sorria meu filho. O tempo da escravidão já passou.
Por que se manter algemado a pessoas, objetos ou instituições humanas?
Às vezes vocês se desesperam porque julgam faltar recursos materiais.
Isso é absurdo, meus filhos.
Está na hora de entender que a verdadeira posse é fruto do trabalho.
Se faltar alguma coisa é porque você não trabalhou o suficiente, não perseverou em sua proposta ou, então, quando teve a oportunidade do ter, não soube economizar, reservar ou multiplicar.
A vida nos ensina que aquilo que julgamos possuir, nós temos que dividir entre os mais necessitados, somando esforços para multiplicar os resultados, diminuindo as pretensões, para exercitar o desapego.
Ora, meu filho, o desespero é o resultado de uma visão errada da vida.
Pare e pense.
Erga a cabeça, que ela não foi feita apenas para ficar cheia de miolos, não.
Pense, organize os seus pensamentos. Reorganize a sua vida e continue andando.
Mesmo devagarzinho, ande. Não se permita ficar parado.
Deus abençoa, mas é preciso ter coragem para a maior experiência do mundo que é viver.
Sempre há uma solução.
Não existe dor, sofrimento ou mal que não tragam o seu ensinamento, não há problema que não tenha a resposta certa da vida
EXTRAIDO DO LIVRO: “SABEDORIA DE PRETO VELHO” DE ROBSON PINHEIRO POR PAI JOÃO DE ARUANDA

Por que Obá, cortou a própria orelha?
Xango vivia com as suas três esposas Oba, Iansã e Oxum; elas viviam sempre disputando entre si quem conseguia a preferencia do marido, sempre brigando, tentado fazer tudo melhor que as outras.
Um dia Oba entrou na cozinha e viu Oxum com um turbante cobrindo uma das orelhas e com um ar de pura felicidade, isso assustou Oba, que era a esposa mais ciumenta, então ela perguntou o motivo de tal alegria e Oxum respondeu que ela tinha preparado o melhor de todos os amalás (comida preferida de Xango, feita principalmente com quiabos), Obá mais que depressa quis saber o que o amalá dela tinha de tão especial, Oxum então falou que cortou uma das orelhas e pós sobre a comida e que o marido adorava isso e começou a se gabar de como ele a encheria de carinhos após comer a iguaria, e assim foi, quando o marido chegou e comeu o amalá, encheu Oxum de mimos e carinhos; enfurecida pelo ciumes Oba tratou de preparar um amalá bem feito e decepou uma das orelhas e colocou por cima da comida, no outro dia quando marido retornou para casa, viu a mesa posta e com uma bela gamela em cima (Xango come na gamela), mais quando ele olhou para a gamela viu a orelha de Oba dentro e não gostou nenhum pouco da mutilação da mulher e a repreendeu, Oxum que estava ao lado, sem turbante mexeu um pouco a cabeça para que o cabelo deixasse mostrar suas duas orelhas perfeitamente no lugar e ornadas com pesados brincos de ouro, desde de então Oba cobre a orelha decepada com a mão esquerda ou com o escudo e quando vem em algum médium também vem cobrindo a orelha mutilada, mas como vingança entornou um caldeirão com dendê fervendo nos pés de Oxum, por isso as duas tem uma briga e até mesmo hoje em dia, não se pode ter Oxum e Oba encorporadas ao mesmo tempo.

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296


PRECE À OXALÁ

Ó poderoso Pai Oxalá, aspiração suprema dos desejos dos nossos corações, caminhamos até a sua claridade, clareando todos os nossos passos no amanhecer de cada dia.
Que a luz, a eterna luz que o Senhor derramou e derrama todos os dias, cubra a cabeça daqueles que a ti estão ligados numa corrente de fé e num só pensamento elevamos as nossas preces.
Oxalá nosso Pai, dai-nos a graça de chorarmos sinceramente nossas faltas cometidas, e com espírito de humildade, nos purificarmos através da fé e da caridade.
Que nós consigamos limpar a morada dos nossos corações, desterrando tudo que é mundano, vício, ódio e maldade, na certeza de que com toda esta humildade alcançaremos o Senhor.
Pai Oxalá, sabeis que a razão humana é fraca e pode enganar-nos, mas a verdadeira fé não pode ser enganada.
Obrigado Pai Oxalá por tudo que o Senhor nos deu e nos dá.
Esperamos todos unidos, que o Senhor nos escolha para sermos mais alguns dos vossos íntimos amigos.
Que assim seja!

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em 7 Linha da Umbanda | Comentários desativados em A mediunidade os Guias e Orixás

A Força das Pomba-giras

A Força das Pomba-giras
exú fez uma casa com 7 portas , 7 janelas, exú num precisa de casa é a pomba-gira quem vai morar nela..
Imagine o sol sem a lua, o sal sem açúcar, o inverno sem o verão,o homem sem a mulher, o positivo sem o negativo, o bem sem o mal, para existir um equilibrio no universo é indispensável a existência dos opostos.


a pomba-gira é o similar de exu feminino de exu, sendo portanto, exu mulher , a força oposta dele oposta não significa maléfica ou que entre em conflito, quer dizer apenas que o que exu não pode fazer , a pomba-gira faz.
A força vibratória da pomba-gira destina-se a realizar diversos trabalhos relacionados com o amor, o sexo e todas as ligações com o sexo oposto.
eis aqui alguns trabalhos que podem ser executados com o auxilio de pomba-giras.
Os diversos tipos de Trabalhos:

* trabalhos para mulher atrair marido. ( namorado etc..)
* trabalho para a mulher fazer o marido ser fiel.
* Trabalho para a mulher separar ao marido da amante.
* Trabalho para o homem perder a potencia temporariamente.
* trabalho para a mulher separar um homem da esposa.
*trabalhos pra unir duas pessoas de sexo oposto.
* trabalho pra quebrar feitiço feito contra um casal.
* trabalho para o marido voltar pra esposa.
*trabalho pra afastar o marido.
*Trabalho pra castigar uma mulher que queira tomar o marido da outra.
* Trabalho para homem conseguir ereção com uma unica mulher.
* trabalho para homem gostar de ficar em casa.
* trabalhos de Amarração, aproximação e união.
Alerta:
cuidado com o que se pede ou se faz a pomba-giras, pois se pedires mau a alguém cedo ou tarde Você terá a lei do retorno:
” A onde o que se planta , se colhe”
Material a ser usado nos trabalhos de pombas -giras..

Em todas as oferendas e trabalhos de pomba-gira deve ser utilizado material da melhor qualidade.
nunca material usado em outra ocasião.
ninguém deve ficar sabendo a não ser que forem ajudar fazer (o trabalho) os despachos e oferendas.
mesmo assim essas pessoas não devem ficar sabendo do tipo do trabalho a ser feito.
O segredo é fundamental para o sucesso dos trabalhos.
eis uma listra Básica de apetrechos necessários:
Lembrando que antes de adquiri-los vocês devem verificar o tipo de trabalho a ser realizado.
cada pomba-gira tem suas caracteristicas próprias, materiais e locais para despacha-los.
Na dúvida do que fazer procure um terreiro de sua confiança, faça uma consulta com os dirigentes e com as entidades, recomendamos nunca ir fazer um despacho sozinho.
Vamos a Lista de materiais:
* toalha preta ( Amorim ou cetim) 70×70.
* Toalha vermelha ( amorim ou cetim) 70×70.
* fitas vermelhas.
* contas de porcelas ou cristal.
* cachaças ( garrafas).
* champanhe.
*Cigarros, Cigarinhas, charutos.
* Rosas vermelhas abertas ( nunca em botão).
* alguidar de barro.
* Velas: Branca, Preta, vermelhas, velas cruzadas vermelho e preto.
* fósforo ( num use esqueiro)
* abridor de garrafa.
* galinha preta.
* farinha de milho.
* azeite de dendê.
*milho de pipoca.
* ovos.
* Brincos e argolas.
* Pulsiras de mulher.
* batons , pentes e perfumes. * tamancos de madeira.
* taças ou copos incolor.
* Alguidar Virgem.
*agulhas virgens
* linhas nas cores vermelhas, preta e branca.
* farofas de pinga, dende, mel e água.
* Incensos
* defumadores.
* Pratos de barro.
* azeite doces. *
pós.
* azeite de oliva. Observações importantes, conforme dito anteriormente nunca faça uma oferenda sem prévia consulta para não atrair ao invés da força da pomba-gira um quiumbá atrasado. por essa razão recomendamos além da consulta o acompanhamento de um médium, de preferência encomende seus trabalhos.
sempre que você for iniciar um despacho, oferenda ou trabalho, nunca esqueça de pedir licença ao dono do lugar.
antes de fazer uma oferenda procure saber quem é a pomba-gira, o ponto de força dela cantado e riscado.
depois de “arriado uma oferenda” certifique-se de não passar nesse local por 7 dias.
Para maiores informações consulte-nos.
centropaijoaodeangola2010@hotmail.com

A imagem abaixo representa o imaginário popular errôneo sobre Pomba-gira.


velas de Pomba gira/Para a linha de esquerda oferece Velas vermelha, preta, cruzada preta e vermelha, Vela cruzada Preta e Branca.

 

ORAÇÃO A TODAS AS POMBAS GIRAS
Amado Criador, Pai Olorum (Deus), peço Vossa permissão para ofertar minha fé a um de Vossos mistérios divinos, que é a Senhora Pombagira.
Salve todas as Pombagiras! Saravá (salve) Senhoras Pombagiras!
Boa e gloriosa amiga Pombagira, senhora do mistério do estímulo, do desejo, da vontade e das emoções, defensora e protetora das mulheres, rogo e suplico, neste momento de devoção, para que atenda aos meus pedidos.
Rainha Pombagira!
Pelos sete nós de sua saia, pelos senhores Exus, chefes de legião e executores da Lei Divina que acompanham seus passos, pelos sete guizos de sua roupa, peço que sua proteção e amparo estejam sempre presentes em meus caminhos e nos caminhos de minha família, (nomear os membros). Rogo que esses caminhos sejam abertos e sua energia nos estimule em todos os sentidos, principalmente no setor sentimental, impedindo-nos de cair em tentações de luxúria e na fraqueza das paixões desenfreadas. Equilibre nossas emoções e nossas atitudes, para que não tenhamos excessos de vaidade, egoísmo, orgulho e desejos sobre o que é do próximo.
Defenda-nos e livre-nos de todas as más influências de encarnados e desencarnados, que queiram nos envolver em emoções, pensamentos e atos de baixas vibrações. Defenda-nos, ainda, para que não nos tornemos prisioneiros de desejos e sensações primitivos e obscuros, que alimentem seres trevosos em seus instintos torpes e negativados.
Ampare-nos para que jamais esqueçamos a exata função dosexo em nossas vidas: gerar vidas, proporcionar prazer e manter nosso equilíbrio emocional, para que os demais desejos fluam naturalmente e não como vícios.
Dê-nos a devida proteção, para que nunca cometamos erros, falhas e pecados em nome de Pombagiras, Exus, Exus Mirins e dos Orixás, Divindades de Olorum.
Propicie-nos vontade inquebrantável, para que jamais abdiquemos da Fé e crença nos poderes dos Divinos Orixás.
Estimule-nos e motive-nos, para buscarmos as qualidades que possam nos tornar fortes, capazes e certos da vitória, trilhando o caminho correto para que só recebamos graças e graças suas, dos Orixás e do Grande Pai Olorum. Amém!
Salve a Senhora Pombagira!Laroié Éxu.Éxu é Mojubá é!(eu me curvo à sua força)! Pombagira Saravá! (3 vezes)

 


Publicado em Pomba giras | Com a tag | Comentários desativados em A Força das Pomba-giras

Consultas e Atendimentos Espirituais


Conheça a diferença entre consulta e atendimento espiritual.
Muito se fala sobre consultas espirituais mas poucos explicam como funciona de fato.
A consulta pode ser realizada de duas formas distintas dentro da gira ou fora da gira de desenvolvimento mediúnico.
Entenda o que é gira, e como acontece.
Leia o texto abaixo:


Como acontece a Gira
A Gira, sessão espírita da Umbanda, começa com o medium líder, que é chamado Babá, Pai de Santo, Mestre entre outras denominações, defumando e enfumaçando os seguidores e firmando o Congá. Firmar o Congá é encher taças com água, para condensar energia, acender sete velas, uma para cada Orixá e fazer uma oração mental “edificante”. Depois, “firma a Tronqueira da casa” acendendo uma vela e servindo cachaça para o Exú chefe. Outro sincretismo da “religião original”, posto que no Candomblé, mais antigo, todos os rituais começam com oferenda a Exú, aquele que é intermediário entre homens e Orixás. A seguir, mais fumaça nos consulentes.
Os mediuns vestidos de branco posicionam-se, em relação ao Congá: mulheres à esquerda; homens à direita e os consulentes sentados. O medium-chefe, então, pede a proteção dos Orixás e das entidades e faz uma palestra de abertura para sintonizar a platéia com vibrações positivas. Começam os pontos cantados e os mediuns, incorporando os Eres, os espíritos de “crianças” para fazer o atendimento espiritual.
Encerradas as consultas, após 10 minutos de intervalo, começa outra Gira que deverá convocar os espíritos dos caboclos, novamente embalados pelos cantos. Com os caboclos, mais fumaça, porque estas entidades gostam de charutos. Repete-se o intervalo que precede a terceira sessão: a Gira dos Pretos-Velhos, que preferem fumar em cachimbos. Finalmente, procede-se à Gira dos Exús que também são fumantes de charutos e têm a função de cumprir as determinações deliberadas nas Giras anteriores, ou seja, fazer o serviço. Como já foi mencionado, existem também as Giras internas, fechadas ao público, destinadas aos adeptos que precisam “desenvolver a mediunidade”, estudar a “doutrina” ou, ainda, para a limpeza espiritual da Tenda.

Gira de Umbanda:
é um termo cujo significado é sessão umbandista, com cânticos, danças, rezas e passes magnéticos fluidificados. As giras internas são fechadas para os que estão se iniciando na religião, desenvolvendo a mediunidade; as giras externas, abertas ao público, destinam-se à promoção de curas e resolução dos mais diferentes problemas.

O desenvolvimento Mediúnico.
A gira de desenvolvimento Mediúnico visa desenvolver não só o contato com as outras esferas, mas antes desenvolver e aprimorar suas próprias capacidades internas, melhorando seu relacionamento com o seu semelhante e com o mundo que o cerca .
è no desenvolvimento que o médium aprende que a mediunidade não é brincadeira, é tão séria que chega interferir na vida do médium em seus aspectos mais profanos, o fato de alguém ser médium não quer dizer em absoluto q seja melhor do que os outros pelo contrário,
Existe deveres e obrigações a serem cumpridos perante a comunidade.
è necessário que se adaptemde forma disciplinada e responsável ao meio que se vive.
Hierarquia dentro dos Terreiros de Umbanda
Dentro dos terreiros de Umbanda existe organização e disciplina, além de todo um sistema que objetiva manter esta organização, alguns terreiros, dependendo do tamanho dividem-se em parte administrativa e espiritual.
Estaremos discorrendo agora a respeito dos cargos dentro da hierarquia espiritual mais comumente encontrados nos Terreiros de Umbanda:
Babalorixá ou Ialorixá
É o dirigente do terreiro (Babalorixá se for homem e Ialorixá se for mulher).
Esta figura é a responsável espiritual por tudo que acontecer dentro da gira (antes, durante e depois). Tanto o Babalorixá quanto a Ialorixá são também chamados de Pai no Santo e Mãe no Santo. Algumas pessoas falam pai de santo e mãe de santo, consideramos essa maneira incorreta, pois é na Lei do Santo que eles são Pai e Mãe.
Eles têm a função de cuidar e zelar da vida espiritual dos médiuns do terreiro, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados a público. São os responsáveis por fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo Astral, para o Terreiro.
Pai Pequeno e Mãe Pequena
São os futuros Babalorixá e Ialorixá. São a segunda pessoa dentro de um Terreiro de Umbanda. Têm como função auxiliar o Babalorixá e a Ialorixá em todos os trabalhos. Outras funções específicas variarão de terreiro para terreiro.
Médiuns de Trabalho
São os médiuns que dão consulta, as suas entidades já riscaram ponto, deram nome, e passou por alguns preceitos (isto também varia de terreiro para terreiro) que os firmaram como médiuns. Alguns chamam de Médiuns prontos, outros de Médiuns batizados outros de Médiuns feitos. Essa nomenclatura também varia de acordo com a orientação do Babalorixá ou Ialorixá, da raiz da Casa ou ainda de estado para estado.
Médiuns em Desenvolvimento
São médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento. Dependendo do terreiro eles podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha, mas ainda não dão consultas e as suas entidades ainda não deram nome ou não riscaram ponto. Estão sendo preparados para tornarem-se médiuns de trabalho.
Médiuns Iniciantes
Também como o nome diz, são médiuns que ingressaram a pouco tempo no terreiro e ainda não incorporam. Cambono (homem) e Samba (mulher).São os responsáveis por atender as entidades, no que diz respeito a acender charutos, velas, cachimbos, esclarecer a assistência o que a entidade está querendo dizer, coordenar a entrada da assistência para consulta ou passe.
Transa
É a pessoa responsável por distribuir as fichas de atendimento (quando o caso) e coordenar a entrada da assistência. Muitas vezes, dependendo do tamanho do terreiro acumula função de cambonagem.
Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã
É a pessoa que bate (toca) o tambor. Na realidade na Umbanda, a concepção de Ogã é totalmente diferente do Candomblé e do Omolocô, onde a pessoa é preparada especificamente para esse fim. Não estaremos discorrendo sobre os diferentes preparos pois não é função deste SITE falar de outros credos. Mencionamos apenas a título de curiosidade.
A função do tambor é a de ajudar na invocação das Entidades, deve ter toques harmoniosos e
diferenciados para cada Linha.
Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.
Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.
Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Os pontos transformam – se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc. Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram – se no espaço físico – espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos. Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias. O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções. Muitas vezes ao cantar expressamos esse sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.

Dando continuação sobre consulta dentro e fora da gira de Umbanda.
Alguns terreiros, centros e tendas de umbanda tiram um dia na semana pra abrir suas giras de desenvolvimento mediúnico, costumam abrir ao publico, o que é chamado de sessão aberta ao publico.
As pessoas que vão pra assistir essa gira ficam na assistência,lugar reservados aos visitantes que vão assistir a gira e passar por passes ou consultas as entidades que ali se encontram incorporadas trabalhando.
No decorrer da gira, a um momento que os guias interrompem a gira, para dar Passes e atender os consulentes da assistência.
Forma se uma fila, e as pessoas são atendidas pelas entidades.
Geralmente são os preto velhos que dão os passes ou Benzimentos,
( isso pode mudar conforme a linha a consulta pode ser com caboclo, baianos, boiadeiros,erês, Marinheiros, Ciganos, exus e pombas Giras).
e nesse momento que a pessoa comenta sua situação,pede auxilio, as vezes faz pedidos específicos ( tipo: Preciso de um trabalho, preciso de que haja paz em casa, preciso ajuda pra um familiar com problema de saúde,preciso se livrar de um bloqueio emocional, preciso de um(a) namorado(a), enfim uma infinidade de coisas.
Muitos levam uma peça de roupa , fotos de outra pessoa pra benzer.
Os pretos velhos realizam o benzimento e conforme a situação por eles vista recomendam, aos consulentes que façam banhos de ervas, com o propósito de limpeza de corpo e descarrego de más vibrações, recomendam acender velas e a fazer orações.
E em algum casos recomendam que a pessoa retorne ao centro ( terreiro ou tenda de Umbanda) em outro dia onde não estará ocorrendo uma gira para um atendimento espiritual, pois na gira o tempo é muito curto, acaba sendo mais uma triagem do que uma consulta, ou seja o guia identifica o problemas diz o que pode ser feito pra solucionar a demanda em questão, mas em função da gira estar em andamento adia a conversa pra outro dia.
O atendimento fora da gira funciona da seguinte forma, a pessoa marca a consulta, geralmente quem determina o dia e hora da consulta é o dirigente do Centro ( Pai ou Mãe de Santo).
O atendimento fora da gira ou Atendimento Espiritual é realizado no centro,
muito diferente da consulta na gira onde está ali presente a os médiuns , Atabaqueiros( pessoal da curimba responsável pelo toque dos atabaques e Puxada de Pontos Cantados) , Pai e Mãe pequena e a assistência (visitantes em busca de consulta).
é uma consulta particular onde a entidade que recomendou o atendimento terá mais tempo pra conversar, esclarecer duvidas.
um exemplo suponhamos que a pessoa em consulta esteja passando por um processo injusto na justiça, onde a pessoa realmente é inocente mas precise de ajuda pra provar sua inocência e se livrar do processo em qestão.
geralmente nesses casos se recomenda fazer um oferenda a Orixá Xangô ( orixá da Justiça).
Suponhamos que a pessoa em consulta esteja desempregada a muito tempo com seus caminhos fechados muitas vezes se recomenda banhos, orações e acendimentos de velas ao Orixá Ogum para abertura de caminho.
E por ai vai são centenas de motivos e situações que levam um pessoa procura ajuda espiritual.


(Feliz dia dos pais)
Ser Pai de Santo é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas, é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.
Ser Pai de Santo é caminhar na dúvida cheio de certezas, é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.
Ser Pai de Santo é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza, é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.
Ser Pai de Santo é identificar um sorriso triste em uma lágrima falsa, é ser enganado e sempre dar mais uma chance, é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.
Ser Pai de Santo é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas, é distribuir emoções que nem sempre são captadas.
Ser Pai de Santo é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim construir outros.
Ser Pai de Santo é tentar recuperar o irrecuperável, é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.
Ser Pai de Santo é estender a mão a quem ainda não pediu, é doar o que ainda não foi solicitado.
Ser Pai de Santo é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.
Ser Pai de Santo é ser pai dos filhos dos outros e muitas vezes não ser dos seus, é amar igualmente e nem sempre ser amado.
Ser Pai de Santo é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem, é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista em meio à derrota.
Ser Pai de Santo é entender as fases da lua por ter suas própria fases. É ser “nova” quando o coração está a espera de filhos de Santo, ser “crescente” quando estes filhos batem a sua porta, ser “cheia” quando já não cabe tantos filhos no Ilê e “minguante” quando muitos desses filhos vão embora cortando seu coração ao meio com injurias e falsas palavras.
Ser Pai de Santo é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficarão esquecidas.
Ser Pai de Santo é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando e doendo.
Ser Pai de Santo é chorar calado as dores de todo mundo e em apenas um segundo estar sorrindo.
Ser Pai de Santo é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar sozinho.
Ser Pai de Santo é acima de tudo um estado de espírito, é ter dentro de si um grande tesouro escondido chamado FÉ e ainda assim dividi-lo com o mundo, mesmo que o mundo não mereça, sem esperar nada em troca!


Reflexão:

Não adianta pedir Exu caminhos abertos se você vive preso na ignorância…
Não adianta pedir Pombo Gira um amor verdadeiro se você não se valoriza se entregando a qualquer um…
Não adianta pedir Ogum forças se você passa por cima do seu próximo…
Não adianta pedir Oxossí prosperidade se você olha para o morador de rua com cara de desprezo…
Não adianta pedir Oxum beleza se você humilha quem não é bonito…
Não adianta pedir Iemanjá tranquilidade se você faz inferno na vida dos outros…
Não adianta pedir Iansã bons ventos se você vive soprando maldade e intrigas na vida dos outros…
Não adianta pedir Nanã sabedoria se você humilha que não tem conhecimento…
Não adianta pedir Xangô justiça se você anda no caminho errado…
Não adianta pedir Omulu saúde se você não valoriza e cuida a sua…
Não adianta pedir Oxalá Paz se você faz só guerra..
Não adianta pedir aos caboclos verdade se você vive na mentira…
Não adianta pedir aos pretos velhos justiça se você vive espalhando injustiça…
Não adianta pedir as ibejadas alegria se você anda espalhando tristeza…
Não adianta pedir as entidades e os orixás aquilo que você não espalha para seu próximo…
Não esta gostando do que vêm colhendo, preste atenção no que anda plantando
Orixá não diz que um médium deve ser santo mas médium deve ser exemplo sempre…
O Bem vem quando você lança ele para o seu próximo então não adianta ficar apenas pedindo pedindo se você pede uma coisa e faz outra…Sua vida e espelho de suas atitudes…
Não adianta usar o branco da Umbanda se você vive a criticar os ensinamentos de outras religiões…
Não adianta ascender uma vela para pedir luz se você insisti em andar na escuridão da inveja…
Entidade ajuda o filho que se ajuda… Milagre acontece mas é preciso ter fé para o milagre acontecer…
Orixá não é instrumento de troca. Não funciona assim eu faço uma oferenda e ganho algo em troca…
A Umbanda oferece ao filho aquilo que ele oferece ao seu próximo. Quer paz semeie a paz, quer luz clareie os caminhos de quem anda na escuridão…
Servir é um aprendizado melhor do que pedir…
É AJUDANDO QUE SE É AJUDADO AXÉ!!!


velas Pai João de Angola
Artigos Religiosos
Endereço Sophia rasgulaeff 177/ Jardim Alvorada.
Temos velas de 7 dias; velas palitos branca, coloridas e bicolor, Incensos, Sabonetes, banhos liquido etc..
faça seu pedido!! entregamos em Maringá e Sarandi
(consulte Taxa de Entrega)
televendas (44)3034-5827 ou Whatsapp (44)99736-0296

Conheça nossos Produtos clique aqui

Ou visite nossa vitrine virtual

Clique aqui

Comunicado:

Esse WhatsApp e do departamento comercial não damos consultas.

As Consultas são presenciais com dia e Hora Marcada.



Publicado em umbanda | Comentários desativados em Consultas e Atendimentos Espirituais

Conhecendo os Falangeiros de Ogum

Conhecendo os Falangeiros de Ogum
Muito se ouve falar em “Falangeiros” dentro de nossa linda
religião de Umbanda.
Mas pouco se explica sobre o que é um Falangeiro.
Sendo assim vamos entrar no mundo dos Falangeiros, e como estamos
no mês de Pai Ogum, nosso Orixá guerreiro e protetor, decidi falar um
pouco sobre os Falangeiros desse Orixá tão conhecido e respeitado
dentro das religiões Afro-Brasileiras.
Falangeiro é aquela Entidade que está somente abaixo do Orixá, ele
comanda as legiões de Entidades e Espíritos que se afinizam na
vibração do Orixá que os governa.
Esses Falangeiros são divididos da seguinte maneira:
Ogum Megê, Ogum Beira-Mar, Ogum de Ronda ou Naruê, Ogum Matinata,
Ogum Delei ou Delê, Ogum Iara e Ogum Rompe-Mato.
Eles vem na seguinte vibração de Ogum com outro Orixá:
Ogum Megê: Trabalha em vibração com Omulú, na linha das Almas.
Ogum Beira-Mar: Trabalha em vibração com Iemanjá.
Ogum de Ronda ou Naruê: Trabalha em vibração com Exú.
Ogum Matinata: Trabalha em vibração com Oxalá.
Ogum Dilei ou Delê: Trabalha em vibração com Xangô.
Ogum Iara: Trabalha em vibração com Oxum.
Ogum Rompe-Mato: Trabalha em vibração com Oxossi.
Abaixo falaremos um pouco de cada um.
OGUM MEGÊ
Ogum Megê nos ritos de Umbanda é muito invocado para resolver casos de
feitiçaria e outros trabalhos mais pesados, principalmente os que
envolvem a Calunga Pequena, ou cemitério.
Ogum Megê anda geralmente nas encruzilhadas, e estradas que dão
acesso ao campo santo, e sua força se une com a de Omulú, o grande
guardião das almas e de sua morada.
Poderoso guerreiro, sempre está atento para o que se
Poderoso guerreiro, sempre está atento para o que se passa dentro
dos cemitérios, sendo importante que; antes de fazermos qualquer
passagem neste local, pedimos licença a ele, e pedimos sua proteção
contra Espíritos perdidos que se encontram ali.
Ogum Megê, assim como os demais Oguns, é um protetor fiel, e
sempre que por ele chamamos, encontramos pronto atendimento às nossas
súplicas.
Com sua força e luz, este Ogum ronda os cemitérios, e nada podemos
fazer sem sua devida autorização.
Era comum os umbandistas mais antigos, levarem para ele, cerveja,
velas, ou outro tipo de oferenda para que ele autorizasse aos exús
daquele lugar, que viessem atender a um chamado sempre que deles
precisassem. Hoje em dia, com novos conhecimentos, entendemos que
muitas dessas coisas não se fazem necessário, pois Ogum Megê é
sublime, caridoso e nos ajuda diante de nossa fé, apenas desejando
respeito e que não usemos o seu nome para levar ódio e maledicências
a terceiros.
Ogum Megê Usa as cores vermelha e branca, assim como a grande
maioria dos Oguns de Umbanda, fuma cigarro ou charuto e quando
incorporado, bebe de forma moderada a cerveja branca.
Só frisando que o fumo e a cerveja, fazem parte do ritual de
limpeza de ambientes e médiuns, não é para satisfazer vontades, pois
um Orixá não tem essa necessidade.


Ao invocarmos algum exú de cemitério para nos ajudar em alguma
situação, o Sr. Ogum Megê, vem imediatamente até as proximidades do
portão e busca saber a que lugar vai aquele exú, também desejando
saber o que vai fazer. E se ele não for devidamente informado, pode
impedir que aquele exú venha trabalhar, e essa é a causa de alguns
trabalhos de cemitério não renderem resultados satisfatórios.
Ogum Megê Dentro da quimbanda, assim como os demais Oguns, se
encarrega de supervisionar os trabalhos que são realizados, e se por
ventura algo de muito errado for feito, ele imediatamente comunicará
às esferas superiores e se dará assim, o início da cobrança daquele
ato, primeiramente para o exú e posteriormente para a pessoa que
solicitou o trabalho.
Saravá Ogum Megê!!!

Entre todas as qualidades de Ogum, Ogum Beira-Mar, talvez seja o
mais conhecido entre eles, pois muitos trabalham com as Entidades de
Luz dessa falange.
Um dos principais motivos é que todos filhos de Ogum tem uma ligação
direta e muito especial com Iemanjá.
A entidade que faz a ligação entre Ogum e Iemanjá, é Seu
Beira-Mar.
Essa entidade toma conta das praias, onde há a arrebentação das
ondas, é ele que encaminha os pedidos feitas a mãe Iemanjá, pois como
nas lendas dizem, “Ogum mora no mar”, portanto é lá que seu Ogum
Beira-Mar trabalha.
Quando estão em terra as Entidades desta linha são sempre eretas,
com uma postura um tanto chamativas, de peito inflado.
Podendo dentro
do Candomblé, seja que algum use capas encarnadas, e preferem
armaduras prateadas, diferente de outras entidades que usam dourado.
Sua cor vibratória é o Vermelho, mas aceitam muito bem o azul
claro, pois é sua cor de atuação.
Ogum Beira-Mar, comanda muitas falanges como por exemplo: Ogum 7
Ondas, Ogum 7 Mares, Ogum Marinho entre outros.
No caso de Ogum 7 ondas, que é o responsável em entregar as
oferendas a Iemanjá, ele vem logo após a Ogum Beira-Mar, ou seja, se
oferta algo a Iemanjá, Ogum autoriza a Ogum Beira-mar a receber, e
Ogum Beira-Mar faz a entrega a Ogum 7 Ondas para que esse entregue aos
braços da linda Iemanjá. Caso Ogum não autorize, seus pedidos e sua
oferenda não vão chegar a Iemanjá, e por esse motivo alguns pedidos
feitos a ela não são realizados.
Saravá Ogum Beira-Mar!!!

OGUM DE RONDA OU OGUM NARUÊ
Ogum de Ronda ou Ogum Naruê, chama um tanto a atenção dentro dos
Terreiros de Umbanda por estar ligado com os Exús, portanto Ogum de
Ronda ou Naruê tem dois lados, sendo um lado Ogum e outro lado Exú.
Isso quer dizer que Ogum de Ronda ou Naruê, trabalha em dois polos
energéticos, ou seja, tanto do lado positivo quanto do negativo.
Ogum de Ronda ou Naruê, vem quase da mesma vibração de Ogum Megê,
trabalha também nas Calungas Pequenas.
(cemitérios), e guarda com
firmeza as entradas de Centros e Terreiros Umbandistas.
E normal na entrada de um Terreiro de Umbanda notarmos a imagem de
Ogum de Ronda dividindo os espaços entre as assistências e consulentes
do espaço cedido aos Médiuns trabalhadores, pois, enquantos os Exus
tomam conta das tronqueiras, Ogum de Ronda protege a entrada do cômodo
onde está havendo as incorporações, desobsessões, descarregos e
atendimentos.
Também é natural se acompanhar no momento da defumação dos
Terreiros e de Médiuns, assim como todo o ambiente, o pedido dos
responsáveis pela Gira, o acompanhamento de Ogum de Ronda nessa hora.
Saravá Ogum de Ronda ou Ogum Naruê!!!

OGUM MATINATA
Ogum Matinata vibra, originalmente na linha de Ogum sem cruzamentos, é
a linha puro do Orixá Guerreiro.
Ele é defensor dos campos onde são feitas as oferendas para Oxalá,
bem comuns em colinas floridas e montes.
Ogum Matinata raramente é observado em um trabalho de incorporação
mediúnica, pois são pouquíssimos Médiuns que o tem como guia, pelo
fato de ser uma incorporação um tanto complicada, sendo um Médium com
Ogum Matinata na coroa, esse Médium tem que estar extremamente
desenvolvido para tal.
As cores de Ogum Matinata são branco e vermelho, predominando mais
o branco.
Suas oferendas devem ser sempre entregues em campos com muitas
flores.
Além de guardar as oferendas de Oxalá, vibra diretamente
com o mesmo.
Saravá Ogum Matinata!!!

OGUM DE LEI, OGUM DELÊ OU OGUM DILEI
Esse Orixá é intermediador de Ogum e Xangô, ele chama-se Ogum de
Lei, alguns chamam de Ogum Delê e outros de Ogum Dilei, depende da
região onde se encontra os Terreiros.
Todo material pesquisado sobre Ogum De Lei, não dá a grandeza
desse Orixá, pois é um tanto escasso, talvez pelo fato de que seja, um
tanto raro de ser visto em rituais de Umbanda.
Ogum De Lei são os aplicadores da lei de Xangô, pode-se chamar até
de executores das leis divinas.
Ogum de Lei, no Candomblé, usa armadura dourada e capa encarnada,
e por ser intermediador de Xangô, usa uma balança nas mãos, sempre com
uma mão sobre a espada, em sinal de execução.
Sua cores cabalísticas são branco, vermelho e amarelo.
Sua área de atuação é a entrada das pedreiras, pois nas pedras o
intermediário de Ogum para Xangô é, o “Ogum Guarda das Pedreiras”. Mas
como disse essas entidades são dificeis de se ver em terra.
Quando o Orixá Ogum manifesta-se na defesa do reino de Xangô,
encontramos o desdobramento chamado de Ogum de Lei, ou seja,
combinação vibratória do Orixá Ogum com o Orixá Xangô. Em nível de
necessidade nossa de terra (ou terreiro) é quando Ogum atua na
execução de justiça. É o Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa
através da ponderação, da estratégia, da justiça e da sabedoria.
Saravá Ogum De Lei!!!

OGUM IARA
Ogum Iara, que também se pode ser escrito Ogum Yara, é uma falange do Orixá Ogum, bem
conhecido, ele trabalha em vibração com a Orixá Oxum, e também é dito
que seu trabalho vibra junto com Ibeiji, intermediando as crianças da
Umbanda.
Ogum Iara que além de sua natureza aguerrida ainda carrega o amor
característico de nossa mãe Oxum, e também a doçura das crianças, que
vibram juntamente com Ibeiji, tem como característica a proteção de
modo especial a seus filhos, a sublime demonstração de ensinamentos
além de nos dar caminhos rumo a vitória. Sendo ele um pai austero,
forte e amoroso, assim nos ensina a caminhar nessas estradas, ora
iluminadas e planas, ora escuras e cheias de obstáculos.
Dentro da Umbanda, Ogum Iara, é muito respeitado, e em um de seus
pontos cantados que diz assim:
“Ogum Iara, quando era menino, em seu cavalo branco ele foi guerrear, ele
guerreou, lá na sua banda e na nossa banda ele venceu demanda.”
Podemos observar nessa entoação, toda a bravura desse guerreiro,
sua forma destemida de encarar as demandas, sejam elas no plano
espiritual ou material.
A cor vibratória de Ogum Iara é o azul escuro. Ele trabalha nas
cachoeiras e em alguns jardins, tem como função de ser o receptor das
oferendas entregues a Oxum e também a Ibeiji.

Saravá Ogum Iara!!!
Senhor Ogum Rompe-Mato é Senhor e comandante dos Caboclos de Ogum,
Seu Rompe-Mato também é famoso. suas falanges baixam em muitos
terreiros.
A maioria dos falangeiros de Ogum, se comportam de forma retida,
costumam ficar parados num local, como se fosse um guarda de um
palácio, mas as Entidades de Luz da falange de Seu Rompe-Mato é
diferente, quase todos dançam e rodam o terreiro inteiro, alguns até
bradam. Talvez pela afinidade com a linha dos caboclos.
Ele é intermediário entre o Orixá Ogum e Oxossi, por isso também
usa como cor vibratório além do branco e vermelho, o verde das matas.
Seu campo de atuação é a entrada das matas,onde Oxossi governa.
Ogum Rompe-Mato guarda essa entrada, ele está sempre na entrada de uma
trilha, guardando os espíritos que lá moram.
Não devemos confundir o Ogum Rompe-Mato com o Caboclo Rompe-Mato,
um é o intermediador de Ogum e Oxossi, já o Caboclo, é uma Entidade de
Luz que trabalha na linha de Ogum, e faz sua entrega pra Oxossi, um é
falangeiro, outro é um Guia.
Todos os pedidos e oferendas a Pai Oxossi, entregues nas entradas das matas e
florestas, passam por Seu Ogum Rompe-Mato, que autoriza ao Caboclo
Rompe-Mato a levá-las ao próprio Oxossi, para ai sim serem atendidos
os pedidos, e como os outros falangeiros de Ogum, se esse pedido não
tiver cabimento dentro da lei Umbandista, Seu Ogum Rompe-Mato não
autoriza e esse pedido sem nexo nunca vai ser realizado.
Saravá Ogum Rompe-Mato!!!
Esses são os falangeiros desse maravilhoso e protetor Orixá
guerreiro, e esse é um texto resumido, pois a beleza desses Orixás é
tão grandiosa que realmente não daria para expressar em tão poucas
linhas.
Patacori Ogum!!!



Publicado em Orixás | Comentários desativados em Conhecendo os Falangeiros de Ogum

Fundamentos na Umbanda

Fundamentos:

No que acreditamos
Na existência de um Deus, Único, Onipotente e Onisciente, criador de todas as coisas, irrepresentável sob qualquer forma e adorado sob o nome de ZAMBI;
Em Entidades Espirituais, em plano superior de evolução, que não necessitam de novas reencarnações, responsáveis pela organização dos mundos e dos seres que neles habitam. São os Orixás, Santos, Chefes de Linhas e Falanges, executores diretos da Vontade Divina. Entre eles, Oxalá, o Cristo Planetário da Terra e, como tal, primeiro na hierarquia deste planeta.
Em Guias Espirituais e Protetores, Sábios, poderosos e bondosos, porém necessitados ainda de reencarnações para seu aperfeiçoamento. São mensageiros dos Orixás e Santos;
Em Seres da Natureza e suas energias cósmicas que, manipulados com sabedoria e bondade, sob a forma de magia, auxiliam a peregrinação do homem; Na imortalidade do espírito, sobrevivendo á morte física, a caminho da evolução; Na reencarnação, possibilitando o aprendizado e aprimoramento do Espírito; Na Lei do Carma, instituindo que cada ação gera uma reação; Na necessidade do ritual como elemento mágico e disciplinador; Na prática da mediunidade, sob as mais variadas modalidades, com o objetivo de caridade material e espiritual; NO RESPEITO ÁS DEMAIS RELIGIÕES, porque todas constituem caminhos de progresso espiritual que conduzem a DEUS.
  1. Não faças ao próximo o que não queres que te faça.
  2. Não cobice o alheio.
  3. Socorra os necessitados sem perguntas.
  4. Respeite todas as religiões por que vem de deus.
  5. Não critiques o que não entendes.
  6. Cumpra sua missão mesmo com sacrifício.
  7. Defenda-te das maldades e resista ao mal.

Entenda o significado de algumas palavras que fazem parte do vocabulário das entidades de umbanda.
Sessão de Umbanda: Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física e espiritual. Por meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e riscado, pólvora, aguardente, defumações. Também sessão de desenvolvimento, de aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque de atabaque e danças.
Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.
Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para vir ao terreiro trabalhar.
Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.
Porteira: Entrada do templo.
Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.
Firmar: Concentrar-se para a incorporação
Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.
Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada somente para a linha de caboclo.
Gira: Sessão religiosa, com cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais. Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.
Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
Dar Firmeza ao Terreiro: Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc. São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.
Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.
Descer: Ato de orixá ou entidade incorporar.
Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.
Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelos orixás ou entidades ? guias, os restos de oferendas.
Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.
Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada. Oferta feita por terreiros de Quimbanda com a finalidade de pedir o mal para alguém, geralmente colocado em encruzilhada.
Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos. Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.
Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.
Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.
Entidades: Seres espirituais na umbanda.
Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, superior e puro.
Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado à matéria. Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.
Banda: Lugar de origem de entidade.
Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium. Calunga Grande: Mar; oceano.
Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo ? morrer.
Encarnação: Ato de vir um espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar num corpo novo e continuar sua evolução espiritual.
Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito, nas costas, na palma das mãos e na sola do pés.
Calunga Pequena: Cemitério.
Dar Passagem: Ato do orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.
Dar passes: Até da entidade, através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc. E que abrem os caminhos.
Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.
Engira: O mesmo que gira ? trabalho ? sessão.
Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelos orixás ou entidades ? guias, os restos de oferendas.
Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.
Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.
Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.
Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.
Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas
Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada
Fundanga: Pólvora.
Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium.
Rabo de Saia: Mulher na linguagem dos pretos velhos e exus.
Perna de calça: Homem na linguagem dos pretos velhos e exus.
Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã, em seguida acompanhado pelos médiuns.
Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço seja para o bem ou para o mal.
Tomar Passe: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as quais retiram do corpo da pessoa os males provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado, encosto, castigo das entidades, etc.
Abó – banho de odor desagradável, em cuja composição entram várias ervas.
Amací – banho de ervas, feito para lavar a cabeça.
Amalá – comida que se dá aos Orixás.
Atabaque – tambor usado para acentuar o ritmo dos pontos.
Cambone ou cambono – auxiliar ou assistente do Orixá.
Carregado – cheio de maus fluídos.
Ebó – presente, oferenda.
Filho de santo – médium com batismo na Umbanda, com o Guia Identificado.
Guia – protetor do médium; colar de contas, pedra ou metal.
Mãe ou Pai pequeno – auxiliar imediata da Mãe ou Pai de Santo.
Mãe de Santo – mulher dirigente do terreiro, ou médium coroada.
Marafa ou marafo – aguardente, qualquer tipo de bebida alcoólica.Patuá – talismã usado para dar sorte ou proteção.
Pemba – giz especial com que se riscam os pontos.
Saravá – cumprimento comum e geral na Umbanda, o mesmo que ?salve?.
Toco – vela, charuto, cigarro, banco.
Sincretismo.
A questão do sincretismo é um tanto complicada, quando lembramos os fatos Históricos:
è sabido que os africanos só poderiam cultuar seus Deuses em paz se os disfarçassem com as imagens dos Santos Católicos , o problema é que até hoje muitas pessoas imaginam que os nomes dos orixás são o mesmo dos Santos da linha nagô.
Exemplo:
Orixá – Santos Católicos
Oxalá – N.S.Jesus Cristo, N.S. do Bonfim
Xangô – São Jerônimo, São Pedro
Ogun – São Sebastião (Bahia), São Jorge (RJ)
Oxossi -São Sebastião (RJ), São Jorge (Bahia)
Obaluaiê – São Lazaro- São Roque
Oxumare – São Bartolomeu
Logun edé – Santo Expedito
Ibeji – São Cosme e São Damião
Exu – Santo Antônio
Nanã – N.S.Santana
Iemanjá – N.S. da Glória, N.S. dos Navegantes
Oxum – N.S. Conceição (RJ), N.S. das Candeias (Bahia)
Iansã – Santa Bárbara
Obá – Santa Catarina
Datas Comemorativas:
20/01 – Oxossi
31/03 – Umbanda
23/04 – Ogum
13/05 – Pretos Velhos
13/06 – Xangô
26/07 – Nanã
13/08 Exu
15/08 – Oxum
27/09 – S. Cosme e D.
02/11 – Omulú
15/11 – Fund. Umbanda
04/12 – Iansã
08/12 – Iemanjá
25/12 – Oxalá
Saiba mais sobre os ogans.
Uma casa de santo, seja de Umbanda ou Candomblé, além dos filhos de santo, tem outros elementos que dão suporte aos trabalhos, além de serem considerados, um tipo de autoridade da casa.
Tais elementos são os Ogãs, Cambonos e Ekédis. A principal características desses filhos, notadamente Ogãs e Ekédis, é a falta da capacidade de manifestarem o Orixá ou a Entidade Espiritual. Não são rodantes, como se diz normalmente sobre os filhos de santo que têm a capacidade de receberem a entidade, ou seja, de manifestarem através da matéria a personificação do espírito.
Na Umbanda, os Ogãs são naturalmente e normalmente os tocadores de atabaques. Aos Cambonos cabe o auxílio s entidades e consulentes. Há uma característica muito comum na Umbanda, que é iniciarem os trabalhos como Cambonos, a maioria dos filhos, mesmo os que têm a capacidade da incorporação.
Enquanto a mediunidade vai se desenvolvendo eles ajudam aos mais velhos que já têm a mediunidade pronta. Esse trabalho de ajuda, não cessa por completo com o desenvolvimento.
Mesmo os já desenvolvidos na Umbanda, quando não incorporados, procuram ajudar aos demais, aos mais novos inclusive. Os Ogãs, mesmo os de Umbanda, normalmente não são rodantes, embora pudemos, em várias ocasiões, observar isso ocorrer. Neste caso, do meu ponto de vista, não podem ser considerados Ogãs, e sim alguém que estariam momentaneamente ajudando a casa tocando o atabaque. De qualquer forma, é um problema, pois o atabaque é o elemento que faz a chamada da Entidade, e se no meio do toque, o Ogã ao invés de manter a vibração do toque, manifesta-se com ela, poderá criar uma quebra de concentração e conseqüentemente uma quebra fluídica. Seguramente isso ocasionará transtornos e mal estares em médiuns mais novos como até nos mais velhos também.
No passado era uma regra geral que atabaques eram instrumentos consagrados unicamente ao Ogã, que deveria ser necessariamente do sexo masculino,. Esta regra vem sendo quebrada sistematicamente em algumas casas menos tradicionais. Há muita discussão sobre o assunto e provavelmente muita água irá rolar por baixo da ponte, até que se determine ser certo ou errado tal procedimento.
Em algumas casas de Umbanda costuma-se dar pessoas de bom nível social ou amigos que se apresentam para o trabalho e ajuda da casa, títulos de Cambono e até Ogãs. Estes entretanto, que na verdade não participam da vida ativa do centro e comparecem eventualmente s sessões comuns e muito ativamente nas festas,são uma categoria especial e recebem funções específicas como fiscais da freqüência, servem bebidas e comidas aos convidados e procuram manter a normalidade dos trabalhos, impedindo o acesso de elementos negativos possam criar algum problema. Aqueles que participam ativamente da vida vegetativa e espiritual da casa serão os Cambonos de terreiro e participarão ativamente das sessões e festas, sendo na maioria das vezes os futuro médiuns de trabalho com as entidades.
Em contrapartida temos o Ogã e a Ekédi. São funções ou capacitações de elementos nas diversas nações de Candomblé. Nas diversas nações afro-descendentes recebem nomes específicos. Trataremos aqui como Ogã e Ekédi, levando em consideração a importância e tipo de trabalho, além de ser naturalmente, os termos mais conhecidos dentro da religião por iniciados ou neófitos. Não são apenas iniciantes a espera da manifestação dos Orixás, ou pessoas que possam ajudar de alguma forma a casa. No Candomblé, Ogã e Ekédi são cargos que já vêm determinados s pessoas, assim como os que têm a obrigatoriedade de iniciar-se na religião, fazendo o que comumente chamamos de FAZER O SANTO, ou FAZER A CABEÇA!
O Ogã e a Ekédi, primeiramente são suspensos pelo Orixá e futuramente confirmados em iniciação particular, diferente em alguns aspectos, da iniciação do Omo-Orixá, ou Filho de Santo. Possuem poderes específicos dentro dos barracões, pois são autoridades especiais, sendo considerados pais e mães por natureza. A eles são atribuídos os atabaques, os sacrifícios, a guarda de elementos espirituais, colheita de ervas, responsabilidade pela cozinha do santo, auxílio imediato ao Babalorixá/Yalorixá nos ebós e obrigações dadas nos filhos. São Mães e Pais Pequenos do barracão, Mães Criadeiras, verdadeiras mães e pais a quem os filhos devem respeito e carinho.
Podemos notar as diferenças funcionais e fundamentais entre Cambonos e Ogãs que trabalham na Umbanda em contrapartida aos Ogãs e Ekédis no Candomblé, porém é importante lembrar que guardada as proporções de cada uma das funções, tantos uns como outros, são importantíssimas suas funções e seria muito difícil, quiçá impossível, muitos objetivos do culto serem alcançados sem a presença deles.
Respeitem e tratem muito bem, com carinho, amor e devoção aos seus Ogãs, Ekédis, Mães e Pais Pequenos além dos Cambonos, são eles que de alguma forma, fazem com que o caminho a ser trilhado dentro da religião seja menos penoso, mais alegre e muito mais feliz.
E a vocês, Cambonos, Ogãs e Ekédis, saibam o quanto suas presenças nos felicitam, o quanto suas capacidades nos ajudam, o quanto seus carinhos nos confortam.

 



Publicado em umbanda | Comentários desativados em Fundamentos na Umbanda

Como combater a inveja

Inveja

Que sentimento será esse?


Dicionário Aurélio: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem – Desejo violento de possuir o bem alheio – Objeto de inveja.
Vejamos se o Aurélio está certo…
Inveja é um dos sentimentos que pode causar as maiores dores no ser humano. Geralmente, quando existe uma estima de algum objeto de desejo, e ainda se este der status, a inveja se instala. (Diz-se objeto de desejo para coisas não palpáveis também). É fruto também da comparação com as outras pessoas. Ela não existe sem que antes o indivíduo não tenha feito comparações. É a auto-aversão por não ser como os outros são.
É preciso contudo, diferenciar a inveja, da busca do bem-estar. Pode se dizer que é errado trabalhar, lutar para se conquistar o objeto de desejo? O desejo pela conquista do objeto que nos falta, quando feito com humildade e honestidade, não é inveja.
Se uma pessoa destaca-se em alguma atividade, por mais tola que possa parecer, o invejoso está pronto para aparecer e apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Um eletrodoméstico novo, um tênis da moda, ou mesmo um brinco bem colocado em combinação com uma roupa extremamente comum, já se torna motivo para elogios, nem sempre sinceros. Surge um sentimento de raiva, de ira, porque geralmente o invejoso sente-se muito mais merecedor da conquista do que o outro. O invejoso não agüenta ter uma outra pessoa invadindo seu território, que em sua lassidão, deixou de ocupar, por pura incapacidade e ou inércia. O invejoso é capaz de boicotar, de fofocar de fazer armadilhas, a fim de destruir o outro. Quer provar, ao menos para si mesmo, que ele é melhor. Mas no seu íntimo, sente-se menor do que os outros, aumenta, se vangloria, enaltece a si mesmo, pois dessa forma abranda o mal-estar do desequilíbrio. Fala excessivamente bem das próprias coisas, procurando diminuir o outro através de crítica. Não percebe muitas vezes suas frustrações, é como se nem existissem, porque logo está de prontidão, pronto para realizar mais um feito de diminuição, descaracterização, burlando suas próprias angústias.
Geralmente, as mulheres exteriorizam mais esse sentimento do que os homens. Estes, procuram outras saídas na exteriorização desse sentimento.

Você com certeza já ouviu frases (ou pensamentos) assim vindas do homem (o que não significa que não venham de uma mulher também):
“Nossa, que bonito carro, gostaria de ter um assim!”
“Que trabalho interessante, queria tê-lo feito!”
“Olha só, que namorado(a) lindo(a), podia ter a mesma sorte!”
Se a surpresa diante de algo, for digna e generosa, não há inveja destrutiva. Trata-se apenas de um incentivo, um grande estímulo para que nos empenhemos em adquirir novas virtudes, produzir melhores trabalhos, realizar melhores conquistas amorosas.
Talvez esse processo todo venha da convivência no ambiente familiar, onde comparações são freqüentes, sem contar com a sociedade, que propaga na mídia processos comparativos, entre as várias marcas apresentadas.
A melhor solução pode estar na forma de utilizar e de encarar a inveja, que, visualizada em termos comparativos pessoais de evolução, do antes e depois, do ontem e do hoje, deixa de ser inveja destrutiva para ser uma inveja de auto-estímulo. Ou seja, o padrão de comparação deixa de ser externo e passa a ser interno.
Aqueles que sabem fazer o bom uso da inveja, utilizam frases assim:
“Nossa, que bonito carro. O meu também me conduz, antes andava a pé!”
Por: Márcia Homem de Mello© – Publicação ABRAPSMO

Muitas vezes somos invejados e desconhecemos. Convivemos pacificamente com o invejoso, rimos com ele, comungamos com ele, abrimos os nossos corações, contamos os nossos segredos, partilhamos os nossos sonhos, sem saber que o que mais o invejoso quer é o nosso “couro”
E há pessoas à nossa volta que, muitas vezes, buscam coisas iguais, compartilham os mesmo desejos mas que, diferentemente de nós, os realizam. É aí que, as vezes, revelamos uma das piores faces do ser humano: a inveja.
O desejo não realizado frente a conquista do próximo faz brotar um sentimento cruel, que corroe o íntimo. O invejoso fica remoendo as vitórias dos outros, atormentado por não poder realizar seus próprios sonhos.
O mais interessante deste sentimento é que, nem sempre, o alvo da inveja é algo que desejávamos antes. As vezes, a conquista do outro não estava entre os planos do invejoso, mas este passa a sentir-se como se tivesse sido ultrapassado, deixado para trás.
Pior ainda quando o “dono do alvo da inveja” passa a ser enaltecido pela conquista. As pessoas próximas passam a adimirar a conquista, fazendo o invejoso calar-se na sua insignificância. Sendo “proíbido” de manifestar sua inveja, faz uma piadinha de mau-gosto, como que inocentemente. Alguns até sorriem, mas percebem a real intenção dele: menospresar a conquista do outro.
Curiosamente, o invejoso costuma dizer que não faria daquela forma, não se sujeitaria àquele emprego, que não compraria àquele carro ou àquela casa, mas se estivesse nas mesmas condições e situações faria igual.
Infelizmente, no mundo que vivemos hoje, todos querem as mesmas conquistas do outro, mas ninguém deseja passar pelos mesmos sacrifícios. Querem o que você tem, mas não querem fazer o mesmo que você: estudar muito, trabalhar arduamente, ter responsabilidades imensas, passar privações e dedicar-se a realizar seus sonhos.

Combatendo a Inveja e o olho-gordo.

Algumas Dicas pra se livrar desses Males.
Além do tradicional banho de sal grosso que é excelente para descarregar o corpo dos efeitos da inveja e do olho gordo.
Recomendamos banhos de descarregos, aprenda como fazê-lo na página Banhos.
Vc pode usar Também o sabão da costa.

(encontrado em casas q vendem artigos Religiosos).
Recomendamos fazer uma Oração de :
fechamento de Corpo
Justo juiz de Nazaré, filho da Virgem Maria,
Que em Belém foste nascido entre as idolatrias
Eu vos peço, Senhor, pelo vosso sexto dia
E pelo amor de meu padrinho Ciço
Que o meu corpo não seja preso, nem ferido, nem morto
Nem nas mãos da justiça envolto
Cristo assim disse aos seus discípulos
Se os meus inimigos vierem para me prender
Terão olhos, não verão
Terão ouvidos, mas não ouvirão
Terão bocas, não me falarão
Com as armas de São Jorge serei armado
Com a espada de Abraão serei coberto
Com o leite da Virgem Maria serei borrifado
Na arca de Noé serei arrecadado
Com as chaves de São Pedro serei fechado
Onde não me posam ver nem ferir, nem matar
Nem sangue do meu corpo tirar
Também vos peço, Senhor,
Por aqueles três cálices bentos
Por aqueles três padres revestidos
Por aquelas três hóstias consagradas
Que consagrastes ao terceiro dia
Desde as portas de Belém até Jerusalém
E pelo meu Santo Juazeiro
Que com prazer e alegria
Eu seja também guardado de noite como de dia
Assim como andou Jesus no ventre da Virgem Maria
Deus adiante, paz na quia
Deus me dê a companhia que sempre deu a Virgem Maria
Desde a casa santa de Belém até Jerusalém
Deus é meu pai, Deus é meu pai,
Nossa Senhora das Dores minha mãe
Com as armas de São Jorge serei armado
Com a espada de Santiago serei guardado para sempre
Amém.
Outra dica:
Providencie uma Imagem de são jorge. ( Ogum).

E reze diariamente ao Santo Guerreiro que Faz a abertura dos caminhos.
ORAÇÃO PARA OGUM
Orixá, protetor, Deus das lutas por um ideal. Abençoai-me, dai-me forças, fé e esperança.
Senhor Ogum, deus das guerras e das demandas, livrai-me dos empecilhos e dos meus inimigos.
Abençoai-me neste instante e sempre para que as forças do mal não me atinjam. Ogum Iê, Cavaleiro Andante dos caminhos que percorremos. Patacori… Ogum Iê… Ogum meu Pai, vencedor de demandas… Ogum Saravá Ogum…
E que assim seja!

ORAÇÃO PARA OGUM
Ogum, meu Pai – Vencedor de demanda,
Poderoso guardião das Leis,
Chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida.
Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades.
Mensageiro de Oxalá – Filho de OLORUN.
Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios,
depurai com Vossa espada e lança,
Minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.
Ogum, irmão, amigo e companheiro,
Continuai em Vossa ronda e na perseguição aos
defeitos que nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange
de milhões de guerreiros vermelhos e
mostrai por piedade o bom caminho
para o nosso coração, consciência e espírito.
Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser,
Expulsai-os da cidadela inferior.
Ogum, Senhor da noite e do dia
e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho
do nosso Eu.
Vencedor contigo, descasaremos
na paz e na Glória de OLORUN.
Ogumhiê Ogum
Glória a OLORUN!


ORAÇÃO A OGUM
“O fogo é vosso elemento natural e é com ele que transformais as nossas vidas e nosso íntimo. Renovai as nossas almas, forjai-as para que estejamos prontos para vivermos a verdadeira felicidade , purificai-nos e tirai de nós os ímpetos e os vícios , até que só a luz resplandeça.
Só assim nos tornaremos verdadeiros soldados da luz.
Protegei-nos com vosso escudo sagrado de todo ataque das trevas. E que vossa espada de fogo seja sempre a nossa espada para que as forças do mal não tenham poder sobre nós.
Imbuídos do vosso poder imenso , jamais cairemos , e todo mal que em nós estiver, será retirado. Fazei vir a nós vossas milícias sagradas para que as nossas súplicas sejam atendidas…”
(Oração inspirada pelo espírito de Vovó Cambinda 25/07/1998 – Templo de Umbanda Anjo)

ORAÇÃO A OGUM
Salve Ogum, guerreiro de Oxalá.
Orixá que abençoa seus filhos e os filhos de seus filhos.
Pai destemido, Senhor da espada de fogo que corta todas as demandas e conduza os que ama aos caminhos da prosperidade.
Que em meus caminhos, possa eu, filho seu merecer as vossas Bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.
Meu Pai Ogum
Não me deixe cair
Não deixe tombar.
PATACURI OGUM
OGUM NHÊ.

PRECE AO PODEROSO ORIXÁ OGUM
Pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece, e que sejam ouvidas. Que esta prece corra mundo e universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para as suas dores. Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos, em forma de brado de advertência de um filho de Ogum, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino. Ogum, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho. Ogum, senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias. Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu pai, minha vitória será certa. Ogum, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males. Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de Ogum. Pai, daí luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas trevas, e na realidade só perseguem a luz que vós me destes. Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos-grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só leva a destruição. E que todos aqueles que ouvirem esta prece, e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.
Ogum Iê
Saravá Ogum.
Fonte: Orações Umbandistas de todos os tempos/Compilação de Ernesto Santana:Ed Pallas, 2004

ORAÇÃO A OGUM
OGUM Rogai por Nós.
Nunca ficara sem resposta àquele que nele crer…Ogunhe meu Pai!
Eu andarei vestido e armado com as armas de OGUM para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso OGUM, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Que assim seja, amém

EU PEDI A OGUM
Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não!
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.
Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não!
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário
Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não!
Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.
Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não!
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.
Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não!
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.
Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não!
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.
Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não!
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.
Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia.. Muita Luz!
Não se esqueça de Acender Uma vela branca ou vermelha ao santo.
Recomenda-se também.Acender um defumadores Comigo ninguém pode e Contra olho gordo e inveja.
Comigo ninguém pode.
Outra dica que é um forte aliado pra afastar Mau-olhado, olho gordo inveja são os Patuás.

Como fazer um vaso contra olho gordo, mau olhado, inveja.

Se voce acredita em macumba, aí tem um vaso que espanta tudo, tanto macumba como olho gordo, inveja e vudú. Este vaso tem as plantas de Arruda, Espada de São Jorge, Pimenta, Guiné e comigo ninguém pode.
Com um vaso destes os maus fluidos vão passar longe ou se a coisa tiver preta mesmo ainda pode consultar um Pai de Santo.


Muito Axé, meu filho(a)
Que todos os Orixás posam iluminar seu caminho,Que o grande Orixá Ogum corte com sua espada todos os males que cercam sua vida.
Axé , saúde e Paz… por que o resto a gente corre atrás.
Beto de Ogum.



Publicado em Banhos de descarregos Diversos | Comentários desativados em Como combater a inveja

Eguns e Quiumbas


EGUNS E QUIÚMBAS
VEJAM A DIFERENÇA DE EGUNS,QUIUMBÁS!!!
EGUNS E QUIÚMBAS, QUEM SÃO?
Eguns nada mais são do que os espíritos que já desencarnaram, e os Quiúmbas são exatamente a mesma coisa. Apenas se dá entre eles uma diferença de evolução.
Senão vejamos:
Eguns, são todos os que desencarnaram, tiveram vida humana, em contraposição aos Orixás que são forças da natureza.
Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças e Exus, são Eguns.
( No Candomblé, Exu é considerado como Orixá, sendo reverenciado e cultuado desta forma).
Quiumbas, são Eguns ainda muito atrasados na escala de evolução espiritual, que são considerados negativos e que por vezes, se fazem passar por outras entidades, normalmente Exus, trazendo inclusive um ponto de vista muito negativo para estas entidades, os Exus, por eles mistificados.
É sabido que o termo evolução é extremamente relativo, e dentro de uma mesma qualidade de entidades, poderá variar muito o grau de evolução entre cada um deles.
O que quero dizer é que entre os Caboclos, assim como entre os Pretos-Velhos e outras entidades, sempre haverá um que esteja um pouco acima, e um outro um pouco abaixo no nível de evolução.
O certo, no entanto, é que estas entidades, Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Exus e algumas outras, já chegaram a um nível de evolução tal, que os permitem diferenciar o certo do errado e procurarem humildemente ajuda e colaboração das entidades de níveis mais altos, no sentido de auxiliar aos filhos que os procuram, nos momentos em que seus conhecimentos, permissão ou capacidade são impotentes para a ajuda.
Normalmente se ouve:
” – Você está com o encosto de um Egum muito perigoso!”
” – Você precisa fazer uma obrigação para despachar este Egum que está complicando sua vida!”
Isso realmente pode acontecer, pois como já dissemos, Egum é todo espírito desencarnado. E pode acontecer até, que por ignorância do espírito ( egum), ele possa estar muito próximo, principalmente de seus entes queridos quando em vida, tumultuando a vida deles, principalmente pela diferença de vibração de suas energias. Este Egum, precisa certamente ser esclarecido e afastado. Várias doutrinas se ocupam deste mister de maneiras diferentes, comprovando que é necessário que os níveis de vida mantenham suas independências. O encarnado e o desencarnado.
Nota-se a diferença então entre os Eguns, Entidades e Quiúmbas.
Na realidade Egum é a qualificação de todo e qualquer espírito desencarnado.
O seu nível de evolução é que o especificará!
Quando se refere aos espíritos vampirizadores, aos incitadores ao vício ou àqueles que se aproximam de nós sempre para o mal, os quais são comprados por quem tem a alma maculada pela maldade, para nos impor males ou feitiços, esses serão certamente os Quiúmbas, mas numa generalização muito comum, sempre nos referimos a eles como Eguns.
E até pela vaidade e muitas vezes pela ignorância, não admitimos que possamos estar sendo mediunizados por um Egum, qual seja, um Caboclo, um Preto-Velho ou mesmo um Exu, para um trabalho de caridade.
Desmistifiquemos então o conceito de Egum.
E tentemos de todas as maneiras, pela caridade, pela fé, pela oração e pelo trabalho espiritual, elevarmos cada vez mais nossos Eguns de fé para que, pelo trabalho deles, possam ser cada vez mais, atraidos para os caminhos de luz, aqueles Eguns, os Quiúmbas, que ainda se encontram nos lamaçais da espiritualidade

Meus filhos julgam, às vezes, que perderam um ente querido pela morte.
Mas essa visão é errada.
Solte o seu parente que você julga morto.
Aprenda a libertar a sua alma e deixar que ele voe nas alturas de sua própria vida.
Muitos dos filhos acham que reter significa possuir.
Engano.
Na vida, o que possuímos de verdade é aquilo que doamos.
Se você desejar reter as almas queridas, através de suas emoções e sentimentos desequilibrados,
você se transforma aos poucos em pedra de tropeço para aqueles que diz amar.
Amor não é posse.
Amar é doar, é libertar, é permitir que o outro tenha a oportunidade de escolher e trilhar o caminho que lhe é próprio.
Amar é permanecer amando, mesmo sabendo que os caminhos escolhidos são diferentes do nosso.
Então, meu filho, você não perdeu ninguém, não perdeu nada.
Perdeu, talvez, a oportunidade de aproveitar a experiência e aprender a amar de verdade.
Esse sentimento de perda é o maior atestado de uma alma egoísta.
Ame mais, meu filho.
Liberte, liberte-se e procure ser feliz.
Mas, pelo amor de Deus, deixe os outros prosseguirem e, assim, encontrarem também o seu caminho.
Ainda que seja do outro lado da vida.
Robson Pinheiro – Sabedoria de Preto Velho.


O UMBANDISTA VERDADEIRO e O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA.
Apesar de ser impossível verificar apenas na aparência em qual grupo determinado médium se encontra, as atitudes, os pensamentos, a preparação do adepto deixa claro sua classificação. Essa classificação deve ser feita intimamente por cada um que se diz “Umbandista”, colocando em uma balança seus atos.
Mas, genericamente, podemos defini-los dessa forma:
O UMBANDISTA VERDADEIRO, não deixa de ser umbandista quando os atabaques do terreiro silenciam.
Ele continua vivenciando sua religião mesmo fora do templo sagrado. Pois sabe que é aqui fora que se deve por em prática todo o ensinamento dados pelos guias na sessão.
O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA, além de reclamar da duração do trabalho, pois é cansativo ficar em pé algumas horas a cada semana, ou a cada quinze dias, deixa de ser umbandista com o término dos trabalhos.
Não vê a hora de ir embora e voltar para sua rotina habitual.
Quando indagado sobre sua religião, tem vergonha, esconde, mente ser de outra, e não faz questão nenhuma de por em prática aquilo que aprendeu.
O UMBANDISTA VERDADEIRO é aquele que se orgulha de sua religião, não teme assumi-la publicamente, ou ajudar aquele que precisa. É aquele médium interessado, que sempre busca aprender mais, questionar mais, buscando compreender melhor como funciona sua religião e a espiritualidade.
O UMBANDISTA VERDADEIRO tem amor à sua casa religiosa, pois entende que é nesse solo sagrado que seus Orixás e seus guias se manifestam, além de ser uma escola onde desenvolve sua mediunidade e aperfeiçoa sua moral. Busca auxiliá-la em tudo que precisa, tem zelo, tem capricho.
O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA lembra-se de seu terreiro apenas nos dias de sessões, e não se preocupa se tudo está em ordem, ou se a casa encontra-se em bom estado, pois, apenas quer “ficar” aquelas horas ali e ir embora.
O UMBANDISTA VERDADEIRO conta os dias para que chegue a próxima sessão.
Programa sua vida incluindo os dias de trabalho, para que nenhum evento ocorra nesse dia, pois, trata-se de um dia sagrado.
E quando chega o dia, o Umbandista verdadeiro desde o momento em que acorda, já está em sintonia com o astral superior, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e fumo e fazendo seu banho de descarga, pois sabe que os irmãos espirituais já estão agindo em seu templo e em sua matéria.
Precisa estar bem, para socorrer aqueles que lá estarão precisando de auxílio.
O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA quando nota que naquele fim de semana terá sessão, já faz cara feia e pensa “não acredito, isso de novo! Nem deu para descansar”. Qualquer motivo é motivo para não ir ao terreiro.
Se o tempo está frio, chuvoso ou muito quente, não vai.
Se “não está afim” arruma qualquer desculpa e não vai. Se espirrar, se pegar uma gripe ou resfriado leve, também não vai.
E esquece-se, que muitos irmãos doentes procuram nossas casas em busca de alívio para seus males.
Qual seria a lógica de um filho de fé não ir, se seria essa a oportunidade de encontrar sua cura? O Umbandista de fim de semana no dia de sessão age como se fosse mais um dia comum. Cultiva vícios, más palavras, más atitudes e intrigas.
Não tem noção de que a espiritualidade já está agindo e que seu comportamento prejudica seriamente seu desenvolvimento.
O UMBANDISTA VERDADEIRO realmente acredita naquilo que professa.
Sabe que a espiritualidade está em todos os lugares e tudo que faz, faz com fé e amor, pois tem a certeza que os espíritos estão ali e irão, de alguma forma, auxiliá-lo, mesmo não sendo da maneira que ele esperava.
Não se desespera com as provações, com os contratempos, com as peripécias da vida, pois sabe que é nos momentos difíceis que realmente somos lapidados.
O UMBANDISTA DE FIM DE SEMANA duvida do que professa.
Não tem certeza das manifestações.
É aquele que acredita que sendo Umbandista, nunca mais terá problema de saúde, que nunca mais terá problemas financeiros.
Quando tais problemas aparecem, revolta-se e mais uma vez põe em dúvida sua religião.
É aquele que acredita serem as entidades verdadeiros “gênios da lâmpada”, que tudo que ele pedir e quiser, elas terão que dar.
Acredita que não haverá mais contratempo e que não passará por provações, pois as “entidades não vão deixar ele sofrer”.
E você? Em qual grupo de Umbandista está?
Se está na dos Umbandistas Verdadeiros, parabéns, continua buscando o aperfeiçoamento de sua fé e cumprindo sua missão.
Mas, se você está no grupo dos Umbandistas de fim de semana, é sinal que algo em sua vida está errado.
Ainda é tempo de mudar! Aproveite essa oportunidade, pois o Reino de Oxalá é grandioso e iluminado, mas temos que merecer estar lá.
Todos podem lá chegar, desde que façam sua “reforma íntima”, mudando a maneira de agir e de pensar, confiando mais naquilo que professa, cultivando as coisas positivas, buscando a elevação e entendendo que a Umbanda é a oportunidade que Deus nos deu para corrigir nossos defeitos, livrar-nos de nossos vícios e alcançar o progresso espiritual.
Fonte: Tenda de Umbanda “Filhos Da Vovó Rita”



Publicado em 7 Linha da Umbanda | Comentários desativados em Eguns e Quiumbas

Dicas de banhos de descarrego

Dicas de banhos de descarrego.

O que é o Banho de Descarrego?
Como a própria palavra diz, é para descarregar tanto a parte física como a parte espiritual. Renova a parte física e a alma.
Pode ser Banho para energização, harmonização, limpeza e descarrego.
– Banho de descarrego: é banho forte – Fumo, Cachaça, Sal Grosso, etc.
– Banho de descarga é mais pesado, pode ser com pólvora, cachaça, fumo, alho, álcool, comigo ninguém pode, açoita cavalo, espada de são Jorge, vence demanda, guiné, arruda, ele afasta o obsessor.
– O Banho de Limpeza é mais leve.
– O Banho é sempre do pescoço para baixo, porque você já tem o seu Pai e sua Mãe (Orixás), a cabeça é sagrada, só deve ser colocada a mão do Pai ou Mãe de Santo.
– Na cabeça só banho de Oxalá, a não ser que a entidade mande, mas deve perguntar a Mãe ou Pai de Santo.
– O Sal Grosso é um Banho que não deve ser usado com freqüência, porque ele conserva a vibração, é uma faca de duas pontas, pode descarregar ou conservar a vibração. Deixe sempre que a entidade dê a receita, porque ai ela estará se responsabilizando pelo trabalho a ser feito.
– O Sal Refinado, se a entidade receitar, deve ser esfregado no corpo, serve como uma bucha tirando as impurezas.
– O Banho de Guiné: erva de Oxalá, mas pega também Preto Velho e Exú.
O guiné com arruda é Banho de Descarrego de Preto Velho.
O guiné com cachaça é Banho de Descarrego de Exú.
– O Banho de Descarga forte corroe a aura.
– Como preparar um banho de Descarrego: quando a água estiver fervendo, coloque a erva e tampe, depois coloca o álcool ou a cachaça na hora de tomar o banho. O Preto Velho. Caboclo ou Exú é quem vão definir quantos elementos e quais deverão ser usados.
– Nunca dar Banho de Descarga para crianças. Sempre Banhos de Rosas Brancas, alecrim, etc. (Banhos de Oxalá).
– Fazer sempre o Banho pensando que as coisas vão melhorar, sem reclamar das coisas, fazer uma oração.

BANHO DE DESCARREGO
(LIMPEZA FORTE)
Desfie um pedaço de fumo em corda coloque 7 folhas de picão roxo ferva-os(neste caso não faça por maceração ou infusão, ferva a erva e o fumo junto), desligue o fogo, coe e acrescenta 1/2 copo de vinagre branco, e um punhado de sal grosso.Tome o seu banho de higiene, de preferência com sabão da costa ou de coco, em seguida jogue o banho dos ombros para baixo, e novamente tome banho com o sabão da costa. Ponha uma roupa clara e vai dormir, você verá como vai se sentir bem melhor, pois este banho tira toda a negatividade, pelo fator de ser um banho muito forte, aconselho tomar (banhar-se) somente uma vez por mês.
Aproveite essas dicas:
É importante tomar um banho de ervas após o banho de sal grosso, pois este banho vem com a função de repor as energias que foram neutralizadas pelo sal.
Deve-se tomar cuidado com a “coroa”, não jogando o sal grosso na cabeça, salvo orientação das Entidades Espirituais.
Pode-se utilizar pedaços de carvão nas solas dos pés durante o banho de sal grosso. O carvão vem com a função de peneirar as energias, deixando somente as energias más serem neutralizadas.

BANHO PARA ABRIR CAMINHOS
(Trazer coisas boas) Ferva cravos da índia, Canela em Pau, Erva doce, 7 moedas correntes, uma maça cortada em quatro,3 colheres de açúcar e 21 gotas de qualquer perfume, após ferver, coloque i copo de leite. Após o banho de higiene, jogue o chá dos ombros para baixo.

BANHO PARA QUEBRAR FEITIÇOS
(21 ERVAS)
Ferva, Arruda, Alecrim, Aroeira, Macaçá, Pinhão Roxo, Guiné, Eucalipto, Benjoim, Cravo da Índia, 3 sementes de olho de boi, Dandá da Costa, Espada de São Jorge, Comigo ninguém pode, Erva de São João, Erva de Bicho, Manjericão miúdo, Folha de Bambu, Erva Santa Maria e Louro. Após o banho de higiene banhe-se dos ombros para baixo, ponha uma roupa clara e vá repousar. Repetir este banho por 3 dias seguidos.

BANHO PARA O AMOR
(BANHO DE OXUM)
Ferva poejo, Levante, Manjericão, Boldo, Pétalas de rosa branca e amarela, e 8 gotas de perfume de seu uso.Após o banho de higiene, jogue este chá da cabeça aos pé, coloque uma roupa clara.

BANHO PARA CHAMAR A PESSOA (APROXIMAR)
Ferva uma Noz Moscada,10 sementes de Dandá da Costa, após ter fervido, coloque o perfume pega homem e um perfume atrativo do amor, em seguida coloque uma colher de açúcar e uma de alpiste, deixe descansar uma hora.
Após o banho de higiene, banhe-se com o chá dos ombros para baixo.Enrole os resíduos numa folha de papel, (na folha escreva o nome da pessoa que deseja chamar) e enterre tudo no pé de uma bananeira

BANHO PARA ATRAIR COISAS BOAS
Ferva, Louro, Alecrim, dandá da Costa, Perfume qualquer, ouro, Prata, Cristal (pedra), Moedas, Manjericão, Levante,após o banho de higiene banhe-se dos ombros para baixo, as moedas gaste-as, o ouro e prata, guarde-os e as ervas pode jogar fora. Depois deste banho , em seguida dilua 2 pedras de anil em um balde de água morna, e jogue dos ombros para baixo, deixe cair um pouco de água do chuveiro, passe em seguida bastante açúcar no corpo, de deixa cair bastante água. É aconselhável fazer este banho todas as datas do seu aniversário, ex, se você faz aniversário de 03 de março, faça este banho todos os dias 03 de cada mês, 03 de março , 03 de junho, 03 de julho, etc.

BANHO PARA ATRAIR BENS MATERIAIS
Após o banho de higiene, ou de limpeza com ervas, pegue 1 QUILO de açúcar e um pacote de canela em pó , misture, passe tudo pelo corpo e em seguida deixe somente cair água no corpo.
isto é feito no banho da manhã.

BANHO DE DESCARREGO
¨ Ferver 1 panela de água quente
¨ Retirar do fogo e colocar as ervas dentro
¨ Deixar uns 15 minutos
¨ Amornar ou esfriar com água fria e jogar no corpo da seguinte maneira:
¨ Um pouco na frente – um pouco nas costas – um pouco no ombro esquerdo – um pouco no ombro direito
¨ banho deve ser jogado do pescoço para baixo, sem deixar molhar a cabeça com as ervas
A quantidade de vezes que a pessoa deve fazer o banho varia muito com o tipo e tempo em que a pessoa esta exposta à carga. Mas de maneira geral, 1 vez por semana é o suficiente

ERVAS QUE PODEM SER USADAS
Espada de São Jorge (7 pedaços) / Espada de Inhasã (7 pedaços) / Arruda macho ou Fêmea / Alecrim / Guiné / Hortelã (crianças)
Acender uma vela branca para o Anjo da Guarda e pedir proteção.
Ao jogar o banho, fala-se: “Salve todo o povo da água, que tudo de ruim vá para o fundo do mar, proteção para mim meu Deus”
Obs: Quando não achar ervas, pode-se fazer só com sal grosso e água fria
Não é necessário usar todas as ervas, o banho poder ser feito também com uma só erva
Importante também alterar as ervas dos banhos pois cada uma tem a sua propriedade e atuam em cargas diferentes.
Outras muitas ervas são usadas para banhos, porém não vou mencionar pois elas devem ser receitadas por guias espirituais pois variam de acordo com os casos.
Uma boa proteção para nossa casa e também bastante simples e que puxa muita coisa ruim é a que descrevo abaixo:
PROTEÇÃO
¨ 1 copo com água e sal grosso (3 punhadinhos) atras da porta
¨ Descarregar todo dia em água corrente (pia, vaso, rio, etc) e dizer:
¨ ***“Salve mamãe Oxum, salve mamãe Iemanjá.
Salve todo o povo da água, proteção para esta casa meu Deus.
Que tudo de ruim vá para o fundo do mar”***
Banho de Defesa
21 cravos da Índia
7 paus de canela
3 folhas de louro
Ferva 2 litros de água, coloque os ingredientes, desligue o fogo e abafe.
Jogar do pescoço para baixo, recolher os ingredientes e jogá-los em água corrente. O banho deve estar frio ou pelo menos bem morninho.

Banho para prosperidade
7 folhas de pitanga
7 folhas de romã
7 folhas de café
7 folhas de melissa
7 folhas de eucalipto
7 folhas de manjericão
7 folhas de dinheiro em penca
Ferver água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.

Banho de Limpeza
3 galhos de guiné
3 galhos de alecrim
1 espada de São Jorge partida em três (retirando-se a ponta e a raiz)
3 folhas de louro
3 galhos de arruda
3 punhados de alfazema
3 punhados de levante
Ferver água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.

Outro banho de limpeza
Misture em porções iguais: sementes de girassol, espada de São Jorge, guiné, arruda, palmeira brava, cravos brancos e cravos vermelhos.
Ferver água suficiente, jogar os ingredientes, desligar o fogo e abafar.
Banho para fortalecer a aura
7 rosas brancas comuns ou 7 rosas brancas de jardim também conhecidas com “rosinha de Santa Rita”
Ferver 2 litros de água, jogar as rosas, sem os cabos, desligar o fogo e abafar.

Banho para prosperidade
7 folhas de pitanga
7 folhas de romã
7 folhas de café
7 folhas de melissa
7 folhas de eucalipto
7 folhas de manjericão
7 folhas de dinheiro em penca
Ferver água suficiente, jogar as ervas, desligar o fogo e abafar.

Banho para recuperar a saúde
250 gr de canjica
7 gotas de mel
Em 2 litros de água, cozinhe a canjica e o mel, até que a canjica fique bem molinha.
Coe e apare o líquido num recipiente e depois de bem frio, jogue do pescoço para baixo.

Espaço Reservado ao nosso Patriocionador



Links dos produtos de nossa loja

 

 

Agradecemos sua visita.



Publicado em Banhos de descarregos Diversos | Comentários desativados em Dicas de banhos de descarrego

falta de doutrina e de comprometimento


falta de doutrina e de comprometimento
que existe em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.
Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade, em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.E as pessoas que começam a
frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.
É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.
Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.
Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.
Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuarem em nosso nível vibratório. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.
Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas, sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.
Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos.
Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.
As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego.
Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.
Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as con sequências do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.
O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.
Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.
Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.
São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.
A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver”
Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos. A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.
No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.
Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.
Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.
Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa. Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso.
Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar, mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.
Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestem pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.
A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental..
Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.
Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.
Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura, principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio. Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.
A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas. É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico. O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.
Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.
Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.
Jorge Menezes

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296




BOIADEIRO
Com apenas quinze anos eu meus velhos pais Querendo ser boiadeiro parti sem olhar pra trás
Minha mãe ficou chorando num ranchinho lá em Goiás,
Pedindo a Deus que me olhassem com seus olhos divinais!
Me ajustei com um boiadeiro, cinco anos trabalhei,
E quando fiz vinte anos pra rever meus pais voltei
Eles tinham, se mudado do lugar onde eu deixei
E da nova residência nem notícias encontrei!
Prosseguia lida de gado e com vinte cinco anos
Tocando grande boiada eu cruzava o chão goiano
Num lugar de estrada curta meu gado foi estourando
E na frente uma pessoa a pé ia caminhando.
Pra salvar aquele andante dos cascos dos pantaneiros
Gritei que se encostasse no barranco bem ligeiro
Porém não adiantou – foi seu dia derradeiro
Nessa hora do meu rosto duas lágrimas correram.
Quando a boiada passou, dei um grito de aflição
Ao ver que era minha mãe, o andante do estradão
Já na última agonia me deu mais uma benção
Vi morrer sobre meus braços minha mãe do coração!
São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda.
Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.
O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.
Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho.
Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos.
Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo.
Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo.
Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.
No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.
Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.
Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.
Nomes de alguns boiadeiros:
Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc … Sua saudação: Getruá Boiadeiro, Xetro Marrumbaxêtro
Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”.
São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral.
Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo.
Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território.
À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem.
Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.
O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho.
Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.
Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados.
Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).
Sobre Nossos Caboclos BoiadeirosOs Caboclos são entidades fortes, viris.
Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos.
São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus.
Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.
Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.
Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante.
São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé.
Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções.
Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos.
Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática dada magia na terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos.
São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos.
Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos.
É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações.
Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros é no descarrego e no preparo dos médiuns.
Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes.
Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas.
São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”.
Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.
Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros.
Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.


Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Mediunidade | Comentários desativados em falta de doutrina e de comprometimento

Oferenda a Ogum

Toda oferenda para um Orixá deve ser preparada com muito amor, lave as mãos em agua corrente, firme a partir dai seu pensamento e inicie orações, depois continue meditando e invocando seu pedido.
Comida oferenda para Ogum (melhora no trabalho, conquistas profissionais, amor, paz e saúde)
Entre todos os Orixás Ogum é um dos mais humildes, pois não pede muito, contudo, defende

  seus filhos e protegidos com unhas e dentes e seus inimigos sentirão a fúria de sua espada.

Abalá (comida, Adimu de Ogum) (Bola de arroz doce) Arroz branco Leite de cabra Açúcar Erva doce Pó de anis-estrelado Como Preparar a Comida de Ogum.
Cozinhar o arroz com açúcar em fogo médio. Depois de bem cozido acrescente o leite, erva doce e anis – estrelado, batendo bem com a colher de pau, até virar uma papa deixando ferver mais um pouco até obter uma pasta. Retire do fogo deixe esfriar e faça bolas.


Oferenda específica para pedir “Prosperidade” a Ogum. Ingredientes:
– 1 Inhame bem grande e reto
– Azeite de Dendê
– Mel de abelha
– 7 Moedas amarelas
– Farinha de Mandioca grossa e crua
– 1 alguidar
– 1 quartinha de barro
– 1 garrafa de cerveja clara
Modo de Preparo: Coloque a farinha de mandioca no alguidar, vá acrescentando mel e mexendo com as mãos até formar uma farofa doce homogênea. Asse o inhame no forno a gás ou microondas até ficar bem macio. Abra o inhame ao meio, no comprimento, sem retirar a casca e coloque sobre a farofa doce com a casca para baixo (a parte branca para cima). Enfie as moedas no inhame (parte branca) até a metade, (4 de um lado e três do outro a seu critério) deixando a face dos números voltadas para frente. Regue com dendê as moedas de apenas um lado do inhame ( a seu critério) sem deixar escorrer para a farofa. Com o mel regue as moedas da outra metade do inhame. Pronto.

ADALU é um Adimu (comida, Oferenda, Agrado, trabalho) para Orixá Ogum: O Orixá Ogun é um santo muito vigoroso, não foge a luta, olha por seus filhos, vence a batalha sem olhar o motivo, Ogum não conheceu a derrota nos campos de batalha a até a morte (Orixá Ikú) tinha medo deste Orixá.
Ogum Irmão de Oxossi ensinou Oxossi a guerriar, então quando oferecemos a Ogun estamos ciente de que a Vitória é certa. Temido pelos Yorubas, respeitado e reverenciados pelo Candomblé e a Umbanda. Ingredientes para Comida de Ogum: Feijão preto Milho vermelho cozido Azeite-de-Dendê Cebola ralada Atàré moído Camarões seco Como Preparar a Comida do Ogum: Misture o milho e o feijão, refogando com azeite-de-dendê, ataré (pimenta da costa), cebola e camarões. Às vezes é oferecido acompanhado de carne dos animais sacrificados em seu ritual de matança, mas pode ser oferecido para qualquer finalidade, seja: Para problemas no trabalho, brigas, inimizades, inimigos que te persegue, conseguir uma vitória com ajuda de Ogum, mas não é aconselhável para o Amor, pois Ogum é duro igual o aço e para trabalhos no amor é preciso flexibilidade que não é uma das caraterísticas do Ogun.

Feijão com Camarão para Ogum Esta é uma oferenda “quente”, do tipo que “acelera” o filho de Ogum.
Se você já está “acelerado”, irritado ou impaciente, é melhor oferecer algo “frio” como por exemplo um inhame com mel. Ingredientes:
– 500gr de feijão preto
– 1 cebola –
1 vidro de dendê –
250gr de camarões secos
– 7 pimentas Dedo de Moça vermelhas
– um pouco de farinha de mandioca grossa e crua
– 1 alguidar –
1 quartinha
– 1 garrafa decerveja clara Modo de Preparo:
Cozinhe o feijão e reserve; Escolha e separe 7 camarões inteiros; limpe os demais; Pique a cebola e as pimentas e as refogue no dendê; depois acrescente e refogue os camarões limpos; Então acrescente no refogado o feijão, com bastante água; Deixe ferver. Acrescente, aos poucos, a farinha de mandioca para engrossar o caldo sem secar; Coloque tudo no alguidar e enfeite com os camarões inteiros.
Boa oferenda

PEDIR PROSPERIDADE ELEMENTOS:
250g feijão fradinho cru 250g feijão cavalo cru 8 azeitonas verdes 8 ovos cozidos, descascados e inteiros azeite de dendê para regar 8 moedas douradas lavadas com sabão (podem ser de 10 centavos 8 folhas de louro
1 cerveja clara pequena – 1 coité pra por a cerveja 4 velas brancas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas 4 velas vermelhas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas 7 folhas de couve para servirem de suporte
Arrumar as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora colocar o feijão cavalo, fazendo um monte, no centro das folhas de couve, colocar o feijão fradinho, contornando o monte do feijão cavalo colocar intercalado e enfeitando em cima dos feijões: os ovos, as 8 folhas de louro e as 8 azeitonas. Regar tudo com o dendê, acender as velas (uma em cada forminha de empadinha) esperar queimar e recolher forminhas, sacos plásticos, garrafas etc.

  • Cozinha ritualística:
  • Carne vermelha (macia) (boi), cerveja branca, Frutas (manga espada, melão, banana outras).
  • Farofa de feijão (fradinho ou mulatinho). 1. Com pimentão vermelho: a) Coloque tomates em rodelas e pimentões vermelhos dentro de um alguidar vidrado.
  • b) Regue tudo com camarão seco frito no azeite de dendê, depois de frio. 2. Com arroz: a) Cozinhe arroz em água pura sem sal ou qualquer tempero; b) Coloque num alguidar vidrado e regue com camarão seco frito no azeite de dendê;
  • 3. Com couve-flor: a)
  • Coloque uma couve-flor inteira num prato (pode ser de papelão) forrado com couve ou com a própria rama da couve-flor;
  • b) Disponha em volta tomates em rodelas e pimentões vermelhos;
  • Vatapá
  • Ingredientes:
  • 1/2 kg de postas de peixe 2 colheres das de sopa de óleo 1 colher das de sopa de salsa ou coentro picadinhos 1 colher das de sopa de cebolinha verde picadinha 1 cebola ralada 2 tomates picados, sem sementes 1 copo de água 200 g de camarões frescos, limpos e aferventados 200 g de camarões secos, socados ou moídos 200 g de amendoins torrados e moídos na máquina 200 g de pão dormido embebido em leite ou água leite puro e leite ralo de 1 coco 2 colheres das de sopa de azeite de dendê 100 g de castanhas de caju torradas e moídas Modo de fazer:
  • a) Prepare um refogado com o óleo, salsa (ou coentro), cebolinhas verdes e a cebola ralada. Quando tudo estiver corando, junte os tomates e as postas de peixe, com o copo d’água. Tampe a panela e cozinhe até o peixe ficar macio, mas não desmanchado.
  • b) Junte os camarões frescos. Ferva mais um pouco. Retire os camarões e o peixe e deixe-os a esperar.
  • c) Coe numa peneira o molho que ficou na panela. A esse molho, junte os camarões secos socados ou moídos, os amendoins e as castanhas moídas, e o pão embebido no leite e desmanchado. Acrescente o leite ralo de coco, misture e leve ao fogo para ferver.
  • d) Quando essa mistura tiver fervido, passe-a numa peneira de arame, apertando bem com uma colher para passar também o molho grosso. Ponha um pouco de água fervente no resíduo que ficou na peneira e torne a passar, aproveitando o máximo.
  • e) Torne a levar ao fogo, desta vez com o leite de coco puro e cozinhe, mexendo com colher de pau, até consistência de mingau. Se ficar muito grosso junte mais um pouco de água.
  • f) Dentro desse mingau ponha as postas de peixe e os camarões e ferva; se preciso, reforce os temperos. Deixe ferver por alguns minutos; g) Junte o azeite de dendê e tire do fogo.
  • A consistência ideal do vatapá é aquela que lhe possibilita ser comido com garfo e, não, com colher. h) Sirva, não muito quente, acompanhado de angu de arroz (vide Iemanjá) ou arroz branco.
  • 5.
  • Efum-oguedê: Ingredientes:
  • bananas-são-tomé, sal; Modo de fazer: a) Corte as bananas-são-tomé – que não devem estar muito maduras – em fatias finas.
  • b) Tempere com sal e ponha para secar ao sol, o que leva alguns dias. c)
  • Quando bem secas, soque as bananas num pilão e passe a massa resultante numa peneira, obtendo assim uma farinha de banana, para fazer mingau.
  • Obrigação:
  • pano vermelho; 7 cravos vermelhos; 1 prato branco virgem;
  • 1 bife de boi sem gordura;
  • cerveja branca;
  • 3 tomates vermelhos;
  • 3 pimentões verdes;
  • 1 copo virgem;
  • 1 charuto;
  • 1 caixa de fósforos; ¼ de camarão (p/médiuns).
  • Os tomates e os pimentões devem ser cortados em rodelas finas.


Pai Jacinto
Com a implantação de fazendas de gado e cultura em solo Brasileiro muitas vezes ou quase sempre sacerdotes do culto Africano chegavam trazidos como escravos pelos navios de contrabandistas que ganhavam a vida destruindo a de outros , entre estes vindos de tão longe e com a missão dada por Oxalá de divulgar sua Religião engrandecendo outras terras com sua sabedoria e bondade.
Entre estes chegava então um jovem que estava predestinado a ensinar amor e sabedoria , ainda menino foi introduzido no trabalho árduo e sem trégua , por sua bondade e sabedoria logo cativou a todos até mesmo seus senhores que percebendo sua condição de tratar com animais feridos ou doentes, solicitavam sempre seus serviços, logo estando este que seria um sacerdote em sua terra , curando e tratando pessoas a pedido de seus senhores ,era ele então tratado diferente em meio a tanta crueldade.Todos eram socorridos por Pai Preto como era chamado pelos brancos.
A fama de pai Preto correu longe em solo brasileiro tanto que chegou sem tardar ao conhecimento dos missionários vindos para catequizar os povos da nova terra , Pai Preto tinha então 85 anos já velho e quase não mais conseguia andar o que não impedia de continuar com suas curas e benzeduras. Mas chegou a ordem e a orientação: Pai Preto era “feiticeiro e deveria morrer como todos de sua época.”
Os seus antigos senhores não tiveram coragem de cumprir a missão e então combinaram de esconder Pai Preto e este ficaria assim até a morte cuidando e claro dos interesses de seus senhores. Mas Pai Preto que nunca soube dizer não ou se intimidar por qualquer perigo não se deteve e continuou com suas mirongas , suas rezas e sua caridade sem fim. Logo a noticia correu , seria um fantasma ou quem sabe ele teria ressuscitado para desafiar quem mandava? Nova ordem chegou: então o “feiticeiro deveria ser desenterrado e sua cabeça arrancada do corpo e enterrada em outro local somente assim o “mal”deixaria de existir.
Aqueles que tentaram esconder Pai Preto agora com medo decidiram matá-lo e cumprir o que lhes foi ordenado, tendo assim aos 86 anos Pai Preto deixado o plano físico para trabalhar com suas mirongas em planos mais elevados.
Hoje nós que aprendemos a amar a Umbanda com toda sua sabedoria aprendemos sempre um pouco com aqueles que deixaram esta grande lição de vida e humildade. Pai Preto é hoje para nós Pai Jacinto que ao lado de Omulu traz a cura para os sofredores dos dois planos. Pai Jacinto recebeu de Oxossi o direito de trabalhar em sua vibração o que para nós só é motivo de mais felicidade pois como raizeiro e conhecedor das matas levou para o plano espiritual este conhecimento para a bênção dos filhos da terra.
Salve Pai Jacinto Salve todos os Pretos Velhos.

 



Publicado em Oferendas na umbanda | Comentários desativados em Oferenda a Ogum

Obaluaiê/Omolu

Obaluaiê/Omolu

na Umbanda



Cura de Doenças, Saúde, Vida e Morte
Omulu ou Obaluaiê, também conhecido como o Orixá das doenças ou da varíola e outras doenças contagiosas, é muito respeitado, mas dizem que dele deve-se manter uma certa distância. Obaluaiê é a forma jovem do Orixá, enquanto Omulu é a sua forma mais velha. A figura de Omulu é completamente cercada de mistérios e dogmas, sendo-lhe atribuído o controle sobre as doenças, especialmente as epidemias. Omulu representa a terra e o sol, aliás, ele é o próprio sol, por isso usa uma coroa de palha que tapa o seu rosto, porque sem ela as pessoas não poderiam olhar para ele. Ninguém pode olhar o sol diretamente.
Está fortemente relacionado com os troncos e os ramos das árvores. A sua matéria de origem é a terra e, como tal, ele é o resultado de um processo anterior. Relaciona-se também com os espíritos contidos na terra. O seu poder está extraordinariamente ligado à morte. Omulu é o orixá que rege a morte, ou o instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne). O orixá Omulu guarda para Olorum todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação de seus vícios emocionais.Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da Lei Divina, que também não pune ou castiga. Ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne. E se alguém semeou ventos, que colha sua tempestade pessoal, mas amparado pela própria Lei, que o recolhe a um dos sete domínios negativos, todos regidos pelos orixás cósmicos, que são magneticamente negativos. E Tatá Omulu é um desses guardiões divinos que consagrou a si e à sua existência, enquanto divindade, ao amparo dos espíritos caídos perante as leis que dão sustentação a todas as manifestações da vida. Esta qualidade divina desse amado orixá foi interpretada de forma incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos foi que Tatá Omulu é um dos orixás mais “perigosos” de se lidar, ou um dos mais intolerantes, e isto quando não o descrevem como implacável nas suas punições. Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida. Na verdade, ele é o excelso curador divino pois acolhe em seus domínios todos os espíritos que se feriram quando, por egoísmo, pensaram que estavam atingindo seus semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu amparo divino até que, sob sua irradiação, nós mesmos tenhamos nos curado para retomarmos ao caminho reto trilhado por todos os espíritos amantes da vida e multiplicadores de suas benesses. Todos somos dotados dessa faculdade, já que todos somos multiplicadores da vida, seja em nós mesmos, através de nossa sexualidade seja nas idéias, através de nosso raciocínio, assim como geramos muitas coisas que tornam a vida uma verdadeira dádiva divina.
Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético, nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de imediato a doença e receitará a medicação correta. O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-se através de uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através dela que fluem as irradiações divinas de um dos mistérios de Deus, que nominamos de “Mistério da Morte”. Enquanto força cósmica e mistério divino, Omulu é a energia que se condensa em torno do fio de prata que une o espírito e seu corpo físico, e o dissolve no momento do desencarne
ou passagem de um plano para o outro .

Mitos de Obaluaiê/Omolu
Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omolu nasceu todo deformado. Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia, para que o mar o levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne. Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Iemanjá saiu do mar e o encontrou. Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até o bebê se recuperar. Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho.
Omolu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos. Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omulú se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros. Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio; e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã, que Omolu recompensou dividindo com ela o poder de controlar eguns (espíritos dos mortos).
Quando Obaluaiê ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida. Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu. Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata, onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra. Ficou muito doente. Por fim, quando achava que ia morrer, Olorum curou as feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OMOLU-OBALUAÊ
Os filhos de Omolú são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir os seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.
Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais optimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. às vezes, são doces, mas geralmente possuem manias de velho, como a rabugice.
Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planearam. Não são do tipo que levam desaforo para casa e se se sentirem ofendidos respondem no acto, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.
Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam de tudo.
São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Omolú são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias, e uma qualidade pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestáveis e trabalhadores. São amigos de verdade.

Comida para Omulu e Obaluayiê

Doburu
Material Necessário:Milho Alho ( para pipoca ) ou milho vermelho, Areia da praia
Maneira de Fazer:
Numa panela quente com areia da praia, estourar o milho e está pronto o doburu.
Outras Comidas:
Material Necessário:Feijão Preto, Cebola, 1/2 K de Camarão Seco, Azeite-de-dende
Maneira de Fazer:
Cozinha-se o feijão preto, só em água, e depois refoga-se cebola ralada, camarão seco e Azeite-de-Dendê.

Guias e Pátuas de Omulu.

Vestes dos Orixás


Obaluayê quer dizer rei e dono da terra. Sua veste é de palha e esconde o segredo da vida e da morte, ao mesmo tempo em que representa a reafirmação da ancestralidade, eternização e transcendência. Rege a saúde.
Saudação= Atotô Baluaê, omulu é Orixá´.
Seu Dia = segunda-feira.
Sua morada= Cemitério.
Símbolo= Palha da costa.
Sua cor = Preta e branca.
Sua bebida= Vinho tinto, dendê.



velas de Omulu
/Para a linha de Omulu oferece Velas Roxa, Branca ,cruzada preta e Branca, Vela cruzada Roxa e Branca./

Pontos de Obaluaiê/ omulu

Pontos de Obaluaiê/
omulu
O orixá Omulu atua em todas as religiões
e em algumas é denominado de “Anjo da Morte” e em outras de divindade ou “Senhor
dos Mortos”..——————————————————————————–
SE EU VEJO UM VELHO NO CAMINHO EU PEÇO A BENÇÃO
(2X)
DEUS LHE ABENÇOE, DEUS LHE ABENÇOE
DEUS LHE ABENÇOE, ABALUAYÊ, DEUS LHE ABENÇOE!
——————————————————————————–
ABALUAYÊ, OLHA A SUA FILHA
O SENHOR TEM FORÇA!
DÊ FORÇAS A ELA
A VÓS QUE VOS CHAMA
ABALUAYÊ AJUDE ESTA CAMBONA!
——————————————————————————–
QUÊ, QUERÊ, QUÊ QUÊ, Ô GANGA
PISA NA MACUMBA DE GANGA.
QUE, QUERÊ, QUÊ QUÊ, Ô GANGA.
SARAVÁ SEU OMULU, QUI É GANGA.
——————————————————————————–
O VELHO OMULU
VEM CHEGANDO DEVAGAR
APOIADO NO SEU CAJADO
VEM NA BANDA SARAVÁ
OMULU DÊ
SENHOR DA TERRA
ATOTÔ ABALUAYÊ!
——————————————————————————–
OMULU AIÊ ATOTÔ
É UM ORIXÁ!
PEDE QUE ELE DÁ, ATOTÔ
ELE É ORIXÁ!
——————————————————————————–
Meu pai Oxalá é o Rei
Venha nos valer
Meu pai Oxalá é o Rei
Venha nos valer
É o velho Omulu
Atotô Obaluaê
É o velho Omulu
Atotô Obaluaê
Atotô Obaluaê Atoto babá
Atotô Obaluaê ele é um Orixa
Atotô Obaluaê Atoto babá
Atotô Obaluaê ele é um Orixa
——————————————————————————–
ELE É UM VELHO
QUE MORA MUITO LONGE
MUITO LONGE!
NA SUA CASA DE PALHA
ELE CHORA MIRONGA (3X)
NO MIRONGUÊ!
——————————————————————————–
UM PASSARINHO CANTAVA LONGE
E DE REPENTE ELE VOOU!
ERA UM VELHO CAMINHANDO NA ESTRADA
ERA O VELHO OMULU ATOTÔ!
——————————————————————————–
VEM CHEGANDO UM VELHINHO,
PARA LHE ABENÇOAR.
VEM CHEGANDO UM VELHINHO,
PARA LHE ABENÇOAR.
VELHO ATOTÔ, SARAVÁ PAI OXALÁ!
(2X)
——————————————————————————–
Ó SENHOR DAS ALMAS
NÃO SEJA PARA MIM SEVERO
ELE É OMULU
O REI DO CEMITÉRIO!
——————————————————————————–
SALVE ESTA ROÇA LINDA
QUE DEUS FAZ ABENÇOADA!
EU LOUVEI ABALUAYÊ
QUE É SANTO DESTA MORADA!
——————————————————————————–
VINHA CAMINHANDO PELA ESTRADA
QUANDO UM VELHO ENCONTREI!
ELE ME ABENÇOOU
ERA OMULU, O VELHO ATOTÔ!
——————————————————————————–
QUEM É DONO DO BAÚ
É O MESTRE OMULU!
QUEM É DONO DO BAÚ
É O MESTRE OMULU!
———————————————————————-
LÁ VEM OMULU,
ELE VEM LÁ DA CALUNGA
ELE CORRE GIRA, ELE CORRE
SEM PARAR, SE ELE CORRE
OS QUATRO CANTOS DO MUNDO
SARAVÁ OMULU, VEM ATOTÔ
NO PORTÃO DO CEMITÉRIO
SEU OMULU CHOROU
SEU OMULU CHOROU!
———————————————————————-
SALUBA NANÃ BURUQUÊ!
SEU FILHO PEDE AGÔ!
LOUVADO SEJA ABALUAYÊ
VELHO OMULU ATOTÔ!
———————————————————————-
COM PALHA AFRICANA
LÁ VEM SEU OMULU!
ELE É ORIXÁ, ELE É, SIM
SENHOR!
ELE É O ORIXÁ DONO DA CALUNGA!
SUA ESTRELA QUEM ACENDEU
FOI OGUM MEGÊ!
———————————————————————-
SE ELE CORRE OS QUATRO CANTOS
QUATRO CANTOS SEM PARAR
SE ELE CORRE OS QUATRO CANTOS
É PRA SEUS FILHOS AJUDAR!
OMULU AÊ ATOTÔ, ELE É ORIXÁ!
(4X)
———————————————————————-
SARAVÁ OXÓSSI NESTA CASA
OI SARAVÁ OKÊ ARÔ!
OI SARAVÁ OH MEU SENHOR DA PESTE
OBALUAYÊ, ATOTÔ!
AJUBERÔ, ATOTÔ!
OBALUAYÊ, ATOTÔ!
———————————————————————-
OXALÁ É O REI DO MUNDO
OXALÁ É O MEU SENHOR!
OMULU É O DONO DA PESTE
OBALUAYÊ ATOTÔ!
———————————————————————
CASINHA BRANCA, CASINHA BRANCA,
QUE EU MANDEI FAZER (2X)
PARA OFERECER A MEU PAI OMULU,
MEU PAI OMULU SEU ATOTÔ OBALUAIÊ (2X)
OI SALVE MAMÃE OXUM! E SALVE NANÃ BURUQUÊ!
SALVE ATOTÔ OBALUAIÊ (BIS)
———————————————————————-
Doença de pele
Ele veio curar
Ele Omulú
Nosso grande orixá
Coberto de palha
Ele vem me abençoar
———————————————————————-
No dia 13 de maio
meu são Benedito
Cativeiro se acabou
meu São Benedito
Oi saravá seu Atotô
meu são Benedito
Oi viva Deus nosso Senhor
———————————————————————-
Eu vim ao mundo
para sofrer
O meu destino
é sobreviver
Oi abre as portas
para receber
Nanã Borouquê
e Abaluaê
———————————————————-
Ele era, mas não era
Mas não era pintassilgo
Ele mora na pedra furada
Mas não era pintassilgo


PRECE DE OBALUAIÊ
Mestre das almas!
Meu corpo está enfermo…
Minha alma está abalada,
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento
Que me destrói lentamente.
Senhor Omolu!
Eu evoco – Obaluaiê
Oh!
Deus das doenças
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura sofredora de Lázaro.
Aquele que teve a graça de um milagre
No gesto do Divino Filho de Jesus.
Oh!
Mestre dos mestres
Obaluaiê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Na magia do milagre,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me…
Obaluaiê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto – Meu Pai
Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas. que ainda não se libertou da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho.
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me – Irmão Lázaro.
Aqui estou diante da tua imagem sofredora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Conformado com o destino que o Pai Supremo determinou.
Para que eu suplicasse minha alma no maior dos sofrimentos.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços.
Eleva-me para teu reino.
Se achares porém, que ainda não terminou minha missão neste planeta,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação.
Alivia meus sofrimentos, para que levante deste leito e volte a caminhar.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do poder imenso,
De que és portador.
Invoco a vibração do Obaluaiê.
A – TÔ – TÔ, Meu Pai.
Obaluaiê,
Meu Senhor, ajude-me
Orações de Omulu/obaluaiê
Oração a Obaluaiê
Atotô, Atotô,
Meu pai Obaluaiê.
Salve, querido pai da vida
E da riqueza.
Eu venho a vós, humildemente, e com todo respeito,
Senhor, lhe peço
(faça o seu pedido)
Oh, grande Obaluaiê, se meus
Pedidos forem injustos e
Não merecidos, não me puna, Pai.
Não deixe que caia
Sobre mim a sua irá.
Mas dê a mim o que
For de meu merecimento.
Senhor da lama e do ouro.
Pai de todo Ayê,
Que as suas bênçãos
Me livrem de todos os males.
De todas as dores,
De todas as doenças.
De todas as pestes, moléstias
E perseguições.
Ilumine, Obaluaiê, a minha vida,
Minha consciência
E que a sua justiça seja
Sempre minha companheira.
Proteja-me, Pai, Atotô. Axé.
Eu evoco – Obaluayê! Deus das doenças!
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura agraciada de São Lázaro.
Aquele que teve a bênção de voltar da morte
No gesto do Divino Filho, Jesus, o Cristo Salvador.
Mestre dos mestres Obaluayê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Com fé no milagre da cura,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me… Obaluayê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto
Meu Pai, Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas que ainda não se libertaram da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me – São Lázaro abençoado!
Aqui estou diante da tua imagem inspiradora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Com arrependimento reconheço meus pecados,
Com resignação aceito minha sina,
com fe anelo pela cura.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços e o liberta da dor.
Se achares porém, que ainda não terminou meu aprendizado,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação e me ensina a conviver com a dor.
Até ter o merecimento da libertação
Alivia meus sofrimentos, para que levante e volte a caminhar na Luz, nas Virtudes e no Belo.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do teu poder e te louvo com ardor.
Que Obaluayê seja invocado e louvado
A – TÔ – TÔ, Meu Pai.
São Lázaro amado
Obaluayê. Obaluayê. Obaluayê.
Agradecido
(Fale seu nome completo três vezes ou da pessoa que quer que seja curada)
Oração a São Roque – Protetor contra a peste, o contágio e a poluição – (16 de agosto)
São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na dor. São Roque, protegei não só a mim, mas também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas.
Por isso, hoje, rezo especialmente por uma pessoa muito querida (dizer o nome da pessoa), para que fique livre do seu mal. Enquanto eu estiver em condições de me dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades, aliviando um pouco o seu sofrimento.
São Roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos da doenças e do perigos. Amém.

 


Publicado em Orixás | Comentários desativados em Obaluaiê/Omolu

OBÁ

OBÁ – ORIXÁ GUERREIRA E DAS ÁGUAS REVOLTAS !!!

Lendas de Obá
Obá vivia em companhia de Oxum e Iansã, no reino de Oyó, como uma das esposas de Xangô, dividindo a preferência do reverenciado Rei entre as duas Iabás (Orixás femininos).
Obá percebia o grande apreço que Xangô tinha por Oxum, que mimosa e dengosa, atendia sempre a todas as preferencias do Rei, sempre servindo e agradando aos seus pedidos. Obá resolveu então, perguntar para Oxum qual era o grande segredo que ela tinha, para que levasse a preferencia do amor de Xangô, vez que Iansã, andava sempre com o Rei em batalhas e conquistas de reinados e terras, pelo seu gênio guerreiro e corajoso e Obá era sempre desprezada e deixada por último na lista das esposas de Xangô. Oxum então, matreira e esperta, falou que seu segredo era em como preparar o amalá de Xangô principal comida do Rei, que lhe servia sempre que deseja-se bons momentos ao lado do patrono da justiça.
Obá, como uma menina ingênua, escutou e registrou todos os ingredientes que Oxum falava, sendo que por fim Oxum, falou que além de tudo isso, tinha cortado e colocado uma de suas orelhas na mistura do amalá para enfeitiçar Xangô. Obá agradeceu a sinceridade de Oxum e saiu para fazer um amalá em louvor ao Rei, enquanto Oxum, ria da ingenuidade de Obá que, sempre atenta a tudo, não percebeu que Oxum mentira, pois ela encontrava-se com suas duas orelhas, e falará isso somente para debochar de Obá. Obá em grande sinal de amor pelo seu Rei, preparou um grande amalá, e por fim cortou uma de suas orelhas colocando na mistura e oferecendo à Xangô como gesto de seu sublime amor. Xangô ao receber a comida, percebeu a orelha de Obá na mistura, e esbravejou e gritou. Oxum e Obá, apavoradas, fugiram e se transformaram nos rios que levam os seus nomes. No local de confluência dos dois cursos de água, as ondas tornam-se muito agitadas em conseqüência da disputa entre as duas divindades. E, até hoje quando manifestadas em seus iaôs elas dançam simbolizando uma luta.

O ARQUÉTIPO DE OBÁ
As pessoas pertencentes a este Orixá são lutadoras, bravas, um tanto agressivas, o que as levam a serem pouco incompreendidas. Freqüentemente tendem a terem experiências infelizes e amargas. Mas não são tolas, qd resolvem que alguém não serve pra sua confiança essa pessoa é descartada sem o menor problema! São ciumentas, pois são muito zelosas com tudo que lhe pertencem. E se revoltam facilmente!
Porém, são pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar seus ideais. Dedicadas e extremamente de confiança! São as pessoas do segredo!

OBÁ
(Trono Feminino do Conhecimento)
Obá é a orixá que aquieta e densifica o racional dos seres, já que seu campo preferencial de atuação é o esgotamento dos conhecimentos desvirtuados.
Comentar sobre nossa amada mãe Obá é motivo de satisfação, pois, nas lendas, resumem sua existência ao papel de esposa repudiada por Xangô. Mas, justiça lhe seja feita, as lendas vêm sendo repetidas a tanto tempo, e às vezes de forma tão empobrecida pelas transmissões orais que, até como lendas, deixam a desejar e mostram como é deficiente o conhecimento sobre o campo de ação dos orixás.
Saibam que a orixá Obá que nós conhecemos e aprendemos a amar e reverenciar é uma divindade regida pelos elementos terra e vegetal, e forma com Oxóssi a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege o Conhecimento. Oxóssi está assentado no pólo positivo e irradiante desta linha e Obá está assentada em seu pólo negativo ou cósmico, que é absorvente.
Esta lenda, na verdade, refere-se a um rei que, como herdeiro das qualidades de Xangô, tinha várias esposas, que também se apresentavam como herdeiras das qualidades das orixás femininas. E, se o que esta lenda conta é verdade, no entanto só se refere a personagens humanos que eram tidos na conta de semideuses. Mas é só, porque esta história de orixá disputar pelejas tipicamente humanas e carnais, está mais para coisas humanas de que mistérios divinos. E, não tenham dúvidas de que os orixás são mistérios divinos que foram, em muitos casos, descaracterizados pelas próprias lendas, que visam eternizá-los na mente e nos corações humanos.
Saibam que Obá é uma orixá cósmica cujo elemento original é a terra, pois ela é orixá telúrica por excelência e atua nos seres através do terceiro sentido da vida, que é o Conhecimento, que desenvolve o raciocínio e a capacidade de assimilação mental da realidade visível, ou somente perceptível, que influencia nossa vida e evolução continua. Já o seu segundo elemento é o vegetal.
Enquanto o orixá Oxóssi, o mitológico caçador, estimula a busca do conhecimento (evolução), Obá atrai e paralisa o ser que está se desvirtuando justamente porque assimilou de forma viciada os conhecimentos puros.
O culto à orixá Obá iniciou-se a quatro milênios atrás com a irradiação simultânea de uma de suas qualidades ou aspectos, a várias partes do mundo, quando, então, ela se humanizou.
E se nossa amada mãe Obá já recolheu boa parte de seus filhos encantados que se espiritualizaram, muitos ainda estão evoluindo nos dois lados da dimensão humana.
Muitos dos seus filhos são, hoje e na Umbanda, alguns dos mais silenciosos exus e das mais discretas pomba-giras, dos mais aguerridos caboclos e caboclas, resolutos nas suas ações, precisos nos seus conselhos, e não são de muita conversa quando sentem que o conhecimento que trazem não é assimilado por seus médiuns ou pelas pessoas que os consultam.
Agora, deixando os aspectos individuais ou comentários de apoio, o fato é que nossa amada mãe Obá é uma divindade planetária, regente do pólo negativo da linha do Conhecimento, que é a terceira linha de forças de Umbanda Sagrada.
Ela e Oxóssi formam esta linha e atuam em pólos opostos: enquanto ele estimula a busca do conhecimento, ela paralisa os seres que se desvirtuaram justamente porque adquiriram conhecimentos viciados, distorcidos ou falsos.
O campo onde Obá mais atua é o religioso. Como divindade cósmica responsável por paralisar os excessos cometidos pelas pessoas que dominam o conhecimento religioso, uma de suas funções é paralisar os conhecimentos viciados e aquietar os seres antes que cometam erros irreparáveis.
O ser que está sendo atuado por Obá começa a desinteressar-se pelo assunto que tanto o atraia e torna-se meio apático, alguns até perdendo sua desvirtuada capacidade de raciocinar.
Então, quando o ser já foi paralisado e teve seu emocional descarregado dos conceitos falsos, ai ela o conduz ao campo de ação de Oxóssi, que começará a atuar no sentido de redirecioná-lo na linha reta do conhecimento.
É certo que esta atuação que descrevemos é a que Obá realiza através do seu aspecto positivo ou luminoso, por onde fluem suas qualidades, atributos e atribuições positivas.
Mas como todo orixá cósmico, ela também possui seus aspectos negativos, que ativa sempre que é preciso acelerar a paralisação de um ser que, com seus conhecimentos, está prejudicando muitas pessoas e atrapalhando suas evoluções pois está induzindo-as a seguirem em uma direção contrária à que a Lei Maior reservou-lhes.
Saibam que todas as doutrinas religiosas rígidas e rigorosas com seus adeptos têm a sustentá-las a silenciosa atuação de nossa amada mãe Obá.
Vasto é o campo de atuação de nossa amada mãe Obá e aqui não dá para mostrá-lo todo. Mas acreditamos que os filhos de Umbanda já entenderam onde e quando ela atua.
E, porque ela atua de forma silenciosa e vai paralisando os seres que dão mau uso ao dom do raciocino e aos conhecimentos adquiridos, e atua preferencialmente no campo religioso, então está na hora de resgatar os aspectos luminosos dessa amada mãe cósmica e lançar no lixo religioso a lenda que denigre sua imagem humana, pois foi por amor a nós, espíritos humanos, que ela se humanizou e ajudou a acelerar nossa evolução.
Que fiquem propagando sua falsa humanização os que um dia haverão de conhecer as verdades sobre Obá, mas nos domínios de seus aspectos negativos.
Texto de Rubens Saraceni

Tópico relacionado a Umbanda e Candomblé.


Xangô é o Orixá dos reis, dos justos e dos poderosos. Ele próprio foi um rei guerreiro que conquistou reinos e enriqueceu seu povo. O seu trabalho entre os homens é cobrar de quem deve e premiar a quem merece, agindo sempre com sabedoria, justiça e poder.
Este Orixá é vaidoso, violento e atrevido. Gosta de festas e comemorações. É o Orixá do raio e do trovão, o seu elemento é a pedra.
No sincretismo os africanos o ligaram a São João Batista a São Pedro e a São Jerônimo.
Conforme a região do Brasil, Xangô é sincretizado a um destes três, em algumas regiões, como o Rio de Janeiro, a dois simultaneamente (São João Batista comemorado a 24 de junho e São Jerônimo comemorado a 30 de setembro).
Seu dia na semana é a quarta feira sua cor na Umbanda é o marrom.
Na mitologia romana é Júpiter, o pai e mestre dos deuses, para os gregos é Zeus, aquele que usava seus raios para punir os mortais, esta correspondência pode ser feita pelo poder supremo que ambos encarnam.
No Tarô há uma lâmina que contém o principal arquétipo de Xangô, é a Justiça representada pelo arcano VIII, que é quem encarna a recompensa justa, a distribuição do prêmio e do castigo. A espada de ouro que a justiça carrega assim como o Orixá em sua representação simboliza as lutas necessárias para se conseguir o equilíbrio, que a balança na outra mão indica ser possível.

A palavra de Xangô é a Justiça
Xangô é o Orixá dos reis, dos justos e dos poderosos. Ele próprio foi um rei guerreiro que conquistou reinos e enriqueceu seu povo. O seu trabalho entre os homens é cobrar de quem deve e premiar a quem merece, agindo sempre com sabedoria, justiça e poder.
Este Orixá é vaidoso, violento e atrevido. Gosta de festas e comemorações. É o Orixá do raio e do trovão, o seu elemento é a pedra.
No sincretismo os africanos o ligaram a São João Batista a São Pedro e a São Jerônimo.
Conforme a região do Brasil, Xangô é sincretizado a um destes três, em algumas regiões, como o Rio de Janeiro, a dois simultaneamente (São João Batista comemorado a 24 de junho e São Jerônimo comemorado a 30 de setembro).
Seu dia na semana é a quarta feira sua cor na Umbanda é o marrom.
Na mitologia romana é Júpiter, o pai e mestre dos deuses, para os gregos é Zeus, aquele que usava seus raios para punir os mortais, esta correspondência pode ser feita pelo poder supremo que ambos encarnam.
No Tarô há uma lâmina que contém o principal arquétipo de Xangô, é a Justiça representada pelo arcano VIII, que é quem encarna a recompensa justa, a distribuição do prêmio e do castigo. A espada de ouro que a justiça carrega assim como o Orixá em sua representação simboliza as lutas necessárias para se conseguir o equilíbrio, que a balança na outra mão indica ser possível.
A palavra de Xangô é a Justiça

Amor e Casamento
O filho de Xangô não gosta de pessoas pessimistas, ele quer alguém ativo e dinâmico, com vontade de manter a relação nova sempre.
Se você é incomum, estimulante, sempre notada ou notado quando entra em uma sala, terá grande possibilidade de ser escolhido(a) por ele(a), pois é o filho de Xangô quem escolhe o seu par.
Encantador e envolvente sabe conquistar, mas o desafio da conquista pode fazer com que ele (a) use a pessoa sem se preocupar com os sentimentos dela. A competição para ele é importante e vencê-la mais prazeroso ainda, o problema é que ele(a) não sabe o que fazer com o troféu e sentir por causa disto frustração no amor.
Para manter um relacionamento estável com o filho(a) deste Orixá é necessária boa harmonia mental, bom humor, perspicácia e sensibilidade. A vida tem que ser levada com diversão e inovação bem dosadas. O filho de Xangô nem sempre é fiel a companheira, mas sempre se mantém fiel ao casamento, esta instituição e sua função legal e social são extremamente respeitadas por ele.
Discussões e desentendimentos são comuns numa ligação com um(a) filho(a) de Xangô, ele não gosta de ser cobrado ou vigiado, embora considere seus esses direitos, é zeloso com o que considera seu e não aceita traições.
Quando mais maduro e vivido torna-se muito mais estável e sincero, é nesta fase da vida que suas relações tornam-se duradouras.

Trabalho e Dinheiro
Sua vida profissional começará cedo, tem a sua disposição carreiras que o coloquem em contato com o público, tais como, vendas, política, advocacia e tudo que seja ligado à justiça, mercado financeiro e administração de bens de terceiros também lhe cabem.
Mas, qualquer que seja a atividade ele(a) lutará pra ter reconhecimento e destaque.
Embora seja desorganizado é exigente e rigoroso com seus comandados, que geralmente são leais e produtivos, pois apesar de sua severidade sabe como premiar e motivar aqueles que rendem bem. É crítico, mas faz as suas observações abertamente e com a mesma sinceridade com que critica distribui elogios a quem os mereça.
Não gosta de projetos a longo prazo pois se impacienta com a espera por resultados, é honesto, esperto e rápido, mas sempre fará tudo as claras, cumprindo sempre com sua palavra.
O filho de Xangô é protegido pela sorte com S maiúsculo, quando tudo parece dar errado no fim o sucesso baterá a sua porta. O problema para ele é saber conservar o que conquista, já que gasta demais com coisas que não constituirão reserva patrimonial.

Saúde
As áreas mais sensíveis para um filho de Xangô, aquelas que ele precisa atender para não ter problemas de saúde são: os quadris, os pulmões, o fígado e os intestinos.
A estafa por excesso de serviço pode comprometer e muito seu desempenho profissional, seus hábitos alimentares também comprometem sua saúde fragilizando seu fígado e intestinos.
Esses desequilíbrios alteram seu desempenho profissional, seu temperamento otimista e entusiasmado, tornando-o pouco inspirado em suas ações e impaciente com a família.



velas de Obá
/Para a linha de  Oba oferece Velas Branca ,cruzada Cor de Rosa e Branca, Vela Cor de Rosa e Branca

O Homem de Xangô
Este homem é um entusiasmado e idealista, tem capacidade de reunir uma multidão em seu redor, seu otimismo cativa as pessoas e as estimula. Cedo se tornará independente de sua família. Trabalhando muito com honestidade conquistará tudo o que merece amparado pela sorte com que seu Orixá lhe abençoa.
Quando as coisas não saem como ele deseja, não se deixa prender pelo desânimo, mesmo tendo que alterar seus planos iniciais, não deixa de acreditar que tudo vai mudar para melhor e quase sempre muda mesmo!
Sua franqueza lhe traz inimizades ou provoca situações embaraçosas, mas ele nunca fala para ferir. Ser franco em excesso é um defeito que deve ser considerado por ele.
Gostam das florestas, dos rios, das montanhas e dos desertos. As pedras são o elemento do qual ele pode se servir para recuperar as forças.
As extravagâncias deste filho estão ligadas ao seu prazer em usufruir das coisas boas que a vida lhe oferece. Convém a ele equilibrar suas despesas com poupança, pois é comum o filho de Xangô ser obrigado a viver uma velhice muito mais modesta do que sua vida na juventude. Manterá quando maduro e na velhice uma aura de juventude, pois conservará seu otimismo através dos anos.

A Mulher de Xangô
Excelente companheira, com forte tino comercial, amante da natureza e da vida ao ar livre, atende sua casa com competência e é uma fonte renovadora com seu eterno positivismo.
Ao contrário dos homens de Xangô, as mulheres regidas por esse Orixá são muito fiéis no amor. Tem paixões honestas e rápidas, mas quando se decide por um companheiro será de uma lealdade a toda prova. Seu companheiro deverá compartilhar com ela sua alegria de viver, a vida ao lado dela é bastante movimentada, com atividades sociais e esportivas bastante intensas.
É sincera, mas nem sempre suas observações são cautelosas, fala sem pensar e isto pode lhe criar situações embaraçosas já que alguém poderá se sentir ofendido com comentários impensados, porém nunca intencionais.
Com o tempo e a maturidade aprenderá a ser mais diplomática e a medir mais suas palavras.
De personalidade forte e independente a mulher filha de Xangô, não gosta de ser mandada, às vezes precisa de um pulso firme para ser controlada.
De temperamento sincero e ingênuo pode ser vítima de desilusões desde cedo, o que forjará uma atitude de desconfiança em relação aos homens.
Detesta serviço doméstico, mas será boa dona de casa, pois odeia mais desorganização e sujeira, um ambiente limpo e bonito a faz se sentir muito bem.
Com os filhos é mais companheira que educadora, dela eles recebem estímulos, aprenderão a ser francos, otimistas e honestos, mas sua disciplina deixará a desejar.



Publicado em Orixás | Comentários desativados em OBÁ

o uso das velas

o uso das velas
As cores vibram em diferentes freqüências energéticas, e têm significados simbólicos
que podem mudar de acordo com a religião, a cultura, o país e
as crenças pessoais.
Listamos aqui alguns dos significados associados às cores:

Cores de velas

A vela branca:
representa a pureza e sinceridade. É utilizada para obtermos paz de espírito,
harmonia, equilíbrio em nossas casas. Acende-se quando se deseja paz,
limpeza, cura, reconciliação, harmonia e iluminação.
A vela vermelha:
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força,
ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos relacionados
à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e evolução rápida
dos acontecimentos.
A vela violeta ou lilás:
deve ser acesa quando há necessidade de transmutar as energias,
transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição,
combater o “stress” e acalmar-se.
A vela laranja:
deve ser acesa para ter força mental, aumentar a confiança,
a criatividade, o entusiasmo, o poder de atração e obter sucesso
nos empreendimentos.
A vela rosa:
representa a beleza, o amor, a moralidade. Deve ser usada em
assuntos amorosos para fortificar relacionamentos afetivos.
Boa cor para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.
A vela verde:
simboliza a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio. Deve ser acesa quando se desejar
a cura física e espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.
A vela Amarela.
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação,
força, ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos
relacionados à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo
e evolução rápida dos acontecimentos.
A vela azul:
deve ser acesa quando se deseja adquirir calma, serenidade,
sabedoria,
desenvolver e trabalhar poderes paranormais, sensitividade,
intuição e
ter expansão nos projetos.
Velas para caboclos Role a barra lateral para ver as imagens de caboclos.














velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296

[envira-gallery slug="loja-fisica"]

Loja Virtual

Click aqui

Mensagem das velas.


Velas que não acedem prontamente:
Indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para
ancorar.
O astral ao seu redor pode estar
“poluído ou carregado”.
Vela queimando com chama azulada:
O anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido
terá algumas mudanças.
Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo
já está à caminho.
Vela queimando com chama amarelada:
A sua felicidade está próxima.
Vela queimando com chama vermelha:
O seu pedido está sendo realizado.
Vela queimando com chama brilhante:
Você está tendo êxito no seu pedido.
Chama que levanta e abaixa:
Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo.
Sua mente
pode estar um pouco tumultuada.
Alerta para firmar o seu pedido.
Chama que solta fagulhas no ar:
O anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá
ter algum
tipo de desapontamento antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido
se realizar,
você sofrerá algum pequeno aborrecimento.
Chama que parece uma espiral:
Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está
levando sua mensagem.
Mas, cuidado, não faça
comentários de seus desejos, pois tem gente
por perto querendo
atrapalhar os seus pedidos.
Pavio que se divide em dois:
Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.
Ponta de pavio brilhante:
Sorte e sucesso no seu pedido.
Vela que chora muito:
O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, você está muito
emotiva, e sem forças.
Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta:
O anjo pede mais oração.
Se a vela apaga, depois de acesa
(sem vento por perto):
O anjo ajudará na parte mais difícil do pedido,
o resto cabe à
você resolver.
Acenda mais duas velas,
para reforçar o pedido.
Chama enfraquecida:
É preciso reforçar o seu pedido.
Chama que permanece baixa:
Dê tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa para receber o que tanto
deseja. Indica que você
não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.
Chama que vacila:
Indica que o pedido se realizará, mas
antes ocorrerá alguma
transformação necessária.
Quando se acende mais de uma
vela e uma das
chamas está
mais brilhante do que as outras:
Indica boa sorte.
Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas ESTÃO altas e brilhantes:
Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo
em seu pedido.
Quando a vela queima por inteiro:
seu pedido foi plenamente aceito.
Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado:
indica que seu pedido está se concretizando.
Quando a vela termina de queimar e sobra cera
esparramada no prato,
sem queimar:
É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou,
pois existe energias
negativas
atrapalhando.
Quando terminar de queimar, então acenda outra e
agradeça ao seu Anjo.
Tipos de Velas / Velas de 7 dias Coloridas.
As cores vibram em diferentes freqüências energéticas, e têm significados simbólicos
que podem mudar de acordo com a religião, a cultura, o país e
as crenças pessoais.
Listamos aqui alguns dos significados associados às cores:
Cores de velas
A vela branca:
representa a pureza e sinceridade. É utilizada para obtermos paz de espírito,
harmonia, equilíbrio em nossas casas. Acende-se quando se deseja paz,
limpeza, cura, reconciliação, harmonia e iluminação.
A vela vermelha:
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força,
ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos relacionados
à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e evolução rápida
dos acontecimentos.
A vela violeta ou lilás:
deve ser acesa quando há necessidade de transmutar as energias,
transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição,
combater o “stress” e acalmar-se.
A vela laranja:
deve ser acesa para ter força mental, aumentar a confiança,
a criatividade, o entusiasmo, o poder de atração e obter sucesso
nos empreendimentos.
A vela rosa:
representa a beleza, o amor, a moralidade. Deve ser usada em
assuntos amorosos para fortificar relacionamentos afetivos.
Boa cor para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.
A vela verde:
simboliza a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio. Deve ser acesa quando se desejar
a cura física e espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.
A vela Amarela.
deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação,
força, ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos
relacionados à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo
e evolução rápida dos acontecimentos.
A vela azul:
deve ser acesa quando se deseja adquirir calma, serenidade,
sabedoria,
desenvolver e trabalhar poderes paranormais, sensitividade,
intuição e
ter expansão nos projetos.
Mensagem das velas.
Velas que não acedem prontamente:
Indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para
ancorar.
O astral ao seu redor pode estar
“poluído ou carregado”.
Vela queimando com chama azulada:
O anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido
terá algumas mudanças.
Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo
já está à caminho.
Vela queimando com chama amarelada:
A sua felicidade está próxima.
Vela queimando com chama vermelha:
O seu pedido está sendo realizado.
Vela queimando com chama brilhante:
Você está tendo êxito no seu pedido.
Chama que levanta e abaixa:
Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo.
Sua mente
pode estar um pouco tumultuada.
Alerta para firmar o seu pedido.
Chama que solta fagulhas no ar:
O anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá
ter algum
tipo de desapontamento antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido
se realizar,
você sofrerá algum pequeno aborrecimento.
Chama que parece uma espiral:
Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está
levando sua mensagem.
Mas, cuidado, não faça
comentários de seus desejos, pois tem gente
por perto querendo
atrapalhar os seus pedidos.
Pavio que se divide em dois:
Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.
Ponta de pavio brilhante:
Sorte e sucesso no seu pedido.
Vela que chora muito:
O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, você está muito
emotiva, e sem forças.
Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta:
O anjo pede mais oração.
Se a vela apaga, depois de acesa
(sem vento por perto):
O anjo ajudará na parte mais difícil do pedido,
o resto cabe à
você resolver.
Acenda mais duas velas,
para reforçar o pedido.
Chama enfraquecida:
É preciso reforçar o seu pedido.
Chama que permanece baixa:
Dê tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa para receber o que tanto
deseja. Indica que você
não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.
Chama que vacila:
Indica que o pedido se realizará, mas
antes ocorrerá alguma
transformação necessária.
Quando se acende mais de uma
vela e uma das
chamas está
mais brilhante do que as outras:
Indica boa sorte.
Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas ESTÃO altas e brilhantes:
Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo
em seu pedido.
Quando a vela queima por inteiro:
seu pedido foi plenamente aceito.
Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado:
indica que seu pedido está se concretizando.
Quando a vela termina de queimar e sobra cera
esparramada no prato,
sem queimar:
É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou,
pois existe energias
negativas
atrapalhando.
Quando terminar de queimar, então acenda outra e
agradeça ao seu Anjo.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.
Não damos consultas:
via whatsapp ou via E-mail.



Publicado em Velas | Comentários desativados em o uso das velas

O Templo Que Vos Acolhe


O Templo Que Vos Acolhe
(Amados filhos,
Vosso Templo não existe “ao acaso”. Ele foi planejado e construído no plano astral bem antes de existir no plano físico. Portanto, a construção material não é apenas um amontoado de tijolos, telhas, cimento…Isso tudo aqui, está impregnado de matéria astral, de cor, de som e principalmente de energia
resplandescente, da qual vossos olhos físicos não conseguem comensurar a dimensão e beleza.
Cada objeto aqui dentro é sagrado, pois seu uso é exclusivo para os rituais que também são sagrados. Mesmo os restos que destinais ao lixo, serviram para o “sagrado” e deles, antes que se descarregue na natureza, são retirados pelos responsáveis no mundo espiritual, toda matéria sutil que pode ser reaproveitada. Portanto meus filhos, mesmo ele merece, antes de rejeitado e despachado, ser reverenciado e agradecido por ter vos servido.
Que se dirá então do chão que vos suporta a matéria? Do teto que vos cobre, das paredes que vos defendem das intempéries? E muito mais, acaso tendes idéia meus filhos amados, da importância do “Congá”? Tendes acaso, noção do “sagrado” que ele representa dentro do Templo?
Cada partícula que compõe a matéria de cada objeto dele, está impregnada de energia consagrada pelas hostes que vos amparam, para que possam transmitir e ou transferir a todos que direcionam a ele apenas um olhar, algo muito além de um alento.
Por isso tudo meus filhos, vos solicito “respeito” por cada objeto do local. Lavai vossas mãos, serenai e limpai vossas mentes antes de tocar nos objetos sagrados, pois algo de maior além do que vossos olhos podem ver, ali está. Não deturpai essa energia em nome de vossa pressa maquinal ou porque vossa turva visão ainda não consegue conceber o duplo etéreo de tudo isso. Muito menos porque não possui a beleza ou sofisticação a que estais acostumados a exibir nos objetos que tendes em vossos lares.
Sendo o Templo que vos acolhe um local sagrado, sagrada deve ser vossa postura dentro dele. Adentrai a ele com a mente serena, com corpo limpo e com o coração em traje nupcial.
Lembrando que além do plano material, acima e além dele, em estado mais sutil, mais diáfano está a construção astral onde tudo acontece e a energia se transforma. Ali seres, cujo corpo é de energia, transitam e trabalham absorvendo o que vem do “alto” mas em grande grau de dependência da energia gerado em vosso ambiente físico. Cada palavra, cada pensamento, cada atitude tem uma repercussão em maior ou menor grau no plano astral, que vos responsabiliza da mesma forma, pelo que possa resultar.
A alegria de servir à caridade não condiz com a irresponsabilidade de transformar o que é sagrado em ambiente desorganizado. Que se mantenha o que é preparado muitas horas antes de vossa presença, pelo tempo que se fizer necessário mesmo depois que vos retirais do ambiente.
Que vossas mentes irrequietas e vossos corpos ansiosos possam se fazer dignos, não só de adentrar neste ambiente sagrado, mas sobretudo, de mantê-lo adequado e digno do trabalho tão grandioso que aqui se faz.
Paz em vossos corações. Serenidade em vossas mentes.

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296


Mensagem de Preto Velho (para Umbandistas e afins)
A vidência, não deve ser encarada como um “buraco de uma fechadura”
Onde qualquer um olha, vê e fala o que deseja sem medir as consequências de seus atos
A vidência, como qualquer outra faculdade mediunica, deve ser encarada com responsabilidade e bom senso
Devendo a mesma ser utilizada somente quando necessário e não a titulo de adivinhação, mas sim, de caridade com nosso semelhante
Lembrando as palavras do saudoso Caboclo Mirim:
“Umbanda é coisa séria, pra gente séria”
E na qualidade de espíritos em evolução que todos somos arriscamos completar:
“Mediunidade não é jogo de exibicionismo, mas sim, dom divino que dever ser conduzido com bom senso, responsabilidade e humildade”

PAI ANTONIO DAS ALMAS


“Numa gira de Preto Velho uma moça em desespero foi pedir ajuda a um “nego véio”:
– Pai, gostaria que vós me ajudasse! – murmura a moça.
– Pode zim falá fia, nego tá zim inscutando vóis micê.
Responde o nego, com seu jeito todo amoroso e simples.
– Sabe Pai, não sei mais o que fazer com meu marido. Ele anda muito bravo, me tratando mal e eu não sei mais o que fazer. Estou a ponto de separar-me. Não aguento mais tanto sofrimento.
Desabafou a moça já em prantos.
E o nego ficou mudo popr um instante e logo disse:
– Fia vai pro seu casuá e na próxima gira de nego, zim fia traiz uma rosa branca pra nego. Mais zim vóis mi cê que tem que coiê!
E assim foi feito. Na semana seguinte a moça voltou com a rosa e pois no pé do nego e logo disse:
– Fia como é que zim vóis mi cê coieu essa rosa?
– Ah Pai! Com muito cuidado pra não furar o dedo e com muito amor pra vós!
Sem mais nada a dizer o nego respondeu:
Intão zim fia, é assim que vóis mi cê tem que tratar seu “homi”, com muito cuidado pra não si machucá e dar muito amor pra ele. Por que mais espinhoso que as veis ele é com vóis mi cê no fim ele é belo e frágil como esta rosa!”
(Extraído do livro Cartilha de Umbanda).

O que é um terreiro de Umbanda?

Para começar, a palavra “terreiro” vem de terra e significa um espaço extenso de terra batida. E, no começo, eram assim mesmo os terreiros: geralmente, localizados em quintais extensos, de terra batida, no qual os médiuns praticavam o seu culto com os pés no chão. E essa tradição de tirar os sapatos dentro de um terreiro se mantém até hoje, mesmo quando os terreiros são feitos de piso, e não de terra. Essa prática é uma forma de se conectar com o chão e com as nossas próprias raízes.
Um terreiro é, portanto, um local onde se realiza a gira, que é o culto religioso da Umbanda. Geralmente, localiza-se em um espaço urbano, e seu espaço interior costuma ser pintado de branco, que é a cor que simboliza a Umbanda e remete à paz.
O tamanho de um terreiro varia. Um terreiro pode ser muito grande e ter muitos médiuns – há terreiros que comportam mais de 50 médiuns, além das pessoas que vão se consultar. Os gastos com o terreiro costumam ser divididos entre os filhos de santo.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Mediunidade | Comentários desativados em O Templo Que Vos Acolhe

O retorno de um médium á casa de onde saiu

O retorno de um médium á casa de onde saiu.

Todos os seres humanos sem excepção, são donos de seu livre arbitrio, donos de escolher seus próprios caminhos, donos de escolher o rumo a tomar pelas encruzilhadas da vida. É um direito outorgado pelo Criador e que a todos abrange.
Esse direito não deve nunca ser contestado por quem quer que seja, pois iria contra a própria natureza, contra as Leis Divinas. E quem contesta, tenta interferir, ou critica seus irmãos pelos caminhos tomados que a seu ver não seriam os mais adequados, sofrerá adequadamente, a ação da Lei Maior e da Justiça Divina nas suas próprias vidas.
A respeito do movimento e da relação das pessoas dentro dos cultos de matriz africana e afro-brasileiros, existem ainda muitos preconceitos. Muitos dos dirigentes das casas de culto, tentam ser donos da vida dos “filhos” de suas casas e de suas próprias tomadas de decisão. Ora, ninguém é dono de ninguém, e cada um é livre de tomar suas próprias decisões, elaborar seus pensamentos e ter sua opnião própria sobre qualquer assunto que seja. Pois por mais desadequadas e negativas que pareçam, cada um é responsável pelas suas decisões, pensamentos, palavras e ações.
Quando um médium sai de uma casa de livre vontade, nada nem ninguém tem o direito de interferir, acusar, maldizer, ou até mesmo como infelizmente se vê em algumas situações, lançar magias negativas para o médium que sai. Tudo isso tem um preço elevado, e no momento certo e na altura certa, a Lei do retorno (implacável que é), devolverá em multiplos e na sua magnitude, todas essas “energias” ao seu criador, ou seja, a quem as enviou, mentalmente, verbalmente, ou até mesmo magisticamente.
Existem situações dessas, em que os dirigentes das casas, quando começam a estar sobre a ação da Lei maior e da Justiça divina, e tudo na suas vidas se começa a desmoronar repentinamente, tentam desesperadamente jogar as culpas nos “filhos” que sairam, tentando culpabilizá-los, inventando o pior e que estes lhes lançaram magias negativas, má sorte, invejas, olho gordo, e toda uma série de maldições que nem caberiam no maior manual de magias negras. Enfim…
Pelo lado contrário, também ocorre infelizmente o mesmo. Sendo nesse caso os “filhos” a acusarem os “pais” por suas desgraças.
Normalmente quando um médium sai de uma casa, sai pela sua própria mudança e alteração de vida familiar ou profissional que já não lhe permite frequentar a casa, ou sai expulso pelo seu mau comportamento (que é raro), ou sai por algo ou alguma situação que o desagradou, desapontou, que tanto poderá ser da parte dos dirigentes como dos “irmãos” da casa. E até mesmo em alguns casos tristes e lamentáveis, poderá ser por causa de alguma “entidade” espiritual.
Há lamentavelmente relatos de situações com supostas “entidades” de lei incorporadas, que são do pior, como:
tratar mal um “filho” ou consulente da casa;
convidar um “filho” ou consulente da casa para sexo;
ameaçar de forma agressiva um “filho” ou consulente da casa;
humilhar perante todos um “filho” ou consulente da casa;
relatar a vida pessoal perante todos, de um “filho” ou consulente da casa;
realizar perante todos, magias negativas contra um “filho” ou consulente da casa;
rebaixar e falar mal perante todos, de um “filho” que saiu da casa;

Isto não são “entidades” de lei. Isto não é Caboclo. Isto não é Preto-Velho. Isto não é Exu.
Isto é apenas uma coisa: ENTIDADES OBSESSORAS DE BAIXO ASTRAL DISFARÇADAS, NORMALMENTE CONHECIDAS POR “KIUMBAS”.
Quando isso acontece em uma casa é triste, porque as entidades verdadeiras de luz já se afastaram, e deixaram a casa e seus dirigentes entregues aos “kiumbas”. Isso acontece, tanto por mau comportamento dos dirigentes, por a casa se ter entregue a magias negativas, por “falsos” dirigentes e não haver fundamentos corretos, nem no lado material nem no espiritual, entre outras e muitas coisas que vão contra a verdadeira “caridade” e “espiritualidade”…
Mais tarde, normalmente estas casas acabam por ser desmanteladas pela ação da Lei Maior e da Justiça Divina. As próprias entidades de Lei dos dirigentes se afastam, deixando-os a sós com a ação kármica. Kiumbas tomam conta do local e dos rituais. Os bons médiuns tomam a decisão de sair, pois começam a não se sentirem bem na casa. Nascem fofocas e intrigas a toda a hora. Os vicios carnais envolvem os dirigentes e os médiuns que ficam. E muitas das vezes surgem doenças (mesmo mortais), que obrigam ao afastamento dos restantes e dos próprios dirigentes. Levando a casa a extinguir-se e a ser purgada pelo fogo espiritual divino, consumindo tudo de negativo no espaço material e espiritual que fazia parte da casa.
A respeito dos médiuns que retornam á casa de onde um dia pelo seu próprio pé sairam, há a dizer o seguinte:
Numa relação, médium – terreiro, depois de um certo periodo de tempo, existe um relacionamento muito parecido com uma relação amorosa, a casa, os dirigentes e “irmãos” espirituais, passam a fazer parte da vida do médium como uma verdadeira familia, uma aliança ou comunhão. No fundo torna-se uma nova vida á parte, com novas obrigações e direitos.
Aquando da saida de um médium, principalmente por decisão própria, este passa a ser visto pelos dirigentes e pela comunidade do terreiro como um “traidor”, especialmente se vai para outra casa espiritual.
Se um dia, se dá mal nessa nova casa para onde foi, e volta á casa de onde saiu pedindo para voltar, além de segundo os fundamentos de muitas casas, começar novamente do “zero”, será sempre visto como um eterno traidor, tal e qual como num relacionamento amoroso, em que um parceiro descobre a traição do outro e lhe perdoa, mas no fundo, nunca vai esquecer a traição, e nunca lhe perdoa verdadeiramente, pois haverá sempre um sentimento de mágoa e a sombra de nova traição.
Nunca mais será a mesma coisa. Os próprios irmãos e dirigentes nunca voltarão a confiar mesmo que o digam. E provavelmente vai se sentir sempre de parte, pois os outros irmãos o farão sentir assim, mesmo que inconscientemente. Nada, nunca voltará a ser a mesma coisa.
Por todas essas razões acima, talvez não seja a melhor decisão voltar á casa de onde se saiu, mas procurar sim uma outra em que se sinta bem, e que veja que segue bons fundamentos de paz e caridade, e que sinta que seja habitada pela luz e bençãos do amado Criador e de Pai Oxalá. Não esquecendo contudo, a lei do livre arbitrio de cada um, e do seu direito de tomar decisões, mesmo que erradas aos olhos dos outros.
São Salvador da Bahia, 3 Dezembro de 1981
(texto de autor desconhecido)

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296




Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Mediunidade | Comentários desativados em O retorno de um médium á casa de onde saiu

O que é um assentamento e para que serve

O que é um assentamento e para que serve
 
Assentamento é o local onde são colocados alguns elementos com poderes magísticos, com a finalidade de criar um ponto de proteção, defesa, descarga e irradiação.
Um assentamento pode ser destinado a uma só força ou poder ou a varias. Mas, em geral, faz-se um para cada força ou poder que se deseja assentar.
Por que assentar uma força ou poder?
Bom, as forças vivem no plano espiritual e os poderes vivem no plano divino da criação e, a partir deles, enviam-nos suas vibrações, auxiliando os trabalhos espirituais que são realizados nos Centros de Umbanda.
Esse auxilio é natural porque se processa religiosamente.
Mas como em um trabalho espiritual vêm pessoas com poderosas cargas negativas, é preciso que exista no plano material pontos de descarga que possam absorvê-las e enviá-las de volta às faixas vibratórias negativas.
Esta é uma das muitas funções de um assentamento de força e de poderes.
A entidade assentada (Orixá ou guia espiritual) tem no assentamento elementos com poderes mágicos, os quais utilizam ativando-os segundo as necessidades do Centro, do trabalho espiritual e dos médiuns.
Em regra, faz-se um assentamento central e daí em diante começa a firmeza de outras forças ou de outros poderes ao seu redor, aumentando seu campo de ação e de atuações.
Se é o assentamento de um Orixá, outros não devem ser assentados ao redor ou ao lado dele, porque cada um é um poder realizador em si mesmo, e dois ou mais assentamentos dentro de um mesmo ambiente criam dois pontos distintos que farão a mesma coisa e o recomendado é que, caso alguém queira assentar dois ou mais guias ou Orixás, então deve reservar um ambiente para cada um, separando-os e isolando-os para que suas vibrações, irradiações, ações e atuações não se misturem e não se confundam. Por isso existem assentamentos e firmezas.
Os assentamentos criam vórtices ou “pontos de forças”, enquanto as firmezas de outros guias e Orixás dotam-no de um maior poder de realização.
Esse aumento de poder de realização deve-se ao fato de que os guias e Orixás firmados ao redor do assentamento central “emprestam-lhe” suas forças e poderes e abrem-lhe seus campos de ações e atuações, aumentando o leque de opções ao guia ou ao Orixá assentado, que lhe repassará atribuições ás quais exercerão com desenvoltura, porque terão no assentamento um poderoso ponto de descarga, de proteção e de auxilio nas suas ações mais profundas.
Normalmente se assentam o Guia-Chefe e o Orixá regente da coroa do dirigente espiritual, assim como ao se Exu e Pombagira guardiã.
Os assentamentos do guia chefe e do Orixá devem estar localizados dentro das construções que abriga o terreiro.
Os assentamentos do Exú e Pombagira guardiã devem ser feitos do lado de fora da construção principal que abriga o terreiro, ainda também possa estar dentro de outra construção de porte menor.
O ideal (ainda que isso nem sempre seja possível) é que os assentamentos dos Orixás e dos guias chefes da direita e da esquerda se localizem em cômodos isolados e com acesso restrito, inacessível ao publico.
Quando o Centro não tem espaço para tanto, ai o recomendado é que se assentam o Orixá e o guia chefe da direita sob o altar e o Exú e Pombagira guardiã em uma casinhola na entrada do terreno que abriga o terreiro.
Centros localizados em terrenos e construções amplas tem mais facilidade para fazê-los. Já nos menores, ai é preciso um pouco de criatividade para fazer assentamentos e as firmezas ao seu redor.
Fonte: Rituais Umbandistas – Oferendas, Firmezas e Assentamentos – Rubens Saraceni – Ed. Madras


Fundamentos da Quartinha
A Umbanda tem sua ritualística própria e dentro das suas peculiaridades está o ritual das Quartinhas.
Ao chegar num Terreiro é muito comum avistar na entrada, sobre o piso ou sobre o portal da entrada, uma QUARTINHA, que significa que o espaço é Sagrado e tem a faculdade de mostrar à primeira vista que se trata de um local de ritual religioso.
O termo QUARTINHA se refere a um recipiente de barro, usado para acondicionar líquidos com capacidade de 250 ml a meio litro. É um dos utensílios indispensáveis nos cultos afro-brasileiros, sendo usado na maioria dos assentamentos e na obtenção dos AXÉS.
Existe um costume praticamente esquecido pela maioria dos Terreiros, pelo qual, quando o filho da casa ou um visitante chega ao Terreiro, se despacha a água da QUARTINHA e coloca-se água nova na mesma. Com essa ação, entende-se que a água está transmutando as energias, dando uma purificação ao ato.
Continue lendo Clique aqui

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296


 
TRONQUEIRA Muitos são, os que chegam em um templo de Umbanda, se assustam com as firmezas existentes na porta. Aquelas casinhas, conhecidas como tronqueiras, que tem como finalidade o assentamento das forças dos nossos exús e Pombagira. A tronqueira é um recurso maravilhoso, colocado pelo astral em prol dos templos de Umbanda, que recebem os assistidos, na sua grande maioria, com seres trevosos à atormentá-los. Este recurso, é no templo, um ponto de força, onde está firmado (ativado) o poder dos guardiões que militam em dimensões a nossa esquerda.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Exu | Comentários desativados em O que é um assentamento e para que serve

O pequeno universo do umbandista


O pequeno universo do umbandista
A riqueza da Umbanda é incontestável. Essa riqueza é percebida nas liturgias, festividades, pontos cantados e tantas outras manifestações encontradas nos terreiros espalhados pelo Brasil. A imensa diversidade constitui – ou deveria constituir um fator de enriquecimento da Umbanda enquanto religião e do umbandista enquanto ser pensante e atuante,
no entanto (e paradoxalmente), esse mesmo fator tornou-se um problema que exige cautelosa reflexão, já que gera controvérsias e desentendimentos internos.
Tanto quanto o Brasil, a Umbanda apresenta diferenças regionais, e não poderia ser diferente, já que dentro de um país continental é natural e até enriquecedor que essa diversidade toda exista – e é possível notá-la até nos menores detalhes: linguagem (em alguns casos parecem surgir verdadeiros dialetos), comidas típicas, costumes, etc.
O universo cultural é vasto, porém quando não compreendido, constitui um problema, e é justamente isso que ocorre quando falamos do universo do umbandista.
O fanatismo religioso não é privilégio de nenhuma seita ou denominação, podendo estar presente em todos os meios sociais, como uma viseira intelectual que impede o seu portador de olhar para os lados ou para o óbvio que descortina diante de si.
Todo sectarismo é burro e todo sectário é cego e apenas repete, feito um autômato, supostas verdades que lhe foram ditadas um dia. Cada templo ou terreiro de Umbanda é único e possui a identidade de seu dirigente e também das entidades que ali atuam, por determinação do astral.
O universo da Umbanda é colossal, mas o universo do umbandista é minúsculo quando ele não se permite olhar além das quatro paredes do seu terreiro.
Nessa situação ele se torna pequeno, sectário, fundamentalista e ignorante, pois despreza a possibilidade de enriquecimento do seu aprendizado, renegando tudo que não seja comum às suas práticas habituais, como se somente elas fossem verdadeiras e válidas perante a espiritualidade.
Certamente existem diferenças litúrgicas entre os milhares de terreiros de Umbanda espalhados pelo país.
Um determinado ritual realizado no Sul pode, sem problema algum, encontrar diferenças de um ritual praticado do Nordeste, e nem por isso será “menos umbandista”. O umbandista que não entende isso não entende também a rica diversidade da sua religião.
Sendo assim, poderia se dizer mesmo umbandista?
A resposta, nesse caso, deve vir após uma reflexão sobre a própria postura diante da religião e diante do se apresenta como novo diante dos olhos habituados a não ver nada além das paredes do templo que freqüenta.
O advento da internet, que possibilita uma comunicação e troca de informação maior entre as pessoas de diferentes regiões revelou um fato inusitado.
Através dos vários fóruns de discussão sobre Umbanda, ficou claro que o umbandista, de uma forma genérica, tem dificuldades em aceitar aquilo que não conhece.
E naturalmente não existe aquele que tudo conhece, visto que a diversidade, como já foi dito, é enorme e varia de acordo com as diferentes regiões.
Não conhecer essa diversidade em sua grandeza não é o problema. O real perigo consiste na dificuldade de aceitar aquilo que não reconhece como verdadeiro, como se apenas o seu pequeno universo fosse detentor da verdade absoluta sobre a prática da Umbanda. Tornou-se comum presenciar nos citados fóruns, a troca nada gentis de farpas entre pessoas que não defendem apenas convicções, mas sim a visão limitada que juram de pés juntos constituir a mais pura verdade sobre a religião, como se possuíssem uma procuração de Aruanda, atestando que a sua Umbanda é mais Umbanda que a do outro e tivessem autoridade para afirmar isso. Adjetivos nada polidos para quem deveria divulgar a Umbanda através do exemplo são proferidos contra irmãos-de-fé, que por não temer expor aquilo que conhecem e tomam como verdadeiro, sofrem verdadeiras humilhações e até perseguições por parte de alguns poucos que se valem da facilidade com que manipulam as palavras para agir dessa forma. Não percebe, este xiita do seu próprio terreiro, que nada mais faz do que expor a fragilidade e a limitação de seus conhecimentos, além de dar munição àqueles que tentam a todo custo denegrir a imagem da Umbanda.
Não se trata, em hipótese alguma, de defender a idéia de uma codificação da Umbanda, longe disso, mas é necessário que se estabeleça uma conduta ética, que pode (e deve) transcender a temática umbandista, partindo para a tão falada e pouco praticada lição do respeito às diversidades. Reconhecer “o outro”, em todas as suas diferenças é praticar a ética, e não temos o direito de reclamar tanto da intolerância das demais religiões se somos intolerantes com aqueles que deveríamos chamar de irmãos.
É óbvio que não devemos generalizar, mas notamos que, infelizmente, muitos umbandistas ainda estão presos ao seu pequeno universo, não aceitando sequer ouvir o que o outro umbandista tem a dizer. São pobres seres isolados em redomas de vidro que chamam de terreiros, universos que deveriam ser tão ricos, tendo em vista a bagagem cultural característica dessa manifestação espiritual, mas que tornam-se pequenos como as mentes que não conseguem enxergar além de suas paredes. A Umbanda é maior que tudo isso, maior que as mentes cegas e maior que os pequenos universos, inversamente proporcionais à prepotência daqueles que advogam verdades supostamente absolutas.
PS: Pode parecer que a imagem escolhida para ilustrar esse texto não tem a ver com o assunto abordado, no entanto, ela retrata, de forma singela, o valor da união.
Douglas Fersan – 2009


Deusa da espada de fogo, dona das paixões, Iansã é a rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, senhora dos cemitérios.
Não é muito difícil depararmo-nos com a força da natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente.
Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora.
Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas. Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural.
É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela.
Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante. Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida.
Orixá da provocação e do ciúme.
Iansã também é a paixão.
Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria desejo de possuir, o desejo sexual.
É a volúpia, o clímax, o orgasmo do homem e da mulher. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão.
A frase “estou apaixonado” tem a presença e a regência de Iansã, que é o Orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados.
É o ciúmes doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão, propriamente dita. Iansã é a disputa pelo ser amado.
É a falta de medo das consequências de um ato impensado, no campo amoroso.
É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente.
Iansã rege o amor forte, violento.
Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns, como se diz no Candomblé.
É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. Iansã é a deusa dos cemitérios.
Ela é a regente, juntamente com Omulú (ou Obaluaê), dos Campos Santos, pois comanda a falange dos eguns. Comanda também a falange dos boiadeiros. Ela é sua rainha.
Como Deusa dos mortos, Iansã carrega consigo o eruxin, feito com rabo de cavalo, para impor respeito aos eguns, bem como a espada flamejante, que faz dela a guerreira do fogo.
É, sem dúvida, o Orixá mais popular e a mais querida no Candomblé


Sou de Oyá
” O vento que te levanta mas o mesmo vento que te derruba ”
Sou ;
– Direta
– Quente
– Intensa
– Objetiva
– Fiel
– Amiga , mãe , irmã , esposa , guerreira pronta para a guerra e sem tempo Ruim , pois sou filha de oyá para eu não existe tempo ruim .
Mas sou vaso ruim de quebrar , sou ventania que suas mãos , seus dedos e Seus olhos não são capazes de me acompanhar eu traço meu destino e não Homem e mulher que mande em mim , sou o homem e a mulher de Minha Casa e minha vida sou bem resolvida comigo mesmo sem se preocupar Com a opinião alheia SIM sou de Oýá olho no olho , coração e alma quente
Não gosto de depender de nada e nem de ninguém , orgulho ?
Não eu não sou orgulhosa mas tenho vergonha na cara sou filha dos ventos
E o vento não depende de outra força para se movimentar o vento Movimenta tudo , e nada movimenta o vento .
Sei ser brisa , quente suave , boa companhia mulher apaixonada
Mas sei ser vendaval , guerreira , pedra no sapato sou do afronto e só não Me provocar e sempre terá o melhor de mim .
Com a ingratidão ja me acostumei , mas ajudo pois deste mundo não se Leva nem a roupa do corpo .
Jamais duvide da capacidade da :
– Borboleta
– Do búfalo
– Dos ventos
– Dos raios
– Do fogo
Posso viver te surpreendendo mas também posso viver te atormentando
Sou aquele sonho quente gostoso em uma noite fria de inverno
Mas também posso ser um pesadelo quente em uma noite de verão
LEMBRE-SE nunca subestime o vento ele pode te fazer levantar
Mas pode lhe fazer cair
Fale- me a piór das verdades
Mas não me conte a melhor das mentiras
Sou assim sou de oyá e este e meu mundo
Bem vindo a meu mundo
( Ekáa abó ayê mi omó Oyá ) eparrei .


Exu morcego é o senhor da magia, um verdadeiro bruxo.
Sempre é solicitado nos trabalhos de desobsessão. Exu morcego recebeu a missão de trabalhar nas esferas mais baixas da ignorância humana, é um grande iniciado conhecedor de manipular a magia.
Tem também como missão guardar os limites dos planos cósmicos, uma missão desse porte só pode ser dada a um grande exu, um exu digno.
Por isso o senhor morcego é uma entidade séria conhecedora dos segredos da evolução, da vida, da transição, das trevas e da luz. Conhece a arte de limpar os carmas de um espírito ou fazer o carma pesar para a reparação dos erros humanos que causam sofrimento da matéria, pois seu trabalho é limpar os parasitas astrais, vampiros e etc….
O exu morcego encaminha essas formas que vampirizam a energia vital das pessoas aqui na terra sugando e atraindo as mesmas para os lugares de onde saíram evitando que essas energias ruins prejudiquem os humanos.
— com Danilo Leao.


Publicado em umbanda | Comentários desativados em O pequeno universo do umbandista

O médium paciente

O médium paciente.
Era mais um dia de trabalho oficial no templo, tudo ocorria conforme o programado. Naquele ambiente harmônico, pouco a pouco, eram atendidos todos os pacientes. Tudo corria dentro da normalidade da rotina do templo, exceto para um doutrinador que trabalhava nos tronos, que naquele dia, passaria por uma grande experiência. Ele trabalhava junto a sua ninfa, que naquela oportunidade incorporava a preta velha: Vovó Catarina das Cachoeiras. A sua atenção
era dividida entre o seu sacerdócio e um médium que se encontrava sentado no banco dos pacientes em busca de atendimento.
Ele se incomodava em vê um médium, que não somente buscava atendimento,
mas perturbava aquele ambiente, proferindo comentários críticos a respeito do trabalho que ali estava sendo realizado.
Pensava o doutrinador: “Como pode um Jaguar se prestar a um papelão deste?!”.
Mesmo incomodado com aquela situação, ali seguiu realizando o seu trabalho. Na hora daquele médium paciente passar, o comandante deu sinal o chamando para um trono que havia sido liberado, ele prontamente se recusou a passar e permaneceu ali sentado aguardando outro trono, que segundo o seu entendimento, era mais adequado para ele.
Isto causou mais indignação naquele doutrinador, que passou a observar aquele médium paciente, “pacientemente”, recusar todos os tronos que eram liberados.
Quando o doutrinador liberou o paciente o qual estava atendendo, viu a expectativa surgir nos olhos daquele médium que ergueu o corpo, insinuando que agora iria adentrar aquele setor de tronos para ser atendido.
O reflexo do doutrinador foi instantâneo, mesmo sem a preta velha pedir a finalização do trabalho, ele se sentou, deixando a entender que realizaria o encerramento daquele trabalho.
Mas não contava com o carinhoso pedido da preta velha:
-Salve Deus, meu filho! Se não for pedir muito, será que este grande doutrinador daria mais uma oportunidade, a esta nega velha, de atender a mais um paciente?!
Sem jeito, e com um sorriso sem graça no rosto, ele se levantou e deu sinal aos comandantes, pedindo que enviassem mais um paciente.
No primeiro momento ele se incomodou um pouco com aquela situação, pois aquele era justamente o médium que ele criticara a postura, mentalmente, mas a situação mudou quando o médium se sentou naquele trono e disse a primeira frase.
Dali em diante, ele parou se incomodar pouco e passou a se incomodar muito, quando o médium paciente, após se sentar, disse: -Tá vendo vovó! É por isso que eu não trabalho mais nesta casa, olha a postura deste doutrinador:
coloca o uniforme e fica aí atrás querendo encerrar o trabalho a hora que bem entender.
Será que ele não aprendeu que quando estamos aqui dentro não temos hora pra sair?! Francamente! Após aquele comentário, que visivelmente, visava atingir aquele doutrinador, ele passou um longo tempo proferindo criticas aos seus familiares, aos seus conhecidos, a doutrina, ao mundo, ao universo, etc…
Foi o mais longo atendimento que já havia realizado aquele doutrinador.
Praticamente todos os tronos já haviam encerrado, quando aquele médium paciente se levantou os comandantes do radar só aguardavam os tronos para encerrar aquele dia de trabalho.
Naquele momento senta o doutrinador, com a cabeça mais transtornada do que poderia se imaginar.
Pressionado por aquela situação de todo mundo os aguardar para encerrar o trabalho, ele não se permitiu se quer, queixar-se da sua dor e ali se prontificou a encerrar o trabalho.
Mas aquela incorporação era perfeita, aquela médium apará havia conseguido uma boa sintonia, tamanha a ponto de fazer uma comunicação precisa naquele momento.
Disse a vovó: -Meu filho! Salve Deus! Você tão pacientemente esperou longas horas para atender aqueles que aqui se sentaram em busca de socorro, então esta vovó gostaria de antes de encerrar este trabalho, poder lhe dizer algumas palavras.
Vós mercê me permite?! Neste momento o doutrinador levanta a sua cabeça e olha a sua volta, mesmo sentindo um peso imenso pela presença de todos olhando para ele, e nitidamente demonstrando a inquietação para que ele encerrasse aquele trabalho, ele responde a vovó, meio sem jeito: -Vovó! Com maior prazer do mundo eu escuto a senhora.
Pra mim é uma felicidade! Mas estão todos esperando o encerramento deste trabalho para encerrarem os trabalhos por hoje no templo.
Então confesso que estou meio desconfortável com esta situação. Vovó Catarina das Cachoeiras:
-Graças a Deus! Eu sei disso meu filho! Sei bem do que se passa neste teu coração bom, porem, não totalmente esclarecido.
Gostaria de lhe mostrar algo que não esta enxergando meu filho!
Perceba que todos estão de alguma forma olhando para você. Mas lá no radar, tem um que se quer olhou para ti fisicamente, mas espiritualmente esteve e está, conectado a ti e a este trabalho que estamos realizando.
Foi quando o doutrinador olhou para o radar e viu três comandantes. O que estava sentado ao meio, discretamente lia uma mensagem em seu celular, enquanto outro tirava um cochilo e o que restava olhava fixamente para a imagem de Jesus, que se alinhara com aquele radar. E assim prosseguia a preta velha… -Esta é a grandeza desta doutrina meu filho!
Esta é a verdadeira contagem espiritual, esta é a peneira que Pai João tanto falava! Você pensava estar aqui sozinho, mas não está! Aquele irmão seu, que se encontra neste momento sustentando a Corrente Mestra na terra, está na sua sintonia, vibre com ele e tente perdoar os demais, pois eles só oferecerão aquilo que eles possuem neste momento.
Ali se formava a verdadeira magia de nosso senhor Jesus Cristo.
Aquela preta velha havia mudado totalmente o quadro mental daquele doutrinador. Agora envolvido no esclarecimento daquela nega velha, ele se mostrou mais receptivo a comunicação que seguiria.
Então continuou a preta velha…
-Meu filho! Graças a Deus! Foi uma conquista muito grande sua poder chegar aqui para receber estes esclarecimentos. Você está pronto para mais um passo em sua vida missionaria. Peço em nome de nosso senhor Jesus Cristo, que eleve os seus pensamentos a vossa Princesa. Vamos pedir a ela que despeje em vosso coração toda a emanação de luz para a perfeita realização de tudo que irá seguir neste instante bendito. Ali a preta velha manipulou por alguns minutos a áurea daquele doutrinador e logo após continuou aquele trabalho de comunicação. -Graças a Deus, meu filho!
Temos agora o padrão necessário para poder entregar-lhe um presente.
Mas não é um presente qualquer, é o presente que você fez por merecer, pois esta foi uma conquista sua meu filho! Graças a Deus! O doutrinador cada vez mais curioso, ouvia atento aquela comunicação, que naquele momento lhe proporcionava muita paz. -Por mais que esta nega veia queira dar muitos presentes aos meus filhos, nada posso fazer se eles não conquistam a sintonia precisa para recebê-los.
Aquele paciente que atendemos agora a pouco, meu filho, é um espirito de luz que aceitou o grande desafio, de mesmo não precisando mais encarnar, vir a terra para ajudar nesta missão.
Naquele momento foi como se explodisse uma bomba no coração daquele doutrinador, ele não baixou o seu padrão vibratório, mas sentiu uma curiosidade como nunca havia sentido antes na vida.
O sentimento foi tão forte que podemos usar um termo bem pejorativo pra descrever o seu espanto naquele momento, foi algo do tipo:
“Para o mundo! Eu quero descer!”. Não se contendo com aquela situação resolveu interromper a preta velha: -Vovó! Mil perdoes pela minha ignorância, mas será que eu ouvi direito: espirito de luz?! Como pode ser possível isto vovó?!
Aquele homem quase não trabalha espiritual. Dizem que ele é da época da Tia, mas nunca o vejo de uniforme.
Ele mora dentro do Vale a muitos anos, e pelo que parece, durante todo este tempo ele sempre fez a mesma coisa: criticar e julgar a vida alheia.
Estou realmente curioso para saber como isto é possível! Então prosseguiu a vovó: Graças a Deus! Meu filho! Você ouviu bem: espirito de luz. Ele assumiu uma roupagem muito difícil, mas isto não muda a sua condição espiritual, pois o seu papel não é desarmonizar, e sim, preparar. Veja bem meu filho!
Um espirito não demonstra a sua evolução pelo o seu comportamento em si, mas pela vibração emitida.
O comportamento, muitas vezes, está diretamente ligado a roupagem, que é totalmente transitória, ou ao carma, isto é relativo. Mas não podemos julgar pelo que vemos, pelo menos quando recebemos a oportunidade de saber que existem mais razões além daquelas que são vistas.
Isto é profundamente o que separa uma pessoa comum de um missionário.
Missionário não é aquele que tenta seguir uma missão, pois muitos tentam, e até querem, mas jamais conseguem. Pois ser um missionário é, acima de tudo, servir a uma missão.
Veja este quadro que esta a nossa volta, meu filho: todos possuem o mesmo corpo físico, a mesma condição. Alguns moram do lado do templo, e mesmo assim, só conseguem pensar em acabar logo com este trabalho para poderem retornar aos seus lares.
Mas existe um missionário aqui presente, um missionário que se apresenta a sua missão:
aquele que recebeu a nobre missão de conduzir, neste dia de trabalho, a corrente mestra junto aos seus irmãos. E mesmo que todos vejam razões para se cansar e se entregar ao cansaço, para ele estas razões estão ocultas, pois ele está integralmente entregue a sua missão neste momento.
Como ele faz isto? Não sabemos! Pois entendemos que toda experiência no corpo físico é única para quem a vive. Para a espiritualidade a única coisa que importa é a vibração que ele emana.
E mesmo que o comportamento possa estar sendo mal visto no mundo físico, o mesmo pode não está acontecendo nos mundos espirituais.
É o caso daquele paciente, que meu filho pré-julgou aqui. Perceba meu filho! Ele vive sozinho, quase nunca trabalha espiritual.
Mas não se perde no mundo das drogas, do álcool, e o que é mais notório, não deixa este Vale quase nunca, mesmo com as multidão de gente vibrando pra ele deixar.
Ele é um grande missionário, pois tem repetido aqui por muitos anos o mesmo comportamento, sendo em todas estas vezes, hostilizado pelos médiuns que se apresentam nestes trabalhos para servir.
E você sabe por que ele assumiu esta missão meu filho?! Porque assim como ele faz, muitos espíritos de Jaguares o farão, porem, não com a mesma regularidade.
Muitas vezes entrarão aqui espíritos de Jaguares muito difíceis, e só terão uma única oportunidade para ingressar nesta missão.
Se não houver mestres preparados, assim como hoje você esta se preparando, talvez eles não tenham outra chance de evolução.
É graças ao trabalho missionário destes espíritos, que assumem uma roupagem tão difícil, que a preparação fica mais fácil, pelo menos para alguns, meu filho! Vão se passar os seculos e serão poucos os que compreenderam por que Tia Neiva conseguiu superar tantas barreiras e construir este Vale do Amanhecer.
Mesmo a reposta parecendo tão obvia, ela se torna mais complicada na pratica, na vivencia do dia a dia: SERVIR A MISSÃO! Mas servir a missão mesmo! Sem se deixar abater pela critica, pela perseguição, pelas forças contrarias…
Você mesmo não concordando com o comportamento que assistia, e mesmo julgando mentalmente, não perdeu a sua conduta doutrinária, e apesar dos escorregões, conseguiu concluir um grande atendimento neste trabalho. Nunca deixe uma oportunidade fugir de suas mãos meu filho, pois Pai Seta Branca já avisou: “Não é a quantidade, e sim, a qualidade…”. A casa esta cheia no físico, mas a contagem espiritual esta em outra frequência.
Enquanto alguns buscam ser vislumbrados aqui dentro, os missionários brilham aos olhos de Cristo Jesus. Entendeu meu filho?!
Doutrinador
: -Perfeitamente vovó! Eu só vou levar um tempo para me entender, entender de onde vem tanta ignorância…
Vovó Catarina das Cachoeiras: -Graças a Deus, meu filho! Não se preocupe, meu filho, você tem a vida inteira pra isto! Esse é o amor dos justos! O que faz nascer no coração do homem o seu real objetivo na terra: Conhecer a si mesmo! Graças a Deus!
Salve Deus! Por um eterno lutador de um dia fazer jus a honra de ser chamado de doutrinador!
Ass: Jaguar Mestre Luz Deste Amanhecer
Mensagem de Pai Manoel de Angola.
Adorei as Almas!

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296



Salve nosso querido Preto Velho, Pai Manoel de Angola!
“Todo devem ser gratos, por serem perfeitos, porque nosso Pai Oxalá fez de todos os seus filhos obras primas, todos nesse terreiro deveriam agradecer por poderem enxergar, ver a luz do Sol e da Lua, também por escutar, abrir a janela e conseguir ouvir o canto dos pássaros, pelas duas pernas que levam a toda parte, porque se olharem em volta verão muitos que não tem algum membro, ou não enxergam, e todos aqui tem motivos para se alegrar pela perfeição oferecida a vocês pelo nossa Pai Oxalá. Ninguém aqui é mais do que o outro para julgar o próximo, devemos tomar os atos errados dos outros como exemplo, e sempre ao testemunharmos algum ato ruim, devemos toma lo como exemplo, e pensar que jamais repetiremos aquilo, vocês tem que apreender a se policiar, tomando as atitudes erradas do Mundo como um mau exemplo, o qual não devem seguir, mas sem julgar ou apontar o dedo incriminador.
Não carreguem ódio ou desem o mal ao próximo, porque o próximo é você mesmo, ou seja, sempre que pedem mal a alguém com rancor e ódio no coração, a pessoa afetada é você mesmo, a justiça divina faz com que o teu desejo carregado de más intenções volte, para que a pessoa possa ver o quão ruim foi a própria maldade. A língua deve ser mantida atrás dos dentes, pois ao fazer candonga (fofoca e intriga), isso volta para você e até mesmo para aqueles que você ama!
Sinto muito se não posso dar tudo aquilo que eu gostaria de oferecer a vocês, porque só posso dar aquilo que é de merecimento de cada um, mas enquanto não podem ter aquilo que almejam, eu os fortaleço e protejo para que um dia, de acordo com o merecimento, possam alcançar seus sonhos e aquilo que almejam , lembrem se que o amor, bondade e caridade feita de coração, evolui vocês espiritualmente e Oxalá oferece em dobro aquele seu gesto para com o próximo, amem a todos, amem e amem sempre! Pois é só por meio do amor puro e verdadeiro é que vão construir ou reparar, perdoem a quem ofendeu a vocês, não retribuam com mais brutalidade, mas sim com amor. Oxalá não da cruz pesada a ninguém, se estão passando por algum problema ou dificuldade é porque são fortes mais que o suficiente para superar, fracos são os que desistem, pois nas dificuldades Oxalá está carregando vocês no colo, tem que enfrentar tudo de frente, com fé, coragem e amor.
Sempre que me reúno com os outros preto velhos mentores de outro terreiros, eles me perguntam o que eu faço para ter filhos tão maravilhosos, e eu sempre respondo que tenho sorte pela filharada que tenho e que sempre procuro fortalece los para as intempéries.
Peço perdão se minha palavras ofenderam alguém, agradeço por todo o carinho de meus filhos, saravá!.”


Negro Tomas, um escravo que veio de Congo na divisa com Angola no território africano, em chegado ao Brasil pelos mercadores de escravos, o mesmo fora levado ao mercado de negros e por se tratar de um negro bem apanhado fora comprado por um senhor de engenho o qual tinha escravos que se utilizava de fugas e sabendo que o negro tomas seria da milícia de Congo o mesmo fará incumbido a caça-los, fora então o negro Tomas empossado como um caçador de negros que utilizavam de fugas para se livrarem dos trabalhos, mandado a um *Quilombo no interior de Minas Gerais negro Tomas não podia ser seus conterrâneos Africanos nos estados de abandono em que se encontravam, porque o negros que fugiam eram então levados aos Quilombos e açoitados quase ate a morte, negro Tomas se compadecendo dos mesmos passou a ajuda-los com terapias de ferimentos utilizando o que dispunha na época, ervas, graça animal e até água, mas não podia ele Tomas, ficar cuidando dos seus pois sua incumbência era exatamente o oposto, caça-los e castiga-los, fazia ele então o que os senhores o mandava, saia a procura dos escravos fugitivos e ao encontra-los, na maioria das vezes todos em estado lastimável de saúde, o levava para Quilombos mas ao invés de os castigarem começava ele, negro Tomas, a orienta-los de como agiriam para poderem terem seus “irmãos” livres, começou ai então uma rebelião nacional dos negros fugitivos, Tomas passou então a ser visto pelos negros como um salvador da escravidão a que eles estavam expostos. Tomas não recebia salário pelos préstimos aos senhores fazendeiros e proprietários de negros, apenas tinha “regalias” para um negro da época, era respeitado pelos milicianos da força nacional pois tinha vasto conhecimento na região em que atuava e se valendo deste conhecimento e destas “regalias” tentava impedir ao máximo a entrada de outros caçadores na floresta onde existiam tais quilombos. Era Tomas um negro bastante religioso e dizia sempre que um dia o Sinhozinho Jesus Cristo os libertaria daquela escravidão e da vida de mentiras em que ele Tomas estava envolto, mal sabia ele Tomas, que para sua infelicidade no meio dos negros ao qual ele próprio “capturou” e o levou ate um quilombo havia um ao qual por inveja de suas “regalias” com os brancos e sua autoridade com os negros, viera a denuncia-lo para os senhores de engenhos e fazendeiros o qual não tiveram perdão, mandaram os feitores prender Tomas e o negro ao qual fora o denunciante, ao denunciante mataram friamente e a Tomas o Açoitaram até a Morte, ou até ele proferir suas ultimas palavras: SINHOZINHO JESUS CRISTO VAI ME LIBERTAR..


Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Mediunidade | Comentários desativados em O médium paciente

O Médium Esquece

O Médium Esquece…
mediuns umbanda
O Médium Esquece
Antes de falar do médium, vamos falar das pessoas num contexto geral.
Quantas pessoas chegam e vão embora, entram e saem, visitam e somem dos terreiros? Inúmeras pessoas são assim, não sabemos de onde vem nem muito menos para onde vão.
E se observarmos bem, as pessoas da assistência de hoje serão os médiuns de amanhã.
O médium que será trabalhado hoje no terreiro, um dia esteve na mesma situação dessas pessoas, ou seja, sentado na assistência com inúmeros problemas ou dificuldades (cargas negativas, pensamentos de baixa vibração, sem emprego, doente, etc..)e acredito com toda a fé do mundo esperando para ser atendido crendo naquela entidade que lhe dará um passe o intuito de melhorar, evoluir crescer e resolver seus problemas e suas dificuldades.
Mas o que acontece neste cenário?
A pessoa que estava passando por dificuldades começa a encontrar soluções e consegue se erguer aos poucos, erguendo-se ela começa a frequentar com assiduidade, claro que isso em alguns casos.
Então aquela pessoa que está na assistência sente-se deslumbrada com a Umbanda e inicia o seu processo de trabalho dentro deste terreiro.
E claro esse irmão se tornou o tão famoso Médium
Como se todos nós não fossemos, mas tudo bem não é o momento para discutir isso.
O médium entra no terreiro e inicia o seu processo de aprendizado, adequação e crescimento, mas vem algo agregado muito comum em alguns casos.
A VAIDADE.
Já é o primeiro sinal de que o médium esqueceu o motivo pelo qual um dia foi ao terreiro.
Tempo esse que ficou na assistência pedindo auxílio nas suas dores.
Mas o médium continua frequentando, trabalhando, mas agora dizendo: Eu sou médium umbandista.
Todo orgulhoso porem somente dentro do terreiro pois fora dele não assume a sua religião de forma honrosa mas tudo bem.
Espere um pouco cadê a parte da humildade do médium? Eu acho que se perdeu em algum momento da sua caminhada e não percebemos.
Ah! Encontrei, eu estava atento e percebi que essa humildade foi perdida quando seus “problemas ou suas dificuldades foram resolvidos ou pelo menos amenizadas, e hoje com o problema ou dificuldades menores ou até mesmo sem problemas “ele é outra pessoa”.
E quando alguém chega a assistência com as mesmas dificuldades ou piores que a dele, então o Super-Médium faz o que? Ele ajuda? Não.
Ele geralmente levanta seu dedo e julga, critica, e se acha no direito de imaginar, que é uma pessoa do que aquela que está na assistência, onde precisa simplesmente de ajuda, da mesma forma que um dia ele precisou quando era assistente.
Na maioria das vezes, esquecemo-nos disso, não é? O meu momento ruim passou, graças a Deus, não vou olhar o passado. Pois bem irmãos, más como diz o velho ditado. “Dor de dente não dá uma vez só”. Então por que julgar e apontar contra aqueles que estão sentados na assistência?
Se um dia aquela cadeira que está sendo ocupada por este assistente foi ocupada por você. “O Médium”.
“Amigo médium ao entrar no terreiro com os bancos vazios olhe com o coração e você ira se ver ali sentado como outrora ficou”. Hoje você está do lado de dentro, não esqueça que você veio do lado e fora também.
Texto Original:
Danilo Lopes Guerra
Alterações do texto: Leo Hipias
 


Zé Pilintra é um Baiano sim senhor, por trabalhar muito ligado a linha do descarrego, muitas pessoas confundem sua verdadeira identidade, mas o mistério continua, pois quem poderá dizer se um dia Zé Pilintra não foi um Exú?, não vou confundir você querido irmão, mas muitas entidades em seu campo evolutivo passaram de uma potência vibratória para outra, muitos Pretos Velhos ja foram Baianos, e assim vai, pois não podemos de forma alguma pensar que as entidades não estiveram presentes em outras encarnações.
Então acreditamos que baseado em muitos estudos que a vibração maior de nosso querido Zé Pilintra está no Povo da Bahia, então vamos falar um pouco dessas queridas entidades.
Os Baianos formam esta linha espíritos de pessoas que viveram no Estado da Bahia ou estados do nordeste, próximos à Bahia. Os Baianos trabalham na orientação material ou espiritual, desmancham trabalhos de magia negativa, nos ajudam no desenvolvimento mediúnico, nos assuntos e desavenças matrimoniais, nos assuntos profissionais, etc.
Os Baianos são muito comunicativos e muito brincalhões, usam bebidas alcoólicas e cigarros em seus trabalhos (não fumam os cigarros, fazem defumações com eles). O Baiano depois de um determinado período de comparecimento aos trabalhos, transforma-se em verdadeiro amigo e confidente e neles depositamos imensa confiança. A origem dos Baianos é normalmente a Quimbanda e são grandes conhecedores do que por lá é praticado. Usam hoje esses conhecimentos no combate direto as forças do mal, desmancham feitiços, quebram demandas, etc. Nunca andam sozinhos, o que os torna poderosos no combate ao mal.
Os Baianos são poderosos aliados da Umbanda e grandes amigos de seguidores ou praticantes do culto. Eles ajudarão qualquer pessoa em tudo o que for permitido praticar em nome de Deus, eles estarão sempre ao seu lado, desde que você não tenha má índole. Quando uma pessoa não é correta e os procura pedindo ajuda, vão ouvir deles o que não gostam de ouvir. Baiano não tem osso na língua, o que ele tiver que falar a uma pessoa, ele o fará, goste a pessoa ou não. O objetivo dessa conduta é apenas um, ajudar aos homens a andar direito na vida. Baiano de terreiro, como é chamado, “não pactua com vagabundos”. Ao menos os Baianos verdadeiros agem dessa forma, não fazem conchavos de qualquer espécie.
A Linha dos Baianos sempre foi para nós de um valor imenso, a amizade que sempre demonstraram, os puxões de orelha que sempre nos deram na hora certa, corrigindo nossos defeitos e nossa conduta e as provas que sempre nos deram, sempre aumentaram a nossa fé, enfim: aos Baianos devemos muito.
Entre eles, existe uma amizade muito grande, um é irmão do outro. A Linha dos Baianos não é propriamente só dos Baianos. Os espíritos com conhecimentos de magia que viveram nos estados do nordeste também comparecem na linha dos Baianos, embora não tenham vivido sempre na Bahia.
Como exemplo, há alguns anos foi trazido a um trabalho de Baianos, uma entidade que se apresentou como Salustiano, nitidamente um espírito de evolução mais baixa, que informou ter sido um cangaceiro, nascido na cidade de Exu, em Pernambuco. Porém, essa entidade embora não seja um baiano de origem, trabalha no meio deles e deixou isso claro cantando o seguinte ponto:
“O meu pai foi do tumbeiro e me criou lá no cangaço,
Na cidade de Exú terra que dá muito macho
Me chamo Salustiano e eu sei bem o que faço
É na linha de Baiano, vim aqui corta embaraço”
Essa é a prova que nem todo Baiano que se apresenta como tal, viveu na Bahia, podem ser pernambucanos, alagoanos, cearenses, etc. Uma coisa só lhes é peculiar: todos eles quando encarnados eram praticantes da magia negativa. Hoje usam esses conhecimentos para combater o mal, valendo-se da inversão dos pólos.
Consideramos a linha dos Baianos, não somente uma linha de trabalhadores amigos mas sim, uma das linhas mais fortes que existe na Umbanda. Não conhecemos feitiço que não desmanchassem, não constatamos situação que não resolvessem.
Que a Divina Luz esteja entre nós

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Mediunidade | Comentários desativados em O Médium Esquece

Escrava Anastacia

Escrava Anastacia.
Anastacia (martir e escrava)
Cultuada no Brasil como santa e heroína, considerada uma das mais importantes figuras femininas da história negra, a saga da escrava Anastácia ainda tem o poder de nos emocionar. Muito bonita, tornou-se objeto de desejo e obsessão do feitor de sua fazenda. Por nunca ter aceitado o assédio do rapaz, foi violentada e condenada a viver com uma máscara no rosto, que era retirada apenas durante as refeições. Morreu no Rio de Janeiro depois de anos de agonia. Os restos mortais estavam na Igreja do Rosário e sumiram após um incêndio, fazendo com que a crença popular tornasse a moça um mito religioso, capaz de realizar, ainda nos dias de hoje, verdadeiros milagres. Por isso, muitas entidades, ligadas não somente às lideranças negras, femininas ou masculinas, como as comunidades religiosas afro-brasileiras, particularmente as ligadas à religião católica, estão unidas no propósito de solicitar ao Papa, a beatificação da escrava Anastácia.
A verdade é que pouco se tem comprovado da vida desta mulher.
Alguns autores colocam em dúvida a sua existência real, atribuindo a criação de um mito com sua imagem, a partir do desenho do artista Etienne Victor Arago, representando escravos mineiros que eram obrigados a usar a máscara de ferro para que não ingerissem pepitas de ouro durante o trabalho forçado na mineração. Outros afirmam que ela era filha de Delminda, negra da tribo Bantú, mais precisamente da família real Galanga, trazida para o Brasil em 1740, junto a um carregamento de 112 escravos. Delminda, que era uma jovem muito formosa, ainda no cais do porto foi arrematada por mil réis, pelo feitor Antônio Rodrigues Velho. Como era comum à condição das escravas negras, foi também violentada, ficando grávida de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, sua filha, possuía olhos azuis.
Vendida grávida para Joaquina Pompeu, a mãe de Anastácia deu a luz à menina, ainda no mesmo ano, no dia 12 de maio. Crescida, tornou-se objeto de adoração do filho de sua dona, Joaquim Antônio. O rapaz fazia de tudo para ter a moça, inclusive ofereceu dinheiro para ela deitar-se com ele, mas ela recusou-se terminantemente. Por nunca ter permitido a aproximação de Joaquim, foi perseguida, violentada e obrigada a usar a máscara. Dizem que as mulheres e as filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da negra. Durante alguns anos viveu desta maneira, morrendo no Rio de Janeiro em data incerta.
Sua história foi recuperada em 1968, quando a Igreja do Rosário, no Rio de Janeiro, fez uma exposição em homenagem aos 90 anos da Abolição e nela estava o retrato pintado de Arago. Neste momento, começou a ser considerada milagreira e hoje tem cerca de 28 milhões de fiéis. Existe um santuário em sua homenagem, em Vaz Lobo, um bairro no Rio. A imagem com a máscara de ferro ficou famosa no mundo inteiro, inspirando até o diretor americano Jonathan Demme no seu filme “A Amada”, realizado em 1999 e estrelado pela apresentadora Ophray Winfrey.
Resumindo:
Anastacia princesa bantu da angola que cresceu em Abaeté na bahia foi castigada e suplicada por afirmar que era livre ate morrervitimada pela grangrena produzida pela gargantilha de ferro que lhe impulseram no pescoço . Foi enterrada na igreja de nossa senhora do rosarios dos pretos no rio de janeiroe alforriada apos sua morte.
O espírito de Anastácia é dotado de pujante LUZ e EQUILÍBRIO, com seu
coração doce e iluminado, distribui o perdão, o amor ao criador, encontrando em corações presos pelo egoísmo, pela cegueira espiritual, o campo mais profícuo de trabalho e bênçãos.
Libertando dos aguilhões da ilusão ela segue em nome de Jesus como estrela solitária e incansável iluminando os caminhos de quem busca a libertação.
A humildade e a aura de amor são a marca de sua presença.
Socorrendo aos corações cansados, humilhados e doentes.
É mais uma benção de DEUS ao mundo, que trabalha incógnita por onde a LUZ se faça necessária.

A história
A Escrava Anastácia era dotada de rara beleza, tinha os olhos azuis, era muito inteligente e tinha o dom da cura, ela apenas impunha as mãos, e as doenças desapareciam. Foi perseguida e contestada pela igreja católica. A beleza e a inteligência de Anastácia incomodavam a mulheres das Minas Gerais que também a perseguiam por inveja. Os homens a perseguiam querendo dela tirar proveitos sexuais. Mas Anastácia era protegida pelo senhor Joaquim Antônio, o filho da dona do Engenho, a Srª Joaquina Pompeu, e então, este não lhe permitia qualquer tipo de maldade. Mas Joaquim Antônio estava há muito apaixonado por Anastácia, e começou a assediá-la, rogando o seu amor que é negado. A escrava dizia: “Nenhum homem branco será capaz de amar Anastácia!” Então, o senhor movido pelo ódio diz: “Negra maldita! Ninguém mais verá a tua beleza!”. E manda que se coloque em Anastácia uma máscara em sua boca (máscara de flandes – utilizada nos escravos nas minas de carvão para que não engolissem as pepitas de ouro) e também o colar de ferro dos negros fujões. Anastácia vive assim durante anos, só sendo permitida a retirada da máscara para sua alimentação. Os anos passam e a
escrava adoece gravemente, e mesmo antes de morrer ela é capaz de curar o filho do senhor de engenho que tem uma doença pulmonar grave. A seguir a Escrava Anastácia morre tomada pela gangrena em seu pescoço e boca. Então a partir desta data se espalha por quase todo o país os fatos que ocorreram, permanecendo até os dias de hoje os relatos de promessas e curas alcançadas.
Hoje Escrava Anastácia é um misto de mártir, heroína e santidade que permeia o imaginário popular no país.
Além de sua representatividade para o povo negro brasileiro é também seguida por 28 milhões de devotos.
História de uma princesa Bantu (a sua história)
Versão extraída do livro “Anastácia – escrava e mártir negra”, de António Alves Teixeira (neto) da editora Eco.
Descoberto que foi o Brasil, em 1500 vieram logo os primeiros colonizadores e os primeiros governantes, necessário se fazia, desde então o desenvolvimento da terra, especialmente a lavoura. Daí o terem vindo os célebres Navios Negreiros aprisionando os pobres negros africanos, para aqui serem entregues como escravos e vendidos.
Eram os infelizes negros oriundos da Guine, Congo e Angola. Entre eles veio Anastácia uma princesa Bantu, destacando-se pelo seu porte altivo, pela perfeição dos traços fisionómicos e a sua juventude.
Era bonita de dentes brancos e lábios sensuais, olhos azuis onde se notava sempre uma lágrima a rolar silenciosa. Pelos seus dotes físicos, presume-se tenha sido aia de uma família nobre que ao regressar a Portugal, a teria vendido a um rico senhor de Engenho. Pelo seu novo dono, foi ela levada para uma fazenda perto da Corte, onde sua vida sofreu uma brutal transformação.
Cobiçada pelos homens, invejada pelas mulheres, foi amada e respeitada por seus irmãos na dor, escravos como ela própria bem como pelos velhos que nela sempre encontraram a conselheira amiga e alguém que tinha “poderes” de cura para os males da alma e corpo.
Estóica, serena, submissa aos algozes até morrer, sempre viveu ela. Chamavam-na Anastácia pois não tinha documentos de identificação, por ela deixados na pátria distante. Trabalhava durante o dia na lavoura, certo dia veio a vontade de provar um torrão de açúcar. Foi vista pelo malvado do feitor que, chamando-a de ladra, colocou-lhe uma mordaça na boca. Esse castigo era infame e chamara a atenção da Sinhá Moça, vaidosa e ciumenta que ao notar a beleza da escrava, teve receio que seu esposo por ela se apaixonasse, mandou colocar uma gargantilha de ferro sem consultar o esposo.
Coisas do destino o filho do fazendeiro cai doente sem que ninguém consiga curar, em desespero recorrem a escrava Anastácia e pedem a sua cura, o qual se realiza para o espanto de todos. Não resistindo por muito tempo a tortura que lhe fora imposta tão selvaticamente, pouco depois a escrava falecia, com gangrena, muito embora trazida para o Rio de Janeiro para ser tratada.
O feitor e a Sinhá Moça se sentiram arrependidos por um sentimento tão forte, que lhe foi permitido o velório na capelinha da fazenda.
senhor, também levado pelo remorso, providenciou-lhe um enterro como escrava liberta depois de morta. Foi sepultada na Igreja construída pelos seus irmãos de dor e acompanhada por dezenas de escravos.

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296

Curiosidades

Pembas usadas na Umbanda.

 

pemba 12 cores
pemba 12 cores
pemba amarela
pemba amarela
pemba azul escuro
pemba azul escuro
pemba azul
pemba azul
pemba branca
pemba branca
pemba marron
pemba marron
pemba preta
pemba preta
pemba rosa
pemba rosa
pemba rosa
pemba rosa
pemba verde
pemba verde
pemba vermelha 2
pemba vermelha 2
pemba vermelha
pemba vermelha
pembas
pembas
 

Oração a Escrava Anastácia.

Anastácia, tu que sofrestes a maldade dos senhores de Engenho e foste uma das Mártires do Cativeiro; Sede-nos benfeitora nos momentos de Aflição e de Angustia .
Em Que nossos Corações sofrem as Amarguras da Má Sorte e dos rudes golpes do nosso destino.
Tu que és venerada por uma legião de devotos pelos milagres que realizastes , ajuda-me neste instante de desespeiro e de afliçãoe de aperto,tirando-me desta situação desagradável por que passo .
Lembra-te da tua última existência terrena e saberás sentir e reconhecerminhas desventuras , Tu agora na arruanda Celeste , ainda estás muito próxima de nós e ante a tua condição de Anjo-Martir tens mais Facilidade de prestar-me o socorro que tanto necessito e aliviar essa carga de sofrimento e apartar-me quais grilhões , Libertando-me a liberdade de pensare de Agir para sair desta posição incomoda que me encontro.
Eiá! Anjo-Martir de Luz e Brilho, ajudai-me a afastar da mente e do coração as sombras da infelicidade que me abatem e me tiram as forças para reagir por meus próprios esforços a libertação do julgo severo das adversividade que oferece aqueles que nasceram disprovidos da sorte e da fortuna.
Sede nosso Anjo-Guiadando-nos esperança no futuro,lenindo nossas dores , solucionando os nossos problemas e aliviando-nos transes difíceis.
Acendendo esta Vela para ti símbolo da minha FÉ e da minha Confiança permita-me fazer um pedido; trata-se do seguinte:
(Expõem o problema , de saúde , financeiro, má situação; desajuste amoroso etc….)
Se me Atenderes, prometo lembrar de ti com todo o respeito , veneração e carinho.
AssimEspero .
Assim Seja…..
Acender 1 Vela Branca , rezar 1 Pai-nosso, 1Ave-maria e 1 Glória ao Pai.
Oferecidos a Escrava Anastácia.

Tópico relacionado a Umbanda.
MENSAGEM DO CABOCLO URUBATÃ
FÉ NÃO TEM PREÇO
Ditado por
CACÍQUE URUBATÃ
Filhos, irmãos e irmãs em Oxalá, paz e luz em suas vidas!
Reportamos ao passado e relembramos a tarde em que por trinta moedas de prata
Judas Iscariotes vendia a confiança do Homem que mudaria o destino da humanidade
o Cristo Jesus.
Este ato retirando os motivos que o levaram a fazer isso, soa até hoje em nossa
humanidade, mesmo com o perdão desde muito concedido a Nosso irmão Judas como o
símbolo da traição.
Passamos nosso olhar nos dias de hoje e verificaremos muitos ditos “homens de
Deus” comercializando a fé, lançando desafios “contra Deus” para tão somente
alimentar o ego vicioso daqueles menos informados de onde realmente se encontra
o tesouro dos céus.
Jesus ao ser interpelado pelo jovem rico de que deveria ser feito para segui-lo
diz: ” Doa os teus bens, renegue seu pai e sua mãe, toma de tua cruz e
segue-me”. O jovem não o fez e horas depois foi morto em uma peleja da época.
A intenção destas passagens filhos é tão somente nos mostrar que Deus não se dá
a desafios, pois não é um ser imperfeito. OS testados somos nós todos os dias de
nossas vidas, quando nos deparamos com a discórdia, o preconceito e a míngua de
alguns recursos ligados a nosso campo financeiro.
FÉ meus filhos não se vende, FÉ se cultiva
FÉ meus filhos não tem valor material, mas tão somente espiritual
Deus não precisa de nossos valores mundanos para nos dar ajuda, lembrando que
“se batemos, a porta se abre…”Então, se cultivamos dentro do âmago de nosso
coração uma fé viva, pura e não uma fé comercial e oscilante, podemos alcançar
tudo e muito mais que seja de nosso merecimento e da vontade divina.
Muitos são os que a vendem a troco de ilusões no mundo de hoje, mas o verdadeiro
caminho este dentro de cada um de nós, em nossas palavras, gestos e
principalmente atitudes conosco e nosso próximo.
JUDAS, não foi um traidor, mas sim um exemplo, pois ele na condução da história
traiu Cristo uma única vez e muitos que presenciamos nos dias de hoje vendem-No
por bem menos e diversas vezes.
A FÉ é uma planta, nosso querer e acreditar são o adubo e água que a alimentará
Nas forças de Aruanda, do Pai de sempre
URUBATÃ

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Entidades de Umbanda | Comentários desativados em Escrava Anastacia

Entendendo a inveja


ENTENDENDO A INVEJA
Constantemente nos deparamos dentro de nossos Ilês com pessoas insatisfeitas, o que não deixa de ser normal, mas a insatisfação permanente – nunca está bom o suficiente – é que gera um sentimento pesado de ser trabalhado e assimilado.Fora isso, temos que conviver com a disputa entre pessoas e Ilês, não podemos
podemos negar isso, daí a necessidade de tomarmos consciência do fato
, entendê-lo para poder, quem sabe, assimilar e buscar uma postura e uma mudança em cima desse sentimento que chamo de inveja. Porque inveja? Porque pessoas sempre insatisfeitas estão se comparando a alguém que elas entendem que tem ou são mais do que elas. Não podemos deixar de nos pronunciar a respeito, como forma de tentar ajudar estas pessoas a se entenderem e sentirem que desejos além da normalidade pode ser inveja.
Podemos dizer que ser invejoso é desenvolver um sentimento forte de frustração e mal-estar, por sentir-se menor do que alguém, por não sermos o que o outro é e o que ele possui e vive.
O sentimento de inferioridade que vive a pessoa invejosa gera um desequilíbrio interior tão grande que o invejosos torna-se uma pessoa falsa, fraca, incapaz, rancorosa e vingativa (disfarçada) em cima daquele que gera nele este sentimento.
A pessoa que sofre do mal de inveja, tem bem claro para si mesma que não o é, esconde de si mesma este sentimento. É normal ver os invejosos se auto-elogiando como forma de sobrepujar aos outros.
Quando é exarcebada a crítica, a maldade, o rancor, a necessidade de falar mal de alguém é certo que se está sentido inferior a ela, conseqüentemente invejando.
Ser invejoso é ser incapaz de ver o outro bem e não ser igual a ele.
O invejoso sofre sem admitir sua incapacidade, porque o único a ser ferido é ele mesmo, pela sua frustração, por não sentir-se melhor que o outro e estar sempre querendo mais e mais, é insatisfação permanente, tentando ser ou imitar alguém.
Sempre é bom entendermos isso, para podermos orientar alguém, ou até através de nossos Orixás, ajudá-las a superar este sentimento. Cada um tem aquilo que Olorun nos determinou, nada mais ou a menos, algumas vezes temos que buscar com mais afinco nosso merecimento, conquistá-lo dia-a-dia, seja através de nossa postura, trabalho ou até do axé dos Orixás.
Muitas vezes nossos Orixás nos cobram mudanças, objetivando o crescimento interior para superarmos estes sentimentos e crescermos como pessoas, quando entendemos e vivenciamos a aprendizagem somos abençoados.
Axé de Aganjú.
Pai Carlos.

Inveja é um dos sentimentos que pode causar as maiores dores no ser humano. Geralmente, quando existe uma estima de algum objeto de desejo, e ainda se este der status, a inveja se instala. (Diz-se objeto de desejo para coisas não palpáveis também). É fruto também da comparação com as outras pessoas. Ela não existe sem que antes o indivíduo não tenha feito comparações. É a auto-aversão por não ser como os outros são.
É preciso contudo, diferenciar a inveja, da busca do bem-estar. Pode se dizer que é errado trabalhar, lutar para se conquistar o objeto de desejo? O desejo pela conquista do objeto que nos falta, quando feito com humildade e honestidade, não é inveja.


As Sete Forças de Um Médium….
1 – O AMOR – É O Supremo criador, o poder absoluto que gerou a natureza e todas as outras coisas É a força eterna, fonte do tudo e do nada. O amor é a base de tudo, envolve a estrutura de todos os fatos no desenvolvimento.
2 – A PIEDADE – É o sentimento de devoção e de dar auxílio, ajudar, compadecer do sentimento alheio. Bondade para com o próximo, que causa para o médium um bem-estar no ato. É a força doada pelo Criador do Céu e da Terra, exemplificada na criação do Universo astral, como segunda via de evolução para voltar ás origens.
3 – A HUMILDADE – É o sentimento de simplicidade nas expressões a si mesmo; submissão á força superior; conhecimento de sua razão e respeito á do outro. Pedir com devoção conhecendo o seu valor e o da fonte superior. Conhecer o seu lugar, o seu eu, a sua missão, para seguir o seu caminho com resignação.
4 – A FÉ – É o sentimento da crença, do credito, do valor recebido, a confiança, a graça alcançada vinda de “cima”, das forças superiores. É também, complemento da força da humildade.
5 – A FIRMEZA – Esta é a força adquirida pela sabedoria. O equilíbrio de forças adquirido através da pesquisa, do interesse, na busca dos conhecimentos das Leis Sagradas. Conhecendo estas Leis, terá forças para saber como agir e porque agir. É saber pagar o que deve, para receber o que merece.
6 – A SEGURANÇA – Forca adquirida pelo conhecimento da origem das coisas. Só se sente seguro em determinado lugar quem conhece profundamente este lugar. Quando estamos numa ponte, só nos sentimos seguros quando vemos as suas estrutura, suas bases, o material de que é feita, quem a fez e com que finalidade. Conhecendo a origem da ponte, então nos sentimos seguros. E nós, o que somos?, Como nos sentimos seguros de nós mesmos sem conhecer a nossa origem!
7 – A FORÇA – É o conhecimento dos rituais e da magia. A força do médium depende de seus conhecimentos da mística espiritual. Estes conhecimentos são adquiridos á medida que são merecidos e dados ou autorizados pelo Pai de Coroa (guia de frente), seja ele de uma banda ou de outra. Se o médium conhece as Leis Sagradas, ele sabe a que caminho leva uma banda ou outra, se está na banda de Luz (quem conhece a Luz, também conhece as trevas e por isso prefere a Luz), seu caminho será conduzido pela Luz. Se a força do médium é adquirida pelas trevas (quem vive nas trevas é porque não conhece a Luz), seu caminho será conduzido pelas trevas. O símbolo da forca de um médium é o próprio ponto de força de seu Pai de Coroa.


Pai Benedito
Chefe de Gongá
Ele veio de longe de Angola
A mando de Oxalá
Vem ensinar seus filhos
O que é o AMOR E O PERDÃO
Fazer a CARIDADE
Sem olhar a quem
É a sua missão
Essa é uma singela homenagem a esse enviado de Oxalá, que realiza a caridade, a bondade transmitindo paz e luz a todos os seres que com ele contam e tem fé.
Essa é uma oração que foi deixada por Vóvó Maria Chica, e que o Pai Benedito sempre pede para que seja feita ao começar o nosso dia, ou em qualquer ocasião de nosso cotidiano:
FIRMEZA PARA QUEM TEM FÉ
BATA FIRME SOBRE A TERRA FRIA É ESSA TERRA QUE VAI LHES ENGOLIR UM DIA
FAÇA SEUS “ERGUIDÔ”COM FORTE “RESPIRADÔ”EXPULSA, EXPULSA QUALQUER DOR
MAS NÃO SE ESQUEÇA DE FAZER FORTE ORAÇÃO
QUE É PARA LIMPAR O SEU CORAÇÃO
ERGUE, ERGUE O PENSAMENTO LÁ NO ALTO NO FIRMAMENTO FIRMAMENTO DE NOSSO SENHOR DESMANCHA, DESMANCHAESSE MAL PENSADÔ
JOGA NAS NÚVENS SAGRADAS TODA COISA MAL PENSADA
E DIGA SEMPRE:
EU REPITO, REPITO COM FÉNÃO HÁ FORÇA MAIOR QUE JESUS DE NAZARÉ
POR ONDE ENTRAR,
POR ONDE PASSAR
É SÓ REZAR:
OH! MEU PAI OXALÁ
GUARDE A FRENTE O FUNDOO LADO E O OUTROE GUARDE EM CIMA TAMBÉMQUE OS ANJOS DIGAM AMÉM!!!
Oxalá,
Obrigado por ter nos enviado um dos seus Anjos de Aruanda para nos guiar e proteger…
Pai Benedito,
Obrigado por nos Abençoar com essa humilde, mas tão iluminada e querida Casa de Caridade Pai Benedito d’Angola.
Eu repito, eu repito com fé
Não há força Maior que Jesus de Nazaré…
(Pai Benedito d’Angola)
Que Deus Abençoe todos os Irmãos de Fé,
Saúde, Paz e Prosperidade



Publicado em Banhos de descarregos Diversos | Comentários desativados em Entendendo a inveja

jogo de búzios

jogo de búzios

O jogo de búzios é um sistema oracular e está ligado a prática do Candomblé, devendo ser apenas jogado por pessoas iniciadas na religião.
O aprendizado se dá à medida que o praticante adquire conhecimento e passa por certos preceitos.
A forma mais comum é o jogo de 16 búzios (jogo por odús).
Cada odú tem ligação com um o mais orixás, sendo que estão todos interligados.
Os 16 odús são:
1) Okaran ‘ Exu
2) Ejiokomeji ‘ Ogum e Ibeji
3) Etaogundá ‘ Ogum e Omulu
4) Iorossum ‘ Iemanjá
5) Oxê ‘ Oxum
6) Obará ‘ Oxossi, Xangô e Logum Edé
7) Odi ‘ Oxossi, Obaluaiê e Oxanguiam
8) Ejionilê ‘ Oxalá e Oxaguiam
9) Ossá ‘ Iansã
10) Ofum ‘ Oxalá e Oxalufan
11) Oawarim ‘ Ogum, Iansã e Exu
12) Ejilonuborá ‘ Xangô
13) Odiologan ‘ Nanã Buruku
14) Iká ‘ Oxumaré e Ossaim
15) Obeogundra ‘ Ewá, Obá, Oxumaré e Omulu
16) Alafra ‘ Oxalá, Oxaguian

Os búzios são lançados sobre uma peneira e de acordo com a sua caída (número de búzios abertos ou fechados) se faz a interpretação pelos sacerdotes.
Os números à esquerda do “X”, representam a quantidade de “búzios abertos” e à direita a quantidade de “búzios fechados”.

A PRÁTICA
Uma forma bastante comum do jogo de búzios é a que utiliza uma peneira como base. Esta peneira estará coberta por um pano branco, em redor da peneira deverão ser colocadas as guias, que são colares de contas com as cores dos orixás, formando um círculo, em seu interior poderá conter outros objetos, que complementam a magia, moedas, pedras e outros amuletos que representam os orixás.
Orixá mais que um deus ou semi-deus, é a representação simbólica ou arquetípica de forças da natureza. Possuem representação humana o que é natural para a maioria dos povos (veja o caso dos deuses gregos), seus erros e virtudes. O equivalente na astrologia seriam os planetas revestidos de seus signos naturais.
Nesta peneira ou base equivalente, lançam-se 16 búzios, e ocasionalmente um extra chamado oxetuá (búzio de energia ou axé). Nos 16 búzios faz-se um furo nas “costas” de modo que ao ser lançado tenha igual chance de cair
Aberto (furo para cima)
Fechado (boca da concha para cima).
Como em qualquer oráculo pode-se fazer qualquer pergunta. O ingrediente que aciona a sincronicidade é a crença, fé ou que nome se queira dar. A qualidade da resposta é muito mais uma função de quem joga do que do jogo propriamente dito.
Alguém disse que o erro não está na astrologia mas nos astrólogos. O mesmo se pode dizer do jogo de búzios. As melhores respostas são aquelas em que razão e intuição andam lado a lado. Os melhores adivinhos podem chegar a tal estado de perfeição que dispensam qualquer meio sejam eles cartas, moedas, mapas astrais ou mesmo búzios.
Naturalmente estes casos são muito raros. O normal é seguir as observações comprovadas ao longo de centenas de anos por estes magos.
O processo aqui descrito se baseia em regras muito claras na prática diária do jogo. A propósito não se deve confundir o nome jogo com algum tipo de brinquedo. O jogo de búzios é sério e para funcionar corretamente é preciso que se o leve a sério.
Não há absolutamente necessidade que o olhador ou o consulente pertençam a qualquer culto africano. É fundamental no entanto o respeito à força maior que orienta a “caída” dos búzios. Não há mágica, mas mistério. Não há superstição, mas crença. E esta fé neste poder superior é a mesma que move a ciência, a filosofia e a religião.

OS JOGOS DE BÚZIOS
Os jogos mais difundidos são :
a) – O jogo de Alafiá = 4 Búzios
b) – O Jogo de Odú = 16 Búzios
c) – O Jogo no Ketô = 16 Búzios
d) – O Jogo de Angola = 21 Búzios
E é possível 4 tipos de jogadas :
1. Indica o orixá de cabeça ( guia espiritual ou se você preferir o signo do indivíduo ) dados da potencialidade pessoal. As suas qualidades e estilo ficam como que mais acessíveis. E nada impede que um homem tenha o estilo de um orixá dito feminino e vice-versa.
2. Responde às perguntas cujas respostas sejam do tipo sim/não/talvez. Búzio aberto ( na astrologia se diz que há um aspecto favorável ). No caso de cair com o búzio fechado (na astrologia aspectos desfavoráveis), estes elementos não se apresentam impossíveis mas são situações desafiadoras.
3. Oráculo para qualquer pergunta ou questão mais complexa.
4. O jogador pode lançar qualquer número de búzios numa jogada pessoal, já que há pessoas que usam 21 búzios.
A INTERPRETAÇÃO
A interpretação da “caída” dos búzios se fundamenta na quantidade de búzios abertos e fechados e na relação que existe entre este número e determinados orixás. Em certos casos como a opção 1 é considerado igualmente o dia da semana em que o consulente nasceu, exatamente como no ocidente o Domingo é dia do sol (sunday), Sábado de Saturno (saturday) etc., cada dia da semana é regido por um ou mais orixás, conforme abaixo:

Segunda – Feira = Exu e Obaluaê.
Terça – Feira = Nanã, Oxumaré, Ogum.
Quarta – Feira = Xangô e Iansã.
Quinta – Feira = Oxóssi e Logun-Edé.
Sexta Feira = Oxalá.
Sábado = Iabás, Iemanjá, Oxum e Begês.
Domingo = Olorum e todos os Orixás.
Cada jogada se encerra com um quadro de chaves interpretativas, que dão margem a interessantes combinações. Não é raro acontecer “coincidências” incríveis.
Com o tempo e a prática você será capaz de intuir fatos que hoje seriam tidos como mágicos. É uma questão de pura dedicação. Inicialmente aproveite os quadros como se apresentam. Futuramente quem sabe você passe a utilizar seu próprio método.
OS ORIXÁS
Para facilitar o entendimento, adotaremos o jogo da Nação Ketô, com 16 Búzios
A quantidade de búzios abertos e fechados que caem na peneira, indica qual orixá está respondendo a pergunta do consulente e qual a sua mensagem.
Somente isto seria suficiente para qualquer tipo de interpretação, bastando para tanto saber as características de cada orixá (os nomes podem diferir entre as diversas nações de origem embora os atributos sejam os mesmos ).
Vejamos as caídas e as principais características arquetípicas dos orixás :
Os números à esquerda do “X”, representam a quantidade de “búzios abertos” e à direita a quantidade de “búzios fechados”.
00 X 16 = Caída neutra, deve ser repetida a jogada .
01 X 15 = EXÚ = Mensageiro neutro
02 X 14 = OBALUAE = Curioso, estudioso e preciso
03 X 13 = OGUM = Objetivo, prático e egoísta
04 X 12 = IEMANJÁ = Maternal, gentil e complacente
05 X 11 = OXUM = Bondoso, sensível e comunicativo
06 X 10 = EWÁ = Personalidade volúvel, confiante e temperamental
07 X 09 = OSSAIM = Cordial, diplomata e orgulhoso
08 X 08 = OXALÁ = Inteligente, sério, correto e lógico
09 X 07 = LOGUM = Sofisticado, culto e egocêntrico
10 X 06 = XANGÔ = Reservado, hábil e líder natural
11 X 05 = OXÓSSI = Jovial, romântico e imaturo
12 X 04 = IANSÃ = Extrovertido, franco e exótico
13 X 03 = NANÃ = Discreto, místico e cauteloso
14 X 02 = IBEJI = Infantil, volúvel, instável
15 X 01 = OBÁ = Ingênuo, honesto e tolerante
16 X 00 = OXUMARÉ = Enigmático, inteligente e astucioso


O RITUAL
Os búzios deverão ter sido deixados no sereno, em noite de lua cheia, num preparado com ervas de colônia, Santa Luzia, Saião, Elevante, Fortuna, Orepê, Seiva de alfazema, Açúcar com Epó de Oxalá e Macaça. Pela manhã, antes do sol nascer, deverão ser lavados com as ervas em água corrente e mel e deixados em descanso por algumas horas antes do jogo. O olhador, deverá estar de roupa clara, descalço e com as guias de seus orixás. Não deve beber ou fumar antes e durante o jogo. Deverá então pedir licença para o orixá que rege o dia da semana para abrir o jogo saudando todos os orixás, começando por “Exú ” e finalizando com “Oxalá”. Pedir a iluminação de “Ifá” pronunciando a seguinte oração em yorubá:
” Aduduá, Dadá, Orumilá
Babá mi Alari Ki Babá
Olofumarê Babá mi
Bakê Oshê
Bara Lonan
Kou Filé Babá mi
Emim Lo Shirê Babá
Ifá Bemim Mojubaré
Ifá Orum Mojubaré
Exú Mujibá ( Bater o pé tres vezes )
Okê Oxé
Ifá Agô
Ogum ê Patacori,
Jassy, Jassi ”
Os búzios são conchas que foram preparadas em diversos rituais, antes de serem utilizadas.
Antes de se começar o jogo, o sacerdote faz uma série de orações e saudações aos orixás.
Exú, Oxum e Oxalá são os orixás mais ligados ao jogo , além de Ifá que é o próprio orixá da adivinhação.
Além do jogo de 16 búzios, há o jogo com 4 búzios (alafiá) e o jogo com 21 búzios.
Na África a prática do jogo de búzios é concedida apenas aos homens, filhos de Oxum, Exu e Obaluaiê.
Não pretendemos esgotar o assunto nesta página, que servirá apenas para dar uma idéia do que vem a ser o Jogo de Búzios. O objetivo também é dar conhecimento de um pouco da cultura esotérica Africana que é muito rica e pouco difundida.
ORIXÁS
Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá os aproxima dos seres humanos, pois eles se manifestam através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravidão, cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem seus deuses vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.
Estes deuses da Natureza são divididos em 4 elementos – água, terra, fogo e ar. Alguns estudiosos ainda vão mais longe e afirmam que são 400 o número de Orixás básicos divididos em 100 do Fogo, 100 da Terra, 100 do Ar e 100 da Água, enquanto que, na Astrologia, são 3 do Fogo, 3 da Terra, 3 do Ar e 3 da Água. Porém os tipos mais conhecidos entre nós formam um grupo de 16 deuses. Eles também estão associados à corrente energética de alguma força da natureza. Assim, Iansã é a dona dos ventos, Oxum é a mãe da água doce, Xangô domina raios e trovões, e outras analogias.
Na Umbanda e no Candomblé se cultuam muitos outros orixás, desconhecidos por leigos, por serem menos populares do que Xangô, Iansã, Oxossi e outros, mas com um significado muito forte para os adeptos dos cultos afro-brasileiros. Alguns são necessariamente cultuados, devido à ligação com trabalhos específicos que regem, para a saúde, morte, prosperidade e diversos assuntos que afligem o dia-a-dia das pessoas. Estes deuses africanos são considerados intermediários entre os homens e Deus, e por possuírem emoções tão próximas dos seres humanos, conseguem reconhecer nossos caprichos, nossos amores, nossos desejos. É muito comum, alguns dizerem que suas personalidades são conseqüências dos Orixás que regem suas cabeças, desenvolvendo características iguais às destes deuses africanos.

Essa página foi feita a pedido dos internautas.
Não jogamos Búzios, cartas ou tarô.
Somos umbandistas e seguimos a orientação de nossos Mentores Espirituais.
Fizemos essa Página a titulo de dar uma noção aos que tem vontade de saber como é um jogo de Búzios.



Publicado em Banhos de descarregos Diversos | Comentários desativados em jogo de búzios

Iansã do Balê

Iansã do Balê
IANSÃ – A Senhora dos Ventos
Princesa yorubana cultuada nas regiões de Nupe e Tapa. Ao lado de Xangô, seu primo e marido, conquistou um vasto império. Grande Senhora, domina os raios e as tempestades, é a divindade que conhece a força dos ventos, evocando-os quando necessário. Iansã recebeu, de Olorun, a missão de transformar e renovar a natureza através do vento, que ela sabe manipular. O vento nem sempre é tão forte, mas, algumas vezes, forma-se uma tormenta, que provoca muita destruição e mudanças por onde passa, havendo uma reciclagem natural. Normalmente, Iansã sopra a brisa, que, com sua doçura, espalha a criação, fazendo voar as sementes, que irão germinar na terra e fazer brotar uma nova vida. Além disso, esse vento manso também é responsável pelo processo de evaporação de todas as águas da terra, atuando junto aos rios e mares. Esse fenômeno é vital para a renovação dos recursos naturais, que, ao provocar as chuvas, estarão fertilizando a terra. Apesar de dominar o vento,
Iansã originou-se na água, assim como as outras Orixás, que possuem o poder da procriação e da fertilidade. Na Nigéria, existe um rio com seu nome, que assim se originou, segundo conta essa uma antiga lenda em que Iansã foi desafiada pelos sacerdotes de sua aldeia, que duvidaram de sua capacidade de irrigar a terra.
Para eles, sua única função era a de levantar o vento para espalhar as sementes.
Sentindo-se muito ultrajada, resolveu mostrar a eles do que era capaz. Na frente de todos, rasgou ao meio um pano escuro de sua indumentária.
Usando seus pés, sulcou uma grande extensão de terra, onde esses panos foram jogados e, ao entrarem em contato com o solo, transformaram-se num grande rio.
Iansã possui um grande conhecimento, adquirido através da convivência com muitos orixás, como Ogum, com quem aprendeu os caminhos; Oxóssi, com quem aprendeu a caçar; Xangô, seu eterno companheiro; Omulu-Obaluaiê, com quem compartilha o reino dos Eguns; Orunmilá e Oxalá, entre outros.
Vivia com eles o tempo necessário para aprender o que precisava, deixando-os em seguida, para continuar com suas andanças pelo mundo. Alguns tentaram, em vão, prendê-la, mas é impossível segurar o vento.
A liberdade é muito importante para ela. Foi com Xangô, seu marido, que passou mais tempo, pois os dois se completavam. Mas, apesar disto, ergueu-se contra ele em defesa de seu povo, fazendo com que recuasse.
Nem mesmo Xangô conseguiu dobrá-la. Guerreira poderosa, é também detentora de poderes de feitiçaria, não temendo nada nem ninguém.
Nunca fugiu das batalhas, agindo sempre com uma força devastadora.
Ela se transforma com muita rapidez para destruir o inimigo, voltando ao normal logo em seguida, como se nada tivesse acontecido.
Segundo a lenda, Iansã teria abandonado seus nove filhos para partir em novas empreitadas.
Isso não quer dizer que ela não os amava. Ao contrário, ela precisava lutar para ter condições de criá-los e defendê-los, além disso, não podia levá-los consigo nessas guerras.
Com Oxalá, grande orixá fun-fun, aprendeu sobre o uso do raciocínio e o dom da paciência.
Por isso ela não desiste facilmente de seus objetivos, sabendo esperar o momento certo para conquistá-los. Iansã é puro movimento.
Não pode ficar parada, para não extinguir sua energia.
O vento nunca morre, ele está sempre percorrendo novos espaços.
Ela tem o domínio e o conhecimento sobre os eguns (espíritos desencarnados).
Após a morte e a limpeza do corpo, que é realizada por Omulu-Obaluaiê, Iansã encarrega-se de levá-los até os portais do orun (mundo paralelo), onde eles são entregues ao Comando dos Exus Caveiras, que são os Exus que guardam as portas dos Umbrais. Iansã, em tempos remotos, era patrona (ou matrona) de uma sociedade secreta feminina, que cultuava os ancestrais (pessoas já desencarnadas pertencentes à religião), que denominamos Egungun, ritual onde são trazidos a terra espíritos de pessoas já desencarnadas. Foi o orixá Ogun que conseguiu acabar com a primazia das mulheres nesse culto, que passou a ser exclusivamente masculino. Mas, apesar disto, Iansã ainda é reverenciada nessa sociedade. Iansã, segundo a mitologia, é um orixá muito forte, enfrentando a tudo e a todos por seus ideais.
Não aceita a submissão ou qualquer tipo de prisão. Faz parte de sua indumentária a espada curva (alfanje), o eruêxin (espécie de espanador feito de rabo de boi, dado por Oxóssi com que ela espanta os Eguns), além de muitos braceletes e objetos de cobre.
Sua dança é muito expansiva, ocupando grande espaço e chamando muita atenção. Tem como domínios os ventos, cemitérios, taquarais, caminhos e bambuzais etc.
Iansã de Bale é uma qualidade de Iansã que tem caminhos fortes com eguns, ela é a única que dança com eles, seu lugar é o cemitério.
Usa coral e branco, acredito que possa ser homenageada no dia de Iansã mesmo, dia 4 de Dezembro.
É uma Iansã muito forte e uma das mais bravas e impetuosas, minha melhor amiga é filha desta linda mãe.
A vela pode ser coral (avermelhado) ou branca, como flores você pode oferecer gerberas e como comiga pode dar um bonito acarajé e uma champanha.

Axé
Iansã de Bale é uma qualidade de Iansã que tem caminhos fortes com eguns, ela é a única que dança com eles, seu lugar é o cemitério.
Usa coral e branco, acredito que possa ser homenageada no dia de Iansã mesmo, dia 4 de Dezembro.
É uma Iansã muito forte e uma das mais bravas e impetuosas, minha melhor amiga é filha desta linda mãe.
A vela pode ser coral (avermelhado) ou branca, como flores você pode oferecer gerberas e como comiga pode dar um bonito acarajé e uma champanha.
Axé
Pandora
by Pandora ψ Umbandista


Na Umbanda se acende velas para Iansã nas cores Branca e vermelha /


MÃE IANSÃ
lansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seus campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos “emocional”.
No comentário sobre o orixá Egunitá já abordamos nossa amada mãe lansã. Logo, aqui seremos breves em nosso comentário sobre ela, que também foi analisada no capitulo reservado ao orixá Ogum.
Como dissemos antes, lansã, em seu primeiro elemento, e ar e forma com Ogum um par energético onde ele rege o pólo positivo e é passivo pois suas irradiações magnéticas são retas. lansã é negativa e ativa, e suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.
Observem que lansã se irradia de formas diferentes: é cósmica (ativa) e é o orixá que ocupa o pólo negativo da linha elemental pura do ar, onde polariza com Ogum. Já em seu segundo elemento ela polariza com Xangô, e atua como o pólo ativo da linha da Justiça, que é uma das sete irradiações divinas.
Na linha da Justiça, lansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.
lansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.
As energias irradiadas por lansã densificam o mental, diminuindo seu magnetismo, e estimulam o emocional, acelerando suas vibrações.
Com isso, o ser se torna mais emotivo e mais facilmente é redirecionado. Mas quando não é possível reconduzi-lo à linha reta da evolução, então uma de suas sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético, até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.
Nossa amada mãe Iansã possui vinte e uma lansãs intermediárias, que são assim distribuídas:
Sete atuam junto aos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da orixá planetária Iansã.
Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da orixá planetária Iansã.
Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde, regidas pelos princípios da Lei, ou direcionam os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direcionam para as faixas negativas.
Enfim, são vinte e uma orixás lansãs intermediárias aplicadoras da Lei nas Sete Linhas de Umbanda.
Como seus campos preferenciais de atuação são os religiosos, não é de se estranhar que nossa amada mãe lansã intermediária para a linha da Fé nos campos do Tempo seja confundida com a própria Oiá, já que é ela quem envia ao tempo os eguns fora-da-Lei no campo da religiosidade.
lansã do Tempo, não tenham dúvidas, tem um vasto campo de ação e colhe os espíritos desvirtuados nas coisas da Fé, enviando-os ao Tempo onde serão esgotados. Mas, não tenham dúvidas, antes ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só optando por enviá-los a um campo onde o magnetismo os esvazia quando vê que um esgotamento total em todos os sete sentidos é necessário. E isto o Tempo faz muito bem!
Já lansã Bale, do Bale, ou das Almas, é outra intermediária de nossa mãe maior lansã que é muito solicitada e muito conhecida, porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida e, como vida é geração e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia aos domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina.
Logo, seu campo escuro localiza-se nos domínios do orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo.
Mas também são muito conhecidas as lansãs intermediárias Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (lansã pura). As outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:
• uma Iansã do Ar.
• uma Iansã Cristalina.
• uma lansã Mineral.
• uma Iansã Vegetal.
• uma lansã Ígnea.
• uma lansã Telúrica.
• uma lansã Aquática.
Bom, só por esta amostra dos múltiplos aspectos de nossa amada regente feminina do ar, já deu para se ter uma idéia do imenso campo de ação do mistério “Iansã”.
O fato é que ela aplica a Lei nos campos da Justiça Divina e transforma os seres desequilibrados com suas irradiações espiraladas, que o fazem girar até que tenham descarregado seus emocionais desvirtuados e suas consciências desordenadas!
OFERENDA
Velas brancas, amarelas e vermelhas; champagne branca, licor de menta e de anis ou de cereja; rosas e palmas amarelas, tudo depositado no campo aberto, pedreiras, beira-mar, cachoeiras, etc.
TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO ” CÓDIGO DE UMBANDA” DE RUBENS SARACENI


Publicado em Orixás | Comentários desativados em Iansã do Balê

Histórias de Xangô e Yansã

HISTORIA DE XANGÔ E YANSÃ:

vamos conhecer agora a história de Xangô, um orixá bastante sedutor, que havia sido disputado por três mulheres: Oiá/Iansã, Oxum e Obá. Estas mulheres eram as únicas que mandavam nele, embora ele acreditasse que elas atendiam seus desejos.
Para compreender como Oiá e Xangô se apaixonaram é preciso retroceder um pouco no tempo e lembrar do primeiro casamento de Oiá com Ogum. Em certa ocasião, Ogum presenteou sua esposa com uma vara de Ferro, igual a sua, que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove, quando tocados pela vara. Oiá acompanhava o marido em seus trabalhos. Xangô freqüentemente visitava Ogum para vê-lo moldar o ferro e, não raras vezes, lançava olhares de flerte para Oiá, que logo ficou encantada com a elegância deste homem, até que um dia fugiu com ele.
Furioso, Ogum perseguiu os amantes e quando os encontrou, ergueu sua vara mágica para atacá-los. A fim de se defender do bravo marido, Oiá ergueu sua vara ao mesmo tempo. Ambos se tocaram na mesma hora. Ogum foi dividido em sete partes e Oiá, em nove partes e passou a se chamar Iansã, que significa “mãe transformada em nove”. Depois disso, Iansã foi morar com Xangô.
Certo dia, cansada de viver com Xangô, e com ciúme do seu segundo casamento dele com Oxum, Iansã fugiu para as terras de Ogum e passou a viver com ele. Tempos depois, ela pediu para Ogum um presente e ele lhe deu uma espada.
Inconformado com a fuga de Iansã, Xangô saiu à sua procura, mas quando estava aproximando-se dela, Iansã fugiu para as terras de Oxóssi, com quem passou a viver. Depois de um tempo ela pediu ao novo marido um presente e ele envergou sua espada, que além de cortar passou a furar. Xangô continuou a procurar Iansã e, chegou próximo de onde ela morava. Novamente ela fugiu, agora para as terras de Omolu, com quem se casou. Omolu também deu um presente à Iansã, concedeu a ela o poder sobre os mortos. Com a aproximação de Xangô, que continuava a persegui-la, Iansã foi para as terras de Exu, de quem ganhou alguns feitiços. Sem mais lugar para fugir de seu marido, Iansã transformou-se em uma pedra. Cansado da perseguição, Xangô colocou os pés em cima da pedra (Iansã transformada) e disse: “Se meu coração tem de sofrer tanto por causa de uma mulher, é melhor que venha um raio e me parta ao meio!”. Então, o raio veio, mas atingiu a pedra, que teve seu encanto desfeito transformando Iansã em mulher novamente. Cansada, Iansã desistiu de fugir e voltou para casa com Xangô.
Uma outra história que envolve os amores de Xangô foi seu terceiro casamento, com Obá. Ela nasceu de uma relação incestuosa forçada por seu irmão Orugan com sua mãe Iemanjá. Antes de unir-se a Xangô, Obá foi casada com Ogum e Oxóssi. Vejamos como Obá e Xangô se conheceram.
Certo dia, Xangô encontrou Obá ajoelhada sob o sol forte, implorando aos orixás que enviassem chuva a seu povo. Comovido, Xangô atendeu ao pedido de Obá, que ficou apaixonada com sua atitude.
Apesar de mais velha, Obá era muito bonita e atraente e Xangô apaixonou-se por ela, levando-a para casa, tornando-a sua terceira esposa. Porém, o amor de Xangô por Obá foi como uma chuva de verão. Xangô, moço, cansou-se de sua terceira mulher e deixou-a de lado, dando preferência, principalmente, para Oxum, que era jovem.
Sentindo-se abandonada, Obá pediu ajuda para Oxum, na tentativa de reascender a paixão de Xangô por ela. Então, a ingênua Obá deixou-se iludir por Oxum, que lhe prometeu ensinar uma fórmula para reconquistar o amor do marido. Obá foi à casa de Oxum e viu que ela preparava uma sopa. Um belo turbante enfeitava a cabeça de Oxum, escondendo suas orelhas. Na panela, boiavam grandes cogumelos e Oxum disse a Obá que havia cortado as próprias orelhas para preparar aquele prato, capaz de conquistar o amor de Xangô. Obá acreditou e resolveu fazer o mesmo para Xangô.
No dia de cozinhar para o marido, Obá cortou uma de suas orelhas e preparou a sopa. Quando serviu a Xangô, percebeu o que havia feito, pois viu que Oxum tinha suas duas orelhas. Mutilada, Obá foi rejeitada por Xangô. Furiosa com o que lhe aconteceu, Obá foi tirar satisfação com Oxum. A briga entre elas foi tão feroz que Xangô precisou intervir. Com um grito forte como um trovão, as duas se assustaram de tal maneira que se transformaram em rios, o rio Obá e o rio Oxum, que em determinado ponto se encontram, formando uma pororoca, mostrando que a luta entre elas permanece até hoje.
Esta lenda africada é rica de paixão e envolvimento. Uma paixão claramente expressa, muito diferente do que vemos nas culturas ocidentais, que escondem ou disfarçam seus sentimentos amorosos. As mulheres são retratadas de uma forma bastante enriquecida, com personalidade forte, procurando fazer-se amar pelo homem eleito. Um amor que passa pelo respeito por si mesma, porém às vezes esse limite é ultrapassado e suas conseqüências vividas. Um amor que procura reciprocidade e, quando não encontra, é rejeitado. A expressão da insatisfação faz com que os amantes procurem, de alguma forma, lidar com o fracasso amoroso, ou buscando um novo amor, ou então, lutando pela reconquista do amor perdido.

LENDAS de Xangô:
(1) Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição de que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho, pudesse assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do casamento carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se casaram. Então, Xangô arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas brancas, e fez um colar com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer a Oxum: “- Veja, eu já cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e as brancas, de seu pai; agora eu o carrego no pescoço para sempre.”

(2) Xangô vivia em seu reino com suas 3 mulheres ( Iansã, Oxum e Obá ), muitos servos, exércitos, gado e riquezas. Certo dia, ele subiu num morro próximo,junto com Iansã; ele queria testar um feitiço que inventara para lançar raios muito fortes. Quando recitou a fórmula, ouviu-se uma série de estrondos e muitos raios riscaram o céu. Quando tudo se acalmou, Xangô olhou em direção à cidade e viu que seu palácio fora atingido. Ele e Iansã correram para lá e viram que não havia sobrado nada nem ninguém. Desesperado, Xangô bateu com os pés no chão e afundou pela terra; Iansã o imitou. Oxum e Obá viraram rios e os 4 se tornaram Orixás.

(3) Odùdùa, um guerreiro que vinha de uma cidade do Leste, invadiu com seu exército a capital do povo chamado Ifé. Esta cidade depois se chamou Ilê-Ifé, quando Odùdùa se tornou seu governante. Odùdùa tinha um filho chamado Acambi e Acambi teve sete filhos e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes. A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaketo, o rei de Keto, o terceiro filho foi coroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ilê-Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei de Oyó. Esses príncipes eram vassalos do rei de Ilê-Ifé, que então se transformou no centro de um grande império, cujo nome era Oyó. Odùdùa era o grande rei de Oyó. Ele unificou as mais importantes cidades daquela região, mais tarde conhecida como sendo a terra dos yorubás. Em cada cidade ele pôs no trono um parente seu. Ele foi o grande soberano dos reinos yorubás. Ele foi chamado o primeiro Alafim, o rei de Oyó. Quando Odùdùa morreu, os príncipes fizeram a partilha dos bens do rei entre si e Acambi ficou como regente do império até sua morte, nunca tendo sido, contudo, coroado rei do império. Nunca lhe foi atribuído o título de Alafim. Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso. A ancestral Ilé-Ifé era a capital dessa vasta região conhecida como Oyó. O Alafim Oraniã foi um grande conquistador e solidificou o poderio de Oyó.


Na Umbanda se acende velas para Xango nas cores Marrom, vermelha e Branca /

(4) Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater o povo que habitava uma região a leste de seu império. Era uma guerra muito difícil, mas, antes de ganhar a guerra, o oráculo o aconselhou a estacionar com os seus homens, pois ali ele haveria de muito prosperar. Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ilé-Ifé tornou-se uma cidade poderosa. Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oyó e veio a ser a grande capital do império fundado por Odùdùa. Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroado terceiro Alafim de Oyó. Ajacá, que tinha o apelido de Dadá por causa de seu cabelo encaracolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade e nenhum tino para governar. Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criado na terra dos nupes, um povo vizinho dos yorubás, filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes, também chamados tapas. Esse filho de Oraniã era Xangô, grande guerreiro, que fundara uma pequena cidade chamada Cossô, nas cercanias da capital Oyó. Xangô, que era o rei de Cossô, uma cidade tributária de Oyó, um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani. Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oyó, governando o império de Odùdùa e Oraniã por sete anos. Quando Xangô morreu, e dizem que foi obrigado a se enforcar num momento de crise de seu império, seus ministros procuraram seu corpo e não encontraram. Compreenderam então que ele tinha entrado para o Orum e instituíram seu culto. Xangô havia se transformado em orixá

(5) Quando Xangô pediu Oxum em casamento, ela disse que aceitaria com a condição de que ele levasse o pai dela, Oxalá, nas costas para que ele, já muito velho, pudesse assistir ao casamento. Xangô, muito esperto, prometeu que depois do casamento carregaria o pai dela no pescoço pelo resto da vida; e os dois se casaram. Então, Xangô arranjou uma porção de contas vermelhas e outra de contas brancas, e fez um colar com as duas misturadas. Colocando-o no pescoço, foi dizer a Oxum: “- Veja, eu já cumpri minha promessa. As contas vermelhas são minhas e as brancas, de seu pai; agora eu o carrego no pescoço para sempre.”

(6) Xangô vivia em seu reino com suas 3 mulheres ( Iansã, Oxum e Obá ), muitos servos, exércitos, gado e riquezas. Certo dia, ele subiu num morro próximo, junto com Iansã; ele queria testar um feitiço que inventara para lançar raios muito fortes. Quando recitou a fórmula, ouviu-se uma série de estrondos e muitos raios riscaram o céu. Quando tudo se acalmou, Xangô olhou em direção à cidade e viu que seu palácio fora atingido. Ele e Iansã correram para lá e viram que não havia sobrado nada nem ninguém. Desesperado, Xangô bateu com os pés no chão e afundou pela terra; Iansã o imitou. Oxum e Obá viraram rios e os 4 se tornaram Orixás.

(7) Xangô era rei de oyó, terra de seu pai; já sua mãe era da cidade de empê, no território de tapa. Por isso, ele não era considerado filho legitimo da cidade. A cada comentário maldoso xangô cuspia fogo e soltava faiscas pelo nariz. Andava pelas ruas da cidade com seu oxé, um machado de duas pontas, que o tornava cada vez mais forte e astuto onde havia um roubo, o rei era chamado e, com seu olhar certeiro, encontrava o ladrão onde quer que estivesse. Para continuar reinado xangô defendia com bravura sua cidade; chegou até a destronar o próprio irmão, dadá, de uma cidade vizinha para ampliar seu reino. Com o prestigio conquistado, xangô ergueu um palácio com cem colunas de bronze, no alto da cidade de kossô, para viver com suas três esposas: oyá (yansã) amiga e guerreira; oxum, coquete e faceira e obá, amorosa e prestativa. Para prosseguir com suas conquistas, xangô pediu ao babalaô de oyó uma fórmula para aumentar seus poderes; este entregou-lhe uma caixinha de bronze, recomendando que só fosse aberta em caso de extrema necessidade de defesa. Curioso, xangô contou a yansã o ocorrido e ambos, não se contendo, abriram a caixa antes do tempo. Imediatamente começou a relampejar e trovejar; os raios destruíram o palácio e a cidade, matando toda a população. Não suportando tanta tristeza, xangô afundou terra adentro, retornando ao orun.

Site patrocinado por:

velas Pai João de Angola
Artigos Religiosos
Endereço Sophia rasgulaeff 177/ Jardim Alvorada.

Ou visite nossa vitrine virtual

Clique aqui



Publicado em Orixás | Comentários desativados em Histórias de Xangô e Yansã

Histórias de Xangô

Histórias de Xangô

Histórias de Xangô
Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil.
Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras.
Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos.
Essa confusão acontece por dois motivos: em primeiro lugar, Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça – representa a autoridade constituída no panteão africano.
Ao mesmo tempo, há no norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos de África.
Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos de Candomblé de Caboclo.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Ele é o Orixá do raio e do trovão.
Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus.
Logo depois os sacerdotes vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedras-de-raio formadas pelo relâmpago.
Pois seu axé está concentrado genericamente nas pedras, mas, principalmente naquelas resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo.
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade (a não ser em contendas pessoais suas, presentes nas lendas referentes a seus envolvimentos amorosos e congêneres).
Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. Seu Axé, portanto está concentrado nas formações de rochas cristalinas, nos terrenos rochosos à flor da terra, nas pedreiras, nos maciços.
Suas pedras são inteiras, duras de se quebrar, fixas e inabaláveis, como o próprio Orixá.
Xangô não contesta o status de Oxalá de patriarca da Umbanda, mas existe algo de comum entre ele e Zeus, o deus principal da rica mitologia grega.
O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas.
O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada.
Segundo Pierre Verger, esse símbolo se aproxima demais do símbolo de Zeus encontrado em Creta.
Assim como Zeus, é uma divindade ligada à força e à justiça, detendo poderes sobre os raios e trovões, demonstrando nas lendas a seu respeito, uma intensa atividade amorosa.
Outra informação de Pierre Verger especifica que esse Oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao mesmo tempo, o duplo machado, e lembra, de certa forma a cerimônia chamada ajerê, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo, demonstrando através dessa prova, que o transe não é simulado.
Xangô portanto, já é adulto o suficiente para não se empolgar pelas paixões e pelos destemperos, mas vital e capaz o suficiente para não servir apenas como consultor.
Outro dado saliente sobre a figura do senhor da justiça é seu mau relacionamento com a morte.
Se Nanã é como Orixá a figura que melhor se entende e predomina sobre os espíritos de seres humanos mortos, Eguns, Xangô é que mais os detesta ou os teme. Há quem diga que, quando a morte se aproxima de um filho de Xangô, o Orixá o abandona, retirando-se de sua cabeça e de sua essência, entregando a cabeça de seus filhos a Obaluaiê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal o grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.
Deste tipo de afirmação discordam diversos babalorixás ligados ao seu culto, mas praticamente todos aceitam como preceito que um filho que seja um iniciado com o Orixá na cabeça, não deve entrar em cemitérios nem acompanhar a enterros.
Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô.
Xangô teria como seu ponto fraco, a sensualidade devastadora e o prazer, sendo apontado como uma figura vaidosa e de intensa atividade sexual em muitas lendas e cantigas, tendo três esposas: Obá, a mais velha e menos amada; Oxum, que era casada com Oxossi e por quem Xangô se apaixona e faz com que ela abandone Oxossi; e Iansã, que vivia com Ogum e que Xangô raptou.
No aspecto histórico Xangô teria sido o terceiro Aláàfin Oyó, filho de Oranian e Torosi, e teria reinado sobre a cidade de Oyó (Nigéria), posto que conseguiu após destronar o próprio meio-irmão Dada-Ajaká com um golpe militar. Por isso, sempre existe uma aura de seriedade e de autoridade quando alguém se refere a Xangô.
Conta a lenda que ao ser vencido por seus inimigos, refugiou-se na floresta, sempre acompanhado da fiel Iansã, enforcou-se e ela também.
Seu corpo desapareceu debaixo da terra num profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro – a cadeia das gerações humanas. E ele se transformou num Orixá. No seu aspecto divino, é filho de Oxalá, tendo Yemanjá como mãe.

Xangô também gera o poder da política. É monarca por natureza e chamado pelo termo obá, que significa Rei. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
Xangô é a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer.
Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Yemanjá. Diz a lenda que ele foi rei de Oyó. Rei poderoso e orgulhoso e teve que enfrentar rivalidades e até brigar com seus irmãos para manter-se no poder.


Características
Cor Marrom (branco e vermelho)
Fio de Contas Marrom leitosa
Ervas Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para raio, Umbaúba. (Em algumas casas: Xequelê)
Símbolo Machado
Pontos da Natureza Pedreira
Flores Cravos Vermelhos e brancos
Essências Cravo (flor)
Pedras Meteorito, pirita, jaspe.
Metal estanho
Saúde fígado e vesícula
Planeta Júpiter
Dia da Semana Quarta-Feira
Elemento Fogo
Chacra cardíaco
Saudação Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)
Bebida Cerveja Preta
Animais Tartaruga, Carneiro
Comidas Agebô, Amalá
Numero 12
Data Comemorativa 30 de Setembro
Sincretismo: São José, Santo Antônio, São Pedro, Moisés, São João Batista, São Gerônimo.
Incompatibilidades: Caranguejo, Doenças
Qualidades: Dadá, Afonjá, Lubé, Agodô, Koso, Jakuta, Aganju, Baru, Oloroke, Airá Intile, Airá Igbonam, Airá Mofe, Afonjá, Agogo, Alafim
Atribuições
Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo

As Características Dos Filhos De Xangô
Para a descrição dos arquétipos psicológico e físico das pessoas que correspondem a Xangô, deve-se ter em mente uma palavra básica: Pedra. É da rocha que eles mais se aproximam no mundo natural e todas as suas características são balizadas pela habilidade em verem os dois lados de uma questão, com isenção e firmeza granítica que apresentam em todos os sentidos.
Atribui-se ao tipo Xangô um físico forte, mas com certa quantidade de gordura e uma discreta tendência para a obesidade, que se ode manifestar menos ou mais claramente de acordo com os Ajuntós (segundo e terceiro Orixá de uma pessoa).
Por outro lado, essa tendência é acompanhada quase que certamente por uma estrutura óssea bem-desenvolvida e firme como uma rocha.
Tenderá a ser um tipo atarracado, com tronco forte e largo, ombros bem desenvolvidos e claramente marcados em oposição à pequena estatura;
A mulher que é filha de Xangô, pode ter forte tendência à falta de elegância. Não que não saiba reconhecer roupas bonitas – tem, graças à vaidade intrínseca do tipo, especial fascínio por indumentárias requintadas e caras, sabendo muito bem distinguir o que é melhor em cada caso.
Mas sua melhor qualidade consiste em saber escolher as roupas numa vitrina e não em usá-las.
Não se deve estranhar seu jeito meio masculino de andar e de se portar e tal fato não deve nunca ser entendido como indicador de preferências sexuais, mas, numa filha de Xangô é um processo de comportamento a ser cuidadosamente estabelecido, já que seu corpo pode aproximar-se mais dos arquétipos culturais masculinos do que femininos; ombros largos, ossatura desenvolvida, porte decidido e passos pesados, sempre lembrando sua consistência de pedra.
Em termos sexuais, Xangô é um tipo completamente mulherengo.
Seus filhos, portanto, costumam trazer essa marca, sejam homens, sejam mulheres (que estão entre as mais ardentes do mundo).
Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores, são fortemente atraídos pelo sexo oposto e a conquista sexual assume papel importante em sua vida.
São honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, porque para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito desejo.
Psicologicamente, os filhos de Xangô apresentam uma alta dose de energia e uma enorme auto-estima, uma clara consciência de que são importantes, dignos de respeito e atenção, principalmente, que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos – consciência essa um pouco egocêntrica e nada relacionada com seu real papel social.
Os filhos de Xangô são sempre ouvidos; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião.
Porém, o senhor de engenho que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam portanto, de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir.
Quando contrariados porém, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis.
Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida mas, feita a lei, retornam a seu comportamento mais usual.
Em síntese, o arquétipo associado a Xangô está próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis.
É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades.
Os filhos de Xangô são extremamente enérgicos, autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável.

Cozinha ritualística
Caruru
Afervente o camarão seco, descasque-o e passe na máquina de moer. Descasque o amendoim torrado, o alho e a cebola e passe também na máquina de moer. Misture todos esses ingredientes moídos e refogue-os no dendê, até que comecem a dourar. Junte os quiabos lavados, secos e cortados em rodelinhas bem finas. Misture com uma colher de pau e junte um pouco de água e de dendê em quantidade bastante para cozinhar o quiabo. Se precisar, ponha mais água e dendê enquanto cozinha. Prove e tempere com sal a gosto. Mexa o caruru com colher de pau durante todo o tempo que cozinha. Quando o quiabo estiver cozido, junte os camarões frescos cozidos e o peixe frito (este em lascas grandes), dê mais uma fervura e sirva, bem quente.
Ajebô
Corte os quiabos em rodelas bem fininhas em uma Gamela, e vá batendo eles como se estivesse ajuntando eles com as mãos, até que crie uma liga bem Homogênea.
Rabada
Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida. Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.
Lendas de Xangô
A Justiça de Xangô
Certa vez, viu-se Xangô acompanhado de seus exércitos frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros, as ordens era aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiros eram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que num movimento rápido, bate com o seu machado na pedra provocando faíscas que mais pareciam raios. E quanto mais batia mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros de Xangô pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação, atrocidades, destruição total. Com isso não concordou com Xangô.
– Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar!
E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente e em seguida libertou a todos os prisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos.

A Lenda da Riqueza de Obará
Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin, Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará. Entre todos Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta, com sua vida humilde e simples.
Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão disseram-lhe que avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaô presenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam, maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras? .
A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará pediu a esposa que preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que havia para comer na casa.
O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer, mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a come-las.
Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe disse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo.
Quando abriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e pedras preciosas e Obará prosperou.
Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará e perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras e ouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico.
Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez, mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram para comer, agora são vocês que as comerão.
E quando o babalaô em visita ao palácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás. E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará.

Site patrocinado por:

velas Pai João de Angola
Artigos Religiosos
Endereço Sophia rasgulaeff 177/ Jardim Alvorada.

Ou visite nossa vitrine virtual

Clique aqui



Publicado em Histórias e Lendas dos Orixás | Comentários desativados em Histórias de Xangô

Histórias de São Jerônimo

Histórias de São Jerônimo

São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja
São Jerônimo, declarado pela Igreja como o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia
Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória do grande “tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras”: São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Ele nasceu na Dalmácia em 340, e ficou conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor da Igreja. É de São Jerônimo a célebre frase: “Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”.
Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma. Estando na “Cidade Eterna”, Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, ele teve um sonho que foi determinante para sua conversão: neste sonho, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado as Sagradas Escrituras, mas somente escritos pagãos). No fim da permanência em Roma, ele foi batizado.
Após isso, iniciou os estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas uma prolongada doença obrigou-o a permanecer em Antioquia. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir na vida eremítica. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. Tendo estudado as línguas originais para melhor compreender as Escrituras, Jerônimo pôde, a pedido do Papa Dâmaso, traduzir com precisão a Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época). Esta tradução recebeu o nome de Vulgata. Assim, com alegria, dedicação sem igual e prazer se empenhou para enriquecer a Igreja universal.
Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, continuando as traduções bíblicas, até falecer em 420, aos 30 de setembro com, praticamente, 80 anos de idade. A Igreja declarou-o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia e fixou o “Dia da Bíblia” no mês do seu aniversário de morte, ou ainda, dia da posse da grande promessa bíblica: a Vida Eterna.
São Jerônimo, rogai por nós!
(30 DE SETEMBRO)

ORAÇÃO A SÃO JERÔNIMO
Ó Deus, criador do universo, que vos revelastes aos homens, através dos séculos, pela Sagrada Escritura, e levastes o vosso servo São Jerônimo a dedicar a sua vida ao estudo e à meditação da Bíblia, dai-me a graça de compreender com clareza a vossa palavra quando leio a Bíblia.
São Jerônimo, iluminai e esclarecei a todos os adeptos das seitas evangélicas para que eles compreendam as Escrituras, e se dêem conta de que contradizem a religião católica e a própria Bíblia, porque eles se baseiam em princípios pagãos e supersticiosos.
São Jerônimo, ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus.
Fazei que todos os homens aceitem e sigam a orientação do nosso Pai comum expressa nas Sagradas Escrituras.
Que Assim Seja.

VIDA DE SÃO JERÔNIMO
Doutor da igreja, e um dos maiores especialistas em bíblias de sua época.
Ele nasceu em Stridonium perto de Aquiléia, Itália e estudou em Roma. Foi batizado na idade de 18 anos, mas foi criado desde pequeno como cristão. Em 374 foi para a Antiopia e teve um visão em que Cristo o admoestava dizendo:
“Ciceronianus es, non Christianus” “Você é um Cicerone e não um Cristão” uma condenação da preferência de Jerônimo a literatura romana e não aos escritos cristãos. Ele foi então para Chalcis, no deserto da Síria e ficou lá por quatro anos, aprendendo hebreu e os escritos de São Paulo de Tebas. Após sua ordenação ele viveu em Constantinopla, hoje Istambul, estudando sob São Gregório Nazaianzus. Retornando a Roma ele chamou a atenção do Papa Damascus e serviu como secretario papal tornando-se uma figura muito popular até a morte de Damascus. Depois foi para Belém onde ficou lá com Santa Paula, São Eustáquio e outros, pregando na Palestina e no Egito. São Jerônimo devotou a sua vida aos propósitos escolares traduzindo Sagradas Escrituras, revisando versões em Latin do Novo testamento principalmente a tradução da bíblia do grego para o Latin chamada “Vulgate”, na qual ficou 15 anos (teria sido uma sugestão do Papa Damascus). De 405 até a sua morte ele continuou a escrever e atacar a heresia Pelagiana. Seus outros trabalhos incluem:
1)”Uma Continuação da Historia Eclesiástica “.
2)”De Viris Illustribus” (uma apresentação dos maiores escritores dos anos anteriores).
3)Um grande número de cartas ; uma tradução de Origines e a tradução e comentários de uma vasta variedade de tratados controvertidos.
Ele morreu em 30 de setembro após longa doença.
Ele é honrado como sendo um dos primeiros estudiosos do início da Igreja e um gênio que deu uma grande contribuição para a área escolástica bíblica.
Na arte litúrgica ele mostrado às vezes como um cardeal atendido por um leão ou ainda como um eremita. Outras vezes como um escolástico.
Padroeiro dos bibliotecários e das secretárias.
Na UBAMDA ele faz sincretismo com Xango.
A sua festa é celebrada em 30 de setembro.
Porque do leão?
O Leão e São Jerônimo
Em Vita Divi Hieronymi (Migne. P.L., XXII, c. 209ff.) traduzido para o Inglês por Helen Waddell em “Beasts and Saints” (NY: Henry Holtand Co., 1934), você encontrará as razões pelas quais São Jerônimo é pintado geralmente com um leão ao seu lado.


Na Umbanda se acende velas para Xango nas cores Marrom, vermelha e Branca /

“Uma tarde São Jerônimo sentou-se com seus amigos monges no seu monastério em Jerusalém ouvindo a lição do dia quando um gigantesco leão aproximou-se andando em três patas, com a quarta pata levantada. Imaginem o caos que se seguiu quando todos os monges correram, cada um para um lado, mas São Jerônimo calmamente levantou-se e foi se encontrar com o hospede não convidado. Naturalmente o leão não podia falar, mas ofereceu a sua pata ferida ao bom padre. Jerônimo examinou a pata e pediu a um monge menos medroso, um balde com água e lavou a pata ferida do leão. Aí Jerônimo notou que a pata estava perfurada por espinhos. Jerônimo retirou com cuidado os espinhos e aplicou uma pomada e o ferimento rapidamente sarou. O gentil cuidado, amansou o leão que ia e vinha pacificamente onde estava São Jerônimo como se fosse um animal doméstico. Deste episódio Jerônimo disse “Pensem sobre isto e vocês encontrarão varias respostas. “Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou, pois Ele curaria a pata sem a nossa ajuda, mas enviou o leão para mostrar quanto Ele estava ansioso para prover o que necessitamos para o nosso bem.”
Os irmãos sugeriram que o leão poderia ser usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o monastério. E assim foi por muito tempo. O leão guardava o jumento enquanto este ia e vinha. Um dia, entretanto, o leão ficou cansado de dormiu enquanto o jumento pastava. Mercadores de óleos egípcios levaram o jumento.
O leão lá pelas tantas acordou e passou a procurar o jumento. Com incrível ansiedade procurou todo o dia. No final do dia voltou e ficou no portão do monastério parado e consciente de sua culpa o leão não tinha mais o seu andar orgulhoso que ele fazia ao lado do burrico.
Quando outros monges o viram concluíram que o leão tinha na verdade comido o jumento. E eles recusaram a alimentar o leão e o enviaram de volta para comer o resto da sua matança. Mas ainda havia certa dúvida se o leão havia ou não matado o jumento e assim Jerônimo mandou que eles procurassem pela carcaça do jumento e não a encontraram, e nem sinal de violência. Os monges levaram a noticia para São Jerônimo que disse “Eu fico triste pela perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes dêem comida a ele, e ele fará o serviço do jumento. Façam com que ele traga em seu lombo algumas das peças de lenha.” E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia ele subiu uma colina e viu na estrada homens montado em camelos e um montado em um jumento. Ele então foi de encontro a eles. Ao se aproximar ele reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram como puderam deixando o jumento e os camelos e sua carga para atrás.
O leão conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquela parada inusitada de um leão liderando um jumento e camelos correram para Jerônimo e ele foi lá, abriu os portões e disse: “Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e dêem comida a eles e esperem para ver o que Deus tinha em mente para mostrar a este seu servo quando nos deu o leão”.
Quando suas instruções foram seguidas o leão começou a rugir de novo e a balançar o seu rabo alegremente. Os irmãos com remorso da calúnia que haviam pensado do pobre leão disseram uns aos outros “Irmão confie na sua ovelha mesmo se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião e Deus fará um milagre para curar o seu caráter”.
Neste meio tempo Jerônimo sabendo o que viria disse: “Meus irmãos fiquem preparados e preparem refrescos porque novos hóspedes virão e deverão ser tratados sem embaraços”.
Assim os irmãos preparam para receber as visitas e em breve os mercadores estavam no portão. Foram bem-vindos, mas eles se prostraram aos pés de São Jerônimo e pediram perdão pelas sua falhas. Gentilmente Jerônimo disse “dêem os refrescos a eles e deixem partir com os seu camelos e suas cargas. Os mercadores ofereceram metade do óleo que os seus camelos carregavam para as lâmpadas do mosteiro e mais alguns alimentos para os monges.
O chefe dos mercadores então disse “Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano e nossos filhos e netos serão instruídos de seguirem esta ordem, e ainda nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer de nós”.
São Jerônimo aceitou e os mercadores de sua parte aceitaram os refrescos e partiram com benção e voltaram alegres para o seu povo. São Jerônimo então disse “vejam meus irmãos o que Deus tinha em mente quando nos mandou o seu leão”!

Site patrocinado por:

velas Pai João de Angola
Artigos Religiosos
Endereço Sophia rasgulaeff 177/ Jardim Alvorada.

Ou visite nossa vitrine virtual

Clique aqui



Publicado em Orixás | Comentários desativados em Histórias de São Jerônimo

Histórias de preto-velhos


Pai Joaquim da Angola sempre ama ir a beira das cachoeiras pedir mais amor a humanidade e num belo dia viu algo que o deixou espantado e logo começou a chorar.
Ele chorando viu muita sujeira como restos de lixo que o povo do Axé jogou ao oferendar a mãe Oxum na Cachoeira.
Ele então reza:
– Ora iê iê omi Oxum. Mãe perdoa fios que fizeram isso no teu aconchego.
Então aparece ao Preto Velho a bela Mãe Oxum radiante de ouro e pedras preciosas.
Pai Joaquim deita e saúda mãe Oxum na beira da cachoeira.
Ela então diz ao Preto Velho:
– Amado, peça aos filhos desse Axé no Terreiro que venham e recolham essa sujeira do meu local sagrado. Mas diga que eu recebi deles os seus pedidos e dei meu Axé a todos.
O Preto Velho beija a mão de Oxum e diz:
– Sim, mãe amada vou inté o ilê e falarei com os fios.
Oxum se despede com um beijo no Preto Velho e entra no Rio.
Na Gira de toda Semana o Pai de Santo abre a Gira e então chama os Pretos Velhos para trabalhar.
Pai Joaquim então chega e pede para todos ficarem em silêncio que ele tinha que falar algo.
O Pai de Santo então diz:
– Meus filhos vamos deixar Pai Joaquim falar o que ele quer pois ele tem um recado dos Orixás.
O Preto Velho diz:
– Mim fios quando forem oferendar num façam sujeira na beira das cachoeiras como ocêis fizeram na que eu fui hoje e mãe Oxum pediu pra eu vir e pedir ocêis pra ir tirar a sujeira da beira da água sagrada. Mais deu a ocêis muito axé.
O Pai de Santo então se prostra diante do Preto Velho e diz:
– O que seriam de nós sem os amados Servos dos Orixás nossos Pretos Velhos em todo lugar?
O Preto Velho responde:
– O que seria né mim fio, do povo carecer de ter mais zelo pelos rios sagrados dos Orixás? Pois são fios da Natureza e fruto dela. Quer oferendar oferenda mas num façam sujeira.

História de Preto Velho
Um Negro com vestimentas brancas já de idade encurvado e usando um cajado viu um homem caído a beira do caminho sentindo fortes dores na perna pois tinha sido roubado e tido apanhado com barras de ferro nas pernas onde uma fratura enorme com ferimentos.
O Preto Velho viu e disse ao homem:
– Aqui é perigoso meu filho. Andar nesse meio perigoso sozinho. Toma esta água do meu pote, e limpe os ferimentos. O Homem diz:
– O Senhor já de idade com um cajado nas mãos ajudando a mim nesta estrada deserta. O que faz sozinho por aqui se é perigoso?
Ele responde:
– Suas perguntas serão respondidas meu filho no tempo certo.
Pegue meu cajado e se levante filho.
O homem:
– Mas o meu pé esta quebrado. Não consigo ficar de pé.
O Negro diz:
– Pode levantar meu filho. Confie em mim.
O Homem levantou com o Cajado e para sua surpresa ao levantar não sentiu mais dores e seu pé estava sem fratura.
Ele diz:
– O Senhor faz Milagre! Deus seja Louvado! Mas como pode um Senhor tão bom neste caminho deserto encurvado e com um cajado? Quem é o Senhor bom homem Santo?
Ele disse:
– Sou apenas um caminheiro meu filho. Vivo no mundo a ajudar. Vá em paz.
O Homem consegue caminhar e lembra-se de um Terreiro de Candomblé e vai até a mãe de Santo e diz a Mãe:
– A Senhora pode me dizer quem era o homem de branco negro que me ajudou no caminho, por favor?
A mãe de Santo joga os búzios e eis a resposta precisa:
– Meu irmão, o homem Negro de Branco e Cajado é teu Pai de Cabeça Oxalá que te ajudou com muito amor.
O homem em lágrimas beijou a mão mãe de Santo e disse:
– O que devo fazer para sempre viver para Oxalá meu Pai Amado?
Ela disse:
– Oxalá ama muito ocê meu irmão e quer que ocê siga o caminho dele e faça o Santo. Use sempre da Caridade de ajudar os demais.
O Homem se tornou um Babalorixá de Oxalá e dedicou sua vida ao Terreiro dando prosseguimento ao trabalho dos Orixás na Comunidade. Mais tarde formando Médico e atendendo sempre as pessoas gratuitamente. Seguiu o Candomblé até o fim de sua vida na Terra.

Vovó Maria Conga.
As contas do rosário de vovó me guiam, Seus olhos sustentam os meus, Me mostram que não existe cansaço, desanimo ou descrença que mereça que meu olhar mire apenas o chão
Sua tranquilidade me envolve, Me ensina que não importa quanto demore, um dia as coisas acontecem porque tem que acontecer
Sejam elas boas ou ruins, acontecem, E vovó me segura
Nas horas de alegria ou de tristeza, Seu corpo cansado e curvado sustenta o peso dos meus medos e inseguranças
Sua pureza e delicadeza me explicam que nada é tão ruim que não possa mudar, E que não há mal que não termine, Na demora de seus passos, pesados porem seguros. Hoje eu aprendi: é as poucos que a vida vai dando certo!
Quase não ouço vovó, pois sussurra, Sussurra sabedoria com o peso de uma vida e mais alguns anos, Vovó cuida com a força de uma mãe, que em
momento algum abandona seus filhos, E quem não acredita que vovó faz e desfaz Ah, Com certeza nunca teve a sorte de se proteger em seu colo!

Reflexão:

Um casal mudou-se para um novo bairro. Na manhã do dia seguinte, enquanto tomavam café da manhã, a mulher olhou pela janela e viu sua vizinha estendendo roupas. Imediatamente ela comentou com o marido: “As roupas não estão limpas, nossos vizinhos não sabem lavar roupa, quem sabe eles precisem de um sabão melhor!”.
Durante um mês eles comentaram sobre as roupas sujas dos vizinhos. Até que um dia a mulher olhou pela janela e viu a vizinha estendendo roupas impecavelmente limpas.
Então ela disse ao marido: “Nossos vizinhos finalmente aprenderam a lavar roupa, veja como estão limpas! Quem será que os ensinou?”.
Então o marido lhe disse: “Minha querida, na verdade fui eu que acordei mais cedo hoje e limpei a nossa janela!!!”.
Assim é a vida: aquilo que vemos quando olhamos os outros depende de quão limpas estejam as janelas através das quais olhamos. Antes de criticar e buscar algo no outro para julgar, quem sabe não seja melhor perguntar se não estamos prontos para um novo olhar.


Deus Nunca Erra
Um rei que não acreditava na bondade de DEUS tinha um servo que em todas as situações lhe dizia:
“Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito , Ele não erra!”
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
“Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.”
O servo apenas respondeu:
“Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que
Deus é bom; e ele sabe o por que de todas as coisas O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!”
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo .
Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no:
Ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu -o muito afetuosamente.
“Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens , justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida:
Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?”
“Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum.
Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito.” Ele nunca erra!
Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito.
DEUS NUNCA ERRA!!!

Para Deus nada é impossível…
Em meio ao burburinho do cotidiano, uma jovem buscava organizar seus pensamentos para então tranquilizar a mente e conseguir trabalhar.
Mas era tão difícil.
Por mais que buscasse organizar suas idéias, em poucos instantes seu pensamento vagava entre lembranças e aflições.
Desconcentrava-se e afligia-se.
Sentia vontade de sair correndo para longe.
No entanto, sabia que seu desconforto nada tinha a ver com seu trabalho.
Além disso, não seria um lugar qualquer que lhe devolveria a serenidade perdida.
Era nisso que pensava quando olhou pela janela.
Nuvens espessas e escuras escondiam o sol.
As montanhas próximas pareciam ter sido engolidas por densa névoa.
A luminosidade do dia dava lugar à certeza da tempestade que não tardaria a cair.
Sentiu seu coração ainda mais pesado.
Era como se o seu estado de espírito estivesse representado pelo cenário emoldurado na janela.
Quando as primeiras gotas da chuva começaram a escorrer pela vidraça ela sentiu-se mais infeliz.
O desejo de chorar só foi contido pela presença dos colegas de trabalho, alheios à sua dor.
Baixou novamente os olhos na tentativa de retomar o trabalho quando encontrou, entre seus pertences, um papelzinho impresso.
Era uma dessas curtas mensagens que se acham dentro dos chamados “biscoitinhos da sorte”.
Era singelo, mas preciso: “depois da tempestade vem a bonança.”
Reencontrar, naquele momento, quando a chuva caía pesada, o bilhetinho que recebera por acaso dias antes, parecia-lhe mais do que uma simples coincidência.
Afinal, sentia-se em meio a uma tempestade.
Problemas sérios invadiam sua vida.
Era como se uma enxurrada estivesse arrastando para longe dela sua paz e sua felicidade.
Olhou novamente para o pequeno papel e o releu.
No instante seguinte, olhou para fora.
Pensou:”para Deus nada é impossível.”
Cobriu o rosto com as mãos e fez uma breve, mas sincera prece, rogando ao Pai força e coragem para prosseguir.
Sentiu-se mais leve e acabou sendo envolvida, sutilmente, pelo trabalho.
O telefone tocou, pessoas a chamaram para resolver questões profissionais, e assim foi.
Sem que percebesse, seus problemas pessoais cederam lugar à concentração no trabalho que ha pouco lhe faltava.
Os minutos foram seguidos pelas horas. Quando, no final da tarde, ela voltou seus olhos para fora não pôde conter o espanto.
A chuva havia parado e o cenário era muito diferente: o céu, banhado por intensa luz do sol, não tinha nuvens.
As montanhas, antes ocultas pela neblina, agora tinham seus contornos bem definidos.
Naquele momento, uma colega aproximou-se e disse-lhe: “quem diria, não?
Depois da chuva que caiu no começo da tarde, um final de dia ensolarado como esse!”
E completou, sorrindo: “para Deus nada é impossível!”
A jovem sorriu, sentindo o ânimo renovado, e pensou: “realmente, para Deus tudo é possível.”
O amor de Deus é uma presença constante na vida de cada um de nós.
Enlevados pela alegria ou arrasados pelo sofrimento, por vezes, esquecemo-nos disso. No entanto, em momento algum Ele nos esquece, ou abandona.


Ogum, senhor dos meus caminhos.
Aquele que me faz centelha de energia na Terra, que me orienta e me da força em toda minha jornada.
Gratidão meu Pai Guerreiro, gratidão por tudo que me proporciona e me ensina todos os dias de minha vida.
Sou pequenina(o) diante de tí Ogum, me ampare e me proteja do que não sou capaz de ver e ouvir, afaste de de mim o negativo vindo do oculto, para que eu possa prosseguir com toda a Fé que existe em mim.
Ogunhê

Site patrocinado por:

velas Pai João de Angola
Artigos Religiosos
Endereço Sophia rasgulaeff 177/ Jardim Alvorada.

Ou visite nossa vitrine virtual

Clique aqui



Publicado em Preto-velhos | Comentários desativados em Histórias de preto-velhos

Histórias de Mamãe Oxum

Histórias de Mamãe Oxum


HISTORIA DA OXUM
Diz o mito que Oxum era a mais bela e amada filha de Oxalá. Dona de beleza e meiguice sem iguais, a todos seduzia pela graça e inteligência.
Oxum era também extremamente curiosa e apaixonada.
E quando certa vez se apaixonou por um dos orixás, quis aprender com Orumilá, o melhor amigo de seu pai, a ver o futuro.
Como o cargo de oliô (dono do segredo) não podia ser ocupado por uma mulher, Orumilá, já velho, recusou-se a ensinar o que sabia a Oxum.
Oxum então seduziu Exú, que não pôde resistir ao encanto de sua beleza e pediu-lhe que roubasse o jogo de Ikin (casca de coco de dendezeiro) de Orumilá.
Para assegurar o seu empreendimento Oxum partiu para a floresta em busca de Iyami Oshoronga, as perigosas feiticeiras africanas, a fim de pedir também a elas que a ensinassem a ver o futuro. Como as Iyami desejavam provocar Exú há tempos, não ensinaram Oxum ver o futuro, pois sabiam que Exú já havia roubado os segredos de Orumilá, mas a fazer inúmeros feitiços em troca de que a cada um deles elas recebessem sua parte.
Tendo Exú conseguido roubar os segredos de Orumilá, o Deus da adivinhação se viu obrigado a partilhar com Oxum os segredos do oráculo e lhe entregou os 16 búzios com que até hoje às mulheres jogam.
Oxum representa, assim a sabedoria e o poder feminino.
Em agradecimento a Exú, Oxum deu a Exú a honra de ser o primeiro orixá a ser louvado no jogo de búzios, e entrega a eles suas palavras para que as traga aos sacerdotes.
Assim, Oxum é também a força da vidência feminina.
Mais tarde Oxum encontrou Oxóssi na mata e apaixonou-se por ele.
A água dos rios a floresta tiveram então um filho, chamado Logun-Edé, a criança mais linda inteligente e rica que já existiu.
Apesar do seu amor por Oxóssi, numa das longas ausências destes, Oxum foi seduzida pela beleza e os presentes (Oxum adora presentes) e o poder de Xangó, irmão de Oxóssi, rompendo sua união com o Deus da floresta e da caça.
Como Xangó não aceitava Logun-Edé em seu palácio.
Oxum abandonou seu filho, usando como pretexto a curiosidade do menino, que um dia foi vê-la banhar-se no rio.
Oxum pretendia abandona-la sozinha na floresta, mas o menino se esconde sob a saia de Iansã e partiu com Xangó tornando-se partir de então, sua esposa predileta e companheira cotidiana.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXUM
Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo são muito persistente no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimoso e obstinado.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que

os filhos de Oxum tem para engordar, gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.
O sexo e importante para os filhos de Oxum.
Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã e Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois assim apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que são eles mesmos, mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e na aparência, apenas inconseqüente.
Verger define:
O arquétipo de Oxum e o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
O ossé da Oxum e realizado no sábado e seus objetos consistem numa sopeira de louça tampada onde se encontra o Óta que deve ser uma pedra retirada do fundo de um rio ou cachoeira e abebé que se trata de um leque de latão mergulhado em mel.
Oxum
Deusa das águas doces (rios, fontes e lagos). É também deusa do ouro, da fecundidade, do jogo de búzios e do amor.
Elemento: água
Personalidade: maternal e tranqüila
Símbolo: Abebé (leque espelhado)
Dia da semana: sábado
Colar: amarelo ouro
Roupa: amarelo ouro
Sacrifício: cabra e galinha e pomba
Oferendas: milho branco, xinxim de galinha, ovos, peixes de água doce

LENDAS
Logo que todos os Orixás chegaram a terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas às mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva.
Olodumare foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal a terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões.
Olodumare perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo.
Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Ialodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.
OXUM
Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem.
Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc.


O ARQUÉTIPO DE OXUM
As pessoas de Oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza.
Gostam de chamar a atenção do sexo oposto.
São boas donas de casa e companheiras, despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.
Oxum é destemida diante das dificuldades enfrentadas pelos seus.
Ela usa sua sensualidade para salvar sua comunidade da morte.
Dança com seus lenços e o mel, seduzindo Ogum até que ele volte a produzir os instrumentos para a agricultura.
Assim a cidade fica livre da fome e miséria. Oxum enfrenta o perigo quando Olodumare, Deus supremo, ofendido pela rebeldia dos orixás, prende a chuva no orum (Céu), deixando que a seca e a fome se abatam sobre o aiê (a Terra).
Transformada em pavão, Oxum voa até o deus maior, para suplicar ajuda.
Mesmo tornando-se abutre pelo calor do sol, que queima-lhe, enegrecendo as penas, ela alcança a casa de Olodumare.
Indignada por se perceber excluída da reunião de orixás masculinos, Oxum torna estéreis todas as mulheres até que ela seja convidada para o encontro.
Uma demonstração de que com ela é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça.
Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade, é assim o jeito dessa deusa-heroína.
Sensível à condição de fraqueza, Oxum se dispõe a aliviar o sofrimento alheio.
Assim ela o faz quando Oxalá tem seu cajado jogado ao mar e a perna ferida por Iansã. Oxum vem para ajudar o velho, curando-o e recuperando seu pertence. Ela é adorada por Oxalá. A deusa do amor parte com um ebó até Olodumare, para que não haja mais seca na Terra. No caminho ela não hesita em repartir os ingredientes da oferenda com o velho Obatalá e as crianças que encontra, e mesmo assim alcança seu objetivo pela comoção de Olodumare.
Com grande compaixão, Oxum intercede junto a Olodumare para que ele ressuscite Obaluaiê, em troca do doce mel da bela orixá. E ela garante a vida alheia também ao acolher a princesa Ala, grávida, jogada ao rio por seu pai. Oxum cuida da recém-nascida, a querida Oiá.
Com suas jóias, espelhos e roupas finas, Oxum satisfaz seu gosto pelo luxo. Ambiciosa, ela é capaz de geniais estratagemas para conseguir êxito na vida. Vai à frente da casa de Oxalá e lá começa a fazer escândalo, caluniando-o aos berros, até receber dele a fortuna desejada para então calar-se. E assim Oxum torna-se “senhora de tanta riqueza como nenhuma outra Yabá (Orixá feminino) jamais o fora”.
A vontade de conhecer os segredos do destino faz com que Oxum, esperta que é, coloque seu poder de atração sexual em acordos para esse fim. Ela é especialista no toma-lá-dá-cá. É desse modo que aprende a arte da adivinhação com Exu, e as roupas de Obatalá, e as vestes do “Senhor do Pano Branco” pelo segredo do Ifá.
Assim Oxum se torna senhora do jogo de búzios. Beleza, agilidade e astúcia são ingredientes do sucesso deste orixá. No amor Oxum é ardorosa, de tão formosa e quente que é. Oxum luta para conquistar o amor de Xangô e quando o consegue é capaz de gastar toda sua riqueza para manter seu amado.
Ela livra seu querido Oxossi do perigo e entrega-lhe riqueza e poder para que se torne Alaketu, o rei da cidade de Keto. Oxum provoca disputa acirrada entre dois irmãos por seu amor: Xangô e Ogum, ambos os guerreiros famosos e poderosos, o tipo preferido por ela. Xangô é seu marido, mas independente disso, se um dos dois irmãos não a trata bem, o outro se sente no direito de intervir e conquistá-la.
Afinal Oxum quer ser amada e todos sabem que ela deve ser tratada como uma rainha, ou seja, com roupas finas, jóias e boa comida, tudo a seu gosto.
A beleza é o maior trunfo do orixá do amor. Como esposa de Xangô, ao lado de Obá e Oiá, Oxum é a preferida e está sempre atenta para manter-se a mais amada.
Ela adora enganar Obá. Oxum induz Obá a cortar a própria orelha para cozinhar e servir para Xangô, dizendo ser o prato preferido do marido, que na verdade fica enojado e enfurecido. Ela também engana Eleguá que, a serviço de Obá para fazer um sacrifício, corta erradamente o rabo do cavalo de Xangô.
Outra vez Obá queria agradar seu marido, mas acaba odiada por ele.
Oxum definitivamente quer o fracasso de quem considera rival.
Foi de Oxum a delicada missão dada por Olodumare de religar o orum (o céu) ao aiê (a terra) quando da separação destes pela displicência dos homens. Tamanho foi o aborrecimento dos orixás em não poder mais conviver com os humanos que Oxum veio ao aiê (a terra) prepará-los para receber os deuses em seus corpos.
Juntou as mulheres, banhou-as com ervas, raspou e adornou suas cabeças com pena de ecodidé (pena de um pássaro sabrado), enfeitou seus colos com fios de contas coloridas, seus pulsos com ides (pulseiras), enfim as fez belas e prontas para receberem os orixás. E eles vieram. Dançaram e dançaram ao som dos atabaques e xequerês.
Para alegria dos orixás e dos humanos estava inventado o Candomblé.
Os mitos da Oxum mostram o quão múltipla é sua personalidade.
(Prandi, 1997).

Site patrocinado por:

velas Pai João de Angola
Artigos Religiosos
Endereço Sophia rasgulaeff 177/ Jardim Alvorada.

Ou visite nossa vitrine virtual

Clique aqui



Publicado em Histórias e Lendas dos Orixás | Comentários desativados em Histórias de Mamãe Oxum

Nossos Umbigos


Nossos Umbigos
O terreiro de Umbanda, como um hospital de almas ou pronto socorro emergencial, recebe nos dias de sessão ou “gira” uma quantidade razoável de encarnados, mas somente os espíritos desencarnados que lá trabalham,
é que podem vislumbrar a imensidão de desencarnados que se movimentam no ambiente,
em busca de ajuda. Ordenados e amparados por seus tutores, chegam estropiados e com aparência assustadora,
uma vez que em sua maioria representam aqueles que cansaram ou esgotaram suas forças
, na vida andarilha do pós-morte do corpo físico.
Voltam à pátria espiritual e dela não tem conhecimento e sem noção da continuidade da vida, quando não, desconhecem até mesmo sua condição de espírito desencarnado e por isso continuam a sentir os desejos, ambições, gostos e dores da vida física e nesse caminho, definham suas energias.
Quando conseguem alcançar algum vislumbre de consciência de sua realidade, permitem a ajuda dos benfeitores que os encaminham a algum local sagrado, onde medianeiros encarnados possam ajudá-los através do choque anímico, permitindo o total desligamento da matéria. Neste momento os chamados Centros Espíritas e de Umbanda, tornam-se “oásis” em seus desertos e como pontes entre os céu e a terra, permitem a passagem de volta à casa.
Naquela noite chuvosa e fria, a maioria dos médiuns daquele terreiro, ressentidos pela dificuldade de deixarem o conforto dos lares, faltaram ao trabalho espiritual e o dirigente preocupado com o atendimento dos doentes que se apinhavam no espaço que dia-a-dia se tornava pequeno, ajoelhou-se em frente ao congá, assumindo sua tristeza diante dos Guias espirituais. Deixou correr duas lágrimas para aliviar seu peito angustiado. Pensou em como fora seu dia e nas atribulações a que já deveria estar acostumado, mas que agora pesavam mais pela saúde que já lhe faltava. Nas dificuldades financeiras, no aluguel da casa que já vencera e nos tantos atrapalhos que ocorreram em seu ambiente de trabalho naquele dia. Sem contar na visita que viera de longe e que deixara em casa esperando pela sua volta do terreiro. Nada disso o impediu de fazer uma prece no final do dia, de tomar seu banho de ervas e seguir a pé até o terreiro, enfrentando a distância e o temporal que se fazia.
Sentia-se feliz em cumprir sua tarefa mediúnica, mas como havia assumido abrir um “hospital de almas”, juntamente com outros irmãos que se responsabilizaram perante a espiritualidade em servir à caridade pelo menos nos dias de atendimento ao público, sabia que sozinho pouco podia fazer.
Pedindo perdão aos guias pela sua tristeza e talvez incompreensão em ver os descaso dos médiuns, que a menor dificuldade, escolhiam cuidar dos próprios umbigos à servir aos necessitados, solicitou que se redobrasse no plano espiritual a ajuda e que ninguém saísse dali sem receber amparo.
Olhando a imagem de Oxalá que mesmo ofuscada pelas lágrimas, irradiava sua luz azulada, sentiu que algo maior do que a lamparina aos pés da figura, agora brilhava. Era uma energia em forma de fios dourados que se distribuíam, a partir do coração do Cristo e que cobriam os poucos médiuns que oravam silenciosos, compartilhando daquele momento, entendendo a tristeza do dirigente.
Agindo como um bálsamo sobre todos, iniciaram a abertura dos trabalhos com a alegria costumeira. Quando o dirigente espiritual se fez presente através de seu aparelho, transmitiu segurança a corrente, com palavras amorosas e firmes e nesse instante, falangeiros de todas as correntes da Umbanda ali “baixaram” e utilizando de todos os recursos existentes no mundo espiritual, usaram ao máximo a capacidade de cada médium disponível, ampliando-lhes a percepção e irradiação energética, o que valeu de um trabalho eficiente e rápido.
Harmoniosamente, os trabalhos encerraram-se no horário costumeiro e todos os necessitados foram atendidos.
Desdobrados em corpo astral, dois observadores descontentes com o final feliz, esbravejavam do lado de fora daquele terreiro. Sua programação e intenso trabalho para desviar os médiuns da casa naquela noite, no intuito de enfraquecer a corrente e consequentemente, infiltrarem suas “entidades” no meio dela, havia falhado. Teriam que redobrar esforços na próxima investida.
Quando as luzes se apagaram e a porta do terreiro fechou, esvaziando-se a casa material, no plano espiritual, organizava-se o ambiente energético para logo mais receber os mesmos médiuns, agora desdobrados pelo sono.
Passava da meia noite no horário terreno e os médiuns, agora em corpo de energia voltavam ao mesmo local do qual a pouco haviam saído. Os aguardavam, silenciosos ouvindo um mantra sagrado, seus benfeitores espirituais. Tudo estava muito limpo e perfumado por ervas e flores. Um a um, ao adentrar, era conduzido a uma treliça de folhas verdes e convidado a deitar-se, recebendo ali um banho de energias revigorantes. Quando todos já se encontravam prontos, seguiram em caravana para os hospitais do astral e lá, como verdadeiros enfermeiros, auxiliaram por horas a fio a tantos espíritos que horas antes haviam estado com eles no terreiro e recebido os primeiros socorros.
No final da noite, o canto de Oxum os chamava para lavarem a “alma” em sua cachoeira e assim o fizeram, para somente depois retornar aos seus corpos físicos que se permitia descansar no leito.
-Vó Benta, mas e aqueles médiuns que faltaram ao terreiro naquela noite, perderam de viver tudo isso?
-Nem todos zi fio! Nem todos! Dois ou três deles, faltaram por necessidades extremas e não por desleixo e assim sendo, se propuseram antes de dormir, auxiliar o mundo espiritual e por isso foram convidados a fazer parte da caravana.
– E aqueles que mesmo não tendo comparecido por preguiça, se ofereceram para auxiliar durante o sono, não foram aceitos?
-A preguiça, bem como qualquer outro vício, é um atributo do ego e não do espírito, mas que reflete neste. Perdem-se grandes e valiosas oportunidades a todo instante pela insensatez de ouvirmos o ego e suas exigências. O tempo, zi fio, é oportunidade sagrada e dele se faz o que bem quer cada um. O minuto passado, não retorna mais, pois o tempo renova-se constantemente. O amanhã nos dirá o que fizemos no ontem e esse tempo que virá é nosso desconhecido, por isso não sabemos se nele ainda estaremos por aqui servindo ou se em algum lugar, clamando por ajuda de outros que poderão alegar não ter tempo para nós, pois precisam cuidar de seus umbigos.
Assim é a vida, zi fio. Contínua troca!

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296



Eu sou Umbandista… Mas o que é isso? O que é ser Umbandista?
É não ter vergonha de dizer: “Eu sou Umbandista”.
É não ter vergonha de ser identificado como Umbandista.
É se dar,acima de tudo a um trabalho espiritual.
É saber que um terreiro, um centro, uma casa de Umbanda é um local
espiritual e não a Religião de Umbanda em seu todo, mas todos os terreiros, centros e casas de Umbanda, representam a Religião de Umbanda.
É saber respeitar para ser respeitado,
é saber amar para ser amado ,é saber ouvir para ser escutado, é saber dar um pouco de si para receber um pouco de Deus dentro de si.
É saber que a Umbanda não faz milagres, quem os faz é Deus e quem os recebe os mereceu.
É saber que uma casa de Umbanda não vende nem dá salvação, mas oferece ajuda aos que querem encontrar um caminho.
É ter respeito por sua casa, por seu sacerdote e pela Religião de Umbanda como um todo: irmandade.
É saber conversar com seu sacerdote e retirar suas dúvidas.
É saber que nem sempre estamos preparados. Que são necessários sacrifícios, tempo e dedicação para o sacerdócio.
É entrar em um terreiro sem ter hora para sair ou sair do terreiro após o último consulente ser atendido.
É mesmo sem fumar e beber dar liberdade aos meus guias para que eles utilizem esses materiais para ajudar ao próximo, confiando que me deixem sempre bem após as sessões.
É me dar ao meu Orixá para que ele me possua com sua força e me deixe um pouco dessa força para que eu possa viver meu dia-a-dia numa luta constante em benefício dos que precisam de auxílio espiritual.
É sofrer por não negar o que sou e ser o que sou com dignidade, com amor e dedicação.
É ser chamado de atrasado, de sujo, de ignorante, conservador, alienígena, louco. E ainda assim amar minha religião e defendê-la com todo carinho e amor que ela merece.
É ser ofendido físico, espiritual e moralmente, mas mesmo assim continuar amando minha Umbanda.
É ser chamado de adorador do Diabo, de Satanás, de servo dos encostos e mesmo assim levantar a cabeça, sorrir e seguir em frente com dignidade.
É ser Umbandista e pedindo sempre a Zambi para que eu nunca esteja Umbandista.
É acreditar mesmo nos piores momentos, com a pior das doenças, estando um caco espiritual e material, que os Orixás e os guias, mesmo que não possam nos tirar dessas situações, estarão ali, ao nosso lado, momento a momento nos dando força e coragem; ser Umbandista é acima de tudo acreditar nos Orixás e nos guias, pois eles representam a essência e a pureza de Deus.
É dizer sim, onde os outros dizem não!
É saber respeitar o que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, mas sabendo que existe um propósito no que ambos estão fazendo.
É vestir o branco sem vaidade.
É alguém que você nunca viu te agradecer porque um dos seus guias a ajudou e não ter orgulho.
É colocar suas guias e sentir o peso de uma responsabilidade onde muitos possam ver ostentação.
É chorar, sorrir, andar, respirar e viver dentro de uma religião sem querer nada em troca.
É ter vergonha de pedir aos Orixás por você, mas não ter vergonha de pedir pelos outros.
É não ter vergonha de levar uma oferenda em uma praia ou mata, nem ter vergonha de exercer a nossa religiosidade diante dos outros.
É estar sempre pronto para servir a espiritualidade, seja no terreiro, seja numa encruza, seja na calunga, seja no cemitério, seja na macaia, seja nos caminhos. Seja em qualquer lugar onde nosso trabalho seja necessário.
É se alegrar por saber que a Umbanda é uma religião maravilhosa, mas também sofrer porque os Umbandistas ainda são tão preconceituosos uns com os outros.
É ficar incorporado 5, 6 horas em cada uma das giras, sentindo seu corpo moído e ao mesmo tempo sentir a satisfação e o bem estar por mais um dia de trabalho.
É sentir a força do zoar dos atabaques, sua vibração, sua importância, sua ação, sua força dentro de uma gira e no trabalho espiritual.
É arriar a oferenda para o Orixá e receber seu Axé.
É ver um consulente entrar no terreiro chorando e vê-lo mais tarde sair do terreiro sorrindo.
É ter esperança que um dia, nós Umbandistas, acharemos a receita do respeito mútuo.
É ser Umbandista mesmo que outros digam que o que você faz, sua prática, sua fé, sua doutrina, seu acreditar, sua dedicação, seu suor, suas lágrimas e sacrifício, não sejam Umbanda.
É saber que existe vaidade mesmo quando alguém diz que não têm vaidade: vaidade de não ter vaidade.
É saber o que significa a Umbanda não para você,mas para todos.
É saber que as palavras somente não bastam. Deve haver atitude junto com as palavras: falar e fazer, pensar e ser, ser e nunca estar.
É saber que a Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social, não vê poder econômico, não vê credo. Só vê ajuda, caridade, luta, justiça, cura, lágrima… e bom, mal e bem…Os problemas, as necessidades e a ajuda para solucionar os problemas de quem a procura.
É saber que a Umbanda é livre; não tem dono, não tem Papa, mas está aí para ajudar e servir a todos que a procuram.
É saber que você não escolheu a Umbanda, mas que a Umbanda escolheu você.
É amar com todas as forças essa Religião maravilhosa chamada Umbanda.



Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.
São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos.
ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos: superiores, colegas e subordinados.
Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração , no meu lar e no meu serviço; vela por mim e pelos meus , protegendo-nos sempre , abrindo e iluminando os nossos caminhos , ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. amém.
( rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.) corrente pela paz e prosperidade todo 3º domingo do mês.

ORAÇÃO DA ESPADA DE SÃO JORGE
Oh! Glorioso Guerreiro São Jorge, eu te suplico confiante que serei atendido, neste momento difícil da minha vida, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com Vossa Espada de Luta, venha cortar todo mal e principalmente (faz o pedido).
Com a força do teu poder de defesa, eu me coloco na proteção do teu escudo, para combater o bom combate contra todo mal ou influência negativa que estiver em meu caminho. Amém.
São Jorge Cavaleiro, guiai-me. São Jorge Guerreiro, defendei-me. São Jorge Mártir, protegei-me.
Todo devoto de São Jorge deve usar a espada sempre que rezar esta oração.

Oração para alcançar um emprego
Ó São Jorge, Cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego, faze com que eu seja bem visto por todos; superiores, colegas e subordinados, que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no serviço, vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e Harmonia a todos que nos cercam.
Amém.

Marinheiros e Mineiros
Marinheiro na Umbanda são entidades geralmente associada aos marujos, que em vida empreendiam viagens pelos mares, enfrentando toda sorte de infortúnios.
Ótimos guias para desmanche de feitiçaria, os marinheiros trazem com seu jeito alegre a dispersão de fluidos oriundos do baixo astral, bebericando sua cerveja, rum ou cachaça apesar de seu modo cambaleante, estão mantendo o equilibrio encimando ondas vibratórias densas que emanam de entidades maléfica, tratando todos guias e consulentes de mano, sao entidades irmanadas no auxilio mútuo ao próximo.
Mineiros são entidades de Umbanda muito próximas aos Boiadeiros com origem terrena no Povo de Minas. Alguns poucos terreiros fazem sessões destinadas a essas entidades, mas a maioria incorpora mesmo na parte destinada aos Boiadeiros. Diversos cânticos (pontos) fazem referência aos Mineiros.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Mediunidade | Comentários desativados em Nossos Umbigos

Não abandone seu posto de serviço


“NÃO ABANDONES O TEU POSTO DE SERVIÇO!”
Reclamas veementemente das agruras e dificuldades do caminho para atenderes aos compromissos que te .
foram delegados pelo Alto, ante o posto de serviço que te foi confiado.
Sentes por vezes o desestímulo a te envolver diante das ingratidões que te chegam deixando-te questionamentos:
será que vale realmente a pena continuar distribuindo
o que me repassam espiritualmente diante de corações tão insensíveis com os quais me deparo?
Será que ninguém aprende nada?
Choras as incompreensões… quando não te achas alvo de uma trama bem urdida de intrigas e invejas dos que desejam te destruir.
Destruir o que? O que é imperecível?
Adotas uma postura de isolamento, buscando dessa forma estar protegido dos dardos peçonhentos que porventura te enderecem e que te ameaçem o teu equilíbrio físico, mental e espiritual.
Se permaneceres assim te desequilibrarás muito mais.
É junto do joio que o trigo floresce e não separado dele!
Reclamas, reclamas, reclamas…
Porventura já buscastes mudar a tua forma de mero espectador para te perguntares por que deténs um posto de serviço em tuas mãos?
Já passou pela vossa mente que tudo que vos acontece tem uma razão de ser para o vosso aprendizado moral?
Será que realmente largando teu posto de serviço encontrareis tranqüilidade para viver?
Pensa, pensa, pensa…
O Posto de Serviço – a Tua Aldeia – no qual te encontras, é o teu ponto de apoio!
É a tua âncora!
A tua tábua de sustentação!
Se com Ele caminhas assim; imaginas sem Ele?
Sacerdócio é cruz abençoada de progresso e assim deve ser entendido!
Nenhum mentor diz para o seu filho que a caminhada será fácil, sem subidas ásperas, árduas e íngremes! Porém sempre afirmamos que nunca será impossível!
Então para que tanto desalento?
Para que tanto dissabor?
Quando assumiram às responsabilidades vocês podiam até não conhecer o percurso todo, como de fato ainda não o conhecem, mas, enganados não estavam!
Coloquem vossos olhos para o Alto; o sorriso nos lábios; a alegria no coração e o serviço nas mãos e nos pés, porque é assim que age um guerreiro, sempre pronto e de atalaia para servir e se na Aldeia de cada um de vós algum filho não vislumbra esse pensamento, é porque ainda não se permitiu forjar o guerreiro íntimo! Sendo o tempo o melhor remédio para tudo.
Silencia as reclamações. Polícia o teu verbo e continua a caminhada.
As folhas caem das árvores, mas, a terra as transforma em adubo para que os pássaros voltem a cantar em uníssono.
Então, filhos e guerreiros de Pery sirvam e passem. Não se detenham na marcha!
A beleza do caminho está nas sementes que são lançadas e na hora certa elas florescerão.
Não parem para reivindicar concessões. Porém diminuam o passo quando for necessário para melhor servir.
E esse caboclo mais uma vez vos afirma: “não abandones o teu Posto de Serviço” pois, nada fica a esmo. E se nenhuma nau fica à deriva, quem dirá uma Aldeia?
Saravá Seu Ogum Rompe Mato!
Saravá Iabamane!
Oxoce os abençõe!
Caboclo Sete Flechas das Matas, um guerreiro de Pery.
Mãe Luzia Nascimento

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296


Prece a Ogum
As sete espadas
saíram da mata Era Ogum!
gritou o caçador
As sete espadas saíram do mar Era Ogum!
gritou o pescador
As sete espadas saíram da terra Era Ogum!
gritou o guerreiro As sete espadas rasgaram o céu Era Ogum!
gritou Olorum Eu andei por ruas desertas e um manto azul me escondeu dos perigos Eu andei por estradas longas e um manto vermelho me cobriu dos inimigos Eu andei por terras, asfaltos e mares e um manto prateado afastou de mim o medo Meu pai e poderoso Ogum! Senhor das sete serpentes Senhor dos sete anéis sagrados Deito a teus pés no dia de hoje, e sempre para em louvor agradecer a tua proteção!
Ogunhê! Ogunhê!

Pular sete ondas: origem é da umbanda
Cada uma das linhas umbandistas concebem o rito de uma determinada forma, sendo que na maioria das vezes o ato de pular sete ondas significa purificação do corpo e espírito,
além da devoção aos orixás, e em especial a Iemanjá, que é a figura considerada a rainha do mar e dona das águas salgadas.

Além disso, existe ainda a relação com as Sete Linhas de Umbanda, que são constituídas pelos sete orixás: Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obalauiê e Iemanjá.
Na Umbanda Sagrada, a analogia é feita a partir da consideração dos Sete Tronos de Deus, que compreendem a Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Ordem, Evolução e Geração.
Não se sabe quando exatamente que essas ações ritualísticas começaram, não há uma data oficial.
E o significado varia de um terreiro para outro, e ainda vai depender dos entendimentos, ritos, linhas e perspectivas que a pessoa tem sobre a religião, ou seja, vai muito além de simplesmente pular ondas, ato que muitos fazem, mas sem saber do real significado.

Apesar de existirem diferenças, o ato de pular as sete ondas na virada do ano faz alusão a preceitos e homenagens prestadas inicialmente por aqueles que praticam e conhecem a Umbanda, que são os mesmos que consideram o mar a casa de mãe Iemanjá, remetendo ainda a um lugar que gera, purifica e renova. A prática não é abominada ou mal vista por aqueles que veem as pessoas pulando sem conhecer, mas agora já é possível levar esse significado para sua vida na hora de pular as ondas. E que venha 2016.


História de Ogum Beira Mar
Conta uma lenda que ao chegar a uma aldeia Ogum Beira Mar ficou furioso. Ele falava com as pessoas, mas ninguém o respondia. Isto aconteceu sucessivas vezes, e sempre que se dirigia a um morador da aldeia só tinha silêncio. Ele achou que as pessoas da aldeia estavam zombando dele e num ato de fúria usou seu poder e matou a todos que ele pensava estarem o humilhando.
Um dia ao passar por outra aldeia ele contou a um ancião o ocorrido e este lhe disse que na aldeia por onde Ogum passara as pessoas, naquela época do ano, faziam um voto de silêncio por alguns dias.
Ao saber disso ele ficou enfurecido consigo e envergonhado, foi em direção ao mar, parou e fitou seus olhos na sétima onda, e ali jurou proteger os mais fracos e todos aqueles que estivessem sofrendo injustiças, discriminações e qualquer tipo de perseguição injusta, após o juramento o mar começou a jogar conchas nas areias das praias.
As pessoas de Ogum Beira Mar
São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição.
Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.
As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca “falam por trás” de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.

Alguns Pontos Cantados de Ogum Beira Mar.
Lá no Humaitá
Aonde Ogum guerreou
Lá em alto Mar
Aonde Iemanjá lhe coro-ou
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
Ogum já jurou bandeira
Nos campos do Humaíta
Ogum já foi a gurerra
Vamos todos saravá
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
Se meu Pai é Ogum, Ogum
Vencedor de demanda
Quando chega no reino é para salvar filhos de UMBANDA
Se meu Pai é Ogum, Ogum
Vencedor de demanda
Quando chega no reino é para salvar filhos de UMBANDA
Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum Iara
Salve os campos de batalha
Salve as sereias do mar
Ogum, Ogum Iara

ORIXÁ OGUM
Eu Saúdo os meus ancestrais.
Que eles possam me abençoar, e ligar sua sabedoria e riqueza ao meu presente.
Eu Saúdo os encantados do Norte a Força do elemento Terra, que todos os seres da Terra, me circunde e proteja, trazendo todas as virtudes contidas na Terra.
Eu Saúdo os Encantados do Sul a Força do Elemento Fogo, que todos os seres do Fogo, me circunde e queime todas as coisas ruins de minha vida, que me tragam o calor e a força de vida para meu espírito.
Eu Saúdo os Encantados do Leste a Força do Elemento Ar, que todos os Seres do Ar, me tragam a sua sabedoria e seu frescor, acalmando minha alma, e soprando para bem longe, todas minhas fraquezas, e que sobre só a leveza.
Eu Saúdo os Encantados do Oeste a Força do elemento Água, que todos espíritos da água, as ondinas, yaras, as grandes Mães das Águas, me tragam Suavidade, Amor. Que todas as coisas ruins de meu espirito seja lavada. Que sua leveza e sabedoria das Grandes Mães esteja sempre comigo.

PRECE DE OGUM BEIRA MAR
Salve Ogum, guerreiro de oxalá.
Orixá que abençoa seus filhos e os filhos de seus filhos.
Pai destemido, Senhor da espada de fogo que corta todas as demandas e Conduza os que amam aos cominhos da prosperidade.
Que em meus caminhos, possa eu, filho seu merecer as vossas Bênçãos:
A espada que mim encoraja, o escudo que mim defende e a bandeira que me protege.
Meu pai Ogum
Não mim deixe cair
Não me deixe tombar.
PATACURI OGUM
OGUM NHÊ.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.

Para adquirir os produtos de nossa loja Física ,

Ou agendar consultas no Centro chame no WhatsApp

(44)97360296



Publicado em Mediunidade | Comentários desativados em Não abandone seu posto de serviço

Nanã de buroquê

Nanã de buroquê

Nanã é a mãe primeira de toda humanidade,conforme a lenda o
homem após várias tentativas de usar diversos materiais, foi feito do barro (lodo primordial das matérias na crosta terrestre), e soprado a vida em suas narinas por oxalá, sendo que a única restrição de Nanã foi para quando este homem morresse a sua matéria seria devolvida aos seus domínios, sincretizada como Nossa Senhora De Santana a avó de Jesus , dona das águas paradas, das chuvas e dos pantanos,ela
decanta em seus domínios toda as matérias impuras dos homens, preparando assim a limpeza do espírito para próxima reencarnação.

Nanã é a deusa mãe em todas as culturas.

Grande senhora das terras molhadas e fecundas, com a qual foram criados todos os seres, reina na lama que formou a Terra, nas águas paradas e pântanos.
Nanã, senhora de muitos búzios, que simbolizam fecundidade, riqueza e morte. É associada ao barro com que foi moldado o primeiro homem; ao fundo de rios e mares. É o ponto de contato entre as águas e a terra. Vive nas madrugadas, quando o orvalho umedece a terra.
Nanã, pelo fato de ser um dos primeiros Orixás criados por Olorun, é caracterizada como uma anciã, ou uma avó.
É guardiã do reinado dos eguns e ancestrais, assim como Obaluayê; usando o ibiri (espécie de bastão ritual com a ponta curva, confeccionado com palha da costa e búzios) como elemento controlador e genitor. Seus preceitos são extremamente complexos e ricos em detalhes… Ao mesmo tempo em que dá vida às criaturas, faz com que retornem ao seu elemento de origem, para mais tarde, renascerem na Terra, formando o ciclo da vida e da morte. Por isso, o corpo após a morte, deve ser devolvido a terra, de onde ele saiu um dia.
Nanã Buruku é o arquétipo das pessoas que agem com calma, benevolência, dignidade e gentileza.
Das pessoas lentas no cumprimento de seus trabalhos e que julgam ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres.
Suas filhas têm um temperamento introvertido. Ativas e severas, gostam de ordem e limpeza. São discretas, cumpridoras de suas promessas e adoram crianças. Elas gostam das crianças e educam-nas, talvez, com excesso de doçura e mansidão, pois têm tendência a se comportarem com a indulgência dos avós.
Texto: by Pierre Verger
São conservadores e presos aos padrões convencionais estabelecidos pelos homens. Calmos, às vezes mudam rapidamente de comportamento,
tornando-se guerreiros e agressivos; quando então, podem ser perigosos, o que assusta as pessoas. Levam seu ponto de vista ás últimas conseqüências.
Quando mães, são apegadas aos filhos e muito protetoras. São ciumentas e possessivas. Exigem atenção e respeito, são pouco alegres e não gostam de muitas brincadeiras. São majestosos e seguros nas ações e procuram sempre o caminho da sabedoria e da justiça.
“Nanã é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte”
Ela é a origem e o poder. Entender Nanã é entender o destino, a vida e a trajetória do homem sobre a terra, pois Nanã é a História. Nanã é água parada, água da vida e da morte.
Nanã pode ser a lembrança angustiante da morte na vida do ser humano, mas apenas para aqueles que encaram esse final como algo negativo, como um fardo extremamente pesado que todo o ser carrega desde o seu nascimento. Na verdade, apenas as pessoas que têm o coração repleto de maldade e dedicam a vida a prejudicar o próximo se preocupam com isso. Aqueles que praticam boas ações vivem preocupados com o seu próprio bem, com a sua elevação espiritual e desejam ao próximo o mesmo que para si, só esperam da vida dias cada vez melhores e têm a morte como algo natural e inevitável. A sua certeza é a imortalidade da sua essência.
É na morte, condição para o renascimento e para a fecundidade, que se encontram os mistérios de Nanã. Respeitada e temida, Nanã, deusa das chuvas, da lama, da terra, juíza que castiga os homens faltosos, é a morte na essência da vida.
Texto: web page Candomblé o mundo dos Orixás

Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas; sendo portanto também sua criação, simultânea a da criação do mundo.
1. Com a junção da água e a terra surgiu o barro.
2. O barro com o sopro divino representa movimento.
3. O movimento adquire estrutura.
4. Movimento e estrutura surgiram à criação; O homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a divindade suprema que junto com Zâmbi (divindade máxima de um culto), fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma
transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes com menos familiaridade que os Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã.
Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.
A Orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada.
Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em
excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural.

velas Pai João de Angola Artigos Religiosos
Temos velas de 7 dias, velas palito branca, coloridas e bicolor, Sabão da Costa.

Porta velas , Incensos e defumadores Diversos
televendas : WhatsApp_business (44)997360296

[envira-gallery slug="loja-fisica"]

Loja Virtual

Click aqui


Na Umbanda se acende velas para Nanã de Buruquê nas cores Roxas e Branca /
 

Homenagem a Nanã.

PRECE PARA NANÃ
Oh! Mãe dos mananciais. Senhora da renovação da vida. Mãe de toda criação.
Orixá das águas paradas. Mãe da sabedoria.
Dai-me a calma necessária para aguardar com paciência o momento certo para tomar minhas decisões.
Que a tua luz neutralize toda as forças negativas à minha volta. Daí-me à tua serenidade e faz de mim um filho abençoado nos caminhos da paz, do amor e da prosperidade.
DEUS SALVE NANÃ BURUQUÊ!
SALÚBA!

ORAÇÃO PARA NANÃ
Mãe protetora de todos nós. Senhora das águas opulentas. Deusa das chuvas benévolas. Deixai cair sobre nós a chuva divina da tua bondade fecunda e infinita. Salubá Nanã Buruquê! Purificai com tuas forças nossa atmosfera para que possa-mos ser envolvidos pelos teus olhos maravilhoso. Saluba Nanã Buruquê!
Que assim seja!


ORAÇÃO PARA NANÃ
à minha mãe Nanã,
eu peço a benção e proteção
para todos os passos de minha vida.
à minha mãe Nanã,
eu peço que abençoe o meu coração,
minha cabeça, meu espírito e meu corpo.
Que aos poderes dados
somente à Senhora das Senhoras,
sejam caridosos e benevolentes,
e me escondam de meus inimigos
ocultos e poderosos.
Minha querida Mãe e Senhora,
tenha piedade de meu coração.
Minha querida Mãe e Senhora,
faça com que eu seja puro de coração
para merecer a sua proteção e caridade

Banho de Rosas e Flores na Umbanda!


Quem nunca tomou um bom banho de rosas? Mais do que isso, quem nunca utilizou estas flores para decorar, harmonizar, perfumar ou romantizar um ambiente? Pois é, as rosas expressam as emoções do amor e da vida e quando bem utilizadas podem nos proporcionar enormes benefícios. Mas afinal, rosas de qual cor devem ser usadas e em que situações? Vejam só:
Rosas Brancas trazem o sentido da Pureza e da Paz. Facilitam a paz interior e ajudam a entrar em conexão e contemplação com o eu interior. Protegem contra energias negativas, purificam os sentimentos, acalmam e trazem o sentido da compaixão estimulando o perdão. São ligada à harmonia e à espiritualidade superior. Podem ser usadas em crianças e até bebês. O banho com rosas brancas é eficaz contra alergias de pele e coceiras. Colocadas nos ambientes atuam contra as energias maléficas e acalmam as pessoas que estão ao seu redor. A rosa branca esta ligada a Yemanjá e a Oxalá.
Rosas amarelas significam Felicidade e Amizade. Tanto em banhos como colocadas em ambientes trazem bem estar, alegria, sensação de leveza e ajudam a ativar as energias universais da prosperidade. O banho equilibra o espírito e a mente e é excelente para limpeza espiritual. A rosa amarela esta ligada a Oxum e Yansã.
Rosas cor de rosa estão ligadas à Amizade e ao Carinho. Facilitam a conexão com a chama trina e com a divindade interior. Desenvolvem sentimento de amor próprio, humildade e passividade. Ajudam a reconhecer os erros e a perdoar os fatos negativos da vida. A rosa cor de rosa está ligada a Oxum e aos Ibejis.
Rosas vermelhas significam Amor e Paixão, são um modo mais direto de dizer “Eu amo” alguém, algo, a vida, o trabalho, ou qualquer outra coisa. São totalmente indicadas para as pessoas que perderam a paixão pela vida. Ajudam a desenvolver a sensualidade, e despertam a libido. É um banho estimulante que tem o poder de desbloquear os chacras e livrar a aura de miasmas espirituais, deixando a pessoa “descarregada” de energias negativas. É ótimo contra depressão. A rosa vermelha está ligada a Yansã, aos Ciganos e às Pombagiras.

Av. Dona Sofhia Rasgulaeff 177.
Jardim Alvorada/ Maringá /Paraná
Telefone: (44) 3034-5827 (44) 99956-8463
Consultas Somente com Hora Marcada.
Atendimento: de Segunda a sexta-feira
Das 09:00 as 19:00 horas.
Não damos consultas:
via whatsapp ou via E-mail.



Publicado em Orixás | Comentários desativados em Nanã de buroquê