Conduta no terreiro de Umbanda

CONDUTA NO TERREIRO DE UMBANDA
O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em grande parte, da concentração e da postura de médiuns e assistentes presentes.Os templos umbandistas são

s são locais sagrados, especialmente preparados para atividades espirituais, e que têm sobre seus espaços uma cúpula espiritual responsável pelas diretrizes básicas de amparo, orientação e segurança daqueles que, ou buscam ali a solução ou o abrandamento de seus males, ou dos que emprestam sua estrutura física para servirem de veículos à prática da caridade.

Apesar disto, alguns participantes julgam que, por tratar-se de culto de invocação, não se deve dar a devida atenção e respeito, sendo tais virtudes ausentes nestes indivíduos.

Respeito, palavra que muitos bradam quando são contrariados, mas que cai no esquecimento daqueles que muito ofendem.

Temos visto, para nossa tristeza, que alguns dirigentes de terreiros deixam muito a desejar no que se refere ao assunto em pauta.

Permitem que pessoas de má índole façam parte de seu quadro mediúnico; permitem aconchegos e conchavos; são muito tolerantes ao permitirem ingressar no salão de trabalhos pessoas com trajes incompatíveis com o que se realiza ou pretenda realizar.

Permitem conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações etc., esquecendo-se que tais comportamentos atraem e “alimentam” os kiumbas desqualificados, que, aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por estas pessoas, desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva, comprometendo assim os trabalhos assistenciais.

Devemos lembrar que o silêncio e a pureza de pensamentos são essenciais ao exercício da fé.

Temos observado também que alguns assistentes, e mesmo alguns médiuns, dirigirem-se desrespeitosamente aos espíritos trabalhadores.
Debocham de suas características e duvidam de sua eficiência.

Entretanto, quando passam por uma série de sofrimentos físicos e espirituais, tendo recorrido inclusive a médicos, sem êxito, recorrem àqueles mesmos espíritos que outrora foram alvos de sua indiferença.
Restabelecidos, atribuem sua melhora ao acaso.

Que Deus na sua infinita misericórdia, abra estes os corações brutos à preciosidade dos trabalhos de Umbanda.

Devem, médiuns e assistentes, observar o silêncio e o pensamento em situações ou coisas que representem fluídos do bem.

Este procedimento tem como consequência a imanação energética com os espíritos, decorrendo daí o derramamento sobre o terreiro do elixir etéreo da paz e da fraternidade.

O que se consegue do mundo astral é, antes de tudo, fruto da bondade e do merecimento de cada um.

A conduta reta e positiva deve ser a tônica em uma agremiação umbandista, para que os Guias e Protetores possam instalar no mental e no coração de cada participante sementes de bondade, amor e proteção.

A homogeneidade de pensamentos é instrumento de poder do ser humano, rumo à concretização de seus desejos, sendo fundamental que se apresentem límpidos e sinceros em uma Casa de Umbanda.

OS BOIADEIROS

São espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções.

Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra. Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para os diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função, pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar. Assim, “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interfere nas consultas de médiuns conscientes. Esses espíritos atendem a boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Omulú. Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo, no entanto, as características deles. Dentro dessa linha, a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc… Dentre muitos Boiadeiros, citamos: Boiadeiro na Jurema, Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro e Boiadeiro do Chapadão, etc … Sua saudação: “Xetro Marrumbaxêtro”, “Minakêto Navizála”

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O NOMES DOS PRETOS-VELHOS

Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas.

Voltemos ao passado, na época que cognominamos “A Idade das Trevas” no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto.

Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos.

Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não?

há resistência, só a inteligência vence.

Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.

As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes.

A primeira, ocultamente, na nação a que que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita.

A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera

(Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram

(Ex.: Joaquim D’Angola). D’Angola).

O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.

No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho.?

É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina),

Pai Roberto,

Pai Cipriano,

Pai João ,

Pai Congo,

Pai José D’Angola,

Pai Benguela,

Pai Jerônimo,

Pai Francisco,

Pai Guiné,

Pai Joaquim,

Pai Antônio,

Pai Serafim,

Pai Firmino D’Angola,

Pai Serapião,

Pai Serapião,

Pai Fabrício das Almas,

Pai Benedito,

Pai Julião,

Pai Jobim,

Pai Jobá,

Pai Jacó,

Pai Caetano,

Pai Tomaz

, Pai Tomé,

Pai Malaquias,

Pai Dindó,

Vovó Maria Conga,

Vovó Manuela,

Vovó Chica,

Vovó Cambinda (ou Chica,

Vovó Cambinda (ou Cambinda (ou Cambinda (ou Cambina),

Vovó Ana,

Vovó Maria

Vovó Maria Maria Redonda,

Vovó Catarina,

Vovó Luiza,

Vovó Rita,

Vovó Gabriela,

Vovó Quitéria,

Vovó Gabriela,

Vovó Quitéria,

Gabriela, Vovó Quitéria,

Vovó Quitéria, Quitéria, Quitéria,

Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra,

Vovó Maria de Serra, Vovó Maria de Minas,

Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário,

Rosário, Rosário, Vovó Benedita.

Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais ?velhos?

do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tio ou Tia).

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Exu Veludo

 

Exu Veludo

O Exu Veludo na Umbanda

Um espírito ligado ao desenlace carnal, a morte, a limpeza, a proteção de locais. O veludo é um símbolo de posição elevada, de status, prosperidade.

A maioria dos médiuns que incorporam este senhor e os médiuns que entram em contato com ele o visualizam vestindo tecidos de cor lilás, roxo, preto e branco. Símbolo de sua realeza dentro dos cemitérios e encruzilhadas. É ligado aos médiuns do Orixá Obatalá (Oxalá), talvez por sua idade, realeza e ligação com a morte. Também encontramos muitos médiuns de Obaluaiê e Nanã.

É sem dúvida ligado à linha roxa de nossas guias de sete linhas, a linha das almas (Nanã e Obaluwaiyê).

Pedaços de tecido de veludo devem ser colocados na oferenda para o EXU VELUDO ara simbolizarem algo importante como um sinal das coisas boas que se quer obter.

A história de Exu Veludo pode ser melhor contada por cada espírito de sua falange, pois cada um possui uma origem particular, o que os une é a missão atual.

A Oferenda ao Exu Veludo para limpeza, retirar karma, afastar feitiço e negatividade:

Passar pelo corpo e colocar na terra um pedaço de veludo roxo em tiras fazendo uma cruz para simbolizar os quatro cantos do mundo, ou em mais tiras… (sete tiras se for mulher, e nove tiras se for homem)

Uma folha de mamona roxa

Uma farofa bem feita com alho roxo, cebola roxa e cominho

Bifes de carne bovina em tiras ou quadradinhos, temperados com dendê, cebola roxa picada

Uma garrafa de vodca, gim

Charuto

Uma vela branca, uma vela preta e uma vela roxa

Após passar as tiras de veludo pedindo o que quer transformar em sua vida, coloque a folha de mamona roxa grande com a farofa já temperada, por cima da farofa coloque a carne passada no fogo com dendê e os temperos.

Acenda as velas em forma de triângulo, no leste (o seu lado direito) a vela branca, no oeste a vela preta, e à sua frente atrás da oferenda a vela roxa.

Acenda o charuto e forme mentalmente um triângulo, uma pirâmide de luz violeta, que desce e irradia a oferenda, você, veja a falange de Exu Veludo toda a sua volta recebendo a luz e se fortalecendo, e sinta a chama interior dentro de você que cresce sendo iluminada e transformada, respire fundo…

Diga ou fale no pensamento, que a vela branca seja a luz de Deus que ilumina o mundo; a vela preta seja a sua luz interior que mesmo em trevas que reinam este mundo buscam se iluminar, e pela transformação da luz aos que ainda não a enxergam; e a vela roxa seja a luz que desce e irradia toda a egrégora e que atrai a saúde, transformação e espíritos de consciência elevada que auxiliam os seres humanos na busca pela felicidade. Para que andem no equilíbrio e encontrem a felicidade.

Assopre a vodca a sua volta, mentalizando os pedidos e jogando no ar, pedindo aos ventos que rodam os quatro cantos do mundo para que espalhem os seus pedidos.

Magia para Exu Veludo para realizar os pedidos:

Escreva num pedaço de veludo roxo os seus pedidos à lápis, repita os pedidos no vento com um charuto aceso.

Faça um defumador de benjoim no tecido, em você e na sua casa de dentro para fora.

Guarde o tecido próximo ao assentamento ou firmeza do Exu Veludo, se não tiver, coloque atrás de sua porta ou plante embaixo de uma árvore. Pode ser avelós, espada de São Jorge ou cacto.

Assentamento de Exu Veludo

(Alguns elementos que podem fazer parte da firmeza do Exu Veludo)

Uma imagem com pedaço de veludo branco, preto e roxo amarrados por uma fita branca com sete nós e seus pedidos

Um galho de amendoeira

Um pedaço grande de chumbo, ou santo antônio de chumbo

Um pedaço de ouro, prata, cobre, estanho, latão, ferro e chumbo

Uma pedra ágata roxa e ametista lilás

Pó de cominho, pó de pemba roxa e pemba branca

Uma estrela de cinco pontas

Uma cruz de madeira

Erva de pinhão roxo

As bebidas para este exu podem ser vodca, gim, cachaça, uísque

O melhor dia para se cuidar deste exu é o sábado, dia ligado ao planeta saturno que limpa karma, é ligado a evolução e espiritualidade.

Pontos de Exu Veludo

Exu Veludo

Sobe o morro de corcunda (bis)

Quando ele tá de trêta

sobe até de muleta (bis)

Exu Veludo o seu cabrito deu um berro (bis)

arrebentou cerca de arame e amassou portão de ferro (bis)

Sua capa de Veludo

quando veio deixou lá (bis)

Quando dava a meia noite

Exu Veludo ía buscar

Inón inón mo jubá

inon inón mo jubá

Ele é exu

e pra ele não tem mistério!

Mora na encruza, lá perto do cemitério

Vence demanda,

ele vence tudo!

Ele é exu de fé,

ele é Exu Veludo!

Tata Veludo que é do lado de lá

segura a Umbanda é do lado de cá!

Tata Veludo que é do lado de lá

segura a Umbanda é do lado de cá!

Ninguém pode com ele,

ele pode com tudo

Lá na encruzilhada ele é Exu Veludo!

Salve o Exu Veludo e sua poderosa falange!

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Exu do Lodo

 

Exu do Lodo

O Exu do Lodo é uma falange de Exus ligados as Almas, ao Orixá Omulu, mas que poucos sabem é que ele está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa.

Os espíritos desta linha se apresentam curvos e com dificuldades pois sua energia é pesada e todos usam aparência de velhos, velhos feiticeiros. A maioria dos espíritos desta linha foram, Padres, Bispos, Bruxos, Magos e Feiticeiros.

Exú do Lodo hitória – Umbanda

São grandes curadores e tem um grande poder de alquimia, são protetores dos cientistas e dos alquimistas. É difícil achar médiuns que entrem em contato com esta energia pois é bem pesada e requer muito dos seus médiuns.
Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu que trabalha na transmutação de energias, transformando o chumbo em ouro, o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.

Ligado também aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã, a Umbanda é onde esta entidade mais se encontra, mas no Candomblé também podendo trabalhar caso o Ilê axé tenha raizes na Umbanda. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.

Pontos Cantado de Exú do Lodo
Na praia deserta eu vi Exu
Então o meu corpo tremeu todo. (bis)
Acendi minha vela o meu charuto
Arrie minha marafo
Saravei Exu do Lodo (bis)

Lenda de Exú do Lodo

Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.

Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).

Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser anti social. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.
Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.

A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas ele estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?

Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ela tinha descoberto. “Existe um ser nobre – lhe digo – que cuida de um pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.

Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor Exú Tranca Ruas.

Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.

Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.

Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.

Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensou: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pântano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.

Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pôs-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.
Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Pomba Gira Maria Molambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.

A moral desta história nos permite compreender os sentimentos mais profundos.
Quantas vezes devemos renunciar a alguns sonhos, reconhecendo que não podemos alcançá-los! E, que afortunados somos se podemos faze-lo, nos livramos de tantas dores de cabeça, de tantos contratempos, e que ao final, nos aguardam outras flores que possuem uma fragrância que ao senti-la, queremos tê-la sempre ao nosso lado

A Educação, a obediência, o respeito e a renuncia de Exú do Lodo foram premiadas. Não somente se tornou o braço direito de Exu Rei, como também de toda a Kimbanda. Mas ele poderia encontrar o amor e ponha um fim a seus dias de pessimismo.

Isso aconteceu, de acordo com as entidades próximo ao inicio da primavera. Portanto, a celebração ocorre a cada 21 de setembro em todos os templos que tem como protetores os Reis da Encruzilhada.

Esta noite a festa é especial. Exú Rei volta a cada ano para reafirmar a sua atribuição ao seu leal súdito e o destaca com uma banda. Permanece junto a algum tempo e, no momento de despachar, eles caminham juntos para a porta do Terreiro, onde a direita do monarca, e sempre ajoelhado, espera a chegada da Pomba Gira Rainha. Uma vez que Exú Rei deu o passe a sua companheira, Exú do Lodo a toma pelo braço e juntos ingressam no salão de baile. sob uma chuva de pétalas de flores que os filhos de santo soltam no ar no momento, Saravando a presença de sua rainha, e aplaudindo, em ambas as entidades a quem paga seu tributo nesse dia à noite.

Oração ao Exu Tranca Rua das Almas
Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do sétimo grau de evolução da lei maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda em meu caminho livrando-me de toda a energia que possa atrapalhar minha evolução; fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo. Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei meu coração mais puro que meus próprios atos; Fazei de minhas palavras a transparência da humildade; Fazei do meu corpo aparelho da caridade. Pois a teu lado demanda co-migo não existirá, estarei coberto por sua capa que protege e abriga seus filhos. Senhor Tranca-Ruas das Almas agradeço por tudo que me fizeste aprender nesta vida e em outras que passei ao seu lado, rogo por vós a proteção para mim, para meus irmãos de fé, para minha família e porque não para meus inimigos Abençoe a guarde esses filhos que um dia entenderam o verdadeiro sentido da palavra Umbanda. Laroiê Exu !

Oração ao Exu Tranca Rua Faço reverência a vós mistério sagrado da criação, vós que sois a manifestação do divino, peço que possa se manifestar entre nós, conforme nosso merecimento. No seu poder, na sua força, e na sua magnitude, pelo caminho tripolar que emana de vós, pelo caminho que só vós conheceis, pela força que só a vós pertenceis, e pelo poder de trancar a vós concedido, eu peço: Que as trevas que habitam em mim sejam trancadas. Que o ódio e o sentimento impuro, que emanam da minha alma, sejam trancados. Que a falsidade que exala dos meus poros seja trancada. Que o rancor e a miséria que habitam o meu coração sejam trancados. Que a dissimulação e a superficialidade, que nasce da minha língua, sejam trancados. Que o egoísmo e a maldade, que transcendem da minha mente, sejam trancados. Que a palavra torta que sai da minha boca e o pensamento roto que sai da minha cabeça contra o próximo, sejam trancados. Que a capacidade que os meus olhos têm de amaldiçoar e destruir sejam trancados. E assim, fonte primária da criação, assim que trancar a tudo isso no seu âmago, pois é na vossa essência que tudo isso se desvitaliza, peço a vós que: Destranque todas as portas do meu caminho. Destranque todas as passagens da minha jornada. Destranque toda prosperidade material e espiritual. Destranque o meu coração das amarguras. Destranque o meu sustento de cada dia. Destranque os meus corpos espirituais e o meu corpo material da agonia, do desespero e da aflição que me assolam na calada da noite. Destranque o meu emprego, o meu negócio e a minha morada material. Destranque o martírio familiar pelo qual eu tenho passado. Destranque os meus olhos para as maravilhas do mundo espiritual. Destranque a minha liberdade! Pois vós, Força Sagrada do Divino Criador, é o portador supremo da Vitalidade! Salve o Mistério Tranca-Ruas!!! Laroiê!!!

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Cabocla Jurema

Salve a Cabocla jurema

Okêi Aro Oxossi.

Salve todos os Caboclo e Caboclas da Mata Virgem.

É uma das entidades mais reverenciadas em todos os terreiros. Sua história começa aos sete meses de nascida quando foi abandonada por sua mãe e assim acabou por ser criada pelo caboclo Tupinambá, Jurema foi cacique de sua tribo e ao desencarnar, veio a terra na forma da grande Cabocla Jurema.

Jurema é entidade de força, de poucos risos, mas de um carinho fora do normal.

A ela credita-se, várias falanges de caboclos, onde ela é a comandante, são chamados eles de falangeiros da Jurema. E tem sua filha Jureminha que responde também na linha de Jurema.

Filha valente de Tupinambá. Adotada pelo mundo, foi encontrada aos pés do arbusto da planta encantada que lhe deu o nome; e cresceu forte, bonita, como formosura da noite e firmeza do dia. Corajosa, a cabocla tornou-se a primeira guerreira mulher da tribo, pois a sua força e agilidade e manejo das armas e da ciência da mata, se tornara uma lenda por todo continente; onde contadores de estórias, aos pés da fogueira, falavam da índia de pena dourada, que era a própria mãe Divina encarnada.

Nada causava medo na Cabocla, ate que um dia ela encontrou seu maior adversário; o amor. Jurema se apaixonou por um caboclo chamado Huascar, de uma tribo inimiga chamada Filhos do Sol, que fora preso numa batalha.

Os dias se passaram e o amor aumentava, pois o pior de amar não é amar sozinho e sim amar sem retorno, pois exige do amado, uma ação em prol do amor.

Jurema que aprendera a resistir ao conto do boto, ao veneno da cascavel e da madeira, já resistira bravamente a centenas de emboscadas e que sentia o cheiro à distância de ciladas, não conseguiu resistir ao amor que fluía do seu peito por aquele guerreiro. Observando o Caboclo preso, ela viu nos olhos dele, as mil vidas que eles passaram juntos, viu seus filhos, o amor que os unia além da carne e percebeu que não foi por acaso, que ele fora o único caboclo capturado vivo, e decidiu libertá-lo, mesmo sabendo que seria expulsa da sua tribo.

Na fuga, seu próprio povo a perseguiu, e em meio a chuva de flechas voando na direção do caboclo fugitivo, foi Jurema que caiu, salvando o seu amado e recebendo a ponta da morte que era pra ele, no seu próprio peito.

Conta a Lenda, que o Caboclo Huascar voltou a Terra do Sol e fundou um império nas montanhas andinas e mandou erguer um templo chamado Matchu Pitchu em homenagem a Jurema, onde, só as mulheres da tribo habitariam e lá aprenderiam a serem guerreiras como a mulher que salvara a sua vida. E no lugar onde a Jurema caiu, nasceu uma planta rebusca e muito resistente que dá flor o ano inteiro, cujo formato exótico e o tom amarelo-alaranjado intenso chamou atenção de todas as tribos, pois tudo dessa planta poderia ser utilizado, desde as sementes, até as flores e o caule; e porque as flores dessa planta estão sempre viradas para o astro maior; ela ficou conhecida como Girassol.

Acredita-se até que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado “Daime”.

Esta Cabocla linda é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira, que da mesma forma que a Cabocla Jurema, são poderosas Entidades de Luz, e tem seus trabalhos dentro da Umbanda muito bem vistos e respeitados.

A Cabocla Jurema presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de Umbanda. Faz isso somente por caridade, não admitindo de forma alguma cobranças pela consulta ou trabalhos. Sua legião é constituída de grandes Entidades Espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de curas através de passes magnéticos, ervas e suas vibrações espirituais.

Normalmente a Divina Entidade Cabocla Jurema, quando está trabalhando, atrai as vibrações de todas as caboclas Juremas, ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas, ou de todas as vibrações que se enquadram nessa força espiritual.

Na realidade todas são uma única vibração que trabalham com ambientes da natureza, como por exemplo: Lua, Sol, Mata, Chuva, Vento e todas as vibrações naturais. A Cabocla Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades, sejam enfermidades físicas ou mentais.

Essa linda Cabocla nos ensina a entender as dificuldades e nos dá coragem para suportá-las. Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta, e a coragem lhe faltar, chame com fé pela Cabocla Jurema, e sentirá sua força lhe protegendo e lhe amparando.

A Cabocla Jurema, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma “cabocla”, ou divindade evocada no Catimbó, cultos Afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na Umbanda. Sendo Entidade Guia Chefe da Linha de Oxossi, ela trabalha na legião constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de passes e curas através das ervas e pontos riscados. Chame pela Jurema nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para ajudar seus filhos de Fé.

Existem várias dissidências dessa Entidade. Sabendo que a maioria dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados a Iansã, pois é sua vibração Original, existem ainda outros tipos de irradiação constituída em vibrações de outros Orixás, fazendo sua ligação vibratória com Caboclos da mesma linha, conforme relação abaixo:

  • Cabocla Jurema da Praia, com  ligação direta a Iemanjá e Xangô tendo sua irradiação ao Caboclo 7 Pedreiras. São espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo chegando em terra para manifestar a fé, amor, caridade,  sentido de geração e maternidade, acolhendo aflitos e necessitados com equilíbrio do mental e dos sentimentos.
  • Cabocla Jurema da Cachoeira, com ligação direta a Oxum tendo sua irradiação ao Caboclo Lírio. São espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo para manifestar a serenidade, empatia, sentido de coletividade e igualdade entre os seres, auxiliando as pessoas em relação ao convívio social e problemas financeiros.
  • Cabocla Jurema da Mata, com ligação direta a Oxóssi e Ogum tendo sua irradiação ao Caboclo Rompe Mato. Seu campo de atuação é a entrada das matas, dando abertura para que espíritos evoluídos nas estratégias da guerra sendo bons cortadores de demandas. Costuma ser mais fechada, porém a feminilidade logo a solta, rodando no terreiro e abrindo caminhos de todos ao redor.
  • Cabocla Jurema Flecheira, com ligação direta a Xangô, Oxóssi e Oxalá tendo sua irradiação ao Caboclo 7 Flechas. Espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo carregam um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países, trabalha na cura, exímio vencedor de grandes demandas espirituais, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos, manipulador das energias do Astral e não fica “preso” a nenhuma vibração, ele trabalha dentro de todas as vibrações logo que tem permissão de Oxalá para atuar nos 7 caminhos de suas flechas (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração).
  • Cabocla Jurema do Oriente, com ligação direta a Xangô, Oxumaré tendo sua irradiação ao Caboclo Cobra Coral. Espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo são profundos conhecedores das magias e das curas através dos segredos dos répteis e animais peçonhentos em geral. Tem como premissa a elevação espiritual e mental dos seres humanos, despertando horizontes em lugares e perfis que encontram-se estagnados.
  • Cabocla Jurema Rainha, com ligação direta a Oxalá e Obaluaê tendo sua irradiação ao Caboclo Girassol. Espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo se mostram especialistas em ritos de curas e passes altamente energéticos. Antigos Xamãs, cientistas e médicos participam dessa falange dando suporte a evolução e desenvolvimento dos necessitados.
  • Cabocla Jurema Preta, com ligação direta a Omolu Obaluaê e Iansã tendo sua irradiação ao Caboclo Arranca Toco. Espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo são exímos feiticeiros com capacidade ampla de drenar energias e filtrar a espiritualidade dos lugares e das pessoas a caminhos da evolução. Estabilizam e transforma o que há de ruim;  transcesdem e multiplicam o que há de bom sempre com conselhos profundos a respeito da natureza humana.
  • Cabocla Jurema da Lua, com ligação direta a Ogum e Xangô tendo sua irradiação ao Caboclo 7 Montanhas. Espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo são profundos conhecedores das leis Kármicas dos seres humanos. Acolhem e mostram não só os caminhos, mas o que está por trás de cada situação de nossas vidas, seus ensinamentos são sempre amplos e passados com sabedoria.
  • Cabocla Jurema Mestra, com ligação direta a Nanã Buruquê e Oxóssi tendo sua irradiação ao Caboclo Araúna. Espíritos femininos que se enquadram nesse arquétipo são muito parecidos com Pretos Velhos, com semblante e postura cansada são conhecedores de ervas e magias que possam ativar melhores situações as pessoas. Sua experiência em diversas encarnações lhe faz uma contadora de histórias que fazem seus ouvintes viajarem por caminhos da imaginação dando assim de maneira simples conselhos morais e éticos para equilíbrio e sabedoria dos necessitados.
  •       jurema3

Entidade Guia – Chefe da Linha de Oxossi, Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os
sofredores, utilizando o processo de passes-cura através das ervas. Normalmente, a Entidade Chefe Cabocla Jurema, quando
está trabalhando, atrai a presença, vibração de todos as Caboclas Jurema, ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia,
Jurema da Mata etc, pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com os ambientes da natureza.
ex: lua, sol, mata, chuva, vento etc. Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia.
Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades. Ela nos ensina a suportar as dificuldades
e nos dá coragem para suportá-los.

Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Jurema e
sentirá sua força amparando você.
Quando quiser agradar essa Cabocla, vá a uma mata limpa, estenda uma toalha verde de pano ou plástico e coloque
sobre ela um vinho tinto rascante (para Oxossi), um coco verde (para a cabocla), substituindo o líquido de dentro do
coco por vinho com mel, enfeitado com fitas verde e vermelha. Para Oxossi uma vela verde e um charuto. Não se esqueça
de uma travessa de frutas e uma cigarrilha.

OBS: As frutas podem ser laranja, banana, abacaxi, manga, fruta de conde, goiaba etc… As velas devem ser acesas fora
da toalha, assim como o charuto e a cigarrilha.

Caminhos

A cabocla Jurema tem vibração originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações
como Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum;Jurema da Mata, na vibração de Oxossi,
e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã, penetrando em outras vibrações de Orixás

Mensagem da Cabocla Jurema

O AMOR

É através do amor,

Aprender a amar é o grande trabalho a ser realizado.

Descobrimos, então, que a nossa alegria é a alegria de todos,

Aprendemos que tudo que fazemos aos outros

Se ajudamos aos nossos irmãos estamos também nos ajudando.

Enquanto o último de nós não encontrar seu caminho,

Ajudar aos outros é ajudar a si mesmo.

Amar aos outros é também amar a si mesmo.

Amar aos outros é também amar a si mesmo.

O amor é a única força que se renova.

Quanto mais se dá, mais se torna forte.

Só ensinando podemos aprender, só dando podemos receber.

Fortalecendo nosso irmão,também receberemos dele a força

Dando de comer a quem tem fome, fortalecemos nosso irmão

Iluminando os olhos de quem precisa,

eles também nos ajudarão a enxergar nosso caminho.

Ninguém pode guardar para si um pedaco da luz.

Se a luz é trancada ela se transforma em escuridão.

A luz só vive no coracão aberto.

Quem ama vive na paz e a paz é luz.

A tempestade só reina na escuridão,

ela nunca vem enquanto o sol está brilhando.

Vivemos na luz, vivemos na paz.

Quem vive na luz ilumina os caminhos escuros

Ela afasta os sentimentos escuros do nosso coracão

E um coracão iluminado é como uma casa limpa,

Se o nosso coracão está iluminado,

Nossa alma é como um jardim

O caminho é um só para todos.

Só se pode receber ajuda

Só se dá valor a um presente quando se precisa dele.

Saber separar aquilo que queremos daquilo que realmente precisamos,

E Deus é Luz e Paz.

É o verdadeiro e único Amor.

Os Pontos Cantados de Umbanda, ou seja, os cânticos entoados nos templos umbandistas têm finalidades
sequer imaginadas pelos consulentes, e mesmo por muitos médiuns, estando longe de serem apenas para alegrar
ou distrair pela música.
Dentro da ritualística de Umbanda, os pontos cantados são indispensáveis. São verdadeiras preces cantadas,
que expressam a fé, a mística, as origens das Entidades e Orixás, sua história e toda a magia da ritualística
de Umbanda.

Os verdadeiros pontos cantados são, como já dissemos , os de raiz, ou seja, aqueles fornecidos por uma Entidade
Espiritual de fato e de direito (como por exemplo, passado a um Ogã ou Chefe de Atabaque).
Os canticos, ou pontos cantados, não são apenas de homenagem ou invocação, eles expressam, de maneira sublime, uma mensagem,
uma emoção, um sentimento, uma imagem, um alerta, uma informação, uma orientação, um conhecimento, etc.

Pontos da Cabocla Jurema.

Cabocla Jurema (Cabocla… seu penacho é verde…)

“Cabocla seu penacho é verde,
Seu penacho é verde… é da cor do mar…

Cabocla seu penacho é verde,
Seu penacho é verde… é da cor do mar…

É a cor da Cabocla Jurema,
É
a cor da Cabocla Jurema,
É
a cor da Cabocla Jurema, Juremá

É a cor da Cabocla Jurema,
É
a cor da Cabocla Jurema,
É
a cor da Cabocla Jurema, Juremá”

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Cabocla Jurema:
Que Lindo Capacetes De Penas
Tem A Cabocla Jurema!
É
Dela, Quem Deu Oxalá!
Ê
Ê Ê Ê Ê Á!

Ê Juremê! Ê Juremá!
Sua Flecha Caiu Sereno, Ô Jurema!
Dentro Deste Gongá!
Salve São Jorge Guerreiro!
Salve São Sebastião!
Saravá Povo De Umbanda
Que Nos Dá A Proteção, Ô Jurema!

=================================

Folhas Verdes Da Palmeira
Como Brilham Ao Luar!
Ó
Que Lindo Caçador
Jurema, Jurema Ô Juremá!

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Jurema, Ô Juremê, Juremá! (2x)
É
Uma Cabocla De Pena!
Atirou Lá Na Jibóia
Sua Flecha É Suprema!

=====================================

Lá Na Mata Eu Vi
Uma Cabocla Jurema!
Era Dona Jurema
Com Sua Flecha Suprema!
Mas Ela Veio De Tão Longe
Veio Caçar A Ema!

=====================================

Com Sete Dias De Nascida
Minha Mãe Me Abandonou!
Salve O Nome De Oxóssi!

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Jurema, Jurema cabocla ela é

Trabalha com flechas pros filhos de fé

Oxóssi, bambaruê

Jurema, bambaruá

Os filhos de Jurema neste congá

Com a Jurema vêm trabalhar

=======================================

Oh Juremê, oh Juremá

Suas folhas caíram serenas, oh Jurema

Dentro deste congá

Salve o sol e salve a lua

Salve São Sebastião

Salve São Jorge guerreiro

Que nos deu a proteção, oh Jurema

===================================
Oxalá chamou, e já mandou buscar

As caboclas da Jurema, no seu Juremá

Pai Oxalá!

Pai Oxalá, é o rei do mundo inteiro

Já deu ordens à Jurema

Mandar seus capangueiros

Mandai, mandai,

Minha Cabocla Jurema

Os seus guerreiros

Esta é a ordem suprema

====================================

Lá nos campos de Jurema

Ouvi tambores tocar bis

E na mata iluminada

Os passarinhos a cantar bis

Não sei se era noite

Não sei se era dia

Só sei que na Jurema era tudo alegria

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Os capangueiros de Jurema bis

Na mata quem manda

É
a Cabocla arriando

Arreiam os capangueiros

Os capangueiros de Jurema

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Brilhou um clarão no céu

Ai, ai, ai meu Deus, o que será?

Onde estarão as caboclas da Jurema

Que até agora não apareceram bis

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É
o rei da mata virgem

Dá licença que eu venho saravar bis

Cabocla Jurema e os seus caboclos

Da mata virgem na fé de Oxalá

Jurema é o seu filho

Quem lhe chama, Jurema

Salve o povo da Umbanda bis

==================================

Onde está a Jurema?

A Jurema onde está?

Está procurando os capangueiros

Que ainda estão no Juremá

Quem mandou chamar

Em nome do Pai Oxalá

Foi seu Oxóssi o caçador

Que já baixou no seu congá

Salve todo o povo da Jurema

Salve a sua luz, seu jacutá

Levando todos os males de seu filhos

Deixando paz e amor

Na fé de Oxalá

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Chegou Jurema

No terreiro ela baixou bis

A Cabocla vem sorrindo

Demonstrando o seu amor bis

A Cabocla Jurema está

Protegendo esse congá… bis

Ela veio de aruanda

Pro terreiro saravar bis

=====================================

Lá naquela floresta

Tem uma pele morena bis

Quando a lua clareia

Pra saravar todo povo da Jurema bis

Jurema de Juremá

Jurema de Juremá bis

É uma cabocla de pena

Vamos todos saravar

Ai, quiô, quiô, quiá, quiá bis
================================

Foi Tupi Quem Me Criou!
Vinde, Vinde Companheiros…
Ai De Mim Tem Dó!
Vinde, Vinde Companheiros…
Ai De Mim Tão Só!

Companheiros Da Jurema
Não Deixem Suas Matas Sozinhas!
Lá Tem Coisas Preciosas
E A Jurema É A Rainha!

=======================================

O Rio Rolou Na Mata Virgem
Uma Estrela Brilhou Na Aruanda!
Saravá Linda Umbanda!
Agora A Cabocla Jurema É Quem Manda!

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Jurema…
O Seu Saiote É Tão Lindo!
Seu Capacete É Azul
Brilha Como O Diadema!
Jurema… Ô Juremê, Juremá!
Abandona Suas Matas
E Vem Na Umbanda Saravá!

===================================

Lá Na Jurema
Debaixo De Um Pé De Ingá
Aonde O Luar Clareia Os Caboclos
Deixa A Cabocla Jurema Passar!
Jurema, Jurema
Olha O Seu Juremá!

=================================

Se Ela É A Cabocla Jurema
Ela Bebe Água No Coité!
Quando Ela Atira A Sua Flecha
A Flecha Vai Cair Onde Ela Quiser!
Se Ela É A Cabocla Jurema
Demanda Ela Vai Vencer!
Se Ela É A Rainha Das Matas
Demanda Nenhuma Ela Pode Perder!

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.Cabocla Jureminha:
Seu Saiote Carijó Brilhou Na Mata
Sua Flecha De Indaiá Assoviou!
A Cabocla Jureminha, Rainha De Umbanda
Nossa Banda Já Saravou, Saravou!

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Minha Cabocla É Linda, Orirá! (2x)
Sua Luz Bendita Quem Lhe Deu
Quem Lhe Deu Foi Nosso Pai Oxalá!

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JUREMA DO MAR

A marola lá do mar
ai vem rolando, e a cabocla Jurema
é
quem vem chegando.
=====================================
Ó
Virgem dos Navegantes
aqui estamos a lhe implorar
enviai a cabocla Jurema

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O Juremê, o Juremá
Suas folhas caíram serenas
Jurema
Salve o Sol e salve a Lua
Salve São Sebastião
Salve São Jorge Guerreiro
Que nos deu a proteção, o
Jurema

para aos seus filhos abençoar

=====================================
Dentro da mata virgem

Uma linda cabocla eu vi

Com seu saiote

Feito de penas

É a Jurema filha de Tupi

Com seu saiote

Feito de penas

É a Jurema filha de Tupi

Jurema. Jurema , Jurema

Linda cabocla, filha de Tupi

Ela vem, lá da Juremá

Vem firmar seu ponto

Nesse congar

Ela vem, lá da Juremá

Vem firmar seu ponto

Nesse congar

==========================

Caboclinha da Jurema

Onde é que você vai ?

Vou pra casa de Odé, no terreiro de meu Pai

De Aruanda êee

De Aruanda aah

De Aruanda êee caboclinha de pemba

De Aruanda aah

===============================

Caboclo roxo

Da pele morena

É Seu Oxóssi

Caçador lá da Jurema

Ele jurou e tornou a jurar

E ouviu os conselhos

Que a Jurema vai lhe dar

==========================

Quem manda na mata é Oxóssi

Oxóssi é caçador

Oxóssi é caçador

Eu vi meu pai assobiar

Eu já mandei chamar

Eu vi meu pai assobiar

Eu já mandei chamar

É de Aruanda êeee

É de Aruanda aaaa

Seu Junco Verde é Aruanda

É de Aruanda aaaa

===========================

Não chores não caboclinho

Pra que chorar

A casa é sua caboclinho

Prá trabalhar

Oi olhe agora

E venha receber

Ogum de Ronda

Meu Pai Baluaê

==============================

Curimbembê, Curimbembá

Sete Flechas um grande orixá

Com sete dias de nascido

A Jurema o encontrou

Deitado na folha seca

O caboclo ela criou

Curimbembê, Curimbembá

Sete Flechas um grande orixá

Nasceu na mata de Oxóssi

Na aldeia de Juremá

O caboclo Sete Flechas

Iluminado por Oxalá

=====================

Oxóssi êeee

Oxóssi aaaaa

Oxóssi é marambolê, marambolá

Quem é aquele que vem lá de Aruanda

Montado em seu cavalo

Com seu chapéu de banda

Ele é Oxóssi de Aruanda eeeeee

Ele é Oxóssi de Aruanda aaaaa

===============================

Caboclo venceu demanda

Para o povo de Umbanda

Na ponta da sua flecha

Quando veio de Aruanda

Venceu…

Caboclo venceu…

No fundo da mata virgem

Oxalá gritou

– Esse filho é meu !!!

Esse filho é meu !!!

===============================

Onde está a Jurema?

A Jurema a onde está ?

Tá procurando os capangueiros

Que ainda estão na Juremá

Quem mandou chamar

Em nome do Pai Oxalá?

Foi seu Oxóssi caçador

Que já baixou nesse congar

Salve todo o povo da Jurema

Salve sua luz

Seu jacutá

Levando a todos lares e seus filhos

Trazendo paz e amor

Na fé de Oxalá

=========================

Oxalá chamou !

Oxalá chamou e já mandou buscar

Os caboclos da Jurema

Pro seu Juremá

Pai Oxalá

É o rei do mundo inteiro

Já deu ordens pra Jurema

Chamar seus capangueiros

Mandai, Mandai

Minha cabocla Jurema

Os seus guerreiros

Essa é a ordem suprema !!

===============================

Vôo, vôo o meu passarinho azulão Bis
Vôo, vôo o meu passarinho azulão

Desça na terra Cabocla
Firma seu ponto no chão
É
a Cabocla Jurema
Com seu bodoque na mão

=======================================

E Jureminha, ê Juremá
Sua flecha caiu serena, Jurema Bis
Dentro deste Congá

Salve São Jorge guerreiro
Salve São Sebastião
Salve o povo da Umbanda
Pedindo a Vossa proteção
Ô
, Jurema

========================================

Houve um tiroteio
Lá nas matas da Jurema
Sua cabana, Oxossi abandonou

E Jureminha, e Juremá Bis
Chefe das mantas mandou te chamar

Ogan segura o toque

Com Deus e a Virgem Maria

Ogan segura o toque

Com Deus e a Virgem Maria

Por Oxalá Meu Pai

Saravá Seu Ventania

Por Oxalá Meu Pai

Saravá Seu Ventania

===============================

Um grito na mata ecoou

Foi seu pena branca que chegou

Com sua flecha

Com seu cocar

Seu Pena Branca vem nos ajudar

Com sua flecha

Com seu cocar

Seu Pena Branca vem nos ajudar

=================================

Saravá seu Pena Branca

Saravá seu apache

Pega flecha e seu bodoque

Pra defender filhos de fé

Ele vem de Aruanda

Trabalhar neste casuá

Saravá Seu Pena Branca

No terreiro de Oxalá

Sua flecha vai certeira

Vai pegar no feiticeiro

Que fez juras e mandingas

Para o filho do terreiro

Pega o arco , atira a flecha

Que esse bicho é caçador

Além de ser castigo

Ele é merecedor

===============================

Ele atirou

Ele atirou e ninguém viu

Só seu Flecheiro é que sabe

A onde a flecha caiu

Ele atirou!

=================================

Tupinambá é canga na batalha

Tupinambá ee Tupinambá

Tupinambá guerreiro de Oxóssi

Tupinambá ee Tupinambá

Tupinambá vem defender seus filhos

Tupinambá ee Tupinambá

Só não apanha

Folha da Jurema

Sem ordem suprema

Do Pai Oxalá

Só não apanha

Folha da Jurema

Sem ordem suprema

Do Pai Oxalá

==============================

Tava na beira do rio

Sem poder atravessar

eu chamei pelos caboclos

Caboclo Tupinambá

eu chamei pelos caboclos

Caboclo Tupinambá

Tupinambá chamei

Chamei tornei chamar eaahhh

Tupinambá chamei

Chamei tornei chamar eaahhh

==============================

Ele é caboclo ele é

Flexeiro

tumba la catunga

e matador

de feiticeiro

tumba la catunga

ele vai firma seu ponto

ele já firmo é na Angola

oi tumba la catunga

==============================
Ô
jureminha, Ô juremá
o rei das matas mandou lhe chamar
O jureminha,Ô juremá
o rei das matas mandou lhe chamar
jureminha vem ,vem ,vem
saia das matas vem
jureminha vem,vem,vem
vem de aruanda vem
e a passarada vem cantando alegre
la na mata virgem
onde mora seu pai

 

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Os Caboclos na Umbanda

Os Caboclos

São os nossos amados Caboclos os legítimos representantes da Umbanda, eles se dividem em diversas tribos, de diversos lugares formando aldeias, eles vem de todos os lugares para nos trazer paz e saúde, pois através de seus passes, de suas ervas santas conseguem curar diversos males materiais e espirituais. A morada dos caboclos é a mata, onde recebem suas oferendas, sua cor é o verde transparente para as Caboclas e verde leitoso para os Caboclos, gostam de todas as frutas, de milho, do vinho tinto (para eles representa o sangue de Cristo), gostam de tomar sumo de ervas e apreciam o coco com vinho e mel.

Existem falanges de caçadores, de guerreiros, de feiticeiros, de justiceiros; são eles trabalhadores de Umbanda e chefes de terreiros. As vezes os caboclos são confundidos com o Orixá Oxossi, mas eles são simplesmente trabalhadores da umbanda que pertencem a linha de Oxossi, embora sua irradiação possa ser de outro Orixá.

A sessão de caboclos é muito alegre, lembra as festas da tribo. Eles cantam em volta do axé da casa como se estivessem em volta da fogueira sagrada, como faziam em suas aldeias. Tudo para os caboclos é motivo de festa como casamento, batizado, dia de caçar, reconhecimento de mais um guerreiro, a volta de uma caçada.

Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham “incorporados” a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.

Estão sempre em busca de uma missão, de vencer mais uma demanda, de ajudar mais um irmão de fé. São de pouco falar, mais de muito agir, pensam muito antes de tomar uma decisão, por esse motivo eles são conselheiros e responsáveis.

Os Caboclos, de acordo, com planos pré-estabelecidos na Espiritualidade Maior, chegam até nós com alta e sublime missão de desempenhar tarefa da mais alta importância, por serem espíritos muito adiantados, esclarecidos e caridosos. Espíritos que foram médicos na Terra, cientistas, sábios, professores, enfim, pertenceram a diversas classes sociais, os Caboclos vêm auxiliar na caridade do dia a dia aos nossos irmãos enfermos, quer espiritualmente, quer materialmente. Por essas razões, na maior parte dos casos, os Caboclos são escolhidos por Oxalá para serem os Guias-Chefes dos médiuns, ou melhor, representar o Orixá de cabeça do médium Umbandista (em alguns casos os Pretos-Velhos assumem esse papel).

Na Umbanda não existe demanda de um Caboclo para Caboclo, a demanda poderá existir de um Caboclo, entidade de luz, para com um “kiumba” ou até mesmo contra um Exu, de pouca luz espiritual.

A denominação “caboclo”, embora comumente designe o mestiço de branco com índio, tem, na Umbanda, significado um pouco diferente. Caboclos são as almas de todos os índios antes e depois do descobrimento e da miscigenação.

Constituem o braço forte da Umbanda, muito utilizados nas sessões de desenvolvimento mediúnico, curas (através de ervas e simpatias), desobsessões, solução de problemas psíquicos e materiais, demandas materiais e espirituais e uma série de outros serviços e atividades executados nas tendas.

Os caboclos não trabalham somente nos terreiros como alguns pensam. Eles prestam serviços também ao Kardecismo, nas chamadas sessões de “mesa branca”. No panorama espiritual rente à Terra predominam espíritos ociosos, atrasados, desordeiros, semelhantes aos nossos marginais encarnados. Estes ainda respeitam a força. Os índios, que são fortíssimos, mas de almas simples, generosas e serviçais, são utilizados pelos espíritos de luz para resguardarem a sua tarefa da agressão e da bagunça. São também utilizados pelos guias, nos casos de desobsessão pois, pegam o obsessor contumaz, impertinente e teimoso, “amarrando-o” em sua tremenda força magnética e levando-o para outra região.

      ccc2

Os caboclos são espíritos de muita luz que assumem a forma de “índios”, prestando uma homenagem à esse povo que foi massacrado pelos colonizadores. São exímios caçadores e tem profundo conhecimento das ervas e seus princípios ativos, e muitas vezes, suas receitas produzem curas inesperadas.

Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização.

Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa aura e proporcionam uma energia e força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos, não existem trabalhos de magia que concedam empregos e favores, isso não é verdade. O trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e prepará-lo para que nós consigamos o nosso objetivo.

A magia praticada pelos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa

Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, nos seus trabalhos de magia costumam usar pemba, velas, essências, flores, ervas, frutas e charutos.

Quase sempre os caboclos vêm na irradiação do Orixá masculino da coroa do médium e as caboclas vêm na irradiação do Orixá feminino da coroa do médium; mas, eles(as) podem vir também na Irradiação do seu próprio Orixá de quando encarnados e até mesmo na irradiação do povo do Oriente.

Onde Vivem Os Caboclos ?

Muitos já ouviram falar que os Caboclos quando se despedem do terreiro, onde atuam incorporados em seus médiuns, dizem que vão para a cidade de Juremá. Outros falam subir para o Humaitá, e assim por diante.

Sabemos, no entanto, que os Caboclos não voltam para as florestas como ordinariamente voltam os que lá habitam.

No espaço, onde se situam as esferas vibratórias, vivem os Caboclos agrupados, segundo a faixa vibracional de atuação, junto a psico-esfera da Terra. São verdadeiras cidades onde se cumpre o mandato que Oxalá assim determinou, colaborando com a humanidade.

É para as cidades espirituais que os Caboclos responsáveis pelos diversos terreiros levam os médiuns, dirigentes e demais trabalhadores, para aprenderem um pouco mais sobre a Umbanda.

Estas moradas possuem grandes núcleos de trabalhos diversos, onde o Caboclo faz sua evolução, contrariando o que muitos encarnados pensam (que Caboclo tudo pode, tudo sabe e tudo faz).

Os Orixás, que são emanações do pensamento do Deus-Pai, que está além da personalidade humana que lhe queiram dar as culturas terrenas, fazem descer a mais pura energia-matéria ser trabalhada pelos Caboclos no espaço-tempo das esferas que compreendem a Terra, morada provisória de alguns espíritos em evolução.

Lá, na morada de luz dos Caboclos, existem outros espíritos aprendendo o manejo das energias, das forças que estabelecerão um padrão vibratório de equilíbrio para os consulentes que vêm às tendas de caridade em busca de um conforto espiritual.

Estas “aldeias” se locomovem entre as esferas, ora estão em zonas próximas às trevas, socorrendo espíritos dementados, ora estão sobre algumas cidades do plano visível, etéreas, ou sobre o que resta de florestas preservadas pelo Homem. De lá extraem, com a ajuda dos Elementais, os remédios para a cura dos males do corpo.

Quando Incorporados, fumam charutos ou cigarrilhas e, em algumas casas, costumam usar durante as giras, penachos, arcos e flechas, lanças, etc… Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser, dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha.

Seus “brados”, que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma “senha” entre eles. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons.

Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter:

Caboclos Da Mata – Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas.

Caboclos Da Mata Virgem – Esses viveram mais interiorizados nas matas, sem nenhum contato com outros povos.

Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão.

Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros.

A primeira é a “especialidade” de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros.

A segunda é diferença criada pela irradiação que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.

Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho.

A “personalidade” de um caboclo se dá pela junção de sua “origem”, “especialidade” e irradiação que o rege.

E é nessa “personalidade” que centramos nossos estudos. Assim como os Pretos-velhos, eles podem dar passe, consulta ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação (preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral).

Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia.

Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais.

Formas Incorporativas E Especialidade Dos Caboclos:

Caboclos De Oxum

Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece principalmente através do chacra cardíaco. Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de alívio emocional.

Caboclos De Ogum

Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.

Caboclos De Yemanjá

Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.

Caboclos De Xangô

São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego; causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.

Caboclos De Nanã

Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o karma e como ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.

Caboclos De Iansã

São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô. No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da necessidade.

Caboclos De Oxalá

Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São “compactados” para incorporar e se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito. Sua principal função é dirigir e instruir os demais Caboclos.

Caboclos De Oxossi

São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.

Caboclos De Obaluaiê

São espíritos dos antigos “pajés” das tribos indígenas. Raramente trabalham incorporados, e quando o fazem, escolhem médiuns que tenham Obaluaiê como primeiro Orixá. Sua incorporação parece um Preto-velho, em algumas casas locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

Atribuições dos Caboclos

São entidades, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros, nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.

Assobios E Brados

Quem nunca viu caboclos assobiarem ou darem aqueles brados maravilhosos, que parecem despertar alguma coisa em nós?

Muitos pensam que são apenas uma repetição dos chamados que davam nas matas, para se comunicarem com os companheiros de tribo, quando ainda vivos. Mas não é só isso.

Os assobios traduzem sons básicos das forcas da natureza. Estes sons precipitam assim como o estalar dos dedos, um impulso no corpo Astral do médium para direcioná-lo corretamente, afim de liberá-lo de certas cargas que se agregam, tais como larvas astrais, etc.

Os assobios, assim como os brados, assemelham-se à mantras; cada entidade emite um som de acordo com seu trabalho, para ajustar condições especificas que facilitem a incorporação, ou para liberarem certos bloqueios nos consulentes ou nos médiuns.

O Estalar De Dedos

Por que as entidades estalam os dedos, quando incorporadas ?

Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima.

Nossa mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos chacras de nosso corpo.

O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus (parte gordinha da mão) e dentre as funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e freqüência do corpo astral; e a, descarga de energias negativas.

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Os Ciganos na Umbanda

Salve o povo cigano.

Os Espíritos Ciganos são também, uma linha de trabalhos espirituais que busca seu espaço próprio, pela força que demonstram em termos de caridade e serviços a humanidade. Seus préstimos são valiosas contribuições no campo do bem-estar pessoal e social, saúde, equilíbrio físico, mental e espiritual, e tem seu alicerce em entidades conhecidas popularmente com “encantadas”.

São entidades que há pouco tempo ganharam força dentro dos rituais da Umbanda. Erroneamente no começo eram confundidos com entidades espirituais que vinham na linha dos Exus, tal confusão se dava por algumas ciganas se apresentarem como Cigana das Almas, Cigana do Cruzeiro ou nomes semelhantes a esses utilizados por Exus e Pombas-Gira. Hoje, o culto está mais difundido, se sabe e se conhece mais coisas sobre essas entidades, chegando algumas casas a terem um ou mais dias específicos para o culto aos espíritos ciganos.

Não tem na Umbanda o seu alicerce espiritual, como dissemos; se apresentam também em rituais do tipo mesa branca, Kardecistas e em outros rituais específicos de culto à natureza e todos os seus elementos, por terem herdado de seu povo, o cigano, o amor incondicional à proteção da natureza.

Encontraram na Umbanda um lugar quase ideal para suas práticas por uma necessidade lógica de trabalho e caridade.

Na Umbanda passaram a se identificar com os toques dos atabaques, com os pontos cantados em sua homenagem e com algumas das oferendas que são entregues às outras entidades cultuadas pela Umbanda. Encontraram lá, na Umbanda, uma maneira mais rápida de se adaptarem a cultos e é por isso que hoje é onde mais se identificam e se apresentam.

São entidades oriundas de um povo muito rico de histórias e lendas, foram na maioria andarilhos que viveram nos séculos XIII, XIV, XV e XVI. Tem na sua origem o trabalho com a natureza, a subsistência através do que plantavam e o desapego as coisas materiais.

      Cigano-HinoCiganonaCiganos

Dentro da Umbanda seus fundamentos são simples, não possuindo assentamentos ou ferramentas para centralização da força espiritual. São cultuados em geral com imagens bem simples, com taças com vinho ou com água, doces finos e frutas solares. Trabalham também com as energias do Oriente, com cristais, incensos, pedras energéticas, com as cores, com os quatro sagrados elementos da natureza e se utilizam exclusivamente de magia branca natural, como banhos e chás elaborados exclusivamente com ervas.

Diferentemente do que pensamos e aprendemos, raramente são incorporadas, preferindo trabalhar encostadas e são entidades que devem ser cultuadas na direita, pois quando há necessidade de realizarem qualquer trabalho na esquerda, são elas que se incumbem de comandar as entidades ciganas que trabalham para este fim, por isso, não precisam de assentamentos. Por isso tudo fica evidenciado que são entidades que trabalham exclusivamente para o bem.

Santa Sarah Kali é sua orientadora para o bom andamento das missões espirituais. Não devemos confundir tal fato com Sincretismos, pois Santa Sarah é tida como orientadora espiritual e não como patrona ou imagem de algum sincretismo.

Ciganos na Umbanda, são espíritos desencarnados homens e mulheres que pertenceram ao povo cigano.

Os ciganos em geral, tem seus rituais especificos e cultuam muito a natureza, os astros e ancestrais. A santa protetora do povo cigano é “Santa Sara Cali”. Dentro da Umbanda, trabalham para o progresso financeiro e para as causas amorosas. Cheios de simpatias espitiruais, os espiritos ciganos trabalham para a cura de doenças espitiruais.

Os ciganos, dentro da ritualistica umbandista, falam a língua “portunhol”, alguns, poucos, falam o romanês, língua original dos ciganos. As incorporações acontecem geralmente em linha própria, mas nada impede que eles possam a vir trabalhar na linha de Exú.

“A vida as vezes nos mostra algo, que não entendemos no ato, mas com certeza no futuro entenderemos, então não adianta o desespero antecipado, sempre haverá uma explicação para tudo que passamos. Eu vivo a minha verdade, então o que espera para viver a sua?” (Pelo Espírito Cigano das Almas 05/06 2005)

CIGANA

És uma linda flor que desabrocha ao amanhecer.

És um espirito de luz.

És a luz que clareia nossas mentes

Para que possamos dar um

Conselho na hora certa.

És o espirito que nos dá força para

Superarmos todos os nosso obstáculos.

És a estrela brilhante que ilumina

Nossas vidas neste planeta Terra.

És um espirito maravilhoso que a noite

Vigia nossos sonhos,

Impedindo a aproximação de espiritos maléficos.

Cigana, com tuas fitas coloridas,

Estás sempre transmitindo a força do arco-íris.

Sempre que um aflito te invocar,

Possas transmitir a energia da

Paz, da harmonia e da consolação.

Que,ao olhar a chama de uma vela,

Possamos sentir tua presença.

Que, ao tocar um cristal,

Possamos sentir tua energia positiva.

Que, ao sentir o aroma de violetas,

Possamos sentir que estás nos confortando.

Cigana, cobre-nos com tua saia colorida,

Escondendo-nos doa invejosos e

Mostrando a eles que o caminho não é esse.

Cigana encantada, que nesta hora

Possamos sentir segurança, paz e felicidade.

Com teu encanto, encanta coisas boas para que

Nossos caminhos não tenham obstáculos.

Desencanta todas as perturbações que existem nos lares.

Cigana, cura aqueles que estejam doentes

Do espírito,da alma e da matéria.

Com o poder do Pai-sol,

Com o poder da Mãe-Terra,

Nós te pedimos que nossos pedidos

sejam atendidos,

Por Santa Sara, a padroeira dos ciganos, e por

Todos os espíritos ciganos que viveram e

sofreram nesta Terra,

Nesta corrente de fé, cigana.

Texto de Ana da cigana Natasha

Transcrito por Joana Cigana.

Homenagem a Santa Sara Kali.

 

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Os Boiadeiros na Umbanda

Salve todos os Boiadeiros

Chetúa, Bumba chetá meu boi, Chetúa.

Salve Nosso Senhor Jesus cristo

Salve Nossa Senhora da Guia.

Salve boiadeiro João estradeiro.

Os Boiadeiros, de um modo geral, utilizam chapéus de vaqueiros, laços de corda e chicotes de couro, são ágeis e costumam chegar aos terreiros com sua mão direita levantada, girando, como se estivesse laçando, esbravejando a inconfundível toada “êeeee boi” como se ainda estivessem tocando seu rebanho.

Os Boiadeiros
Estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos na Umbanda.
Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro etc.
Os Boiadeiros representam a própria essência da mistura do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.
Segundo alguns estudiosos os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada um (espírito) para seu destino, e trazem os que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do bem.

Relação Médium-Guia

A incorporação do Boiadeiro, quase sempre em homens, confere uma virilidade inusitada ao “aparelho” emprestando arrogância, valentia e muita alegria, alegria descompromissada com os interesses atuais. Seu andar gingado parece estar sempre à frente de um boi bravo. Brincalhão, gosta de improvisar trovas e dar música a algumas delas. Nunca se furta a dançar o samba de roda – sambangola – onde se mostra exímio dançarino que, além de agilizar a dança com parceiros físicos, se supera em trejeitos com parceiros astrais, tudo ao mesmo tempo! Gosta comedidamente das coisas certas: beber, fumar, namorar, trabalhar, descansar na rede ou na tarimba, cantar, improvisar repentes; acha que tudo pode ser feito, desde que a ninguém prejudique. É amigo leal de quem o recepciona e mantém com ele laços afetivos.

Força da natureza: apreciam a natureza campestre, cavalos, bois e aves. Despreocupados, confiam no Boiadeiro Maior – Zambi.

Expressão: másculo, jovial, valente, ingênuo, sincero, companheiro, alegre, festeiro, namorador, respeitador, trabalhador.

chetuá Meu amigo Boiadeiro!

Caracteristicas

Bebidas jurema, aluá, meladinha (cachaça, limão e mel), garapa, água de coco e aguardente de boa qualidade.Comidas secasrapadura, jabá (carne seca), camarões fritos, paçoca, rolete de cana, carne seca desfiada, melaço, torresmo, carne seca frita etc.Composição não tem estrutura organizada.Cora gosto da entidade.Cor da guia colar de couro, sementes, dentes de animais.Data comemorativa não possuem. Estão sempre nas giras de festivas de Caboclos ou quando solicitados.Dia da semana domingos e feriados.Ervas utilizadasconhecem um pouco sobre ervas curativas.Expressão másculo, jovial, valente, ingênuo, sincero, companheiro, alegre, festeiro, namorador, respeitador, trabalhador.Floresao gosto da entidade.Força da natureza apreciam a natureza campestre, cavalos, bois e aves. Despreocupados, confiam no Boiadeiro Maior – Zambi.Frutosao gosto da entidade.Hierarquia obedecem ao Guia-chefe do Templo onde estão arranchados e ao Boiadeiro-chefe.Indumentária gibão de couro, chibata, rebenque ou relho, corda, bota, avental de couro, calça e colete também de couro.Local preferido proximidade das propriedades rurais de criação de gado ou lavoura, nos rodeios onde peões se exibem.Mineral nada específico.Planeta admiram o Sol, a Luas e as Estrelas.Pontos cantados catalogados, existem mais de 190 pontos. Dezenas de outros estão perdidos, muitos improvisos não foram decorados ou gravados.Pontos riscadosnão tem.

Saudação“Xetro Marrumbaxetro ! Xetro Marrumbaxetro ! Xetro Marrumbaxetro !”, “Getruá ! Getruá ! Getruá !”

As bebidas oferecidas variam conforme a manifestação:

Boiadeiro nordestino – cerveja, cachaça , os dois em coité

Gaúcho – chimarrão em cuia própria

Pantaneiro – tererê , mate frio em chifre.

Cores velas: Vermelhas e marrom

Oração de Boiadeiro

Chetúa.

Meu amigo Boiadeiro! Tu que guia teu gado pelas porteiras dos caminhosde Ogum, que passa por rios, sob Sol e chuva com seu berrante aanunciar tu chegada, com teu chicote em punho, hábil com o laço e nãodeixa demanda criar ajuda-me nesta hora, abra as porteiras de meuscaminhos, traga no teu laço aqueles que me querem mal, que na suachibata haja justiça de minha causa. Que eu encontre em meus caminhos a solução pros meus pedidos.

A História de Pai Cipriano “Cipriano Quimbandeiro, chorou no cativeiro.

Hoje chora de alegria o Rosário de Maria. Chora, chora, saravando Angola…” Lá pelos meados do século XVIII, existiu um negro que foi escravizado pelos senhores brancos, que era conhecido pelo nome de Cipriano, o bruxo da senzala do sul.

E porque levava esse nome?  Cipriano foi escravizado na tenra idade, trabalhou nas roças de café, cana de açúcar e trigo de sol a sol por longos e longos anos.

Contudo, a noite na senzala, ele se empenhava com os mais velhos em aprender as magias, benzeduras e todas as coisas místicas com todos os negros mais velhos, que eram, cada um especialista em determinada coisa desse gênero.

E Cipriano, por ser extremamente dedicado ao que fazia, se apegou em todas as formas de magia e benzeduras, aprendia um pouco com cada um dos seus mestres negros.

E foi assim que se tornou um grande benzedor e entendedor de magias africanas, fazendo delas um ponto positivo para auxiliar a todos que delas necessitavam, e que ele procurava ajudar com toda a dedicação e carinho. Por esse motivo Cipriano ficou conhecido por toda região, como o negro que retirava espíritos sem luz, que curava com suas magias, que acalmava as dores com suas benzeduras, além de ser um dos mais entendidos sobre ervas e suas benevolências.

Nos dias de hoje Cipriano se apresenta como Entidade de Luz nos terreiros de Umbanda, onde trabalha na linha das Almas, sendo um Preto Velho muito solicitado pela sua atuação dentro do encaminhamento de obsessores e quebra de magia negra. Ele quando chega ao terreiro, muitas pessoas parecem temer por saber quem ele é, e o que ele representa na Umbanda.

Muitos assemelham esse Preto Velho com um bruxo, ou o senhor da cruz de caravaca, cruz essa que se é utilizada pelos senhores da alta magia. Mas Pai Cipriano é apenas uma bela Entidade de Luz, que foi abençoada por Deus, Pai Oxalá e todos os Orixás, para poder retornar como Entidade para auxiliar os necessitados, e isso ele faz extremamente bem. Uma característica desse Preto Velho e chegar nos terreiros de Umbanda de joelhos, ou arrastando uma das pernas ou mesmo as duas, e isso tem um motivo que faz parte de sua história na vida terrena, ainda como escravo.

Como foi dito nos meados do século XVIII , Cipriano era um negro escravizado, mas extremamente respeitado pela fama que corria a região, na qual dizia que ele era o bruxo das senzalas.

Essa fama não só trazia respeito para Cipriano, mas também trazia o carinho de seus irmãos negros, pois todos sabiam que além da fama de bruxo, ele tinha outra fama, de sempre fazer o possível e o impossível para auxiliar alguém que necessitava de sua ajuda, sendo nas magias e benzeduras simples, como a mais alta magia que por mais complicada e difícil de ser realizada, se fosse para curar, sanar mazelas, retirar obsessores, ou qualquer coisa que necessitasse da sua ajuda ele o faria, sem temer obstáculos.

Dentro desse pensamento, certa vez ele foi solicitado pelos pais de uma criança negra, que se esvairia em sangue, numa hemorragia sem motivo físico.

Os seus pais desesperados sem condição de procurar ajuda como sanar aquela hemorragia de seu pequeno filho, pois ao pedirem desesperadamente ajuda aos feitores, foram ameaçados de serem levados ao tronco. Diante do fato gravíssimo, um dos negros se lembrou das bruxarias e benzeduras que Cipriano fazia, e ao falar aos pais da criança, foram imediatamente pedir ajuda ao negro. Cipriano foi até a criança, que nesse momento já estava com a respiração pesada, olhos cerrados e perdendo sangue por entre orifícios. Cipriano, com galhos de arruda, guiné e benjoim, fez uma benzedura, fazendo com que a respiração da criança se acalmasse, e assim ele colocou as mãos abertas no peito do menino, fechou os olhos, como se examinasse a criança espiritualmente. Após alguns minutos em um transe profundo, Cipriano é jogado ao chão por uma força descomunal, que vinha do corpo da criança. Essa força invisível, faz com que Cipriano acordasse do transe, não deixando com que ele terminasse o tratamento espiritual sobre o menino.

Novamente ele tenta, e novamente acontece a mesma coisa. E nessa segunda tentativa ele pressente que ali existe muito mais que uma força que não aceita que ele tentasse curar a criança, mas algo demoníaco que obsediava o menino, tentando tomar conta de seu espírito ao ponto de induzi-lo a que sua alma o seguisse a escuridão eterna.

Ao sentir que a mazela do menino negro não era apenas um mal físico, Cipriano se fechou em oração junto a Pai Oxalá e aos Orixás, nos quais ele tinha extrema fé.

Dali ele tem uma visão das ervas que deveria utilizar para um banho que levaria aquela força do mal para longe do menino, e assim poderia, com sua benzedura e magia fazer com que ele tivesse êxito na cura do corpo físico, já tão debilitado.

Cipriano diz aos presentes que ficassem em oração, pois ele teria que ir as matas fechadas, em um local único, para apanhar as ervas e assim dar continuidade a cura do menino.

E assim foi feito. Cipriano se embrenhou pela mata, seguindo o caminho que lhe foi indicado por meio de visão espiritual. Cada vez mais distante da fazenda na qual estava a criança, Cipriano via a mata se fechando cada vez mais, chegando ao ponto de certos lugares ele ter que passar totalmente abaixado.

Enfim ele encontra o local indicado pela suas visões e no local todas as ervas necessárias para fazer o banho, o chá e as benzeduras para salvar a vida da criança.

Após recolher todas as ervas que necessitava, Cipriano tenta se apressar para chegar em tempo de salvar a pequena criança. E ao se embrenhar na mata novamente, ele sente que estava sendo observado, e logo em seguida consegue ver por quem. Um enorme vulto negro, rodeado de menores vultos da mesma negritude, começam a ficar ao seu redor tentando fazer com que Cipriano perdesse o rumo do caminho de retorno. Como ele se fixou no caminho, sem se deixar a ser induzido pelos maléficos vultos, continuou a caminhar, deixando assim o grande vulto negro com mais ódio ainda.

O grande vulto negro passa novamente por Cipriano, fazendo menção de ataque. E como novamente Cipriano não se deixou abalar, o vulto maior e negro reúne os demais comandados do mal tentando novamente atormentá-lo.

E enquanto os menores vultos vinham de todos os lados para cima de Cipriano, o vulto maior segue até um covil de cobras, fazendo com que a mais venenosa das serpentes ficasse em posição de bote para atacar o negro quando passasse por ali. E assim aconteceu, Cipriano foi atacado pela venenosa serpente, um ataque rápido e certeiro em sua perna esquerda, fazendo com que ele caísse já delirando de tanta dor pelo veneno que se espalhava.

Nesse instante Cipriano se lembra do pequeno menino, que era tomado pelos espíritos do mal, e ele se fechou em oração pedindo aos Orixás força para conseguir chegar a seu objetivo e assim curar a criança. Com sua fé grandiosa, juntamente com uma vontade descomunal, Cipriano busca forças, e olhando ao redor, nota que já não está mais sendo ameaçado pelos vultos negros.

Desse momento em diante ele se arrasta por meio da mata fechada, junto ao chão e as folhas e raízes que se sobressaiam por todas as fendas da terra. Cada vez mais cansado, com dores terríveis, já não sentindo suas pernas, uma pelo veneno da serpente e a outra pelo esforço extremo de levar seu corpo adiante, Cipriano desaba mais uma vez ao chão. Ele olha para o céu, clama por misericórdia, com olhos lacrimejados tentando buscar na sua fé a força que necessitava para seguir o caminho de volta. E nesse momento uma luz muito forte aparece diante de seus olhos, e dessa luz vem uma voz forte, mas serena, que lhe disse: “Cipriano, você tem nas mãos as ervas necessárias para acalentar sua dor física. Essas ervas podem curar sua perna ferida e envenenada pela serpente do mal. Basta pegar todas, e numa sequência esfregar uma a uma no local da picada, porém terá que usar todas as ervas que tens em mãos nesse momento.

Sabendo disso, você não terá como salvar o corpo físico da criança da morte, e consequentemente também não terá como salvar o espírito desse menino da escuridão na qual ele está sendo levado pelos espíritos sem luz, que estão nessa constante busca por esse menino por ele ser um espírito puro e iluminado, que virá no futuro ser um grande aliado do bem contra obsessores e kiumbas.

Você tem que usar seu livre arbítrio nesse momento, poderá usar as ervas para se curar, ou poderá arriscar sua vida e seguir em frente para salvar a vida e a alma do menino. Você poderia se curar e retornar em busca de mais ervas no localindicado, mas contudo não teria tempo hábil para retornar a tempo de salvar a vida da criança.” Ao fim dessas palavras a luz desapareceu da mesma maneira que apareceu.

Cipriano cerra os olhos, e os abre lentamente, olhando seu embornal com as ervas.

Olha também para suas pernas, a esquerda já com um grande edema, e a direita com feridas abertas por estar sendo arrastada pelo terreno tão danificado.

Cipriano fecha novamente os olhos, faz uma oração e segue seu caminho, rastejando por entre as folhas caídas, indo ao encontro do menino na senzala da fazenda.

Durante longo tempo ele se rastejou, até que se deparou com a pequena trilha que ligava a mata a fazenda.

Que para ele foi um alívio e uma vitória. Conseguiu chegar até a fazenda, e lá foi auxiliado pelos seus irmãos negros a ir até a senzala onde estava a criança. Chegando diante do menino, Cipriano rapidamente se pôs a fazer suas orações, suas benzeduras e suas mágicas curas por intermédio das ervas que tinha em mãos.

Delas também fez chás, e logo que se iniciou o trabalho de cura física e espiritual do menino, já pôde se observar uma melhora grandiosa. Quando Cipriano se aproximou do menino colocando suas mãos em seu peito para dar continuidade a limpeza dos obsessores, o grande vulto negro, visto na mata, apareceu diante dele, mas já sem forças, e foi conduzido para longe dali e do menino para sempre. A criança se recuperou rápido, deixando os seus pais eternamente agradecidos a Cipriano. Ele porém, após controlar o veneno que agia maleficamente em seu corpo, ficou com as pernas sem movimento, a esquerda pela picada da serpente, e a direita pelo esforço extremo que foi obrigado a fazer para chegar até a fazenda. Pai Cipriano desencarnou com mais de 80 anos.

E no dia de seu desencarne, ele, sabendo que estava chegando seu momento de partir da vida terrena, pediu aos negros que se reunissem em sua volta, e juntos fizessem orações aos Orixás, para que o recebesse de braços abertos, no local que Pai Cipriano chamava de “Paraíso dos Bruxos”.

Ao fazerem o que ele desejava, Pai Cipriano desencarnou nos braços do menino negro, que nessa época já era um homem feito, que ele salvou da morte e das garras de obsessores da escuridão.

Esse menino cresceu com um respeito grandioso por Pai Cipriano, tanto que ele seguiu os passos de seu mestre, e com ele aprendeu todas as benzeduras, mandingas e o domínio das ervas, sendo para curas físicas ou espirituais, e que mais tarde também, como seu mestre viraria uma Entidade de Luz trabalhadora da Umbanda, e levaria o nome de Pai José. E essa é a história de nosso Preto Velho Pai Cipriano, como ele ficou conhecido, como ele salvou da morte Pai José, ainda na tenra idade.

Saravá Pai Cipriano, o grande mestre em retirar eguns, kiumbas e espíritos zombeteiros de pessoas obsediadas por esses espíritos malignos. Adorei as Almas!

Adorei Pai Cipriano!

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Os Marinheiros na Umbanda

 

SALVE O POVO DAS ÁGUAS!!

SALVE TODOS OS SEGUIDORES DE NOSSA MÃE IEMANJÁ!

PONTO DE MARINHEIRO:

Navio Negreiro no fundo do mar
Navio Negreiro no fundo do mar
Correntes pesadas arrastando na areia
A negra escrava se pos a cantar
A negra escrava se pos a cantar
Saravá minha Mãe Iemanjá
Saravá minha Mãe Iemanjá
Virou a caçamba pro fundo do mar
Virou a caçamba pro fundo do mar
Quem me salvou foi mãe Iemanjá
Quem me salvou foi mãe Iemanjá .

Salve Todos os marinheiros.

Marinheiro na Umbanda são entidades geralmente associada aos marujos, que em vida empreendiam viagens pelos mares, enfrentando toda sorte de infortúnios.
Ótimos guias para desmanche de feitiçaria, os marinheiros trazem com seu jeito alegre a dispersão de fluidos oriundos do baixo astral, bebericando sua cerveja, rum ou cachaça apesar de seu modo cambaleante, estão mantendo o equilibrio encimando ondas vibratórias densas que emanam de entidades maléfica, tratando todos guias e consulentes de mano, sao entidades irmanadas no auxilio mútuo ao próximo.

Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.

Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.

As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.

Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.

Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.

Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.

Seu Martinho Pescador
Umbanda

Seu Martim Pescador
Que vida é a sua?
É bebendo cachaça
Caindo na rua
Eu também sei nadar
Eu também sei nadar no mar
Eu também sei nadar
Eu também sei nadar no mar
Eu também sei, também sei, também sei nadar
Eu também sei, também sei, também sei nadar
Na barra vi só dois navios
Perguntando se podia entrar
A barra já está tomada seu marujo
Nessa barra aqui quem manda é Oxalá
A barra já está tomada seu marujo
Nessa barra aqui quem manda é Oxalá


Seu Martim Pescador
Que vida é a sua?
É bebendo cachaça
Caindo na rua
Eu também sei nadar
Eu também sei nadar no mar
Eu também sei nadar
Eu também sei nadar no mar
Eu também sei, também sei, também sei nadar
Eu também sei, também sei, também sei nadar
Na barra vi só dois navios
Perguntando se podia entrar
A barra já está tomada seu marujo
Nessa barra aqui quem manda é Oxalá
A barra já está tomada seu marujo
Nessa barra aqui quem manda é Oxalá

As Quatro Velas

Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo que tratavam.

A primeira disse:

– Eu sou a Paz! Apesar da minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar.

E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.

A segunda disse:

– Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. As pessoas não querem saber de Deus. Não faz sentido continuar queimando. Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela, e esta se apagou.

Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:

– Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que lhes amam. E sem esperar apagou-se.

De repente… entrou uma criança e viu as três velas apagadas.

– Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim. Dizendo isso começou a chorar.

Então a quarta vela falou:

– Não tenhas medo criança, enquanto eu queimar podemos acender as outras velas, eu sou a Esperança!

A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu todas as outras.

“QUE A VELA DA ESPERANÇA NUNCA SE APAGUE DENTRO DE NÓS”.

USO DE FERRAMENTAS PELOS GUIAS ESPIRITUAIS

Muitos guias espirituais usam ferramentas para absorver energias condensadas, atrair ou projetar ondas vibratórias, descarregar os médiuns e os consulentes de energias negativas, etc.
Para muitos que desconhecem os fundamentos da Umbanda, para os que estão iniciando na religião ou mesmo para aqueles que estão apenas visitando um terreiro para tomar um passe, as ferramentas utilizadas pelos guias aparentam ser apenas adereços e símbolos para chamar a atenção e tornar o ritual cheio de pompas.
Mas tudo na Umbanda tem sua razão de ser e existir. Nada é por acaso.
Antes de explicar para que servem as ferramentas utilizadas pelos guias espirituais, vamos conhecer algumas:
· Pretos / Pretas velhas: cachimbo, bengala, rosário, terço, figa, crucifixo, lenço, xale, chapéu
de palha, cigarro de palha, etc.
· Exú: tridente, corrente, marafo, charuto, cigarro, capa, cartola, guias de aço, etc.
· Pomba-gira: batom, cigarrilha, anéis, colares, saias, lenços, joias, etc.
· Caboclos de Oxóssi: penachos, cocares, arco e flecha, charuto, cuia, etc.
· Caboclos de Ogum: lança, espada, elmo, espada de São Jorge ou Ogum, etc.
· Caboclos de Xangô: oxé (machado de pedra de duas pontas), pedras, charuto, etc.
· Baiano: chapéu, cigarro de palha, badulaques, coco verde, facão, etc.
· Marinheiro: boné branco, copo com pinga, cigarro, cordas, etc.
· Boiadeiro: chicote, chapéu, cinto, lenço, etc.
· Obaluaye / Omulú: roupa de palha da costa, xaxará, pipocas, etc.
· Cigano: baralho, lenço, incenso, pedras, joias, almofadas, etc.
· Erês: brinquedos, bexigas, doces, bebidas, óculos coloridos, bonés, saias, etc.
Há outras linhas de trabalho nos terreiros, por isso enumeramos as mais conhecidas com apenas
algumas ferramentas que cada uma delas utiliza, cada qual com sua devida utilidade não servindo
apenas como mero adereço, como um batom, por exemplo.
Para que servem as ferramentas?
Algumas ferramentas como chapéus, cocares, capas, saias, etc., servem como proteção ao
médium girante; outras como bengalas, tridentes, espadas, flechas, etc., servem como um meio para
descarregar o médium ou o consulente; e há também as ferramentas como incenso, joias, pedras, coco
verde, doces, bebidas, etc., que servem para atrair e carregar o médium girante com energia positiva,
ajudando no seu fortalecimento, equilibrando-o e acalmando-o.
Não há uma regra com relação à função de cada ferramenta, pois os guias utilizam a mesma
ferramenta para diversos usos, dependendo de sua vontade e do objetivo que ele quer atingir, como por
exemplo, a bengala do preto velho pode descarregar o médium, mas também pode servir como meio
para atrair energia positiva e carregar o médium.
Como são utilizadas as ferramentas?
Cada guia espiritual utiliza a ferramenta de acordo com seu fundamento e axé e há variação no
uso ou no tipo de ferramenta até mesmo entre guias de mesma linha – como a linha de caboclos Pena
Branca, onde um caboclo pode utilizar um cocar e outro utilizar apenas uma cuia com água e mel. O
médium girante também influencia na escolha da ferramenta, pois o seu corpo é um transmissor e
receptor de energias, mas a facilidade por onde “entra e sai” energia do seu corpo (que pode ser através
das mãos ou dos pés ou da cabeça ou do tronco, etc.) é o que ajuda o guia a definir qual ferramenta
utilizar.
Para fazer o uso das ferramentas iremos descrever – com linguagem humana e pobre – como um
(a) preto (a) velho (a) faz uso das mesmas:
I. Chapéu de palha, lenço, xale, etc.
a. Energia positiva: atrai bons fluídos e energia para a coroa do médium.
b. Energia negativa: protege a coroa do médium de vibrações negativas que estão no ambiente e
ainda não foram processadas durante o ritual.
II. Cachimbo, cigarro de palha, cigarro, etc.
a. Energia positiva: o odor do fumo sendo queimado atrai bons fluídos ao médium e ajuda na
concentração.
b. Energia negativa: queima os miasmas do corpo do médium e dos consulentes.
III. Rosário, terço, figa, crucifixo, guia de contas, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para ser repassado ao
médium ou aos consulentes. Também serve como meio para o médium se concentrar no trabalho do
guia.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente
sendo descarregada quando a ferramenta é jogada ao chão ou quando ela quebra.
IV. Bengala, espada de Ogum, lança de Ogum, galho de guiné, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para serem repassadas ao
médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente
sendo descarregada quando a ferramenta é batida no chão.
V. Comidas e bebidas como café, bolo de fubá, mandioca, arroz, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para ser repassado ao
médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente
sendo descarregada quando descartado (cuspido) no “cuspidor”.
VI. Tapete de folhas, tapete de palha, chinelo de palha, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina localizado no congá para
ser repassado ao médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente
sendo descarregada quando o guia bate os pés e ou as mãos contra a ferramenta ou contra o chão.
Para deixar bem claro, quem direciona o
tipo de energia, positiva ou negativa, para a
ferramenta é o guia espiritual, pois é ele que está
visualizando o excesso ou a falta dessas energias,
é ele que sabe como manipular essas energias,
sem afetar o médium ou o consulente.
Mas quem é que define as ferramentas que
os guias utilizarão nos trabalhos? Os próprios
guias!
Por mais “legais e belas” que achamos
algumas ferramentas, e até gostaríamos de
presentear nossos guias, somente os guias é que
pedirão, ou não, as ferramentas. Somente os
guias é que sabem quais as ferramentas que eles
mesmos utilizam e se são ou não necessárias.
Há casos em que alguns terreiros proíbem
o uso de ferramentas pelos guias, mas é claro que
os guias sabem dessa “proibição” e por isso,
manipulam as energias de outras maneiras,
reforçando o direcionamento das energias para
assentamentos ou para o altar, por exemplo.
E se o médium girante quiser presentear
um guia espiritual com uma ferramenta? E se um
consulente presentear o guia espiritual de um
médium com uma ferramenta?
Quando decidimos presentear um guia
espiritual que trabalha conosco, através do uso de
nossa mediunidade, o melhor que se tem a fazer é
perguntar para ele (ou pedir para que outra
pessoa pergunte para o guia) se o presente será
útil ou será uma coisa para atrapalhar. Acredite:
se o guia precisar de uma ferramenta ele pedirá
ao médium ou ao cambono do médium girante, e
às vezes, o que chamamos de “intuição”, como
num caso desses, pode ser apenas uma “vaidade”
de nossa parte. Todo cuidado é pouco.
Se um consulente resolve presentear o
guia espiritual devemos ter em consciência o
seguinte caso: a consulta com o guia espiritual é
gratuita, logo um presente pode caracterizar,
indiretamente, como pagamento por um “serviço
bem feito”. A vaidade do médium também pode
ser exacerbada com este ato. O procedimento
neste caso é: alertar para que os consulentes não
ofereçam presentes aos guias espirituais, mas
caso aconteça, o consulente deve oferecer o
presente diretamente para o guia que saberá o que
fazer com o presente.
E para finalizar este texto, uma dúvida de
muitas pessoas é: uma guia de contas estourou
durante a gira, isso foi descarrego?
Sim e não. Sim se o médium estava muito
carregado negativamente e a única ferramenta
que estava em seu poder era a guia de contas, daí,
em decorrência do excesso de energia ela pode
estourar. Porém não é sempre que uma guia de
contas estoura em decorrência do excesso de
energia. O médium constantemente molha a guia
de contas em banhos de firmeza, amaci e até
mesmo com o próprio suor. Alguns colocam as
guias para energizar com a luz solar ou com a luz
lunar. Esse processo de molhar e secar a guia por
diversas vezes faz com que o fio de nylon da guia
de contas não suporte tanta variação e quebre, e
claro, como o médium só utiliza a guia de contas
em dias de gira, é nesse momento que vai haver o
“estouro” da mesma, e isso não é descarrego.

Bom dia a todos irmãos e irmãs de fé

“Zifios, nega nunca si isqueci duma noiti im qui nóis custumava cultuá us Exú na senzala, isso antis dus sinhô tenta obriga nóis a bate cabeça prus santu católico.
Elis tinha medu das gira qui nóis fazia, mais num sabia

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Os Pretos- Velhos na umbanda

Os Pretos- Velhos

Salve A Corrente Sagrada dos pretos-velhos

Kakarucai meus Preto-velhos.

Eu Adorei as Almas.

Os pretos-velhos são entidades querídissimas de todos umbandistas pois, são os nossos grandes conselheiros, sempre com palavras doces e meigas. Nos mostram principalmente a humildade, apesar de a maioria ter sido escrava ajudam qualquer um que lhe pedir ajuda, sem pedir nada em troca. Os pretos-velho não são necessariamente espíritos que tiveram sua ultima encarnação como negros, hoje vê-se em terra espíritos nesta linha que foram hindus, orientais, e até mesmo europeus que se assemelham com o trabalho desta linha.
Mas a maioria ainde são de negros que encarnaram na mãe África, principalmente em Angola, Congo, Moçambique entre outros países e até também aqueles que encarnaram aqui mesmo no nosso país.

É fácil conhecer um preto-velho em terra pois o aroma das ervas queimadas em seu cachimbo tomam conta do ar, alguns usam bengalas ou cajados, as pretas-velhas normalmente usam lenços e mantas enquanto os nêgos usam gorros ou chapéu de palha.

Ponto de Preto-velho.

Preto-velho que nasceu no cativeiro,

Hoje samba no terreiro de cachimba e Pé no chão

Pega na pemba risca ponto faz mirongá,

Sarava Maria Conga,

Sarava meu Pai João .

Os Preto-velhos

Os Pretos Velhos são os espíritos dos nossos irmãos africanos trazidos ao Brasil na época da colonização, período em que a raça negra foi escravizada pelo colonizador português em nosso Pais. Os negros foram ainda escravizados por outras nações em outras partes do mundo, como exemplo; os Espanhóis que também os escravizaram na colonização da América Central e os Ingleses que os escravizaram na época da colonização da América do Norte.

Com nossos irmãos africanos aprendemos lições (muito difíceis de praticar) de perdão sem limites e amor ao próximo, de forma, que nenhuma outra entidade com a qual tivemos contato conseguiu transmitir. Na Umbanda apresentam-se como espíritos muito simples e extremamente bondosos, são sempre muito pacientes em tudo o que fazem e ensinam.

Normalmente desencarnaram em idades avançadas, por esse motivo apresentam-se nos templos, arqueando o corpo do médium, transmitindo a impressão de alguém com muita idade.
No desenvolvimento de seus trabalhos que são sempre muito sérios, ouvem mazelas e sofrimentos de toda espécie, transformando o desenvolvimento de seus trabalhos em verdadeiras sessões de psicanálise, ocasião em que sempre trazem o conforto e a paz de espírito a todos que os procuram. Trabalham sentados em banquinhos ou em pé, usam cachimbos, charutos ou cigarros de palha em suas defumações.

Quando encarnados nas senzalas eram praticantes e grandes conhecedores dos processos da velha magia africana, inclusive a negativa. Hoje utilizam esses conhecimentos para desmanchar feitiços e macumbas tenebrosas.
Chegaram ao Brasil acorrentados em navios conhecidos como negreiros ou tumbeiros. A falta de higiene, os maus tratos e as doenças faziam com que muitos morressem durante a viagem, daí o nome tumbeiro também usado para navio negreiro. Quando chegavam ao Brasil eram vendidos como animais em leilões públicos e em seguida espalhados pelo Brasil. Aqueles que os compravam, procuravam fazê-lo em lotes de diferentes nacionalidades, costumes e idiomas, com o objetivo de dificultar a confraternização e as fugas.

Espalhados pelo Brasil, fundaram em conjunto ou não com os nossos índios vários cultos, dando origem ao Candomblé na Bahia, ao Catimbó no nordeste, O Xangô em Pernambuco e o Batuque no Rio Grande do Sul e outros cultos menores e muito raros como o Omolocô e o Tambor de Minas.
Na Umbanda essas nações formaram a conhecida linha dos Pretos Velhos, por espíritos desencarnados na época da escravidão. Seus trabalhos sempre muito simples atingem psicologicamente os adeptos da religião, ocasião em que seus consulentes descarregam mágoas, aborrecimentos, dores, neuroses, conflitos, etc.

São grandes conselheiros, são espíritos missionários, depuraram-se no cativeiro, presos aos grilhões e sob a tortura e o peso da chibata. Perdoaram aqueles que os escravizaram, resgataram suas dividas kármicas e hoje nos ensinam a ter fé em Deus, praticar os ensinamentos do Evangelho de Jesus e a ter confiança no futuro.
Nem todos os negros escravos são hoje Pretos Velhos, aqueles que se apresentam nos terreiros de Umbanda nessa condição, são somente aqueles que conseguiram perdoar a dor da chibata, as humilhações morais e todas as demais dores e afrontas impostas e praticadas pelo branco colonizador.

Preto Velho

Cor

Preto e Branco

Saudação

Adore as Almas – Salve as Almas – Sarava Zambi

Sincretismo

São Benedito – Santo Antonio (negro)

Dia da Festa

13 de maio (libertação dos escravos)

Frutas

Todas as Frutas (dentro do ponto)

Flores

Crisântemo Branco – Margarida – Lírio Branco

Ervas

Arruda e Guiné

Banho

Arruda – Comigo Ninguem Pode – Rosa Branca

Bebidas

Café – Pinga com Mel

Cor das Velas

Branco e Preta ou Ojuntada

Oferendas

Arroz Doce – Canjica – Doce de Abobora – Bolo de Fuba-Doce de Cidra

Pai João bendito seja o dia em que a vós conheci.

Obrigado por todas as graças que de vossas Mãos liberais tenho recebido.

Obrigado pela vossa constante Assistência ao nosso terreiro e aos nossos consulentes.

Obrigado por todos os conselhos e puxões de orelha, todos foram necessários para meu próprio bem.

Obrigado pela sua companhia nessa jornada.

Obrigado por toda paciência em ouvir e atender as minhas Orações.

Obrigado por ter me dado a oportunidade de viver o dia a dia da Umbanda.

Te amo.

Obrigado por tudo.

Um milhão de vezes obrigado por tudo.

PAI JOÃO DE ANGOLA

Meu filho, por que se entregar à tristeza? Melancolia e depressão não levam a lugar algum a não ser à morte ou ao hospital. Aprenda a se ocupar com coisas boas, a perceber o lado bom tudo e veja quanto falta ainda por realizar. Gente deprimida e triste não produz qualidade.

É preciso dar mais valor a você mesmo. A vida pede maior qualidade.

Entenda que você é responsável por tudo o que está acontecendo com você mesmo.

Isso o assusta? Mas é isso mesmo.

Você só está assim porque você permite.

Sabe o que lhe faltou, meu filho? Faltou senso de limite.

Limite para você e limites para os outros.

Você perdeu o controle da situação e agora lamenta. Isso não adianta.

Atitudes derrotistas não resolvem, apenas aprofundam os problemas.

É preciso primeiro conscientizar-se de que ninguém é responsável pela sua infelicidade, a não ser você mesmo. Mas em compensação, somente você é capaz de reverter situação.

Ficar em casa, preso em lamentações, desejando a morte não fará você feliz, não trará o sol para a sua vida. Levante-se, ouse, modifique a situação.

Arrume-se, vista-se com maior cuidado e carinho, aprenda a se perfumar com o sorriso e saia pelo mundo cantando e dançando para a vida.

Abra um sorriso largo em seu rosto.

Conheça e faça novos amigos, conheça pessoas diferentes.

No mundo, meu filho, há seis bilhões de pessoas.

Por que se prender apenas a este círculo reduzido de gente deprimida? Saia para a vida e para viver.

Conquiste seu espaço, sua felicidade e seu mundo.

Depressão é para quem não quer fazer nada, Quem trabalha pela própria felicidade e pela conquista da vida não encontra tempo para se lamentar.

Av.na Sofhia Rasgulaeff 177.

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conceito Básico

Conceito básico.

Texto extraído do Livro “Umbanda – Mitos e Realidades” de Iassã Ayporê Pery.

Podemos observar que as pessoas que procuram a Umbanda o fazem, em sua maioria, para resolverem problemas de ordem material, exigindo um resultado imediato,e quando não encontram creditam no Terreiro ou ao Dirigente e Médiuns, quando não a própria Umbanda, o motivo do seu fracasso.

Por que isso acontece? Acreditamos que a culpa disso seja dos próprios umbandistas que não esclarecem que a Umbanda é uma religião digna e nobre como todas as outras, se omitem ou são os primeiros a dar “oferendas” para obterem favores materiais das Entidades.

Por outro lado, sabemos que a Umbanda lida com vários elementos e uma variedade enorme de espíritos, e também que ela tem a capacidade de penetração nos mais variados campos do Astral, conseqüentemente, havendo merecimento e empenho, muito problemas acabam realmente por ter uma “solução mais rápida”, mas somente aos que merecem e o fazem por merecer.

Qual é o mistério da Umbanda? Amor e Caridade, pura e simplesmente. A ritualística que cada terreiro de Umbanda segue, somente serve como um leque de possibilidades para os diversos anseios de culto de cada um. Na verdade, quem procura um Terreiro de Umbanda deveria apenas se preocupar se ela é séria, se não cobra consultas e trabalhos e se tem como objetivo principal a caridade e o Amor ao próximo. Essa é a verdadeira Umbanda.
Sabendo que temos por obrigação sempre buscar o “por que” das coisas e não ficarmos satisfeitos com repostas do tipo “isso é assim porque é” ou “isso é um mistério da fé”, vamos aqui tentar elucidar algumas dúvidas que encontramos por parte da maioria dos freqüentadores e alguns médiuns de Umbanda. Serão perguntas e respostas que escutamos freqüentemente nos terreiros ou fará deles. Não julguem a qualidade das perguntas, porque se pra você a pergunta é simples ou boba, para outro poderá não ser. As respostas sim são simples porque assim é a Umbanda. Então vamos lá:

1. Pode uma pessoa praticar o mal sob influencia de espíritos?
Sim pode, tanto quanto pode praticar o bem, também influenciada pelos espíritos. Mas estejam certos de que para que as influencias negativas ou positivas atuem em nossas vidas devemos estar sintonizados com tais vibrações.
Portanto orai e vigiai. Você tem seu livre arbítrio e é o único responsável pelas companhias que atrair, tanto carnais como espirituais, e que permitir atuar em sua vida.

2. Todos somos médiuns?
Todos nós somos sensitivos, mas alguns em um grau mais elevado que o outro. Esses diferentes níveis de sensibilidade podem ser compreendidos com diversas formas de mediunidade que está liga a missão que o individua tem aqui na terra. Alguns são médiuns de incorporação, outros intuitivos, videntes, audientes, de efeitos físicos, de pisocofonia e de psicografia, todos passíveis de desenvolvimento de acordo com o livre arbítrio de cada um.

3. O Médium quando está incorporado sabe tudo o que está acontecendo e o que a pessoa está falando com a Entidade?
Normalmente sim. A grande maioria dos médiuns é consciente ou semiconsciente como falam, ou seja sabem o que está acontecendo mas não tem ingerência sobre as atitudes da entidade.
Normalmente logo após a consulta o médium ainda lembra de alguma coisa, que vem como “flash”, mas logo depois vão esquecendo aos poucos. Somente médiuns inconscientes é que não sabem o que se passou durante uma consulta, mas é muito raro este tipo de mediunidade.
Mas se a sua preocupação é se você pode conversar qualquer assunto com a entidade que o médium não vai contar pra ninguém, isso aí dependerá da índole do médium e da Casa que ele trabalhe, mas não se preocupe, pois o princípio básico de uma casa de Umbanda séria é o sigilo em respeito às consultas e o respeito com os problemas de cada um.

4. Se uma pessoa tem que trabalhar mediunicamente e se a mesma não entrar para um Centro ela poderá receber um guia ou entidades na rua, em casa, no trabalho ou em outro lugar?
Não. Uma Entidade Guia ou Protetora “de Luz” não irá de forma alguma expor a pessoa ao ridículo ou a situações constrangedoras incorporando em lugares públicos. O fato é que se a pessoa é médium, e tem como missão trabalhar mediunicamente e opta por não desenvolver sua mediunidade isso não faz com que ela deixe de ser médium. O que acontece é que sua mediunidade ficará embrutecida e desamparada expondo a ação de espíritos trevosos que poderão, esses sim, manifestarem em locais públicos colocando a pessoa em situações embaraçosas e de risco.
A Umbanda ou outra religião qualquer serve para nosso crescimento moral e espiritual e como um elo de religação com Deus, freqüentar ou participar ativamente de uma deve ser uma opção particular de cada um e não uma imposição.
Devemos saber que pelo fato de termos uma mediunidade mais aflorada nos torna imãs, atraindo toda e qualquer energia que estiver nos ambientes aos quais freqüentarmos, o desenvolvimento dessa mediunidade, se faz necessário para aprendermos a lidar com essas energias e controlar as manifestações e termos a oportunidade através do trabalho mediúnico de resgatarmos nossos kármas e compromissos assumidos antes de reencarnarmos.
Negar e fugir disso não nos levará a nada, é claro que existem outras formas de praticarmos a Caridade, trabalhar mediunicamente deve ser uma opção e não uma imposição. Cada um com seu Kárma, missão e vontade.

5. É verdade que a pessoa que entra para trabalhar na Umbanda não pode mais sair, porque atrasa a vida?
Não, não é verdade. Como também não é verdade que a vida da pessoa em questão vai pra frente se ela entrar para a Umbanda.
O que ocorre é que ao entrar para a corrente de um terreiro de Umbanda a pessoa passa a dar vazão e a desenvolver sua mediunidade, assume compromissos e responsabilidades, se tranqüiliza e se harmoniza vibracionalmente e evolutivamente, ou pelo menos deveria.
O “atraso na vida” da pessoa ocorre porque ela deixa de se equilibrar, evoluir e fazer caridade. Conseqüentemente ela deixa de ter tranqüilidade para resolver até o mais simples dos problemas. Mas isso ocorre porque a pessoa saiu do Terreiro, mas não deixou de ser médium e continua recebendo influência do Astral. E se ela não continuar com suas responsabilidades em ter uma vida regrada, de conduta ilibata e não praticar a caridade de alguma forma, receberá maior influencia do Astral inferior, segundo a Lei das afinidades.
Que fique bem claro que não é o ingresso da pessoa ou a sua permanência na Umbanda, ou qualquer outra religião, que fará com que a vida da pessoa “ande pra frente” ou que todos os problemas dela se resolverão. Temos que ter a consciência de que é a sua conduta moral, seu desejo de praticar a caridade, de ajudar ao próximo, de buscar sua evolução é que será determinante se ela vai melhorar ou não, é uma questão de merecimento pessoal. A Umbanda através de um Terreiro sério lhe dará a oportunidade, o conhecimento e o meio, cabe a pessoa abraçar ou não.

6. É, mas uma vez eu ouvi um médium dizer que se ele abandonasse as entidades o castigariam? Isso é verdade?
Não, a entidade não faria isso. Certamente era o médium que em suas limitações de conhecimento entendia assim. Na verdade o que muito provavelmente aconteceria, se fosse em um Terreiro sério e com entidades sérias, a Entidade faria era aconselhar e alertar o médium quanto ao perigo que ele estaria sujeito ao abandonar a Umbanda ou seu compromisso mediúnico.
Entidade Protetora ou Guia, não bate ou castiga seu médium, ela respeita a sua opção e o livre arbítrio que lhe foi outorgado por Deus. Ele não tem ingerência sobre isso.
Como dito anteriormente, o médium ao se afastar do seu compromisso mediúnico ou do terreiro, não deixa de ser médium por isso, de acordo com o que faça da sua vida a partir daí é o que vai justificar sua nova condição, se fizer coisas boas continuará recebendo boas influências, mas se levar uma vida desregrada receberá influências negativas ou ruins.
A Umbanda, tão pouco seus guias e protetores, não têm função de nos punir e sim de orientar e amparar.

7. O que é um “guia de frente”?
É a entidade que chefia a coroa do médium, é representante direto de seu Orixá Regente. É responsável em comandar todas as entidades e guias que trabalhem na coroa do médium ela traz as orientações e ordens diretas do Orixá Regente. São também conhecidas como mentores. Em alguns terreiros pode ser também um Preto-velho ou um Caboclo.

8. Pode duas ou mais pessoas receber entidades com o mesmo nome?
Certamente que sim. Aliás isso é bastante comum de acontecer da mesma maneira que encontramos pessoas com o mesmo nome.
Podemos observar várias entidades se identificando como: Caboclo Rompe Mato, por exemplo, isso não quer dizer que é a mesma entidade ou o mesmo espírito, e sim entidades que trabalham em um mesmo campo vibracional.
Na verdade se paramos para pensar realmente, o nome é o menos deve importar, mas sim o grau de comprometimento com a caridade.

9. Como é o desenvolvimento de um médium Umbandista?
Embora esta questão seja bastante específica e a resposta varie de terreiro para terreiro, como a maioria das questões sobre ritualística e fundamentos, vejamos alguns pontos que devem ser observados.
a) É fundamental uma avaliação minuciosa do médium com relação a Umbanda e suas próprias aspirações. É de suma importância que ele esteja certo de que é isso que deseja para si e para sua vida, que entenda que a Umbanda é uma religião que o ajudará na sua evolução através da Caridade e não é para resolver seus problemas.
b) A casa que ele escolher para realizar este empreendimento deve estar o mais próximo do que ele acredite, entenda e queira para si. É fundamental que seja uma casa séria e comprometida com a caridade, ou seja, que seja realmente de Umbanda.
c) As diferentes ritualísticas da Umbanda servem exatamente para atender as diversas aspirações. Por isso antes de qualquer coisa ele deve freqüentar a assistência assiduamente, observar, envolver-se e estudar até ter certeza que ali é o seu lugar.
d) Cada casa tem um critério para se fazer parte da corrente, procure saber qual é. Ao entrar para a corrente deverá seguir rigorosamente as orientações do Dirigente e da Entidade chefe ou das pessoas a sua ordem.
e) Entender que nãos será umbandista dos portões para dentro do terreiro, mas sim de coração, corpo e alma. Deverá dedicar-se, educar-se, doutrinar-se seguindo as orientações recebidas, que sua conduta moral deverá ser constantemente vigiada.
f) Participar de todas as seções que esteja, abertas aos médiuns novos, estudar e se dedicar com afinco, buscando sempre melhorar seus pensamentos, desejos e vontades. Buscar constantemente a evolução espiritual e moral, para assim poder preparar o seu corpo e mente para ser um bom instrumento para as Entidades Protetoras e Guias.
Buscar tudo isso irá facilitar a incorporação e o desenvolvimento de sua mediunidade, se entregue de corpo e alma, sem medo. É essencial lembrar que é um momento de adaptação, onde tanto médium quanto entidade estarão se afinizando. Não tenha pressa, o tempo que você levará para incorporar, dar passes, dar consultas, só dependerá de você mesmo, de sua dedicação empenho e preparo seguindo as orientações que lhe forem passadas.

10. É verdade que homens que trabalham com entidades femininas são Gays ou podem se tornar?
Não, não é verdade. O que determina a preferência sexual de uma pessoa é ela mesma e não a entidade, aliás ninguém tem ingerência sobre este assunto, isso é um pensamento machista e preconceituoso, a Umbanda não coaduna com pensamentos retrógrados. Ninguém vira ou se torna homossexual, ou ela é ou não é, isso é uma característica dela e deve ser respeitado O médium é um medianeiro, um aparelho para a espiritualidade trabalhar pela expansão da caridade, assim sendo a entidade não interfere na personalidade do médium, senão todos que incorporarem Ogum serão guerreiros, e quem trabalha com todas as linhas sofre de personalidades múltiplas. Então se for assim mulheres também não podem trabalhar com entidades masculinas pois se tornarão lésbicas.
Temos que mudar esta mentalidade e acabar com o preconceito dentro dos Terreiros. A Umbanda tem lógica e coerência, o que deve realmente interessar não é a preferência sexual do indivíduo, mas o quanto de caridade e amor a pessoa tem para fazer e dar, o quão dedicado a espiritualidade ela o é, e o quão envolvido com o astral superior ela esteja.

11. Como funciona a hierarquia dentro de um terreiro de Umbanda?
Dentro de um terreiro de Umbanda deve existir organização e disciplina. E para manter essa organização e disciplina deve existir também um sistema hierárquico. Alguns Terreiros dividem-se em parte administrativa e espiritual.
A parte administrativa funciona como uma associação normal, com Presidente, Tesoureiro, Secretários e outros cargos que possam vir a serem úteis na composição de seu estatuto. Já a parte espiritual é comum ser dividida da seguinte forma:
a) Babalorixá e Ialorixá: São os Dirigentes do terreiro, o Sacerdote (Babalorixá) ou a Sacerdotisa (Ialorixá). É o Responsável espiritual por tudo que acontece nas gírias, antes, durante e depois. São também chamados de pais e mães-de-santo. Eles têm a função de cuidar e zelar espiritualmente do Terreiro e dos médiuns, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados ao público. São os responsáveis em fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo astral superior.
b) Pai Pequeno e Mãe Pequena: São as segundas pessoas na hierarquia de um terreiro. Tem como função auxiliar e substituir quando necessário o Babalorixá e a Ialorixá. Outras funções específicas variam de terreiro para terreiro.
c) Médiuns de Trabalho: São os médiuns que trabalham incorporados, cujas entidades já dão consulta e já passaram por todos os preceitos do terreiro, que também variam de Terreiro para Terreiro.
d) Médiuns em Desenvolvimento: São Médiuns que como o nome já diz, estão em desenvolvimento, ainda não passaram por todos os preceitos da casa. Em alguns Terreiros ele podem dar passes, já incorporam uma ou outra linha de trabalho, mas não são autorizados a dar consultas. Estão sendo preparados para tornarem médiuns de Trabalho. Ajudam no auxílio as entidades incorporadas.
e) Cambonos: São os responsáveis para auxiliar as entidades, esclarecer a assistência quanto as obrigações passadas, coordenar a entrada da assistência nas consultas e passes.
f) Curimbeiro, Tabaqueiro ou Ogã: É a pessoa responsável pela puxada dos pontos cantados e bater ou tocar o atabaque, quando utilizados pelo Terreiro. Sua função é a de ajudar na evocação das entidades e auxiliar a manter a agrégora positiva da Casa durante as seções.
Deixemos bem claro que todas as funções são importantes dentro da organização de um Terreiro e nenhuma é melhor ou pior que a outra, o respeito e a disciplina deve sempre ser elementos básicos da convivência entre todos, deve-se tomar muito cuidado com a vaidade e a inveja, sentimentos que devem ser sempre repudiados por todo e qualquer umbandista.

12. O que pode ou não dentro dos rituais praticados nos Terreiros serem considerados de Umbanda?
Podemos observar a enorme confusão que as pessoas fazem em relação ao que faz ou não parte dos rituais da Umbanda e o que faz um terreiro serem considerados de Umbanda.
Em primeiro lugar a premissa básica para que se determine que um terreiro seja UMBANDA é a caridade que se pratica no local. Não podemos confundir fundamentos com elementos de rito ou culto. Em primeiro lugar é fundamental estabelecermos algumas premissas básicas para o perfeito entendimento a respeito da diferenciação do que seja “fundamento” de “elemento de rito”.
Fundamento: é tudo que existe velado ou não, dentro do terreiro que “fundamenta” e direciona seus trabalhos. Estabelece suas linhas de força trabalhada e cultuada, assim como a missão da Casa. Ou seja, interfere e determina o resultado final dos trabalhos realizados. É estabelecido pelos Dirigentes espirituais. Exemplo: firmezas ou pontos de força estabelecidos no Gongá.
Elemento de Rito: é tudo que existe, velado ou não, presente ou não, que não interfere no resultado final dos trabalhos e nem na missão da Casa. É estabelecido pelo sacerdote.
Entendido isso vejamos então o que determina realmente se um terreiro é de Umbanda ou não?
a) Na umbanda o atabaque é elemento de rito, ou seja, a presença ou não do atabaque NÃO interfere no RESULTADO final do trabalho. A gira pode ficar, e fica mesmo, mais alegre, mais “vibrante”, mas o resultado final é o mesmo. As entidades incorporam e fazem seu trabalho da mesma maneira.
b) As roupas (saias rodadas, etc.) são elemento de rito, o fato de serem brancas é que é fundamento, ou seja, se as mulheres trabalham com “baianas” rodadas ou sem roda, ou de jalecos não interfere no resultado final do trabalho. As roupas coloridas podem ser usadas em giras festivas. Vai da preferência do sacerdote.
c) Sacrifício de animal não é fundamento e muito menos elemento de rito da umbanda, entretanto é e tem fundamento em outras religiões.

Esses simples exemplos servem apenas para ilustrar, pois é tão fácil e simples saber ou detectar se um terreiro é de umbanda ou não. Há caridade? Não há cobrança por trabalhos, consultas ou passes? Não há sacrifício de animais? Então é umbanda. Fácil, não? O resto, ou quase tudo, é elemento de rito.

13. Qual a necessidade ou a importância do uso de roupas brancas?
A “Roupa Branca” usada pelos médiuns nos rituais de Umbanda, deve ser tratada de maneira especial e usada exclusivamente para este fim.
Ela representa a pureza e a simplicidade, além do branco ser uma cor que absorve a vibrações mas não as retém.

14. Qual o objetivo dos banhos de ervas?
Tem ervas que são para descarrego, outras para energização e outras com ambas as funções, outras simplesmente preparatórias para algum tipo de trabalho.
Dependendo da necessidade o médium ou o consulente, tomará seu banho de ervas objetivando sempre uma boa harmonização com as forças da natureza, para a consecução dos objetivos propostos.
Os banhos de ervas necessitam de uma ritualística preparatória e não devem ser tomados indiscriminadamente, só devem ser tomados sob orientação da Entidade ou do Dirigente do Terreiro ou de pessoas a sua ordem, pois sem o conhecimento específico do problema e do objetivo a ser alcançado, o banho pode ter efeito contrário. Por exemplo se a pessoa tiver agitada demais não deverá tomar banho de ervas Ogum ou Iansã, pois poderá ficar mais agitada ainda.

15. Porque batemos a cabeça no gongá?
O “bater a cabeça” é um gestual que representa humildade e respeito, é uma ato de oferecimento de seu Ori (coroa), de reverencia e agradecimento à Coroa Regente da Casa e de pedido de benção.

16. E os colares na Umbanda?
Os “colares”, os quais chamamos de “guias”, são utilizados para auxiliar fixação da vibração do Orixá e tem a função de atração ou proteção.
Utilizar ou não, a quantidade de contas e quanto o tipo varia de Terreiro para Terreiro conforme a orientação da Entidade Chefe ou do Dirigente. Mas elas não devem ser compradas, pois devem ser preparadas pela própria pessoa segundo os preceitos de cada casa.

17. Na Umbanda não existe sacrifícios de animais? Mas já vi terreiros que praticam esses rituais, então eles não são Terreiros de Umbanda?
Não, não são terreiros de Umbanda. A Umbanda anunciada e fundada como culto pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas não tem a prática de sacrificar animais.
O que precisa ficar bem claro é que Terreiro que pratica sacrifícios de animais, seja para iniciações, descarrego, oferendas ou qualquer outra coisa, não é um terreiro de Umbanda, mas sim outra forma de culto que não nos cabe discorrer sobre.

18. Porque fazer firmeza para Exús e Pombas-gira?
Exús e Pomba-giras são nossos guardiões e defensores dos ataques do astral inferior. Ao fazermos firmeza para eles estamos fornecendo pontos de energização e fixação de energia que visam a facilitar este trabalho.

19. Como é o trabalho de um Exú e uma Pomba-gira?
Como já vimos Exús e Pombas-gira trabalham para nossa defesa e proteção. Atuam nas regiões umbralinas ou onde sua presença se fizer necessária. São verdadeiros soldados do astral envolvendo os trabalhos de defesa com sua energia equilibradora.

20. Qual é a importância de uma gira de Exús?
As giras de exus servem para expurgar, descarregar, encaminhar, limpeza do terreiro, dos médiuns e de todos os trabalhos de desobsessão do mês.
Servem também para oportunizar a estas entidades maravilhosas, através da incorporação e da consulta, sua evolução e na busca de conselhos de assuntos mais de terra.
Não podemos esquecer que eles é que dão o primeiro combate contra as forças trevosas, são eles que nos defendem, que representam e levam as ordens dos enviados de orixás aos níveis mais baixos da crosta, são eles os executores dos kármas, que limpam, descarregam e atuam como elementos magísticos no desmanche de trabalhos de magia negra.

21. Porque algumas entidades na Umbanda bebem e fumam?
A Umbanda, seus médiuns, os espíritos que nela trabalham e, em particular, os espíritos que trabalham na linha de Exu são alvos de muitas críticas devido ao uso da bebida alcoólica e do fumo durante seus trabalhos.  Essas críticas baseiam-se no conhecimento, com o qual concordamos plenamente, de que o vício e a mediunidade responsável são incompatíveis.
Por isso, a Umbanda é comumente associada a espíritos ainda muito apegados à matéria e/ou a médiuns despreparados e de precária estrutura moral. É claro que temos entidades que por estarem em um plano ainda próximo ao da terra guardam os vícios de uma encarnação recente, bem como médiuns que se utilizam das entidades para se embriagarem. Mas isso não é regra, não é porque uma entidade bebe e fuma que ela é um espírito inferior, o fumo e a bebida também fazem parte da caracterização da entidade e ajuda na comunicação entre a entidade e consulentes que associando, por exemplo, um preto-velho que fuma cachimbo ou um Exu que bebe marafo como legítimos e, portanto, dignos de confiança e respeito.Muita das vezes, mesmo pessoas cultas podem levantar dúvidas quanto à legitimidade da comunicação mediúnica quando ela não envolve o uso desses instrumentos de caracterização da entidade (nos quais se incluem, também, a mudança de voz ou de postura física do médium, embora esses elementos tenham suas devidas funções, como se explicará melhor em outra oportunidade).  Essa caracterização das entidades é fundamentada em processos culturais desenvolvidos desde os tempos antigos e presentes no surgimento da Umbanda e facilitam que o médium iniciante reconheça e assimile a personalidade da entidade, permitindo que a entidade se expresse sem maior influência da sua personalidade, já que o médium se torna mais flexível a uma realidade psíquica estranha à sua.
Dentro do conceito elemental, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal, os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática. O Sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza, que somado ao poder das ervas é potencializado muitas vezes em resultados largamente vistos durante os trabalhos de Umbanda. Já o Álcool é do elemento água, provindo de um vegetal (a cana), que se sustenta na terra, altamente volátil no ar e considerado o “Fogo líquido”, de fácil combustão. Tanto o Fumo quanto o Álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais, e no caso do Álcool para desinfetar e limpar no externo e no interno já que pode ser ingerido.
O fumo, Tabaco, o álcool são considerados um “Elemento de Poder”, usados há milênios pelos povos indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de cura.Tudo que é sagrado traz o divino e as virtudes para nossas vidas, sempre que profanamos algo sagrado atraímos a dor e o vicio. Assim o mesmo tabaco e o álcool que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma profana.

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