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Do Centro Pai João de Angola.

Estamos felizes com sua visita.

"A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana.
Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião."
- Mahatma Gandhi




Pai João é um símbolo. É o negro velho dos engenhos, muito velho, a avaliar pelo cabelo ...
que começa a branquejar: .... diz o provérbio popular. Pai João é, portanto quase centenário.
Sua figura trôpega, de fala enrolada e olhos mansos, contava, nos engenhos, velhas histórias
da Costa, contos, anedotas, adivinhas, parlendas.

Falar sobre o Pai João não é missão das mais fáceis, pois somos suspeitos pra dizer algo
de uma entidade que conhecemos quase que uma vida inteira.
Pai João nos faz recordar de nossa infância onde a presença do "vovô" nos é muito
importante, perto dele nos sentimos crianças novamente.
Pra falar com o pai João não precisamos de nada basta sentarmos ao lado dele que a
conversa fluiu normalmente.
uma das características marcantes do pai João é sua chegada ao terreiro.
Onde se ouve em corro os médiuns puxarem seu ponto de chamada:
Copia_2_de

Ponto cantado de Pai João.

casinha de pau a pique,
sem quintal e sem portão,
Cantinho de um abismo que o tempo calejou.
preto-velho que sorriu, preto-velho que chorou,
Menino de Calças curtas que lhe chama de vovó.
Pai João quero que me contes a história do sinhô
Estória de lobisomem, boi tatá e assombração.
e fale da mãe yemanjá a Deusa da navegação
e fale da mãe yemanjá a Deusa da navegação.

E lá vem o Pai João sem pressa em sua incorporação.
Na chegada com o seu corpo encurvado e bengala na mão faz o sinal da cruz,
E diz :
“Louvado seja Nosso senhor Jesus Cristo, louvado seja a santíssima virgem Maria,
Deus salve essa casa Santa , os ausentes e os presentes, salve as almas santas
e benditas.”
Puxa o Cepo (banquinho de madeira) e no meio do terreiro se senta.
Abençoa um a um os filhos seus.
Pai João tem um jeito único de iniciar a sua gira .
( gira= trabalho de desenvolvimento Mediúnico)
Ele sempre inicia os seus trabalhos fazendo uma explanação sobre a umbanda,
esclarecendo os filhos sobre nossa religião, e, diga-se de passagem, de uma forma simples,
clara e objetiva, despertando em todos a sua volta o interesse de aprender.
Uma das coisas interessante e que sempre me chamou a atenção nas aberturas de trabalho
do pai João é que após as orações iniciais, de sua explanação ele em seu banquinho faz
um pausa olha pros seus filhos na corrente e do nada começa a falar mas sem dizer nomes
ou a quem esta se dirigindo.
Tipo:
“ Tem zi fio que veio pra nossa gira de hoje sem ter feito seu banho de descarrego”
“ Tem zi fio que anda faltando nas doutrinas, arruma tempo pra tudo, mas pro seu santo
não encontra tempo, esquece que ao corpo que é nada damos tudo e ao espírito que é tudo
damos nada”.
“ Tem zi fio que quando abre a boca pra fala em caridade, fala bonito, mas na menor
contrariedade botam a baixo suas palavras e mostram sua cabeça de vento e que sua fé e como fogo de palha”
“Tem zi fio que durante a semana fez brigado em casa”
“Tem zi fio que andou bebendo aguá que passarinho num bebe”
“ Tem zi fio que anda fazendo fuxico, que tem “oiado”, a vida dos outros e tem se
esquecido da sua”
“ Tem zi fio que anda precisando calçar a sandália da humildade, que anda batendo no
peito que seu guia e o melhor, que fez isso aquilo ou aquilo outro se exibindo feito pavão ,
cuidado meu fio pois o santo num tolera vaidade”
“ Tem zi fio que tudo sabe criticar e reclamar de tudo ,mas ajudar fazer num sabe se
esquece que num viemos a esse mundo pra ser servidos e sim pra servir”.
“ Tem zi fio que tem vergonha de dizer: "eu sou Umbandista", mas num tem vergonha na
hora de pedir socorro pro santo”.
“ Tem zi fio que anda desgostoso com a evolução de seu irmão mas num faz nada pra
se ajuda também”, esquece que o sol nasceu pra todos e que cada um tem que buscar
sua própria evolução”.
E por ai segue a lista de coisas e situações que acontece no dia a dia dos terreiros.
E Pai João sempre finaliza dizendo:

“Se a carapusa serviu use-a”

O mais importante que não deve ser esquecido é que mesmo chamando a atenção de
seus filhos seja no coletivo ou no individual, o Pai João jamais altera o tom de sua voz, ele
te leva a reflexão de seus atos, aponta as falhas, mas sem perder a doçura faz o filho
compreender as conseqüências de seus atos e ações.
E sutilmente o induz a mudar .
Pai João trata todos seus filhos da mesma maneira, não existe distinção para ele todos
são iguais .
Pai João diz que cada filho-de-fe é um gomo da corrente e se cada gomo for forte ninguém
quebra essa corrente, que um terreiro é a união dos filhos.
Pai João mostra sua pureza na oração e sua grandeza nas ações.
Espírito sábio e benevolente, sempre pronto a estender suas mãos imateriais aos que o buscam socorro e cura para suas dores físicas , morais e espirituais.
Pai João é o socorro sempre presente, é o amigo certo das horas incertas, é um refugio, é uma luz que conduz.que o diga aqueles que por ele já passaram.
Preto velho mandingueiro que quando pega no rosário laça umbanda e candomblé, afasta o mal e espanta a dor, traz a alivio a alma, sossego ao coração.
Com a fumaça de seu cachimbo manda pro espaço nossas cargas negativas, afasta o encosto, o mau olhado e desencanto.
É impressionante a paciência que ele tem em ouvir os seus consulentes, e a rapidez de seu raciocínio, pois diante dele muitas pessoas chegam aos prantos, e ele ouve em silêncio como se estivesse deixando a pessoa se desabafar e quando menos se espera ele começa falar , e sua palavras são como balsamo que alivia , ele te acalma, te leva a reflexão, te ajuda a encontrar a solução do problema por mais complexo que seja , ele te coloca em contato direto com a Espiritualidade, pra isso ele usa os artifícios que ele dispõe que basicamente são:
Benzimento
O benzimento que age como fio terra, vem descarregando as energias negativas afastando o mau-olhado, a inveja os espíritos obssessores, as perturbações de origem espiritual e Emocional.
As orações,
As orações que são prescritas são direcionadas para um fim específico tipo:
Oração pra abertura de caminho, Oração pra arrumar um emprego, Oração de cura, Oração pra libertação dos vícios, Oração de Fechamento de Corpo, Oração de defesa, Oração pra depressão e conforme a necessidade outras, pros Orixás, guias, Santos.
Os banhos de ervas.
Os banhos que são receitados agem como repelentes, afastam limpam e descarregam o corpo dos ataques espíritos obsessores e encostos,ajudam quebras as demandas, a tirar o peso do corpo e abrir caminhos.
As defumações.
Tem como objetivo assim como o banho de ervas servir como repelente, mas da casa ou do ambiente de trabalho.serve de limpeza, pra descarrego e pra afastar da casa olho gordo inveja, desentendimentos, brigas , tristezas , depressão etc..
Os conselhos:
Não são só Pai João mas todos os preto-velhos são especialista na arte do conselho .
São conselheiros natos, são muito procurados pra tirar duvidas, pra aconselhamento de casais que vivem em conflitos, pra auxiliar na recuperação de filhos rebeldes, por pessoas que estão deprimidas, por Mil razões e motivos.
E em ultimo caso quando se trata de trabalhos feitos.
Nesses casos se recomendam fazer um despacho, um oferenda, um ebô , um trabalho , uma firmeza.
Enfim coisas que resultem na remoção da origem da dificuldade, ou seja, parte espiritual que esteja atrapalhando a vida , os negócios, a parte amorosa, o progresso de um modo geral no consulente.




Acima tentamos descrever o preto-velho Pai João de angola, claro que a entidade e bem maior do que escrevemos sobre ele, pena que computadores não expressam sentimentos.
A esse Valoroso Preto-velho devotamos, nossa fé , nosso carinho, nosso respeito, nossa eterna gratidão, não pelos conselhos, não por toda ajuda por que isso eu sei que ele sabe que somos gratos.
Mas por ele existir e ser um socorro sempre presente.

Como foi dito anteriormente para falar com o pai João é muito simples.
Se você estiver passando por algum problema e desejar dele um auxilio.
Acenda uma vela branca, do lado coloque um copo de café ou um copo de vinho.
ofereça a ele e faça uma prece espontânea,ou faça a oração abaixo:
e peça o auxilio que você necessita.




Oração a Pai João de Angola.

Que assim seja Preto-velho Pai João de Angola que estais em nosso pensamento e que ocupas um lugar de destaque em nossos corações.
Abençoado seja o vosso nome no Céu assim como de redenção o teu sofrimento na terra.
Benditas sejam vossas Angustias Físicas, assim como para sempre seja louvada tuas angustias morais.
Intercede por nós junto ao Pai Misericordioso, tu que já galgastes as escaldas luminosas da espiritualidade e comunicai-nos esta força inquebrantável que elevou o teu espírito aos paramos Celestiais.
Animai-nos a seguir impávidos e serenos através , dos obstáculos da vida e combate em nós o desanimo traiçoeiro que com o banzo faditico nos aniquila o ser.
ajuda-nos a vencer na vida material, assim como quando em vida ajudastes com teu labor escravo o teu senhor de engenho.
Ensina-nos a ter com sua experiência Milenar a calma a resignação, a compreensão que muito necessitamos para que estejamos sempre contigo assim como Jesus te tem na sua santa Glória.
A ti bondoso Preto-velho Pai João de Angola oferecemos esta prece reafirmando nossa fé nossa crença e a nossa esperança em tua força espiritual sempre a serviço do bem.
Protegei-nos Querido Preto-velho Pai João de Angola que tanto sofrestes quando fizestes a tua passagem pela terra.
Daí-nos a coragem que as vezes nos falta para que possamos prosseguir em nossa jornada e algum dia tenhamos merecimento para receber as graças divinas.
Assim Seja !!!




lembrete:

"Não se deixe enganar a umbanda não
é uma fabrica de desejos onde se tem prazo de entrega,
cada caso é um caso, e a fé e merecimento de cada um também conta."

Passe o mouse.


O Umbandista verdadeiro e o de fim de semana

Dentro dos milhares de terreiros espalhados por esse país e pelo mundo, podemos encontrar casas cheias de “médiuns”, todos, ou quase todos, presentes no dia de sessão, a fim de cumprir, por mais uma vez sua missão.

Entretanto, podemos identificar facilmente dois grandes grupos de Umbandistas: o Umbandista Verdadeiro e o Umbandista de fim de semana. Apesar de ser impossível verificar apenas na aparência em qual grupo determinado médium se encontra as atitudes, os pensamentos, a preparação do adepto deixa claro sua classificação. Essa classificação deve ser feita intimamente por cada um que se diz “Umbandista”, colocando em uma balança seus atos.

Mas, genericamente, podemos defini-los dessa forma:

O Umbandista verdadeiro, não deixa de ser Umbandista quando os atabaques do terreiro silenciam. Ele continua vivenciando sua religião mesmo fora do templo sagrado. Pois sabe que é aqui fora que se deve por em prática todos os ensinamentos dados pelos guias na sessão, é o momento que se realiza a grande e verdadeira Gira da vida.

O Umbandista de fim de semana, além de reclamar da duração do trabalho, pois é cansativo ficar em pé algumas horas a cada semana, ou a cada quinze dias, deixa de ser Umbandista com o término dos trabalhos. Não vê a hora de ir embora e voltar para sua rotina habitual. Quando indagado sobre sua religião, tem vergonha, esconde, mente ser de outra, e não faz questão nenhuma de por em prática aquilo que aprendeu.

O Umbandista verdadeiro é aquele que se orgulha de sua religião, não teme assumi-la publicamente, ou ajudar aquele que precisa. É aquele médium interessado, que sempre busca aprender mais, questionar mais, buscando compreender melhor como funciona sua religião e a espiritualidade.
O Umbandista verdadeiro tem amor à sua casa religiosa, pois entende que é nesse solo sagrado que seus Orixás e seus guias se manifestam, além de ser uma escola onde desenvolve sua mediunidade e aperfeiçoa sua moral. Busca auxiliá-la em tudo que precisa, tem zelo, tem capricho.

O Umbandista de fim de semana lembra-se de seu terreiro apenas nos dias de sessões, e não se preocupa se tudo está em ordem, ou se a casa encontra-se em bom estado, pois, apenas quer “ficar” àquelas horas ali e ir embora.

O Umbandista verdadeiro conta os dias para que chegue a próxima sessão.Programa sua vida incluindo os dias de trabalho, para que nenhum evento ocorra nesse dia, pois, trata-se de um dia sagrado. E quando chega o dia, o Umbandista verdadeiro desde o momento em que acorda, já está em sintonia com o astral superior, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e fumo e fazendo seu banho de descarga, pois sabe que os irmãos espirituais já estão agindo em seu templo e em sua matéria. Precisa estar bem, para socorrer aqueles que lá estarão precisando de auxílio.

O Umbandista de fim de semana quando nota que naquele fim de semana terá sessão, já faz cara feia e pensa “não acredito, isso de novo!Nem deu para descansar”. Qualquer motivo é motivo para não ir ao terreiro. Se o tempo está frio, chuvoso ou muito quente, não vai. Se “não está afim” arruma qualquer desculpa e não vai. Se espirrar, se pegar uma gripe ou resfriado leve, também não vai. E esquece-se, que muitos irmãos doentes procuram nossas casas em busca de alívio para seus males. Qual seria a lógica de um filho de fé não ir, se seria essa a oportunidade de encontrar sua cura? O Umbandista de fim de semana no dia de sessão age como se fosse mais um dia comum. Cultiva vícios, más palavras, más atitudes e intrigas. Não tem noção de que a espiritualidade já está agindo e que seu comportamento prejudica seriamente seu desenvolvimento.

O Umbandista verdadeiro realmente acredita naquilo que professa. Sabe que a espiritualidade está em todos os lugares e tudo que faz, faz com fé e amor, pois tem a certeza que os espíritos estão ali e irão, de alguma forma, auxiliá-lo, mesmo não sendo da maneira que ele esperava. Não se desespera com as provações, com os contratempos, com as peripécias da vida, pois sabe que é nos momentos difíceis que realmente somos lapidados.

O Umbandista de fim de semana duvida do que professa. Não tem certeza das manifestações. É aquele que acredita que sendo Umbandista, nunca mais terá problema de saúde, que nunca mais terá problemas financeiros. Quando tais problemas aparecem, revolta-se e mais uma vez põe em dúvida sua religião. É aquele que acredita serem as entidades verdadeiros “gênios da lâmpada”, que tudo que ele pedir e quiser, elas terão que dar... Acredita que não haverá mais contratempo e que não passará por provações, pois as “entidades não vão o deixar sofrer”.

E você meu irmão de fé? Em qual grupo de Umbandista está?

Se está na dos Umbandistas Verdadeiros, parabéns, continue buscando o aperfeiçoamento de sua fé e cumprindo sua missão.

Mas, se você está no grupo dos Umbandistas de fim de semana, é sinal que algo em sua vida está errado. Ainda é tempo de mudar! Aproveite essa oportunidade, pois o Reino de Oxalá é grandioso e iluminado, mas temos que merecer estar lá. Todos podem lá chegar, desde que façam sua “reforma íntima”, mudando a maneira de agir e de pensar, confiando mais naquilo que professa, cultivando as coisas positivas, buscando a elevação e entendendo que a Umbanda é a oportunidade que Deus nos deu para corrigir nossos defeitos, livrar-nos de nossos vícios e alcançar o progresso espiritual.

Ainda há tempo! Avante filhos de fé!



Aos meus inimigos minha eterna gratidão.



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Conceitos da Moral e dos Bons Costumes


Conceitos da Moral e dos Bons Costumes, méritos do espírito

A Umbanda veio para colocar ordem e dar sentido a moral e bons costumes no mundo. Dar noção real do que é, e do que trata a moral e o bom costume, mas mais diretamente a moral interna, intima da justiça e da verdade, do amor ao próximo, da caridade, da humildade, da paciência da perseverança, pois reconhecendo estes valores do caráter humano com certeza fica mais fácil aplica-los.

Hoje pela rápida evolução que o mundo de vocês passa, voltada e valorizando totalmente à matéria, é nítida a necessidade de dar mais importância aos valores de conduta íntima, ao lado espiritual, ao crescimento espiritual.

Quando falamos de respeito e compromisso, logo associam a condições materiais, a obrigações com a matéria e com o mundo material, compromissos que envolvem ganhos, aquisições, status social, porém o que na verdade estamos abordando é o compromisso com a espiritualidade e a Casa escolhida por vocês para o exercício de sua religiosidade e a prática de sua fé.

Quantos de vocês já passaram por outras Casas Espíritas, mas ao encontrar aquela com a qual mais se identifica, mais se sente acolhido, física e espiritualmente, procurem levar com a maior seriedade possível, sem se preocupar apenas com a resolução de problemas pessoais, visem principalmente a questão espiritual, o objetivo do espírito, a necessidade do aprender, do melhorar para evoluir, e isso não é só para aqueles que vestem o branco, mas para todos.

São raras as pessoas que vem para a Umbanda por amor ou pela convicção da necessidade do crescimento espiritual, a maioria vem pela dor, por algo a pedir, livrando-o de barreiras que estejam atrapalhando sua vida, por falta de dinheiro, não é que não seja importante, mesmo porque nesse mundo é essencial para sua sobrevivência, assim como o trabalho, um parceiro ou parceira, mas é impressionante que quando olhamos lá de cima notamos que quando você alcança seu objetivo ou sua necessidade, torna-se pouco, você passa a querer mais, e mais, e mais, e seu objetivo e compromisso acaba sendo apenas com a matéria, deixando totalmente de lado fatores muito mais importantes que dão sentido a sua presença neste mundo.

A partir do momento que vocês estabelecem como principal finalidade ou condição a Umbanda como sua religião com consciência e convicção, então você tem também que colocá-la como um compromisso em sua vida, uma necessidade para seu ao espírito, uma obrigação muito maior e muito mais significativa em importância do que os requisitos e os valores da matéria. A matéria é um meio e não uma finalidade, são os recursos que precisa para sua permanência neste plano pelo tempo que lhe for permitido ou que você por suas ações e conduta se permita ficar, a serviço de sua espiritualidade, da sua formação espiritual.

A primeira atitude que tomam ao alcançar seu pedido é vir ao Terreiro esporadicamente ou mesmo afastar-se até que surja outra necessidade ou problema sempre de ordem material, e isso ocorre até mesmo com filhos que entram para um desenvolvimento mediúnico, principalmente quando se deparam com algumas responsabilidades e exigências da Casa ou do próprio compromisso espiritual.

Desviam-se do caminho de forma proposital, em alguns casos alegando impossibilidades em razão de outras atividades profissionais, escolares, ou pessoais, sem o mínimo esforço ou um pouco se quer de sacrifício em pró da religião que o amparou quando precisou e que sempre irá ampará-lo, evitando ter que enfrentar o que é de fato o verdadeiro compromisso. E o que é pior, achando que isso não é percebido, aparecem com desculpas até vergonhosas, para não participar das obrigações que na verdade são dedicadas aqueles que com interminável persistência fizeram e fazem o melhor por ele. Esta é uma das atitudes mais frustrantes e decepcionantes para qualquer um, sendo da mesma forma para a espiritualidade.

Levem sua religião mais a sério, quantos dão desculpas para ausentar-se, negando dedicar-se a responder até com o  mínimo de gratidão,  aqueles que talvez não a olhos vistos, como gostariam que fosse, mas que fazem tudo por vocês, protegem, iluminam seus caminhos, encaminham suas vidas, o afastam do mal,  o orientam. Ouçam com um pouco mais de reverencia e respeito, o que eles têm a dizer, coloquem em prática, sintam a energia que lhe é oferecida durante todo o tempo que está nesta Casa, sem te pedir nada em troca a não ser um mínimo de consideração.

É impressionante, como muitos conseguem ler um livro, uma revista ou algo assim, em questão de horas que fala sobre sexo ou fofoca, amenidades que não trazem nenhum valor concreto, um compromisso de objetivo espiritual ou mesmo de alerta de conduta, apenas mera curiosidade, e não tem um tempo mínimo que seja, ou pode dispor de um pouco do pataco (dinheiro) para ter um Evangelho segundo Espiritismo, ou mesmo o Livro da Casa ao lado de sua cabeceira, para ler um trecho que possa inspira-lo intimamente, antes de dormir e refletir sobre ele.

A religião ficará em último plano, a desculpa é sempre o meu sustento, as minhas necessidades, as minhas atividades extra religião, são sempre estas as desculpas dadas para meu aparelho. É claro que ela não está pedindo para ninguém passar necessidade ou descumprir uma obrigação pessoal, de trabalho ou seja qual for, é claro que não se quer que ninguém se torne um fanático religioso, o que se pede é simplesmente um pouco mais de consciência religiosa, pois é da mesma forma clara e nítida por muitas vezes, a falta de responsabilidade e compromisso.

Vocês não tem noção que cada trabalho cortado, interrompido é por nós e de nós cobrado, bem como, deste aparelho que foi preparada para o cumprimento dessa missão, porque se todos que aqui estão fazem parte dessa família espiritual, é porque devem, por algum motivo, por alguma necessidade vivida lá atrás, trazida de outras vidas, colocar em prática o ouvir, refletir, mudar e agir diferentemente do que hoje fazem e agem.

Seja qual for sua missão mediúnica, na incorporação, trazendo junto com as Entidades, orientações e aprendizados ou qualquer outra faculdade mediúnica ou mesmo apenas para aprendizado e evolução, sem o exercício da mediunidade, haverá sempre uma cobrança para Nós Entidade, para a Baba e para a Casa, no sentido de fazer com que a prática desta mediunidade ou o aprendizado para a evolução do espírito seja sério, objetivo, levando ao melhor resultado no cumprimento da missão.

É por isso que temos que repetir e insistir várias vezes neste mesmo assunto e cobrá-los, como seu compromisso para com a Umbanda, praticando e divulgando-a continuamente, pois esta é nossa missão maior, dar-lhe o vulto e a importância que deve ter no benefício de toda humanidade, para tornar este mundo muito melhor, para transformar pessoas, para vocês mesmo, para seus filhos e netos, é pensar e agir alto sim, é pensar e agir grande, tão grande quanto a Luz de Oxalá, pois não existe e nunca existirá nada maior que ela.

Tem que haver muito empenho muita dedicação e doação por parte de todos, de dentro e de fora da Corrente, sem desculpas, sem comodismo, sem artimanhas falsas, sem os engodos que só prejudicam e atrasam seu caminho e sua evolução, porque é somente disso que vocês serão cobrados, o resto ficará tudo aqui.

Quem trouxe a encomenda foi o espírito e é ele que deve trazer quando de sua volta ao plano espiritual o que lhe foi pedido e com certeza não será nada material, pois isso não teria qualquer serventia.

Quando estão passando por um problema, por uma dificuldade ou enfermidade que ainda lhe permita locomover-se, mesmo com muito esforço, é quando mais precisam vir buscar ajuda no Templo, exatamente para renovar as energias que lhes darão força para continuar, porém a primeira reação é dizer, não tenho condições ou cabeça para estar no Terreiro hoje, não é sua cabeça, é sua vontade, é sua fé falha ou até inexistente, porque para dizer isso é sinal que não aprendeu nada, que você não tem cabeça para nada, é não perceber, não ter aprendido que aqui receberá as respostas, saberá dos reais valores de uma verdadeira fé, encontrará as saídas para a resolução de suas dificuldades sem esperar que estas sejam da forma que você quer ou dentro dos prazos que você estabeleceu.

Aprimorem-se mais na essência e na base da literatura Umbandista ou mesmo Kardecista, nas preleções das Entidades, nas orientações ao passar por consulta, livros de Casas e autores sérios e compromissados com o relato da verdade, do ensinamento, mas principalmente procurando esclarecer todas as suas duvidas para que não deem interpretações erradas, e usem de toda esta bagagem em pró de uma transformação, pois é desta maneira que surgirá de forma clara o rumo para o aprimoramento do espírito e do ser humano, bem como favorecendo aqueles que vocês mais amam e com esta transformação estarão prontos para também favorecer principalmente aqueles que vocês mais odeiam. Isto sim é uma das encomendas que lhe foi pedida antes de vir a este plano e juntando esta a outras, dará méritos ao espírito e terá o reconhecimento de Oxalá.

Mensagem proferida pela Entidade Preta Velha, Vovó Catarina do Templo Espiritual Caboclo Pena Verde em, 08/08/2012
                                  

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A Lição do Perdão

O que você faria se, de repente, por uma circunstância qualquer, tivesse nas suas mãos a possibilidade de decidir a respeito do destino de uma pessoa que muito lhe prejudicou?

Alguém que estendeu o manto da calúnia e destruiu o seu bom nome perante os amigos? Alguém que usurpou, com métodos desonestos, a sua empresa, fruto de seu labor de tantos anos?

Alguém que tenha ferido brutalmente a um membro da sua família?

Será que você lembraria da lição do perdão, ensinada por Jesus? Será que acudiriam à sua mente as palavras do mestre Galileu: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia?

Ou, ainda, a exortação a respeito de nos reconciliarmos ainda hoje com nosso adversário?

A propósito, conta-se que um escravo tornou-se de grande valor para o seu senhor, por causa da sua honradez e bom comportamento.

Dessa forma, seu senhor o elevou a uma posição de importância, na qualidade de administrador de suas fazendas.

Numa ocasião, o senhor desejou comprar mais vinte escravos e mandou que o novo administrador os escolhesse. Disse, contudo, que queria os mais fortes e os que trabalhassem melhor.

O escravo foi ao mercado e começou a sua busca. Em certo momento, fixou a vista num velho e decrépito escravo. Apontando-o para o seu senhor, disse-lhe que aquele devia ser um dos escolhidos.

O fazendeiro ficou surpreendido com a escolha e não queria concordar. O negociante de escravos acabou por dizer que se o fazendeiro comprasse vinte homens, ele daria o velho de graça.

Feita a compra, os escravos foram levados para a fazenda do seu novo senhor.

O escravo administrador passou a tratar o velho com maior cuidado e atenção do que a qualquer dos outros.

Levou-o para sua casa. Dava-lhe da sua comida. Quando tinha frio, levava-o para o sol. Quando tinha calor, colocava-o debaixo das árvores de cacau, à sombra.

Admirado das atenções que o seu antigo escravo dispensava a um outro escravo, seu senhor lhe perguntou por que fazia aquilo.

Decerto deveria ter algum motivo especial: É seu parente, talvez seu pai?

A resposta foi negativa.

É então seu irmão mais velho?

Também não, respondeu o escravo.

Então é seu tio ou outro parente.

Não tenho parentesco algum com ele. Nem mesmo é meu amigo.

Então, perguntou o fazendeiro, por que motivo tem tanto interesse por ele?

Ele é meu inimigo, senhor. Vendeu-me a um negociante e foi assim que me tornei escravo.

Mas eu aprendi, nos ensinamentos de Jesus, que devemos perdoar os nossos inimigos. Esta é a minha oportunidade de exercitar meu aprendizado.

O perdão acalma e abençoa o seu doador.

Maior é a felicidade de quem expressa o perdão. O perdoado é alguém em processo de recuperação. No entanto, aquele que lhe dispensa o esquecimento do mal, já alcançou as alturas do bem e da solidariedade.

Quando se entenda que perdoar é conquistar enobrecimento, o homem se fará forte pelas concessões de amor e compreensão que seja capaz de distribuir.





Perdão

Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que, sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido...


Um belo dia o bom pai lhe propôs um acordo: Se você, meu filho, conseguir ser aprovado no vestibular para a faculdade de medicina, lhe darei um carro de presente.

Por causa o carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Ele sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso não era bom.


O rapaz estudava e aguardava o resultado de seus esforços. E assim, o grande dia chegou! Fora aprovado. Como prometido, o pai convidou a família para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que o pai lhe daria, na festa, o automóvel. Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou nas mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu o pacote. Para a sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse.


Desde aquele dia, o silêncio e a distância separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e agora, lutava por ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Era raro mandar notícias à família.

O tempo passou e ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai de reatar com o filho foram em vão. Até que um dia, o velho, muito triste, adoeceu e não resistiu. Faleceu.


No enterro a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada pra trás. Em casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, ao colocar o livro numa estante, notou que havia dentro dele um envelope. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia: “Querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha o que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderá o Amor de Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever da consciência”.

Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto.

Como é triste a vida de quem não sabe perdoar. Isto leva a erros terríveis. Antes que seja tarde, perdoe aquele a quem você pensa lhe ter feito mal. Talvez se olhar com cuidado, verá que há sempre um “cheque” escondido em todas as adversidades da vida







ONDE VOCÊ COLOCOU O SAL?

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. -'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre. -'Ruim' - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e
levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:

-'Beba um pouco dessa água'. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: 'Qual é o gosto?' -'Bom!' disse o rapaz.
-"Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre. -'Não' disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago."

(A.D)





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Centro Pai João de Angola
localizado em maringá-Pr.
Na Av. lucilio de Held 1013
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tel:(044)3034-5827 ou
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betodeogum-2009@hotmail.com Atendimento:
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Esse Site é dedicado a Ogum

Quem é Ogum?


"É o Orixá Senhor das contendas, deus da guerra.
Seu nome, traduzido para o português, significa luta, briga, batalha. É a divindade da metalurgia, do ferro, aço e outros metais fortes.
Ogum é a força incontrolável e dominadora, do movimento, do choque. Patriarca dos exércitos, dono das armas. Ogum é o poder do sangue que corre nas veias. Orixá da manutenção da vida.
Homenagem a Ogum.






Ogum
e o pai que nunca deixa um filho sem resposta"
" Ogum abênçoa os filhos e os filhos de seus filhos. " . "Eu não seria nada se não fosse Ogum para abrir a minha Estrada." Salve meu Pai Ogum, Axê patacori Ogum.


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Centro Pai João de Angola.
Situado na Av. Lucilio de Held 1013.
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